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Lição Facil N. 4 - 1trim2025

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INÍCIO DO ESTUDO

PENSAMENTO CRISTÃO: “Deus ama a cada um dos seus filhos como se houvesse
apenas um deles para amar”. J. Blanchard
MEDITAÇÃO
VERSO AUREO: ISAIAS 49:15 = “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de
seu filho que mama, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda
que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.”.
INTRODUÇÃO: As emoções humanas e divinas.
Algumas pessoas mais ligadas à filosofia não admitem as emoções e só querem que a
vida seja controlada pela razão, de forma racional e não emocional. No entanto a Bíblia
nos mostra um Deus criador que tem emoções, que fica feliz, que fica triste, que fica
satisfeito, que dá alegria para o seu povo, que sofre com os que sofrem e mostrou isso
através de Jesus. Basta vermos como no caso da morte de Lázaro, Jesus chorou como
está em João 11:35. Ainda mostra que Jesus viu uma multidão aguardando-o para ser
atendida e teve simpatia para com eles como está registrado em Marcos 6:34 - “Jesus
viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor.
Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas”. Por isso nossas emoções não podem
ser qualificadas como irracionais ou descontroladas, pois elas tem valor.
Ilustração: Um velho membro da igreja aproxima-se de seu pastor certa manhã e lhe
diz, triste mas com firmeza: “Pastor me perdoe, mas há alguma coisa errada com seu
jeito de pregar ou na sua obra pastoral, pois a igreja este ano não conseguiu mais do
que um membro novo, e esse mesmo não passa de um garoto. Acho que o senhor
devia pendurar as chuteiras como se diz por aí”. O velho pastor pregou nesse dia com
o coração magoado, e quando terminou a oração tinha lágrimas nos olhos. Desejava
naquele momento que sua carreira estivesse terminada para que pudesse deitar-se
para o derradeiro sono no velho cemitério. Triste, sentou-se no ultimo banco e deixou-
se ficar na igreja querida, procurando solidão, quando de repente se aproxima um
jovem com o rosto transfigurado pela emoção e disse assim: – Pastor, o senhor acha
que se eu estudar a bíblia e treinar bastante, eu poderia chegar a pregar o Evangelho?
– Pregar o Evangelho. Voce quer ser pregador? – Sim pastor, gostaria de pregar igual
ao senhor e depois queria me tornar missionário. – Houve um longo silêncio e as lá-
grimas banharam as faces do pastor e a ferida de seu coração estava cicatrizada. –
Roberto, disse o pastor, vejo aí a mão de Deus. Que o Senhor lhe abençoe, meu filho.
Eu tenho certeza que posso preparar voce para pregar o Evangelho. O velho pastor
começou a treinar o garoto para pregar. Depois arrumou pessoas para pagar uma
escola de teologia para o moço. Esse rapaz era Roberto Moffat que, mais tarde viajou
para a África Meridional, traduziu a Bíblia para a língua dos nativos, evangelizou mais
de um milhão de pessoas e enriqueceu o mundo com suas descobertas geográficas. E
não passava, no entanto, de um garoto que Deus enviou para curar as emoções feridas
do velho pastor, que semeou para uma colheita na eternidade. Isso é emoção, que nos
afeta e que agrada também a Deus.
Deus nos ama e essa é a emoção mais forte que há no coração de qualquer ser pen-
sante. No entanto as emoções de Deus são perfeitas e não devem ser comparadas com
as emoções humanas que experimentamos. Vamos estudar isso mais de perto para
termos certeza de que estamos no caminho certo. Deus vos abençoe. Bom estudo!

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Ilustração: Conta-se a história de uma águia gigantesca, nas montanhas da Escócia.
Certo dia baixou ela a um quintal onde se achava uma criancinha num berço. Tomou o
pequenino e subiu, subiu, subiu, até que afinal depositou o pobrezinho à borda de um
rochedo. A mãe estava como louca. Toda a vila ficou horrorizada. E dirigiram-se para o
pé do rochedo, discutindo ali a maneira de poder salvar a criança. Um musculoso ma-
rinheiro declarou: "Hei de apanhá-la." E pôs-se a subir pelo rochedo. Mal começou,
porém, teve de voltar atrás. Então um rústico montanhês, acostumado a escalar mon-
tanhas, disse: "Eu a trarei." E subiu, subiu, mas eis que não pôde avançar mais, e
voltou. De repente alguém deu um alerta: Tem alguém subindo a montanha! A pessoa
em questão subiu, subiu cada vez mais, vencendo os obstáculos, até que chegou afinal
onde estava a criança e a pegou, descendo então pouco a pouco a montanha e che-
gando a salvo onde todos aguardavam ansiosos para saber quem era a pessoa que
salvara a criança. Quando ela chegou todos ficaram surpresos: era a mãe da criança. O
amor materno dera-lhe coragem e ela empreendeu um salvamento que ninguém con-
seguiria fazer. Houve aplausos para a heroína que saiu feliz na direção do seu lar.
O amor dos pais pelos filhos é um sentimento dos mais profundos e ilustra a forma
como Deus se relaciona conosco, com amor e compaixão, nos dando sempre o melhor.
Porém o amor de uma mãe é sem dúvida, o tipo de amor mais impactante que há no
mundo e que só o amor de Deus consegue superar, por isso o verso para memorizar
diz que ainda que uma mãe se esqueça do filho que amamenta, Deus nunca se esque-
cerá de nós. Ele ainda acrescenta: Porque tenho vocês gravados nas palmas de mi-
nhas mãos. Louvado seja!

Pergunta 1– Que mensagem sobre o amor e a compaixão de Deus as imagens descritas


pelos textos bíblicos nos passam? Leia Salmo 103:13, Isaias 49:15 e Jeremias 31:20.
Salmo 103:13 = 13 Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR
se compadece daqueles que o temem.
Isaias 49:15 = 15 Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que
mama, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se
esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.
Jeremias 31:20 = Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delí-
cias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso
se comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o Senhor
Explicando= Deus nos trata como um pai, uma mãe que cuida dos filhos de maneira
dedicada, amorosa, prazerosa. Deus tem prazer em nos ter como filhos.
Comentário: Só um Deus com amor incondicional pode cuidar dos seus filhos com
tanto carinho e fazer por eles o que um pai faria, em nome do amor. O povo de Deus
não era totalmente obediente e mesmo assim o Senhor o chama de “filho precioso” e
ainda declara que Ele se comove por esse povo a ponto de suas entranhas se mexerem
de amor e compaixão. Mesmo sendo um povo infiel, o Senhor o ama de verdade.
Ilustração: Um certo menino ficou cansado de estar em casa debaixo das ordens do
pai, e fugiu. Tornou-se marinheiro, e por muitos anos trabalhou nos navios, ficando
grosseiro, duro e bruto. Nunca, durante todo este tempo, escreveu uma carta ao lar.
Finalmente seu desejo de voltar ao lar tornou-se tão grande que decidiu voltar. Entrou
no porto, tomou um pequeno barco e remou em direção ao lar. Sobreveio-lhe a ideia de
que talvez todos estariam mortos. Então remou em direção da casa à noite, mas viu
uma luz, e alguém que se movia na praia. Não queria encontrar ninguém, e por isso se
afastou. Voltou às dez, mas a luz continuava no mesmo lugar. Voltou às onze e alguém
estava andando pela praia. Aproximou-se do lugar e eis que seu pai, de barba branca,
olhos melancólicos, estava ali. Noite após noite, durante todos os anos, havia colocado
uma lanterna para guiar e receber o seu filho, que voltaria ao lar paterno. Deus é assim.
É um pai, e nenhum filho, jamais, será esquecido de seu coração amante.

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O profeta Oséias recebeu de Deus uma missão espinhosa que era se casar com uma
prostituta. Ele fez isto e sofreu muito com as fugas da esposa para se encontrar com
outros homens. Deus mandou Oseias dizer ao povo que o seu casamento era uma
figura entre o povo e Deus. O povo era de Deus, mas se prostituia com outros deuses,
apesar de todo o amor que Deus lhe dispensava. Deus mostrou depois para o povo que
o tratamento dele com o povo, era um tratamento de paz e amor com a finalidade de
restauração assim como um pai ama um filho e o trata bem.
Ilustração: Um dia um pastor foi ver um dos professores nativos, no campo em que ele
era obreiro. Chamava-se Myat Jow. O pastor chegou bem na hora do almoço quando o
professor estava sentado à mesa e tendo ao lado seu filhinho Salomão, de três anos de
idade. O pastor notou que o menino segurava o prato exatamente como o pai. Olhando
o pai, os seus olhinhos brilhavam de contentamento, e ele disse: – Eu amo o senhor,
papai! Aquele pai sorriu e perguntou: – Quanto você ama ao papai, Salomão? O pe-
queno Salomão estendeu os bracinhos gorduchos o mais que pôde, e disse: – Um
tanto assim! – Então, disse o pai sorrindo, se você ama tanto assim ao papai, voce
poderia me trazer uma caneca de água? Salomão saltou da cadeira e correu para o pote
de água; mas este estava colocado muito alto. Por uns momentos olhou para ele, de-
pois para a caneca dependurada junto, mas também estava muito alto. Então, sem um
instante de hesitação, esforçou-se quanto podia, e enquanto seus dedinhos, tocando-a
de leve faziam a caneca balançar e retinir, ele chamava: – Papai! Papai! Papai! ... O pai
então se levantou apressadamente da mesa, foi para junto do filho e o ergueu nos
braços até que sua mãozinha pôde alcançar a caneca e tirar água do pote. Então o pai
o desceu ao chão de novo e o pequeno correu para a mesa, levando a caneca de água.
Quando lá chegou, a metade da água da caneca se havia derramado, mas o pai disse: –
Esta é a caneca de água mais doce que já bebi em toda minha vida!
È assim que acontece entre nós e nosso Salvador. Quando Lhe perguntamos o que
precisamos fazer para ter vida eterna, Ele diz: "Se queres entrar na vida, guarda os
mandamentos." Mas os mandamentos estão muito alto, e nós somos fracos demais.
Que poderemos fazer, então? Servir ao Senhor com todo o coração e toda a alma e
todas as forças. E tendo feito isto, Jesus nos ergue, cobre com a Sua gloriosa justiça
as nossas faltas, e nós ficamos completos nEle.

Pergunta 2– Como o profeta Oséias mostra a maneira de Deus amar o seu povo e
cuidar dele? Que imagem ele usa?
Oséias 11:1-9 = 1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho.
2 Mas, ele se desviou, fugindo da minha face; sacrificando aos ídolos, e queimando
incenso às imagens de escultura. 3 Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomando-os
pelos seus braços, mas não entenderam que eu os curava. 4 Atraí-os com laços de
amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas, e lhes dei
mantimento. 5 Não voltará para a terra do Egito, mas a Assíria será seu rei; porque
recusam converter-se. 7 Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; ainda
que chamam ao Altíssimo, nenhum deles o exalta. 8 Como te deixaria, ó Efraim? Como
te entregaria, ó Israel? Está comovido em mim o meu coração, as minhas compaixões à
uma se acendem. 9 Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir a
Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti...
Explicando= Para falar do amor e da compaixão de Deus, o profeta Oseías usou a
figura do pai que ensina o filho a andar, cuida, alimenta e o protege.
Comentário: Deus é retratado no livro de Oseias como aquele que tem um amor an-
gustiante por seu povo assim como um pai se preocupa com o filho apesar dele em
alguns momentos ser desobediente. Deus é descrito exercendo compaixão pelo povo
de forma profunda com a finalidade de corrigir pelo amor. Um pai faz pelo filho sacrifí-
cios indescritíveis só para vê-lo bem. Que possamos com isto entender o amor divino.
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Quando lemos o Antigo Testamento encontramos imagens que representam o amor e a
compaixão de Deus por seu povo. No Novo Testamento os escritores mostram Jesus
como a representação do Pai usando de amor e compaixão pelas pessoas com as
quais ele tratava. As parábolas e os milagres mostravam a compaixão de Deus execu-
tada através de Jesus e Isso hoje nos dá confiança plena na divindade e nos permite
descansar em sua misericórdia.
Ilustração: William Cowper, foi um poeta e compositor de hinos inglês do século 19,
que lutou contra sucessivas crises depressivas ao longo da sua vida, mas ele apren-
deu a depender do amor e da misericórdia divina. Talvez seja por isso que os seus
hinos ainda nos tocam profundamente quando a nossa vida parece rodopiar fora de
controle e nós desejamos desesperadamente confiar em Deus. Um dos hinos mais bem
conhecidos de Cowper, "God moves in a mysterious way,"(Deus move-se de forma
misteriosa) contem estas palavras animadoras: “Vós santos tementes, tomem nova
confiança; as nuvens que tanto temeis; na verdade são grandes em misericórdia, e
rebentarão como bênçãos sobre as vossas cabeças”.

Pergunta 3– Como os textos da Bíblia nos mostram a sensibilidade e compaixão de


Cristo ao tratar das pessoas em suas necessidades?
Mat. 9:36 = 36 E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam
cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor.
Mat. 14:14 = 14 E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima com-
paixão para com ela, curou os seus enfermos.
Mar. 1:41 = 41 E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e
disse-lhe: Quero, sê limpo.
Mar. 6:34 = E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque
eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas
Luc. 7:13 = 13 E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-
lhe: Não chores.
Mat. 23:37 = 37 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são
enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus
pintos debaixo das asas, e tu não quiseste.
Explicando= Jesus sentia grande compaixão ao ver o sofrimento das pessoas e os
atendia curando, ensinando, confortando e lamentando quando alguns não aceitavam.
Comentário: Jesus se emocionava com o sofrimento das pessoas causada pelo pe-
cado e por isso procurava dar alivio atendendo suas necessidades através dos mila-
gres produzidos. Sua compaixão foi grande e até chorou ao ver Lázaro sepultado,
chorou e lamentou ao ver a rejeição da cidade de Jerusalém e se condoeu daqueles
que choravam quando Ele levava a cruz ao calvário. Ele disse às mulheres: “Filhas de
Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos”.
Ilustração: Disse Lutero: "Eu correria para os braços de Jesus, mesmo se Ele Se
achasse com uma espada desembainhada nas mãos." João Butterwort, era um homem
sem regras e libertino e um dia lendo essa frase, resolveu seguir o exemplo de Lutero e
encontrou, como se dá com todos os pecadores que assim procedem, não uma espada
na mão de Cristo, mas braços abertos e cordiais boas-vindas. A proclamação soa
através dos tempos e dirige-se a todo coração opresso: "Vinde a Mim, todos os que
estais cansados..." Ele demonstrou essa maravilhosa compaixão no seu ministério e
morrendo por nós; não será agora que Ele repulsará o pecador que dEle se aproxime.
E.G.White escreveu: “Estudai a vida e o caráter de Cristo e procurai seguir o Seu
exemplo de amor e compaixão. Que benignidade, que compaixão, que terna simpatia
tem Jesus manifestado para com a humanidade sofredora! O coração que bate em
uníssono com o Seu grande coração de amor infinito dará simpatia a toda pessoa
necessitada e tornará evidente que tem o espírito de Cristo.”. Med.Mat. 19 pag 62

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DEUS PODE TER CIÚMES?C IÚ M ES ?
Nos escritos bíblicos Deus é descrito como um Deus que tem amor, tem compaixão,
tem satisfação, alegria, tristeza, ira e principalmente como um Deus compassivo. Além
de ser compassivo, Deus é visto como zeloso que cuida do seu nome e do seu povo
com um zelo que pode ser traduzido como “ciúme”. Por ser atribuído a Deus, cremos
na perfeição e, portanto, se torna algo bom que preserva, que protege, que salva.
Ilustração: No templo judeu, como também no tabernáculo havia uma lâmpada sempre
acesa – a luz do sacrifício. Dia e noite, fosse verão ou inverno, aquela luz lânguida e
mística brilhava no Lugar Santo representando o zelo divino por seu povo. No templo
da vida de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo havia uma luz. O óleo que a sustenta-
va jamais se esgotou. Nem zombaria, nem hostilidade, nem ódio pôde apagá-la. Era a
luz do amor. "Sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para
o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim". João 13:1. O
apóstolo Paulo escreveu que o amor verdadeiro não arde em ciúmes, então o que Deus
sente por todos nós é um zelo santificado que se assemelha ao ciúme, mas que é dife-
rente do sentimento humano, pois o ciúmes de Deus, protege, cuida e quer o bem para
o objeto amado, como a evitar que outras coisas tomem o lugar daquilo que por direito
de conquista e sacrifício é seu.
E.G.White escreveu: “O Senhor Deus é Deus zeloso; Ele deseja salvar a todos quanto
ama, contudo tem suportado por muito tempo os pecados e transgressões de Seu
povo nesta geração. Se o povo de Deus tivesse andado conforme o Seu conselho, Sua
obra teria prosperado, e a mensagem da verdade teria sido dada a todos os povos que
habitam a superfície de toda a Terra”. Med.Mat. 1959 pag 288 referente a Carta 106, de 1897.

Pergunta 4– Se o amor não arde em ciúmes, como Deus pode ser ciumento? Como a
infidelidade do povo de Deus ao longo da história explica esse ciúme de Deus?
II Cor. 11:2 = 2 Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho prepa-
rado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.
Sal. 78:58 = 58 Pois o provocaram à ira com os seus altos, e despertaram o seu zelo
com as suas imagens de escultura.
Explicando= O zelo de Deus não tem as características negativas do ciúme humano.
Seu zelo é porque Ele deseja ter um relacionamento exclusivo conosco. Deus não
admite coração dividido servindo a dois senhores.
Comentário: Para explicar o zelo divino, chamado de “ciúme” podemos olhar para as
palavras de Jesus quando disse isto: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque
ou irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não
podem servir a Deus e às riquezas”. (Mat. 6:24). Ou seja, qualquer coisa que ocupe o
lugar de Deus ou que damos mais importância do que ao Senhor, causa ciúme, “zelo”
Dele por nós. Isso porque Deus sabe que nossa felicidade está nEle e que todas as
outras coisas são passageiras e muitas delas causam a infelicidade pelos problemas
que acarretam. O ciúme de Deus é bom e justo e explica porque Deus é apaixonado por
seu povo, a ponto de dar seu próprio filho para salvá-lo. Quer prova maior que essa?
Ilustração: O amor de Deus é tão grande e perfeito, que seu ciúme é uma variação pura
deste amor e significa a forma do amor se expressar em cuidar e ter exclusividade para
se dedicar e amar. Por isso o amor tem procedência celestial, e precisa alimentar-se de
pão celestial. "O amor também precisa se alimentar, senão morre de fome." Amor ali-
menta-se com amor, com expressões de carinho, com demonstração de cuidados, com
sacrifícios espontâneos. Por isso podemos dizer que a razão da existência de nosso
amor para com Deus é Ele mesmo, porque Deus é o autor e a fonte de todo nosso amor
para com o próximo e para com Ele mesmo. Por isso o discípulo do amor escreveu:
"Nós amamos a Ele, porque Ele nos amou primeiro". I João 4:19. Se por acaso deixa-
mos de lado esse amor, sua forma de resgate é o ciúme divino, fruto de sua paciência.

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Certamente aprendemos das Escrituras que existe algo como um ciúme piedoso. En-
contramos o apóstolo Paulo declarando à Igreja de Corinto: “Pois estou zeloso de vós
com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem
pura a um marido, a saber, a Cristo”. Ele tinha uma preocupação sincera, cautelosa e
ansiosa por sua santidade, para que o Senhor Jesus fosse honrado em suas vidas. Que
nos lembremos então que o ciúme, assim como a raiva, não é mal em si mesmo, ou
nunca poderia ser atribuído a Deus. Seu ciúme é sempre uma chama pura e santa
porque Deus é compassivo e apaixonado por seu povo como a vida de Jesus Cristo
demonstrou. Mesmo o povo sendo desobediente e incrédulo, Jesus não os abandonou,
mas foi atrás deles até o último momento de sua vida e até depois da sua ressurreição.

Pergunta 5– Como o apóstolo Paulo nos mostra o amor compassivo de Deus nos
convidando a aplicar esse amor em nossos relacionamentos com outras pessoas?
I Cor. 13: 4-8 = 4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não
trata com leviandade, não se ensoberbece. 5 Não se porta com indecência, não busca
os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; 6 Não folga com a injustiça, mas
folga com a verdade; 7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor
nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão;
havendo ciência, desaparecerá;
Explicando= A bíblia diz que Deus é amor e Ele é o modelo perfeito do amor ativo
porque é bondoso, paciente, compassivo e tantas outras virtudes. O Espírito Santo
pode nos ajudar a termos um amor assim, imitando a Deus no trato com as pessoas.
Comentário: Nossa vida é pautada em relacionamentos e por isso vamos precisar do
amor divino descrito pela bíblia. Na verdade, não conseguiremos por nós mesmos
desenvolver esse tipo de amor, por isso será necessário a ação do Espírito Santo colo-
cando em nossa vida o amor e os frutos derivados desse amor para que possamos
amar a Deus e amarmos a todos com os quais nos relacionamos.
Ilustração: Houve na Inglaterra um homem chamado Frank Higgins que era compassivo
e que amava as pessoas a quem anunciava Jesus. Milhares o haviam ouvido falar,
tinham-lhe visto o sorriso cativante e sentido seu cordial aperto de mão. Esse homem
deu a vida à pregação do Evangelho aos rústicos trabalhadores que trabalhavam nas
fazendas realizando colheitas. Frank Higgins amava as pessoas, não importava quão
rude fosse o seu aspecto. Tão corpulento e corado era ele que poucos perceberam que
estava literalmente dando a vida em favor dos outros enquanto andava, de lugar a
lugar, levando às costas pesado mochila cheia de folhetos para distribuir aos trabalha-
dores que enfrentavam tantos problemas pessoais. Frank orava com eles durante as
jornadas de trabalho, alguns ele visitava em casa se ficavam doentes e os amava como
Jesus faria. Frank aprendeu com o Espírito Santo a ser semelhante a Jesus.
Para amarmos da forma que Jesus Amou e termos em nosso coração essa qualidade
de amor, precisamos pedir a Deus um novo coração, disposto a obedecer e repleto de
amor puro para com Ele e para com os nossos semelhantes.
Ilustração: Um dia o missionário Stanley Jones perguntou ao Mahatma Gandhi, famoso
filósofo da Índia, o que se deveria fazer para introduzir o cristianismo na Índia, e ele
respondeu o seguinte: 'Primeiro que tudo, eu aconselharia os cristãos a começarem
entre si mesmos a viver como Cristo viveu.' 'Em segundo lugar, prosseguiu ele, eu
aconselharia que traduzissem em atos a sua religião, sem lhe fazer violência e a rebai-
xar.' Em terceiro lugar, continuou Gandhi, eu sugeriria que os senhores ponham ênfase
no amor, porque o amor é o centro e a alma do cristianismo. Se vocês usarem o amor,
ninguém poderá resistir a vocês. Não se referia ao amor como simples sentimento, mas
ao amor divino como poder em ação, como Cristo desejava que ele encontrasse apli-
cação por parte dos indivíduos, grupos, raças e nações, como poder unificador e sal-
vação do mundo". Deus nos conceda a graça de termos esse amor em nossas vidas.

Pag.35– Estudo 4 - 1.trim.2025


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Resumo: Depois de estudarmos sobre um Deus maravilhoso que ama suas criaturas e
que é apaixonado e compassivo com seu povo, podemos concluir o estudo, com a
certeza de que o aprendizado foi prático e sobretudo bem espiritual, despertando em
nós o amor pelo Pai eterno e nos incentivando a praticarmos pelo poder do Espírito
Santo as virtudes divinas. Deus nos ama de forma emocional e de forma perfeita que
suas emoções não podem ser consideradas idênticas às nossas emoções humanas.
Deus nos criou com a capacidade de sentirmos emoções e elas controladas pelo Espí-
rito Santo tornam-se ferramentas práticas em nossos relacionamentos tanto com Deus
como com o nosso próximo. Devemos no entanto colocar nossas emoções ao controle
do Espírito Santo, para que os resultados glorifiquem a Deus.
E.G.White escreveu: “Não deveis esperar por emoções maravilhosas, antes de crerdes
que Deus vos ouviu; os sentimentos não devem ser vosso critério, pois as emoções
são mutáveis como as nuvens. Deveis ter alguma coisa sólida como fundamento de
vossa fé, tal como o exemplo do amor de Cristo por nós.”. Mens. Esc. Vol. 1, pag. 328
Nosso estudo da semana nos levou a considerar que o amor divino por nós é superior
ao amor de uma mãe por seus filhos. A Palavra de Deus utiliza a figura do amor dos
pais pelos filhos como o retrato da compaixão divina por seus filhos, que se sacrifica
para salvar a todos.
Ilustração: Numa praia da Escócia perto de uns rochedos um navio bateu nas pedras e
afundou. Os marinheiros pegaram os poucos barcos salva vidas que o navio possuía,
mas não deu para todos e alguns marinheiros ficaram presos nos rochedos. Alguns
pescadores saíram e resgataram os marinheiros das pedras. Ao chegar na praia, um
deles deu falta do marinheiro mais jovem que ficara num lugar um tanto difícil de aces-
sar. Um homem disse: É o meu filho que ficou lá. Me emprestem um barco, eu vou
busca-lo”. As pessoas em redor alertaram-no do perigo que corria em ir num lugar tão
perigoso, mas a compaixão do homem pelo filho foi maior e ele se fez ao mar no meio
das ondas que cresciam cada vez mais com a força do vento. Depois de longas quatro
horas eis que o barco retornou e com ele o homem e o moço salvo. Todos aplaudiram
o resgate bem sucedido do pai que sem medir esforços ou o perigo, salvou o filho
Deus nos mostra um amor superior a esse de um pai ou de uma mãe por seus filhos. A
história mostra que mesmo o povo sendo infiel, abandonando o Senhor, mesmo assim
Ele demonstrou um amor angustiante e um desejo intenso de salvá-los por que os
amava demais.
Jesus mostrou esse amor para com as pessoas no seu ministério, ajudando-as e mino-
rando seus sofrimentos. Ele mostrou grande compaixão e até chorou por causa deles.
Por isso Deus deseja nosso amor e não quer nos dividir com nada. Por isso o primeiro
mandamento diz: “Não terás outros deuses diante de mim”. Isso é zelo, traduzido como
ciúme puro que cuida, zela e traz salvação. Louvado seja nosso Deus por seu amor.

FELIZ SÁBADO

S
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44
4 4::: 6
4 6
6

POR DO SOL DE 24/ JANEIRO - ESTUDO 4 - Fonte: www.apolo11.com


MANAUS : 18:20 P.VELHO: 18:39 BELÉM : 18:29 FORTALEZA:17:52 RECIFE :17:43
SALVADOR:18:05 VITÓRIA: 18:25 CUIABÁ : 18:25 BRASÍLIA : 18:45 C.GRDE:18:21
B.HORIZ : 18:35 R.JANEIR:18:41 S.PAULO : 18:56 CURITIBA : 19:10 P.ALEGRE:19:27

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