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Crescimento Dos Leitos de UTI No País Covid - Desigualdades Público Vs Privado

O documento analisa o crescimento dos leitos de UTI no Brasil durante a pandemia de Covid-19, destacando as desigualdades entre os setores público e privado e as iniquidades regionais. Embora tenha havido um aumento significativo no número total de leitos, a maioria dos novos leitos foi destinada ao setor privado, resultando em uma disparidade acentuada no acesso à saúde. A pesquisa revela que apenas 21,82% dos novos leitos de UTI foram do SUS, evidenciando a necessidade de uma reavaliação das políticas de saúde pública no país.
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Crescimento Dos Leitos de UTI No País Covid - Desigualdades Público Vs Privado

O documento analisa o crescimento dos leitos de UTI no Brasil durante a pandemia de Covid-19, destacando as desigualdades entre os setores público e privado e as iniquidades regionais. Embora tenha havido um aumento significativo no número total de leitos, a maioria dos novos leitos foi destinada ao setor privado, resultando em uma disparidade acentuada no acesso à saúde. A pesquisa revela que apenas 21,82% dos novos leitos de UTI foram do SUS, evidenciando a necessidade de uma reavaliação das políticas de saúde pública no país.
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COMENTÁRIO | Página 1 de 11

Crescimento dos leitos de UTI no país


durante a pandemia de Covid-19: desigualdades
entre o público x privado e iniquidades regionais
| 1 Dorival Fagundes Cotrim Junior, 2 Lucas Manoel da Silva Cabral |

1
Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro-RJ, Brasil ([email protected]).
ORCID: 0000-0002-7389-7635
2
Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro-RJ, Brasil ([email protected]).
ORCID: 0000-0001-6144-8050

Recebido em: 29/05/2020


Aprovado em: 09/06/2020
Revisado em: 15/06/2020

DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-73312020300317

Espera-se que a pandemia venha a fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS)


brasileiro (SANTOS, 2020a, 2020b; GUIMARÃES, 2020; VENTURA, 2020;
OLIVEIRA, 2020; CFESS, 2020; FACCHINI, 2020), bem como os sistemas
públicos de saúde dos demais países, especialmente pelas múltiplas e nefastas
consequências socioeconômicas que tem gerado (QIU; CHEN; SHI, 2020; BONG
et al., 2020; NICOLA et al., 2020; KANTER; BOZA, 2020; JUNI et al., 2020;
DOUGLAS et al., 2020), com potencial de aumentar ainda mais, uma vez que os
surtos permanecem em vários países (KINROSS et al., 2020; BOLDOG et al.,
2020; CDC COVID-19, 2020; SINGH et al., 2020; ORNELAS-AGUIRRE,
2020; CHINTALAPUDI et al., 2020; BAHADUR; LONG; SHUAIB, 2020;
ANASTASSOPOULOU et al., 2020; ZHONG et al., 2020), que se encontram
em diferentes fases da pandemia; em outros estão diminuindo, como a China; e em
outros, como o Brasil, além de estar batendo recordes atrás de recordes, iniciou-se
agora a expansão para o interior dos estados (FIOCRUZ, 2020a,b,c).
Diante desse desejo de centralidade ou de retomada da centralidade do SUS, que
realmente precisa crescer e submeter o privado ao seu controle e não o contrário,
analisou-se uma das dimensões de maior impacto no combate ao vírus e na

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assistência à população, a oferta de leitos de UTI disponíveis no Brasil. Com as


notícias de instalação de hospitais de campanha, de criação de leitos e de tentativas
de reabrir ou disponibilizar leitos públicos não utilizados, criou-se uma metodologia
para investigar a expansão desses leitos em todo o país, segmentando os resultados
por região geográfica.
O mapa 1 exemplifica as desigualdades regionais na distribuição/alocação de
leitos de UTI (SUS e não SUS) no Brasil. A Região Sudeste concentra (51,9%) dos
leitos de UTI nacional, enquanto as regiões Norte (5.2%) e Centro-Oeste (8,5%)
não alcançam 10 % dos leitos totais.

Mapa 1. Proporção da distribuição de Leitos de UTI totais (SUS e não SUS) por regiões
do Brasil - Competência abril/2020

Fontes: Indicadores obtidos junto ao Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES),
do Ministério da Saúde

Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 30(3), e300317, 2020


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Os resultados encontrados são surpreendentes e contrastam com os desejos dos


sanitaristas, os quais compartilhamos, de fazer com que o SUS volte a definir os
rumos da política de saúde, dando-lhe um caráter público, sanitarista, humanista-
republicano (GUIMARÃES; SANTOS, 2019). A pergunta, portanto, está posta e
ainda parece cedo para concluirmos definitivamente sobre qual setor (o público ou
privado) sairá fortalecido dessa “coronacrise” (MELLO et al., 2020), que já infectou
mais de 5 milhões de pessoas em todo o globo (JOHNS HOPKINS, 2020).
Buscou-se fazer, inicialmente, uma revisão bibliográfica em uma base científica,
a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a fim de encontrar artigos que tratassem da
expansão de leitos de UTI no país, a partir dos termos “Covid-19”, “Brazil” e “Leitos
de UTI”. Foram encontrados quatro resultados, sendo um artigo científico publicado
no periódico J.Health NPEPS e os outros três estão classificados como “recursos
multimídias” (multimídia). Entre esses há uma entrevista com o ex-ministro da
Saúde Luiz Henrique Mandetta, um vídeo de preparação de leitos de UTI divulgado
pelo governo brasileiro, e uma coletiva de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde
de São Paulo (SESSP). Portanto, não foi possível fazer uma revisão bibliográfica
sobre o tema, razão pela qual foi necessário ir em busca de bancos nacionais de
dados de saúde e da população, o que nos remete ao ponto seguinte.
Para a construção dos dados apresentados no texto, foram consultados alguns
bancos: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Estimativa
populacional 2019; indicadores obtidos junto ao Cadastro Nacional dos
Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES), do Ministério da Saúde – Competência
abril/2020; e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – Competência
abril/2020. Os leitos de UTIs1 considerados foram: UTI adulto I, UTI adulto II,
UTI adulto III,2 UTI infantil I, UTI infantil II, UTI infantil III,3 UTI neonatal
I, UTI neonatal II, UTI neonatal III,4 UTI de Queimados,5 UTI coronariana tipo
II – UCO tipo II, UTI coronariana tipo III – UCO tipo III6 (BRASIL, 2017).
Após essas pesquisas, foi possível construir as tabelas e extrair os resultados
acerca da temática dos leitos, especificamente da sua expansão a partir do evento
pandêmico, que expressam, desde logo, um claro fortalecimento do setor privado/
suplementar, que, pontue-se, está operando fortemente no sentido de expandir a sua
rede, tendo conseguido liberar os recursos do ativo garantidor (SANTOS, 2020b),
enquanto os avanços do SUS estão tímidos, ao menos neste tópico dos leitos de UTI.

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Tabela 1. Proporção de leitos de UTI SUS e Não SUS por região/UF. Momento pré-
pandemia (dezembro/2019) e Pandemia (abril/2020)
DEZEMBRO/2019 ABRIL/2020
Total de Leitos Total de Leitos
Região / UF Leitos De Leitos de
leitos de não SUS¹ leitos de NÃO SUS¹
UTI SUS¹ UTI SUS¹
UTI¹ (privado) UTI¹ (privado)
Norte 2.355 1.501 854 3.128 1.793 1.335
Nordeste 8.472 5.068 3.404 12.480 5.968 6.512
Sudeste 24.277 10.600 13.677 31.292 11.696 19.596
Sul 6.650 4.174 2.476 8.269 4.761 3.508
Centro-oeste 4.291 1.706 2.585 5.096 1.935 3.161
BRASIL 46.045 23.049 22.996 60.265 26.153 34.112
Fontes: Os cálculos foram realizados com base nos seguintes bancos: indicadores obtidos junto ao Cadastro
1

Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES), do Ministério da Saúde - Competências:


dezembro/2019 e abril/2020.

Tabela 2. Proporção da população dependente do SUS x população com planos privados


de saúde
Proporção da Beneficiários de Proporção da
Região / UF População¹ população dependente planos privados população com
do SUS (%) de Saúde³ plano de saúde (%)

Norte 18.430.980 90,72 1.710.534 9,28


Nordeste 57.071.654 88,43 6.602.963 11,57
Sudeste 88.371.433 67,55 28.678.570 32,45
Sul 29.975.984 77,14 6.852.060 22,86
Centro-oeste 16.297.074 80,12 3.240.438 19,88
BRASIL 210.147.125 77,59 47.084.565 22,41
Fontes: Os cálculos foram realizados com base nos seguintes bancos: IBGE - Estimativa populacional
1

2019; 2indicadores obtidos junto ao Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES),
do Ministério da Saúde - Competência abril/2020; 3Fonte: ANS - Competência abril/2020 (não estão
contabilizados 23.244 beneficiários cuja residência não foi identificada).

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Tabela 3. Distribuição territorial dos Leitos de UTI SUS e Não SUS


Beneficiários
Leitos NÃO
Leitos de Leitos SUS / de planos Leitos
Região / UF População¹ SUS / 100mil
UTI SUS² 100mil hab. privados de NÃO SUS²
beneficiários
saúde³
Norte 18.430.980 1.7937 9,73 1.710.534 1.335 78,05
Nordeste 57.071.654 5.968 10,46 6.602.963 6.512 98,62
Sudeste 88.371.433 11.696 13,24 28.678.570 19.596 68,33
Sul 29.975.984 4.761 15,88 6.852.060 3.508 51,20
Centro-oeste 16.297.074 1.935 11,87 3.240.438 3.161 97,55
BRASIL 210.147.125 26.153 12,45 47.084.565 34.112 72,45
Fontes: Os cálculos foram realizados com base nos seguintes bancos: IBGE - Estimativa populacional
1

2019; 2indicadores obtidos junto ao Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES),
do Ministério da Saúde - Competência abril/2020; 3Fonte: ANS - Competência abril/2020 (não estão
contabilizados 23.244 beneficiários cuja residência não foi identificada).

Com base nos dados compilados, verificamos que houve um salto no número
de leitos no país, saindo de 46.045 em dezembro de 2019 (momento pré-pandemia)
para 60.265 (pós-pandemia) em abril de 2020. Ou seja, em quatro meses,
aproximadamente, houve um incremento de 14.220 leitos, o que representa um
aumento total de 23,59%, e que é bastante significativo.
Poder-se-ia pensar então que a população brasileira estaria agora bem mais
assistida, já que o aumento foi expressivo, ao menos do ponto de vista nacional e sem
considerar as desigualdades regionais nessa oferta. Entretanto, quando se consideram
apenas os leitos de UTI SUS é que os resultados são ainda mais impressionantes:
destes 14.220 novos leitos, apenas 3.104 são do SUS, ou seja, disponível para toda a
população, inclusive para quem possui plano privado de saúde. Esse tímido avanço
do SUS representa apenas 21,82% dos novos leitos UTI. Ou seja, a contrario sensu,
o setor privado com seu crescimento conseguiu instalar mais 11.116 leitos, o que
representou 78,18% das novas camas de tratamento intensivo em todo o país,
expressando uma desigualdade sem precedentes na história recente do país, isto é,
desde a implantação do SUS.
Ora, até dezembro de 2019, a diferença numérica absoluta entre os leitos de UTI
SUS e não SUS era praticamente insignificante, e o número dos leitos públicos

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era ainda superior ao da oferta privada (23,049 frente a 22.996). Ou seja, havia
uma parca diferença de 53 leitos, a favor do SUS. Com a pandemia os números
foram muito invertidos e o país passou a ter uma oferta de 26.153 leitos públicos
face a 34.112 leitos privados de UTI, resultando em uma diferença de 7.959, muito
distinta dos antigos 53 leitos a maior no setor público. Importante ainda considerar
que parte significativa dos novos leitos SUS criados para combater a Covid-19 não
constituem patrimônios permanentes do sistema público, uma vez que dispostos
nos hospitais de campanha, sabidamente temporários. Isso indica que, ao final da
pandemia, se os rumos da expansão de leitos continuarem seguindo esta direção a
diferença nacional será ainda maior.
A predominância do setor privado no quesito de expansão dos leitos de UTI
é visível, o que é muito grave em um país no qual apenas 22,41% da população
dispõem de plano privado, representando um total de 47.084.565 pessoas, e os
outros 77,59% (ou 163.062.560 pessoas) dependem exclusivamente do SUS.
Está configurado expressamente o privilégio aqui instaurado, pois 22,41% da
população disputam 34.112 leitos (agora com a pandemia), o que representa uma
taxa proporcional de leitos no valor de 7,24 a cada 10 mil habitantes; ao passo que
77,59% da população disputam 26.153 leitos, sendo que, em verdade, 100% da
população podem disputar esses leitos públicos, conforme garantia da Constituição
Federal de 1988 e da Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990), o que resulta em
uma taxa de 1,24 leito SUS a cada 10 mil habitantes. Essa disparidade precisa ser
sanada de alguma forma, tanto por medida de justiça quanto de igualdade, uma vez
que todas as vidas importam e são dotadas do mesmo valor. Ou vamos dizer que
algumas vidas importam mais que outras?
Quando se analisa essa situação por região, verifica-se que as iniquidades no
acesso à saúde, especificamente aos leitos de UTI, são ainda mais brutais, e revelam
a lógica privatista, que privilegia quem pode pagar por serviços suplementares de
saúde, que, como visto, não é a maioria da população. Analisaremos as duas regiões
que mais são dependentes do SUS, quais sejam, a Norte e a Nordeste, por serem as
mais expressivas do fosso existente no acesso aos leitos existentes entre os usuários do
SUS e os usuários dos planos privados.
A Região Norte possui um contingente populacional de 18,43 milhões de
pessoas (8,77% da população nacional). Deste, 90,72% são dependentes exclusivos

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do SUS, e que disputam 1.793 leitos de UTI SUS, o que significa dizer que há
aproximadamente um leito SUS a cada 9.325 pessoas. Ainda nesta região, percebe-se
que 9,28% população possuem plano de saúde e disputam 1.335 leitos, resultando
na proporção aproximada de um leito a cada 1.281 pessoas. Claramente, a situação
é mais favorável para os setores privilegiados, que conseguem sustentar um plano
suplementar de saúde.
A Região Nordeste, por sua vez, concentra 57,07 milhões de pessoas (27,15% da
população do país). Destes, 88,43% dependem unicamente do SUS, disputando
5.968 leitos, perfazendo a proporção aproximada de um leito a cada 8.456 pessoas.
Quanto aos beneficiários dos planos de saúde, nota-se que são 11,57% da população
desta região disputando 6.512 leitos de UTI, o que resulta aproximadamente na
proporção de um leito a cada 1.013 pessoas.
Desta concisa análise, é possível ainda extrair o fato de que a população
dependente do SUS localizada na Região Norte possui as piores taxas de oferta de
leitos por número de habitantes do país, o que talvez ajude a explicar o colapso no
sistema sanitário da região, imersa nesta condição desde abril do presente ano.
Do breve estudo, é possível extrair as seguintes conclusões: (i) a regulação pública
de leitos (fila única) parece ser uma medida de justiça que precisa urgentemente ser
implementada, a menos que se valide, mais uma vez, que algumas vidas são mais
importantes que outras; (ii) as diferenças regionais na oferta de leitos, antes de ser um
argumento contra a unificação dos leitos, é, em verdade, um argumento a favor; (iii)
77,59% da população brasileira dependem exclusivamente do SUS, mas só dispõem
de 26.153 leitos espalhados em todo o país, enquanto que a situação dos beneficiários
dos planos de saúde é absurdamente mais confortável (com relação à oferta de
leitos UTI, é claro); (iv) não obstante um pouco mais de três quartos da população
serem dependentes do SUS, a grande expansão de leitos intensivos ocorreu no setor
privado, perfazendo, até abril de 2020, 78,18% do crescimento nacional, enquanto
que o aumento dos leitos SUS resultou em tímidos 21,82% do crescimento total.
Isso, por sua vez, contrasta com os desejos e discursos dos sanitaristas, de que o SUS
está se fortalecendo na pandemia, o que certamente ocorre no âmbito da percepção
da sociedade, mas do ponto de vista concreto, de melhorias no sistema, como a
expansão das UTIs, percebe-se um crescimento exponencial do setor suplementar.

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Doi:10.1109/ACCESS.2020.2979599.

Notas
1
Leito de Unidade Terapia Intensiva (UTI) - são leitos destinados à internação de pacientes graves ou de
risco, que requerem atenção profissional especializada de forma contínua, materiais específicos e tecno-
logias necessárias aos diagnósticos e terapêutica em consonância a PT/GM/MS nº 3.432/1998 e a RDC/
ANVISA nº 07/2010.
2
Leito de Unidade de Terapia Intensiva - Adulto (Tipo I, II ou III) - são aqueles destinados à assistência
de pacientes com idade superior a 15 anos. A faixa etária adotada para definir leitos de terapia intensiva
adulto é referenciada pela Portaria GM/MS nº 1.631, de 1º de outubro de 2015; entretanto, a unidade
hospitalar, em conjunto com os profissionais envolvidos no atendimento, deve definir a idade mínima
para internação de acordo com as condições estruturais da unidade – físicas e de recursos humanos. Esta
conduta deve ser normatizada na instituição e publicizada para os gestores da rede e o limite etário deve
ser o mesmo para atenção clínica e cirúrgica.
3
Leito de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica Tipo II e III - UTI destinada à assistência a pacientes
com idade entre 29 dias e menor que 15 anos. Observação: a faixa etária adotada para definir leitos de
terapia intensiva pediátrica é referenciada pela Portaria GM/MS nº 1.631/2015, entretanto, a unidade
hospitalar, em conjunto com os profissionais envolvidos no atendimento, devem definir a idade máxima
para internação de acordo com as condições estruturais da unidade – físicas e de recursos humanos Esta
conduta deve ser normatizada na instituição e publicizada para os gestores da rede e o limite etário deve
ser o mesmo para atenção clínica e cirúrgica.

Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 30(3), e300317, 2020


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4
Leito de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) - conforme a PT/GM/M n° 930, de 10 de maio
de 2012, considera-se como Unidade Neonatal o serviço de internação responsável pelo cuidado integral
ao recém-nascido grave ou potencialmente grave, dotado de estruturas assistenciais que possuam condições
técnicas adequadas à prestação de assistência especializada, incluindo instalações físicas, equipamentos e
recursos humanos. UTI Neonatal são serviços hospitalares voltados para o atendimento de recém-nascido
grave ou com risco de morte, destinada à assistência a pacientes admitidos com idade entre 0 e 28 dias.
5
Unidade de Terapia Intensiva Especializada em Queimados Adulto e Pediátrico é um serviço hospitalar
com no mínimo cinco leitos, destinado aos usuários queimados em situação clínica grave ou de risco,
necessitando de cuidados intensivos, com equipe interdisciplinar e multiprofissional, 24 horas por dia.
6
Leitos de Unidade de Terapia Intensiva Coronariana (UCO): é a UTI dedicada ao cuidado a pacientes
com síndrome coronariana aguda.
7
A região norte é a única do país na qual o número de leitos de UTI SUS é superior ao número de leitos
de UTI NÃO SUS.

Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 30(3), e300317, 2020

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