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Anotações+Diárias+Maguid+Sel Mek+vol +1

O documento explora a sabedoria da Cabalá e a Maçonaria, enfatizando a importância da transformação interna e da percepção da realidade como reflexo das qualidades humanas. Discute a história da Pessach e as Dez Pragas, destacando a necessidade de libertação do paganismo egípcio e a compreensão de que a natureza é uma ferramenta divina. A mensagem central é que a verdadeira liberdade e fé vêm do reconhecimento de um Deus transcendente que não está limitado pelas leis da natureza.

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O documento explora a sabedoria da Cabalá e a Maçonaria, enfatizando a importância da transformação interna e da percepção da realidade como reflexo das qualidades humanas. Discute a história da Pessach e as Dez Pragas, destacando a necessidade de libertação do paganismo egípcio e a compreensão de que a natureza é uma ferramenta divina. A mensagem central é que a verdadeira liberdade e fé vêm do reconhecimento de um Deus transcendente que não está limitado pelas leis da natureza.

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037

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Sumário
Origem do V.I.T.R.I.O.L !!! ................................................. 3
Liberdade e Fé !!! .................................................................. 7
Uma luz para as Nações !!!................................................ 16
Por que os Maçons, deveriam ser considerados "A Coroa
Da Criação" !!! .................................................................... 20
O Dualismo da Natureza em que vivemos ........................ 22
A Lei Básica Do Mundo Espiritual.................................... 24
Elevar-se em Loja acima da Consciência.......................... 27
O Trabalho de uma Pessoa E O Trabalho Do Criador ... 29
Por que não estudamos a Cabalá sozinhos? ..................... 32
Os Sete Princípios da Filosofia Hermética !!!................... 38
A Sabedoria Da Cabalá !!! ................................................. 45
Nós Temos Proteção De Cima? .......................................... 48
Tempos Interessantes !!!.................................................... 51
O Que É A Alma? ............................................................... 58
Não há nada supérfluo no mundo em que vivemos ! ....... 62
A Maçonaria governa O MUNDO?................................... 65
Fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal !!! 69
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Origem do V.I.T.R.I.O.L !!!

Há duas abordagens à vida !!!


A primeira abordagem é dedicar a maior parte de nossa
atenção a este mundo "AO PROFANO DOS DESEJOS DA
CARNE", obtendo o máximo de prazer possível. É por isso
que a humanidade conquista o espaço e explora as
profundezas de um átomo. Tudo isso é trabalhar com a
matéria.
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Mas a sabedoria da Cabalá diz que, em vez de voar para


estrelas distantes, nós precisamos mergulhar nas profundezas
do ser humano. O mundo é descoberto dentro de nós, nós
vemos o mundo dentro de nós mesmos. Uma pessoa percebe
a realidade com sua consciência e, ao mudá-la, muda a
realidade.
Com a ajuda da ritualística em Loja vemos que a realidade é
um reflexo de nossas qualidades internas
Corrigindo ou lapidando nossa OCCULTUM LAPIDEM,
nossas qualidades internas, começamos a ver o mundo
espiritual. E quando retornamos às nossas características
egoístas originais, vemos novamente o mundo profano.
Esse é o mistério de ir à Loja, uns entendem, se exercitam e
atingem elevadas sensações, outros acabam desistindo, pois
buscam em Loja o profano, apenas o profano.
É por isso que mesmo em relação às Seções das Pre-
Lessons, há duas abordagens.
Há irmãos, que as observam apenas em suas ações, pensando
que as recomendações descrevem apenas as observâncias
externas e por isso, tal recomendação é chamada de mera
intenção, porque é observada apenas através de ações físicas e
palavras. Exercício em Loja.
Mas há Irmãos, chamados de Maçons Cabalistas, que
acreditam que seguir a recomendação, é uma ação interna,
realizada pela mudança da sua natureza humana. A Loja
valeu.
Ao trabalhar em Loja, de acordo com o método da Maçonaria
Kaballista, é atrair a Luz que Reforma, “todo irmão” começa
a cumprir cada recomendação, e sua ação, não só com mãos,
pernas e palavras, mas através do desejo que é corrigido com
a ajuda da Luz e dividido em 613 partes. E isso porque é dito,
“a opinião da recomendação é oposta à opinião das massas
profanas”.
A abordagem externa também está associada ao estudo da
natureza pelas ciências regulares, à aspiração de explorar às
profundezas dos níveis inanimado, vegetal e animal. E
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transformar o mundo através da mudança da natureza e dos


governos externamente, esse é o grande desafio do Grau II,
Em contraste, quando mergulhamos na sabedoria da Cabalá,
que nos esclarece que o mundo é o resultado da nossa
percepção, então é necessário corrigir apenas a nossa
percepção, as nossas qualidades internas, esse é o grande
desafio do Grau III.
Somente dessa maneira podemos mudar o mundo, a
humanidade, o homem e toda a realidade. De tal maneira que
começaremos a experimentar o mundo como eterno, perfeito
e ilimitado. Esse é o grande mistério da expressão J.°.P.°. !!!
Por essa razão, a opinião das massas difere da opinião da
Maçonaria, e não há nada que possa ser feito sobre isso, não é
possível reuni-las!!!
Pouco a pouco a Luz superior opera sobre a humanidade,
avançando-a para a necessidade de reconhecer a verdade e
perceber que toda a realidade existe internamente. Não há
nada fora de nós, tudo é percebido dentro de nossa
consciência.
A passagem da visão geral de mundo, aceita por toda a
humanidade que percebe o mundo como externo a si, para o
mundo como um produto da percepção dentro da consciência
humana, é chamada de “Trabalho em Loja”.
Se fosse possível "INICIAR A TODOS”, os olhos das
massas se abririam e elas começariam a se aproximar da
verdade. ESSE É O GRANDE DESAFIO DO IRMÃO NO
MUNDO PROFANO!!!
Então a sabedoria da MAÇONARIA KABBALISTA OU
ESPECULATIVA, seria revelada não apenas aos Irmãos
específicos, mas a todos, e explicaria a toda a humanidade sua
missão e o propósito do "MAÇOM J.°. P.°.”, nesta realidade
em que todos vivemos !!!
Todos iriam então perceber que o nosso mundo não é este
planeta Terra, onde estamos destinados a nascer e morrer,
mas uma pequena parada, um ponto de partida, a partir do
qual temos que começar a se desenvolver ainda mais.
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• É dito: "O Criador tem Seu plano, Seus termos, e trabalha


com eles de forma muito precisa, porque tudo é composto
por dez Sefirot, cinco Partzufim, 125 degraus, 613 desejos
em cada degrau e assim por diante. Isso significa que tudo
está calibrado e inserido de cima para baixo. E de baixo
para cima, nós só podemos subir de acordo com as mesmas
leis.”!!!
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Liberdade e Fé !!!

O Maguid Sel'Mek, enviou essa Instrução, para que todos


estudassem sobre o episódio da Pessach, e pede que todos,
"mergulhem nessas palavras de instrução", entendam a
importância desse EVENTO !!! Recomenda o estudo
profundo desta intrução pela Hermenêutica PARDES !!!

Chag Pessach Casher ve Sameach !!!

A festa de Pessach comemora a transição do Povo Judeu da


escravidão para a liberdade. Ano após ano, contamos no
Seder de Pessach a história relatada pela Hagadá: Os egípcios
escravizaram nossos antepassados, D’us interveio golpeando
o Egito com as Dez Pragas e isso forçou o Faraó a libertar
todos os judeus. Isso resume a história do nascimento do
Povo Judeu, de forma bem sucinta.
Uma pergunta óbvia levantada pela história de Pessach é por
que foi necessário que D’us punisse o Egito com dez pragas
se certamente bastaria um único golpe vigoroso. Se as pragas
serviram de castigo pela escravidão, a crueldade e o genocídio
perpetrado pelos egípcios, por que razão D’us não acabou
com o Egito com uma única praga, duradoura e mortal?
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Uma interpretação mais fiel do relato da Torá sobre a história


de Pessach revela que as Dez Pragas serviram a uma função
mais básica: desacreditar os deuses egípcios de modo que
“vocês saibam que Eu sou D’us”. Em outras palavras, o
verdadeiro propósito das Dez Pragas não foi punir o Egito e
libertar os judeus – já que uma única praga poderia dar conta
disso –, mas ensinar uma lição fundamental aos Filhos de
Israel, que estavam em vias de se tornar uma nação.
Sabemos que os egípcios adoravam a Natureza, e
praticamente não há dúvidas de que os judeus também
sofriam a influência dessas crenças. Uma das divindades mais
reverenciadas no Egito era o Rio Nilo, pois era a fonte de
subsistência do país. Os egípcios eram um povo culto e
sofisticado e alguns deles eram poderosos feiticeiros – mas
eram todos pagãos, não transcendentalistas. E, como pagãos,
acreditavam que as coisas eram como deviam ser: no mundo
apenas havia causa e efeito, sem lugar para anomalias.
Reverenciavam a Natureza. Seus feiticeiros podiam
manipulá-la, de alguma forma: a própria Torá relata que eles
conseguiam fazer as águas virarem sangue. Mas eram
politeístas que atribuíam poderes divinos aos fenômenos
naturais, aos animais e aos seres humanos. O Faraó recusava-
se a aceitar o monoteísmo e o conceito de um D’us que
transcende o mundo físico.
Em contraste aos pagãos, os transcendentalistas apenas
cultuam D’us. O judaísmo ensina que somente há um D’us
Único, e que não há nada, absolutamente, além d’Ele. D’us é
a única Realidade; a existência de cada um de nós e de cada
coisa que existe é completamente dependente d’Ele. Assim
sendo, de acordo com o judaísmo, as leis da Natureza são
simples ferramentas nas mãos de D’us. Ele criou a Natureza e
suas leis de modo que seu funcionamento seja ordenado. Em
uma analogia simplista: D’us emprega as leis da Natureza
como um escritor se utiliza das leis da gramática. Elas são
necessárias para manter a ordem, mas às vezes podem ser
quebradas, particularmente quando o autor deseja chamar a
atenção do leitor. D’us age de maneira semelhante: Ele
geralmente governa o Seu mundo segundo as leis da
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Natureza, mas quando deseja acordar os seres humanos,


propositalmente as quebra. Isso é o que o judaísmo define
como milagre. O judaísmo ensina que o propósito dos
milagres é nos fazer lembrar que há Alguém além do mundo
físico e de seus fenômenos naturais.
A Cabalá nos ensina que D’us tem diferentes Nomes. Cada
um deles representa uma diferente manifestação Divina no
mundo. Dois de Seus Nomes aparecem com frequência na
Torá. Um deles é Elo-him. O outro é o Tetragrama. Nossos
Sábios comentam que o Nome Elo-him tem o mesmo valor
numérico que a palavra hebraica HaTeva – a Natureza.
Quando D’us Se manifesta por meio das leis da Natureza –
pôr do Sol, nascer do Sol, por exemplo – Ele Se manifesta
como Elo-him. Quando Ele viola as leis da Natureza –
quando ocorre um milagre – Ele está agindo como o
Tetragrama. Os egípcios eram pagãos, mas não eram
descrentes: acreditavam em inúmeras divindades e também
em Elo-him – um D’us iminente, mas não transcendente. Eles
não acreditavam em um D’us transcendental, infinitamente
além da Natureza.
Considerando o acima exposto, podemos entender a
necessidade das Dez Pragas. Se D’us tivesse pretendido
arrebentar o Egito, Ele, o Onipotente, teria aniquilado
instantaneamente todos os egípcios. Se fosse sua intenção
puni-los, Ele poderia tê-lo feito com uma única praga terrível
e duradoura. A razão para as Dez Pragas foi que, enquanto
escravos, os judeus tinham sido muito influenciados pelo
Egito e seu povo; e, portanto, precisavam aprender que a
Natureza é um mero pincel nas mãos do Artista Supremo.
D’us virou as leis da Natureza de cabeça para baixo para
mostrar aos judeus – e para ensinar à humanidade – que Ele
não está limitado pelas próprias leis por Ele criadas. O
judaísmo admite que D’us geralmente age segundo as leis da
Natureza. De outra forma, o mundo seria caótico. Imaginem
se a lei da gravidade parasse de existir ou fosse aplicada
apenas de forma intermitente. Imaginem um mundo onde a
órbita do sol fosse randômica e irregular. Mas o judaísmo
também ensina que as leis da Natureza não são absolutas e
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imutáveis, pois são meras ferramentas Divinas, sempre


sujeitas à vontade de D’us.
Não é coincidência o fato de as Dez Pragas terem visado
àquilo que os egípcios endeusavam. O Nilo – divindade
preferencial – vira sangue. O solo se reveste de animais
peçonhentos. Dos céus cai um dilúvio de granizo que contém
fogo. A luz do dia se transforma em total escuridão. À medida
que as pragas se abatem sobre o Egito, seu povo percebe que
a Natureza é subitamente transformada de uma divindade
confiável em vilã caprichosa, imprevisível e perigosa. De
repente, a Natureza, que eles adoravam, se virava contra eles,
e, mais estranho ainda, não contra os judeus.
Compreender que a Natureza nada mais é do que uma
ferramenta Divina foi de crucial importância para o Povo
Judeu. Tirar os judeus do Egito não significaria a verdadeira
liberdade se eles tivessem levado o Egito com eles. Eles
teriam sido escravos em fuga, doutrinados por seus senhores e
por uma cultura pagã. Remover os judeus do Egito não teria
sido a verdadeira liberdade. Foi necessário também remover o
Egito que havia dentro dos judeus. E para fazê-lo, os judeus
tiveram que testemunhar a destruição dos deuses egípcios:
tiveram que ver que o paganismo egípcio era um blefe e que a
verdadeira Divindade no mundo não está limitada nem pela
Natureza nem por nada mais.
Somente quando o paganismo do Egito foi realmente
arrancado de seu coração, os Filhos de Israel puderam seguir
para o Monte Sinai e ouvir a Voz de D’us e receber a Torá. E
somente então eles entenderam – e puderam ensinar ao
mundo – que a Natureza não deve ser cultuada, e que aquele
que o faz está trocando os meios pelos fins. Os judeus tiveram
que entender que o mundo e tudo que ele contém – mesmo as
mais confiáveis leis da Natureza – são apenas a tela, a tinta e
o pincel nas mãos de um Artista Infinito, Onipotente e
Onipresente.
Uma das lições fundamentais das Dez Pragas é a que diz que
quem adora as leis da Natureza – e não importa, realmente, se
for um egípcio pagão ou cientista ateu – não é uma pessoa
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realmente livre, pois não deixa espaço para o inesperado –


para uma intervenção Divina que viole as leis da Natureza.
Como mencionamos acima, e isso deve ser repetido tantas
vezes quantas necessário for: o judaísmo não rejeita as leis da
Natureza nem recomenda uma solução celestial para cada
problema. Rejeita, sim, qualquer forma de panteísmo,
inclusive a crença de que D’us é a Natureza e a Natureza é
D’us.
O judaísmo ensina que é D’us e não a Natureza quem dita de
que maneira o mundo funciona. A Torá ensina que D’us é
tanto iminente quanto transcendental: Ele é encontrando na
Natureza, que Ele criou e constantemente mantém, mas Ele
também Se encontra infinitamente além da mesma.
A festa de Pessach celebra a passagem da escravidão para a
liberdade. A formidável história que lemos durante o Seder
nos ensina que o primeiro passo para a liberdade é uma visão
e um entendimento mais precisos do funcionamento do
mundo. Todos os que rejeitam o transcendental – que apenas
creem no material e não no espiritual, e que não podem ou
não querem reconhecer a falibilidade das leis da Natureza –
ainda não alcançaram a verdadeira liberdade interna.
Independentemente de que religião organizada a pessoa siga,
essa pessoa apenas se torna verdadeiramente livre quando ela
descobre que sua vida – e o mundo, em geral – não é ditada
pelas inflexíveis e imperdoáveis leis da Natureza, mas por um
D’us Infinito e transcendental, que, em Sua Infinita
Sabedoria, dobra e flexiona as leis da Natureza segundo a Sua
Vontade.
A divisão do Mar
Lemos na Hagadá de Pessach que, apesar das Dez Pragas
enviadas sobre o Egito, nosso povo não ficou livre ao sair
desse país. Conta-nos a Torá, no Livro Êxodo, que após a
décima e última praga, o Faraó permitiu que os judeus
deixassem aquele país, mas ele mudou de ideia e ordenou a
seu exército que fosse atrás deles e os trouxesse de volta.
Os judeus adquiriram a liberdade física do Egito uma semana
após o Êxodo, no episódio do Mar de Juncos, quando as
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águas se dividiram, por milagre – permitindo que os judeus


cruzassem o mar em terra seca, para depois retornar a seu
estado anterior, afogando os egípcios.
São claras as diferenças entre as Dez Pragas que se abateram
sobre o Egito e a divisão do Mar. Quando os Filhos de Israel
estavam no Egito, Moshé e seu irmão Aaron, emissários de
D’us, confrontaram o Faraó e seus feiticeiros e soltaram as
pragas contra os egípcios, enquanto o restante dos judeus
olhava passivamente o desenrolar dos milagres. No entanto,
no episódio da divisão do Mar, todos os judeus foram
colocados diante de um grande teste de fé. Eles tinham fugido
do Egito, mas o exército desse país os tinha alcançado. Eles
tinham sido pegos numa emboscada: diante deles estava o
Mar de Juncos, profundo e intransponível, e atrás dele
estavam poderosas forças armadas, prontas para capturá-los e
matá-los.
A Torá nos conta que Moshé, diante de uma situação
aparentemente impossível, clamou a D’us por ajuda. Mas em
vez de responder com um milagre, como fizera no Egito, D’us
o censura: “Por que clamas a Mim? Diz aos Filhos de Israel
que sigam adiante!”.
Mas como poderiam avançar quando havia aquele mar
colossal diante deles? Note-se que Moshé não faz essa
pergunta e D’us tampouco lhe dá instruções. D’us apenas lhe
diz para seguirem adiante, e assim eles o fizeram. Aqui segue
o próximo passo para a verdadeira liberdade: esta é adquirida
não apenas abraçando-se o transcendental, mas também
quando se consegue seguir em frente, apesar dos
contratempos aparentemente impossíveis de serem vencidos.
A liberdade é a crença de que se D’us dá uma ordem, Ele dará
ao homem os meios para cumpri-la.
Quando D’us diz a Moshé para ordenar que os judeus sigam
em frente, o profeta levanta seu cajado – o mesmo que ele
usara no Egito para desencadear as pragas – mas nada
acontece: o mar continuou como estava, assim como o
exército egípcio. Não se viu salvação nem milagre algum.
Finalmente, um homem de nome Nachshon ben Aminadav,
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líder da Tribo de Judá, se atira no mar. Foi avançando com


dificuldade pela maré alta até que as águas chegaram à sua
cintura, depois ao seu peito e aos seus ombros.
Finalmente, quando as águas chegaram às suas narinas, o Mar
de Juncos se dividiu e os Filhos de Israel o seguiram.
O Midrash cita várias razões pelas quais o Povo Judeu
mereceu que o Mar se dividisse. Segundo alguns de nossos
Sábios, isso ocorreu pelo mérito da profunda fé e confiança
inabalável de nossos antepassados em que D’us os protegeria.
Em outras palavras, o Mar se dividiu porque os judeus tinham
fé.
Qual a conexão entre fé em D’us e a divisão do Mar? O que
foi discutido sobre a Natureza esclarece esse assunto. A
Natureza – como os egípcios descobriram depois de muito
sofrimento – está sujeita a mudanças radicais. É muito mais
imprevisível do que pensa a maioria das pessoas. De fato,
todas as coisas criadas, que vivem dentro dos limites do
tempo, estão sujeitas à mudança. Até mesmo as rochas estão
sujeitas ao desgaste. O homem, também, está sujeito a
constantes mudanças. Como ensinou o Maharal de Praga, a
única constante em nosso mundo em constante transformação
é D’us.
O homem, no entanto, tem a oportunidade de copiar D’us.
Nossa fé e confiança n’Ele, quando são reais e não meras
palavras vazias, manifestam uma medida de Seu caráter
imutável. Em outras palavras, quando verdadeiramente temos
fé em D’us, de certa forma personificamos o Divino.
Quando o Povo Judeu se aproximou das águas com fé em
D’us, as águas perceberam neles uma medida do Divino.
Como um ser criado – no caso, o Mar de Juncos – não pode
opor-se ao Criador, esse ser instintiva e espontaneamente
recua perante o povo que personifica o Divino.
Ao compor o Salmo 114, o Rei David referia-se a isso.
Vejamos: “Viu-os o Mar e fugiu...”. O Midrash pergunta: O
que viu o Mar e de quem fugiu? E responde: Viu divindade
refletida no braço estendido de Moshé, e fugiu de sua posição
como um obstáculo no caminho de D’us.
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Mas isso levanta uma pergunta óbvia: Por que o Mar esperou
que Nachshon ben Aminadav se atirasse n’água, até que esta
chegasse às suas narinas, para retroceder? A resposta é que o
Mar estava esperando que o Povo Judeu expressasse sua fé
por meio da ação. Acreditar em D’us – mesmo com fé e
confiança genuínas – não era suficiente. O Mar exigia uma
demonstração externa de sua fé. Era necessário que alguém a
pusesse em prática.
A fé é uma qualidade da alma. Nós, judeus, somos chamados
de “pessoas de fé, filhos de pessoas de fé”. A fé em D’us
sempre existe dentro de nós, mesmo dentro daqueles que a
neguem e tentem lutar contra ela. Mesmo quando alguém
tenta negar sua fé, sua alma continua a crer. Mas D’us não se
satisfaz com a fé interior oculta. A fé tem que ser exercida.
Tem que levar à ação. Não basta crer: é preciso agir de acordo
com suas crenças, especialmente quando estas estão dentro da
essência da pessoa. D’us nos desafia a atiçar as chamas de
nossa fé silenciosa para que ela possa desenvolver-se.
A fé que permanece oculta no coração de alguém é silenciosa.
Não tem como impactar o mundo físico a não ser que seja
expressa na prática. Foi por esta razão que as águas do Mar de
Juncos aguardaram – aguardaram até que os judeus dessem
expressão física à sua fé. Nachshon ben Aminadav, líder da
tribo de Judá, ancestral do Rei David e do Mashiach,
personificou a liderança: adentrou nas águas do Mar sem
esperar por um milagre, expressando, assim, a fé que o povo
tinha dentro de seu coração. Ao assim fazer, mesmo
arriscando a vida, as águas se dividiram.
A fé está muito entrelaçada com a verdadeira liberdade.
Chegam mesmo a ser sinônimos na medida em que dá ao
homem a força e a determinação de agir apesar dos obstáculos
– reais ou imaginários. Todo ser humano é capaz de atingir o
nível de devoção expressa por Nachshon ben Aminadav, pois
quando o homem decide realizar a Vontade de D’us – fazer o
que é certo neste mundo – D’us lhe fornece a maneira de
vencer os obstáculos.
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Pessach – festa da liberdade – nos ensina que se um judeu


está seriamente comprometido a andar pelos caminhos de
D’us, da Torá, da justiça e da honradez, o Altíssimo lhe dará a
força e a possibilidade de assim o fazer. Como no Mar de
Juncos, os obstáculos recuarão, cedo ou tarde, permitindo-lhe
uma passagem livre e desimpedida.

BIBLIOGRAFIA
It’s Only Natural - Rabbi Yanki Tauber
http://www.chabad.org/…/…/488310/jewish/Its-Only-Natural.htm
Split Your Sea - Rabbi Lazer Gurkow
http://www.chabad.org/…/aid/355840/jewish/Split-Your-Sea.htm
"Toma teu cajado joga-o diante do Faraó e este se transformarÁ
numa serpente" (Shemot, 7:9). Iluminura. Seder Hagadah Shel
Pessach, Hamburgo, 1741
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Uma luz para as Nações !!!

Em cada Pessach, concentramos nossa atenção na luta


histórica entre Moisés e o Faraó, e a escravização dos
hebreus. No entanto, a história do povo Hebreu no, Egito é
mais do que uma memória coletiva, é uma descrição precisa
da nossa situação atual !!!
O Êxodo é o ápice de um processo que realmente começou
quando uma autoridade babilônica chamada Abraão descobriu
a razão das desgraças da humanidade e tentou contar isso ao
mundo. A Mishneh Torah de Maimonides narra que Abraão
era um jovem inquisitivo cujo pai, Terah, possuía uma loja de
ídolos no centro de Ur, uma cidade movimentada na antiga
Babilônia.
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Vender ídolos e amuletos era um bom negócio, mas Abraão


estava descontente. Ele percebeu que seus habitantes estavam
ficando cada vez mais infelizes. Noite após noite, Abraão
ponderou o enigma dos sofrimentos dos babilônios até que
descobriu uma verdade profunda: os seres humanos são
desprovidos de bondade. De acordo com o livro Pirkei de
Rabbi Eliezer (Capítulo 24), Abraão observou os construtores
da Torre de Babilônia e os viu brigando. Ele tentou persuadi-
los a parar de lutar e cooperar, mas eles apenas zombaram
dele. Por fim, eles lutaram até a morte entre si, e a torre nunca
foi concluída.
O aflito Abraão começou a dizer aos seus concidadãos que
deixassem seus egos e o ódio de lado e se concentrassem na
conexão e na fraternidade. Ele sugeriu que eles se elevassem
acima de seus egos detestáveis e se unissem.
Abraão começou a reunir seguidores até que Nimrod, rei da
Babilônia, ficou infeliz com a crescente popularidade de
Abraão e expulsou-o com sua comitiva da Babilônia.
Vagando para o que viria a ser a Terra de Israel, Abraão e sua
esposa, Sara, falavam a qualquer um que quisesse escutar.
Depois de algum tempo, a companhia de Abraão contou com
dezenas de milhares de discípulos e seguidores.
Maimônides escreve que Abraão doutrinou seu filho Isaque
na noção da conexão acima do ódio, Isaque ensinou a Jacó
exatamente o mesmo princípio e, depois de algumas gerações,
uma única assembleia de pessoas foi criada. Eles ainda não
eram uma nação, mas tinham uma forma única de unidade.
Sua “cola” era a ideia de que o ódio só pode ser triunfado ao
aprofundar a unidade e o amor mútuo.
O povo de Abraão não tinha afinidade biológica, mas sua
solidariedade se fortaleceu dia após dia graças aos esforços de
união.
O êxodo dos hebreus do Egito foi a etapa final na forja da
nação israelense. Quando eles saíram do Egito, ficaram diante
do monte Sinai, cujo nome deriva da palavra hebraica “sinah”
(ódio). Moisés, que uniu os israelitas no Egito, escalou a
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montanha para trazer de volta a Torá – o código da unidade –


enquanto o povo de Israel se preparava para recebê-la, se
comprometendo a se unir “como um só homem com um só
coração”. Com esse compromisso, eles passaram seu teste.
Eles foram declarados não apenas uma nação, mas uma
encarregada de ser um modelo de unidade, “uma luz para as
nações”.
A formação da nação israelense parece narrar a improvável
forja de uma nação de completos estranhos.
No entanto, essa história retrata a batalha que todos nós
enfrentamos entre o nosso inato ódio ao próximo, e a
necessidade de conexão.
O Faraó, a inclinação do mal, transformou o nosso mundo do
século XXI em um Egito contemporâneo, onde o egoísmo é
rei e o narcisismo é a tendência. Nosso mundo poluído e
ferido pela guerra, a sociedade polarizada, a depressão ubíqua
e as tendências doentias, como as transmissões ao vivo de
suicídio no Facebook, indicam que o Faraó é o rei do nosso
planeta e o nosso mundo é o Egito.
Como temos nosso faraó interior, também temos nosso
Moisés interior, mas ele não pode ter sucesso sozinho. Sem
dirigir todas as nossas forças e desejos para a conexão,
permaneceremos no Egito, escravos de nossos egos, e o
mundo continuará indo de mal a pior.
Atualmente, nós estamos tão divididos que se tivéssemos que
voltar a nos comprometer a ser “como um só homem com um
coração” e, assim, nos tornar uma nação, seríamos
unanimemente recusados. Nós somos escravos voluntários de
nossos egos. O livro Yaarot Devash escreve que a palavra
“judeu” (Yehudi) vem da palavra “unida” (Yihudi).
Enquanto permanecermos separados, não seremos Hebreus,
verdadeiros Maçons Kabbalistas, assim como não éramos
hebreus, antes de nos unirmos e concordarmos em nos
esforçar para amar nossos vizinhos como a nós mesmos.
Este Pessach nos dá um golpe final na separação e egoísmo.
Vamos nos esforçar em nos conectarmos uns com os outros
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em coração. Em tempos difíceis como o nosso, nossa unidade


é vital. Ela restaurará a nossa humanidade, nos tornará “uma
luz para as nações”, um exemplo de solidariedade e coesão, e
nos libertará do flagelo do narcisismo e do resto de nossos
males sociais, temos todas as condições de "PASSARMOS",
deste estado atual de "MEDÍOCRE HUMANIDADE", para
"COMPLETOS HOMENS", MAÇONS KABBALISTAS !!!

Rabinos estudando a Torah ,


como fazemos em LOJA !!!
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Por que os Maçons, deveriam ser


considerados "A Coroa Da Criação" !!!
Especificamente, sabemos por várias fontes cabalistas, que os
seres humanos são chamados de coroa da criação ou de tudo o
que foi criado !!!
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Isso é muito forte, e quando olhamos a nossa volta, vemos


que não somos nada especiais, destruímos tudo e nos
matamos em guerras, na verdade fazemos coisas perversas
contra nós mesmos, DESDE A CRIAÇÃO!!!
Por outro lado, na Sabedoria da Cabala os seres humanos são
chamados de “coroa da criação” porque toda a criação foi
criada de acordo com uma estrutura chamada “Adão” –
Homem, e todas as partes da criação são componentes desse
sistema.
A Sabedoria da Cabala nos ensina, que quando uma pessoa
começa a compreender a criação, essa estrutura aparece
dentro dela como suas partes constituintes a partir deste
momento, esta pessoa começa a entender que só ela foi criada
e que todo o resto do inanimado, vegeta, animal, e humano
encontra-se dentro dela !!! Ai ocorre a mudança, nesta pessoa,
ai esta pessoa deve sair para mudar o mundo, restaurar o
mundo, OPERAR "O TIKUN OLAM" !!!
Em verdade esse é o objetivo maior da Ordem Maçônica,
trazer a ORDEM DO CAOS, todos nós temos essa
responsabilidade, instruir a ordem.
Essa é a maneira que cada Maçom, deve sentir, que alcançou
a criação, embora de acordo com a nossa lógica, não faz
sentido para um maçom sentir que tudo está dentro dele,
porém isto é precisamente o que acontece, porque a criação é
um sistema de muitas conexões, e dentro dela, cada Maçom,
consegue incluir toda a criação dentro de si mesmo. Primeiro
em Loja aberta, depois em seu mundo profano. Essa é nossa
missão ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
POSSÍVEL !!! POIS NADA É IMPOSSÍVEL PARA O
GADU !!!
KODES LA ADONAI !!!
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O Dualismo da Natureza em que vivemos


Há muitos exemplos na física que verificam o fato de que a
nossa natureza é dupla. É a divisão da matéria em partículas
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materiais e energéticas, ou em outras palavras, em férmions e


bósons.
Todos os objetos e fenômenos em nosso mundo são binários
ou duais, e duas forças são observadas em cada fenômeno.
Todos os sistemas que os físicos estudam são absolutamente
equilibrados ou aspiram ao equilíbrio. As duas forças no
sistema devem se complementar e equilibrar para alcançar um
estado equilibrado.
De acordo com a sabedoria da Cabalá, o mundo também está
basicamente dividido em duas forças opostas: a força que
"DOA" e a força que "RECEBE", e tudo o mais que acontece
é apenas a expressão das diferentes variações da relação entre
DUAS FORÇAS CREACIONAIS.
Nossa Loja, apresenta estas forças em seu centro, nos
apresentando que tanto o mundo externo que percebemos e
nele vivemos, como nosso mundo interno no qual tomamos
decisões em silencio, também são dualistas, assim quando
encaramos O PISO XADREZ, devemos sempre meditar nos 5
sentidos e no sentido superior ao mundo.
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A Lei Básica do Mundo Espiritual !!!

Em nossas instruções, temos procurado situar os irmãos no


mecanismo para a descoberta da lei de equivalência de forma
(semelhança de propriedades) na natureza, para se aproximar
da realidade Creacional, ou o sistema G.°.A.°.D.°.U.°.
A lei da equivalência da forma age em todos os níveis, mas
nós não reconhecemos que ela está operando em todos os
lugares. Se um irmão e eu temos as mesmas características,
estamos próximos um do outro, nós nos entendemos. É
possível descrever isso com corpos físicos e com elementos
químicos.
No entanto, a lei de equivalência da forma não descreve a
natureza em nosso mundo porque, como regra geral, esses
objetos se rejeitam, mas ela descreve a natureza no espaço
espiritual, o que acontece de acordo com o grau de
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similaridade das características internas, não as físicas, por


isso em Loja mesmos irmãos em cargos diferentes geram
egrégoras diversas.
Na espiritualidade, só há a aproximação e o afastamento dos
objetos de acordo com o grau de semelhança ou diferença de
características. Essa é a lei básica do comportamento no
espaço espiritual.
Devido ao poder dessa lei, em nosso mundo não podemos
discernir características que não sejam encontradas em nós.
Um irmão só pode ver o que está nele.
Por exemplo, uma pessoa cruel não verá bondade e
misericórdia em outros porque para fazer isso deve haver uma
similaridade de características, nela mesmo.
Essa é a razão pela qual não percebemos o Creador, ou o
sistema G.°.A.°.D.°.U.°., como o bom que faz o bem, a menos
que nós mesmos sejamos assim. O Creador, é revelado apenas
como uma recompensa do bem e do calor, que estão ausentes
em nós.
ATENÇÃO IRMÃO !!! Esta regra deve ser aceita como
um AXIOMA para todo MAÇOM CABALISTA !!!
Em todo momento em Loja Aberta, todo irmão deve aceitar
isso como um axioma de modo que seja usado como a base
para o que nós fazemos em Loja !!!
Através do método Cabalístico, nós criamos um novo sentido
gradualmente. Este sentido será um pouco semelhante às
características do Creador, e assim começamos a descobri-lo
dentro de nós até o grau de nossa similaridade e equivalência
com Ele, até que O alcancemos plenamente, pela geração de
uma egrégora permanente de Loja .
Essa é a razão pela qual é tão difícil para as pessoas
entenderem um Maçom Cabalista, na verdade, é impossível
entender um Maçom Cabalista.
Mesmo um Cabalista não pode entender outro Cabalista que
está em um nível mais elevado, porque ele é sempre limitado
pelo conjunto de características espirituais que já foram
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criadas dentro dele e ele está pronto para sentir. Parece


complicado, mas não é, A LOJA REUNIDA EM UM SÓ
CORAÇÃO TUDO FAZ ACONTECER !!!
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Elevar-se em Loja acima da Consciência.

O que significa elevar-se acima de sua consciência e que


caminho leva a isso?
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Basicamente, nós podemos influenciar o alcance de nossa


consciência simplesmente querendo expandi-la.
Quando chegamos em Loja, o que temos é uma consciência
animal. Ela serve a nossos corpos físicos; consequentemente,
está no grau animado. Todos os nossos pensamentos são
direcionados para comida, sexo, família e riqueza porque
estávamos no profano.
Alguns Irmãos, também desejam fama, tipo Venerável da
Potencia XXX, eleito por ser conhecido. Isso é tudo que uma
pessoa tem neste mundo.
A correta pergunta a ser feita seria, a que se refere nossa
chamada consciência superior?
A sabedoria da Cabalá (“Cabalá” da palavra hebraica
“receber”) fala da recepção de uma consciência mais elevada,
sobre a sua expansão para se tornar Humano. “Homem” ou
“Adão” em hebraico significa semelhante ao Criador e é para
isso que a nossa consciência deve ser direcionada: tornar-se
semelhante ao Criador.
Isso não é fácil, é difícil. No entanto, quando um irmão,
define esta meta, quando ele está no ambiente adequado, ou
seja, em uma Loja de irmãos que buscam igualmente esta
elevação, então tudo pode ser alcançado com relativa
facilidade. Em qualquer caso, continuaremos a percorrer a
vida até alcançarmos a meta. Essa é a lei da natureza.
Vamos torná-la rápida, fácil e simples e vamos atingir o
estado mais elevado, isto é, iremos conhecer o sistema
G.°.A.°.D.°.U.°.
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O Trabalho de uma Pessoa & o Trabalho


Do Criador !!!
Qual é o trabalho de um Maçom, e o trabalho de um
Cabalista?
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Os Cabalistas, chamam de trabalho os esforços contra o seu


desejo egoísta e o Maçom desbasta os desejos do profano,
assim parece simples.
Digamos que eu quero ir à Loja mas apesar disso me levanto
e vou para o SHOPPING !!!
Em nosso mundo, isso é o que chamamos de fazer um
esforço. Mas nós nos esquecemos que se eu me levantar e ir
ao shopping, essa já é a minha vontade.
Isso significa que eu NÃO superei meu desejo de me
ELEVAR ACIMA DO PROFANO, decidi que seria melhor ir
ao shopping e me divertir.
Isto é, eu troco um desejo por outro porque vejo isso como
um benefício claro, ESFORÇO ZERO, DIVERSÃO AO
MAX !!!
Por definição, o trabalho espiritual é impossível de realizar.
Uma pessoa, de forma inata, não pode fazê-lo por si mesma
porque a Luz superior ou o Criador faz isso por ela. É por isso
que este trabalho é chamado de trabalho do Criador, é isso
que nos esquecemos, vamos A Loja para que o
G.°.A.°.D.°.U.°. possa trabalhar em nós.
A verdade é que eu tenho que pedir ao Criador para realizar
este trabalho para mim, ou seja, que meus pedidos e súplicas
sejam a preparação para Ele me corrigir – este é meu trabalho
em Loja, é o trabalho do Maçom em Loja, e do Cabalista em
Grupo.
O G.°.A.°.D.°.U.°., tem que executar o trabalho porque a
propriedade de doação absoluta e amor são completamente
inexistentes no âmbito da minha natureza profana. E, de
acordo com o modo como sou criado, não sou capaz de
realizar a obra espiritual, O G.°.A.°.D.°.U.°., SÓ deseja que
queiramos ir à Loja, todo o resto ELE MESMO EXECUTA
EM CADA UM !!!
É por isso que temos, que persuadir a LUZ SUPERIOR, que
realmente quero que ela faça isso em meu nome e em nome
da Loja.
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Essa é a única possibilidade para o livre arbítrio de um


MAÇOM CABALISTA se realizar em nosso mundo, em
nossa condição de Loja Aberta sobre o Piso Xadrez da
Consciência Cósmica.
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Por que não estudamos a Cabalá


sozinhos?
Quando estudamos a sabedoria da Cabalá percebemos de
imediato à relação sobre a estrutura geral de toda a criação
dentro da qual há muitos mundos, e a associação com o
Simbolismo da Loja que é um Templo representativo do
Universo, nos dias atuais, muitos cientistas estão escrevendo
que nosso universo consiste em muitos universos, disso já
sabíamos a bons séculos.
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No Templo, sentimos apenas uma parte, um canto, até mesmo


uma fatia deste universo, e vemos apenas uma pequena parte,
como em uma imagem holográfica. Para ver toda a imagem,
devemos ter uma visão integral que capte tudo em todas as
frequências, devemos criar uma egrégora de Loja.
Na verdade, a matéria não existe. Nós vivemos num campo de
forças. Os cientistas, dizem que se tomarmos o núcleo de um
átomo e imaginarmos que é como uma bola de tênis, veremos
que o elétron é um campo de futebol afastado dele. O que isto
significa é que apenas o vazio existe em torno de nós. Nós
mesmos somos compostos de vazio. Mas o que é mais
interessante é que, apesar das imensas distâncias que existem
mesmo na estrutura do átomo e dentro de toda a nossa
estrutura no nível material do inanimado, vegetal, animal e no
nível da consciência humana, nós nos conectamos uns com os
outros. O problema é que não sentimos a importância dessa
conexão.
A sabedoria da Cabalá, quando desenvolvida em Loja, nos
leva a descobrir, que toda a criação está incluída dentro de um
único envelope que pode ser chamado de “envelope
redondo”, ou Loja Aberta. Dentro desse círculo, há 5 mundos
concêntricos (tendo um centro comum). No ponto central
mais negro é onde nós estamos. Nossa tarefa é ver e sentir
esses mundos e tudo o que está acontecendo neles,
esquadramos para nos descobrirmos.
A natureza se desenvolveu por 14 bilhões de anos do nível
inanimado à vida na face da Terra em uma aparência
consistente, primeiro no nível do vegetal, depois no nível
animal e finalmente no humano. Nós estamos atualmente na
última etapa do nosso desenvolvimento que equivale à
obtenção de compreensão, consciência, emoção e descoberta
de toda a criação, de todos os mundos, é isso exatamente que
fazemos em Loja aberta.
Para fazer isso, devemos nos tornar como o "próximo de cada
irmão". Devemos nos unir entre nós enquanto estivermos na
superfície desta pequena bola, ou seja, operando a Loja aberta
em nós.
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A humanidade deve se tornar uma só, como uma só é cada


Loja, tomando todos os irmãos como uma soma ou como uma
integral, todos os oito bilhões de habitantes deste planeta
devem ser como um único todo, um sistema único,
G.°.A.°.D.°.U !!!
Não temos para onde fugir dessa lei da natureza.
A questão é como será possível desenvolver isso, EM LOJA
E NO MUNDO !!!
Afinal, essa é uma lei que nos empurra para um canto e cria
todos os tipos de problemas. Os Cabalistas dizem que, se dos
oito bilhões de componentes, uma pequena estrutura
sistemática composta de 10 pessoas pode ser feita, em que por
meio da sua reunião no centro do círculo elas se posicionam
como um todo único, este único conjunto vai começar a sentir
o próximo nível mais profundo do mundo. Desta forma, elas
vão subir para um novo nível de descoberta, realização,
sentimento, adquirindo seu próprio poder, sua influência
sobre o sistema, com certeza essa técnica milenar cabalística é
o FUNDAMENTO OPERACIONAL MAÇÔNICO.
Essa técnica nos ensina, que cada irmão tendo sua ascensão e
seu ego fortalecido, digamos 10 vezes, ele terá que se tornar
como um, com os outros 9, e depois disso novamente subir ao
próximo nível e novamente se tornar como um, porque dentro
deles há novamente um aumento de 10 vezes. É assim que
todos ascendem, atingindo constantemente a criação, o
mundo inteiro.
Se estudarmos a Cabalá dessa maneira, e operarmos a Loja
igualmente, isso nos permitirá alcançar e sentir todos os
mundos, tornando-nos eternos e inteiros. Só depende da nossa
realização e não de qualquer outra coisa. A única tarefa de um
irmão, durante sua vida é alcançar um estado no qual ela sente
toda a criação como sua. Isso resume toda a tarefa de um
irmão no mundo físico. Ele então se tornará eterno, como
todos os mundos espirituais, e sentirá que existe num estado
em que tudo é dirigido apenas como um todo.
Ao sair de si mesmo, cada irmão, deixa de sentir todo tipo de
necessidades e desejos não realizados, que antes sentia como
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sofrimentos e vazios não preenchidos de sua natureza. Ele


perde a conexão com as limitações de nosso mundo; ele
transcende a sua estrutura e começa a sentir que existe em
todos os mundos. Ele parece se tornar “espalhado” sobre a
superfície de todos os " mundos ". É isso que precisamos
atingir, ter nossas baterias recarregadas em cada Loja.
Adão descobriu esse método há 5.778 anos. Desde então, os
Cabalistas o usaram para alcançar o mundo superior, e nós
maçons fazemos uso da técnica, como nosso "maior segredo e
mistério".
É precisamente por esta razão que é impossível estudar a
sabedoria da Cabalá sozinho ou ter Loja de um só irmão.
Por exemplo, 10 amigos se reúnem, cada um deles é um
indivíduo comum, ou seja, um egoísta saudável que quer tudo
só para si mesmo. Entre eles, eles concordam que querem
sentir o mundo superior em vez de nosso mundo, essa é a
mecânica operacional da Loja, que pode ou não existir, cada
irmão sabe da sua.
Nós queremos atrair uma boa energia para nós mesmos,
ultrapassando as limitações do nosso mundo, sem ver a
aproximação da morte, mas ver a criação como ela realmente
é, eterna e perfeita, esse objetivo, pode ser feito, e é possível
através do mesmo método que os Cabalistas usaram desde
Adão, e a Maçonaria do século XVII, dita especulativa
desenvolveu e operava nas primeiras Lojas Anglo Saxônicas.
Na época, desta descoberta, a única condição para um irmão,
era se elevar acima do seu egoísmo, que retrata uma imagem
do sistema físico de cada um, o irmão deveria fazer um
esforço para se dirigir ao Centro da Loja, ao lugar onde o
“eu” desaparece e apenas “o nós” existimos, através desses
esforços, e com a ajuda da Luz superior, o G.°.A.°.D.°.U.°.
INVOCADO, um irmão, se separa de si mesmo (do seu EU) e
se aproxima de uma conexão compartilhada, do “nós”.
ISSO É A SÍNTESE DE UMA LOJA ABERTA !!!
A beleza desse processo Maçônico, é que ao mesmo tempo, a
individualidade de cada irmão é preservada, ainda mais do
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que antes. A necessidade de se preocupar com o eu, cede, seu


lugar e tudo que é material desaparece. No momento em que
o irmão, sai de si mesmo e está incluído com os outros,
começa a sentir o “nós”, aí é dito: “Recarreguei minhas
baterias".
Isso dá ao irmão, uma imagem completa de toda a criação,
porque ele sai de suas limitações. Ele vive fora do tempo,por
algum tempo, porque quando existia no mundo material,
media tudo de acordo com o pulso; fora do espaço, porque
media tudo apenas em relação a si mesmo, e fora do material,
que era o desejo apenas de se preencher constantemente, o
irmão não pensa mais nisso, ele está em estado de Loja
aberta.
É impossível fazer essa mudança sozinho; só é possível com a
ajuda daquilo que é chamado de Luz Circundante (Ohr
Makif), a Luz superior que existe em torno de nós, daí
precisamos de 3 Mestres, 2 Companheiros e 2 Aprendizes no
mínimo para atingirmos o estado de Loja J.°.P.°.
Se aspiramos e visarmos ao chamado, "Centro da Loja",
conforme o nosso esforço, atraímos a Luz Circundante
conforme o nível de cada Venerável, pois a Luz nasce no
Oriente.
Se o Venerável da Loja é um Cabalista conhecedor desses,
"segredos e mistérios", estamos então incluídos em todo o
sistema e um ponto central comum emerge para nós dentro do
qual atraímos a Luz superior. Dentro de nós, a Luz cria a
característica de doação que nos ajuda a sair de nós mesmos,
conectando-nos juntos. Nós começamos a sentir o espaço que
está fora de nós e tudo o que está nele. Essa é a realização do
mundo superior que acontece em um grupo de 10, nos nossos
grupos de Cabalá e em Loja J.°.P.°., aqui está resumido tudo
que devemos buscar como Maçons Cabalistas.
Se não houver um grupo de 10 ou uma Loja de 7, nada
(NIHIL), pode ser feito em um grupo menor, na verdade, não
temos a possibilidade de reunir mais de um grupo de 10
dentro de nossas mentes e sentimentos, somente com o
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simbolismo presente em nossos Templos, ASSIM


PODEMOS.
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Os Sete Princípios da
Filosofia Hermética !!!
(Do Cabalion, instrução para os FRÁTER Urbi Et Orbi).

I – O princípio de Mentalismo
II– O princípio de Correspondência
III – O princípio de Vibração
IV – O princípio de Polaridade
V – O princípio de Ritmo
VI – O princípio de Causa e Efeito
VII – O princípio de Gênero
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O primeiro Princípio é o Princípio do Mentalismo:

“O TODO é MENTE; o Universo é Mental”

Este é sem dúvida o mais importante de todos os princípios, já


que nele estão contidos todos os outros. O TODO (ou seja, a
realidade que se oculta em todas as manifestações de nosso
universo material) é Espírito, é Incognoscível e Indefinível
em si mesmo, mas pode ser considerado como uma Mente
Vivente Infinita Universal. “Compreendendo a verdade da
Natureza Mental do nosso Universo o discípulo estará bem
avançado no Caminho do Domínio”, escreveu um velho
mestre do Hermetismo. Estas palavras continuam atuais e
verdadeiras e são a chave para a nossa compreensão das
regras e Leis que regem nosso Universo material.

Observaremos que, se o Universo é Mental e nós existimos na


Mente do Todo, como tais, nós somos seres mentais e criamos
com a nossa mente, à imagem e semelhança do Todo,
conforme explica o Segundo Princípio.

O segundo Princípio Hermético é o Princípio da


Correspondência:

“O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está


embaixo é como o que está em cima”.

A compreensão deste princípio nos ajuda a explicar todos os


fenômenos da natureza e compreender a própria existência da
vida. Os segredos da Natureza se tornam claros aos olhos do
estudante que compreender este princípio chave, aplicado à
manifestação universal e que explica os diversos planos do
universo material, mental e espiritual. Este é um dos mais
importantes princípios e é aplicado na Astrologia e na
Alquimia, verdadeiras Ciências de Iniciados, a primeira
praticamente desprezada e a segunda quase esquecida. O
Princípio da Correspondência habilita o homem inteligente a
raciocinar do Conhecido ao Desconhecido ou vice-versa.
“Estudando a Mônada, ele chega a conhecer o Arcanjo”, diz o
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Caibalion.

O terceiro Princípio é o Princípio da Vibração:

“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”

Este princípio nos explica que tudo, em nosso Universo, está


em constante movimento, isto é, em constante evolução. Este
princípio é facilmente compreensível pois a ciência moderna
já o confirmou através de suas observações e descobertas. Ele
explica que as diferenças entre as diversas manifestações de
Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens
variáveis de Vibração. “Desde O TODO, que é puro Espírito,
até a forma mais grosseira de Matéria, tudo está em vibração.
Quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a
posição na escala”. (O Caibalion).

Nas extremidades inferiores da escala estão as vibrações mais


grosseiras da matéria, que parecem estar paradas. Ao
elevarmos nosso espírito nos campos de vibração mais sutis,
entramos em sintonia com O TODO e com a Mente Superior,
recebendo assim os benefícios dela emanados. Só os Mestres
conseguem aplicar corretamente este Princípio de Vibração,
conquistando assim os fenômenos da natureza.

“Aquele que compreende o princípio de Vibração alcançou o


Cetro do Poder”, disse um antigo Mestre.

O quarto Princípio é o Princípio de Polaridade:

“Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o


igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos
em natureza mas diferentes em grau; os extremos se tocam;
todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos
podem ser reconciliados”

Este Princípio é bastante simples e ao mesmo tempo


complexo, e contém o axioma hermético dos opostos, ou seja
dos pólos que regem toda a vida manifestada tal como nós a
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conhecemos. O princípio de Polaridade explica, por exemplo,


que Luz e Obscuridade são a mesma coisa, manifestada em
variações e graus diferentes. Explica também que o Amor e o
Ódio são dois estados mentais em aparência totalmente
diferentes, mas em realidade iguais pois exprimem somente o
mesmo sentimento em graus diferentes. E o melhor de tudo
isto é que, no caso da mente, podemos modificar as coisas se
dominarmos a nossa própria mente, mudando a sua vibração
de grau em grau, de estado em estado, através da Arte da
Transmutação Mental.

Com o profundo conhecimento deste princípio o estudante


poderá modificar a sua própria Polaridade, assim como a dos
outros, transformando Ódio em Amor, Raiva em Perdão,
Tristeza em Alegria e até, a Doença e Saúde.

O quinto Princípio Hermético é o Princípio de Ritmo:

“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e
desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a
medida do movimento à direita é a medida do movimento à
esquerda; o Ritmo é a compensação”

Ao analisarmos este princípio temos que compreender que o


Universo, da forma como nós o conhecemos, é influenciado
por este constante fluxo e refluxo, por este movimento de
atração e repulsão, que o torna tão complexo e ao mesmo
tempo tão perfeito. Esta lei se manifesta em todas as coisas
materiais (e podemos observá-lo no movimento dos planetas e
outros objetos que povoam o Universo), e também nos
estados mentais do Homem.

Os Hermetistas compreendem este Princípio, reconhecendo a


sua aplicação universal e com os profundos estudos e com o
domínio da mente, conseguem dominar os seus efeitos
aplicando a Lei mental de Neutralização. Porém, o simples
observar desta Lei em aplicação na Natureza nos ajuda a
melhor enfrentar as vicissitudes da vida, acompanhando o seu
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fluxo e refluxo e tentando neutralizar a Oscilação Rítmica


pendular que tenta nos arrastar para um ou para outro polo.

O sexto Princípio Hermético é o Princípio de Causa e


Efeito:

“Toda a Causa tem seu Efeito, todo o Efeito tem sua Causa;
tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente
um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos
de causalidade, porém nada escapa à Lei”.

Neste princípio existe a verdade de que há uma Causa para


todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. E O Caibalion
nos ensina também que nada acontece sem uma razão, mesmo
se nós a desconhecemos, pois tudo é dominado pela Lei. Para
nos elevarmos acima da Lei de Causa e Efeito é necessário
muito estudo, muita meditação e a compreensão profunda de
todos os Princípios Herméticos que fazem do Iniciado um
Verdadeiro Mago.

As massas do povo são levadas para frente, seguindo os


desejos e vontades dos outros, do coletivo, onde as causas
exteriores se tornam mais importantes do que a vontade
própria. As massas agem coletivamente, como agem os
animais de uma mesma raça ao se comportarem da mesma
forma que seus irmãos. O verdadeiro Iniciado deve elevar-se
acima da massa, exercitando a sua Vontade para poder
exercer o seu Livre Arbítrio. Para escaparmos desta Lei, que
nos ata às sucessivas reincarnações, devemos antes de mais
nada controlar nossa mente e nossos atos para superar-mos a
casualidade.

O sétimo Princípio é o Princípio do Gênero:

“O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino


e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os
planos”.

Estudando este princípio, que nos lembra o princípio de


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Polaridade, percebemos que o gênero é manifestado em tudo


e que o princípio feminino e masculino estão sempre
presentes, seja no plano físico que no plano mental e
espiritual. No plano físico este Princípio se manifesta como
sexo, e nos planos superiores ele tem outras formas de
manifestação, mas se mantém igual.

Assim, podemos dizer que todas as coisas manifestadas no


gênero masculino possuem também um gênero feminino, e
todas as coisas do gênero feminino contém também um
gênero masculino. Compreendemos assim que não
necessitamos da busca do outro princípio (que aparentemente
nos falta), pois tudo está imanente em nós, manifestado na
forma do gênero. A compreensão deste princípio nos leva à
plenitude e à realização interior e nos proporciona o
equilíbrio.

CONCLUSÃO

Estes Princípios Herméticos, são


aplicados pelo Astrólogo, pelo Tarólogo,
pelo Homeopata, pelo Terapeuta Floral,
pelo Grafólogo, enfim, por todos aqueles
que sabem que o Homem faz parte do
TODO e como tal não pode estar se não
intimamente ligado a este, através de suas
Leis Universais. Os Novos Iniciados,
aplicam as Leis Universais contidas no
Hermetismo para poder dominar, com a
mente, as coisas criadas, e assim, realizar
o plano do TODO. Devemos agir em
busca do conhecimento, sempre com a
humildade de servir ao TODO, pois ,,,
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SOMOS TODOS UM !!!

Ao olharmos o Homem como um Todo


harmônico, podemos compreender as
razões que o levam à desarmonia, que se
manifesta através das doenças físicas ou
mentais, dos acidentes e infortúnios. Na
compreensão está a cura. Na ‘cura’,
encontra-se a chance de um crescimento
no âmbito espiritual. Sem estes
Princípios, as ciências chamadas
“alternativas” seriam meros exercícios de
‘curandeirismo’. No entanto, sob os
Princípios das Leis Herméticas, tudo se
torna claro e transparente às mentes
mais esclarecidas.
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A Sabedoria Da Cabalá !!!

Kabbalah, (kabel = revelar), é uma ciência totalmente


independente e não parte de algo da nossa realidade.
A diferença entre a sabedoria da Cabalá e ciências comuns é
que ela penetra o mundo que nos rodeia, entra nele, e explora-
o. A humanidade tem aspirado por isso ao longo de sua
história e, eventualmente, chegou a um beco sem saída. Todas
as ciências estão em crise.
Desenvolvemos as ciências terrestres através dos nossos
sentidos, que são limitados, para começar. Apesar de utilizar
instrumentos como telescópios, microscópios, etc., que nos
permitirão estender as fronteiras de nossas limitações e nada
mais que isso. O principal problema é que percebemos o
mundo que existe ao longo de três eixos como um mundo que
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existe em um quarto eixo, o eixo de tempo. Esta é a forma


como fomos criados e nós não podemos sair deste quadro.
Podemos expandir ou restringir o tempo, alterar o eixo de
alguma forma, mas não podemos sair deste estado. A fim de
fazê-lo, temos que subir acima de nossa essência, enquanto
que as ciências terrestres não nos permitem fazê-lo.
Enquanto existirem nas dimensões científicas da nossa
estrutura terrestre, todas as ciências desenvolveram-se
conforme eles explicavam a atitude do homem em relação ao
mundo que nos rodeia. Hoje, no entanto, depois de ter
chegado a um beco sem saída, começamos a perceber que não
há outro lugar onde podemos desenvolver-nos. Na verdade, é
por esta a razão que a sabedoria da Cabalá está sendo
revelada agora. Ela nos diz que não devemos mergulhar
profundamente em matéria, espaço, etc., mas é preciso ir mais
fundo em nós mesmos, ver quais as ferramentas que estamos
usando, e se podemos mudar a nós mesmos, a fim de explorar
o mundo de forma diferente e ver um mundo diferente.
Hoje, sentimos o mundo que exploramos por meio dos nossos
sentidos, por meio de nossas ferramentas de compreensão e
percepção. Este não é o mesmo mundo que é externo a nós,
mas um mundo que nós sentimos internamente. Aqui, pela
primeira vez, cientistas erguem suas mãos e dizem: “Temos
de mudar o homem, a fim de conseguir isso, mas como? Nós
não sabemos “E então a próxima ciência emerge oferecendo
não explorar o que é externo a nós, mas explorar a nós
mesmos; não mudar o mundo que nos rodeia, mas a nós
mesmos.
Como resultado de mudar a nós mesmos, saberemos o que o
mundo realmente é.
Esta será uma ciência totalmente diferente, uma ciência de
adaptação, uma ciência para explorar o mundo de acordo com
o nível de realização da pessoa, dos estados e dos atributos
em que estamos, atributos que podemos mudar. A sabedoria
da Cabalá é antes de tudo uma ciência que muda o homem e,
consequentemente, descreve o que ele sente, incluindo o
nosso mundo. Esta é a razão porque ela não se envolve em
física, química ou biologia e realmente nem no que sentimos
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no estado padrão em que estamos agora. A sabedoria da


Cabalá engaja-se no conhecimento de como mudar a nós
mesmos internamente e sentir o mundo pelos estados em
mudança, uma vez que é sentida de uma maneira totalmente
diferente.
A sabedoria da Cabalá está disponível para todos. Na
verdade, é hoje, quando todas as ciências atingiram o seu pico
máximo e não podem desenvolver-se mais, que a sabedoria da
Cabalá é revelada dizendo: “Vamos mudar o nosso ponto de
vista, uma vez que foi determinado como uma medida
constante, fixa, que uma pessoa não muda e explora o mundo
de dentro de si mesma. Se mudarmos esta constante, veremos
um mundo que aparece diante de nós e como podemos
explorá-lo”. Esta é uma ciência muito mais ampla e mais rica,
e porque se engaja nos próximos níveis de desenvolvimento
do homem, revela ao homem estados que não estão
relacionados com o seu corpo. Mesmo que o corpo físico
morra, os estados que uma pessoa alcança continuam a existir
dentro dele objetivamente.
Podemos ler sobre isso na “Introdução ao Livro do Zohar” e
em muitas outras fontes. No conjunto, a sabedoria da Cabalá é
um método muito interessante que explica a verdadeira teoria
da relatividade, não Einstein, mas a teoria da relatividade de
nossa realização e percepção.
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Nós Temos Proteção De Cima?

Sempre me pedem algo pra colocar, seja no carro, no bolso ou


na casa, essa questão está diretamente ligada, com, a Mezuzá
que parece simbolizar a força espiritual que protege a alma, e
tudo mais.
Vamos então entender, o que os Judeus colocam nos portais
de suas portas; A Mezuzá tem quatro componentes, que
juntos representam todo o HaVaYaH: Yod- Key- Vav- Key,
em outras palavras, o sistema superior.
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Uma pessoa, desejando se assemelhar ao Criador, entra neste


sistema de HaVaYaH completo. Então ele é a sua casa, o
útero da mãe, no qual ela se desenvolve.
O sistema de HaVaYaH simboliza a atitude de amor para
conosco a partir dessa força superior, o Criador. Alcançando
o amor ao próximo, nos assemelhamos ao Criador que ama
Sua criação e nos unimos a Ele em um abraço mútuo, temos
falado nesse sistema único de ELEVAÇÃO em nossas
instruções.
A lógica que está por trás desse sistema é muito simples: Se O
CRIADOR me ama, por que "ELE", não me abraça AGORA?
Porque o irmão, não corresponde a ELE, o desconsidera, é
oposto à força superior do sistema, e, portanto,
INDESEJÁVEL. Aqui está a minha maior luta, convencer aos
irmãos do Oriente que: O LIVRE ARBÍTRIO É A MAIOR
FORÇA DO UNIVERSO !!!
O Criador, se relaciona com todos com PLENA DOAÇÃO,
mas SEU objetivo é trazer todos à realização da força
superior, para que todos conheçam o Criador, para revelá-Lo
e tornar-se igual a Ele. Desta forma deixamos de ser
marionetes sem livre arbítrio, sem entender nada em nossas
próprias vidas, e nos elevamos a um nível mais elevado,
ETERNO E ABSOLUTO.
Aí voltamos a questão inicial: "Mas qual é o propósito do
mandamento de colocar uma Mezuzá na entrada da casa, ou
uma Cruz, ou vasos de plantas, na verdade se coloca de
tudo?”
Pela simples razão que esses elementos, ditos sacramentais,
nos lembra que há a força superior da qual dependemos e que
precisamos nos assemelhar a ela, nos comportar como ela.
Visto que ela é misericordiosa, nós devemos ser
misericordiosos, visto que é compassiva, devemos ser
compassivos. No final, tudo é muito simples, para chamarmos
alguém de irmão devemos nos sentir e nos fazer irmão.
Aqui, alguém pode então supor que desta forma, a Mezuzah
simboliza a força de amor e conexão positiva entre nós, assim
como qualquer outro mandamento no mundo físico, este nos
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dirige a necessidade de segui-lo espiritualmente,


internamente, normalmente motorista de táxi, quando passa
na frente de uma Igreja faz o sinal da Cruz, talvez nem
católico seja, mas lembra que é DE CIMA QUE VEM A SUA
PROTEÇÃO, isso é bem o nosso dia a dia.
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Tempos Interessantes !!!

Como diz a maldição Chinesa, estamos vivendo em tempos


interessantes. Como nunca antes, duas trajetórias
contraditórias estão impactando a humanidade. Por um lado,
nós nos tornamos narcisistas ao ponto que o nosso nível de
ódio em relação às outras pessoas atingiu níveis patológicos.
Por outro lado, nós nos tornamos tão interdependentes que
não conseguimos escapar da sociedade.
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A algumas gerações atrás, as pessoas dependiam da sociedade


para comida, abrigo e saúde. Hoje, como estamos tão
preocupados conosco mesmos, precisamos de garantias
constantes do nosso valor. Como resultado, precisamos
desesperadamente que os outros nos curtam na mídia social e
aprovem as imagens (falsas) que postamos lá. Em muitos
casos, somos tão dependentes disso que as pessoas que
sofrem bullying online recorrem ao suicídio.
Embora a mídia social ainda seja a maneira mais comum de
conciliar a necessidade de vida social com a necessidade de
privacidade, claramente não é uma solução sustentável. As
crescentes taxas de depressão e incidentes atrozes, como
transmissões ao vivo de assassinatos e suicídios, indicam que
os dias da mídia social como nossa saída preferencial estão
contados.
Interdependência e antipatia mútuas são tão evidentes na
política, como são no processo social que acabo de descrever.
Conforme nosso narcisismo aumenta, também aumentam a
nossa intolerância e agressão. E visto que não podemos nos
desapegar da sociedade, nos viramos contra ela.
Tudo isso significa uma coisa: não há solução para nossa
situação no nosso modo atual de pensar. Para evitar a ruína
total da sociedade, teremos que superar nossas diferenças e
forjar uma nova forma de solidariedade.
Hoje, é de conhecimento comum que uma boa equipe requer
diversidade, e que a exposição à diversidade nos deixa mais
inteligentes. Cada equipe de esportes sabe que um bom
trabalho em equipe rende mais vitórias do que grandes nomes
na lista que jogam por si mesmos. Mesmo que saibamos
disso, está ficando cada vez mais difícil cooperar. Nossos
egos crescentes estão tornando cada vez mais difícil para nós
formar ligações significativas, resultando na desintegração em
todos os níveis, desde a unidade familiar e em toda a
sociedade.
A razão para isto é simples: nosso único objetivo é nosso
próprio prazer (geralmente imediato). Queremos tudo agora,
gratificação instantânea. E se nos conectamos com outras
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pessoas, é a fim de explorá-las, ou abertamente, ou pela


aparente ajuda, quando na verdade, um motivo oculto nos
motiva a agir.
Um Método Inexplorado !!!
Tal alienação teria deixado a sociedade humana sem
esperança se não fosse a existência de uma solução
inexplorada. Se a usarmos, iremos não só resolver a crise
atual que enfrentamos, mas vamos vê-la como etapas
preparatórias, necessárias em direção a um futuro mais seguro
e brilhante. Albert Einstein disse uma vez, “Os problemas
significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no
mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os
criamos”. Se aplicarmos essa solução, renasceremos para um
novo nível de pensamento, para o qual os problemas atuais
serão a base.
A primeira pessoa a pensar nessa solução foi Abraão, o
Patriarca, quase quatro milênios atrás, o Midrash (Beresheet
Rabbah), Maimônides e muitas outras fontes nos dizem que,
semelhante ao que está acontecendo hoje, os Babilônios no
tempo de Abraão estavam ficando cada vez mais alienados.
Estes livros nos dizem que, quando Abraão refletiu sobre a
alienação dos Babilônios, percebeu o que estamos percebendo
agora: que não podemos impedir a intensificação do egoísmo,
mas se não encontrarmos uma forma de lidar com o ego, ele
nos destruirá.
Na Mishneh Torá (capítulo 1), Maimônides escreve que para
encontrar uma solução para o problema do ego crescente,
Abraão observou a natureza. Ele percebeu que, na natureza,
tudo é equilibrado. O que mantém a estabilidade é o fato de
que além do egoísmo, existe uma força de equilíbrio, um
desejo de se conectar e construir, que coincide com o desejo
de desconectar e destruir. Este equilíbrio, Abraão concluiu,
permite que os opostos tornem a vida possível: quente e frio,
conexão e separação, criação e destruição e todos os outros
opostos que compõem o nosso universo. Nos humanos, no
entanto, Abraão descobriu que “a inclinação do coração do
homem é má desde a sua juventude” (Gênesis 08:21).
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Assim que percebeu que havia encontrado a chave para a


estabilidade social, Abraão começou a difundi-la. Nas
palavras de Maimônides, “ele começou a fornecer respostas
ao povo de Ur dos Caldeus [cidade de Abraão na Babilônia],
conversar com eles e lhes dizer que o caminho no qual eles
estavam andando não era o caminho da verdade”.
Abraão explicou que a única maneira de superar o ego que
tinha irrompido entre eles era reforçar a unidade entre si.
Visto que a natureza negou à humanidade o equilíbrio entre as
forças que adota com o resto da natureza, Abraão sugeriu que
eles poderiam “compensar” a ausência da força de conexão
criando-a. É por isso que hoje o conhecemos como um
homem de misericórdia e bondade, já que se esforçou para
conectar as pessoas.
Conforme mais e mais pessoas se reuniram em torno de
Abraão para aprender a sua solução, ele se tornou uma
ameaça para Nimrod, o rei da Babilônia, que, finalmente,
expulsou Abraão. Fora da Babilônia, Abraão continuou a
reunir seguidores e alunos que endossaram a ideia de que o
caminho para superar o ego é aumentando a unidade em
sincronia com a intensificação do ego.
Abraão passou seu conhecimento para Isaque, que passou
para Jacó, que depois passou para José. Depois de séculos de
aperfeiçoamento de um método exclusivo de conexão, os
hebreus obtiveram uma poderosa unidade que mesmo que
viessem de etnias e lugares diferentes, eles se tornaram uma
nação no sopé do Monte Sinai, da palavra Hebraica sinaa
(ódio). Conforme os hebreus superaram a montanha de ódio e
a alienação entre si ao nutrir sua unidade a um nível que
corresponde ao da sua separação, eles equilibraram o egoísmo
que estava crescendo neles e criaram uma sociedade sólida
baseada na justiça social e responsabilidade mútua que até
hoje é a base do que definimos como humanismo.
A maneira que Abraão e seus discípulos manipulavam o ego
era muito simples, mas eficaz. O livro Likutey Etzot
(Conselhos Diversos) descreve isso da seguinte forma: “A
essência da paz é conectar dois opostos. Portanto, não se
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assuste se vir uma pessoa cuja visão é completamente o


oposto da sua e ache que nunca será capaz de fazer as pazes
com ela. Também, quando você vir duas pessoas que são
completamente opostas uma da outra, não diga que é
impossível fazer as pazes entre elas. Pelo contrário, a essência
da paz é tentar fazer as pazes entre dois opostos.”
Após a “cerimônia de inauguração” no sopé do Monte Sinai e
o início oficial do povo Judeu, a jovem nação experimentou
inúmeros testes para sua unidade. Eles superaram enormes
conflitos internos à medida que lutavam para aumentar sua
unidade sobre seus egos crescentes. Ao fazer isso, eles
poliram e melhoraram o seu método de conexão. O Rabino
Shimon Bar Yochai descreveu essa abordagem no livro O
Zohar (porção Beshalach): “Todas as guerras na Torá são de
paz e amor”.
Imediatamente depois que os judeus se tornaram uma nação,
eles foram mandados para ser “uma luz para as nações”, ou
seja, transmitir o método de conexão que tinham construído
entre si ao resto do mundo. Abraão pretendeu espalhar seu
método em toda Babilônia, e se não fosse pela interferência
do rei Nimrod, teria tido sucesso. Noé e Moisés ambos
tentaram completar o trabalho de Abraão, mas também
falharam, devidos aos impedimentos que encontraram. O
grande Cabalista, Ramchal, escreveu no livro Adir Bamarom
(Poderoso no Alto): “Noé foi criado para corrigir o mundo no
estado em que estava naquela época. Naquela época já
existiam as nações, e elas também receberão correção dele”.
No Comentário do Ramchal sobre a Torá, o sábio escreve
sobre Moisés: “Moisés desejava completar a correção do
mundo naquele tempo. No entanto, ele não teve êxito devido
às corrupções que ocorreram ao longo do caminho”.
O Livro do Zohar conecta o trabalho na unidade entre os
judeus ao seu papel na direção das nações na porção
AhareiMot: “Eis quão bom e agradável é quando irmãos se
sentam juntos. Esses são amigos, conforme se sentam juntos,
a princípio parecem ser pessoas em guerra, desejando matar
um ao outro. Depois, voltam ao amor fraterno. De agora em
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diante vocês também não se separarão. E por seu mérito vai


haver paz no mundo.

Inúmeras fontes judaicas conectam os problemas do mundo


com a falha de Israel não realizar sua tarefa. O Talmude
Babilónico (Masechet Yevamot 63ª) escreve, “nenhuma
calamidade vem ao mundo, exceto por causa de Israel”. O
Rav Kook elabora esta atribuição em seu livro Orot (Luzes):
“a construção do mundo, que está se desintegrando sob as
tempestades terríveis de uma espada cheia de sangue, exige a
construção da nação Israelita. A construção da nação e a
revelação de seu espírito são um… com a construção do
mundo, que está se desintegrando em antecipação de uma
força total da unidade e da sublimidade, e tudo isso está na
alma da Assembleia de Israel”.
Em seu ensaio “Garantia Mútua“, o Rav Yehuda Ashlag,
autor do Comentário Sulam (escada) sobre O Livro do Zohar,
escreve, “Está sobre a nação israelita se qualificar a si e todas
as pessoas do mundo a se desenvolver até tomarem para si
essa obra sublime do amor ao próximo, que é a escada para o
propósito da criação”.
Desde a ruína do Segundo Templo dois mil anos atrás, devido
ao ódio infundado, os judeus em geral têm exibido desunião e
um desejo de assimilar e abandonar sua vocação. Mas o
mundo acha que é dever deles ser “uma luz para as nações,”
para trazer a luz da unidade ao mundo. Quanto mais o mundo
cair em desunião e em incapacidade de resolver seus
conflitos, mais vai virar sua frustração contra os judeus. E
quanto mais os judeus tentarem evitar o seu dever, mais
severamente o mundo irá puni-los.
Em um mundo dividido como hoje, o método de conexão que
Abraão, Isaque e Jacó desenvolveram é imperativo para a
sobrevivência da humanidade,,, o objetivo inicial da
Maçonaria Cabalística ou Especulativa Anglo Saxônia ,,,
inicialmente estabelecida no século XVI período Elizabetano
e que alcançou seu ápice no século XVIII,,, no período
Vitoriano ,,, tinha esse objetivo, primeiro em seu mundo dito
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Império Britânico (The British Empire), depois para com o


resto do mundo. Esse legado agora é nosso, em Loja temos
que operar exatamente como um só coração, fazer pulsar a
FRATERNIDADE que nasce por ser muito bom ESTAR
ENTRE IRMÃOS.
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O Que É A Alma?

Todos nós temos, muitos desejos, pelos quais sentimos o


mundo inteiro e a nós mesmos. No entanto, entre eles, os
desejos, existem tal parte do desejo comum que sente o
Criador a esta parte é que chamamos de ALMA !!!
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Onde está esse desejo, esta alma? Afinal, se perguntarmos a


um irmão comum sobre isso, ele dirá: “O desejo está dentro
de mim; eu somente desejo e guardo tudo no meu coração"
E se substituirmos o coração, ele terá os mesmos desejos?
Quando um transplante de coração foi realizado pela primeira
vez, todo mundo pensou que resultaria em uma pessoa
completamente diferente, mas nada disso aconteceu; nada
mudou. Isso significa que os desejos não estão no coração. O
coração apenas reage a eles, e, portanto, associamos nossos
desejos a ele, erroneamente, muito embora os representamos
por um "CORAÇÃO" !!!
Eu acho que se transplantarmos uma cabeça, descobriremos
que nela não há desejos, nem mesmo pensamentos. Os
desejos estão fora de uma pessoa, fora de nós mesmos. E
podem ser divididos em duas partes: egoísta e altruísta.
Nos desejos egoístas, eu sinto a mim mesmo e o nosso mundo
inteiro. No entanto, existe a possibilidade de transformar
parcialmente desejos egoístas em altruístas. Neles, eu amarei
os outros, mas amarei verdadeiramente, não apenas com
palavras. Então, neste desejo em que eu amarei os outros,
sentirei o Criador.
É como uma saída de mim mesmo, de uma vida para mim
para uma vida para os outros. Isso não está no corpo humano.
O corpo existe como um animal. Nosso coração é um motor
que fornece sangue para todo o corpo. Nosso cérebro controla
o corpo animal e nada mais.
Nós andamos, sentimos, respiramos, sentimos a nós mesmos
e os outros. Isso não pode ser chamado de ALMA, os animais
fazem o mesmo, isso não tem nada a ver com a alma. Ela não
está em nenhuma das criaturas na terra. Existe uma força vital
que permite que o corpo exista.
A alma é parte do Criador de cima, em outras palavras, é um
desejo que atingiu um estado de equivalência com o Criador
uma qualidade totalmente abnegada e dedicada de doação e
amor. Ela existe fora do corpo do homem, fora de seu desejo
egoísta. É um componente adquirido, mas eterno do nosso eu
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espiritual. Este é o “eu” espiritual de UM IRMÃO se ele o


alcançou, e se ele não tiver, ele é UM ANIMAL !!!
Alguns aspiram a ela, alguns não. Mas em qualquer um que
desceu de uma árvore e se transformou de um macaco em um
ser humano, pelo menos de alguma forma, não importa em
que nível, já existe o embrião da alma – isto é, a habilidade e
oportunidade de desenvolver A ALMA!!! Mas nascemos e
estamos, enterrados sob uma enorme camada de egoísmo.
Sair desse abismo é nosso "SEGUNDO NASCIMENTO".
Em Loja, aprendemos “o como”, podemos sair desse abismo
para deixar o primeiro broto sair.
Um irmão por si mesmo, não tem motivação para isso já que
este irmão, considera todos os tipos de impulsos nobres,
culturais e sociais como sua alma: arte, música e assim por
diante.
Este ponto o qual buscamos vitalidade em Loja é o embrião
da alma e vai emitir qualquer prazer especial ao qual um
irmão aspira como MAÇOM CABALISTA !!!
Essa é a razão pela qual, quando, um irmão realmente aspira a
revelar sua alma, ele tem nostalgia terrível, depressão,
sofrimento do desejo e, ao mesmo tempo, a incapacidade de
encontrar o sentido da vida: para que estou vivendo, por que
vivo, quem me controla, como posso sair da estrutura deste
mundo e começar a existir fora de suas limitações, chamamos
isso da "SINA DO GRAU DE COMPANHEIRO", e
dizemos que é um grau de "TESTE ÁCIDO", na caminhada
de um irmão.
Isso podemos chamar de aspiração para alcançar a alma.
Agora, ela já se manifesta no irmão, porque de grau em grau,
nós nos desenvolvemos e alcançamos tais estados em nosso
desenvolvimento egoísta que nos afastam da nossa natureza
egoísta. O próprio egoísmo empurra um irmão para fora de si
mesmo, dando-lhe sentimentos negativos ao longo de sua
existência.
É claro que tudo o que acontece na nossa vida pessoal e
social, no mundo, na natureza e no cosmos, só acontece para
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nos aproximarmos do Criador, revelá-Lo, nos tornarmos


completamente equivalentes a Ele, até o ponto de adesão com
Ele, se isso não fosse verdade, então porque
INVOCARÍAMOS O G.°.A.°.D.°.U.°. ANTES DE ABRIR
A LOJA?

Quando substituímos todos os nossos desejos egoístas por um


desejo de nos tornarmos como o Criador em doação e amor
ao próximo, e através dos outros, a Ele, isto será a obtenção
de nossa alma, sua completa correção.
Vamos deixar nossos corpos, tudo o que vemos e sentimos
em nosso mundo através de nossos desejos corporais aquilo
que chamamos dos 5 sentidos animais ou bestiais. Existe um
desejo além destes 5, Ele é inicialmente egoísta, depois se
transforma em fraternidade, e dizemos que recarregamos
nossas baterias.
O irmão deve ser mudado para um desejo altruísta, em Loja
aberta, para a completa doação e amor pelo frater, isto é, por
qualquer irmão por todos juntos e por tudo que está fora de
dele, aí então o irmão começará a sentir o Criador nesse
desejo conforme a sua correção. É precisamente este desejo
corrigido de recepção em doação, que será chamado de alma.

Alma do Maçom livre e aceito


que chamamos de Irmão. Sendo
assim que todos alcancem suas
“Almas” !!!
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Não há nada supérfluo no mundo em que


vivemos !!!

Torá, Deuteronômio, 23:04: ...Eles [o povo de


Moabe] contrataram contra ti a Balaão, filho de
Beor, de Petor, em Aram Naharaim
(Mesopotâmia), para te amaldiçoar !!!
Pergunta: Pode alguém ser contratado pra "Amaldiçoar ou
Abençoar", seja uma pessoa, uma família ou até mesmo um
país?
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Balaão foi contratado pelos amonitas e moabitas (os desejos


que não podem ser corrigidos), a fim de amaldiçoar Israel. No
entanto, ao mesmo tempo, o povo de Israel já estava indo para
o Criador.
Balaão é um profeta que tem conexão com o Criador. Ele
entende o que é Israel e age natural e claramente de acordo
com o comando do Criador, como tudo o mais no mundo.
Portanto, nós precisamos respeitar essa força mesmo do lado
oposto, ou seja, do lado das forças impuras. Embora do lado
negativo, Balaão representa a força através da qual o Criador
governa o mundo. Isso significa que Ele governa o mundo
exatamente através de nossos desejos impuros, a fim de puxar
da espiritualidade a pessoa “pela orelha”.
Ela resiste, quer alcançar a espiritualidade, mas é arrastada
cada vez mais. Então, quando sua “orelha” é esticada ao
limite, ela é de repente liberada e voa diretamente para a
espiritualidade. Isso é útil, muito útil.
Este é precisamente o trabalho de Balaão. Ele
intencionalmente incita a pessoa a criticar, a pensar que tudo
não é do jeito que é, e assim por diante. A linha esquerda
deve existir em paralelo com a linha direita e, entre elas, nós
construímos a análise e a síntese de todos os estados possíveis
através dos quais começamos a entender como o universo está
organizado, assim é o centro da Loja.
NÃO PODEMOS EM HIPÓTESE NENHUMA, deduzir, que
isso significa que Balaão em uma pessoa a faz avançar ainda
mais rápido. Mas provavelmente, este é um estado necessário
em uma pessoa, quando ela nega o Criador, quer se rebelar
contra Ele, e não quer considerar nada, o egoísmo nela se
eleva tanto que ela quer governar o mundo inteiro. Isso
acontece com toda pessoa.
Aqui trata-se das mesmas ações nos níveis mais elevados.
Portanto, a força de Balaão é necessária para a correta análise
de todo o caminho, nada de supérfluo foi criado no mundo,
tudo depende apenas do quanto vamos trabalhar corretamente
com essas forças. Tudo é apenas para o nosso avanço correto.
Assim, é necessário eliminar a intenção dos desejos chamados
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amonitas e moabitas (isto é, para si mesmo), e os próprios


desejos de começar a corrigir a doação, a presença em Loja é
exatamente para trabalharmos esses nossos desejos, dizemos
que desbastamos a pedra bruta, eliminamos desejos profanos,
buscamos elevações, etc.
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A Maçonaria governa O MUNDO?

Às vezes, as notícias mencionam que os Maçons Cabalistas


governam o mundo, isso é fato & é ficção,
SIMULTANEAMENTE !!!
O mundo é governado apenas por uma única força da
natureza, JÁ ESTUDAMOS ISSO !!!
Todas as pessoas podem afetar essa força, mas apenas de
acordo com o grau de sua influência positiva, ou seja, os
Maçons Cabalistas por serem mais preparados na arte de
gestão das forças univérsicas, acabam tendo não só mais
visibilidade como também MAIS RESPONSABILIDADE.
Na verdade, não podemos afetar negativamente nada. Está
somente em nosso poder acelerar nosso desenvolvimento
através de ações positiva isso é exatamente o que a sabedoria
da Cabalá ensina, e atingimos o grau de proficiência
necessário em Loja.
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Em última análise, todos nós alcançaremos nosso estado final,


no entanto, aproximar-se deste estado de forma positiva só
pode ser feito com a ajuda, da sabedoria da Cabalá que nos
foi dada para este propósito, e pela pedagogia maçônica que
agrupa irmãos em fraternas lojas para esse objetivo ser
realizado, não tem como separar, Sabedoria da Cabalá e
Ordem Maçônica, quando falamos de RESTAURAÇÃO DO
MUNDO.
Os Cabalistas têm um impacto positivo no mundo, acelerando
seu desenvolvimento. No entanto, eles não mudam nada,,, não
podem mudar nada só irmãos congregados em Loja, podem
mudar o mundo como também podem acelerar todas as
mudanças necessárias, talvez por isso afirmem que os Maçons
Cabalistas "GOVERNAM O MUNDO".
Se não podemos afetar negativamente o desenvolvimento da
humanidade podemos afirmar que todos os vilões e tiranos,
que massivamente exterminam as pessoas e causam
sofrimentos a humanidade são reflexos, não maçônicos, da
evolução do ser humano, crescem como "rabo de cavalo",
sempre para baixo. Existem para que possamos "existir".
Todas as forças negativas da natureza que nos aparecem na
forma de figuras históricas do passado ou do presente movem
a história para um fim positivo e predeterminado, pois
despertam sempre as "forças Maçônicas-Cabalistas", aí estas
assumem e governam as mudanças necessárias e nos
garantem que estamos apenas caminhando nesse sentido, do
"TIKUN OLAM", ou seja, a restauração do mundo.
Mas com a ajuda da Sabedoria da Cabalá, podemos encurtar o
nosso caminho, bem como torná-lo mais fácil e agradável em
Loja J.°.P.°. entre Irmãos.
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Fé De Acordo Com A Cabalá !!!


A fé acima da razão é o conceito fundamental na Cabalá. Mas
o conceito de fé pertence tradicionalmente às religiões, sendo
assim como podemos definir o que é fé na Cabalá?
A fé é definida na Cabalá como a qualidade de doação. Isso
não é o que é aceito nas religiões.
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Todos os termos Cabalísticos se originaram vários milhares


de anos antes do surgimento das religiões.
A religião judaica surgiu há 2.000 anos. Antes disso, os
judeus só possuíam a Cabalá e as pessoas existiam sentindo
dois mundos simultaneamente: O nosso mundo e o mundo
superior". Mais tarde, elas todas as pessoas, caíram da
sensação do mundo superior e permaneceram sentindo apenas
o nosso mundo, e o que resultou tornou-se conhecido como
JUDAÍSMO QUE NADA MAIS É DO QUE UMA
RELIGIÃO !!!
A nação judaica perdeu a condição do “Ama teu próximo
como a ti mesmo”, e começou a se envolver na realização
rotineira dos mandamentos: as Mitzvot. A partir disso, o
Cristianismo apareceu com todos os seus ramos e, mais tarde,
o Islã. O Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo não
pertencem à Cabalá, SÃO SOMENTE RELIGIÕES.
A Cabalá, explora o mundo superior e leva a pessoa a sua
revelação enquanto viver neste mundo. É por isso que na
Cabalá, não há necessidade de acreditar em nada relacionado
com "RITUAIS RELIGIOSOS", a Cabalá é uma ciência, um
método de entender e participar da força creacional
primordial.
Na Cabalá, a fé é chamada de "qualidade de doação", a
qualidade de influenciar os outros, na direção de RECEBER
PARA DOAR.
Faça sua própria experiência, questione se seus desejos estão
sendo revelados nos níveis de "Receber só para mim, ou
receber para tornar a vida de alguém mais fácil", experimente
esse desafio.
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Fruto da Árvore do Conhecimento do


Bem e do Mal !!!
E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável
à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do
jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
(Gênesis 2:9)
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Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse


Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não
morrais.
Gênesis 3:3
No meio do jardim (“Betor haGan” em hebraico) está a
Árvore da Vida:
‫וְ ֵ֤עץ ַ ַֽהחַ יִּ ים֙ ְב ֣תֹוְך הַ ָּ֔ ָגן וְ ֵ֕עץ הַ ַ ַּ֖דעַ ת ֥טֹוב ו ָ ַָֽרע׃‬
e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do
conhecimento do bem e do mal.
Gênesis 2:9
E também no meio do jardim (“Betor haGan” em hebraico)
estava a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal:
‫יםלא ַֽתאכְ לּו֙ ִּמ ָּ֔מּנּווְ ֥לא ִּתגְ ַּ֖עּו ּ֑בֹו‬
ֵ֤ ‫אֱֹלה‬
ִִּ֗ ‫שר ְבתֹוְך־הַ ָג ֒ן אָ ַ ֣מר‬
֣ ֲ‫ּומפְ ִּ ֣רי הָ עץ֮ א‬
ִּ
‫ן־תמֻ ַֽתּון׃‬ ְ ‫פ‬
Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse
Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não
morrais.
Gênesis 3:3
Daí vem a pergunta: Qual árvore está no meio do jardim?
Podemos dizer, que seria uma informação muito vaga, e
perigosa, da parte de "Deus", vindo a se referir a um tema tão
sério como esse, dando coordenadas iguais para árvores que
teriam efeitos completamente antagônicos.
Uma árvore traz Vida (Etz Chaim em hebraico), e a (suposta)
outra árvore traz conhecimento que mata.
Mas ambas estão no mesmo local,“betor haGan“, no meio do
jardim. Como assim? Estaria uma em cima da outra? Ou
quem sabe uma árvore dentro da outra?
Analisando profundamente estes pasukim (versos) em
hebraico, temos uma ligeira (bem ligeira) impressão que se
trata da mesma árvore, contendo um paradoxo.
Nesse caso, se o homem comia da Árvore da Vida, então não
estaria ele comendo também da Árvore do Conhecimento do
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Bem e do Mal?Isso não caracterizaria Pecado? Ou seja:


desobedecer a Deus?
Do ponto de vista Cabalista encontramos a "resposta" a essa
pergunta ser com o uso de um; “Depende”. A mesma árvore
que dá a vida, também traz morte se não for utilizada
corretamente.
O Fruto da Árvore trazia o conhecimento do Bem e do Mal,
PORÉM, as suas folhas traziam a VIDA.
Essa é uma informação muito nova e de difícil entendimento,
mas antes que alguém pense em “O MAGUID PIROU".
Vamos analisar um trecho do último livro da Bíblia, que vem
complementar o texto do primeiro livro.
Lá, nós vemos o ressurgimento da Árvore da Vida:
No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a
árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de
mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das
nações.
Apocalipse 22:2
Então veja que Yochanan (João), traz uma mensagem que é
uma revelação (Sod, em hebraico). Não é o fruto, mas sim as
FOLHAS da Árvore da Vida que devem ser utilizadas.
Veja, que o Fruto continua presente na narrativa, porém são
as folhas que serão oferecidas às nações.
Então comer da Árvore da Vida significa comer de suas
folhas? Pelo menos é isso que o texto “parece” querer nos
revelar (Nível de Interpretação da Revelação).
Mas porque isso seria assim?
Vamos de forma especulativa, buscar em outras citações,
razões de entendimento, mas de uma forma geral, “Folha”
fala de Redenção e Salvação, Vida e CURA.
Esse significado vem desde o princípio com Nôach, Noé:
E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de
oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham
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minguado de sobre a terra.


Gênesis 8:11
Passando por Mishlê, Provérbios:
Aquele que confia nas suas riquezas cairá, mas os justos
reverdecerão como a folhagem.
Provérbios 11:28
Até Yechezqel haNavi, o Profeta Ezequiel:
E junto ao rio, à sua margem, de um e de outro lado, nascerá
toda a sorte de árvore…não cairá a sua folha…e o seu fruto
servirá de comida e a sua folha de remédio.
Ezequiel 47:12
As Folhas da Árvore da Vida (como as folhas de qualquer
outra árvore) certamente deveriam ter sabor amargo. E esse
sabor amargo vai nos ligar às Ervas Amargas do livro de
Shemot, Exôdo, o livro da Redenção:
E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães
ázimos; com ervas amargosas a comerão.
Êxodo 12:8
Há diversas plantas que suas folhas são amargas, e são
utilizadas como remédios, e que trazem diversos benefícios
para a saúde humana.
De forma semelhante, o caminho da Vida Espiritual não tem
necessariamente sabor “DOCE”. Isso é ilustrado de inúmeras
formas por toda a Escritura Sagrada.
Veja o caso de Ana, mãe de Shemuel haNavi, o Profeta
Samuel. Ela buscou a Deus em sua “amargura”, e recebeu a
sua recompensa, um filho que seria um instrumento nas mãos
do Eterno:
Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou
abundantemente.
1 Samuel 1:10
O Paradoxo da Árvore da Vida, nos ensina que o “doce”,
muitas vezes se torna “amargo”:
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As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e


saúde para os ossos.
Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim
são os caminhos da morte.
Provérbios 16:24,25
O caminho da Redenção passa pela Obediência aos
Mandamentos, as Mitzvot do Eterno, que muitas vezes
parecem “amargos”, difíceis de CUMPRIR.
Mas estes mandamentos representam a renúncia necessária
para mitigar o Yetzer haRa, a inclinação para praticar o mal,
que os Apóstolos de Yeshua haMashiach chamavam de
“carne”.
Um bom exemplo vem do nosso irmão, o rabino Shaul
haShaliach:
E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para
alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma
incorruptível.
Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato,
não como batendo no ar.
Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que,
pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira
a ficar reprovado.
1 Coríntios 9:25-27
O Bem e o Mal estavam presentes, de forma conjunta naquele
fruto, e Adam haRishone e Chava (Eva) não estavam
preparados para discernir nem o Bem nem o Mal, gerando
Confusão.!!!
Pois o definir o que é o Bem e o que é o Mal é uma tarefa
Divina, e que só pertence a Deus, e a mais ninguém:
Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a
outrem não darei
Isaías 42:8
Esse texto acima, será a base para nossa Instrução vídeo da
Hermenêutica.
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Maguid Sel ' Mek


M.A , Dr. Phill , MM .•. B.L .•.

Rav Beit HaMikdash

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