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Monografia Artur Parafino - 2025

A pesquisa analisa as estratégias de mitigação dos impactos negativos da agricultura de subsistência na comunidade de Magamba, em Nhacolo, Moçambique. Os resultados indicam que a população não utiliza efetivamente essas estratégias, recorrendo a práticas prejudiciais como queimadas e desmatamento. A metodologia incluiu entrevistas com 116 agricultores, revelando a necessidade de melhorias nas práticas agrícolas e na conscientização ambiental.

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A pesquisa analisa as estratégias de mitigação dos impactos negativos da agricultura de subsistência na comunidade de Magamba, em Nhacolo, Moçambique. Os resultados indicam que a população não utiliza efetivamente essas estratégias, recorrendo a práticas prejudiciais como queimadas e desmatamento. A metodologia incluiu entrevistas com 116 agricultores, revelando a necessidade de melhorias nas práticas agrícolas e na conscientização ambiental.

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Licenciatura em Ensino de Geografia

Analise das estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de


subsistência: Estudo de caso da comunidade de Magamba, localidade de Nhacolo, distrito
de Tambara, Província de Manica

Artur Parafino Jambo

Tete, Fevereiro, 2025


Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância

Licenciatura em Ensino de Geografia

Analise das estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência:


Estudo de caso da comunidade de Magamba, localidade de Nhacolo, distrito de Tambara,
Província de Manica

Artur Parafino Jambo – No: 708215094

Monografia científica apresentada no Instituto de


Educação à Distância da Universidade Católica de
Moçambique como requisito para a obtenção do
grau de Licenciatura em Ensino de Geografia.

Orientado por:
Prof. Doutor Trindade Filipe Chapare

Tete, Fevereiro, 2025


ÍNDICE

DECLARAÇÃO DE HONRA ....................................................................................................................... i


DEDICATÓRIA ............................................................................................................................................ ii
AGRADECIMENTOS................................................................................................................................. iii
LISTA DE FIGURAS ................................................................................................................................... v
LISTA DE SIGLAS E SÍMBOLOS ............................................................................................................. vi
RESUMO .................................................................................................................................................... vii
1.0. Introdução ......................................................................................................................................... 1
1.1. Delimitação do Tema ........................................................................................................................ 3
1.2. Justificativa ....................................................................................................................................... 3
1.3. Relevância o tema ............................................................................................................................. 4
1.3.1. Relevância social....................................................................................................................... 4
1.3.2. Relevância científica ................................................................................................................. 4
1.3.3. Relevância ambiental ................................................................................................................ 4
1.3.4. Relevância económica............................................................................................................... 4
1.4. Problematização ................................................................................................................................ 5
1.5. Objectivos ......................................................................................................................................... 6
1.5.1. Objectivo geral .............................................................................................................................. 6
1.5.2. Objectivos específicos................................................................................................................... 6
1.6. Hipóteses ........................................................................................................................................... 6
CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..................................................................................... 7
2.0. Fundamentação teórica ..................................................................................................................... 7
2.1. Marco Conceptual ............................................................................................................................. 7
2.1.1. Agricultura .................................................................................................................................... 7
2.1.2. Agricultura sustentável ................................................................................................................. 7
2.2. Gestão ambiental ............................................................................................................................... 8
2.3. Conceitos de Ambiente ................................................................................................................... 10
CAPÍTULO III – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ................................................................... 15
3.0. Procedimentos Metodológicos ........................................................................................................ 15
3.1. Abordagem metodológica ............................................................................................................... 15
3.1.1. Pesquisa quanto à natureza ......................................................................................................... 15
3.1.2. Quanto aos objectivos ................................................................................................................. 16
3.1.3. Quanto a procedimentos técnicos ............................................................................................... 16
3.2. Técnica de análise de dados ............................................................................................................ 16
3.3. Técnicas de recolha de dados .......................................................................................................... 16
3.3.1. Observação directa .................................................................................................................. 16
3.3.2. Entrevista .................................................................................................................................... 17
3.4. População de estudo ........................................................................................................................ 17
3.4.1. Determinação da Amostra ........................................................................................................... 17
CAPÍTULO IV – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ................................................ 18
4.1. Apresentação e análise dos resultados ............................................................................................. 18
4.1.1. Resultados da entrevista com os agricultores............................................................................ 18
4.1.1.1. Informação sobre o meio ambiente ........................................................................................ 18
4.1.1.2. Percepção dos agricultores sobre a conservação da floresta .................................................. 18
4.1.1.3. Informação dos agricultores sobre meio usado para lavoura ................................................. 19
4.1.1.4. Destino ou tratamento dos residuos resultante da lavoura ..................................................... 19
4.1.1.5. informação sobre meios usados para regar culturas. .............................................................. 20
4.1.1.6. Informação sobre o futuro da floresta ............................................................................................ 20
4.1.1.7. Finalidade das áreas de cultivo não produtoras (depois de solo empobrecer) ....................... 21
4.1.1.8. Informação sobre o repovoamento da floresta ....................................................................... 21
4.1.1.9. Informação sobre o envolvimento do governo na conservação do meio ambiente................ 22
4.1.2. Resultado da entrevista com os técnicos do SDAE .................................................................. 22
CAPÍTULO V – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ................................................................................ 24
5.1. Informação sobre o meio ambiente .................................................................................................. 24
5.2. Percepção dos agricultores sobre a conservação da floresta ............................................................ 25
5.1.3. Informação dos agricultores sobre meio usado para lavoura ........................................................ 26
5.4. Destino ou tratamento de residuos (capim) resultante da lavoura ................................................... 26
5.5. Informação sobre meios usados para regar culturas ........................................................................ 26
5.6. Informação sobre o futuro da floresta .............................................................................................. 27
5.7. Finalidade das áreas de cultivo não produtoras (depois de solo empobrecer) ................................. 27
5.8 Informação sobre o envolvimento do governo na conservação do meio ambiente .......................... 28
CAPÍTULO VI – CONCLUSÕES E SUGESTÕES .................................................................................. 29
6. Conclusão e Sugestões ............................................................................................................................ 29
6.1. Conclusão......................................................................................................................................... 29
6.2. Sugestões.......................................................................................................................................... 30
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................................ 31
Apêndice 1: Guião de entrevista para agricultores da comunidade de Magamba.......................................... i
Apêndice 2: Guão de entrevista para técnicos do SDAE do distrito de Tambara ........................................ iii
DECLARAÇÃO DE HONRA

Eu, Artur Parafino Jambo, declaro por minha honra que este trabalho é da minha autoria e que
nunca foi apresentado em nenhuma outra instituição de ensino para obtenção de qualquer grau
académico.

Declaro ainda que todas as obras de outros autores utilizadas neste trabalho foram devidamente
citadas e listadas na lista de referências bibliográficas.

Tete, Fevereiro de 2025

O Autor

_______________________________
(Artur Parafino Jambo)

i
DEDICATÓRIA

Dedico esta monografia aos meus filhos por tudo que tem feito de maravilhoso.

ii
AGRADECIMENTOS

O presente trabalho não seria possível sem a participação directa e indirecta de várias pessoas
(individuais e colectivas).

Primeiramente agradeço à Deus por ter me acompanhado durante a minha fase estudantil e por me
acompanhar sempre na minha vida. A sua presença em mim, fortalece a minha alma e me inspira
no amor.

De seguida agradeço a minha família, que sempre ajudaram em tudo que podiam e podem durante
a minha formação.

Estendo a minha gratidão a todos os docentes em especial ao meu supervisor, Prof. Doutor
Trindade Filipe Chapare, pela orientação sábia que me proporcionou durante a elaboração da
presente Monografia Científica, os funcionários do IED da Universidade Católica de Moçambique
e em especial aos do Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia pelo acompanhamento e pela
cedência de um ambiente propício ao longo da minha formação.

Quero agradecer aos alunos, agricultores de povoado de Magamba e técnicos do SDAE que
ajudaram bastante na obtenção de dados referentes às entrevistas e os inquéritos para o trabalho,
os que directa ou indirectamente colaboraram para que este trabalho fosse uma realidade, e dizer
que a ajuda prestada foi de grande utilidade.

A todos os colegas e familiares, que directa ou indirectamente contribuíram para que fosse possível
a realização deste trabalho e do Curso.

A todos digo o meu muito obrigado.

iii
LISTA DE TABELAS

Conteúdos Páginas

Tabela 1 – Informação sobre meio ambiente ................................................................................ 18


Tabela 2 – Informação sobre a conservação da floresta................................................................ 19
Tabela 3 – Informação sobre meio usado para lavoura ................................................................. 19
Tabela 4 – Destino ou tratamento do lixo resultante da lavoura ................................................. 200
Tabela 5 – Meios usado para regadio das suas culturas. ............................................................. 200
Tabela 6 – Informação sobre o futuro da floresta ........................................................................211
Tabela 7 – Finalidade das áreas de cultivo não produtoras (depois de solo empobrecer) ...........211
Tabela 8 – Informação sobre o repovoamento da floresta .......................................................... 222
Tabela 9 – Informação sobre o envolvimento do governo na conservação do meio ambiente .. 222

iv
LISTA DE FIGURAS

Conteúdos Páginas

Figura 1: Fatores determinantes da degradação ambiental. ........................................................ 244

v
LISTA DE SIGLAS E SÍMBOLOS

% – Percentagem

OMS – Organização Mundial da Saúde

p – Página

PNAN – Programa Nacional de Alimentação Nutricional

SDAE – Serviço Distrital de Atividades económicas

vi
RESUMO
A pesquisa com o tema: “Análise das estratégias de mitigação aos impactos negativos da
agricultura de subsistência. Estudo de caso da comunidade de Magamba localidade de Nhacolo
distrito de Tambara Província de Manica”. Tem por objectivo Analisar as estratégias de mitigação
aos impactos negativos da agricultura de subsistência no povoado de Magamba na localidade de
Nhacolo distrito de Tambara. Para o desenvolvimento dela levantou-se a seguinte questão para a
reflexão: Até que ponto a população de Magamba faz o uso das estratégias de mitigação aos
impactos negativos da agricultura de subsistência na localidade de Nhacolo distrito de Tambara?
Como metodologia a pesquisa é qualitativa, do tipo descritivo, seguido de um estudo de campo,
com base nos métodos e técnicas, os dados foram colectados através de aplicação de um inquérito
aos agricultores do povoado de Magamba e os técnicos do SDAE de Tambara. A pesquisa teve
como amostra de 116 agricultores, dos quais 52 eram homens e o restante de mulhres,
representando as percentagens de 44,2 % e 55,2 %, respectivamente. De acordo com alguns pontos
avançados em relação a conservação da floresta, tratamento de resíduos sólidos, pode se concluir
que a população de Magamba não faz o uso de estratégias de mitigação aos impactos negativos da
agricultura de subsistência, porque quase toda a população inquirida ainda recorre a queimadas
para a limpeza das suas machambas, o desmatamento das florestas sem respeitar a biodiversidade
existente nelas. A queimada é uma das formas que elimina a vida dos animais, das plantas e a
poluição do ar. Enquanto que o desmatamento empobrece a vida florestal e sem floresta não
teremos os sere que usam a floresta como seu habitante. Quanto ao uso de materiais manuais para
a limpeza do solo, rega, o uso reduzido de adubos químicos, a população não faz em respeito a lei
de conservação ao meio ambiente, mais sim devido as suas condições financeiras de adquirir
adubos químicos, tratores para lavoura, pesticidas. Por meio dessa impossibilidade podemos
afirmar que algumas estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura são seguidas
pela população inquirida de Magamba.
Palavras-chave: Estratégias de mitigação, Impactos negativos, Agricultura de subsistência.

vii
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO

1.0. Introdução

O presente projecto de pesquisa tem como tema “Analise das estratégias de mitigação aos impactos
negativos da agricultura de subsistência. Estudo de caso da comunidade de Magamba, localidade
de Nhacolo, distrito de Tambara, Província de Manica”. Objectiva analisar as estratégias de
mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência no povoado de Magamba.

O sector agrário desempenha um papel preponderante na economia da África como fonte de


emprego e de rendimento da maioria da população, bem como fonte de receitas do governo devido
às exportações. Porém, os desafios para alavancar o sector agrário são vários, indo desde a
insuficiência de insumos e tecnologias modernas e baixo nível de investimentos públicos e
privados, até condições climáticas pouco favoráveis, restrições relacionadas a estruturas e
regulamentos de políticas agrárias e questões ambientais (FAO, 2009).

Moçambique, em particular, é um país essencialmente agrário, onde mais de 70% da população


dedica-se à agricultura e pecuária. A agricultura constitui a principal fonte de alimentos e de
rendimentos para a maioria da população moçambicana que reside no meio rural (Fenita; Abbas,
2017; Vunjanhe; Adriano, 2015). Para além do seu papel econômico, a agricultura possui um
importante papel na garantia da segurança alimentar e nutricional da população (Moçambique,
2011b).

As mudanças que ocorreram no país desde a colonização, o fim da guerra civil e a implementação
de estratégias de crescimento econômico foram essenciais para definir o percurso do
desenvolvimento agrário. No entanto, nesse percurso, a redução da pobreza e o crescimento
agrícola permanecem até então no centro das atenções das estratégias de desenvolvimento no país
(Cunguara et al., 2013).

Em 1990, o Governo de Moçambique definiu no artigo 39 da Constituição da República, a


agricultura como base do desenvolvimento econômico e social e, na sequência, em 1995, foi
aprovada, por meio da resolução no 11/95 de 31 de outubro, a Política Agrária e as respectivas
Estratégias de Implementação (PAEI). Esta política enquadra a atividade agrária como um dos
objetivos do país, visando a segurança alimentar, o desenvolvimento econômico sustentável, a
redução das taxas de desemprego e a redução da pobreza absoluta (Moçambique, 1996). A sua
implementação visa transformar a agricultura familiar em uma agricultura empresarial, que leve
1
em conta o uso sustentável dos recursos naturais, o aumento do nível de produção e produtividade,
o desenvolvimento institucional equilibrado e a valorização do papel da mulher no
desenvolvimento rural (Cunguara et al., 2013).

Por tudo isso, o objectivo deste trabalho é Analisar as estratégias de mitigação aos impactos
negativos da agricultura de subsistência no povoado de Magamba na localidade de Nhacolo distrito
de Tambara de modo a perceber até que ponto a população de Magamba faz o uso das estratégias
de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência. Ele começa com a parte
introdutória como Capítulo-I, o Capítulo-II é a fundamentação teórica, no III são apresentados os
procedimentos metodológicos e técnicos; no IV, se apresentam os resultados obtidos durante a
pesquisa, no V se faz a discussão científica dos resultados e, no último Capítulo – VI, são
apresentadas as conclusões sugestões do trabalho, por fim as referências bibliográficas para além
dos apêndices.

2
1.1. Delimitação do Tema
Pretende-se com esta pesquisa analisar as estratégias de mitigação dos impactos negativos da
agricultura de subsistência. A pesquisa foi realizada na vila Sede do distrito de Tambara, Nhacolo,
mas concretamente no povoado de Magamba, na Província de Manica com um horizonte temporal
de 2022 a 2025.

O povoado de Magamba localiza-se no Posto Administrativo de Nhacolo, Distrito de Tambara, o


mesmo distrito faz limites: a Sul com os Distritos de Guro e Macossa, a Norte com o Rio Zambeze,
a Este com o Distrito de Chemba e a Oeste se limita com o Distrito de Moatize.

1.2. Justificativa
A agricultura e meio ambiente precisam caminhar juntos. Com o crescimento populacional e o
aumento da demanda por alimento e outros recursos naturais, a agricultura sustentável torna-se um
tema que merece destaque na política ambiental. Agricultura sustentável envolve, de acordo com
a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), factores como
conservação do solo, da água e dos recursos genéticos animais e vegetais, conservação ambiental
e uso de técnicas apropriadas, economicamente viáveis e socialmente aceitáveis.

O sector agrícola está cada vez mais atento às questões ambientais. Isso acontece, seja porque o
sector percebeu que, com o tempo, as técnicas convencionais de agricultura intensiva provaram
entidade ambientalmente insustentáveis, seja porque a própria população tem se tornado mais
consciente da importância de consumir alimentos sustentáveis e saudáveis.

Vale enfatizar que não estamos falando de voltar a usar métodos e técnicas rudimentares ou aqueles
praticados antes das revoluções agrícolas. A ideia é desfazer o pensamento de que agricultura e
meio ambiente são mutuamente exclusivos. Na verdade, a agricultura depende do meio ambiente
e precisa ser praticada com critérios de sustentabilidade. Precisamos produzir alimentos que
atendam à demanda atual, sem degradação do solo e dos recursos hídricos, sem perda da
biodiversidade e sem o uso indiscriminado de fertilizantes e agrotóxicos. A agricultura sustentável
é, antes de tudo, respeito ao meio ambiente e à saúde dos consumidores.

Diante do exposto o autor escolheu esse estudo devido a observância de práticas da agricultura de
subsistência no povoada de Magamba, que consiste na identificação de áreas não habitadas,
seguido no desmatamento, onde as árvores são abatidas sem observância de nenhum plano de
reposição deixando grandes áreas sem cobertura vegetal, diminuindo assim a vida florestal local.

3
Cada dia surgem mais uma nova área de cultivo sendo por motivos de aumento de área ou por
mais um novo membro da família a criar sua área de cultivo.

Durante a preparação do campo de cultivo a população do povoado de Magamba, alguns usam o


fogo para a limpeza dos campos de cultivo e outros para alem da sacha usam produtos químicos
(herbicidas) para eliminação de graminhos nas suas áreas. Levando e consideração que o processo
de carbonização de material lenhoso e capim liberta-se muito carbono negro (monóxido de
carbono) que é prejudicial a camada de ozono o mesmo fogo pode de forma acidental cair na
floresta e destruir grandes áreas de conservação faunístico.

1.3. Relevância o tema


1.3.1. Relevância social
O tema tem uma grande relevância social, porque buscava analisar as estratégias de mitigação dos
impactos negativos da agricultura de subsistência no povoado de Magamba, o que é muito
importante para sociedade de Magamba praticar as estratégias de mitigação dos impactos da
agricultura de subsistência para garantir a vida do meio ambiente. Porque através desse estudo o
autor deixa recomendações que são benéficas para a sociedade.

1.3.2. Relevância científica


O tema tem relevância científica porque fornece dados científicos sobre o uso de estratégias de
mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência no povoado de Magamba, e
através dessa pesquisa poderá haver alguns pontos despoletados nesta pesquisa e que podem ser
usados para próximas pesquisas. Assim como o mesmo trabalho serve de instrumento de consulta
para enriquecer outras pesquisas.

1.3.3. Relevância ambiental


O presente estudo tem grande relevância ambiental porque buscou saber até que ponto o povoado
de Magamba faz o uso de estratégias de mitigação a impactos negativos da agricultura de
subsistência. O estudo quer o bem do meio ambiente porque depois de perceber que o povoado de
Magamba não faz o uso na integra das estratégias de mitigação a impactos negativos da agricultura
de subsistência, deu recomendações para que o povoado paute pela conservação do meio ambiente
seguindo as normas vigentes no nosso Estado sobre a conservação do meio ambiente.

1.3.4. Relevância económica

4
O tema em estudo tem grande relevância económica, porque ao fazer bom uso de estratégias de
mitigação a impactos negativos da agricultura de subsistência, estará a conservar o meio ambiente
reduzindo os gastos que o governo faz para reposição da biodiversidade em extinção. Também
garante a conservação de florestas que são fonte de madeiras para o uso no nosso dia-a-dia, mesmo
para comercialização. Assim como, purificador do ar. Os recursos florestais tornam-se baratas para
o consumidor.

1.4.Problematização
Verifica-se crescente número de camponeses assim como aumento de áreas de produção agrícola.
Os problemas ambientais, decorrentes das atividades humanas, mostram-se cada vez mais
presentes no planeta. A agropecuária, realizada pelo homem, corresponde ao conjunto de
actividades ligadas à agricultura e à pecuária, essa apresenta grande importância, empregando e
alimentando pessoas a nível mundial. Todavia, pode ser considerada como uma das causadoras de
impacto ambiental, ocasionando o desmatamento, queimadas, para criação de animais e plantios,
poluição dos solos, das águas e emissão dos gases causadores do efeito estufa.

Um dos maiores desafios para o desenvolvimento da agricultura, nos países agropecuários, é o


crescimento da produção concomitante com a redução dos impactos ambientais. Assim, “avaliar a
estrutura e entender os impactos da política agropecuária é fundamental para guiar melhorias
objetivando aumentar a produção e torná-la mais sustentável” (Souza, 2021).

Agricultura tem sido pilar do desenvolvimento económico do país, o foco do sector agrário no
nosso país è de haver mas produção de todo tipo de alimento, portanto, constatamos que
actualmente, o distrito de Tambara tem aumentando a taxa de produção agrícola, devido o uso
gradual dos insumos químicos como: fertilizantes químicos, adubos inorgânicos e pesticidas, e
com esta prática dessa agricultura convencional têm sido responsável pelo aparecimento de vários
problemas ambientais tais como: poluição dos cursos de água, erosão, desgaste, empobrecimento
do solo, poluição dos aquíferos e toalhas freáticas existentes no solo.

Devido uso intensivo dos solos sem pousio que em consequência desencadeia eutrofização, pois,
as águas subterrâneas também ficam levando á sua salinização. Mediante exposto, importa frisar
que o principal problema é a fraca contribuição dos agricultores na prática de técnicas sustentáveis.
Diante da narrativa acima surge a seguinte pergunta de pesquisa:

5
 Até que ponto a população de Magamba faz o uso das estratégias de mitigação dos
impactos negativos da agricultura de subsistência na localidade de Nhacolo distrito de
Tambara?

1.5. Objectivos
1.5.1. Objectivo geral
 Analisar as estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência
no povoado de Magamba na localidade de Nhacolo distrito de Tambara.
1.5.2. Objectivos específicos
 Identificar as estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência
no povoado de Magamba na localidade de Nhacolo distrito de Tambara.
 Descrever as estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência
no povoado de Magamba na localidade de Nhacolo distrito de Tambara.
 Comparar as estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência
definidas pelo governo e usadas no povoado de Magamba com as sugeridas por outros
autores.
 Sugerir boas maneiras na relação entre o homem e o meio ambiente ao povoado de
Magamba.

1.6. Hipóteses
Segundo Bunge (1979) as hipóteses é uma respostas preliminar ao problema ou aos objectivos a
ser investigado, é uma proposição que pode ser colocada a prova determinar a sua validade que
pode ser aceita ou rejeitada depois da investigação, portanto o autor ainda defende que não há
norma ou regra fixa que limitem a possibilidade de elaborar as hipóteses. No entanto, abaixo
elaboramos as possíveis respostas que vem a responder o problema identificado:

i) A população de Magamba não faz o uso das estratégias de mitigação aos impactos
negativos da agricultura de subsistência na localidade de Nhacolo no distrito de Tambara.

ii) A população de Magamba faz o uso das estratégias de mitigação aos impactos negativos
da agricultura de subsistência na localidade de Nhacolo no distrito de Tambara.

6
CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.0.Fundamentação teórica
Nesta fase de trabalho são discutidos os principais conceitos e teorias que tangem o tema em
destaque. De salientar que o grande foco neste trabalho são os conceitos de agricultura sustentável
e gestão ambiental, tendo se recorrido artigos, obras literárias, manuais, revistas que abordam os
assuntos em questão.

2.1. Marco Conceptual


2.1.1. Agricultura
Segundo George (1984) agricultura consiste numa acção voluntária do homem sobre um número
de plantas escolhidas e sobre o meio onde crescem, com vista a uma produção mais abundante,
mais regular ou de melhor qualidade (p.5). De acordo com Batouxas e Viegas (1998) agricultura é
uma actividade que associa o homem com a terra de forma sistemática e organizada com objectivo
de produzir alimento, garantido o máximo possível a fertilidade do solo (p.9).

Dos conceitos acima exposto percebe-se que a agricultura consiste na prática de boas técnicas que
visam promover a preservação e a conservação do meio ambiente, respeitando a biodiversidade e
as actividades biológicas do solo.

2.1.2. Agricultura sustentável


Risch (1983) a agricultura sustentável fundamenta-se em princípios agrogeológicos e de
conservação de recursos naturais, o primeiro e principal deles, é o respeito á natureza, segundo
princípio é o da diversificação de culturas, o terceiro princípio é o de que o solo é um organismo
vivo, o quarto e último princípio é o da independência de sistemas de produção (p.23).

A agricultura sustentável é um sistema que faz boa gestão dos solos e da água através da
redução da mobilização (lavouras) do solo mantendo os restos das culturas anteriores acima
do solo (cobertura vegetal) esta forma de agricultura minimiza os danos do meio ambiente
e mantêm boas condições para as plantas criarem raízes fortes para absorver melhor os
alimentos (nutrientes) e água que precisam, União Nacional de Camponeses (UNAC: n/d
p,10)
Nesta ordem de ideia quanto a conceituação da agricultura sustentável, pode-se perceber
portanto, que é um conjunto de técnicas que tenciona maximizar os benefícios sociais, e
económicos de auto sustentabilidade do processo produtivo, minimizar e eliminar a dependência
de insumos químicos e de proteger o meio ambiente através da optimização do emprego dos
recursos naturais.
7
2.2. Gestão ambiental
Segundo a Enciclopédia Britânica (1995) gestão ambiental é o controlo apropriado do meio
ambiente físico, para proporcionar o seu uso com o mínimo de abuso, de modo a manter as
comunidades biológicas para o benefício continuado do ser humano (p.9).

Campos (2002), sustenta que a gestão ambiental consiste na administração do uso dos recursos
ambientais, por meio de acções ou mediadas económicas, investimento e potencialidade de manter
ou recuperar a qualidade de recursos e desenvolvimento social (p.540). Sobre o assunto em
questão, Quintas (2006) realça que o ser humano sempre dependeu do meio físico-natural para a
sua sobrevivência, causando alterações neste meio, decorrente de sua exploração (p.23). O
ambiente é caracterizado pela relação dos homens entre si e com meio físico-natural. Porém, gestão
ambiental significa cuidar da espécie humana, e diante disso, cresce uma nova consciência
ambiental.

Tal como acima ficou escrito, gestão ambiental é um processo permanente no qual os indivíduos
e a comunidade devem tomar consciência do meio ambiente e adquiram os conhecimentos,
valores, as habilidades, as experiencias e a determinação que os torna aptos a agir individual e
colectivamente para resolver problemas ambientais presentes e futuros. Portanto há necessidade
de entendermos que a gestão ambiental é o sistema que inclui actividades de planeamento,
responsabilidades, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir análise crítica e
manter a política ambiental.

Agricultura sustentável é aquela que respeita o meio ambiente, é justa do ponto de vista social e
consegue ser economicamente viável. A agricultura para ser considerada sustentável deve garantir,
às gerações presentes e futuras, a capacidade de suprir as necessidades de produção e qualidade de
vida no planeta.

Martins (2001). Sustentabilidade da agricultura pressupõe a existência de um equilíbrio entre


produção e preservação do meio ambiente. Este novo paradigma propõe que as atividades
produtivas sejam desenvolvidas de forma equilibrada, de modo a não comprometer os recursos
naturais, possibilitando às futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades (p.56).

Agricultura sustentável, como aqui é intendida, implica, previamente, na sustentabilidade do ser


humano, isto é, ao exercício pleno da sua cidadania, o que se entende uma comunicação com meio
ambiente, tendo consciência que nossos habitantes da mesma ecologia.

8
Do ponto de vista de Darolt (2000) sistema de agricultura sustentável é o manejo e a proteção dos
recursos naturais; sem a utilização de produtos químicos agressivos á saúde humana e ao meio
ambiente, metendo o incremento da fertilidade e avida do solo e, a diversidade biológica (p17).

A visão desse autor, está prática agrícola preocupa-se com a saúde dos seres humanos, dos animais
e das plantas, entendendo que seres humanos saudáveis são frutos de solo equilibrado e
biologicamente ativos, adotado técnicas integradoras e apostando na diversidade culturas.

Segundo Altieri (1999) o objectivo maior desta agricultura, a partir do enfoque agróecologico e a
manutenção da produtividade Agrícola com mínimo possível de impactos ambientais (p.60).

Portanto quando enfocamos o conceito de agricultura sustentável pode-se chegar a uma conclusão,
como um sistema de produção que garante uma gestão ambiental digna para todos habitantes na
terra dentro da ecologia, por outra que evita ou exclui amplamente o uso de fertilizantes,
agrotóxicos, reguladores de crescimento e aditivos para a produção vegetal e alimentação animal.

Maneio de agricultura sustentável:


Erlers (1999). Os sistemas agrícolas sustentáveis dependem de rotação de culturas, de
restos de culturas, esterco animal, de leguminosas, de adubos verdes e de resíduos
orgânicos de fora das fazendas, bem como de cultivo mecânico, rochas e minerais e
aspectos de controlo de pragas e patógenos, para manter a produtividade e a estrutura do
solo, fornecer nutrientes para plantas e controlar insectos, ervas invasoras e outras pragas
(p.18).
E para tal agricultara sustentável aplica os conhecimentos da ecologia, agricultura de conservação,
agricultura não convencional, agricultura orgânica, agricultura familiar, agricultura sintropica, e
sistemas de agroflorestais, menos agricultura moderna que usa insumos tóxicos.

Portanto a uma necessidade de incrementar essas técnicas de agricultura como um sistema não-
convencional de produção agrícola, ou seja, de cultivo da terra, baseada em princípios ecológicos.
Esses princípios básicos ecológicos de actuação abrangem preservação e manejo dos recursos
naturais e do solo, a nutrição vegetal e a proteção das plantas, e o trabalho do homem dentro de
princípios eco sociais.

Segundo Carvalho (1996) agricultura sustentável para permanecer produtiva te que reservar a terra,
bem como a fertilidade e a saúde ecológica, ou seja, aterra precisa ser bem usada (p.12).

Nesta ordem de ideias ela compreende no uso de tecnologias apropriadas de baixo custo;
diminuição do uso de factores de produção externos tais como fertilizantes e pesticidas; aumento

9
da qualidade dos produtos; uso de tecnologias energéticas, da terra e do trabalho mais eficientes;
energia de fontes renováveis; uso crescente de factores de produção obtidos na exploração;
adopção de espécies adaptadas ao ambiente local; ou seja construção de sistemas mais integrados
que sejam mais estáveis face às pressões externas.

Outros princípios de agricultura sustentável:


 Não mexer muito o solo (lavoura mínima), sementeira, direita, buracos para o plantio.
 Manutenção de pelo menos um terço (30%) da cobertura vegetal no solo.
 Rotação de cultura.

Benefícios da agricultura sustentável


Os benefícios da agricultura sustentável, são vantagens sociais, económicas e ambientais:
 Aumenta a produção e área de cultivo com pouco esforço;
 Melhora a conservação e fertilidade do solo por causa da cobertura vegetal;
 Reduz a erosão em terras inclinadas por causa da cobertura vegetal;
 Reduz a prática de queimadas descontroladas porque não queima o resto;
 Prepara a terra com antecedência (a tempo) para as sementeiras porque dá menos trabalho;
 Reduz o crescimento de infestantes (ervas daninhas) por causa da cobertura vegetal.

2.3.Conceitos de Ambiente
O termo ambiente tem diversas concepções. Para D’Agostini; Alves e Souza (2008) ambiente é
“como as pessoas se sentem no seu lugar”. Segundo os autores, lugar pode ser definido como meio.
Meio, portanto, seria “o grande lugar onde estão todos os recursos para todas as coisas que podem
acontecer”.

Reigota (1995) conceituou as concepções de ambiente em três categorias distintas: naturalista,


antropocêntrica e globalizante. Na concepção naturalista, os aspectos enfatizados são os da
natureza, sendo o ser humano apenas um observador. No entanto, na concepção antropocêntrica,
o ambiente é visto como um lugar onde o ser humano habita e de onde retira tudo para sua
sobrevivência, observando-se as relações recíprocas entre os indivíduos e a natureza.

terceira concepção, a globalizante, existe uma relação ser humano/natureza, portanto, inclui o
homem como parte do ambiente e, consciente desta relação, as sociedades buscam maneiras de
gerir o uso dos recursos naturais.

10
Já Sauvé (1997) identifica seis diferentes concepções tipológicas sobre o ambiente: i) ambiente
como a natureza: original e “puro”, para ser apreciado, respeitado e preservado; ii) ambiente como
um recurso: pode ser gerenciado de acordo com os princípios de desenvolvimento sustentável, este
tipo de ambiente é responsável por sustentar a qualidade de vida dos indivíduos; iii) ambiente
como um problema: para ser resolvido, no qual para avaliar diferentes soluções é essencial
identificar, analisar e diagnosticar um problema, executando um plano de ação; iv) ambiente como
um local para se viver: caracterizado pela relação dos seres humanos, abrangendo aspectos sócio-
culturais, tecnológicos e componentes históricos; v) ambiente como a biosfera: a concepção do
ambiente como a biosfera é favorecida pelo movimento globalizador da educação, onde os
indivíduos devem viver juntos no futuro; vi) ambiente como projeto comunitário: ambiente da
coletividade humana, o lugar dividido, o lugar político e o centro da análise crítica (p.36).

Fontana et al. (2003) acredita que as concepções de ambiente são classificadas em três conceitos:
i) Abrangente: conceito de meio ambiente que além dos aspectos naturais, envolvem aspectos
culturais, políticos, econômicos e sociais, tendo como foco a participação do ser humano como
parte integrante do ambiente; ii) Reducionista: conceito restrito de meio ambiente, na qual
considera apenas os aspectos naturais, excluindo o ser humano desta relação; iii) Divino: conceito
de meio ambiente influenciado pelas concepções divinas, destacando o sagrado e o profano
(p.109).

Em consequência dessas diferentes concepções, é possível constatar que o ambiente está sofrendo
diversas divisões, pois o ser humano nem sempre imagina que faz parte desse meio (Silva; Leite,
2000). É devido a este fato, que as rápidas modificações ambientais, ocasionadas pelas ações
humanas em diferentes tipos de atividades, podem tornar-se potencialmente degradadoras, além
de estarem relacionadas à percepção que os indivíduos têm a respeito dos problemas e impactos
ambientais (Bezerra; Gonçalves, 2007).

Para Pessini e Sganzerla (2016), se o mundo continuar seguindo o atual rumo de desgraça
ambiental, daqui a uma década, pode morrer mais de cem milhões de população mundial, por conta
dos impactos ambientais causados pelas mudanças climáticas provocadas pelas ações antrópicas,
isto é, se as mitigações dos impactos ambientais não forem encaradas com mais seriedade. Percebe-
se que a protagonista principal destes problemas no meio ambiente é a humanidade? E ao mesmo
tempo ela é a solução do mesmo? Pois a maioria dos impactos ambientais desastrosos, é provocado
pelas atividades humanas não sustentáveis sobre a natureza.
11
Sendo assim, Ripple et al., (2020), sugeriram seis etapas com pontes em comum, como pontos
emergentes que os governantes e tomadores de decisão mundial, precisam focar rumo à
salvaguarda do meio ambiente global, apesar destas etapas não serem as únicas, mas, podem ser
as mais emergentes.

São elas: Energia, Poluentes de curta redução, Natureza, Comida, Economia e População.
Contudo, as interações com ecossistemas naturais e respeito às diferenças pessoais, têm muito que
se considerar para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas mundiais que causam impactos
ambientais nas diferentes regiões do mundo, com vista a um futuro sustentável e igualitário. Por
outro, é preciso levar em consideração o investimento sério as pequenas produções
agroalimentares que sustenta um número significativo da população em diferentes partes do
mundo. Desta forma, o papel dos agricultores familiares entra como um dos componentes que
engloba maior parte das seis etapas propostas pelos autores acima citados, pois esse sistema
produtivo, se desenvolve como atividade desprovida da intenção de gerar muito lucro econômico,
ela obedece em primeiro lugar, a satisfação familiar e uso consciente dos recursos naturais
(Wanderley, 2014).

Assim, ela é desenvolvida visando a sustentabilidade e preservação do meio ambiente e diferentes


ecossistemas, com predomínio de insumos orgânicos, sem agredir a biodiversidade local, com
ênfase na soberania e segurança alimentar e nutricional da família, prezando sempre, para o bem-
estar de atual e das próximas gerações (Wanderley, 2014).

Para Shimada (2015), agricultura familiar é conservador fundamental de 75% de todos os recursos
naturais agrícolas do planeta, assumindo assim, o papel de aumentar a produtividade com vista a
segurança alimentar e consequentemente erradicar a fome com tendências de sustentabilidade
ambiental.

Apesar que os agricultores familiares na sua maioria não são os “ricos” em termos monetários e
bens, porém, são os responsáveis pela produção da maioria do sustento alimentar das famílias em
diferentes partes do planeta, estimado em aproximadamente 70% de alimento que vai a mesa de
várias pessoas no mundo (Altieri e Nicholls, 2013).

É notório que nesse coletivo de produtores, uma parcela significante tem percepção que os recursos
naturais são finitos, motivo pelo qual os manejos agroecossistêmicos se baseiam mais em
conservação e a manutenção dos insumos internos orgânicos, procurando evitar ao máximo a

12
introdução dos agroquímicos, para evitar a dependência produtiva com adubos externos. Tudo isso
para preservar os ecossistemas e garantir a sustentabilidade da futura geração.

Tal como salienta o Maurice Strong (2010), secretário geral da Eco-92 “(...) se quisermos salvar a
Terra para as gerações futuras, teremos também de preservar as atuais. Para conseguir este
objetivo, terá que começar a eliminar a maior barreira entre os humanos, a pobreza, e prezar pela
justiça social”.

Altieri e Nicholls (2013), reforçam que a maior relevância dos produtores de menor escala
(agricultores familiares) em relação aos problemas ambientais, provém das técnicas elevadas e das
experiências empíricas e experimentais que estes desenvolvem em perceber e adaptar os impactos
ambientais causados pelas mudanças climáticas. Através de autossuficiência inventiva de
adaptação de culturas resistentes às mudanças climáticas e mitigação dos impactos causados no
meio ambiente. Com manejo e colheita eficiente de água, técnicas de Sistemas Agroflorestais
(SAFs), consórcio das culturas, manejo e conservação do solo, para fazer face a este fenômeno
ambiental e continuar as suas produções de subsistência familiar (Altiri e Nicholls, 2013).

De acordo com Silva (2016), a agricultura Familiar é para muitos autores, um modo de vida e um
sistema de produção eficiente para erradicação de pobreza e um dos caminhos mais viáveis para
introdução da sustentabilidade na zona rural. No entanto, às explorações agrícolas dessa
organização produtiva, através dos seus sistemas de produção, os manejos dos recursos naturais
nos seus cultivos, trazem um raciocínio profundo sobre os indicadores de sustentabilidade e uso
correto dos recursos na agricultura.

Ultimamente para calcular os problemas, ou impactos positivos na relação entre homem e meio
ambiente, os indicadores da sustentabilidade são usados como mecanismos preferenciais para essa
mensuração, em que esses indicadores, têm uma contribuição muito importante na compreensão
da conexão entre assuntos agrícolas e ambientais, indicando as transformações ao longo do tempo
e com recomendações de ideias que visam solucionar as possíveis transformações (Silva, 2016).

No entanto, as mudanças no consumismo humano concernente ao uso dos recursos naturais, é um


dos pontos apontados por vários autores, como forma de solucionar e mitigar os impactos
ambientais.

Considerando que, recursos naturais são finitos e que os seres humanos são apenas uma parte da
natureza e não a natureza que é uma parte da humanidade. Nesse sentido, a natureza pode existir
13
sem a existência humana, porém ao contrário disso, o impossível será o desenvolvimento da vida
humana.

Ambiente e Constituição da República de Moçambique


A Constituição, em primeiro lugar, eleva o ambiente à categoria de bem jurídico fundamental da
comunidade, ao lado de outros bens clássicos, como a vida, a integridade física, as diferentes
liberdades, entre outros. A protecção constitucional do bem jurídico ambiente foi
significativamente reforçada na Lei Fundamental de 2004, a qual não só sublinhou o direito
fundamental de todo o cidadão ao ambiente equilibrado e respectivo dever de o defender, como
ainda maximizou o interesse público de protecção do ambiente, criou uma norma geral prevendo
deveres do cidadão para com a comunidade, incluindo o de defender o ambiente, consagrou o
direito de acção popular como garantia para defender bens jurídicos de natureza difusa ou
colectiva, entre os quais o ambiente, e consubstanciou como um dos princípios estruturantes o
princípio do desenvolvimento sustentável.

14
CAPÍTULO III – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.0. Procedimentos Metodológicos


A metodologia vai além da descrição dos procedimentos (métodos e técnicas a serem utilizados na
pesquisa), indicando a escolha teórica realizada pelo pesquisador para abordar o objecto de estudo
(Gerard & Silvera, 2009).

Para Lakatos (1992), a pesquisa pode ser considerada como um procedimento formal com
métodos de pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui no caminho
para conhecer a realidade ou para descobrir as verdades parciais. A pesquisa significa muito mais
que apenas a procura de verdades”; é um procedimento reflexivo sistemático, controlado e
crítico, que permite descobrir novos factos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo de
conhecimento. Para a efectivação da pesquisa usou-se vários métodos e técnicas, para poder
alcançar o objectivoda pesquisa. Metodologia é a arte de guiar o espírito na investigação da
verdade. É um dos instrumentos utilizados para se conhecer a verdade e se chegar ao
conhecimento.

Para Souza (2009) Metodologia é a forma de proceder ao longo de um caminho ou procedimentos


sistemáticos e regras utilizadas por determinado método para a descrição e explicação de
fenómenos, isto é, aquilo que é necessário fazer para que a Pesquisa atinja resultados desejados
(p.13).

3.1. Abordagem metodológica


Quanto a á abordagem utilizo-se a pesquisa qualitativa e quantitativa Minayo (2008) destaca que
na pesquisa qualitativa, o importante é a objetivação, pois durante a investigação científica é
preciso reconhecer a complexidade do objeto de estudo, rever criticamente as teorias sobre o tema,
estabelecer conceitos e teorias relevantes, usar técnicas de coleta de dados adequadas e, por fim,
analisar todo o material de forma específica e contextualizada (p.102). E na tabulação dos dados
coletados no campo de modo para analisar a quantificação dos dados traduzindo em número. No
entanto este estudo caracteriza-se como uma pesquisa do campo, de caracter descritivo
exploratório que descreveu as características de determinada população ou fenómeno,
relacionando as diferentes variáveis da pesquisa.

3.1.1. Pesquisa quanto à natureza

15
Foi pesquisa qualitativa, que consistiu na geração de conhecimento para solução de problema
específico, é dirigido à busca da verdade para determinada aplicação prática em situação particular.
Pois busca apresentar soluções para um determinado problema.

3.1.2. Quanto aos objectivos


Utilizou-se a pesquisa exploratória. Conforme Gil (1991) pesquisas exploratórias objetivam
facilitar familiaridade do pesquisador com o problema objeto da pesquisa, para permitir a
construção de hipóteses ou tornar a questão mais clara (p.67).

3.1.3. Quanto a procedimentos técnicos


É pesquisa bibliográfica. No dizer de Gil (1991) a pesquisa bibliográfica é um trabalho de natureza
exploratória, que propícias bases teóricas ao pesquisador para auxiliar no exercício
reflexivo e crítico sobre o tema em estudo (p.199). Portanto através deste método foi possível a
busca de material que nos permitiu a definição de conceito e enquadramento teórico do tema assim
como para a análise de diversidades feita ao longo da investigação. Para o desenvolvimento do
estudo, buscou-se literalmente os trabalhos científicos, diferentes manuais da biblioteca física e
digital.

3.2.Técnica de análise de dados


Os dados foram analisados a partir dos princípios da interpretação temática, de acordo com os
seguintes passos: ordenação dos dados, classificação dos dados e análise final. Apartir da
transcrição das entrevistas, procedeu-se à leitura exaustiva do material, a fim de organizar os
depoimentos em determinada ordem. Posteriormente, reagrupar os temas encontrados, a fim de
construirmos as estruturas de relevância na análise final (Prodanov & César, 2013).

3.3. Técnicas de recolha de dados


De acordo com Andrade (2009), os instrumentos de colecta de dados numa dada pesquisa científica
são os meios através dos quais facilitam na coleta de dados no campo (p.132). Portanto neste estudo
foram aplicadas as seguintes técnicas: Observação e Entrevista.

3.3.1. Observação directa


De acordo com Selltiz (1965), Observação directa é uma técnica de colecta de dados para conseguir
informações e realiza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste
apenas em ver e ouvir, mais também em examinar factos ou fenómenos que se deseja estudar
(p.233). Igualmente na aplicação desta técnica foi fundamental na materialização deste trabalho
16
visto que, com observação directa possibilitou no estudo exaustivo do fenómeno em causa, na
incorporação do pesquisador num contacto direito com grupo alvo vivenciado de perto a realidade
no campo e na troca de experiências sobre agricultura.

3.3.2. Entrevista
Para Goode e Hatt (1969) a entrevista consiste no desenvolvimento de precisão, focalização,
fidedignidade e validade de certo acto social como conversação (p.239). Portanto, nesta pesquisa
a entrevista estruturada foi uma das técnicas mais importantes e mais destacadas ao longo da
pesquisa isto porque possibilitou na recolha da informação seguindo uma sequência lógica dos
acontecimentos, e facilitou a análise estatística dos dados, já que as respostas obtidas foram
padronizadas.

3.4.População de estudo
Fortin (2009) afirma que a população diz respeito a todos os elementos que partilham
características comuns, as quais são definidas pelos critérios estabelecidos para a investigação.
Neste caso a população desta pesquisa é constituida por todos os agricultores do povoado de
Magamba e os tecnicos do SAE.

3.4.1. Determinação da Amostra


Thompson (2002) Amostragem consiste na seleção de uma parte da população a observar, e sobre
a qual temos um modo de estimar algo, sobre toda população (p.12). Para a determinação do
tamanho mínimo da amostra, o autor viu-se obrigado a trabalhar com todos os agricultores do
povoado de Magamba por ter um número de agricultores menor que facilitou o estudo. No entanto
a amostra foi 116 agricultores e 3 técnicos do SDAE prefazendo uma amostra de 119 elementos
dos quais 64 mulheres e o restante homens.

17
CAPÍTULO IV – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

Neste capítulo encontram-se os resultados da pesquisa colectados na área de pesquisa com os


elementos da amostra e com o auxilio da técnicas de observação e sua respectiva análise.

4.1. Apresentação e análise dos resultados


Os resultados desta pesquisa se encontram apresentados em textos e tabelas, seguindo-se de sua
análise.

4.1.1. Resultados da entrevista com os agricultores


A entrevista foi direccionada aos agricultores do povoado de Magamba num total de 116
participantes.

4.1.1.1. Informação sobre o meio ambiente


Com vista a obter informação se os agricultores têm informação em relação ao meio ambiente, foi
colocada uma questão cuja síntese das respostas está na tabela 1 abaixo.

Tabela 1 – Informação sobre meio ambiente


Conhece o meio ambiente? [n] %
Sim 113 97,4
Não 03 2,6
Total 116 100
Fonte: Autor (2025)

Baseando-se no resultado da tabela acima, pode-se afirmar que todos os entrevistados já ouviram
falar sobre o meio ambiente. Quando questionados se conheciam o meio ambiente 113 agricultores
correspondente a 97,4% responderam “Sim”, e apenas 3 agricultores correspondente a 2,6%
responderam “Não”. Com esses resultados apenas um número pequeno que não conhece o meio
ambiente.

4.1.1.2. Percepção dos agricultores sobre a conservação da floresta


Para aferir a percepção dos agricultores sobre a conservação da floresta foi colocada uma questão
cuja síntese das respostas esta na tabela 2 abaixo apresentada.

18
Tabela 2 – Informação sobre a conservação da floresta
Durante abertura de novas machambas concederam conservação da floresta? [n] %
Sim 27 23,3
Não 89 76,7
Total 116 100.00
Fonte: Autor (2025)

Analisando a tabela 2 pode se observar que maior parte dos agricultores não estão preocupados
com a conservação da floresta, o seu maior interesse é obter áreas de produção agrícola, assim
como ilustra a tabela acima 89 agricultores correspondente a 76,7% respondeu que não
concederam a conservação da floresta e apenas 27 agricultores correspondente a 23,3% respeitam
a floresta. Olhando para este caso pode se concluir que os agricultores dao maior atenção a sua
alimentação.

4.1.1.3. Informação dos agricultores sobre meio usado para lavoura


Para saber dos entrevistadso sobre os meios usados para lavoura das suas machambas foi colocada
uma questão cuja síntese da resposta está na tabela 3.

Tabela 3 – Informação sobre meio usado para lavoura


Que tipo de meio é usado para lavoura? [n] %
Mãos 49 42,3
Animais 53 45,7
Trator 14 12
Total 116 100.00
Fonte: Autor (2025)

Pelos dados apresentados na tabela 3 acima, se observa que 53 agricultores correspondente 45,7
% dos inquiridos afirmaram que usam animais para limpeza da terra, 49 agricultores
correspondente a 42,3% responderam que usam a mãos e uma menor parte dos agricultores num
número de 14 agricultores correspondente a 12% usam trator para lavoura. Esse número indica
que a menus uso de agente poluidor do ar e terra devido a libertação de fumo durante o
funcionamento do equipamento assim como poluição do solo com o derramamento de óleos
combustíveis e compactação do mesmo.

4.1.1.4. Destino ou tratamento dos residuos resultante da lavoura


Para aferir o destino dos resíduos (campim) resultantes da lavoura praticada pelos agricultores, foi
colocada uma questão cuja síntese das respostas está na tabela 4 abaixo.

19
Tabela 4 – Destino ou tratamento dos residuos resultante da lavoura
Depois da lavoura nas áreas para produção o que fazem com o resto do [n] %
capim?
A- Queima 104 89,7
B- Usa como adubo vegetal 12 10,3
C- Usam como alimento para animais 0 0
Total 116 100
Fonte: Autor (2025)

De acordo com os dados da tabela 4 pode-se afirmar que 104 dos inquiridos, representando 89.7
% disse que “queima” e o restante dos entrevistados num número de 12 correspondente a 10,3%,
aproveitam os resíduos usando como adubo orgânico a fim de fertilizar o solo garantindo uma boa
colheita. Verificou-se que ninguém usa os resíduos da lavoura para alimentar os animais.

4.1.1.5. informação sobre meios usados para regar culturas.


Para identificar os meios que os agricultores usam para regar suas culturas durante a ausência da
chuva, foi colocada a questão cuja síntese das respostas está na tabela 5.

Tabela 5 – Meios usado para regadio das suas culturas.


Para rega que meios usam? [n] %
A- Regadores a mão 96 82,8
B- Gerador a gasolina 16 13,8
C- Sistema de painel solar 4 3,4
Total 116 100.00
Fonte: Autor (2025)

De acordo com os dados da tabela 5 acima, pode-se verificar que 96 entrevistados correspondente
a 82,8% usam regadores de mão, 16 correspondente a 13,8% usam gerador a gasolina e penas 4
agricultores correspondente a 3,4% usam sistema solar para regar as suas culturas.

4.1.1.6. Informação sobre o futuro da floresta


Para obter informação dos agricultores sobre o futuro da floresta foi colocada uma questão cuja
síntese das respostas está na tabela 6 abaixo.

20
Tabela 6 – Informação sobre o futuro da floresta
O que esta a acontecer com a floresta com o passar do tempo? [n] %
A- A aumentar 0 0
B- A diminuir 116 100
Total 116 100
Fonte: Autor (2025).

Fazendo a análise da tabela 6 observa-se que todos os 116 entrevistados correspondente a 100%,
foram unanime em afirmar que a floresta está a diminuir com o passar do tempo.

4.1.1.7. Finalidade das áreas de cultivo não produtoras (depois de solo empobrecer)
Para conhecer a finalidade das áreas de cultivos não produtivas dos agricultores, foi colocada uma
questão aos residentes do bairro cuja síntese das respostas está na tabela 7.

Tabela 7 – Finalidade das áreas de cultivo não produtoras (depois de solo empobrecer)
Quando a machamba não produz da melhor forma, o que acontece com ela? [n] %
A- Coloca adubos químicos 5 4,4
B- Coloca adubos orgânicos 7 6,0
C- Abandonas 73 62,9
D- Faz rotação de cultura 31 26,7
Total 116 100
Fonte: Autor (2025).

Pelos dados da tabela 7 acima dá para perceber a finalidade das áreas de cultivo não produtivas
(depois de solo empobrecer) 61 entrevistados correspondente a 62,9% afirmaram que abandonam
as áreas buscando novas áreas férteis, 7 correspondente a 06,% recorrem a adubação orgânica
através do uso da vegetação proveniente da lavoura, 31 correspondente a 26,7% fazem rotação de
culturas e 5 correspondente a 4,4% usam adubos químico para fertilizar os solos das suas culturas.

4.1.1.8. Informação sobre o repovoamento da floresta


Para avaliar se os agricultores do povoado de Magamba pautam pelo reflorestamento durante as
suas actividades agrícolas, foi colocada uma questão cuja síntese das respostas esta na tabela 8
abaixo.

21
Tabela 8 – Informação sobre o repovoamento da floresta
Depois de abandonar a sua machamba por não ser produtiva plantas novas [n] %
árvores?

Sim 37 31,9
Não 79 68,1
Total 116 100
Fonte: Autor (2025).

Fazendo a análise da tabela 8 acima apresentada, pode-se afirmar que 79 entrevistados,


representando 68.1 % disseram que depois de abandonar as suas machambas não planta árvores e
37 dos inquiridos correspondente a 31,9% responderam que depois de concluir que as suas
machambas não são mais produtivas eles plantas árvores fruteiras, porque a elas não necessitam
de muitos nutrientes do solo para a sua adaptação.

4.1.1.9. Informação sobre o envolvimento do governo na conservação do meio ambiente


Para analisar o envolvimento do governo na conservação da floresta, foi colocada uma questão
cuja síntese das respostas esta na tabela 9 abaixo apresentada.

Tabela 9 – Informação sobre o envolvimento do governo na conservação do meio ambiente


O governo conversa com vocês sobre as boas maneiras para prática de [n] %
agricultura sustentável com vista a conservação do solo, ar, flora e fauna (meio
ambiente)?
Sim 107 92,2
Não 9 7,8
Total 116 100
Fonte: Autor (2025).

Fazendo a análise da tabela 9, pode-se afirmar que os 109 entrevistadso, representando 92.2 %
responderam “sim” o governo por meio dos técnicos do SDAE orientam as melhores formas de
praticar agricultura respeitando a conservação ambiental e 9 entrevistados correspondente a 7,8%
responderam “Não”, baseando no número dos que responderam “Não”, se pode concluir que os
mesmo não gostam de participar em reuniões com os técnicos do SDAE.

4.1.2. Resultado da entrevista com os técnicos do SDAE


Foram entrevistados três técnicos do SDAE de Tambara, tendo-se obtidos os seguintes resultados:
A primeira questão colocada aos técnicos, foi se os mesmo promovem palestras de divulgação de
estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência? De formam

22
unanimes responderam “Sim”, ainda dizendo que existem reuniões planificadas pelo governo
distrital da Tambara com a população do distrito, onde os técnicos do SDAE são convidados a
intervir divulgando matérias de proteção ambiental e melhores técnicas de aberturas das
machambas.

Quanto ao acompanhamento dos agricultores do povoado de Magamba no âmbito da prática de


actividade agrícola sustentável ao meio ambiente. Os mesmo responderam que “Sim” pela
unanimidade. Ainda sustentando que a presença dos técnicos do SDAE nas zonas é continua quase
presencial, não passando mais de duas semanas sequer.

Indo a outra questão colocada aos técnicos sobre o comprimento das orientações impostas pelo
governo de modo a praticar agricultara sustentável. A resposta foi divida no “SIM” e “NÃO”.
Apontando que a maior parte dos agricultores não usam geradores a combustível que pode poluir
os rios; não usam queimadas para abrir as suas áreas de produção; não usam tratores; e não usam
adubos químicos para fertilizar o solo. Mas existem um número pequeno que usam o trator;
geradores a combustível (gasolina), adubos químicos. Também existe grande número de
agricultores que recorrem a incineração dos resíduos resultante da lavoura ou aberturas de novas
machambas.

Sobre a existência de risco eminente do esgotamento do meio ambiente/solo no distrito de Tambara


devido a prática da agricultura subsistência. A resposta foi “Não”. Sustentando que as intervenções
sobre a proteção do meio ambiente não se limitam apenas ao SDAE, existem outras forças como
a escola assim como a equipe de proteção a flora e fauna bravio que opera na área de conservação
designado cotada 7 e 9.

23
CAPÍTULO V – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

5.1. Informação sobre o meio ambiente


No que se refere à capacidade de exploração de determinada atividade, caso venha ocorrer de
maneira exacerbada, ou seja, superior à capacidade de reposição do ecossistema, implica na
necessidade deste modelo de intervenção ser reorganizado para conciliar a preservação ambiental
com a capacidade produtiva das regiões (Rossato, 2006), Fica evidenciado, que a degradação
ambiental está diretamente relacionada à interação humana com a natureza: a agropecuária tornou-
se protagonista, por esse processo de antropização no meio rural (Figura 1).

Figura 1: Fatores determinantes da degradação ambiental.

Fonte: Pinto (2014).

Portanto, a degradação ambiental substancialmente emerge como um relevante tema dentro dos
estudos de impactos ambientais. Sobretudo, esse fenômeno pode ser definido como a deterioração
ao meio natural a partir de atividades humanas geralmente de cunho econômico, intrinsecamente
condicionando a modificação dos aspectos e parâmetros anteriormente estabelecidos (Lemos,
2001; Souza, 2022b).

Diante do exposto é fundamental que a população de Magamba tenha conhecimento do meio


ambiente para garantir a sua saúde. Baseando-se no resultado apresentado, pode se afirmar que
todos os agricultores de Magamba conhecem o meio ambiente.

24
A prática da agricultura de subsistência em Tambara ocorreu durante um longo período de tempo
e passou por uma série de experiências que foram transmitidas de geração em geração. Na maioria
dos casos, o sistema tradicional de agricultura subsistência é ecologicamente estável e funciona,
desde que os agricultores estejam dispostos a permanecer num nível próximo do de subsistência
(Viegas 2003). Um aumento do bem-estar - que significa uma melhoria na produção de bens
agrícolas-, exige uma melhoria na produtividade, mesmo nos solos em que a queda de
produtividade não ocorre rapidamente.

5.2. Percepção dos agricultores sobre a conservação da floresta


De acordo com Falcão e Noa (2016), floresta são terras que ocupam no mínimo de 1 ha com
cobertura de copa > 30%, e com árvores com potencial para alcançar uma altura de 3 metros na
maturidade, áreas florestais temporariamente desbravadas e áreas onde a continuidade do uso da
terra excederiam os limiares de definição de floresta, ou árvores capazes de alcançar esses limites
in situ. Desmatamento é a conversão, directamente induzida pelo homem, de terra com floresta
para terra sem floresta (Falcão e Noa, 2016).

Degradação florestal é a redução a longo prazo da cobertura da copa e/ou stock da floresta que
leva a diminuição do fornecimento de benefícios a partir da floresta, os quais inclui madeira,
biodiversidade e outros produtos e serviços. Esta redução é através da exploração madeireira,
queimadas, ciclones e outros, desde que a cobertura da copa se mantenha acima de 30% (Falcão e
Noa, 2016). O fato é que o Homo Sapiens possui como gênese de sua sobrevivência a exploração
dos recursos naturais para produção de minerais e proteínas. Ao longo da história, com o
crescimento populacional, houve a necessidade de busca por novas áreas de cultivo, necessárias à
ampliação do espaço agrário. Os recursos naturais, como água e solo, são para o homem matérias
primas, dentre outros aspectos, indispensáveis de proporcionarem o seu desenvolvimento.

No que se refere à capacidade de exploração de determinada atividade, caso venha ocorrer de


maneira exacerbada, ou seja, superior à capacidade de reposição do ecossistema, implica na
necessidade deste modelo de intervenção ser reorganizado para conciliar a preservação ambiental
com a capacidade produtiva das regiões (Rossato, 2006), Fica evidenciado, que a degradação
ambiental está diretamente relacionada à interação humana com a natureza: a agropecuária tornou-
se protagonista, por esse processo de antropização no meio rural. O povo de Magamba não possui
respeito pela floresta uma vez que 76,9% não esta interessada com a vida da floresta apenas o foco

25
dele é ter área de produção limpa para lançar suas culturas. Isso coloca em risco a biodiversidade,
porque uma parte das espécies irá desaparecer nas zonas usadas pela comunidade.

5.1.3. Informação dos agricultores sobre meio usado para lavoura


A prática da agricultura mecanizada apresenta uma vantagem na rentabilidade mais coloca em
risco o meio ambiente porque acorre poluição do ar, da terra e do solo. A agricultura é tida como
uma atividade de grande impacto ambiental, pois é a atividade que mais consome água e a que
mais causa poluição com nitrato nas fontes de águas subterrâneas e superficiais, além de maior
poluição com amônia. Adicionalmente, a agricultura contribui significativamente para a poluição
das águas com fosfatos, emissão de gases como metano e óxido nitroso. (OCDE, 2001a; IPCC,
2001a). O povoado de Magamba não pratica agricultura mecanizada que pode ser prejudicial ao
meio ambiente devido a capacidade de poluição durante o funcionamento das maquinarias. Na sua
maioria, na 88% usam métodos tradicionais para efectuar limpezas nas áreas de produção.

5.4. Destino ou tratamento de residuos (capim) resultante da lavoura


De acordo com Pretty et al (2001), tem-se dado maior atenção recentemente aos custos econômicos
causados pela agricultura na poluição do ar. A agricultura afeta a qualidade do ar e a atmosfera de
quatro maneiras: produção de CO2 devido às queimadas; metano oriundo da produção de arroz e
animais; óxido nitroso oriundo de fertilizantes e esterco; e amônia de esterco e urina.

A queima de biomassa quando da limpeza do solo para plantio emite várias substâncias poluentes
para a atmosfera. Esta é uma prática bastante comum na agricultura tropical, seja para estimular o
desenvolvimento de forragens para os rebanhos, seja para limpar o terreno para novos plantios,
principalmente no caso do arroz, mas cuja poluição se estende para regiões além da origem das
queimadas (Pretty et al 2001). A pesquisa ilustra que o povoado de Magamba num número de
89,7% recorrem a queima de biomassa a quando da limpeza das suas áreas de produção agrícola.
Isso significa que não praticam medidas de mitigação a impactos negativos da agricultura de
subsistência.

5.5. Informação sobre meios usados para regar culturas


Os métodos tradicionais, de alagamento e aspersão, aplicam a água em elevadas quantidades e em
grandes áreas, com limitado alcance nos pontos necessários – nas raízes das plantas. Estes sistemas
rápidos e amplos, por norma, são pouco eficientes, pois apenas uma ínfima parte da água é, de

26
facto, aproveitada pela planta. Ainda que, entre estes dois sistemas, o sistema por aspersão não
registe um desperdício tão grande como aquele registado pelo método de alagamento1.

O meio de rega usado pela população de Magamba é tradicional mais conservador a meio
ambiente. Num universo de 100% dos inquiridos 82,8% recorre a rega manual através dos
regadores a mão. De acordo com os dados da tabela acima, se pode verificar que 96 dos inquiridos
correspondente a 82,8% usam regadores de mão, 16 correspondente a 13,8% usam gerador a
gasolina e penas 4 agricultores correspondente a 3,4% usam sistema solar para regar as suas
culturas.

5.6. Informação sobre o futuro da floresta


A agricultura itinerante é um tipo de sistema agrícola tradicional, adoptado historicamente nos
ecossistemas de florestas tropicais, em que o ser humano faz o corte da floresta, queimando os
resíduos como preparo da terra para o cultivo de subsistência. A produção de alimentos é feita por
2 a 3 anos e, posteriormente, essa área é abandonada, tornando-se assim improdutiva. Muitas
vezes, nos terrenos abandonados estabelece-se a floresta secundária, podendo esse terreno voltar
a ser utilizado para o cultivo após dez a vinte anos (Jesus, Henriques, Laranjeira, & Narciso, s/d).

Este tipo de agricultura envolve a deslocação dos sítios de cultivo, sendo, nas suas formas mais
tradicionais e culturais, um modo de agricultura ecologicamente viável e economicamente racional
desde que as densidades populacionais sejam baixas e os períodos de pousio suficientemente
longos para manter a fertilidade dos solos. Este tipo de agricultura é, na sua essência, uma forma
de exploração da terra com rotações de longo prazo, sendo a floresta secundária um dos elementos
da rotação.

Sobre o futuro da floresta, os agricultores conseguem identificar o seu desmatamento, alegaram


que a zona florestal esta cada vez mais distante do povoado e num total de 100% entrevistados,
todos foram unanimes em afirmar que a floresta esta diminuindo com o passar dos tempos.

5.7. Finalidade das áreas de cultivo não produtoras (depois de solo empobrecer)
Degradação dos solos são muitos e vários os processos que levam à degradação dos sistemas de
produção. Em geral, ocorrem em duas fases: a primeira denominada degradação agrícola e a
segunda, degradação biológica. A degradação agrícola é o processo inicia no qual o sistema

1
https://www.agrozapp.pt/noticias/Agricultura+dom%C3%A9stica/8-conselhos-para-ouso-sustentavel-da-agua-
em-hortas-e-jardins p7
27
apresenta perda da produtividade económica, com desequilíbrio pela ausência de ações no sentido
de mante-lo no ponto ideal de controle das ervas daninhas e de agentes bióticos adversos
(fitopatogenos, pragas) resultando em menor produção da cultura principal. Nessa situação, não
há necessariamente uma perda da capacidade do solo em sustentar o acúmulo de biomassa, porem,
haverá perdas devido à redução do potencial de produção das plantas cultivadas (MAPA 2003).

A prática de agricultura sustentável no povoado de Magamba, é feita de modo sustentável, os solos


não são empobrecido totalmente, dando oportunidade de surgimento de florestas secundárias apois
o abandono das áreas com baixa capacidade produtivas de certas culturas.

5.8 Informação sobre o envolvimento do governo na conservação do meio ambiente


As questões ambientais integradas nos vários instrumentos formais do sector da agricultura
incluem (i) a prevenção da degradação do solo, (ii) a gestão dos recursos naturais, incluindo
controlo das queimadas, (iii) a redução da poluição do ar, águas e solos, e (iv) os aspectos legais e
institucionais incluindo a educação ambiental, e o cumprimento da legislação e capacitação
institucional.

A julgar pelo PES dos sectores do ambiente e da agricultura, as acções ambientais no período de
2005 a 2009 são substanciais, especialmente na área de redução da degradação do solo e gestão de
terras. Contudo, apesar do esforço, é pouco que Moçambique consiga cumprir com objectivos
ambientas previstos no caderno de Desenvolvimento do Milénio189 (Governo de Moçambique e
Sistema das Nações Unidas, 2008). Embora uma série de intervenções podem ser consideradas
como alternativas de adaptação / mitigação, os planos de agricultura implementados até agora não
estão a resolver as questões relacionadas com mudanças climáticas e ambientais de forma
estratégica.

Os agricultores inquiridos no povoado de Magamba afirmam que os membro do governo orientam


as melhores formas de conservação do meio ambiente, onde 92.2 % responderam “sim” o governo
por meio dos técnicos do SDAE orientam as melhores formas de praticar agricultura respeitando
a conservação ambiental.

28
CAPÍTULO VI – CONCLUSÕES E SUGESTÕES

6. Conclusão e Sugestões

6.1. Conclusão
De acordo com a realidade encontrada pelo autor na área onde o estudo foi efectuado e fazendo
sua relação com a questão levantada para a pesquisa, os objectivos traçados e as hipóteses, chega-
se as seguintes conclusões:

Quanto aos meios usados para louvara pode se concluir que são aceitáveis, porque a maior parte
dos agricultores usam matérias manuais para aberturas das suas machambas e limpezas rotineiras,
tornando assim a população incapaz de abrir grandes áreas para o cultivo. Indo para os residuos
proveniente da limpeza das machambas a maior parte da população inquirida de Magamba não faz
o uso integro das estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultora de subsistência,
no caso de tratamento dos resíduos resultante da lavoura, os agricultores de Magamba recorrem a
incineração. A incineração de resíduos lenhosos e ervarias resulta na libertação de calor que mata
a vida animal presente nos resíduos e a libertação do CO2 que causa a poluição do ar. Num total
de 100% dos inquiridos 89,7% recorrem a eliminação dos residuos.

Em relação ao respeito pela floresta, o povo de Magamba não possui respeito pela floresta uma
vez que 76,9%, ao ser questionados sobre: “durante aberturas de novas machambas consideram a
conservação da floresta?” a resposta foi “Não”, dos 100% inquiridos.

Quanto aos meios usados para louvara pode se concluir que são aceitáveis, porque a maior parte
dos agricultores usam matérias manuais para aberturas das suas machambas e limpezas rotineiras.

De acordo com alguns pontos avançados em relação a conservação da floresta, tratamento de


resíduos sólidos, pode se concluir que a população de Magamba não faz o uso de estratégias de
mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência, porque quase toda a população
entrevistada ainda recorre a queimadas para a limpeza das suas machambas, o desmatamento das
florestas sem respeitar a biodiversidade existente nelas. A queimada é uma das formas que elimina
a vida dos animais, das plantas e a poluição do ar. Enquanto que o desmatamento empobrece a
vida florestal e sem floresta não teremos os seres que usam a floresta como seu habitante. Com
estas constatações valida-se a primeira hipótese.

29
Quanto ao uso de materiais manuais para a limpeza do solo, rega, o uso reduzido de adubos
químicos, a população não faz em respeito a lei de conservação ao meio ambiente, mais sim devido
as suas condições financeiras de adquirir adubos químicos, tratores para lavoura, pesticidas. Por
meio dessa impossibilidade podemos afirmar que algumas estratégias de mitigação aos impactos
negativos da agricultura subsistência na localidade de Nhacolo são seguidas pela população da
comunidade de Magamba, isso leva-nos a validar a segunda hipótese.

Em respostas das hipóteses levantadas e objectivos traçados podemos concluir que: A população
de Magamba não faz o uso das estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de
no distrito de Tambara.

6.2. Sugestões

Da pesquisa realizada e com base nas constatações levantadas, avançam-se as seguintes sugestões
para os agricultores e o SDAE do distrito de Tambara:

 Para a redução da poluição do ar pelo processo de eliminação dos residuos resultante da


limpeza das áreas de cultivo dos agricultores de Magamba, sugere-se o abandono da prática
e opte-se pelo uso da mesma vegetação como adubo orgânico para fertilizar o solo,
alimentar animais ou pelo uso de herbicidas de forma controlada.
 Para a conservação das florestas o autor recomenda o uso de rotação de culturas fazendo o
uso do mesmo espaço para produção de várias culturas em função da produtividade, sem
abandonar a mesmas áreas a fim de abrir nova área que consiste em desflorestamento.
 No caso de abandonar a área não produtiva de forma desejável, o autor recomenda ao
plantio de novas árvores de modo a povoar a zona com novas plantas onde futuramente
surgirá uma floresta jovem.
 Quanto ao uso de químicos (adubos e pesticidas), recomenda-se o uso muito controlado ou
o não uso do mesmo, evitando a poluição do solo e das águas assim como a eliminação de
algumas espécies animais residente.

30
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33
Apêndice 1: Guião de entrevista para agricultores da comunidade de Magamba

O meu nome é Artur Parafino, estudante do Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia da


Universidade Católica de Moçambique, Instituto de Educação à Distância, Centro de Recurso de
Tete, pretendo desenvolver um trabalho científico intitulado “Analise das estratégias de mitigação
aos impactos negativos da agricultura de subsistência. Estudo de caso da comunidade de
Magamba localidade de Nhacolo distrito de Tambara Província de Manica”.

Caro agricultor (a)! Gostaria que respondesse o questionário de forma clara e objectiva mediante
o seu ponto de vista e de análise no dia-a-dia sobre a sua identidade face ao tema acima colocado,
as suas respostas serão importantes porque contribuirão para melhor abordagem sobre as
estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência na vila sede de
Tambara.

1ª-Parte Identificação:

a) Seu nome, por favor:_______________________________________________________

b) Sexo: Masculino ( ) Feminino ( ) Idade ( ) anos.

2ª-Parte

Marca com X a opção que responde melhor a pergunta para cada número de questões abaixo. 48

1- Conhece o meio ambiente?


A- Sim___
B- Não ___
2- Durante abertura de novas machambas concederam conservação da floresta?
A- Sim ____
B- Não ___
3- Que tipo de meio é usado para lavoura?
A- Mãos ___
B- Animais___
C- Trator___
D- herbicidas __
4- Depois da lavoura nas áreas para produção o que fazem com o lixo?
A- Queima ___
i
B- Usa como adubo vegetal __
C- Usam como alimento para animais __
5- Para rega usam meios?
A- Regadores a mão ___
B- Gerador a gasolina ___
C- Sistema de painel solar____
6- O que esta a acontecer com a floresta com o passar do tempo?
A- A aumentar ____
B- A diminuir ___
7- Quando a machamba não produz da melhor forma, o que acontece com ela?
A- Coloca adubos químicos ____
B- Coloca adubos orgânicos ____
C- Abandonas ____
D- Fazem rotação de culta____
8- Depois de abandonar a sua machamba por não ser produtiva plantas novas arvores florestais?
A- Sim___
B- Não ___
9- O governo conversa com vocês sobre as boas maneiras para pratica de agricultura sustentável
com vista a conservação do solo, ar, flora e fauna (meio ambiente)?
C- Sim ___
D- Não ____

ii
Apêndice 2: Guão de entrevista para técnicos do SDAE do distrito de Tambara

O meu nome é Artur Parafino, estudante do Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia da


Universidade Católica de Moçambique, Instituto de Educação à Distância, Centro de Recurso de
Tete, pretendo desenvolver um trabalho científico intitulado “Analise das estratégias de mitigação
aos impactos negativos da agricultura de subsistência. Estudo de caso da comunidade de
Magamba localidade de Nhacolo distrito de Tambara Província de Manica”.

Ilustre Técnico (a)! Gostaria que respondesse o questionário de forma clara e objectiva mediante
o seu ponto de vista e de análise no dia-a-dia sobre a sua identidade face ao tema acima colocado,
as suas respostas serão importantes porque contribuirão para melhor abordagem sobre as
estratégias de mitigação aos impactos negativos da agricultura de subsistência na vila sede de
Tambara.

1ª-Parte Identificação:
a) Seu nome, por favor:_______________________________________________________

b) Sexo: Masculino ( ) Feminino ( ) Idade ( ) anos.

Marca com X a opção que responde melhor à pergunta para cada número de questões abaixo.

1- O SDAE promove palestra de divulgação de estratégias de mitigação aos impactos


negativos da agricultura de subsistência?
A- Sim_____
B- Não _____
2- O SDAE faz acompanhamento dos agricultores do povoado de Magamba no âmbito da
prática de actividade agrícola sustentável ao meio ambiente?
A- Sim _____
B- Não ____
3- Os agricultores seguem com as orientações impostas pelo governo de modo a praticar
agricultara sustentável?
A- Sim ____
B- Não ____
4- Existe risco eminente do esgotamento do meio ambiente no distrito de Tambara devido a
prática da agricultura subsistência?
A- Sim ____
B- Não ____
iii
Apêndice 3: Imagens que ilustram alguns agricultores fazendo seus trabalhos no campo

iv

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