0% acharam este documento útil (0 voto)
27 visualizações9 páginas

Aristóteles de Estagira - Metafísica 4 Slides

O documento aborda a vida e as contribuições filosóficas de Aristóteles, destacando suas fases como discípulo de Platão, preceptor de Alexandre e fundador do Liceu. Explora conceitos centrais de sua metafísica, como a Teoria das Quatro Causas, a distinção entre ato e potência, e a ideia do Primeiro Motor Imóvel. Também discute a visão de Aristóteles sobre a alma como o princípio vital que anima os seres vivos, diferenciando entre seres naturais e não viventes.

Enviado por

walterjsa2000
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
27 visualizações9 páginas

Aristóteles de Estagira - Metafísica 4 Slides

O documento aborda a vida e as contribuições filosóficas de Aristóteles, destacando suas fases como discípulo de Platão, preceptor de Alexandre e fundador do Liceu. Explora conceitos centrais de sua metafísica, como a Teoria das Quatro Causas, a distinção entre ato e potência, e a ideia do Primeiro Motor Imóvel. Também discute a visão de Aristóteles sobre a alma como o princípio vital que anima os seres vivos, diferenciando entre seres naturais e não viventes.

Enviado por

walterjsa2000
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
Você está na página 1/ 9

Prof. Juliano Batista Prof. Juliano Batista juliano.filosofia.ifmt@gmail.

com

“Nenhuma invenção foi mais fácil para o homem do que a do céu.”


Georg Lichtenberg
Aristóteles de Estagira
ÊFases da vida de Aristóteles:
Aristóteles de Estagira 1ª Fase: discípulo de Platão;
384 – 322 a.C. 2ª Fase: preceptor e conselheiro de soberanos, entre eles Alexandre da Macedônia,
conhecido como o Grande;
ÊConsiderações importantes sobre Aristóteles: 3ª Fase: fundador da escola “Liceu” – Belas Artes – que ficou conhecida como peripatética,
porque seus alunos tinham aulas passeando pelos jardins e alamedas do local.
Ø Pertence ao terceiro período da filosofia antiga, conhecido como sistemático IV-III a.C.;
Ø É considerado o maior discípulo de Platão, embora não aceite o conceito de dualidade do
real existente, proposto pelo mestre; ÊPrincipais obras de Aristóteles:
Ø Em sua Teoria do Conhecimento busca compreender o que é dinâmico (acidentes) e o que Metafísica – 14 livros; Órganon [obras de Lógica Clássica/Formal],
é estático (substância/essência) nos seres contingentes/sensíveis; Ética a Nicômaco – 10 livros; composta de 5 livros, são eles:
- Categorias;
Ø Busca estabelecer como conhecimento verdadeiro o conceito de ser enquanto ser: o que é; Política – 8 livros;
- Da interpretação;
Poética – 1 livro [?]; - Primeiros analíticos;
Ø Opõe-se aos sofistas;
Da alma – 3 livros. - Segundos analíticos;
Ø Escreve essencialmente em forma de tratado. - Tópicos.

Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Aristóteles de Estagira Metafísica ou “Filosofia Primeira”


A escola de Aristóteles, assim como a de Platão, é um centro superior de estudos. A A Metafísica é o ramo do conhecimento que procura atingir à realidade íntima das
diferença essencial é que o Liceu se dedicou principalmente à Filosofia e às Ciências coisas, a saber: substância ou essência - o que o ser é. Procura compreender os
Naturais, enquanto que a Academia se dedicou fundamentalmente à Filosofia e à fenômenos que se situam “além do físico”, mas cujas manifestações ou consequências
Matemática [Geometria]. são percebidas pelos sentidos e avaliados pela experiência (ou indução). Todo esse
processo filosófico que analisa a cognição do objeto percebido pelo sujeito é chamado
de ‘especulações metafísicas’.

ÊDentre as principais ‘especulações e/ou conceitos’ metafísicos temos:


Ø Teoria das Quatro Causas ou Princípios;
Ø Teoria do Ato (forma) e Potência (matéria);
Ø Teoria do Primeiro Motor Imóvel (ou Ato-puro);
ØTeoria das Almas;
ØTeoria da Causa Substancial [segunda] e Acidental.
Aristóteles [à direita] a educar Alexandre [à esquerda].
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Metafísica ou “Filosofia Primeira” Metafísica ou “Filosofia Primeira”


ÊMáxima aristotélica: Aristóteles, em sua obra Metafísica livro I, capítulo 1, 1º parágrafo, começa com a
seguinte frase: “Todos os homens têm o desejo de conhecerem”. A partir desse
“O ser se diz de muitos modos, mas nenhum modo exprime o ser”; ou, enunciado Aristóteles inicia as suas especulações metafísicas com o intuito de conhecer
o que o “ser é”.
“O ser se diz de vários sentidos”.
?Especulações Metafísicas
Ciência teorética/teórica ou contemplativa, Ciência dos primeiros princípios e das
primeiras causas ou Ciência do ser enquanto ser (substância/essência), é a própria
“Metafísica” ou “Filosofia Primeira”.

Ä Portanto:
A Metafísica ou Filosofia Primeira, que em Aristóteles é uma ciência, possui como
De volta a Atenas, em 335 a.C., treze anos depois da morte de Platão, Aristóteles fundava, perto objeto de estudo a substância ou essência das coisas – seres/entes contingentes.
do templo de Apolo Lício, a sua escola. Daí o nome de Liceu dado à sua escola.

Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Teoria das 4 Causas ou Princípios Teoria das 4 Causas ou Princípios


- Causa Formal: o que é ou vai ser – isto é, é aquilo que faz com que um ser seja
tal ser determinado. Exemplo: a figura pensada pelo escultor. 1ª Causa Final 2ª Causa Eficiente 3ª Causa Material 4ª Causa Formal
- Causa Material: do que é feito – isto é, a matéria de que uma coisa é feita.
Exemplo: madeira.
- Causa Eficiente: quem faz – isto é, é aquilo pelo qual uma coisa é ou vem a ser; ÊA relação entre a Causa Material (hylé) e Causa Formal (morfos):
é o fenômeno que produz o outro. Exemplo: o cinzel utilizado pelo escultor.
Causa Material Causa Formal
Y Causa Final: porque ou para que é feito – isto é, é a realidade para qual algo
[Mundo das Sombras] + [Mundo das Ideias] = Substância/Essência/Sínolo
tende a ser; é o fim pretendido na execução de um ato. Exemplo: o dinheiro pelo
qual o escultor trabalha. Perfeita
Por si só é imperfeita Por si só é imperfeita

Ü Atenção:
ÊObjetivo: demonstrar tudo aquilo que determina a realidade do ser. Ou seja:
explica como surgem os seres contingentes ou sensíveis. Para tanto, uma causa final A Causa Final é entre as causas aristotélicas a mais importante, pois é para ela
motiva uma causa eficiente a aplicar na causa material uma causa formal. que as coisas tendem.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Teoria do Ato e Potência Teoria do Ato e Potência


Causa eficiente (externa) ou dýnamis (interna).
Potência Ato Ü Processo de contingência dos seres sensíveis: Entelékheia

Ato Inicial Ato Final


üA passagem não se dá ao acaso, ela é causada pela causa eficiente – dýnamis. Exemplo de dýnamis interna.
Nos seres naturais a dýnamis é interna nos seres artificiais a força é externa.
Potência [dinâmica/muda]: é imperfeita, pois se refere ao que deve ser – ou seja, Criança Adolescente Adulto
refere-se a matéria como possibilidade de devir ou vir a ser no tempo. Feto

Ato [estático/não muda]: é perfeito, pois se refere ao que é – ou seja, refere-se a


Ato/homem Ato/homem Ato/homem Ato/homem
unidade de matéria e forma [ou energéia da coisa tal como ela é aqui e agora] como
essência do ser.
Homem Homem
NAtenção! Cada ser ao surgir, surge em ato (matéria + forma = o que o ser é) e em
potência (o que a matéria do ser poderá e/ou deverá vir a ser). Cabe a dýnamis IAtenção! Sem o thelos, realização de um Ato Final, denominado por Aristóteles
atualizar a potência de tal modo que o ser ‘não muda de forma’, mas passa de uma de Entelékheia, nenhuma matéria é atualizada pela potência e sem o ato, nenhuma
condição ‘menos perfeita’ para uma mais ‘perfeita’ ou acabada. forma se realiza.

Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Teoria do Ato e Potência Primeiro Motor ou Motor Imóvel


Ä Explicando o processo de contingência dos seres sensíveis: Afirma que tudo que se move, deve ser movido por um outro. Nesse sentido, somente o
imóvel é causa absoluto do móvel, pois o ser movente se move, porque deseja não mais se
Quando um homem e uma mulher se unem, surge na matéria a forma do feto, que é o mover – isto é, o ser que se move, move-se para buscar a perfeição, que é a ausência de
ser futuro em potência. Essa potência deverá ser atualizada no tempo pela dýnamis potência. Isso ocorre pelo fato de todo ser contingente aspirar uma identidade consigo
interna da matéria, até que se torne uma criança, depois um adolescente e depois um mesmo, a saber: ser o que é. Assim, a perfeição do ser, que é a essência, nunca muda, já a
matéria, por ser mutável, é uma imperfeição que dirige o seu thelos à perfeição.
adulto, realizando integralmente sua forma potencial, mas se preservando o ato em
todos, que no exemplo acima é o ato de homem. Vale ressaltar que a passagem se faz
sempre da potência ao ato. Ü Tipos de seres:

Ä A relação da Filosofia Primeira e da Filosofia Segunda: Ser Ato-Puro [sempre imóvel]: é o próprio Motor Imóvel, “Ser” que sempre foi idêntico a si
mesmo, por isso nunca se moveu - é desde o início realizado, ou seja, o Motor Perfeito
Filosofia Primeira: relação com a Metafísica: Ato/O que o Ser é [“Deus”], é o que é, pois jamais teve ou terá potencialidades. Além disso ele contém em si
mesmo, em Ato, a perfeição que imprime os demais seres ditos contingentes/sensíveis.
Filosofia Segunda: relação com a Física: Potência/O que o Ser deverá ser
ð Ato = Morfos = Perfeito = Estático = Imutável Seres contingentes [movem-se rumo ao imóvel]: são seres que nem sempre existiram, por
J Para ajudar: isso não são realizados por completo, tendo uma finalidade [thelos] que é encontrar a forma
ð Potência = Hylé = Imperfeito = Dinâmico = Mutável mais perfeita, a saber: o ato final ou a entelécheia. São classificados em naturais e artificiais.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Teoria do Primeiro Motor Imóvel Teoria do Primeiro Motor Imóvel


Ü O thelos dado pelo Motor Imóvel aos seres contingentes: Ü Aprofundando o conceito:
Todo o movimento dos seres contingentes é causado pela Substância (Eterna) Supra Ele é a própria atividade intelectual (nóesis) que permite compreender e conhecer.
(Motor Imóvel) Sensível (Ato-Puro), comumente chamado de “Deus”. Uma manifestação de pensamento puro desvinculado de qualquer experiência
sensorial. Um intelecto em si mesmo, isto é, independente das percepções físicas.
Ä Atenção!
“Deus” em Aristóteles não é no sentido cristão, Ä “Deus” em Aristóteles como...
mas sim na forma de “Ser” que organiza o
universo, dando a ele formas – isto é, essência. 1. “Ser” que organiza o universo. Ele é a causa que dá ordem e estrutura ao cosmos;
Nesse sentido, a inteligência e o inteligível são é a fonte de todas as formas e essências que existem.
uma só e mesma coisa em deus, que pensa a si
e por si mesmo. Dito de outro modo: deus é 2. Inteligência e inteligível como uma só coisa. Ele não apenas pensa, mas é o
pensamento de pensamento [nóesis] ou o próprio ato de pensar; é a realização completa do pensamento, sem qualquer
pensamento puro, que de longe move potencialidade ou mudança, o que o torna perfeito e imutável.
Busto de Aristóteles. [cria/ordena] os seres contingentes.

Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Teoria do Primeiro Motor Imóvel Teoria do Primeiro Motor Imóvel

Ä “Deus” em Aristóteles como... Ä Exemplo de thelos dado pelo Motor Imóvel aos seres contingentes:
Para cada ser contingente (gênero, espécie e indivíduo) existe uma entelequeia
3. Pensamento de pensamento (nóesis). Ele é (realização de um Ato Final) própria, dada pelo seu thelos [fim] próprio. Portanto, a
pensamento puro; a atividade de pensar em sua forma natureza dos seres agem sempre tendo em vista um thelos, uma finalidade... pois o
mais elevada, pois não há um objeto externo ao qual se thelos é a causa final do devir, e a causa final é o motor do movimento.
dirige, na medida em que contempla a si mesmo sempre.
ÊVeja o exemplo abaixo:
4. Movimento à distância. Ele “move” os seres
contingentes à distância. O significa que, embora não Ato Inicial Ato Final
haja uma interação direta, sua presença como o princípio
organizador e a causa final, influencia tudo o que existe. Semente Árvore
Logo, os seres contingentes (aqueles que existem, mas O resultado
Olhos Visão
poderiam não existir) são atraídos para a perfeição e final é a
ordem que ele representa. Peixe Nadar entelékheia.
O Primeiro Motor por Feto Pessoa
Rafael Sanzio.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Teoria das Almas Teoria das Almas


üAlma é o princípio vital de todo e qualquer ser vivo; é o que dá vida aos corpos Ü Aprofundando o conceito:
naturais. É a manifestação de uma capacidade (nutrição, sensação, pensamento etc.). A
alma em Aristóteles, ao contrário de Platão, não está separada do corpo e não é eterna Para Aristóteles, a alma é o princípio vital que anima os seres vivos (De Anima ou
Ela perece com a morte do ser vivo. Da Alma). Ele a define como a “forma” do corpo, ou seja, a essência que dá vida e
organização ao organismo. Em sua obra Metafísica Livro I (Alfa), ele argumenta que
ÊPara Aristóteles existem dois tipos de seres contingentes, são eles: a alma não é uma substância separada do corpo e sim a causa formal e a causa final
do ser vivo, o que significa que a alma é o que torna um organismo o que ele é e o
que o direciona a suas funções e propósitos naturais (thelos).
§ Viventes: possuem alma.

1º. Seres Naturais 1º. Seres naturais: viventes... „ Essas três almas apresentam diferentes graus de
complexidade e capacidade do ser. Cada tipo de
§ Não viventes: não possuem alma. - Plantas: Alma Vegetativa.
alma é uma expressão da forma que dá vida ao
- Animais: Alma Sensitiva. corpo correspondente, e todas estão interligadas na
hierarquia da vida, com a alma racional ocupando o
- Homens: Alma Intelectiva.
nível mais elevado.
2º. Seres Artificiais § Não viventes: não possuem alma.

Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Teoria das Almas Teoria das Almas


ÊAlma Vegetativa: possui três funções elementares...
ÊAlma Intelectiva: além de possuir as características da alma vegetativa e sensitiva
- Nutrição possui também...
Responsável pela conservação do indivíduo. - Vegetais
- Crescimento - Racionalidade: é um aspecto divino do ser humano. Metafísica.
- Animais
- Homens
- Geração - Deliberação;
Responsável pela conservação da espécie. - Homens Ética e Política.
- Decisão (ou Escolha).

ÊAlma Sensitiva: além de possuir as características da alma vegetativa possui


também... ÜAristóteles distingue dois níveis do conhecimento, a saber:
- Capacidade de locomoção;
- Imaginação: produção de imagens. - Animais - o sensível: que o homem compartilha com os animais.
- Sensação: dela nasce a
- Homens - o intelectivo: propriamente do homem. - Representa a capacidade de abstração da forma
- Memória: conservação de informações.
dos seres através da indução.

É desse acúmulo que nasce a experiência.


Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Princípios da Lógica Formal Lógica Formal, Clássica ou Menor


▬Princípios lógicos: ▬Se liga...
Na Lógica Formal os princípios clássicos são: o objeto de estudo da lógica aristotélica é o raciocínio/argumento/silogismo. Em outros
identidade, não-contradição e terceiro excluído. termos: a lógica é a ciência que ensina os homens a bem conduzir a razão, isto é, a alcançar
Esses princípios são necessários para validar o o conhecimento/verdade (e ao mesmo tempo, afastar-se das opiniões).
raciocínio, que representa o modo correto de
conduzir o pensamento humano na busca da verdade. Silogismo/Raciocínio
Forma: válido ou inválido.

MAtenção! Lógica Estuda Proposição/Conhecimento Conteúdo: verdadeiro ou falso.


Formal
Categorias/Termos
O que uma coisa/ser é ou faz, ou como está.

Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Princípios Lógicos Princípios Lógicos


—Princípios lógicos:
—Princípios lógicos:
Ø Do terceiro excluído: uma coisa ou é ou não é e não pode ser e não ser ao mesmo tempo.
Ø Da identidade: refere-se aquilo que é idêntico a si mesmo; ou Sua representação é (A v ~A) ou (A v ¬A).
seja, o que é, é. Sua representação é (A=A). Exemplos:
ÄExemplos: - Sócrates é racional
al ou irracional.
ÄExemplos: - Sócrates
es é homem. [V] - Julianoo é professor. [V/F]
ão é quadrúpede.[F]
- Platão - Não pise na grama! [~P] - Sócrates
es é racional.
rac [V/F]
[V ]
ou [ou]
- Sócrates é não-racional. [F/V]

Ø Da não-contradição: uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, sob o mesmo
aspecto. Sua representação é ~ (A ^ ~A) ou ¬ (A ^ ¬A). Ü Se liga no sentido de cada princípio!
- Sócrates
es é racional.
rac [V/F] - Identidade: o ser é
ÄExemplos: - Sócrates é racional
al e irracional. e [e] - Não-contradição: o ser é e não pode deixar de ser. Sol negro, de 1978, gravura de Heloísa Pires
- Sócrates é não-racional. [F/V] Ferreira que serve como exemplo visual do
- Terceiro Excluído: o ser é ou não é. silogismo. CHAUI, M. Convite à Filosofia, p.
110.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Conectivos Lógicos Das Proposições e Seu Valor de Verdade

Ä O que são proposições?


São enunciados que podem ser atribuído valor de verdade, a saber: ou é verdadeiro ou
é falso.

„ Exemplos:
4Todo homem é mortal: é proposição, pois pode ser acrescentado V ou F. Neste
caso é (V) e dedutiva;
4Todo homem é imortal: é proposição, pois pode ser acrescentado V ou F. Neste
caso é (F) e dedutiva;
nal e irracional.
- Sócrates é racional nal ou não-racional.
- Sócrates é racional 4Maria é bonita: é uma proposição, pois pode ser acrescentado V ou F. Neste caso...
----- -----
Ah! Neste caso sabe-se que ou é V ou é F, mas não dá para deferir, por isso é
Sócrates é racional Sócrates é racional.
indutivo.
e ou
Sócrates é irracional Sócrates é não- racional. 4Proibido fumar: não é proposição, pois não pode ser acrescentado V ou F;
---- -----
Sócrates é racional e Sócrates é irracional Sócrates é racional ou Sócrates é não-racional. 4Não pise na grama: não é proposição, pois não pode ser acrescentado V ou F.

Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Vamos Praticar? Teoria da Causa Substancial e Acidental


Ä Analise as proposições abaixo em P e ~P, V ou F, Dedutiva ou Indutiva Ü Definição:
Causa Substancial: é aquilo que faz parte da essência do ser, por isso não pode
Nenhum homem é bípede.
dele ser tirado. Há identidade ente sujeito e predicado: S = p (Substância + essência).
José, irmão de João, é contador. Causa Acidental: é aquilo que não faz parte da essência do ser, por isso pode dele
ser tirado. Não há identidade entre sujeito e predicado: S ≠ p (Substância + acidentes)
Não alimente os animais silvestres.

Alguns homens vivem mais outro menos. Ä O exemplo de proposição é:


Sép
Este homem viveu menos que aquele outro.
S: é substância – sujeito da oração (o ser do qual se fala);
Entrada permitida somente aos funcionários.
é: cópula verbal – verbo de ligação (que pode ou não representar identidade);
João está sentado no sofá.
p: são as categorias/termos/grupos/classes: essência (é 1) e os acidentes (são 9) –
Próximo, por favor. predicado da oração: que pode ser atributo essencial ou acidental do ser.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Substância (S): essência e acidentes (p) Da Essência e Dos Acidentes


Ü Vamos Falar da Essência e Acidentes:
Sép Sujeito – verbo – Predicativo
- A Essência se refere aos universais abstraídos dos indivíduos (por isso são
referências mediadas pelo pensamento, pelo raciocínio). Sua existência depende
Sujeito (Ser) – verbo – Essência ou Acidentes dos indivíduos (S), que são classificados em gêneros e espécies. A definição de
essência se refere, portanto, àquela que guarda uma identidade consigo mesma,
Ü Vamos Falar da Substância: uma unidade interna sem a qual não há determinação e tudo é misturado,
indistinguível. São as características próprias dos seres (por ex.: a essência de
Substância: é o que faz com que algo seja o que é. Tal atributo é intrínseco ao ser;
é sua essência; algo que não pode deixar de ser. homem é ser animal, racional, mamífero, bípede....).

è Substância é o substrato ou o suporte onde se realizam a matéria-potência, a - O Acidente, por sua vez, é aquilo que não é necessário em um ser, sem o qual o
forma-ato, onde estão os atributos essenciais e acidentais, sobre o qual agem as ser não deixa de ser o que é, seja pela ausência ou pela presença (ex.: homem
quatro causas (material, formal, eficiente e final) e que obedece aos três
negro, branco, alto, baixo, gordo, magro, rico, pobre). São atribuições que se
princípios lógico-ontológicos (identidade, não-contradição e terceiro excluído);
em suma, é o Ser (CHAUI, 2003, p. 280). referem ao indivíduo, mas não o definem. Veja mais sobre “Substância e Categorias em Aristóteles”. Brasil
Escola UOL - adaptação nossa.

Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Da Substância: primeira e segunda Da Substância: primeira e segunda


Ä Aristóteles usa o conceito de substância em dois sentidos: num primeiro sentido, Ü Aprofundando o conceito:
substância é o sujeito individual (Sócrates, esta mesa, esta flor, Maria, Pedro, este cão,
etc.); num segundo sentido, a substância é o gênero ou a espécie a que o sujeito individual
No primeiro sentido, a substância é um ser individual existente; no segundo é o
pertence (homem, grego; animal, bípede; vegetal, erva; mineral, ferro; etc.). conjunto das características gerais que os sujeitos de um gênero e de uma espécie
üSubstância Primeira: são os sujeitos individuais em si (singulares), que existem por si possuem. Aristóteles fala em substância primeira para referir-se aos seres ou sujeitos
mesmos e são percebidos de maneira imediata;
individuais realmente existentes, com sua essência e seus acidentes (por exemplo,
üSubstância Segunda: são os sujeitos universais (espécies e gêneros) que não existem por Sócrates); e em substância segunda para referir-se aos sujeitos universais, isto é,
si mesmos (dependem dos indivíduos para existirem) e que são apreendidos apenas pelo
pensamento . gêneros e espécies que não existem em si e por si mesmos, mas só existem

- Gênero: animal – Substância Segunda. encarnados nos indivíduos, podendo, porém, ser conhecidos pelo pensamento.
Assim, por exemplo, o gênero “animal” e as espécies “vertebrado”, “mamífero” e
- Espécie: homem – Substância Segunda.
“humano” não existem em si mesmos, mas existem em Sócrates ou através de
- Indivíduo: Sócrates – Substância Primeira.
Sócrates (CHAUI, 2003, p. 280).
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]

Categorias do Ser: Essência e Acidentes Teoria da Causa Substancial e Acidental

Ü Classificação das categorias: Ü Análise das categorias – “p”:


As categorias são os atributos mais gerais que se podem conferir ao ser, isto é, são a
última classe de coisas designáveis por palavras. São também as formas mais S é “p”
elementares do ser, as que constituem a mínima forma indispensável para que o
ser... seja. As dez categorias aristotélicas são:
Ä Dado como exemplo as proposições abaixo, observe:
1ª. categoria de substância [segunda]; 6ª. categoria de tempo;
Sócrates é filósofo Acidente
Ä Logo:.
2ª. categoria de quantidade; 7ª. categoria de ação;
A matéria e a forma por si só são, em
3ª. categoria de qualidade; 8ª. categoria de paixão; Sócrates é legal Acidente relação aos seres contingentes,
imperfeitas. A perfeição ocorre somente
4ª. categoria de relação; 9ª. categoria de posição; e, Sócrates é homem Substância com a unidade de ambas que formam o
5ª. categoria de lugar; 10ª. categoria de estado, isto é, de posse. Sínolo
Sócrates é mortal Substância
N A primeira categoria é a única substancial, universal e necessária. As outras Sócrates é feio Acidente Sínolo [perfeito]: Matéria + Forma
nove são categorias acidentais, particulares e possíveis.
Prof. Juliano Batista [email protected]

Referências Bibliográficas

ABBAGNANO, Nicola. História da Filosofia. Lisboa: Presença, 1992.


ARANHA, M. L. & MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2003.
CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2003.
CHALITA, G. Vivendo a filosofia. São Paulo: Atual, 2002.
COTRIM, G. Fundamentos da filosofia. São Paulo: Saraiva, 2002 [e 2006].
GILES, T. R. Introdução à Filosofia. São Paulo: EDUSP, 1979.
MANDIN, B. Curso de filosofia. Os filósofos do ocidente. São Paulo: Paulus, 1982.
OLIVEIRA, A. M. (org.). Primeira filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1996.
REZENDE, A. (org.). Curso de filosofia; para professores e alunos dos cursos de
segundo grau e graduação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2002.

Você também pode gostar