Aristóteles de Estagira - Metafísica 4 Slides
Aristóteles de Estagira - Metafísica 4 Slides
com
Ä Portanto:
A Metafísica ou Filosofia Primeira, que em Aristóteles é uma ciência, possui como
De volta a Atenas, em 335 a.C., treze anos depois da morte de Platão, Aristóteles fundava, perto objeto de estudo a substância ou essência das coisas – seres/entes contingentes.
do templo de Apolo Lício, a sua escola. Daí o nome de Liceu dado à sua escola.
Ü Atenção:
ÊObjetivo: demonstrar tudo aquilo que determina a realidade do ser. Ou seja:
explica como surgem os seres contingentes ou sensíveis. Para tanto, uma causa final A Causa Final é entre as causas aristotélicas a mais importante, pois é para ela
motiva uma causa eficiente a aplicar na causa material uma causa formal. que as coisas tendem.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]
Ä A relação da Filosofia Primeira e da Filosofia Segunda: Ser Ato-Puro [sempre imóvel]: é o próprio Motor Imóvel, “Ser” que sempre foi idêntico a si
mesmo, por isso nunca se moveu - é desde o início realizado, ou seja, o Motor Perfeito
Filosofia Primeira: relação com a Metafísica: Ato/O que o Ser é [“Deus”], é o que é, pois jamais teve ou terá potencialidades. Além disso ele contém em si
mesmo, em Ato, a perfeição que imprime os demais seres ditos contingentes/sensíveis.
Filosofia Segunda: relação com a Física: Potência/O que o Ser deverá ser
ð Ato = Morfos = Perfeito = Estático = Imutável Seres contingentes [movem-se rumo ao imóvel]: são seres que nem sempre existiram, por
J Para ajudar: isso não são realizados por completo, tendo uma finalidade [thelos] que é encontrar a forma
ð Potência = Hylé = Imperfeito = Dinâmico = Mutável mais perfeita, a saber: o ato final ou a entelécheia. São classificados em naturais e artificiais.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]
Ä “Deus” em Aristóteles como... Ä Exemplo de thelos dado pelo Motor Imóvel aos seres contingentes:
Para cada ser contingente (gênero, espécie e indivíduo) existe uma entelequeia
3. Pensamento de pensamento (nóesis). Ele é (realização de um Ato Final) própria, dada pelo seu thelos [fim] próprio. Portanto, a
pensamento puro; a atividade de pensar em sua forma natureza dos seres agem sempre tendo em vista um thelos, uma finalidade... pois o
mais elevada, pois não há um objeto externo ao qual se thelos é a causa final do devir, e a causa final é o motor do movimento.
dirige, na medida em que contempla a si mesmo sempre.
ÊVeja o exemplo abaixo:
4. Movimento à distância. Ele “move” os seres
contingentes à distância. O significa que, embora não Ato Inicial Ato Final
haja uma interação direta, sua presença como o princípio
organizador e a causa final, influencia tudo o que existe. Semente Árvore
Logo, os seres contingentes (aqueles que existem, mas O resultado
Olhos Visão
poderiam não existir) são atraídos para a perfeição e final é a
ordem que ele representa. Peixe Nadar entelékheia.
O Primeiro Motor por Feto Pessoa
Rafael Sanzio.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]
1º. Seres Naturais 1º. Seres naturais: viventes... „ Essas três almas apresentam diferentes graus de
complexidade e capacidade do ser. Cada tipo de
§ Não viventes: não possuem alma. - Plantas: Alma Vegetativa.
alma é uma expressão da forma que dá vida ao
- Animais: Alma Sensitiva. corpo correspondente, e todas estão interligadas na
hierarquia da vida, com a alma racional ocupando o
- Homens: Alma Intelectiva.
nível mais elevado.
2º. Seres Artificiais § Não viventes: não possuem alma.
Ø Da não-contradição: uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, sob o mesmo
aspecto. Sua representação é ~ (A ^ ~A) ou ¬ (A ^ ¬A). Ü Se liga no sentido de cada princípio!
- Sócrates
es é racional.
rac [V/F] - Identidade: o ser é
ÄExemplos: - Sócrates é racional
al e irracional. e [e] - Não-contradição: o ser é e não pode deixar de ser. Sol negro, de 1978, gravura de Heloísa Pires
- Sócrates é não-racional. [F/V] Ferreira que serve como exemplo visual do
- Terceiro Excluído: o ser é ou não é. silogismo. CHAUI, M. Convite à Filosofia, p.
110.
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]
„ Exemplos:
4Todo homem é mortal: é proposição, pois pode ser acrescentado V ou F. Neste
caso é (V) e dedutiva;
4Todo homem é imortal: é proposição, pois pode ser acrescentado V ou F. Neste
caso é (F) e dedutiva;
nal e irracional.
- Sócrates é racional nal ou não-racional.
- Sócrates é racional 4Maria é bonita: é uma proposição, pois pode ser acrescentado V ou F. Neste caso...
----- -----
Ah! Neste caso sabe-se que ou é V ou é F, mas não dá para deferir, por isso é
Sócrates é racional Sócrates é racional.
indutivo.
e ou
Sócrates é irracional Sócrates é não- racional. 4Proibido fumar: não é proposição, pois não pode ser acrescentado V ou F;
---- -----
Sócrates é racional e Sócrates é irracional Sócrates é racional ou Sócrates é não-racional. 4Não pise na grama: não é proposição, pois não pode ser acrescentado V ou F.
è Substância é o substrato ou o suporte onde se realizam a matéria-potência, a - O Acidente, por sua vez, é aquilo que não é necessário em um ser, sem o qual o
forma-ato, onde estão os atributos essenciais e acidentais, sobre o qual agem as ser não deixa de ser o que é, seja pela ausência ou pela presença (ex.: homem
quatro causas (material, formal, eficiente e final) e que obedece aos três
negro, branco, alto, baixo, gordo, magro, rico, pobre). São atribuições que se
princípios lógico-ontológicos (identidade, não-contradição e terceiro excluído);
em suma, é o Ser (CHAUI, 2003, p. 280). referem ao indivíduo, mas não o definem. Veja mais sobre “Substância e Categorias em Aristóteles”. Brasil
Escola UOL - adaptação nossa.
- Gênero: animal – Substância Segunda. encarnados nos indivíduos, podendo, porém, ser conhecidos pelo pensamento.
Assim, por exemplo, o gênero “animal” e as espécies “vertebrado”, “mamífero” e
- Espécie: homem – Substância Segunda.
“humano” não existem em si mesmos, mas existem em Sócrates ou através de
- Indivíduo: Sócrates – Substância Primeira.
Sócrates (CHAUI, 2003, p. 280).
Prof. Juliano Batista [email protected] Prof. Juliano Batista [email protected]
Referências Bibliográficas