UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Instituto de Educação á Distância
Trabalho de Campo da Disciplina de Fundamento da Teologia Católica -2° Ano-2024
Tema: O Papel da inteligência artificial na vida da Igreja.
Nome de Estudante: Angelina Julião Almeida
Código: 708237906
Licenciatura em Administração Pública
Turma: A
Fundamento da Teologia Católica
2º Ano
Tutor: Mestre Isaque Eugénio Mangala
Beira, Maio de 2024
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Instituto de Educação á distância-Beira
Licenciatura em Administração Pública
Cadeira: Fundamento da Teologia Católica
Tutor: Mestre Isaque Eugénio Mangala
Discente: Angelina Julião Almeida
Beira, Setembro de 2024
Categorias Indicadores Padrões Classificação
Pontuaçã Nota Subtota
o máxima do l
tutor
Estrutura Aspectos Capa 0.5
organizacionais
Índice 0.5
Introdução 0.5
Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Conteúdo Introdução Contextualização 1.0
(Indicação clara
do problema)
Descrição dos 1.0
objectivos
Metodologia 2.0
adequada ao
objecto do
trabalho
Análise e Articulação e domínio 2.0
discussão do discurso académico
(expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Revisão bibliográfica 2.0
nacional e internacionais
relevantes na área de
estudo
Exploração dos dados 2.0
Conclusão Contributos teóricos 2.0
práticos
Aspectos Formatação Paginação, tipo e 1.0
gerais tamanho de letra,
paragrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA 6ª Rigor e coerência das 4.0
Referências edição em citações/referências
Bibliográficas citações e bibliográficas
bibliografia
Índice
1. Introdução...................................................................................................................................................1
1.1. Objectivos do Trabalho............................................................................................................................2
1.1.1. Objetivo geral.......................................................................................................................................2
1.1.2. Objetivos específicos............................................................................................................................2
1.2. Metodologia.............................................................................................................................................2
2. Análise e discussão (Revisão da Literatura)...............................................................................................3
2.1. Dignidade da pessoa humana...................................................................................................................3
2.2. Consciência do bem e do mal..................................................................................................................4
2.3. Tecnologia na actualidade.......................................................................................................................5
3. Conclusão...................................................................................................................................................7
Referências bibliográficas..............................................................................................................................8
1. Introdução
Em termos legais, a dignidade da pessoa humana trata-se de um princípio universal previsto na
declaração universal dos direitos humanos, trata-se portanto de um direito assegurado a todos os
indivíduos, em virtude de tratar-se de uma característica típica da própria condição de ser
humano. Assim sendo, sendo nós humanos, temos a garantia, em todas as esferas dos direitos,
que a nossa dignidade seja respeitada, sendo assegurado um mínimo existencial.
Portanto, a dignidade humana é a excelência que cada pessoa humana possui por ser criada com
inteligência e livre arbítrio. Todos possuem esta dignidade por terem a mesma vocação à
comunhão com a Santíssima Trindade. Esta comunhão com Deus é iniciada pela nossa
incorporação no Corpo Místico de Cristo no batismo.
Isto nos confere uma nova dignidade, a dignidade cristã. Tanto a nossa dignidade humana como a
nossa dignidade cristã estão em potência a uma dignidade moral, isto é, à dignidade que
adquirimos pela obediência ao plano de Deus. Assim, qualquer ser humano cristão (católico ou
não) deve reflectir antes de se posicionar diante de qualquer tipo de lei, ou comportamento social,
que atente o valor da vida humana, ou mesmo que manipule o decurso normal da concepção da
vida humana, conforme manda a lei divina.
O termo tecnologia pode incluir desde as ferramentas mais simples, e os processos mais
complexos já criados pelo ser humano, tais como computador, telefone, internet e outras
ferramentas. Essas ferramentas tem afectado muitos campos da nossa vida incluindo na religião.
Hoje em dia, mediante as grandes redes de comunicação pode-se acompanhar uma conferência
ou participar de uma cerimónia religiosa de forma remota, sem precisar de deslocar para o local.
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1.1. Objectivos do Trabalho
1.1.1. Objetivo geral
Conhecer o Papel da inteligência artificial na vida da Igreja.
1.1.2. Objetivos específicos
Falar da Dignidade da pessoa humana.
Descrever a Consciência do bem e do mal.
Explicar Como a Tecnologia pode influenciar a vida da igreja na actualidade.
1.2. Metodologia
A metodologia a ser utilizada para esse trabalho vai basear-se em revisão documental e revisão
bibliográfica, método este que segundo Minayo (2010, p. 271), oferecerá um rol de bases que
sustentam as possíveis soluções dum problema, portanto com este, o estudante procurou bases
teóricas que falam e sustentam de alguma maneira sobre as matérias em estudo. Portanto o
trabalho vai comportar a seguinte estrutura: Introdução, analise e discussão de dados/informação,
conclusão e referências bibliográficas.
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2. Análise e discussão (Revisão da Literatura)
2.1. Dignidade da pessoa humana
A antropologia bíblica não conheceu propriamente o conceito de pessoa, mas seu conteúdo
relacional. Ela teve acesso àquilo que o conceito expressa. Na visão bíblica, o ser humano, como
imago Dei, seria concebido mediante a sua relação com Deus (inferioridade e dependência), com
o mundo (superioridade) e com o outro (igualdade).
Segundo Tomas de Aquino (2001), a relação do ser humano com Deus (dimensão teologal) seria
o fundamento da percepção de sua dimensão transcendente em relação ao mundo e de igualdade
em relação ao outro, ao semelhante.
É na encarnação de Jesus Cristo que se ratifica, definitivamente, o valor supremo da pessoa
humana. Na encarnação, Deus assume a carne humana para conduzi-la à perfeição e à
divinização. A dignidade humana é assumida por Deus e elevada ao seu grau máximo de
realização e de reconhecimento. Jesus assumiu e plenificou a dignidade e o valor de toda e cada
pessoa humana. O valor de toda pessoa humana é igual, pois cada uma tem um fundamento
divino.
O ser-pessoa fundamenta-se em Deus e se realiza no âmbito interpessoal. A garantia de que o ser
humano é capaz de manter uma relação amorosa com Deus, escutando-o e respondendo-lhe,
verifica-se no fato de se relacionar e se comunicar amorosamente com o seu próximo. O ser
humano é alteridade, abertura comunicativa e dialogia na relação com Deus e com o próximo. A
abertura ao Grande Outro supõe uma abertura ao outro, imagem e visibilidade de Deus:
"Se alguém disser: ‘amo a Deus, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso: pois quem não
ama seu irmão, a quem vê, a Deus, a quem não vê, não poderá amar [...] aquele que ama a
Deus, ame também o seu irmão" (1Jo 4,20-21).
Portanto, todo ser humano, imagem de Deus, é igual porque tem Deus como realidade-fundante
de seu ser pessoal. Não sou eu que outorgo o caráter pessoal ao outro, mas Deus, que
primeiramente se dirigiu a ele e fundou sua personalidade. O ser humano é uma realidade
abreviada daquilo que Deus é. "O homem é maneira finita de ser Deus”.
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A dignidade humana é a excelência que cada pessoa humana possui por ser criada com
inteligência e livre arbítrio. Todos possuem esta dignidade por terem a mesma vocação à
comunhão com a Santíssima Trindade. Esta comunhão com Deus é iniciada pela nossa
incorporação no Corpo Místico de Cristo no batismo. Isto nos confere uma nova dignidade, a
dignidade cristã. Tanto a nossa dignidade humana como a nossa dignidade cristã estão em
potência a uma dignidade moral, isto é, à dignidade que adquirimos pela obediência ao plano de
Deus.
É precisamente por esta vida virtuosa que alcançamos a nossa dignidade definitiva, nossa
comunhão perfeita com Deus. O bem comum tem como fim facilitar a vida virtuosa de cada
pessoa, facilitar a caminhada em direção a nossa dignificação definitiva com Deus, e isto, na
sociedade perfeita, na Comunhão dos Santos
Para Santos (s/d) a vida humana possui um valor pleno e essencial. Esse valor está muito além de
um utilitarismo prático, funcional. Trata-se na verdade de um nível ontológico de valor. Ao nos
criar, Deus não tendo nada mais belo para se inspirar, olhou para si mesmo. Essa atitude de
predileção Divina expressa nos discursos de Jesus deixou mesmo os judeus do seu tempo de boca
aberta: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim
também vós deveis amar-vos uns aos outros” (João 13,34).
Segundo os conhecimentos adquiridos na teologia católica, é possível concluir por que a Igreja
católica, como discípula e esposa de Cristo, nunca, jamais irá aprovar leis ou movimentos que
tentem contra a vida humana. Essas ideologias assassinas estão muito próximas a nós, são
difundidas por meio de propagandas, programas de TV, filmes, seriados, novelas, etc… vêm
ainda na forma de campanhas de Aborto, Eutanásia, Pena de morte, suicídio assistido, pílulas do
dia seguinte, etc.
Portanto, qualquer ser humano cristão (católico ou não) deve reflectir antes de se posicionar
diante de qualquer tipo de lei, ou comportamento social, que atente o valor da vida humana, ou
mesmo que manipule o decurso normal da concepção da vida humana, conforme manda a lei
divina.
2.2. Consciência do bem e do mal
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A consciência é um fenômeno biológico e devemos conceber como parte de nossa história
biológica, assim como a digestão, o crescimento, a mitose e a meiose. Entretanto Searle (2010)
demonstra que a consciência tem algumas particularidades que não são observadas em outros
fenômenos biológicos.
Portanto, a consciência é equiparada a razão quando permite acesso ao conhecimento do Bem e o
mal, associa-se a vontade livre do agir humano na medida em que acata o Bem e rejeita o Mal. É
algo inato, que nasce com o individuo num aspecto rudimentar de forma simples ou adquirido
pelo facto desta, tender a evoluir nos aspectos da interacção com os factos vividos.
Na classificação de Aranha et al. (2005), consciência imediata é a percepção imediata mais ou
menos clara, pelo sujeito, daquilo que se passa nele mesmo ou fora dele (sinônimo de consciência
psicológica). A consciência espontânea é a impressão primeira que o sujeito tem de seus estados
psíquicos. Difere da consciência reflexiva, ou seja, do retorno do sujeito a sua impressão
primeira, permitindo-lhe distinguir o seu Eu de seus estados psíquicos. Campo de consciência é o
conjunto dos fatos psíquicos presentes na consciência do indivíduo
Portanto, a consciência se manifesta e se realiza nos actos do ser humano. E este se desenvolve a
luz do conhecimento objectivo, que reconhece o sentido e o valor das coisas. Isto se verifica de
maneira especial no nível da ratio, quer dizer, da inteligência discursiva que expressa a natureza
das coisas. O homem não pode subtrair-se à aparição dos significados e dos valores éticos; isto é,
a pessoa não pode esquivar a necessidade de trabalhar humanamente e de realizar uma opção
entre diversos valores limitados que se assomam à consciência objectiva.
Portanto, a bíblia nos ensina que quando Deus criou o Mundo Gn, 1:1, posteriormente criou o
Homem e o colocou no Jardim de Éden, onde tinha muitas arvores dentre as quais estavam a
arvore do conhecimento do bem e do mal. No momento que o Homem Come do fruto da árvore,
herda essa consciência do bem e do mal. Assim, nos seus actos quando o Homem pretende
praticar um acto mau, a consciência do bem o repreende e repudia, quando pretende praticar o
acto bom, a consciência o glorifica e o apoia.
2.3. Tecnologia na actualidade.
As tecnologias da informação e comunicação estão presentes e transformando o mundo, devendo
ser consideradas em várias esferas na vida quotidiana com destaque para a igreja, pois no
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contexto atual a sociedade depende dos recursos tecnológicos e estes fazem parte da rotina de
todos, a tecnologia provoca encurtamento de distâncias entre as pessoas.
Diante disto, a Internet se apresenta como uma ferramenta promissora para o desenvolvimento do
processo educativo, pois com esse recurso a escola abre as portas de um universo mágico aos
seus alunos, derruba as fronteiras do tempo e do espaço, possibilitando a interação com pessoas
desconhecidas em qualquer lugar do estado, do país ou do mundo.
Para Martins, Oliveira & Cassol (2005), através do computador, precisamente a internet, a
possibilidade de troca de informações tornou-se sem barreiras, colaborando e enriquecendo as
experiências de cada indivíduo.
Para Mídias (2008), o uso das redes como uma forma de interação no processo educativo amplia
a acção de comunicação entre as pessoas e o intercâmbio religioso e cultural, desta forma, a
tecnologia, proporciona a quebra de barreiras, de fronteiras e remove o isolamento entre as
pessoas.
Portanto, na actualidade as tecnologias são utilizadas para proporcionar a construção da
comunicação humana, de forma a desenvolver habilidades, adaptado de acordo com sua evolução
intelectual de cada pessoa. Seu uso é capaz de transmitir e despertar sentimentos em primeiro
momento através de sua visão, depois começam a compreender através da razão.
Entretanto, o avanço no desenvolvimento tecnológico que vê se alastrando nos últimos dias, urge
levantar uma nova forma de pensar teológico acerca dos seus limites éticos, morais e religiosos,
sobretudo em vista da sua utilização em quase todos os sectores da vida humana.
Segundo Soares (2021), o uso da tecnologia em praticamente todos os sectores da actividade
humana remete-nos ao uso dessa tecnologia no campo religioso. Do ponto de vista meramente
técnico, a tecnologia pode ser programada para desenvolver actividades próprias de sacerdotes e
líderes religiosos, como rezar uma missa, fazer uma pregação, prestar aconselhamento.
Para além disso, a tecnologia está presente em todos os sectores da actividade humana,
auxiliando e tornando melhor a vida das pessoas, permitindo um aumento do tempo de lazer e a
economia de esforços. Entretanto, não se pode deixar de tomar medidas preventivas para que essa
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tecnologia não desborde de seus objectivos reais e passe a se tornar uma ameaça para os
indivíduos ou para a colectividade.
Para isso, faz-se necessário a intervenção de teólogos, da sociedade, de cientistas, de políticos, de
autoridades em geral para que esse processo de utilização da tecnologia resulte em benefícios
para a espécie humana e seja conduzido de forma moral, ética e responsável.
3. Conclusão
Depois de uma leitura minuciosamente conduzida em Módulo da cadeira, manuais, artigos e links
da internet sobre o tema: “Papel da inteligência artificial na vida da Igreja” conclui-se que os
objectivos do presente trabalho foram alcançados pois foi possível perceber que, a dignidade da
pessoa humana é a qualidade intrínseca e distintiva de cada ser humano que o faz merecedor do
mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade, implicando, neste sentido,
um complexo de direitos e deveres fundamentais que assegurem a pessoa tanto contra todo e
qualquer ato de cunho degradante e desumano, como venham a lhe garantir as condições
existenciais mínimas para uma vida saudável, além de propiciar e promover sua participação
ativa e corresponsável nos destinos da própria existência e da vida em comunhão com os demais
seres humanos.
Portanto, a dignidade humana é a excelência que cada pessoa humana possui por ser criada com
inteligência e livre arbítrio. Todos possuem esta dignidade por terem a mesma vocação à
comunhão com a Santíssima Trindade. Esta comunhão com Deus é iniciada pela nossa
incorporação no Corpo Místico de Cristo no batismo. Isto nos confere uma nova dignidade, a
dignidade cristã. Tanto a nossa dignidade humana como a nossa dignidade cristã estão em
potência a uma dignidade moral, isto é, à dignidade que adquirimos pela obediência ao plano de
Deus.
Em fim, percebeu-se que na atualidade, é exequível o uso das tecnologias em varias esferas da
vida humana, devido às muitas actividades que todos desenvolvem e a distância entre as pessoas,
pode olhar para a tecnologia como ferramenta tanto para divulgar o evangelho do nosso senhor
Jesus Cristo.
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Referências bibliográficas
Aranha, et al. (2005) Temas de Filosofia. (3ª.ed). São Paulo: Moderna.
Côrte, A. R. (1994). Por um comportamento ético ou pelo cumprimento de um código de ética.
Palavra-Chave, São Paulo, n. 8, p. 18-20.
Almeida, J. F. (1987). A Bíblia Sagrada: Sociedades Bíblicas do Brasil. SP.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. (2002). Sociedades bíblicas. Porto editor.
Minayo. M, C. S. (2010) O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. (12ª ed).
São Paulo: Hucitec.
Rovira B. J. M. (2008). Pessoas divinas. In: Dicionário Teológico O Deus Cristão. São Paulo:
Paulus
Tomás de Aquino. (2001). Suma Teológica. São Paulo: Loyola.