Ficha nº 9 - Gnoseologia - Tipos de conhecimento – Teoria CVJ
- Casos de Gettier
Grupo I
1. A análise tripartida do conhecimento concebe o conhecimento enquanto:
a) Crença, verdade e justificação.
b) Verdade, fundamento e razão.
c) Verdade, crença e razão.
d) Justificação, lógica e científico.
2. Conduzir uma moto é uma forma de conhecimento…
a) Por contacto, porque se não conhecêssemos o objeto “moto” não o poderíamos conduzir
b) Prático, porque saber conduzir uma moto é um saber fazer
c) Prático, porque “saber conduzir uma moto” constitui uma proposição
d) Por contacto, porque temos um conhecimento direto da moto
3. Segundo a teoria clássica do conhecimento, são condições necessárias e suficientes para que um sujeito
conheça uma proposição que:
a) S acredite em P e P seja verdadeira.
b) S acredite em P e tenha uma justificação para creditar em P
c) S tenha uma crença em de que P.
d) S acredite em P, P seja verdadeira e S tenha uma justificação para acreditar em P.
4. De acordo com a definição clássica acerca do conhecimento, ter uma crença:
a) Verdadeira é uma condição suficiente para que haja conhecimento.
b) Verdadeira justificada é condição suficiente, mas não necessária para que haja conhecimento.
c) É condição suficiente e necessária para que haja conhecimento.
d) Nenhuma das opções anteriores.
5. Uma crença quando justificada:
a) Não implica necessariamente que seja verdadeira.
b) Tem grande probabilidade de ser verdadeira.
c) É logicamente necessária.
d) Só é verdadeira quando apoiada na perceção.
6. De acordo com a definição tripartida de conhecimento, a crença...
a) é necessária, mas não é suficiente, para o conhecimento.
b) é suficiente, mas não é necessária, para o conhecimento.
c) é necessária e suficiente para o conhecimento.
d) não é necessária, nem é suficiente para o conhecimento.
7. De acordo com a definição tripartida de conhecimento, a crença verdadeira...
a) é necessária, mas não é suficiente, para o conhecimento.
b) é suficiente, mas não é necessária, para o conhecimento,
c) é necessária e suficiente para o conhecimento.
d) não é necessária, nem é suficiente para o conhecimento.
8. De acordo com a definição tripartida de conhecimento, a crença verdadeira justificada..
a) é necessária, mas não é suficiente, para o conhecimento.
b) é suficiente, mas não é necessária, para o conhecimento.
c) é necessária e suficiente para o conhecimento.
d) não é necessária, nem é suficiente para o conhecimento.
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9. A Isabel sabe andar de mota e move-se com facilidade no Porto porque conhece bem a cidade. Estamos
perante:
a) Conhecimento saber-fazer, no primeiro caso, e proposicional, no segundo.
b) Conhecimento por contacto, no primeiro caso, e saber-fazer, no segundo.
c) Conhecimento saber-fazer, no primeiro caso, e por contacto, no segundo.
d) Conhecimento por contacto, no primeiro caso, e proposicional, no segundo.
10. Na definição tradicional de conhecimento afirma-se que:
a) Conhecer é crer justificadamente que uma proposição é verdadeira.
b) A crença associada à crença verdadeira é condição suficiente.
c) Conhecer ou saber é equivalente a crer em algo.
d) A justificação não basta para determinar se alguém conhece algo.
11. Os contraexemplos de Gettier colocam em causa:
a) A possibilidade do conhecimento humano.
b) A suficiência da crença verdadeira.
c) A possibilidade de formular certezas.
d) A definição tradicional de conhecimento.
Grupo II
De acordo com a seguinte notação — C [conhecimento por contacto), SF (saber-fazer) e P
[conhecimento proposicional) -, faz corresponder cada afirmação a um tipo de
conhecimento.
C SF P
O João conhece a cidade de Viana do Castelo.
A Rita sabe que todos os gatos são felinos.
O Miguel sabe que os triângulos são polígonos e os quadrados
também.
A Edite sabe tocar piano.
A Vitória sabe jogar xadrez.
O Francisco conhece a Holanda.
A Sara sabe que os leões são animais selvagens.
O Leonardo conhece o grupo musical Sigür Rós.
A Joana sabe conduzir o carro do pai.
O Joaquim conhece o jogo de damas
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Grupo III
Assinala o valor de verdade das afirmações seguintes justifica a tua resposta.
Afirmações V F Justificação
1. O conhecimento distingue-se da mera opinião
2. Pode haver conhecimento sem crença
3. A crença não é uma condição suficiente do
conhecimento
4. Podemos conhecer uma proposição sem que
esta seja verdadeira
5. Não pode haver conhecimento sem
justificação do que acreditamos ser
verdadeiro
6. “Acredito que Mourinho é treinador do Real
de Madrid. Logo sei que que o Mourinho é o
treinador do Real de Madrid
7. Acredito que amanhã o Sol vai nascer. Logo, é
verdade que o Sol vai nascer.
8. A proposição “Mourinho é treinador do Real
de Madrid” é verdadeira. Logo, o Miguel sabe
que é verdade que Mourinho é o treinador do
Real de Madrid.
9. O Manuel sabe que a Joana está no café. Logo
Joana está no café.
10. Crença e conhecimento não são a mesma
coisa
11. A minha crença de que o “Sol vai nascer
amanhã está justificada”, logo constitui um
conhecimento
Grupo IV
«Que significa dizer que alguém conhece alguma coisa? Para responder claramente a isto,
temos primeiro de especificar com precisão o que está a ser perguntado, pois a palavra
"conhecer" tem uma grande variedade de usos e significados.»
Cornman, Lehrer, Pappas, Phi/osophica/ Problems and Arguments: An Introduction,
lndianápolis, Hackett Publishung Company, 1987, p. 42 (adaptado).
1. Esclarece os diferentes sentidos do que se entende por conhecimento e dê exemplos.
2. Crença e conhecimento não são a mesma coisa. Porquê?
3. Joana acredita que Londres é a capital de Itália. Por que razão não se pode dizer que
possui um conhecimento
4. Manuel sabe que joana está no café. Logo, Joana está no café.
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5. «Para haver conhecimento, a crença verdadeira é suficiente.» Será esta afirmação
verdadeira? justifica a tua resposta, recorrendo a um exemplo.
6. “0 relógio da igreja da sua terra é bastante fiável e costuma confiar nele para
saber as horas. Esta manhã, quando vinha para a escola, olhou para o relógio e viu
que ele marcava exatamente 8h20min. Em consequência, formulou a crença de que
eram 8h20min. O facto de o relógio ter sido fiável no passado justifica a sua crença.
Contudo, o relógio havia avariado no dia anterior , ficando os ponteiros
a assinalar 08:20”
O que se pretende com este exemplo?
7. João não sabe nada de futebol, mas gosta de falar sobre tudo e mais alguma coisa.
Certo dia, na véspera de um jogo entre o Benfica e o Sporting, afirma que o Benfica vai
ganhar. Quando lhe perguntam por que razão acredita nisso, responde: Porque sim!
Acontece que o Benfica ganha ao Sporting. João teve por conseguinte uma crença verdadei
ra. Será que podemos dizer que possuía um conhecimento desse facto, que sabia que o
Benfica ia ganhar?
8. Miguel acredita que o seu pai está em casa e espera encontrá-lo quando egressar
porque ele disse que ficaria todo o dia em casa a preparar uma conferência. Contudo
teve de se ausentar para ir à biblioteca municipal consultar um livro. Ao chegar a casa,
Miguel não encontra o pai.
O que nos diz esta história acerca das relações entre crença e justificação?
Grupo V
A. A O objeto de estudo da epistemologia é a definição tradicional de conhecimento.
B. Conhecer o local da papelaria da escola traduz conhecimento por contacto.
C. Se afirmo saber que dois é um número par, expresso conhecimento proposicional.
D. O saber-que implica, forçosamente, valor de verdade, isto é, crença suscetível de ser
verdadeira.
E. O saber-como pode envolver saber-que, mas não é forçoso que assim seja.
F. O conhecimento por contacto pode envolver conhecimento proposicional.
G. A teoria CVJ diz respeito ao conhecimento por aptidão ou saber-como.
H. A crença é condição necessária e suficiente de todo o conhecimento.
I. Basta que exista uma crença verdadeira para que haja conhecimento.
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J. A inexistência de crença verdadeira é suficiente para não haver conhecimento.
K. Só crenças verdadeiras são conhecimento, mas é possível acreditar em crenças falsas.
L. Às crenças que não correspondem aos factos chamamos conhecimento falso.
M. As crenças falsas ou injustificadas não podemos chamar conhecimento.
N. Aquele que possui uma crença falsa pode ter boas razões para acreditar.
O. A inexistência de justificação é condição suficiente para não haver conhecimento.
P. A existência de boas razões para acreditar é condição necessária do conhecimento.
Q. Gettier afirma que acertar por mero acaso ou coincidência é conhecimento.
R. Gettier rejeita a ideia do conhecimento como crença verdadeira justificada.
S. Gettier apresenta uma quarta condição necessária para que haja conhecimento.
T. Gettier rejeita que a justificação seja condição necessária ao conhecimento.
U. Gettier rejeita que crença e verdade sejam condições necessárias ao conhecimento.
V. Para Gettier, a definição tradicional de conhecimento é completa e inquestionável.
W. Para Gettier é possível existir conhecimento sem que haja boas razões para acreditar.
X. Para Gettier, a definição tradicional de conhecimento pode não ser satisfatória.
Y. Para Gettier, sei que p quando acredito justificadamente em algo verdadeiro.
Z. Para Gettier, há contra-exemplos que refutam a teoria tradicional de conhecimento.
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