0% acharam este documento útil (0 voto)
12 visualizações10 páginas

Trabalho Ev150 MD1 Sa104 Id189 28072021191706

O documento discute a importância da leitura e das práticas pedagógicas na formação de leitores literários na Educação Básica, enfatizando a adaptação de clássicos literários para torná-los mais acessíveis e relevantes para os alunos. A pesquisa destaca o papel crucial do professor em despertar o interesse pela leitura e em utilizar metodologias que promovam uma compreensão crítica das obras. Através de reflexões e análises, o trabalho propõe que a literatura deve ser integrada ao ensino de forma a enriquecer a formação cultural e cidadã dos estudantes.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
12 visualizações10 páginas

Trabalho Ev150 MD1 Sa104 Id189 28072021191706

O documento discute a importância da leitura e das práticas pedagógicas na formação de leitores literários na Educação Básica, enfatizando a adaptação de clássicos literários para torná-los mais acessíveis e relevantes para os alunos. A pesquisa destaca o papel crucial do professor em despertar o interesse pela leitura e em utilizar metodologias que promovam uma compreensão crítica das obras. Através de reflexões e análises, o trabalho propõe que a literatura deve ser integrada ao ensino de forma a enriquecer a formação cultural e cidadã dos estudantes.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
Você está na página 1/ 10

PRÁTICA PEDAGÓGICA E ADAPTAÇÃO DOS CLÁSSICOS LITERÁRIOS:

REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO DO LEITOR NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Ana Beatriz Rangel Urbano 1


Vitória Araújo Mesquita ²

Resumo: A Leitura é um processo de prática, compreensão e interpretação no qual o indivíduo


obtém informações sobre diversos contextos que envolvem o mundo. É na infância que os
indivíduos são leitores em formação, pois estão constantemente aprendendo e se desenvolvendo
nas mais diversas expressões da natureza e da cultura. Nesse sentido, o presente trabalho
discorre sobre práticas pedagógicas de leituras clássicas para a formação do leitor literário na
Educação Básica. Partindo dessa perspectiva, o objetivo de estudo é apresentar e trazer
reflexões a respeito dessas práticas dentro da sala de aula, visto que alunos no atual contexto
escolar tendem a taxarem as leituras clássicas algo não muito importante para a sua vida como
ser humano e também, leitor. Além disso, trazer abordagens sobre a importância da leitura nas
salas de aula, o ensino da atual Literatura, a formação desse leitor e o papel do professor nesse
processo. Diante disso, a metodologia usada foram pesquisas bibliográficas, tendo como
principais fundamentos os estudos de Aguiar e Bordini (1998), Saujat (2004), Calvino (2007),
Machado (2002) e outros autores que contribuíram para a discussão e compreensão sobre os
aspectos de práticas pedagógicas e adaptações de clássicos literários para a formação do leitor
de alunos na Educação Básica.
Palavras-Chave: Clássicos. Literatura. Prática Pedagógica. Reflexões.

INTRODUÇÃO

A Leitura é um processo de prática, compreensão e interpretação em que o


indivíduo por meio desse processo obtém um conjunto de informações que se
armazenam em sua mente, adquirindo através do ato da leitura vivências e experiências,
a ter um olhar diferente com o mundo a sua volta e havendo uma melhor interação com
outros indivíduos.

Nesse processo, o sujeito encontra-se com maneiras diferentes de dificuldades,


seja no entendimento do que se ler, na interpretação, na organização de ideias,
argumentações e, assim, todas as pessoas tornam-se leitores em formação de alguma

1
Graduanda em Letras-Libras pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA, São Luís, Maranhão,
Brasil.
[email protected]
² Graduanda em Letras-Libras pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA, São Luís, Maranhão,
Brasil. [email protected]
forma, pois estão constantemente aprendendo e se desenvolvendo como leitor. Como
forma de incentivar a leitura, a família deve ser o pilar dessa formação e a escola, dar
seguimento.

Muitas vezes por não haver influência dentro de casa, no ambiente escolar, os
alunos tendem a “tachar” a leitura uma prática entediante, principalmente literaturas
clássicas, assunto a ser tratado nesse trabalho.

Para esses, as literaturas clássicas podem não atender as expectativas e ser tão
significativas para a realidade que vivem, por isso consideram ser leituras “chatas” e
“entediantes”. Além disso, a falta do interesse por conhecer a cultura dessas obras
clássicas não se torna tão importante, visto que, muitas vezes essas literaturas não são
apresentadas e trabalhadas de maneira satisfatória em sala de aula, sendo bastante
complexo para o entendimento. Então, cabe ao professor a função de demonstrar de
forma eficaz e fazer com que a leitura de literaturas clássicas não seja só uma questão de
obrigação, mas que venham despertar essa autonomia e o prazer em buscar e se
aprofundar, de envolver o aluno para que o aprendizado da Literatura não seja
enfadonho e perdido.

Diante disso, para apresentação acerca das reflexões da prática pedagógica e


adaptação dos clássicos literários para a formação do leitor na Educação Básica, este
trabalho encontra-se dividido em três tópicos junto a conclusão final. O primeiro tópico
irá apresentar a respeito do ensino atual da Literatura. O segundo sobre a formação do
leitor literário na Educação Básica e as adaptações das obras literárias. E por fim, o
terceiro tópico irá discorrer a respeito do papel do professor e da escola nesse processo
como prática pedagógica.

O ENSINO ATUAL DA LITERATURA


Os textos literários abordam uma história da vida de algum personagem, de um
lugar ou de uma situação e, principalmente fazem uma crítica ou relação com a
problemática social e política brasileira e mundial. Segundo Cereja (2004), ensinar
Literatura é propiciar ao aluno o conhecimento da vida e da época dos autores e suas
obras, mostrando a relação entre elas.
Para Martins (2009), a literatura se configura em estudar uma obra literária e sua
organização estética. De acordo ainda, com a autora, as teorias literárias “questionam
abordagens formalistas, estruturalistas, biográficas que valorizam a voz do aluno no ato
da recepção textual”. O que se espera é que esse aluno seja capaz de compreender,
construir seu senso crítico e argumentar a leitura.

Cafiero e Corrêa (2009, p.157), afirmam que “até meados dos anos 1970, a
literatura tinha status privilegiado no ambiente escolar. Os textos que circulavam nos
livros didáticos, assim como os selecionados pelos professores, eram, majoritariamente,
os de caráter literário”, porém pode-se observar que essa maneira de ensinar literatura
nem sempre acontece, porque em geral o professor acaba substituindo os livros
didáticos por textos mais simplificados, como fragmentos de textos ou resumos.

De acordo com Costa da Silva (2016), as literaturas são trabalhadas sem muitas
estratégias teóricas e metodológicas em sala de aula pelos professores, que auxiliem nas
práticas pedagógicas, sendo um grande desafio estimular o aluno a ter conhecimento
amplo, uma visão diferente e positiva da literatura.

O texto literário é indispensável para o ensino /aprendizagem da leitura e,


evidentemente, para a formação do gosto literário, direito de todo e qualquer
cidadão e dever do ensino fundamental. Não se trata apenas de incluí-lo na
programação cotidiana, mas de lhe dar o devido destaque cultural e
pedagógico, seja na criteriosa seleção do que se oferece ao aluno, que não
pode deixar de lado a história e a característica dos cânones, seja no
tratamento didático dado ao estudo de texto. (RANGEL, 2003, p.138)

Dosar o ensino da literatura nem sempre é o caminho para se aprendê-la. É bem


verdade que esse ensino tem mudado no âmbito escolar, ofertando livros mais voltados
a realidade dos jovens, visto que pode levar a questões mais significativas para eles.
Para Perrone-Moisés (2006), a literatura teria um deslocamento quanto a pedagógica do
ensino, no qual não estaria voltado para conteúdos culturais e sim, apenas por uma
distração.

Ademais, podemos observar que o ensino da atual literatura está mais centrado
para a “gramática, redação, interpretação reprodutivas” (AGUIAR, BORDINI, 1988),
como ensinos complementares da literatura, deixando de lado as teorias literárias, sem
exercícios ou técnicas voltados para conhecer a obra e o autor, seus escritos e o período
histórico que pertenceu, isto é, obtendo um real aprofundamento nas obras literárias.
Professores de literatura devem incentivar posturas críticas e diálogos entre seus
alunos, mas sem utilizarem de atividade repetitivas. Também precisam buscar uma
maneira de adaptar o ensino da literatura para instigá-los a terem interesse dos mesmos.
Conforme Aguiar e Bordini (1988), os procedimentos metodológicos são eficazes à
medida que o professor tem certo domínio no conhecimento sobre a literatura, além de
embase teórica, para que o ensino não se torne um enfardo.

Dessa forma, técnicas e atividades diversificadas para desenvolver o ensino


precisam ser postos em prática, mesmo que livros didáticos sejam muito mais presentes
que as obras literárias. Para Perrone-Moisés (2006), o docente, além de dedicar-se com
competência, deve incluir maneiras inéditas de estudar as obras literárias em suas aulas,
mesmo que o processo seja difícil.

De acordo com Aguiar e Bordini (1988), os professores devem buscar muitos


outros meios de ensinar a literatura e fazer com que o aluno possa debater em sala de
aula e ter senso crítico apurado; em procurar dinâmicas e estratégias de ensino,
recomendar leituras práticas para que o aluno tenha o gosto e prazer pelos livros. Além
de aprofundar e utilizar de livros literários como metodologia de ensino.

A FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO NA EDUCAÇÃO BÁSICA E


ADAPTAÇÕES DAS OBRAS CLÁSSICAS

Compreender a relevância de Literatura no espaço escolar é reconhecer o seu


papel na formação das sociedades. Para Candido (2004) a Literatura é universal,
presente em todas as culturas e por meio de obras, retrata diversos estágios da
humanidade e características temporais. Para além disto, podemos contar com o seu
caráter humanista, podendo despertar nos sujeitos a capacidade de enxergar questões
sociais e desenvolver seu senso crítico.
Para Buse (2012) o atual processo do ensino de Literatura ofertado nas escolas,
especialmente aos alunos do ensino médio, não busca ofertar estímulos aos
adolescentes por trabalhar somente com fragmento de obras, dando ênfase somente ao
ensino do percurso histórico da Literatura, reforçando assim o pouco interesse já
existente da leitura. Dando ênfase, Calvino (2007) apresenta-nos de forma objetiva que
levando em consideração características da juventude, como suas distrações e
impaciências, afirma que em idade mais madura, toda releitura de um clássico é uma
leitura de descoberta como a primeira.
T.S Eliot, referenciado na obra Altas Literaturas, trabalho de Leyla Perrone-
Moisés, classifica que os clássicos e sua leitura “só podem ocorrer quando a sociedade
está madura, bem como a maturação da língua e da literatura também”.
Bordini e Aguiar (1988) afirmam que os livros literários, de forma abrangente
nos favorecem nas descobertas de sentidos, indicando a totalidade de riquezas
polissêmicas que encontramos na Literatura, oferecendo o prazer do ato da leitura, bem
como reflexões pessoais extraídas destas obras. Portanto, em concordância ao
posicionamento de Calvino (2007) “livros que exercem uma influência particular
quando se impõe como inesquecíveis”, entram em unanimidade.
Levando em conta o interesse existente na formação do aluno como cidadão,
bem como o desenvolvimento de competências que estimulem senso de criticidade, tais
expectativas continuaram no âmbito do fracasso se o ensino da Literatura permanecer
defasado, onde não priorizam o aprofundamento das obras, bem como a preterição de
uma prática leitora proveitosa. Na visão de Lena Lois (2010) se a prática da leitura não
estiver agregada ao ensino, não prejudicará somente a formação cidadã, mas também a
autonomia no que diz respeito à intervenção e inserção cultural.
Machado (2002) enfatiza que a formação do jovem leitor precisa ser estimulada
na infância por seus responsáveis e professores, pois estes são formados por aqueles
que reconhecem o valor da leitura. Considerando toda a problemática existente com a
leitura de clássicos encarados como “chatos” e “cansativos”, encara-se como uma
solução a adaptação de livros que influencie a prática da leitura, para que
posteriormente possam buscar, com mais sentido, a leitura da obra original.
A literatura possui uma linguagem especifica e é preciso considerar que a
diversidade do discurso literário é ampla e, portanto, a língua é vista de forma
bem abrangente. O Ensino de literatura dá esta contribuição extra ao trabalho
docente e à formação discente. Além do prazer, através da peculiaridade do
texto literário, é possível uma apreciação da língua materna em ampla
performance. (OSAKAB, 2004, p.50)

Outrossim, devemos refletir que a excelência de uma adaptação para alcançar


tais objetivos da formação leitora, é que ela consiga transparecer a originalidade de
uma obra, preocupando-se com as particularidades e sensações que serão transmitidas
ali. Para Vieira (2010) a adaptação virá como intuito influenciar um salto para a
iniciação de obras clássicas originais, respeitando também as particularidades do
público-alvo direcionado.
Portanto, estas adaptações servem como uma conexão inicial aos clássicos, para
que a partir dali sintam o prazer, tenham suas respectivas compreensões, reflexões e
busquem, com autonomia, aprofundar-se em prol de ampliar suas bagagens culturais
futuramente, construída com sentido. Para Machado (2002) a contribuição para a
inserção no mundo dos clássicos não é quantidade de leituras, e sim, a relevância das
obras que foram devidamente contempladas, passando a fazer parte indissociável na
essência do indivíduo.
De acordo com Monteiro (2002) em todo este processo de leitura, o professor
desempenha papel primordial e decisivo em todo o sistema literário, tornando-se mais
críticos e atuantes quando aprofundam-se em conhecer a lógica das adaptações e como
trabalhar de forma efetiva em sala de aula, que será abordado no próximo capítulo,
aprofundando todas as reflexões até aqui nas práticas pedagógicas.

O PROFESSOR, A ESCOLA E A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM PROL DA


FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO

De acordo com Soares (1991) temos duas vertentes do ensino da literatura, um


buscará uma escolarização adequada, tal qual ele define que na leitura teremos um
exercício do contexto social, e escolarização não adequada, que distanciará a leitura da
prática social, bem como contribuirá ao que foi exposto no tópico anterior, pois esta
ausência possui caráter excludente, isolando a literatura de outras disciplinas e criando
uma aversão, pois a disciplina ocorre de forma sistemática e não promovendo um real
interesse, tal quadro é o cenário atual de muitas escolas no Brasil.
Para além das dificuldades abordadas no tópico anterior deste trabalho,
devemos ressaltar também a relevância do âmbito escolar e os profissionais que
compõe como todo a escola e como estes auxiliam a formação do leitor. Bordini e
Aguiar (1988) ressaltam que a escola deve cumprir alguns requisitos, como: biblioteca
aparelhada, presença de bibliotecários, professores leitores que apliquem metodologias
adequadas ao ensino e programas que promovam a literatura, complementando este
pensamento, Saujat (2004) afirma que a eficácia das práticas educacionais deve ser
voltada à formação dos professores e políticas escolares.
No que diz respeito a prática pedagógica, contando com as reflexões de
Zilberman e Silva (2008) sabemos que o professor além de despertar o interesse,
motivação e estímulo que levem ao caminho de obter prazer com a leitura literária, é
preciso reconhecer com seriedade o caráter educativo da literatura, buscando em todas
as metodologias uma prática reflexiva para o aluno.
Silva (2006) nos apresenta um déficit deste âmbito por falta de conhecimentos
teóricos, fazendo com que a literatura seja idealizada e reconhecida somente como um
objeto artístico, levando consigo o estigma de que tudo que a envolve é complexo e
destinada para poucos. Tal problemática é o que carrega consigo as dificuldades
encontradas na educação básica, especialmente no ensino médio.
Contudo, é necessário considerar o processo histórico do ensino de literatura no
Brasil. Alfredo Bosi em sua obra “História Concisa da Literatura Brasileira”, escrita
em 1970, destaca a atuação das universidades nacionais, dando relevância ao curso de
Letras, apresentando padrões e críticas e alternativas de quebrar estes tais padrões por
novas práticas. Todo este contexto histórico reforça a literatura como uma esfera
dissociada de outras disciplinas, principalmente aquelas destinadas ao ensino da língua.
Para Paulino (2009) o ideal é trazer para as salas de aula um letramento
literário, onde teremos, antes de tudo, a figura de um professor que é leitor crítico. A
partir disso, ele buscará estratégias de ensino que não se prendam ao modelo
tradicional, buscando rever significados dentro das obras e dos conteúdos, trilhando um
caminho de provocações, discussões, reflexões e um letramento que será explorado
dentro das especificidades de um texto, tudo isso contribuirá para a formação deste
leitor literário, tais atividades podem ser desenvolvidas a partir das adaptações dos
clássicos. Em suma, também é necessário considerar a formação acadêmica dos nossos
professores, bem como uma análise curricular e outros fatores que envolvem todo o
processo do professor que assumirá turmas, tem-se a expectativa de que atue de forma
diferenciada promoverá todo este processo do leitor literário. Desta forma, as
universidades atuam de forma preponderante, casando a prática com a teoria.

CONCLUSÃO
Em virtude do que foi mencionado neste trabalho bibliográfico, para que as
circunstâncias aqui citadas se tornem concretas, o ambiente escolar, junto ao professor,
deve considerar as adaptações dos clássicos como uma ponte para a iniciação dos
clássicos originais, buscando trabalhar não somente os fragmentos, mas a obra
completa, instigando o senso crítico deste aluno. Dentro das estratégias, as sugestões
pensadas são voltadas a buscar conceitos atuais da literatura, trabalhar com métodos
diferenciados para análise literária, onde abra espaço para o aluno expor sua
interpretação sobre uma obra e a construção de significados.
Além disso, na formação deste professor, é preciso também considerar a sua
formação como leitor literário, crítico e reflexivo, especialmente no seu contexto
acadêmico, construindo um profissional que configure a teoria com a prática,
instigando tais práticas pedagógicas, buscando promover ainda mais o ensino da
literatura e fazendo com que a disciplina não continue sendo vista pelos jovens como
uma tarefa ‘’estafante’’ e ‘’entediante’’. Por tanto, dentro deste contexto temos a figura
do professor mediador, que promoverá a interação do leitor com o texto literário,
considerando que este deve ser detentor e buscar atualizações do conhecimento
contextual, levando à sala de aula caminhos para interpretações e posicionamentos de
seus discentes.
Por fim, pela observação dos aspectos analisados, quebrar paradigmas de ensino
da literatura voltados as práticas tradicionais é um passo relevante, considerando a
prioridade existente somente aos aspectos da historicização literária levando em conta
os seus respectivos períodos, introduzindo momentos que proporcionem uma leitura
completa e dê autonomia para que este leitor literário, já formado, escolha outras obras
com autonomia.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AGUIAR, Vera Teixeira de. BORDINI, Maria da Glória. Literatura: a formação do


leitor: alternativas metodológicas / – Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988.
BUSE, Bianca Cristina. Leitura, para que te quero: a literatura e o ensino médio.
Disponível em: < https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/100847>. Acesso em 01
de abril. 2021.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 1970.
CAFIERO, D.; CORRÊA, H. T. A abordagem de textos literários em livros didáticos
de língua portuguesa de 5ª a 8ª séries. In: VAL, M. G. C. (Org.). Alfabetização e
língua portuguesa: livros didáticos e práticas pedagógicas. Belo Horizonte: Autêntica,
2009. (Coleção Linguagem e Educação).
CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos? São Paulo: Companhia das letras. 2007.
CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: Vários Escritos. Rio de Janeiro: Duas
cidades, 2004.
CEREJA, William Roberto. Uma proposta Dialógica de ensino de Literatura no
ensino médio. São Paulo, 2004.
COSTA DA SILVA, Suelen Érica. Clássicos, tecnologia, (re) leitura: a literatura no
ensino médio. (PUC-MG/Bolsista CAPES/CEFET-MG), 2016.

LOIS, Lena. Teoria e Prática da Formação do Leitor: leitura e literatura na sala de


aula. Porto Alegre: Artmed, 2010.

MACHADO, Ana Maria. Como e porque ler os clássicos universais desde cedo. Rio
de Janeiro: Objetiva, 2002.

MARTINS, I. A literatura no ensino médio: quais os desafios do professor? In:


BUNZEN, Clécio; MENDONÇA, M. (Org.); KLEIMAN, A. B. [et al]. Português no
ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. 3ª ed.
Junho de 2009.
PERRONE-MOISÉS, L. (2006). Literatura para todos. Literatura E Sociedade, 11(9),
16-29.
MONTEIRO. Mário Feijó Borges. Adaptação de clássicos literários brasileiros:
paráfrases para o jovem leitor. Disponível em: <
https://www.unicamp.br/iel/memoria/projetos/tese5.html>. Acesso em: 03 de abril.
2021.
RANGEL, Egon O. Letramento literário e livro didático de língua portuguesa: “os
amores difíceis”. In: PAIVA, A.; MARTINS, A.; PAULINO, Z. V. (Orgs.). Literatura
e letramento: espaços, suportes e interfaces – O jogo do livro. Belo Horizonte: UFMG,
2003.
SAUJAT, Frédéric. O trabalho do professor nas pesquisas em educação: um
panorama. In: MACHADO, Anna Rachel (Org.). O ensino como trabalho: uma
abordagem discursiva. Londrina: Eduel, 2004. p. 3-34.
SILVA, Rovilson José da. Leitura: mediação e mediador. São Paulo: FA, 2006.
SOARES, Magda. As condições sociais da leitura: uma reflexão em contraponto. In
ZILBERMAN, Regina e SILVA, Ezequiel T. (Org.). Leitura-perspectivas
interdisciplinares. São Paulo: Ática, 1991.
OSAKAB, H. O mundo da escrita. São Paulo: Mercado de Letras, 2004.
PAULINO, Graça; COSSON, Rildo. Letramento literário: para viver a literatura
dentro e fora da escola. In: RÖSING, Tânia M. K.; ZILBERNAM, Regina (Orgs.).
Escola e leitura: velha crise, novas alternativas. São Paulo: Global, 2009.
VIEIRA, Gabriela de Oliveira. Adaptação para novos leitores: como a literatura
clássica adaptada fornecida às escolas do ensino público e utilizada pelos
professores no processo de ensino estimula a leitura de obras originais.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2010. (Monografia apresentada ao
departamento de Ciências da Informação da Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação.)
ZILBERMAN, Regina e SILVA, Ezequiel Theodoro da. Literatura e pedagogia.
Ponto e Contraponto. São Paulo/Campinas, Global/ALB, 2008.

Você também pode gostar