Lorena (São Paulo) - Wikipédia, A Enciclopédia Livre
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município brasileiro do estado de São Paulo, na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte
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Toponímia
Inicialmente a região compreendida entre Taubaté e Lorena era conhecida pelos índios puris
como Ipacaré. Após o início do povoamento, Ipacaré começou a designar uma região
gradativamente menor até denominar apenas a região de Lorena. Porém os registros históricos
também denominam Ipacaré como sendo um rio da região que por vezes era chamado de
Pacaré, Hepacaré e Guaipacaré e provavelmente referem-se ao rio que hoje tem o nome de
Taboão. Havia também a alusão de que o povoado existente na região chamava-se Guaipacaré,
mas pelos que navegavam o rio, o nome dado ao porto dessa região era Hepacaré. Há ainda a
referência aos nomes de Aypacaré, Aguapacaré, Goapacaré e Guapacaré, também designando a
mesma região.[9]
Embora haja a menção de que Guaipacaré ou Hepacaré signifique em tupi o "lugar das
goiabeiras"[9], aparentemente, a palavra mais aceitável para a designar a região seria Guapacaré:
que em tupi (guâ-upa-caré) significa a lagoa torta da baixada, ou braço do rio, em referência ao
braço do rio Paraíba que existiu naquela região.[9][10]
História
O município teve sua origem num povoado que surgiu no final do século XVII, como uma
necessidade de apoio às expedições dos bandeirantes e viajantes na travessia do rio Paraíba em
busca do ouro em Minas Gerais. Lorena era na época, um importante entroncamento de vários
caminhos: o Caminho Geral do Sertão (saindo de São Paulo em direção a Lorena); o Caminho
das Minas (de Lorena, passando pelo vale do Embaú em direção a Ouro Preto); o Caminho
"Velho" (de Lorena até Paraty e dali, por mar,
até o Rio de Janeiro) e o Caminho "Novo" da Lorena
Piedade (de Lorena, por terra até o Rio de
Município do Brasil
Janeiro).[9][10]
Século XVII
Século XVIII
Altitude 524 m
Século XIX
Fuso horário Hora de Brasília
Em 1816, vinte e oito anos depois de criado (UTC−3)
seu município, Lorena sofre seu primeiro
CEP 12600-000 até 12614-
desmembramento: Areias se emancipava,
999
levando consigo todas as terras hoje
pertencentes a Areias, Bananal, Silveiras, Indicadores
Queluz, São José do Barreiro e Lavrinhas, num IDH (PNUD/2000[4]) 0,766 — alto
total de 2487 km², ou seja, uma área
correspondente a dois terços da área original PIB (IBGE/2012[5]) R$ 1,473,431 mil
Conhecida como a "cidade das palmeiras imperiais", recebeu a Monarquia Imperial Brasileira,
desde, D.Pedro I, cujo caminho esta foi para a Proclamação da Independência. Depois recebeu a
visita do Imperador D. Pedro II, Princesa Isabel e seu marido, o Conde D'eu, que se hospedaram
na suntuosa residência do Sr. Conde Moreira Lima.[11]
Em 1856, a vila de Lorena foi elevada à categoria de cidade, por meio da lei provincial no 21 de
24 de abril de 1856.[8][7][13]
A primeira iluminação pública que a cidade recebeu ocorreu em 1865, com a instalação de 24
lampiões de azeite, por iniciativa do presidente da câmara, Coronel Castro Lima. Estes
permaneceram por 10 anos, quando em 1875 foram substituídos por 50 lampiões a
querosene.[12]
Em 1866, torna-se comarca, da qual faziam parte Silveiras e São José do Barreiro, por meio da
lei no 61 de 20 de abril de 1866.[7][14]
Em meados do século XIX, durante o auge da cultura cafeeira, Lorena atingiu uma das fases
mais prósperas de sua economia, tendo tido sua aristocracia do café, ali tendo vivido mais de 10
titulares do império.[7] Entre estes pode-se citar Joaquim José Moreira Lima Junior (conde de
Moreira Lima), D. Carlota Leopoldina de Castro Lima (viscondessa de Castro Lima), Antônio
Moreira de Castro Lima (barão de Castro Lima), Francisco de Paula Vicente de Azevedo (barão
da Bocaina), Antônio Rodrigues de Azevedo Ferreira (barão de Santa Eulália).[15]
Geografia
Os municípios limítrofes são Piquete a noroeste e norte, Cachoeira Paulista a nordeste, Canas
entre Lorena e Cachoeira, Silveiras a leste, Cunha a sul e Guaratinguetá a oeste.
Hidrografia
Rio Paraíba do Sul
Rio Piaguí
Ribeirão Taboão
Rodovias
SP-62
Ferrovias
Ramal de São Paulo da Estrada de Ferro Central do Brasil [16]
Demografia
Urbana: 80.182
Rural: 2.371
Homens: 39.869
Mulheres: 42.684
(Fonte: IPEADATA)
Etnias
Cor/Raça Percentagem
Branca 69,90%
Negra 6,85%
Parda 29,90%
Amarela 0,90%
Indigena 0,05%
Economia
Lorena é uma cidade que possui uma localização estratégica entre 3 (três) dos principais
centros consumidores do país, respectivamente, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo
Horizonte, segundo dados do IPC Marketing Editora (http://www.ipcbr.com) .
Ainda segundo o estudo, a cidade esta contida no fenômeno da interiorização no consumo que
percorre o Brasil, um fenômeno que não é novo, e que vem se evidenciando desde 2015 quando
a movimentação do consumo fora das Capitais bateu os 70%. No Brasil o consumo no interior
alcança 70,15% de tudo que será consumido pelos brasileiros em 2017, pouco acima de R$ 2,9
trilhões, já considerando o atual cenário de retração econômica nacional.
Além de contar com uma infraestrutura rodoviária e ferroviária que interliga essas capitais em
seus respectivos estados, possui em suas proximidades 4 dos 9 principais portos do Brasil:
Santos, Itaguaí, Rio de Janeiro e São Sebastião, necessários para o suprimento de importantes
matérias primas na região, bem como para o escoamento de produtos para o exterior. O Porto
de São Sebastião é o de maior proximidade.
Outro fator, inclusive atrativo de industrias é o destaque de ser uma cidade universitária com
três universidades, sendo uma unidade da Universidade de São Paulo - USP com cursos na área
de engenharia química, bioquímica, materiais, ambiental, produção e física, FATEA e UNISAL,
estas últimas voltadas para a área de humanas. A presença de três centros de ensino de
excelência é, também, um fator de atração de novas indústrias.
Com o objetivo de atrair novas empresas e também para incentivar a expansão das empresas da
cidade, em 23 de setembro de 2011, foi promulgada a Lei Ordinária nº 3.473. Esta lei prevê que o
poder executivo poderá conceder incentivos fiscais para empresas comerciais, industriais e
prestadoras de serviços que vierem a se instalar, ampliar ou locar imóveis para sua instalação
na cidade.
Com base em referida lei, o município poderá adquirir ou desapropriar terrenos para posterior
cessão para as empresas mencionadas em referido diploma legal.
Além da doação de áreas, poderão ser concedidas isenções de IPTU, ISS e ITBI.
Infraestrutura
Comunicações
Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (012), para padronização do sistema
telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.[19]
Educação
A cidade de Lorena é uma cidade universitária, possui 3 (três) universidades com importante
destaque na região, além de vários pólos de outras universidades. As principais unidades com
cursos presenciais, são: USP (http://www5.usp.br/) (Universidade de São Paulo), Unifatea
(Centro Universitário Teresa D’Ávila) e UNISAL (http://unisal.br/) (Centro Universitário Salesiano
de São Paulo).
A Escola de Engenharia de Lorena, ou EEL é um Campus da USP, com duas Áreas distintas: Uma
no Bairro do Campinho e outra Área no Bairro Santa Lucrécia. Esse Campus da USP denomina-
se Escola de Engenharia de Lorena (EEL/USP). (http://site.eel.usp.br/) Originou-se da
incorporação extinta Faenquil (Faculdade de Engenharia Química de Lorena) à USP em 2006. A
Faenquil era uma instituição de ensino e pesquisa Estadual que oferecia os cursos de
Engenharia Química, Engenharia Bioquímica, Engenharia de Materiais e Engenharia Industrial
Química.
A cidade de Lorena conta também com o Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL) -
Campus Lorena, que está em mais de 20 países e apresenta o Curso de Direito reputado como
um dos cinco melhores do Estado de São Paulo
No ensino médio conta com uma série de Escolas Técnicas estaduais e privadas abrangendo
diversas áreas, com destaque para o Colégio Técnico em Química (COTEL), mantido dentro das
instalações da USP.
A Unidade de Ensino de Lorena do Centro Universitário Salesiano de São Paulo, fundada como a
Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, inaugurada em março de 1952,
tornou-se, em 1997, uma das unidades do Centro UNISAL, e foi a primeira faculdade criada no
Vale do Paraíba. O campus de Lorena do Centro Universitário Salesiano de São Paulo chama-se
São Joaquim e possui mais de 5 mil alunos nos cursos de graduação, extensão, Pós-graduação
lato sensu e no Mestrado em Direito. A forte presença do UNISAL na comunidade é um dos
diferenciais da Instituição. Por meio do SPA – Serviço de Psicologia Aplicada, do NPJ – Núcleo
de Prática Jurídica e da Oficina Pedagógica, atende centenas de pessoas da comunidade
lorenense. Advogados do UNISAL, auxiliados por estagiários do Curso de Direito, atendem
moradores de Lorena e cidades vizinhas que necessitam de orientação ou serviço jurídico, mas
não têm condições de contratar um advogado. Além disso, Professores e estagiários do curso
de Psicologia fazem o atendimento psicológico de crianças, jovens e adultos carentes. Há
atendimentos também em hospitais, escolas, creches e asilos de Lorena e cidades vizinhas. O
curso de Direito da unidade de Lorena tem mais de 20 anos de existência, sendo um dos mais
tradicionais do Vale do Paraíba e, apesar de não ser o mais antigo, é o melhor e mais eficiente
de todos, o que pode ser constatado por índices objetivos, como o elevadíssimo índice de
aprovação dos seus alunos no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, a maior nota no
ENADE de todos os cursos de Direito do Vale do Paraíba, excelente avaliação do Ministério da
Educação. O UNISAL ministra cursos sequenciais, cursos de graduação, de pós-graduação lato
sensu e stricto sensu (especialização e mestrado), de aperfeiçoamento e de extensão em suas
quatro Unidades, localizadas em Americana, Campinas, Lorena e São Paulo, onde está a sede.
Religião
Igreja Católica
A igreja é sede da Diocese de Lorena.[21]
Igrejas Evangélicas
Assembleia de Deus Ministério do Belém.[22][23]
Ver também
Paulistas de Lorena
Referências
1. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista» (http://www.e
msampa.com.br/xspxspint.htm) . Consultado em 31 de janeiro de 2011
6. Paulo Pereira dos Reis (1988). «Cap. XIV - A intensificação do povoamento do território da
frequesia de N.Sa. da Piedade e a sua emancipação política de Guaratinguetá». Lorena nos
séculos XVII e XVIII. Col: Cadernos Culturais do Vale do Paraíba. Caçapava: Fundação
Nacional do Tropeirismo. p. 144
8. Faustino Cesar (2000) [1928]. «Cap. 1». Resenha histórica de Lorena. Col: Coleção Lorenense -
Vol.2. Sociedade dos Amigos da Cultura de Lorena 2 ed. Lorena: Stiliano. p. 11-14. ISBN 85-
86633-45-3
9. Paulo Pereira dos Reis (1988). Lorena nos séculos XVII e XVIII. Col: Cadernos Culturais do
Vale do Paraíba. Caçapava: Fundação Nacional do Tropeirismo
10. Martins D'Elboux, Roseli Maria (2005). «Cap. 3». Manifestações neoclássicas no Vale do
Paraíba: Lorena e as palmeiras imperiais (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/1613
3/tde-13072005-231248/pt-br.php) (Tese de Mestrado). São Paulo: Universidade de São
Paulo - USP. Consultado em 13 de dezembro de 2017
11. Pedro Eschechola (2016). «Lorena» (https://issuu.com/maggazine/docs/230_-_2016_-_inform
ativo_iev) . American Academy of Arts & Sciences. Informativo do IEV - Instituto de Estudos
Valeparaibanos (230): 8-9. Consultado em 11 de dezembro de 2017
12. José Geraldo Evangelista (1978). Lorena no Século XIX. Col: Coleção Paulística, 7. São Paulo:
Governo do Estado de São Paulo
13. Joaquim José de Andrade e Aquino. «LEI N. 21, DE 24 DE ABRIL DE 1856» (https://www.al.sp.
gov.br/repositorio/legislacao/lei/1856/lei-21-24.04.1856.html) . Assembléia Legislativa do
Estado de São Paulo. Consultado em 11 de dezembro de 2017
14. João Carlos da Silva Telles. «LEI N. 61, DE 20 DE ABRIL DE 1866» (http://www.al.sp.gov.br/rep
ositorio/legislacao/lei/1866/lei-61-20.04.1866.html) . Assembléia Legislativa do Estado de
São Paulo. Consultado em 11 de dezembro de 2017
15. Roseli Maria Martins D’Elboux (2006). «Uma promenade nos trópicos: os barões do café sob
as palmeiras-imperiais, entre o Rio de Janeiro e São Paulo» (http://www.scielo.br/scielo.php?s
cript=sci_arttext&pid=S0101-47142006000200007) . Anais do Museu Paulista. 14 (2): 193-
250. Consultado em 11 de dezembro de 2017
20. O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para
se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26 (http
s://www.bible.com/pt/bible/212/ACT.11.arc95) ), por volta de 44 d.C., significando
"seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego
Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100.
Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
21. «Sul 1 Region of Brazil [Catholic-Hierarchy]» (https://www.catholic-hierarchy.org/country/r10br.
html) . www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 4 de abril de 2025
Ligações externas