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História Da África Turma 1 - Plano de Ensino 1-2025

O plano de ensino da disciplina História da África, coordenada por Estevam C. Thompson, abrange 60 horas de conteúdo focado na historiografia, organizações sociais, culturais e políticas das sociedades africanas, além das diásporas. O curso inclui aulas expositivas, leitura de textos e produção de ensaios acadêmicos, com avaliação baseada em fichamentos e um ensaio final. A proibição de gravação das aulas é destacada, com consequências legais para o descumprimento.

Enviado por

Andre Uhryn
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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História Da África Turma 1 - Plano de Ensino 1-2025

O plano de ensino da disciplina História da África, coordenada por Estevam C. Thompson, abrange 60 horas de conteúdo focado na historiografia, organizações sociais, culturais e políticas das sociedades africanas, além das diásporas. O curso inclui aulas expositivas, leitura de textos e produção de ensaios acadêmicos, com avaliação baseada em fichamentos e um ensaio final. A proibição de gravação das aulas é destacada, com consequências legais para o descumprimento.

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Instituto de Ciências Humanas

Departamento de História

Coordenação do Curso de História

Plano de Ensino

Código: HIS0252
Disciplina: História da África
Docente: Estevam C. Thompson
Carga horária: 60hs.

Turma: 1
Horário: Ter-Qui, 20h50 – 22h30
E-mail da turma: [email protected]

Ementa:
Processo histórico das sociedades africanas, considerando entre outros aspectos: da historiografia
com suas mudanças e desafios; das formas de organizações políticas, sociais e econômicas; das
diversidades e dinâmicas das culturas; das diásporas internas e externas; e das conexões e
reconstruções na história contemporânea.

Objetivo:
Discutir métodos e teorias sobre o estudo histórico das sociedades africanas.
Analisar o processo histórico de algumas sociedades africanas, atendo-se a suas particularidades
culturais, sociais e políticas.
Analisar o processo de diáspora africana em ambos os lados do Atlântico

Conteúdo:
História da diversidade e multiplicidade africanas. Discussão teórica e metodológica sobre a
construção da História da África, sua importância para a História e para as sociedades atlânticas.
Oralidade e memória na História. Identidade e parentesco na formação das sociedades africanas. A
participação ativa dos africanos na Diáspora e para a construção do Mundo Atlântico. O comércio
de escravos interno e externo, com especial atenção quanto as experiências do comércio atlântico.
Historiografia africanista anticolonial e as tendências de revisão e construção de novas
historiografias sobre o tema. História africana na sala de aula e suas implicações político-sociais.

Bibliografia Básica:
MUDIMBE, Valentin Yves. A Ideia de África (São Paulo: Vozes, 2023)
Instituto de Ciências Humanas
Departamento de História

Metodologia:
Aulas expositivas presenciais
Leitura e interpretação de textos historiográficos
Análise de cartografia histórica
Produção de fichamentos e de um ensaio acadêmico

Avaliação:
Um ensaio em formato acadêmico (3-5 páginas) sobre uma das unidades do curso.
Seis fichamentos, referentes a duas unidades, incluindo a unidade que será tema para o ensaio
O ensaio deve conter Cabeçalho, Título e Bibliografia, ter no mínimo 3 páginas completas (sem
bibliografia) e ser acompanhado dos 6 fichamentos. Envio pelo email da turma em formato
PDF, fonte Times New Roman 12, espaçamento 1.5,
Todas as citações – indiretas ou diretas – devem conter o sobrenome do autor, ano(s) de
publicação do texto (original/atual) e número da página de onde foi retirada a citação
 (Thornton, [1992] 2004: 87)

Observação:
A Unidade 1 não está inclusa dentre as unidades que podem ser fichadas e tema para o ensaio
A unidade escolhida como tema para o ensaio deve ter seus textos básicos obrigatoriamente
fichados
A avaliação substitutiva segue os mesmos parâmetros da avaliação regular

Proibição de Gravação e Divulgação das Aulas

É proibida a gravação das aulas, tanto em áudio quanto em vídeo, sem a autorização expressa do
professor. Conforme previsto na Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998, art. 7º, XII), as
aulas são protegidas como produções intelectuais, sendo vedada sua reprodução sem
consentimento.

O descumprimento desta regra pode resultar em responsabilização civil e criminal, conforme


previsto na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) e no Código Penal
(art. 184, que trata da violação de direitos autorais).

A participação nas aulas implica a concordância com essas regras. O não cumprimento poderá
acarretar medidas disciplinares e administrativas, além das sanções legais cabíveis
Instituto de Ciências Humanas
Departamento de História

CRONOGRAMA DE AULAS
Aula Data Atividade
01 25/03 Encontro inicial
02 27/03 Plano de Ensino e Bibliografia
03 01/04 A escrita da História
04 03/04 Fontes para a História da África
05 08/04 Unidade 1: O que é História da África?
06 10/04 Unidade 1: O que é História da África?
07 15/04 Unidade 2: Por uma Nova História da África
08 17/04 Unidade 2: Por uma Nova História da África
09 22/04 Unidade 3: Oralidade e História da África
10 24/04 Unidade 3: Oralidade e História da África
11 29/04 Unidade 4: Cosmologia e Religião em África
12 01/05 Unidade 4: Cosmologia e Religião em África
13 06/05 Unidade 5: Parentesco e Identidades Africanas
14 08/05 Unidade 5: Parentesco e Identidades Africanas
15 13/05 A escrita da História
16 15/05 Unidade 6: Escravidão na África
17 20/05 Unidade 6: Escravidão na África
18 22/05 Unidade 7: Comércio Atlântico de Escravos
19 27/05 Unidade 7: Comércio Atlântico de Escravos
20 29/05 Unidade 8: Comunidades “brasílicas” na África atlântica
21 03/06 Unidade 8: Comunidades “brasílicas” na África atlântica
22 05/06 Unidade 9: Diásporas Africanas no Brasil
23 10/06 Unidade 9: Diásporas Africanas no Brasil
24 12/06 Unidade 10: O ensino de História da África
25 17/06 Unidade 10: O ensino de História da África
26 19/06 Feriado de Corpus Christi
27 24/06 A escrita da História
28 26/06 Encontro Final
29 01/07 Entrega do ensaio acadêmico e fichamentos (regular)
30 03/07 Entrega do ensaio acadêmico (substitutiva)

Unidade 1:
O que é JENKINS, Keith. “O que é a História?”, A História Repensada (São Paulo:
História da Contexto, [1991] 2001), 23-52.
África?
HOBSBAWM, Eric. “O Sentido do Passado”, Sobre História (São Paulo: Cia
das Letras, [1997] 2002), 22-35.

MUDIMBE, Valentin-Yves. “Introdução”, A Invenção da África: Gnose,


Filosofia e a Ordem do Conhecimento (Mangualde/Luanda: Pedago/Mulemba,
[1988] 2013), 9-13.
Instituto de Ciências Humanas
Departamento de História

Unidade 2:
Por uma KI-ZERBO, Joseph. “Introdução Geral”, História Geral da África. Volume I –
Nova Metodologia e Pré-História. (Brasília: UNESCO, [1981] 2010), XXXI-LVII.
História da
África M’BOKOLO, Elikia. “Introdução”, África Negra: Histórias e Civilizações –
Tomo I (Salvador: EDUFBA, [1998] 2009), 11-14.

HAMA, Boubou; KI-ZERBO, Joseph. “Lugar da História na sociedade


africana”, História Geral da África. Volume I – Metodologia e Pré-História.
(Brasília: UNESCO, [1981] 2010), 23-35.

Unidade 3:
Oralidade e VANSINA, J. “A Tradição Oral e sua metodologia, História Geral da África.
História da Volume I – Metodologia e Pré-História. (Brasília: UNESCO, [1981] 2010), 139-
África 166.

PRINS, Gwyn. “História Oral”, in BURKE, Peter (org.). A Escrita da História:


Novas Perspectivas (São Paulo: UNESP, 1992), 163-198.

HAMPATÉ-BÂ, Amadou. “A Tradição Viva”, História Geral da África.


Volume I – Metodologia e Pré-História. (Brasília: UNESCO, [1981] 2010), 167-
212.

Unidade 4:
Cosmologia e APPIAH, Kwame Anthony. “Velhos Deuses, Novos Mundos”, Na casa de meu
Religião em pai: A África na Filosofia da Cultura. (Rio de Janeiro: Contraponto, [1992]
África 1997), 155-283.
HENRIQUES, Isabel Castro. “Integração do Comércio no Religioso”, O pássaro
do mel: Estudos de História Africana (Lisboa: Colibri, 2006), 39-56.

OLIVA, Anderson Ribeiro. “Cosmologias Africanas: Os usos e sentidos da


religião na África”, Visões da África: Leituras e interpretações acerca da
Religião dos Orixás, na África Ocidental (Brasília: UnB, Dissertação de
Mestrado, 2002), 02-29.
Unidade 5:
Parentesco e RADCLIFFE-BROWN, A. R. “Introdução”, in RADCLIFFE-BROWN A. R. &
Identidades FORDE, Daryll, Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e Casamento
Africanas (Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, [1950] 1982), 09-26.

FORTES, Meyer. “Parentesco e casamento entre os Ashanti”, in RADCLIFFE-


BROWN A. R. & FORDE, Daryll, Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e
Casamento (Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, [1950] 1982), 341-381.

PANTOJA, Selma. “Parentesco, comércio e gênero de confluência de dois


universos culturais”, Identidades, Memórias e Histórias em terras africanas
(Brasília: LGE, 2006), 81-97.
Instituto de Ciências Humanas
Departamento de História

Unidade 6:
Escravidão LOVEJOY, Paul E. “A África e a Escravidão”, A escravidão na África. Uma
na África história de suas transformações (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, [1983]
2002), 29-56.

MEILLASSOUX, Claude. “Capítulo Introdutório: parentes e estranhos”,


Antropologia da Escravidão: o ventre de ferro e dinheiro (Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, [1986] 1995), 09-33.

HENRIQUES, Isabel Castro. “Reflexões sobre o ‘escravo’ africano”, O pássaro


do mel: Estudos de História Africana (Lisboa: Colibri, 2006), 59-82.

Unidade 7:
Comércio THORNTON, John. “O Desenvolvimento do comércio entre europeus e
Atlântico de africanos”, A África e os Africanos na Formação do Mundo Atlântico 1400-1800
Escravos (São Paulo: Campus, [1992] 2004), 87-121.

MILLER, Joseph C. “O tráfico português de escravos no Atlântico sul no século


XVIII: uma instituição marginal nas margens do sistema Atlântico”, Fontes e
Estudos: Revista do Arquivo Nacional de Angola (Luanda: Ministério da
Cultura, [1991] 1996), 147-188.

SILVA, Rosa Cruz e. “A saga de Kakonda e Kilengues: relações entre Benguela


e seu interior, 1791-1796”, in LIBERATO, Carlos; CANDIDO, Mariana;
LOVEJOY, Paul; SOULODRE-LA FRANCE, Renée (orgs.). Laços Atlânticos:
África e africanos durante a era do comércio transatlântico de escravos
(Luanda: Ministério da Cultura, [2004] 2016), 77-96.
Unidade 8:
Comunidades CURTO, José C. “Uma vila esclavagista: proprietários e seus cativos em
“brasílicas” Moçâmedes, 1855”, Revista Brasileira de História, Vol. 43, No. 93, (2023), 225-
na África 263.
atlântica
LAW, Robin. “A comunidade brasileira de Uidá e os últimos anos do tráfico
atlântico de escravos, 1850-66”, Afro-Asia, No. 27 (2002): 41-77.

THOMPSON, Estevam C. “Sociedades negreiras: a comunidade de comerciantes


‘brasileiros’ em Benguela em fins do século XVIII”, in RIBEIRO, Alexandre;
GEBARA, Alexsander & BERTHET, Marina. África: histórias conectadas (Rio
de Janeiro: PPGHIS-UFF, 2015), 101-118.

Unidade 9:
Diásporas SLENES, Robert W. “Esperanças e recordações: condições de cativeiro, cultura
Africanas no centro-africana e estratégias familiares”, Na senzala uma flor: Esperanças e
Brasil recordações na formação da família escrava – Brasil, Sudeste, século XIX (Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1999), 131-236.

REIS, João José. “Um califado baiano? Os malês e a rebelião”, Rebelião


Escrava no Brasil: a história do levante dos malês, 1835 (São Paulo:
Brasiliense, 1986), 136-155.
Instituto de Ciências Humanas
Departamento de História

SWEET, James. “‘Coisa para branco não ver’: manifestações religiosas centro-
africanas no Brasil do século XVII, in LIBERATO, Carlos; CANDIDO,
Mariana; LOVEJOY, Paul; SOULODRE-LA FRANCE, Renée. Laços
Atlânticos: África e africanos durante a era do comércio transatlântico de
escravos (Luanda: Ministério da Cultura, 2016), 175-187.

Unidade 10:
O ensino de FERREIRA, Roquinaldo. “A institucionalização dos Estudos Africanos nos
História da Estados Unidos: advento, consolidação e transformações”, Revista Brasileira de
África História, Vol. 30, No. 59 (2010), 73-90.

NASCIMENTO, Wanderson Flor do. “As religiões de matrizes africanas,


resistência e contexto escolar: entre encruzilhadas”, in MACHADO, Adilbênia
Freire, et al. (orgs.). Memórias de Baobá II (Fortaleza: Imprece, 2015), 41-59.

OLIVA, Anderson Ribeiro; CONCEIÇÃO, Maria Telvira da. “A construção de


epistemologias insubmissas e os caminhos possíveis para uma educação
antirracista e anticolonial: reflexões sobre os 20 anos da Lei 10.639/2003”.
Revista História Hoje, Vol. 12, No. 25 (2023), 6-38.

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