SAÚDE ÚNICA
Docentes: Ana Claudia Gonçalves
Patrícia Simões
[email protected]SAÚDE ÚNICA
OBJETIVOS DA AULA:
✓Introduzir o conceito de Saúde Única;
✓Interpretar os principais componentes da Saúde Única;
✓Compreender a relação de interdependência entre saúde
humana, animal e ambiental;
✓Reconhecer a tríade epidemiológica de uma arbovisore – febre
amarela e alguns conceitos sobre outras doenças.
CONCEITO DE SAÚDE ÚNICA
Segundo o Centro de Controle de Doenças – CDC, One Health é uma abordagem que
reconhece que a saúde das pessoas está intimamente ligada à saúde dos animais e ao nosso
ambiente compartilhado. One Health não é novo, mas se tornou mais importante nos últimos
anos. Isso ocorre porque muitos fatores mudaram as interações entre pessoas, animais,
plantas e nosso meio ambiente.
INTERDEPENDÊNCIA
SAÚDE ÚNICA
CONCEITO DE SAÚDE ÚNICA
Fonte: https://www.cdc.gov/onehealth/basics/index.html
Saúde Única (One Health) – o que é?
❖ Estratégias de esforços em saúde pública para a garantia de bem-estar das
populações;
❖ União indissociável entre as saúdes humana, animal e ambiental;
❖ Promove integração
São interdependentes e vinculados
de diferentes áreas à saúde dos
do conhecimento ecossistemas
– fundamental para
ultrapassar barreiras que separa áreas resultando em respostas mais eficientes
para a saúde.
Fonte: https://ufla.br/arquivo-de-noticias/10102-ufla-integra-acoes-globais-da-iniciativa- Fonte: https://onehealthbrasil.com
one-health-day-dia-mundial-da-saude-unica
https://www.youtube.com/watch?v=oYfTLL9AxfA
VÍDEO
Saúde Única – um pouco do histórico
Fonte: Sistema CFMV/CRMV, 2015
Saúde Única – um pouco do histórico
Em 2008, a
OIE (Organização Mundial de Saúde Animal),
OMS (Organização Mundial de Saúde)
FAO (ONU para Agricultura e Alimentação)
passaram a desenvolver estratégias conjuntas
dentro do conceito.
Fonte: Sistema CFMV/CRMV, 2015
A interação homem X ambiente x animal
Das doenças de Pelo Das doenças infecciosas
infecção humana são menos emergentes em
de origem zoonóticas humanos (incluindo
Ebola e Influenza) têm
origem animal
De agentes com
potencial uso
bioterrorista são
Novas doenças
patógenos zoonóticos.
humanas aparecem
todos os anos. Existe
uma origem animal
Fonte: Organização Mundial de Saúde Animal, 2020
A interação homem X ambiente x animal
Demografia e comportamentos
humanos – guerras, conflitos, uso de
drogas
Desmatamento, mudanças nos
ecossistemas hídricos, enchentes,
fome
Movimento internacional de pessoas,
comércio de animais e alimentos.
Fonte: Bioemfoco; 2020; Rocha&Pedroso,
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
Fonte: Gordis, 2000
A interação homem X ambiente x saúde
Febre Amarela
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
❖ Doença infecciosa febril aguda, não contagiosa, provocada por um
arbovírus do gênero Flavivirus, transmitido ao mediante picada de insetos
hematófagos.
❖ O termo “amarela” refere-se à icterícia apresentada por alguns pacientes.
❖ Grandes epidemias ocorrem quando pessoas infectadas introduzem o vírus
em áreas densamente povoadas com alta densidades de mosquitos e onde
a maioria das pessoas têm pouca ou nenhuma imunidade.
Fonte: OPAS BRASIL, 2019
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
❖ Prevenção
1) Vacinação – é a forma mais eficaz, segura e acessível;
2) Vigilância vetorial: eliminação de potenciais locais de reprodução e
aplicação de larvicidas;
3) Preparação e respostas às epidemias: rápida detecção e resposta em tempo
oportuno.
❖ Tratamento: não há medicamento antiviral específico. No entanto, bons
tratamentos de apoio (contra a desidratação, falência de fígado e rins e febre)
em hospitais melhoram as taxas de sobrevivência.
Fonte: OPAS BRASIL, 2019
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela - Ciclo
Fonte: Manuelzão UFMG
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela - ciclo
Fonte: Manuelzão UFMG
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
E a degradação ao meio ambiente?
Há estudos que se dedicam a investigar essa relação como um “fenômeno ecológico”.
Há evidências que a proliferação de vírus seria dificultada em ecossistemas que
apresentam grande biodiversidade.
A fragmentação de florestas (diminuição de corredores que interligam as matas) isola a
população de primatas não humanos (PNH) – diminuindo a diversidade genética dos
mesmos – o que os torna mais vulneráveis a doenças.
A transmissão não ocorre de PNH para humanos!
Eles representam um alerta importante à vigilância em saúde! Fonte: IOC/FIOCRUZ
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
Desde de 2014, o monitoramento
da vigilância para FA identificou
casos para além da área
considerada endêmica (região
Amazônica).
Foi desenvolvido uma
metodologia de avaliação de risco
a partir de modelos de corredores
ecológicos favoráveis à
transmissão.
Definiu áreas prioritárias para
ações de vigilância após casos em
MG/SP que indicou potencial
dispersão para a região Sul (o que
de fato ocorreu).
Fonte: Boletim Epidemiológico/SVS/MS, 2020
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
Fonte: SVS/MS, 2020
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
Situação
Epidemiológica da FA –
2019/2020
Fonte: CRBIO2, 2017
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
Situação
Epidemiológica da
FA – 2019/2020
Fonte: Boletim Epidemiológico/SVS/MS, 2020
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
Fonte: Boletim Epidemiológico/SVS/MS, 2020
A interação homem X ambiente x animal Febre Amarela
Fonte: CRBIO2, 2017
A interação homem X ambiente x animal
Febre Amarela
Considerações importantes:
❖ Para a mitigação dos danos causados a populações humanas é necessário a
detecção precoce e oportuna da circulação do vírus entre PNH e a busca
ativa e vacinação de indivíduos;
❖ É de notificação compulsória e imediata (até 24 horas) tanto os casos
humanos quanto o adoecimento e morte de macacos;
❖ É importante a sensibilização e parceria com profissionais de saúde e extra
saúde (meio ambiente, agricultura/pecuária, dentre outros) para
investigação epidemiológica e epizootias.
Fonte: Boletim Epidemiológico/SVS/MS, 2020
Leishmaniose
* O cão esta vinculado ao ciclo da Leishmaniose Visceral
Leishmania sp. (Calazar).
Letospirose
Leptospira interrogans
Referências
o Saúde Única/OIE: https://www.oie.int/en/for-the-media/onehealth/
o Bioterrorismo, riscos biológicos e as medidas de biossegurança aplicáveis ao Brasil. https://www.scielo.br/pdf/physis/v24n4/0103-7331-
physis-24-04-01181.pdf
o Infecções emergente s e reemergentes: http://rmmg.org/artigo/detalhes/468
o Ministério da Saúde - Plano de Ação para monitoramento sazonal da FA:
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/novembro/28/Nota-Informativa-CGARB-169-2019-Plano-de-acao-regiao-sul.pdf
o Revista do Conselho Regional de Biologia 2ª Região (2017): http://www.crbio02.gov.br/img/arq/revistas/Jan2017.pdf
o Boletim Epidemiológico – Secretaria de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde:
http://www.rets.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/arquivos/biblioteca/boletim-epidemiologico-svs-01.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/boletim-epidemiologico-svs-16-pdf
o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ) – Projeto “ABC da Educação Científica”:
http://www.ioc.fiocruz.br/abcnaciencia/html/word/?page_id=154
o https://crmvpb.org.br/wp-content/uploads/2016/07/Folder-SU.pdf
o Gordis. L. Epidemiology.