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Cenários Do Setor Ambiental Brasileiro em Tempos de Pandemia de COVID-19

O documento aborda os desafios enfrentados nas áreas de educação, agricultura e meio ambiente durante a pandemia de COVID-19, destacando a inter-relação entre esses setores. Organizado por Neiva Sales Rodrigues, Maria Fernanda Ribeiro Dias e Jonas Medeiros de Paiva, o livro reúne contribuições de 14 pesquisadores que discutem os impactos sociais e econômicos da pandemia e propõem estratégias para a recuperação. A obra visa oferecer uma análise abrangente e multidisciplinar sobre as consequências da pandemia e as possíveis soluções para a sociedade.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Cenários Do Setor Ambiental Brasileiro em Tempos de Pandemia de COVID-19

O documento aborda os desafios enfrentados nas áreas de educação, agricultura e meio ambiente durante a pandemia de COVID-19, destacando a inter-relação entre esses setores. Organizado por Neiva Sales Rodrigues, Maria Fernanda Ribeiro Dias e Jonas Medeiros de Paiva, o livro reúne contribuições de 14 pesquisadores que discutem os impactos sociais e econômicos da pandemia e propõem estratégias para a recuperação. A obra visa oferecer uma análise abrangente e multidisciplinar sobre as consequências da pandemia e as possíveis soluções para a sociedade.
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NEIVA S. RODRIGUES | MARIA F. R. DIAS | JONAS M.

DE PAIVA
ORGANIZADORES

EDUCAÇÃO,
AGRICULTURA E
MEIO AMBIENTE
DESAFIOS NACIONAIS EM
TEMPOS DE PANDEMIA
DE COVID-19

2020
Neiva Sales Rodrigues
Maria Fernanda Ribeiro Dias
Jonas Medeiros de Paiva
(Organizadores)

EDUCAÇÃO, AGRICULTURA E
MEIO AMBIENTE
DESAFIOS NACIONAIS EM TEMPOS DE
PANDEMIA DE COVID-19

2020
Copyright© Pantanal Editora
Copyright do Texto© 2020 Os Autores
Copyright da Edição© 2020 Pantanal Editora
Editor Chefe: Prof. Dr. Alan Mario Zuffo
Editores Executivos: Prof. Dr. Jorge González Aguilera
Prof. Dr. Bruno Rodrigues de Oliveira

Diagramação: A editora
Edição de Arte: A editora e Canva.com
Revisão: Os autor(es), organizador(es) e a editora

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Conselho Técnico Científico


- Esp. Joacir Mário Zuffo Júnior
- Esp. Maurício Amormino Júnior
- Esp. Tayronne de Almeida Rodrigues
- Esp. Camila Alves Pereira
- Lda. Rosalina Eufrausino Lustosa Zuffo

Ficha Catalográfica

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(eDOC BRASIL, Belo Horizonte/MG)

E24 Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de


pandemia de COVID-19 / Organizadores Neiva Sales Rodrigues, Maria
Fernanda Ribeiro Dias, Jonas Medeiros de Paiva. – Nova Xavantina, MT:
Pantanal, 2020. 105p.

Formato: PDF
Requisitos de sistema: Adobe Acrobat Reader
Modo de acesso: World Wide Web
ISBN 978-65-88319-08-6
DOI https://doi.org/10.46420/9786588319086

1. Educação à distância. 2. Pandemia – Coronavírus – Aspectos sociais. I.


Rodrigues, Neiva Sales. II. Dias, Maria Fernanda Ribeiro. III. Paiva, Jonas
Medeiros de.
CDD 300

Elaborado por Maurício Amormino Júnior – CRB6/2422

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do(s) autor (es) e não representam necessariamente a opinião da Pantanal Editora. Os e-books e/ou capítulos foram
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[email protected]
DEDICATÓRIA

Dedicamos esta obra às vítimas da COVID-19, a seus familiares e amigos. Que a lembrança desta
época nos enriqueça como seres humanos e nos dê dimensão da fragilidade da vida.
Aos profissionais de saúde, que modificando seu cotidiano, vêm enfrentando seus medos
diariamente para salvar vidas, mesmo que isso custe o afastamento de suas famílias e sua rotina.
Aos trabalhadores de serviços essenciais, que se arriscam diariamente para a manutenção do
funcionamento da sociedade nestes tempos de enfrentamento à pandemia.
Aos nossos familiares pelo apoio durante a produção científica e em todos os momentos das nossas
jornadas.
Aos pesquisadores de instituições privadas e principalmente públicas, Universidades, bolsistas
Capes e CNPq, que enfrentando todas as adversidades de falta de estrutura e recursos insistem em fazer
um bom trabalho, produzindo a ciência e mantendo o Brasil na ponta da pesquisa mundial.
A todos as pessoas entrevistadas para essa pesquisa, por dispensarem boa parte de seu tempo para
responder os questionários e fornecer dados que foram de suma importância para a elaboração desta obra.
E a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para a elaboração deste livro.
PREFÁCIO

Desde o final do segundo semestre do ano de 2019, o mundo vem passando por momentos de
incertezas, ocasionados pela COVID-19, uma doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, caracterizada pela
Organização Mundial de Saúde como uma pandemia e uma emergência de saúde pública de importância
internacional.
A maneira como a doença é disseminada entre a população é relativamente simples, entretanto, os
sintomas variam de indivíduo para indivíduo, sendo que grande parcela dos infectados apresentam
sintomas leves ou até mesmo são assintomáticos. Diante da alta capacidade de disseminação e dos
diferentes graus de complexidade, a COVID-19 trouxe mudanças dúbias no estilo de vida da população,
causando, além dos reflexos na saúde pública, privação social e econômica.
A doença, que até o momento, não foi controlada, é cercada de incertezas e instiga a ciência,
fazendo com que a mesma corra contra o tempo, na busca de vacinas que possam imunizar a população
e trazer aos indivíduos, segurança para retomada de suas atividades diárias.
Indubitavelmente, todo o holocausto causado pela doença, deixa marcas nas sociedades, que ficará
para sempre registrada na história. Logo, essa obra tem como principal objetivo fornecer a presente e
futuras gerações uma abordagem geral do panorama da doença, e sua inter-relação com a educação,
agricultura e meio ambiente.
Para tal, a obra conta com a autoria de 14 profissionais de diferentes áreas, e atores que relatam as
experiências vivenciadas no momento da pandemia e seus reflexos nos diferentes segmentos. Assim, a
leitura da obra é garantia de maior visibilidade dos acontecimentos pela clareza e qualidade de seu original.
Considerando a premissa que inspirou a criação dos textos dessa obra, referencio a frase do
cientista Louis Pasteur “O papel dos infinitamente pequenos na natureza é infinitamente grande”.

Dra. Danila Soares Caixeta


Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental
Universidade Federal de Mato Grosso
APRESENTAÇÃO

Há poucos meses, nem a mais rica ficção científica poderia prever os momentos que passamos
hoje. Uma pandemia se instaurou. Todo o globo sofre a perda das vítimas da COVID-19, a doença
provocada pelo vírus SARS-CoV-2.
Neste contexto, um grupo de pesquisadores brasileiros, motivados por nada além da vontade de
fazer a diferença e contribuir para o entendimento e combate à doença e os efeitos sociais causados pela
mesma, decidiu realizar uma tarefa bastante ousada: em um contexto multidisciplinar, mencionar os efeitos
da pandemia em diferentes áreas e trazer à luz, algumas propostas de estratégias para o enfrentamento.
Foram 14 pesquisadores, de 09 estados e 11 instituições, sendo eles graduados (04), mestres (06) e
doutores (04), contribuindo espontaneamente para compilar as informações e protocolos constantes neste
livro. Estes profissionais estão distribuídos nas áreas de saúde, ciências sociais aplicadas, humanas, exatas,
agrárias e ambientais. Fato que proporcionou à esta edição a pluralidade de pontos de vista, em relação
aos aspectos do avanço da pandemia e propostas de reestruturação pós-COVID-19.
Os capítulos foram estruturados de modo a contemplar todas essas áreas, de forma interativa. São
quatro capítulos que abordam temas sobre educação, agricultura e meio ambiente e suas inter-relações
com a atual pandemia de COVID-19, seus efeitos e estratégias para a retomada das atividades cotidianas.
O Capítulo 1, introdutório, aborda aspectos gerais sobre a pandemia, trazendo o histórico da
COVID-19, transmissividade, medidas de disseminação, relatos de experiência, e inter-relações com
educação, agricultura e meio ambiente.
O Capítulo 2 versa sobre a educação e a intensificação das desigualdades, historicamente
registradas ao seu acesso. Devido a pandemia, o sistema educacional tem passado por diversas dificuldades
para se reorganizar e manter o tratado ético, formado entre o estado e os estudantes desde a constituição
de 1988. Seguindo protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS para o distanciamento social, logo
após a declaração da pandemia ocorreu o fechamento de escolas estaduais, municipais e privadas no Brasil.
Por meio de análises relativas a questões socioeconômicas, incluindo o acesso à internet, o desemprego e
o atual cenário da educação no Brasil, foram expostos e discutidos, os fatores que afetam o acesso à
educação. Inerente a atual situação há uma preocupação em relação à volta das aulas no modo presencial,
após o fim da pandemia. Quais serão as medidas adotadas pelo poder público para a segurança dos alunos
e profissionais da educação em sala? Quais serão as posturas adotadas por alunos e familiares diante das
novas regras que, por hora, precisarão nortear o retorno social desses alunos? Espera-se que esse capítulo
semeie discussões e amplie a compreensão desse complexo desafio, que já vêm sendo enfrentado.
No Capítulo 3, os autores exploram alguns indicadores da produção agrícola durante o período da
pandemia, bem como os efeitos da doença sobre a produção e o consumo dos produtos agrícolas e
agroindustriais. Também aborda questões sanitárias no campo, em pequenas e grandes propriedades, e
como os moradores e trabalhadores de áreas rurais estão reagindo à situação de distanciamento e cuidados
extras com a higiene. Este capítulo é finalizado com perspectivas e estratégias para combate a disseminação
do vírus e a retomada plena das atividades rurais e agroindustriais.
No Capítulo 4 são abordados desmatamento e saneamento básico, temas importantes da área
ambiental, tecendo relações, diretas e/ou indiretas, com saúde pública. Se objetiva ressaltar a relevância da
preservação ambiental para a manutenção dos mananciais, do ar, etc., refletindo, dessa forma, na qualidade
de vida dos brasileiros. Ademais, a partir da distribuição da disponibilização de alguns serviços públicos,
o capítulo traz à tona uma reflexão sobre a importância da universalização dos mesmos, tanto para o bem-
estar da população como para prevenção à COVID-19.
Esta obra pretende, em tempo hábil, avaliar os efeitos da COVID-19 nos segmentos propostos,
contribuir para a restituição segura das atividades produtivas e para a estruturação de metodologias e
procedimentos relacionados aos temas abordados, que são de extrema importância para a vida pós-
pandemia.
Boa Leitura!
Os autores
SUMÁRIO

Dedicatória........................................................................................................................................................... 4
Prefácio ................................................................................................................................................................. 5
Apresentação ....................................................................................................................................................... 6
Capítulo I.............................................................................................................................................................. 9
Cenários brasileiros em tempos de pandemia de COVID-19................................................................ 9
Capítulo II ..........................................................................................................................................................26
Cenários da educação brasileira em tempos de pandemia de COVID-19 .........................................26
Capítulo III ........................................................................................................................................................48
Cenários da produção agrícola brasileira em tempos de pandemia de COVID-19 ..........................48
Capítulo IV.........................................................................................................................................................64
Cenários do setor ambiental brasileiro em tempos de pandemia de COVID-19 .............................64
Índice Remissivo..............................................................................................................................................99
Sobre os Autores .............................................................................................................................................101
Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Capítulo IV

Cenários do setor ambiental brasileiro em tempos de


pandemia de COVID-19
Recebido em: 15/08/2020 Neiva Sales Rodrigues1*
Aceito em: 21/08/2020 Barbara Coelho Barbosa da Cunha2
10.46420/9786588319086cap4 Celso de Arruda Souza3
Márcia Soares Amorim4
Izabela Regina Costa Araujo5

INTRODUÇÃO

No passado entendia-se que as políticas de desenvolvimento eram as que estimulavam o


crescimento das atividades humanas produtivistas, como a agropecuária e a indústria, enquanto que,
as políticas ambientais eram as consideradas restritivas ao avanço do desenvolvimento.
Porém, nos últimos anos, os cuidados às áreas de preservação, que eram compreendidos
como fatores limitantes à produção, vêm se tornando um aliado, ao passo que promovem o
fornecimento de água com qualidade, conservam a qualidade do solo e depuram o ar, fixando carbono
nas florestas, o que garante a manutenção das atividades humanas e animais.
Dessa forma, as decisões de todas as esferas governamentais devem, cada vez mais,
considerar os custos da deterioração ambiental global. Do ponto de vista da gestão ambiental, a
recuperação oriunda de degradação será ineficiente e muitas vezes ineficaz por conta da ação de
multinacionais neoliberais, que buscam o lucro em detrimento do meio ambiente. Neste sentido, a
ação de ativistas e profissionais da área é bastante complexa e muitas vezes não é possível colocar os
planos de ação para preservação em prática.

1 Doutora em Engenharia Agrícola pela Unioeste, Mestra em Recursos Hídricos pela UFMT e Professora na Universidade
do Estado de Mato Grosso.
2 Doutora em Epidemiologia em Saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo

Cruz/RJ.
3 Doutorando em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual de Mato Grosso – Campus Cáceres/MT
4 Ecóloga, graduada pela Universidade Federal da Paraíba – Campus IV/PB.
5 Doutora em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Cascavel. Professora na

Secretaria de Educação e Esporte do Estado do Paraná.


* Autora correspondente: [email protected]

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

O desenvolvimento sustentável possui três aspectos. O primeiro diz respeito a não


danificação dos sistemas básicos (ar, água, solo e os sistemas biológicos), pois estes sustentam as
atividades econômicas, sociais e humanas. O segundo relaciona-se com a sustentabilidade,
considerando a questão econômica, e consiste na garantia do fluxo continuado de bens e serviços
derivados dos recursos naturais. O terceiro se refere à necessidade de manter sistemas sociais
sustentáveis no plano internacional, nacional, local e familiar, a fim de conseguir uma distribuição
equitativa dos benefícios dos bens e serviços produzidos.
As modificações ambientais, como a degradação da vegetação natural, por exemplo, têm o
potencial de facilitar a disseminação de várias doenças, novas ou não e de transmissão silvestre ou não.
Diversos patógenos infecciosos prospera sob mudanças no uso da terra, como vírus e bactérias,
causando impactos na saúde das populações e podendo afetar também aspectos econômicos, tanto
local quanto globalmente. A atual pandemia, que assola o mundo desde dezembro de 2019, somente
será superada a partir de ações multidisciplinares. Neste aspecto, vêm sendo levantada uma série de
questões para além da atenção à saúde, como conservação ambiental, segurança alimentar, renda
básica, acesso à água potável, descarte de resíduos, dentre outros.
Considerando a degradação ambiental, o desmatamento está atrelado à diversos fatores que
interferem na qualidade de vida, tais como: proteção de áreas de mananciais ambientalmente frágeis;
ausência de áreas prioritárias para conservação (Unidades de Conservação e Terra Indígenas); ausência
de saneamento básico; piora na qualidade do ar e do solo (Souza et al., 20018; Martins et al., 2019).
Por outro lado, a relação entre a infraestrutura sanitária e a situação da saúde das populações é causal
(Bellido et al., 2010; Bühler et al., 2014). A pesquisa feita por Uhr, Schmechel, Uhr, 2016, demonstra
que a redução da morbidade é mais significativa quando há aumento dos domicílios com rede coletora
de esgotos e coleta adequada de resíduos sólidos, diminuindo os gastos públicos com tratamento
hospitalar a medida em que se aumenta a cobertura de serviços básicos de saneamento.
Diante do exposto, a produção do presente capítulo, teve como objetivo explanar dados
relacionados ao meio ambiente, especificamente: desmatamento e saneamento básico, e argumentar
sobre as suas associações com os aspectos de saúde pública no Brasil, principalmente em relação à
prevenção à infecção pela COVID-19.

MEIO AMBIENTE E COVID-19: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

O setor ambiental, dentre outras áreas de atuação, vem enfrentando problemas, relacionados
a atual pandemia, no país. Como exemplo, temos o relato, da bióloga e analista ambiental L.O.S.F, que
trabalha na Coordenadoria de Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Ambiente e

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Sustentabilidade de Macaé-RJ. Quando questionada sobre as relações entre sua organização e a


COVID-19, nos forneceu as seguintes respostas:
1. A organização na qual trabalha, está enfrentando problemas em relação à COVID-19. Se
sim, quais seriam (financeiros, ambientais, etc.)?

Sim. Devido à necessidade de isolamento social, as atividades laborais da Secretaria de


Ambiente (SEMA) foram interrompidas. Por ser do grupo de risco (doenças autoimunes), fui
afastada do trabalho desde o dia 16 de março, por decreto municipal. Isso acarreta na
interrupção da análise de processos de licenciamento ambiental, no andamento de projetos de
educação ambiental, nos serviços de arborização urbana e em todos os demais serviços
oferecidos pela SEMA. Estamos nos esforçando para dar andamento nos projetos que possam
ser realizados de forma online e no atendimento pontual de demandas urgentes da população.
(L.O.S.F)

2. De que forma acredita que o governo poderia melhorar o atual cenário ambiental em
relação à COVID-19?

A prevenção à COVID-19 exige a assepsia de objetos, assim como a necessidade de acesso à


água, seja para lavar as mãos, seja para banhos ao voltar da rua para casa. O acesso à água não
é garantido à vários bairros do município, sendo a qualidade e a quantidade do recurso hídrico,
limitada para várias regiões. A sustentabilidade dos recursos hídricos, seja na produção,
quantidade, qualidade e na preservação de remanescentes de Mata Atlântica, que prestam
serviços ecossistêmicos que garantam a sustentabilidade do recurso, tornam-se vitais no
cenário atual e futuro. Projetos como o de elaboração dos Planos Municipais de Mata Atlântica
servirão como norteadores para ações urgentes e futuras. (L.O.S.F)

3. Na área geográfica de atuação da sua organização, como são conduzidas, principalmente


em relação a população local, questões referentes ao desmatamento, poluição do ar e saneamento
básico?

A SEMA é parceira de programas como o “Olho no verde”, do INEA, que utiliza imagens de
satélites de alta resolução espacial, para fazer o monitoramento da cobertura florestal e a
identificação de áreas que sofreram desmatamento na Mata Atlântica. O Programa tem por
objetivo detectar e fornecer informações inteligentes e estratégicas de desmatamento, para
subsidiar ações rápidas e eficazes de fiscalização a fim de combater o desmatamento ilegal no
Estado do Rio de Janeiro. Caso o Programa identifique algum foco de desmatamento no
município, uma notificação é enviada à SEMA e são iniciados os protocolos de averiguação,
avaliação e fiscalização do fato.

Em relação à poluição do ar, as atividades passíveis de licenciamento são rigorosamente


avaliadas e fiscalizadas, quanto à emissão de poluentes na atmosfera.

Nos últimos anos, o município tem empenhado esforços para concluir o saneamento básico
em todos os bairros do distrito sede, onde grande parte da população está adensada. Em 2019,
foi iniciada uma parceria com o Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Macaé e das Ostras,
para elaboração do Plano de Saneamento, que inclui os segmentos de resíduos, saneamento,
drenagem e abastecimento. Atualmente o plano encontra-se em elaboração com consultas
online. (L.O.S.F)

4. Você e sua organização estão reinventando a forma de trabalho para se adequar à


atualidade? De que forma? (Ou estão tendo dificuldades para tal).

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Devido à necessidade de isolamento social, algumas atividades têm sido desenvolvidas de


forma remota, em caráter home office, com reuniões online, por meio de aplicativos ou
programas. (L.O.S.F)

L.O.S.F desempenha atividades de: análise, vistoria e parecer de processos de licenciamento


ambiental municipal; elaboração de projetos de cunho ambiental; vistorias conjuntas com outros
setores; vistorias de fiscalização; análises processuais com ênfase em Unidades de Conservação; dentre
outras. E sente, nos âmbitos ambiental, social e de saúde, as interferências da pandemia de COVID-
19.
Portanto procura, juntamente com sua equipe de trabalho, os melhores caminhos a trilhar, e
formas mais amenas de continuar exercendo suas funções, garantindo que o meio ambiente e
consequentemente a população, que faz parte desse meio, não enfrente grandes impactos.

DESMATAMENTO: CONSEQUÊNCIAS E RELAÇÕES COM SAÚDE PÚBLICA

A exemplo dos esforços realizados por L.O.S.F e sua equipe de trabalho, o desmatamento
da vegetação é um assunto de extrema importância para a sociedade e amplamente discutido na
literatura das ciências ambientais. Segundo o levantamento de recursos globais florestais da
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 1990 a área com floresta
correspondia a 31,6% do território mundial, no ano de 2015 essa área passou a 30,6% (FAO, 2018).
Segundo publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2016 e
2018, aproximadamente 1% do território brasileiro teve mudança na cobertura e uso da terra. As áreas
de vegetação natural são substituídas por áreas antrópicas ou pelo avanço das áreas agrícolas sobre
áreas de pastagem. Esse processo ocasionou uma redução de 7,6% da área de vegetação florestal e de
10% da vegetação campestre entre 2000 e 2018 (IBGE, 2020).
O Brasil possui seis biomas, Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa,
e cada um deles possui um papel relevante para a manutenção de diferentes bens naturais. O bioma
Amazônico ocupa cinco unidades da federação (Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), e abrange
grande parte de Rondônia (98,8%), mais da metade de Mato Grosso (54%), além de parte de Maranhão
(34%) e Tocantins (9%), totalizando 4.871.000 km2 no Brasil (IBGE, 2016). O avanço da derrubada
da floresta até 1980 alcançou 300 mil km², equivalente a 6% de sua área total. Nas décadas de 80 e 90,
cerca de 280 mil km² foram incorporados à área desmatada. Nos primeiros anos da década 2000 o
ritmo intensificou-se, alcançando uma área acumulada de aproximadamente 670 mil km² em 2004, o
equivalente a aproximadamente 16% da área de floresta da Amazônia Legal (Brasil, 2013).

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Esse bioma, desde 1960, com a chegada de migrantes vindos de outras regiões do Brasil, vem
passando por constantes mudanças, sendo a abertura das rodovias uma das principais causas de
impactos (Dieese, 2014; Corrêia et al., 2018; Silva et al., 2019).
A série histórica de 2004 a 2019 do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na
Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostra
que nos anos de 2004 a 2008 ocorreram os maiores picos de desmatamento na Amazônia Legal, sendo
a menor taxa em 2012, voltando a crescer em 2019 (Figura 1) (INPE, 2019).

30000
Taxa de desmatamento (km2)

25000
20000
15000
10000
5000
0

2019*
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
Ano

Figura 1. Taxa de desmatamento anual na Amazônia Legal (km²). Fonte: INPE, 2019. Elaboração:
Os autores.

O “Arco do Desmatamento” se estende do sudeste de Maranhão, passando pelo norte do


Tocantins, sul do Pará, norte de Mato Grosso, estado de Rondônia, sul do Amazonas, ao sudeste do
Acre (Andrade Filho, Neto, Hacon et al., 2017). No estado de Mato Grosso, por exemplo, o
desmatamento se inicia na década de 80, no início da migração do sulista (Corrêa et al., 2018; INPE,
2019). Na década de 90 o estado apresenta um pico de desmatamento, permanecendo em destaque
até a década de 2000 (INPE, 2019). O estado foi campeão de desmatamento em 2004 e 2005,
assumindo, o estado do Pará, essa posição de 2006 a 2019 (Figura 2).

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

14000

Taxa de destamatamento (Km2) 12000 AC


10000 AM
8000 AP
MA
6000
MT
4000
PA
2000
RO
0 RR
2005

2012

2019
2004

2006
2007
2008
2009
2010
2011

2013
2014
2015
2016
2017
2018
TO

Ano

Figura 2. Taxa de desmatamento anual no Estados da Amazônia Legal (km²) 2004 a 2019. Fonte:
Dados obtidos do INPE, 2019. Elaboração: Os autores.

O cerrado, ocupa parte dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito
Federal, Rondônia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí. Neste
bioma, no ano de 2018, segundo dados do INPE, 6.634,10 Km 2 foram desmatados, no ano de 2019,
6.483,40 Km2, havendo uma redução de 2,32% na taxa de desmatamento. O estado de Mato Grosso
foi campeão do desmatamento também neste bioma, somando uma área desmatada de 1.918,68 Km 2
nos anos referidos (INPE, 2020).
De acordo com o Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), sistema de alerta
de desmatamento do INPE, em janeiro de 2020 houve um aumento de 52% na área sob alerta de
desmatamento (Amazônia Legal, Amazônia e Cerrado) em relação ao mesmo mês do ano anterior, em
fevereiro, o incremento foi de 25% ao mesmo mês de 2019 e em março, de 30% (Guimarães et al.,
2020; INPE, 2020). A mídia refere-se à falta de impacto destas notícias como “efeito coronavírus”
(Ferrante; Fearnside,2020).
O monitoramento do desmatamento nos demais biomas: Mata Atlântica, Pampa, Pantanal e
Caatinga, é feito por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros
por Satélite - PMDBBS, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), no qual não se tem publicados os
dados a partir de 2011. Tal fato dificulta que a população acompanhe a degradação ambiental e que,
tanto ela quanto o governo, tomem medidas para frear o desmatamento.
Outro efeito adverso à conservação ambiental são as queimadas, que costumam ocorrer de
forma isolada ou sucedendo o desmatamento, e são causas de poluição ambiental, podendo configurar
em riscos à saúde populacional, como o aumento e agrave de doenças pulmonares, exemplo da Asma.
Dentre as causas estão, a produção agropecuária e a instalação de edificações para moradia e comércio.

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Para Abadias et al., 2020, práticas de manejo incorreto na atividade pecuária, como as atividades de
desmatamento seguidas pela queima da vegetação configuram-se em problemas relacionados ao
aumento de focos de calor no estado do Amazonas.
Conforme Santos; Valverde, 2020, o desmatamento em áreas da Caatinga, está conjugado
com as queimadas, para a retirada do remanescente vegetal, objetivando a limpeza por completo.
Sendo as queimadas realizadas com o intuito de instalar edificações para moradia e loteamento de
terrenos para comercialização, além de servir como preparo do solo para agricultura. Além dos
impactos provocados pelo desmatamento, a queimada prejudica ainda mais o ambiente, pois além de
agredir a flora nativa, causa sérios danos ao solo, comprometendo a sua capacidade produtiva, tanto
para a agricultura, quanto para a regeneração do ambiente afetado, por exemplo.
Alves et al. (2017) destacam que o desmatamento leva a perda de diversidade da fauna e flora.
Lorenz et al. (2016) alertam que o desmatamento altera o regime de precipitação. Khanna et al. (2017)
advertem que o desmatamento modifica a temperatura e deixa o clima mais quente e seco, aumentado
o risco de queimada da vegetação remanescente.
O desmatamento afeta o ciclo hidrológico a nível local, como também promove alterações a
nível regional e global, no caso, por exemplo, de mudanças climáticas. Nos últimos meses tem sido
evidenciado aspectos relacionados à seca nas regiões sul e sudeste do país, o que costumava ocorrer
com frequência e intensidade na região nordeste. O regime de chuvas nessas regiões é afetado pelo
desmatamento ocorrido na Amazônia, devido ao que chamamos de “rios voadores”, diferentemente
da região nordeste, onde a disponibilidades hídrica é proveniente da existência ou não de aquíferos
livres, e da precipitação. Os rios voadores são cursos de água que percorre caminhos na atmosfera, são
formados por massas de ar que carregam a umidade, em forma de vapor, da bacia Amazônica para a
regiões citadas, passando antes pela região centro-oeste. O desmatamento reduz as áreas florestadas,
fazendo com que diminua os índices de evapotranspiração, pela menor taxa de transpiração das
plantas, influenciando, negativamente, a quantidade de água precipitada em São Paulo, por exemplo.
De acordo com Carmo; Carmo, 2019, várias pesquisas analisam o transporte de gases, traços
e aerossóis que provem de queimadas na região amazônica, associado à convecção úmida profunda,
indicando a importância deste dinamismo em redistribuir poluentes para a troposfera, e, mesmo que
indiretamente, se relacionar as alterações do clima. Vários estudos têm enfatizado que o desmatamento
influencia diretamente nas mudanças climáticas, na poluição do ar, na alteração do regime de
precipitação e na qualidade de vida das pessoas, deixando vulnerável às doenças infecciosas (Moore et
al., 2016; Ding et al., 2017).

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Como consequências das atividades de queimadas e desmatamento, há o avanço das


atividades agropecuárias, dispersão de espécies exóticas e a degradação dos recursos naturais,
resultando em grande risco de extinção de muitas espécies (Machado et al., 2014; Jerominiet al., 2018).
As mudanças na estrutura da vegetação natural são uma ameaça para a qualidade dos recursos
naturais e para saúde humana (Da Silva et al., 2019). Estas alteram o nicho ecológico aumentando a
possibilidade de introdução de espécies invasoras em áreas urbanas; da mesma forma, práticas agrícolas
e a perda de biodiversidade podem acarretar no aumento da propagação de patógenos infecciosos;
finalmente, a queimada aumenta a poluição atmosférica, elevando a probabilidade do desenvolvimento
de problemas crônicos na saúde humana, como as doenças respiratórias e cardiovasculares (Lorenz
et al., 2016; Alves et al., 2017; Rodrigues et al., 2019; Kumarihamy; Tripathi, 2019).
De acordo com Olival et al., 2017, a maioria das doenças infecciosas humanas emergentes é
zoonótica, com vírus que se originam em mamíferos selvagens de particular interesse (por exemplo,
HIV, Ebola e SARS). Porém, os morcegos abrigam uma proporção significativamente maior de vírus
zoonóticos do que todas as outras ordens de mamíferos. Até onde se conhece, todos os coronavírus,
potencialmente infecciosos aos humanos, foram originados de reservatórios de animais, e acredita-se
que quatro deles sejam transmitidos ao ser humano por meio de morcegos (Bolles et al., 2011, Chan
et al., 2015, Corman et al., 2013, Huynh et al., 2012). Campos et al. (2019) observaram que, as linhas
celulares derivadas de humanos foram suscetíveis à infecção pelo vírus da estomatite vesicular
quimérica pseudotipado HL18, um tipo de Influenza, concluindo que a abundância de morcegos da
espécie A. lituratus na América Latina pode assim facilitar infecções por transbordamento em outros
vertebrados em uma faixa geográfica e hospedeira pouco reconhecida.
Como consequência, na ocorrência de epidemias, as pessoas dos grupos de risco (idosos;
portadores de comorbidades como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e respiratórias;
imunodeprimidos) são mais vulneráveis (Luna; Silva, 2013). No caso das que vivem em condições
precárias e têm níveis mais baixos de educação e renda, a vulnerabilidade aumenta (Gohn, 2019).
Se por um lado, o desmatamento pode ter um efeito direto na propagação de patógenos que
se originam em animais e saltam entre espécies, por outro, uma pandemia, nas proporções da que
vivemos hoje, pode relativizar os efeitos do desmatamento de áreas extremamente importantes para a
manutenção do equilíbrio ecológico. O correto direcionamento das atenções públicas para o avanço
da pandemia, vem fazendo com que as notícias de aumento de áreas desmatadas percam um pouco
sua força e impacto, embora, seja inquestionável a sua relevância.

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SANEAMENTO BÁSICO E RELAÇÕES COM SAÚDE PÚBLICA

Os recursos hídricos subterrâneos e superficiais de água doce são de extrema relevância para
o país, pois além de fonte de água potável (quando em condições naturais e após tratamento simples)
para consumo humano e de água utilizável nos serviços públicos de rede de água e esgoto, servem
como atrativos naturais (Brasil, 1997, Conama, 2005).
De acordo com a Lei nº 11.445 (Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico), de 5 de
janeiro de 2007, entende-se por saneamento básico o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações
operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de
resíduos sólidos e águas pluviais (Brasil, 2007). Além de constar nesta lei, o saneamento, considerado
garantia legal, está também na Política Nacional de Meio Ambiente (Lei n° 6.938/1981), na
Constituição Federal de 1988 e na Lei do Sistema Único de Saúde (Lei nº 8.080/1990). Este conjunto
de leis dispõe sobre as diretrizes e obrigações de cada esfera governamental relativas à implementação
do saneamento básico no país, considerando como princípio fundamental o fato de ser um direito
básico de acesso universal e integral (Brasil, 1981, 1988, 1990, 2007).
Contudo, após mais de 30 anos desde a primeira legislação sobre o saneamento básico, sua
universalidade e integralidade ainda não foram uniformemente alcançadas no país. O Plano Nacional
de Saneamento Básico (PLANSAB), que resulta da lei (11.445/07), engloba todas as esferas
governamentais do país. Dados divulgados pelo PLANSAB, de 2013, mostraram o tamanho do déficit
de saneamento básico no país classificando os indicadores como adequado, precário ou sem
atendimento (as situações não enquadradas nas anteriores, consideradas inadequadas). Considerando
o atendimento precário, o déficit atingiu 50,7% da população em relação ao esgotamento sanitário,
33,9% em relação ao abastecimento de água e 27,2% em relação ao manejo de resíduos sólidos (Brasil,
2013).
No dia 15 de julho de 2020, foi sancionada a Lei 14.026/2020, que atualiza o marco legal do
saneamento básico no Brasil. Através dele foi estabelecida a data de 31 de dezembro de 2033 para a
universalização dos serviços de saneamento e também que a Agência Nacional de Águas (Ana), que tem
o papel de garantir a segurança hídrica do país, será a responsável por editar as normas de referência
para a prestação de saneamento básico. A Lei prorroga o prazo para o fim dos lixões, facilita a
privatização de estatais do setor e extingue o modelo atual de contrato entre municípios e empresas
estaduais de água e esgoto. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a
empresa privada que vier a assumir a estatal. O texto também torna obrigatória a abertura de licitação,
envolvendo empresas públicas e privadas. Os contratos deverão se comprometer com cobertura de

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99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto até 2033 (Brasil,
2020).
Segundo a OMS, a cada R$ 1 investido em saneamento, gera-se uma economia de R$ 4 em
investimento na saúde. E, anualmente, 15 mil pessoas morrem e 350 mil são internadas no Brasil devido
a doenças ligadas à precariedade do saneamento básico. Sendo esse problema agravado pelo novo
coronavírus. Para a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), a
pandemia da COVID-19 trouxe novos cenários econômicos e sociais que precisam ser debatidos antes
de qualquer alteração legislativa, o que não ocorreu com o novo marco legal do saneamento. A
associação também destaca que o marco pretende ampliar a participação da iniciativa privada no setor
sem considerar as demandas e especificidades dos sistemas públicos (ASSEMAE, 2020).
A fragilidade na governança municipal e estadual de muitos governantes brasileiros, e falta de
ampliação e do cumprimento de políticas públicas dificulta a implementação e execução de serviços de
saneamento, interferindo negativamente na oferta de distribuição universal do saneamento básico no
País. O controle de gastos e a má distribuição de verbas dificulta economicamente os investimentos nos
locais mais prejudicados, consequentemente a população de baixa renda e bairros periféricos sofrem
mais intensamente com os problemas de ordem sanitária e abastecimento de água. Assim, considerando
o frágil debate sobre a implantação do novo marco do saneamento, o resultado parece precipitado e
não a melhor estratégia para combate à desigualdade social e acesso aos serviços básicos.
O saneamento básico é foco específico da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB),
contudo, o mesmo é investigado também no Censo Demográfico e na Pesquisa Nacional por
Amostras de Domicílios contínua anual (PNADC/A), que possuem dados mais recentes. Ambos
realizados pelo IBGE, órgão governamental responsável pela condução de pesquisas, que revelam a
realidade do país sob diferentes aspectos. A vantagem de analisar o saneamento a partir destas
pesquisas é a ampla gama de variáveis disponíveis, permitindo a realização de diversos recortes
territoriais, populacionais, etc.
Foram aqui analisados os dados da PNADC/A e do Censo Demográfico 2010 para verificar
a cobertura de algumas variáveis do saneamento básico no país. Em relação à PNADC/A, para
comparação, foram agregadas as categorias referentes ao destino do lixo, coletado diretamente por
serviço de limpeza e coletado em caçamba de serviço de limpeza, e referente ao abastecimento de água,
para o ano de 2019, rede geral ou rede pluvial e fossa séptica ligada à rede.

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A
100
80
60 2016
% 40
20 2017

Santa…
Rio…

Espírito…
Rio de…

Mato…
Mato…
Rio…
Pernamb…

Minas…

Distrito…
0 Amazonas 2018
Rondônia

Pará

Ceará

Bahia
Amapá

Sergipe

Paraná
Brasil

Roraima

Piauí

Goiás
Tocantins
Maranhão

São Paulo
Alagoas
Acre

Paraíba
2019

B
100
90
80
70
60
% 50
40 2016
30
20
10 2017

Mato Grosso do…


Rio Grande do…

0
2018
Pará

Espírito Santo
Rondônia

Ceará

Bahia

Mato Grosso
Amazonas

Amapá

Sergipe

Santa Catarina
Paraná
Roraima

Rio Grande do Sul


Brasil

Rio de Janeiro

Goiás
Maranhão
Piauí

São Paulo
Tocantins

Alagoas

Minas Gerais

Distrito Federal
Pernambuco
Acre

Paraíba

2019

C
100
90
80
70
60
% 50
40
30 2016
20
10 2017
Rio Grande do…

0
Pará
Rondônia

Mato Grosso
Bahia

Santa Catarina
Amapá

Ceará

Sergipe
Amazonas

Paraná
Brasil

Roraima

Rio Grande do Sul

Goiás
Rio de Janeiro
Maranhão
Piauí

Mato Grosso do Sul


São Paulo
Tocantins

Minas Gerais
Alagoas

Distrito Federal
Pernambuco

Espírito Santo
Acre

Paraíba

2018
2019

Figura 3. Percentual de domicílios particulares permanentes com abastecimento de água por rede
geral (A), esgotamento sanitário por rede geral (B) e coleta do lixo por serviço de limpeza (C), segundo
as regiões do Brasil, 2016-2019. Fonte: Dados obtidos do IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua Anual, 2016-2019. Elaboração: Os autores.

Verifica-se, pelos resultados da PNADC/A, que o esgotamento sanitário é a variável que


apresenta os menores percentuais quando comparado com o abastecimento de água e o destino do
lixo (Figura 3A, B e C). Quatro estados do Norte possuem em torno de 50% dos domicílios com

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abastecimento de água por rede geral (Figuras 3A). Destaca-se que nos estados no Norte, Nordeste e
Centro-Oeste estão os menores percentuais de domicílios com esgotamento sanitário via rede geral.
Dentre estes, Rondônia, Pará, Amapá e Piauí chamam atenção por possuírem percentuais próximos a
10% (Figura 3B). Com relação ao lixo coletado por serviço de limpeza, os estados apresentam
percentuais acima de 70%, com exceção do Maranhão e Piauí (Figura 3C).
Considerando que os resultados mostram que quase metade da população brasileira não tem
acesso à coleta de esgoto (Figura 3B) cabe apontar ainda que o acesso à água de qualidade e sem
interrupções não é universal. No Nordeste e no Sudeste somente cerca de 60% dos domicílios ligados
à rede geral tinham fornecimento diário em 2019, segundo a PNADC/A. Não menos importante,
outro fator que dificulta o acesso ao saneamento é o custo da ligação entre o domicílio e a rede geral,
a ser pago pelo morador (Mendes; Barcellos, 2018). Todos estes fatores demonstram que o direito à
mais eficaz maneira de proteção contra o vírus causador da pandemia não é garantido a todos.
Já os resultados do Censo Demográfico 2010 ilustram bem as diferenças relativas ao
saneamento básico entre as regiões do país, assim como entre as áreas urbanas e rurais. Chama atenção
o alto percentual de domicílios que recebem água por rede geral no Sudeste (90,28%) e o baixo
percentual no Norte (54,48%). Considerando a situação do domicílio, o Norte e o Nordeste possuem
menos de 70% dos domicílios urbanos com abastecimento por rede geral (Tabela 1). Em relação ao
esgotamento sanitário por rede geral, com exceção do Sudeste, com 81,06%, as regiões apresentam
menos de 50%, sendo comum em tais regiões a utilização de fossa séptica e fossa séptica rudimentar
(Tabela 2). Apesar das regiões possuírem mais de 60% dos domicílios com lixo coletado por serviço
de limpeza chama atenção que 21,8% dos domicílios do Norte e 17,93% do Nordeste queimam o lixo
na propriedade, principalmente na área rural (Tabela 3).

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Tabela 1. Percentual de domicílios particulares permanentes, por situação do domicílio e a forma de


abastecimento de água, Brasil e regiões, Censo Demográfico 2010. Fonte: Dados obtidos do IBGE -
Censo Demográfico 2010. Elaboração: Os autores, 2020.
Brasil Norte Nordeste
Forma de abastecimento de água
Total Urbana Rural Total Urbana Rural Total Urbana Rural
Rede geral 82,85 78,93 3,93 54,48 50,2 4,28 76,61 67,9 8,72
Poço ou nascente na propriedade 10,03 4,73 5,3 31,59 20,5 11,09 7,92 3,3 4,62
Poço ou nascente fora da propriedade 3,78 1,36 2,42 6,71 4,21 2,5 6,77 2,01 4,76
Carro-pipa ou água da chuva 1,22 0,24 0,98 0,42 0,19 0,22 3,99 0,49 3,5
Rio, açude, lago ou igarapé 1,3 0,09 1,21 5,93 0,17 5,76 2,73 0,19 2,54
Poço ou nascente na aldeia 0,03 0 0,03 0,11 0 0,11 0,02 0 0,02
Poço ou nascente fora da aldeia 0 0 0 0,01 0 0,01 0 0 0
Outra 0,8 0,53 0,27 0,75 0,5 0,25 1,96 1,16 0,8
Total 57.324.167 49.226.751 8.097.416 3.975.533 3.012.377 963.156 14.922.901 11.199.960 3.722.941
Sudeste Sul Centro-Oeste
Rede geral 90,28 89,01 1,27 85,48 81,12 4,36 81,76 80,12 1,64
Poço ou nascente na propriedade 6,76 3,03 3,73 10,8 3,43 7,37 14,95 7,79 7,16
Poço ou nascente fora da propriedade 2,01 0,79 1,22 3,28 0,85 2,43 2,05 0,8 1,25
Carro-pipa ou água da chuva 0,28 0,18 0,1 0,05 0,03 0,03 0,25 0,15 0,1
Rio, açude, lago ou igarapé 0,25 0,05 0,2 0,12 0,02 0,09 0,58 0,03 0,55
Poço ou nascente na aldeia 0 0 0 0,02 0 0,02 0,12 0 0,12
Poço ou nascente fora da aldeia 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Outra 0,41 0,35 0,05 0,25 0,19 0,06 0,28 0,14 0,14
Total 25.199.781 23.539.756 1.660.025 8.891.279 7.615.138 1.276.141 4.334.673 3.859.520 475.153

Tabela 2. Percentual de domicílios particulares permanentes, por situação do domicílio e o tipo de


esgotamento sanitário, Brasil e regiões, Censo Demográfico 2010. Fonte: Dados obtidos do IBGE -
Censo Demográfico 2010. Elaboração: Os autores.
Brasil Norte Nordeste
Tipo de esgotamento sanitário
Total Urbana Rural Total Urbana Rural Total Urbana Rural
Rede geral de esgoto ou pluvial 55,45 55,01 0,44 13,98 13,76 0,22 33,97 33,42 0,55
Fossa séptica 11,61 9,65 1,96 18,84 17,02 1,82 11,24 9,16 2,08
Fossa rudimentar 24,46 16,84 7,62 48,25 36,32 11,93 39,96 27,07 12,89
Vala 2,44 1,6 0,84 5,83 3,18 2,66 3,27 1,88 1,4
Rio, lago ou mar 2,08 1,66 0,42 2,64 1,96 0,68 1,47 1,33 0,14
Outro tipo 1,32 0,61 0,71 5,83 2,28 3,55 2,27 0,94 1,34
Não tinham 2,64 0,51 2,14 4,62 1,26 3,37 7,81 1,25 6,57
Total 57.324.167 49.226.751 8.097.416 3.975.533 3.012.377 963.156 14.922.901 11.199.960 3.722.941
Sudeste Sul Centro-Oeste
Rede geral de esgoto ou pluvial 81,06 80,55 0,51 45,78 45,45 0,33 38,39 38,31 0,08
Fossa séptica 5,45 4,22 1,23 25,68 21,51 4,18 13,15 11,83 1,32
Fossa rudimentar 7,63 4,28 3,35 24,64 16,14 8,49 46,74 38,2 8,54
Vala 1,9 1,53 0,36 2,06 1,34 0,72 0,37 0,14 0,23
Rio, lago ou mar 3,09 2,37 0,72 0,88 0,74 0,14 0,25 0,22 0,03
Outro tipo 0,49 0,36 0,13 0,5 0,24 0,26 0,48 0,17 0,31
Não tinham 0,38 0,11 0,28 0,47 0,22 0,24 0,63 0,17 0,46
Total 25.199.781 23.539.756 1.660.025 8.891.279 7.615.138 1.276.141 4.334.673 3.859.520 475.153

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Tabela 3. Percentual de domicílios particulares permanentes, por situação do domicílio e o destino


do lixo, Brasil e regiões, Censo Demográfico 2010. Fonte: Dados obtidos do IBGE - Censo
Demográfico 2010. Elaboração: Os autores.
Brasil Norte Nordeste
Destino do lixo
Total Urbana Rural Total Urbana Rural Total Urbana Rural
Coletado 87,41 83,61 3,8 74,26 70,92 3,34 74,97 70,31 4,67
Coletado por serviço de limpeza 80,23 77,35 2,88 66,12 63,52 2,61 63,91 60,32 3,59
Coletado em caçamba de serviço de limpeza 7,18 6,26 0,92 8,13 7,4 0,73 11,06 9,98 1,08
Queimado (na propriedade) 9,56 1,36 8,2 21,8 3,67 18,12 17,93 2,53 15,4
Enterrado (na propriedade) 0,58 0,07 0,51 0,93 0,14 0,8 0,63 0,12 0,51
Jogado em terreno baldio ou logradouro 1,98 0,7 1,28 2,18 0,82 1,35 5,92 1,86 4,06
Jogado em rio, lago ou mar 0,08 0,05 0,03 0,27 0,08 0,18 0,14 0,1 0,05
Outro destino 0,4 0,1 0,3 0,57 0,13 0,44 0,4 0,14 0,26
Total 57.324.167 49.226.751 8.097.416 3.975.533 3.012.377 963.156 14.922.901 11.199.960 3.722.941
Sudeste Sul Centro-Oeste
Coletado 94,97 92,3 2,67 91,62 85,02 6,6 89,67 87,6 2,07
Coletado por serviço de limpeza 89,08 87,22 1,86 87,18 81,78 5,4 83,63 82,16 1,46
Coletado em caçamba de serviço de limpeza 5,89 5,08 0,81 4,44 3,24 1,2 6,04 5,43 0,61
Queimado (na propriedade) 4,08 0,69 3,39 6,32 0,42 5,9 8,01 0,98 7,03
Enterrado (na propriedade) 0,17 0,02 0,15 1,2 0,07 1,13 1,18 0,1 1,08
Jogado em terreno baldio ou logradouro 0,5 0,3 0,2 0,21 0,06 0,15 0,51 0,25 0,26
Jogado em rio, lago ou mar 0,04 0,03 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0 0,01
Outro destino 0,24 0,08 0,17 0,64 0,08 0,57 0,62 0,11 0,51
Total 25.199.781 23.539.756 1.660.025 8.891.279 7.615.138 1.276.141 4.334.673 3.859.520 475.153

Os resultados de ambas as pesquisas analisadas revelam a imensa desigualdade que existe no


Brasil. Em consonância com os resultados, o Atlas da Vulnerabilidade Social nos municípios brasileiros
revelou que, apesar das melhorias entre 2000 e 2010, aqueles do Sul e Sudeste apresentaram, ainda,
menor vulnerabilidade, ao contrário das demais regiões do país (Costa; Margutti, 2015).
A carência de saneamento básico contribui consideravelmente para a contaminação dos
mananciais e constitui um dos problemas ambientais mais sérios que apresentam relação direta com
saúde pública. Os impactos ambientais sobre os recursos hídricos são evidenciados pelas alterações
nos cursos d’água por medidas estruturais como: obstruções e desvios de canais de água, canalizações,
barramentos e poluição difusa ou pontual ocasionada pelo despejo direto de efluentes sem tratamento
(Caixeta; Martins; Shiraiwa, 2019).
Adicionalmente, algumas das técnicas utilizadas no tratamento da água não têm sido corretas
e/ou amplamente aplicadas, resultando em não garantia de sua potabilidade. Ao mesmo tempo, o
tratamento do esgoto, negligenciado em diversas cidades, contribui para a poluição do ambiente e das
fontes de água. Fatores como agrotóxicos, metais pesados, descarte inadequado de resíduos e de
esgoto, por exemplo, contribuem com a poluição das águas e comprometem total ou parcialmente sua
utilização (Gonçalves et al., 2018; Oliveira et al., 2018; Silva et al., 2018; Costa et al. 2019; Lima et al.,
2020).
Em relação à qualidade das águas, a publicação da Agência Nacional de Águas (Ana) (2019),
sobre a Conjuntura dos Recursos Hídricos do Brasil, analisou dados, referentes a 2017, da Rede
Hidrometeorológica Nacional que não cobre todos os estados brasileiros, mas possui quase 22 mil
estações no país. Dentre os resultados, o Índice de Qualidade das Águas (IQA), composto por nove

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

parâmetros, revela que os problemas na qualidade de água, classificados em ruim e péssimo, se


concentram majoritariamente naqueles corpos hídricos localizados nas capitais e grandes cidades do
país.
Os processos de despoluição e descontaminação das águas, são altamente custosos, e o
incentivo governamental para monitoramento das bacias e a inclusão tecnológica nas Estações de
Tratamento de Água e Esgoto é escasso, assim, a Ana iniciou, em 2001 e 2006, dois programas de
recuperação de Bacias Hidrográficas. Tais programas têm resultado em melhorias no controle da
poluição hídrica (Libanio, 2016).
Outra questão importante ligada ao padrão das águas é a existência de patógenos, pois estes
afetam a saúde, especialmente das populações vulneráveis, e principalmente crianças menores de cinco
anos, resultando em um problema de saúde pública (Ríos-Tobón; Agudelo-Cadavid; Guitiérrez-
Builes,2017; PAIVA; Souza, 2018). Diversos agentes causadores de doenças, como as virais, não são
eliminados nos processos de tratamento utilizados no Brasil (Prado; Miagostovich, 2014). Estudos
recentes, alguns ainda em andamento, conduzidos em diferentes cidades do mundo, vêm reportando
a existência do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no esgoto, em águas naturais e residuais, e nas fezes,
indicando que outras vias também são possivelmente responsáveis pela dispersão do vírus (Soares et
al., 2020; Ana, 2020).
Pesquisas utilizando amostras de esgoto coletado semanas ou meses antes do primeiro caso
registrado de COVID-19 revelaram a presença do SARS-CoV-2. Estas descobertas indicam três
achados importantes: o monitoramento: detecções no esgoto podem servir como ferramenta ampla e
barata de vigilância do avanço da COVID-19; o possível risco à saúde: presença do material genético
do vírus nas fezes indica que o esgoto pode ser uma via de contágio; e a origem da pandemia: o vírus
pode ter circulado bem antes do que afirma a cronologia oficial” (Cavarria-Miró et al., 2020; Fongaro
et al., 2020; Ana, 2020).
De acordo com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, a presença do coronavírus nos
esgotos cresce conforme a expansão da pandemia. O 2º boletim do monitoramento ambiental do
coronavírus (SARS-Cov-2) nos esgotos do Rio Grande do Sul apontou uma crescente presença do
vírus nas amostras de água coletadas em Porto Alegre e em pontos de Novo Hamburgo e São
Leopoldo. A chefe da Divisão de Vigilância Ambiental do Centro Estadual de Vigilância em Saúde
(CEVS), Aline Campos, salientou que os resultados preliminares mostram ser possível detectar a
presença do vírus nas águas residuais domiciliares ou hospitalares, mesmo antes de aparecerem casos
confirmados da COVID-19 nesses locais (Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, 2020).
Segundo estudo de Fongaro et al. (2020), já citado anteriormente, executado na Universidade
Federal de Santa Catarina, as partículas de coronavírus já estavam no esgoto de Florianópolis em

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novembro de 2019. Até o momento, trata-se da amostra mais antiga do SARS-CoV-2 nas Américas.
Em entrevista para o jornal EL PAÍS, os pesquisadores tiveram acesso ao esgoto residencial, que havia
sido coletado mensalmente para outros estudos em virologia. O primeiro resultado positivo para
SARS-Cov-2 ocorreu em 27 de novembro de 2019, quando foram encontradas 100.000 partículas por
litro de esgoto. A autora explicou ao jornal que “as partículas do vírus são excretadas do corpo humano
após já terem circulado pelo organismo, o que leva cerca de 20 dias, assim, o coronavírus já estava
entre a população de Florianópolis antes mesmo de termos ciência de sua rotina em pacientes, sejam
assintomáticos ou sintomáticos” (El País, 2020).
Medidas preventivas ao novo coronavírus, recomendadas pela Organização Mundial da
Saúde e demais órgãos de saúde do país, são difundidas diariamente em diferentes meios de
comunicação (OMS, 2020; Brasil, 2020). Dentre as medidas estão a higienização de objetos,
vestimentas, insumos comprados e a lavagem das mãos, preferencialmente, com água e sabão. Porém
tais medidas tornam-se difíceis diante da desigualdade do acesso ao saneamento básico no país, além
de outros fatores, como, por exemplo, renda para comprar insumos necessários.
Outro fator importante é o gerenciamento de resíduos sólidos, que não é feito de maneira
correta em muitos municípios brasileiros. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disponibilizou os
dados sobre a gestão de resíduos sólidos no Brasil referentes ao ano de 2017. Na pesquisa consta que
apenas 54,8% dos municípios possuem Plano Integrado de Resíduos Sólidos. Com isso, são
dificultados a gestão do lixo, destinação dos resíduos e logística reversa dos produtos, que, somados a
não conscientização de parte da população, pode gerar problemas, como por exemplo, a máscara,
equipamento de proteção simples e eficaz, quando não é descartada corretamente, pode contaminar o
meio ambiente e acarretar em riscos à saúde.
Os resíduos, possivelmente contaminados pela SARS-CoV-2, são motivo de grande
preocupação ligada ao saneamento básico e ambiental. Por este motivo, o Conselho Regional de
Farmácia de Minas Gerais (CFFMG), lançou uma cartilha com orientações sobre o descarte adequado
destes resíduos. Por serem considerados possíveis fontes de contaminação, são classificados no grupo
A1 (resíduos infectantes) e devem ser submetidos a processos de tratamento em equipamento que
promova uma redução de carga microbiana compatível com nível III de inativação. Nesses casos, os
sistemas de tratamento mais comumente usados são autoclaves e incineradores (CFFMG, 2020). O
documento ainda traz informações importantes sobre os cuidados no manejo dos resíduos e o plano
de contingência a ser seguido em situações emergenciais. O armazenamento dos resíduos
contaminados deve ser em local adequado, na fonte geradora, até o seu recolhimento, conforme
especificado na RDC/ANVISA nº 222/2018 (ANVISA, 2018). Sobre os estoques de organismos e
meios de cultura, utilizados em pesquisas, bem como os instrumentais utilizados para transferência,

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inoculação ou mistura de culturas, contendo microrganismos, devem ser tratados na unidade geradora
(CFFMG, 2020).
A avaliação dos resíduos sólidos urbanos gerados em determinado local, assim como sua
disposição final, constitui-se em importante instrumento de gestão ambiental. Tal atividade, por
exemplo, permite identificar possíveis locais irregulares de disposição, possibilitando que ações possam
ser desenvolvidas para evitar a contaminação de solos e águas e a criação de focos de organismos
patogênicos e vetores de doenças (Rodrigues et al., 2019).
Os dados apresentados refletem a heterogeneidade da oferta de serviços públicos no Brasil.
Tais dados, em conjunto com o reportado com a literatura, mostram como a manutenção da saúde
está ligada à existência desses recursos. Dessa forma, aqueles que já eram mais vulneráveis
anteriormente, inevitavelmente estão entre os mais vulneráveis ao vírus SARS-CoV-2. Neste
momento, é essencial que as esferas governamentais, dentro de suas atribuições, unam esforços para
prover tais serviços. Inclusive, L.O.S.F. relata que no município onde trabalha o Plano de Saneamento
está na fase de consulta online. Dificilmente a diferença na cobertura de serviços será resolvida durante
a pandemia, mas é importante que os responsáveis foquem nisso após esse período. É preciso superar
aquele ditado político popular que afirma que pelo saneamento se tratar de benefícios que ninguém
vê, já que fica abaixo do asfalto das ruas, melhor nem fazer, pois voto não irá trazer.

SERES HUMANOS E MEIO AMBIENTE: REFLEXÕES FRENTE À PANDEMIA

A expansão urbana e agrícola desordenada são alguns dos principais fatores de degradação
do meio ambiente, acarretando em desmatamento, descarte inadequado de resíduos, poluição, erosão
do solo, entre outros fatores. Essa degradação é iniciada com a retirada das florestas, seguida por
mudança na ocupação do solo e lançamento de esgoto não tratado, além de outros poluentes nos
corpos hídricos. Por sua vez, as matas ripárias ou matas ciliares são consideradas Áreas de Preservação
Permanente (APP) e funcionam como sumidouros de poluentes, filtrando e regulando a temperatura
da água. Por estes motivos, a manutenção destas matas é considerada como dentre as melhores práticas
de gestão dos recursos hídricos (Best Management Practices -BMPs) (Klapproth; Johnson, 2009).
Exemplo: onde tem mata ciliar no Rio Tietê a qualidade da água é boa, onde não tem, está poluído
(Fundação SOS Mata Atlântica, 2019; 2020).
Diante do atual cenário mundial, considerando o alto número de mortes causadas pela
COVID-19 e a relação dos seres humanos com o ambiente, marcada por intrusões e diversos tipos de
alterações, é comum o pensamento de que a natureza está castigando os humanos, mas será que não
seria o inverso? Como citado anteriormente, esse não é o primeiro vírus a atingir o homem a partir de
reservatórios selvagens, seria este o último? Além disso, as demais enfermidades causadas pela

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degradação do meio ambiente seguem afetando os humanos e coexistem com a infecção por COVID-
19, ou seja, elas não foram superadas. Portanto, uma reflexão antiga, mas importante, que esta
pandemia suscita, é a relação entre as ações humanas e o ambiente. É comum, em momentos de pouca
movimentação nas cidades que animais circulem pelas ruas vazias. Atualmente, onde houve
isolamento, fechamento de parques, etc., tem sido divulgado pelos meios de comunicação o
avistamento de animais selvagens, e águas, antes poluídas, têm estado cristalinas e com animais, antes
raramente vistos (ver reportagens de: Lucena, 2020; BBC NEWS Brasil, 2020; Notícias ao Minuto,
2020; Redaçao 2020; Nacíon, 2020). Voltando ao pensamento citado acima, na verdade, diante do que
estamos passando urge uma nova normalidade, onde a conservação da natureza se sobreponha à
ganância humana.
Segundo Ailton Krenak:

Quem apenas está adiando os compromissos, como se tudo fosse voltar ao normal, está
vivendo no passado… Tomara que não voltemos à normalidade, pois, se voltarmos, é porque
não valeu nada a morte de milhares de pessoas no mundo inteiro (Krenak, 2020)

A relação dos povos originários, ribeirinhos e pequenos produtores com a natureza, por
exemplo, se distingue daquela do resto da população. Nestes casos, a conservação e a interação
respeitosa é regra. Se não houvesse intrusão nos territórios demarcados, se não houvesse poluição nos
rios e mares e, se não houvesse uso de agrotóxicos, uma parte maior do território brasileiro estaria
conservado. Tal fato ajudaria a melhorar diversos indicadores ambientais, de saúde e a manter diversos
patógenos nas áreas de florestas. Considerando as áreas urbanas, onde reside a maioria dos brasileiros,
sua expansão não considera, ainda, a possibilidade de uma harmonia com o ambiente.
Neste sentido, o crescimento das cidades brasileiras é permeado por interesses econômicos
(como o imobiliário) e políticos (principalmente em relação ao planejamento urbano) se sobrepondo,
muitas vezes, ao bem-estar da população. Dessa forma, de acordo com Hölfelmann et al. (2013) e
Ribeiro e Barata (2016), é comum que localidades mais distantes do centro econômico sejam carentes
em serviços. Adicionalmente, Rossini et al. (2020) verificaram que os sucessivos governos brasileiros
priorizaram investimentos nos estados da região Sudeste do país, em detrimento daqueles do Norte e
Nordeste. Os autores, além disso, revelam que as companhias responsáveis priorizaram o tratamento
de água em comparação com o esgotamento sanitário e áreas com maior poder aquisitivo. Por último,
com o advento da privatização de tais serviços, os autores constataram que os municípios com menor
Índice de Desenvolvimento Humano, menor percentual de cobertura sanitária, maior vulnerabilidade
à pobreza, dentre outros aspectos que requerem maior investimento, nunca foram objetivo das
empresas privadas e, então, tinham o Estado como responsável.

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Portanto, a necessidade de execução dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos e de


Saneamento Básico, carentes ainda em muitos municípios brasileiros, é urgente. Como aponta
Grangeiro (2020), cabe salientar que compromissos, planos, leis e metas já existem, estando as lacunas
no planejamento, financiamento e gestão, articulados pelos entes federativos e a iniciativa privada.
Adicionalmente, o Brasil é signatário dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas que possui metas
de universalização destes serviços. Para cumprir algumas metas dos Objetivos do Milênio foi criado o
Biênio Brasileiro do Saneamento 2009-2010 (Decreto nº 6.942/09), que tinha como objetivo, até o
ano de 2015, reduzir pela metade a proporção de pessoas sem saneamento básico. Entretanto, os
dados da PNADC/A, de 2016 a 2019, revelam que tal objetivo não se cumpriu, persistindo a não
universalidade e a baixa qualidade dos serviços ofertados. O desafio seguinte será, como parte dos
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, cumprir tais metas até 2030. Contudo, para que isso
ocorra, diante do histórico do país, parece ser necessária uma mobilização de diferentes setores da
sociedade.
Durante este período pandêmico, alguns governos ao redor do mundo, em conjunto com as
empresas prestadoras de serviços sanitários, têm agido seja para prover água àqueles que estavam com
o serviço cortado, seja para evitar o corte no fornecimento daqueles inadimplentes ou, ainda, para
pagar inteiramente ou diluir os valores dos recibos em meses posteriores. Tais ações são importantes
para permitir que a população se previna à doença. Contudo, segundo dados da PNADC/A, existe
ainda outro problema no Brasil, o da intermitência nos serviços. Somente 71,7% dos domicílios
brasileiros possuíam acesso à água por rede geral diariamente em 2019.
Desta forma, é importante adotar medidas mitigadoras para os problemas ambientais, assim
como prevenir futuros impactos ambientais por meio do cumprimento das leis e conscientização da
população. Passivos ambientais podem ser, por exemplo, atrativos paisagísticos de importância maior,
visto que, a natureza nos fornece serviços ambientais de suma importância como água, ar respirável e
alimentos. Não é fácil, mas é urgente.
Melhorar a qualidade de vida das pessoas é uma estratégia eficaz para garantir precocidade
de resposta. Contudo, a conservação da paisagem pode detectar uma demanda crescente por zonas
naturais, transformando o privilégio paisagístico exuberante em um recurso valioso com múltiplas
possibilidades. É importante que este é um recurso frágil cuja recuperação, uma vez degradada, é muito
custosa. Neste contexto, a paisagem é perceptível e resulta da combinação dinâmica de elementos
abióticos, bióticos e antrópicos estruturados em um conjunto único e em permanente evolução.
O surgimento da pandemia de COVID-19 reafirma um aspecto importante de
conscientização humana e social, a Educação Ambiental, seja por iniciativa de instituições públicas,
privadas ou sociedade civil organizada, com destaque para a criação de Centros de Educação

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Ambiental nas universidades. Com isso, o reconhecimento dos potenciais impactos ambientais,
decorrentes da defaunação (principalmente devido a caça e fragmentação do habitat) e defloração
(ocasionada por queimadas e desmatamento), por exemplo, sobre a estrutura e o funcionamento das
comunidades (Ecologia de Comunidade - Transbordamento) pode ser trabalhado com a população.
Existe pouca valorização da biodiversidade pela sociedade. Os motivos são diversos, dentre
eles a preferência pela homogeneidade detalhada e simétrica, em oposição à variedade e mudanças que
a biodiversidade oferece naturalmente. Certos critérios estéticos desvalorizam a beleza de uma mata
ciliar e outras paisagens particulares. Existe uma inclinação geral para as espécies carismáticas exóticas
em detrimento do patrimônio natural brasileiro. Portanto, aumentar a difusão do conhecimento
científico para além da sociedade científica significa promover a discussão dos problemas ambientais
e suas implicações com a saúde, entre professores, pesquisadores, gestores e sociedade civil.
Em contrapartida, o cenário político brasileiro atual, constantemente agrava e ameaça à
integridade ambiental e humana. Portanto, a intervenção científica, principalmente através do
desenvolvimento de pesquisas e da sua divulgação, será crucial para a superação da pandemia,
necessitando de sólidos e generosos investimentos. O cenário mundial segue repleto de incertezas
quanto ao futuro. Ao mesmo tempo em que países estão lidando com o novo coronavírus pela
primeira vez, há o surgimento de novos surtos em cidades que haviam superado a epidemia e estavam
retornando à “normalidade”. Diante disso, o mundo inteiro precisa aprender a enfrentar essa situação.
Em muitos países, governantes tem utilizado medidas que pouco ajudam a população a se proteger de
uma infecção, criando uma falsa dicotomia entre sobreviver ou se proteger. Soluções milagrosas vindas
de medicamentos sem respaldo científico sólido foram apresentadas em um momento em que o
Estado deveria criar medidas efetivas para que todos pudessem cumprir o isolamento.
Portanto, a saída para este momento e o modo de evitar futuras pandemias é, como
explanado nesse capítulo, a ciência. Com maiores investimentos em saúde e pesquisas específicas sobre
o SARS-CoV-2. A solução perpassa pela integração da preservação da natureza, conservação dos
ecossistemas, fiscalização e educação ambiental, além da vigilância em saúde (essencial para a detecção
precoce de novos surtos e epidemias). Sobre o segundo ponto, é por meio da educação ambiental, da
conservação e preservação do meio ambiente, do incentivo ao menor consumismo e da universalização
dos serviços públicos de qualidade, que se pode impedir o surgimento de novas pandemias.

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APÊNDICE - QUESTIONÁRIOS APLICADOS À PROFISSIONAIS DA SAÚDE,


EDUCAÇÃO, AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE COM RESPOSTAS COMO FORAM
FORNECIDAS

I) Questionário Para Profissionais Da Saúde (Relato 1)


Nome (opcional) – G. S.R.
Profissão - Técnico de enfermagem
Rede pública ou privada- Privado

1. Diante da situação atual, como está o trabalho a partir do momento em que foi
decretada a pandemia, no dia 11 de março? Estamos mais cautelosos ao realizar os procedimentos
msm do mais simples ex; a retirada de diurése aos mais complexos ex; como auxiliar o médico a entubar
o pc.
2. A procura pelos serviços de saúde aumentou em comparação com os meses anteriores?
Se sim, quais os motivos para o aumento? Segundo os colegas que trabalham em urgência e emergência
houve uma diminuição drástica nos atendimentos mts pessoas preferiram se resguardar e ficar em suas
residências pra não se contaminarem quando nao se tratava de sintomas do covid 19.
3. Essa população tem relatado ser capaz de manter as medidas de prevenção à infecção
pelo COVID-19? Nao, pois msm tendo acesso aos epi's basicos de prevenção ao contágio e até msm
a disseminação os equipamentos não são ultilizados da forma correta ex: máscaras no queixo e quando
usam luvas msm assim as levam ao rosto e tocam as mucosas dos olhos e boca.
4. Que medidas vêm sendo realizadas, pelos funcionários da unidade de saúde que você
trabalha, para atender às necessidades básicas dessa população, permitindo, dessa forma, que
o isolamento seja cumprido? Sabemos que a lavagem das mãos são mt importantes na rotina normal,
mas tratando-se de uma pandemia foi intensificado a lavagem das mãos o uso do álcool 70% e também
as máscaras cirurgias por parte da equipe do corpo técnico do hospital e também as orientações sobre
a lavagem das mãos uso de máscaras e o distanciamento de no mínimo 1,5 m ao público que são
atendidos na unidade.
5. A prefeitura e o estado estão também ajudando essa população? Se sim, de que forma?
Os poderes públicos estão bem empenhados em orientar a população com distribuição gratuita de

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

máscaras orientação nas grandes mídias e redes sociais ja que essas alcança milhares de pessoas e tbm
com as ações das barreiras sanitárias nos limites dos municípios fazendo as triagem de veículos e pessoas
de outras localidades que possam apresentar sinais e/ou sintomas do covid 19.
6. Quais os cuidados/medidas que os profissionais, de sua unidade de saúde, estão tendo
para trabalhar e manter a prevenção à COVID-19, no setor? Estão sendo ultilizados luvas em todos
os procedimentos, face Shields, máscara n95, máscaras cirúrgicas, macacões especiais impermeáveis
para prevenir o contato com secreções que possam vir do cliente acometido pelo vírus do covid sapatos
fechados e impermeáveis como ja eram ultilizados mesmo antes da pandemia.
7. Você já teve ou tem algum conhecido, que teve contato com o vírus? Se sim, relate sua
experiência. Sim, não só eu mas também vários colegas os sintomas sofridos por mim do covid 19
foram no início uma forte dor nas costas, perda de paladar, febre de 37,9° a 38,5° tossia muito e também
diarréia os colegas relataram sintomas diversos também.

II) Questionário Para Profissionais Da Saúde (Relato 2)

Nome (opcional) – L. S.
Profissão - Técnico de enfermagem
Rede pública ou privada? Publica

1. A procura dos serviços aumentou em comparação com os meses anteriores? Quais os


principais motivos do aumento? O aumento nos casos por COVID-19 tem aumentado em relação
aos meses anteriores, pois coma flexibilidade do comercio no estado as unidades de saúde vem
recebendo pacientes das cidades vizinhas. Um dos maiores motivos do aumento a procura de
atendimento nas unidades de saúde é a flexibilização do comercio em todo o estado, principalmente na
capital Cuiabá, outro motivo, e a grande incidência de resfriados que leva a população a procurar a
unidade de saúde.
2. A população que procura os serviços possui qual perfil socioeconômico e de educação?
As pessoas que procuram o atendimento nas unidades em sua grande maioria são de classe baixa, média,
as classes mais altas procuram unidades de saúde articulares, o grau de educação das pessoas que
procuram as unidades públicas tem o ensino médio completo, ou incompleto.
3. Essa população tem relatado ser capaz de manter as medidas de prevenção a infecção
pela COVID-19? Na grande maioria as pessoas que testam positivo para COVID-19 são chefes de
família e precisam da ajuda outro familiar para ajuda no período de quarentena.

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4. Que medidas vêm sendo realizadas pelos funcionários para atender as necessidades
básicas dessa população, permitindo, dessa forma, que isolamento seja cumprido? Os
funcionários estão adotando medidas de protocolos Nacional, Estadual, e Municipal para combate ao
vírus, e realizando trabalho de orientação aos pacientes assintomáticos para que possam cumprir o
isolamento em casa.
5. A ajuda financeira do governo federal atingiu todos os que se encaixavam nos critérios
para receber? Essa ajuda atendeu as necessidades? A ajuda do governo federal não atendeu todas
as pessoas que deveriam ter direitos ao benefício, mas como é a caixa econômica federal que realiza a
triagem dos requerentes, os métodos realizados ainda tem algumas falhas a serem ajustadas para que
possa realmente atender a todos que necessitam.
6. A prefeitura e o estado também estão ajudando essa população? Se sim de que forma?
O Estado juntamente com os Municípios estão em parceria com empresas privadas para ajudar as
pessoas que necessitam de ajuda, verbas são repassadas para que cada gestor se organize para poder
atender as famílias que estão necessitadas.
7. Quais os cuidados/medidas que estão tendo para trabalhar e manter a prevenção a
COVID-19, setor? Trabalho no Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, e o mesmo segue todos os
protocolos disponibilizados pelos governos, além de treinamento para os funcionários, além de
desinfecção do setor todos os dias, essas são algumas medidas que adotamos para prevenção.
8. Como os funcionários percebem a questão de segurança alimentar da população? Se há
distribuição de cestas básicas, quais os cuidados tomados? Se não há, a população relata casos
de fome e necessidades e alimento? O estado em parceria com empresas privadas municípios, ongs,
entre outros, fazem um trabalho junto a assistência social atreves de cadastro, para mapear famílias
carentes e atender as mesmas com cestas básicas, e kit de material de limpeza. Além da própria
população que tem amis condição financeira e ajuda os mais necessitados. O que se percebe neste início
do mês de junho é que com a flexibilização do comércio no estado os casos pela COVID-19 tiveram
um aumento pois a circulação de pessoas na rua é maior que o esperado fazendo com que o vírus ganhe
espaço, e com isso a população mais carente é quem vem sofrendo mais, pois precisam ficar em casa, e
dependem de outras pessoas para ajudar.

III) Questionário Para Profissionais Da Educação


Nome – A. A. S
Profissão – coordenador escolar
Rede pública ou privada? Publica

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1. Diante da situação atual, qual a maior dificuldade, do ponto de vista do aluno? Como
seus alunos têm enfrentado tais dificuldades? Dificuldades básicas referente alimentação, de ter isso
em casa. Lembrando que o tempo que o aluno está na escola a merenda mesmo sendo o mínimo supre
essa carência. O fator pela pandemia talvez aumente o desemprego, falta de renda que sempre foi baixa.
Com o maior tempo em casa maior o consumo ou vontade por comida. A escola com diretrizes da
secretaria de Educação tem feito kits de alimentação que seria para a merenda, como não está tendo
aula esses kits são repassados aos alunos onde os pais são cadastrados no Bolsa Família. Dificuldades
na acessibilidade com a internet, computador, tablet, celular para acompanhar as atividades propostas
pela Secretaria de Educação referente as aulas onlines. A Escola disponibiliza o material impresso para
os alunos que não tem acesso a internet. Não conseguimos mensurar ainda esses números, quais a
produtividade desses alunos executando essas tarefas, lembrando que o canal online não dispõe de
tutoria para solucionar dúvidas dos alunos, os pais o responsáveis sem formação na área na maioria das
vezes que ficam a disposição dos alunos. Aumento de transtornos psicológicos promovido em tempo
de pandemia, pelo isolamento, falta de rotinas, programações, o tédio da casa, da TV, incidência de
conflitos de famílias e o reflexo disso para os alunos.
2. Diante da situação atual, qual a maior dificuldade, do ponto de vista de funcionários da
educação, equipe gestora, professores e equipe de apoio? O que o estado/município tem feito
para amenizar tais dificuldades? Fatores psicológicos: medo de pegar a doença, falta de rotina,
disciplinas, sedentarismo/obesidade, aumento de ansiedades e demais transtornos psicológicos. O
Estado soltou um decreto que é para ir trabalhar na escola em atendimento ao publico somente o diretor
e a secretária e os demais funcionários ficar em casa em quarentena. Posterior soltou outro decreto mais
novo liberando os técnicos a voltar a trabalhar, e a escola só funciona para atender o publico como
realizar matriculas, distribuir kits alimentação, entregar material impresso. O Estado entregou algumas
poucas mascaras e álcool 70 para os servidores que estão trabalhando.
3. Do ponto de vista pedagógico, como você avalia a sua prática pedagógica durante o
isolamento social? Os professores estão isentos na prática pedagógico pelo motivo de não está tendo
aulas a grande maioria (Receio dessa era Virtual, da precarização do trabalho do professor, existe colegas
que estão interagindo nesse meio por meio de lives, produção de vídeos, tirando dúvidas via watazap).
As aulas onlines são predefinidas pela secretaria de Educação para focar na prova do Enem 2020,
entretanto todo curriculum é para preparação ao Enem, temáticas baseados em edições anteriores e que
conste no edital.
4. Como você enxerga a era pós pandemia? Marca e transforma a sociedade. Principalmente a
brasileira que chega a números elevados da covid 19. A luta pela inclusão social o tanto que essa doença
alastrou em regiões nos rincões do Brasil sem estrutura médica, sem estrutura de sanitária/higiene e

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

como houve um descuidado com as atenções científicas, sobre o isolamento antes, falta de políticas de
isolamento eficaz. A sociedade brasileira fica dividida nos eixos políticos que impacta muito na crise em
combate a doença onde reflete na ponta dos mais necessitados.

IV) Questionário Para Profissionais Da Agricultura (Relato 1)

Nome: Sítio da Amizade


Setor produtivo:
Produtos cultivados e/ou comercializados: Alface, crespa, lisa, roxa, mimosa, americana. Chicória,
salsa, Cebolinha, coentro, taioba, peixinho da horta, jambu, agrião, Batata doce, cenoura, beterraba,
repolho, jiló, berinjela, tomate cereja, aipim, inhame...couve.

1) Sua produção/comercialização foi afetada pela pandemia atual? Se sim, de que forma?
Sim, a comercialização foi afetada,houve uma queda nas vendas,com isso a produção também. A nassa
produção era voltada para o pnae, com a parada das escolas ,yivemos que da uma segurada na produção,
porém como já haviamos nos programado para atendrr a demanda do pnae. Houve uma grande perda
do que já estava plantado. Entorno de 60%>
2) De que forma você acha que o governo poderia melhorar o atual cenário agrícola em
relação à COVID-19? Dando continuidade ,nas aquisições de alimento,visto que muitos alunos
,praticamente tem suas principais refeições nas escolas públicas. Deveria ,o governo , adquirir os
alimentos,pnae , montar cestas e distribuir as famílias , já que todas as escolas tem o cadastro das familias
mais carentes.
3) Você está reinventando sua forma de produção/comercialização para se adequar à
atualidade? De que forma? (Ou está tendo dificuldades para tal) Eu havia ,como disse
anteriormente, reduzido a produção. Busquei aqui com mais alguns produtores do grupo,os que
toparam,claro.montar cestas e entregar aos clientes um delivery. E também busquei parceiros para
escoar a produção, como entrego as cestas somente aqui empinheiral. Estou fornecendo parte da minha
produção a um parceiro que está fazrndo delivery de cestas orgânicas em vredonda.

V) Questionário Para Profissionais Da Agricultura (Relato 2)

Nome: Sítio Freitag

Setor produtivo: Hortifruti e gado leiteiro

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Produtos cultivados e/ou comercializados: verduras (chuchu, pepino, abobrinha verde, berinjela,
jiló e quiabo) e leite.

1) Sua produção/comercialização foi afetada pela pandemia atual? Se sim, de que forma?
Sim. Redução do preço do leite e menor procura por verduras.
2) De que forma você acha que o governo poderia melhorar o atual cenário agrícola em
relação à COVID-19? Ofertando novas opções de crédito mais acessíveis, reparcelamento de dúvidas
e subsídios.
3) Você está reinventando sua forma de produção/comercialização para se adequar à
atualidade? De que forma? (Ou está tendo dificuldades para tal) Sim. Mudança na receita e na
qualidade da ração ofertada para o gado leiteiro; novas parcerias para vender as verduras produzidas
entre outras.

VI) Questionário Para Profissionais Do Meio Ambiente

Nome: L.O.S.F
Setor: Coordenadoria de Licenciamento Ambiental
Cargo: Analista Ambiental / bióloga
Local de trabalho: Secretaria Municipal de Ambiente e Sustentabilidade de Macaé
Atividades realizadas: Análise, vistoria e parecer de processos de licenciamento ambiental municipal,
elaboração de projetos de cunho ambiental, vistorias conjuntas com outros setores, vistorias de
fiscalização, análises processuais com ênfase em unidades de conservação, dentre outras.
1) A organização na qual trabalha, está enfrentando problemas em relação à COVID-19.
Se sim, quais seriam (financeiros, ambientais...)? Sim. Devido à necessidade de isolamento social,
as atividades laborais da Secretaria de Ambiente (SEMA) foram interrompidas. Por ser do grupo de
risco (doenças autoimunes), fui afastada do trabalho desde o dia 16 de Março, por decreto municipal.
Isso acarreta na interrupção da análise de processos de licenciamento ambiental, no andamento de
projetos de educação ambiental, nos serviços de arborização urbana e em todos os demais serviços
oferecidos pela SEMA. Estamos nos esforçando para dar andamento nos projetos que possam ser
realizados de forma online e no atendimento pontual de demandas urgentes da população.
2) De que forma acredita que o governo poderia melhorar o atual cenário ambiental em
relação à COVID-19? A prevenção à COVID-19 exige a assepsia de objetos, assim como a necessidade
de acesso à água, seja para lavar as mãos, seja para banhos ao voltar da rua para casa. O acesso à água
não é garantido à vários bairros do município, sendo a qualidade e a quantidade do recurso hídrico

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

limitada para várias regiões. A sustentabilidade dos recursos hídricos, seja na produção, quantidade,
qualidade e na preservação de remanescentes de Mata Atlântica que prestam serviços ecossistêmicos
que garantam a sustentabilidade do recurso, tornam-se vitais no cenário atual e futuro. Projetos como
o de elaboração dos Planos Municipais de Mata Atlântica servirão como norteadores para ações
urgentes e futuras.
3) Na área geográfica de atuação da sua organização, como são conduzidas,
principalmente em relação a população local, questões referentes ao desmatamento, poluição
do ar e saneamento básico, e sua ligação com problemas de saúde? A SEMA é parceira de
programas como o “Olho no verde”, do INEA, que utiliza imagens de satélite de alta resolução espacial
para fazer o monitoramento da cobertura florestal e a identificação de áreas que sofreram desmatamento
na Mata Atlântica. O Programa tem por objetivo detectar e fornecer informações inteligentes e
estratégicas de desmatamento para subsidiar ações rápidas e eficazes de fiscalização para combater o
desmatamento ilegal no Estado do Rio de Janeiro. Caso o Programa identifique algum foco de
desmatamento no município, uma notificação é enviada à SEMA e são iniciados os protocolos de
averiguação, avaliação e fiscalização do fato.
Quanto à poluição do ar, as atividades passíveis de licenciamento são rigorosamente avaliadas e
fiscalizadas quanto à emissão de poluentes na atmosfera.
Nos últimos anos, o município tem empenhado esforços para concluir o saneamento básico em
todos os bairros do distrito sede, onde grande parte da população está adensada. Em 2019, foi iniciada
uma parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica dos Rios Macaé e das Ostras para elaboração do
Plano de Saneamento, que inclui os segmentos de resíduos, saneamento, drenagem e abastecimento.
Atualmente o plano encontra-se em elaboração com consultas online.
4) Você e sua organização estão reinventando a forma de trabalho para se adequar à
atualidade? De que forma? (Ou estão tendo dificuldades para tal) Devido à necessidade de
isolamento social, algumas atividades tem sido desenvolvidas de forma remota, em caráter home office,
com reuniões online, por meio de aplicativos ou programas.

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ÍNDICE REMISSIVO

A I
abastecimento de água ................... 72, 73, 74, 76 internet 16, 27, 28, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 41, 42,
agrícola ...................................................... 9, 48, 64 46, 47, 59, 95
agropecuária ....................................................... 17 isolamento social . 11, 12, 15, 16, 17, 19, 27, 35,
água .....11, 18, 55, 56, 64, 65, 66, 70, 72, 75, 77, 36, 39, 43, 44, 66, 95, 97, 98
78, 79, 80, 81, 82, 84, 86, 87, 88, 91, 97 L
alimentação ........................ 11, 15, 26, 27, 94, 95
legislação ............................................................. 72
B
M
Brasil ...10, 11, 12, 13, 14, 15, 17, 22, 23, 28, 29,
30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 38, 41, 43, 44, 45, meio ambiente 69, 72, 79, 83, 84, 85, 86, 90, 92,
46, 49, 50, 53, 54, 55, 56, 60, 62, 63, 65, 67, 97, 98
72, 73, 74, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 84, 85, N
88, 89, 90, 91, 92, 95
novo coronavírus ........................................... 9, 25
C
P
ciência ....................... 9, 24, 26, 48, 84, 85, 88, 90
pandemia................................................ 39, 41, 87
contato 11, 13, 15, 16, 18, 28, 41, 43, 50, 55, 56,
poluição ambiental ............................................ 69
57, 93
prevenção..13, 16, 54, 55, 63, 65, 66, 85, 92, 93,
COVID-19 . 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18,
94, 97
19, 20, 21, 22, 23, 24, 26, 28, 29, 32, 33, 35,
37, 38, 39, 41, 42, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, Q
53, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 63, 65, 66, quarentena .......................... 13, 14, 84, 89, 93, 95
67, 73, 78, 80, 82, 85, 86, 90, 92, 93, 96, 97 queimadas ........................... 69, 70, 71, 83, 84, 86
D R
desenvolvimento sustentável ........................... 64 recursos hídricos ............ 9, 26, 48, 64, 77, 84, 85
desmatamento 18, 19, 23, 65, 66, 67, 68, 69, 70, relatos ............... 12, 15, 16, 28, 33, 35, 41, 53, 57
71, 80, 83, 85, 87, 88, 89, 98 resíduos sólidos.........................65, 72, 79, 80, 86
doenças ......................................................... 26, 58
S
E
saneamento ............ 66, 72, 73, 80, 82, 84, 85, 98
economia ......................................... 17, 51, 63, 73 SARS-CoV-2 .... 9, 11, 16, 19, 22, 48, 53, 54, 56,
educação ..... 9, 16, 23, 25, 26, 28, 29, 32, 33, 35, 57, 58, 63, 78, 79, 80, 83, 86, 87, 91
36, 41, 42, 44, 45, 46, 47, 48, 64, 82, 83, 87, saúde pública ................ 12, 45, 65, 67, 72, 77, 78
94, 95 sintomas ........................ 12, 14, 15, 39, 57, 92, 93
a distância ....................................................... 41 social .............................................................. 45, 77
ambiental ............................................66, 83, 97 spillover ............................................................... 90
ensino remoto .................................................... 16
esgotamento sanitário 18, 72, 74, 75, 76, 81, 90, T
91 trabalhadores rurais ........... 18, 53, 54, 55, 58, 59

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transmissão 10, 11, 23, 39, 50, 53, 56, 57, 58, 65 V
tratamento de água ............................................ 78 vacina................................................................... 11
tratamento de esgoto ........................................ 73

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SOBRE OS AUTORES

Agnes Martha da Silva


Silva, A.M.
Bacharela em Ciências Sociais, atuando principalmente no seguinte tema:
trabalho, tecnologia da informação, relações de gênero e políticas
públicas. Atualmente é editora gerente da Revista Discente do Programa
de Pós-Graduação em Sociologia ContraPonto-UFRGS.

Barbara Coelho Barbosa da Cunha


Cunha, B.C.B.
Doutora e Mestra em epidemiologia em saúde pública pela Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo
Cruz/RJ. Bacharela em ciências biológicas pela Universidade Estadual
do Norte Fluminense e licenciada em ciências biológicas pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Áreas de atuação:
epidemiologia em saúde pública, análise espacial em saúde,
determinantes sociais e desigualdades em saúde, saúde de populações
indígenas e vulneráveis.

Celso de Arruda Souza


Souza, C.A.
Doutorando em Ciências Ambientais no Programa de Pós-Graduação
em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual de Mato Grosso.
Mestre em Ciências Ambientais na Universidade de Cuiabá. Graduação
em Licenciatura Ciências Biológicas e Bacharel em Ecologia, pelo Centro
Universitário de Várzea Grande. Perito e Analista de Meio Ambiente
(Cadastrado no MPE) com experiência na área de Sensoriamento
remoto (Software ArcGis10.5 Formação ESRI/ACADEMIA GIS e
ACADEBIO), Consultor em Licenciamento Ambiental e Elaboração de
Projeto de Criação de RPPN (Reserva particular do Patrimônio Natural),
Mediação de trabalho em Educação Ambiental e diagnóstico de
Comunidade Rural Entorno de Unidade de Conservação; elabora
Projeto de Recuperação de Área Degradada e Manejo de Piscicultura (12
anos de Experiências SEMA/MT).

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Dalton Gomes Pereira


Pereira, D.G.
Graduando em Administração de Empresas, integrou o Programa de
Apoio ao Empreendedor Individual (PRAES) na cidade de Belford Roxo
- RJ, integrou o grupo de pesquisa do Instituto Federal do Rio de Janeiro:
Estudo da Produção, Qualidade, Marketing e Consumo do Sistema
Mercadológico.

Giovanna Gaudenci Nardelli


Nardelli, G.
Doutoranda em atenção à saúde, pela Universidade Federal do Triângulo
Mineiro e membro das comissões de diagramação, tradução e
qualificação da Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto
Social (REFACS) e mestra em Atenção à Saúde pela Universidade
Federal do Triângulo Mineiro. Graduada em Enfermagem pela
Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Tem experiência na área de
Enfermagem, com ênfase em saúde coletiva. Parceira na empresa de
tradução e consultoria acadêmica Tower Translations e professora
substituta do magistério superior da Universidade Federal do Triângulo
Mineiro.

Izabela Regina Costa Araujo


Araujo, I.R.C.
Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do
Paraná, especialização em engenharia de segurança do trabalho pela
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, especialização em Energias
renováveis pela Universidade Federal da Integração Latinoamericana,
mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste
do Paraná e doutorado em Engenharia Agrícola pela Universidade
Estadual do Oeste do Paraná em regime de cotutela com a Universidade
da Coruña. Atualmente é professora do ensino técnico - Secretaria de
Educação do Estado do Paraná. Tem experiência na área de Recursos
Florestais e Engenharia Florestal, Saneamento ambiental,
Gerenciamento de projetos e Ensino.

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Jonas Medeiros de Paiva


Paiva, J.M.
Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Especializando em
Ciência e Tecnologia de Alimentos pelo Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Graduado em
Engenharia Química e Bacharel em Ciência e Tecnologia pela
Universidade Federal Rural do Semiárido. Desde 2014 atua como
membro colaborador no Programa de Extensão Ciência Para Todos no
Semiárido Potiguar através da capacitação de professores, elaboração de
feiras e projetos científicos no estado do Rio Grande do Norte.

Márcia Soares Amorim


Amorim, M.S.
Graduada em Ecologia (Bacharelado), na Universidade Federal da
Paraíba (UFPB). Bolsista do programa PIBIC/CNPq/ICMBio no
Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres
(CEMAVE/ICMBio). Atuando principalmente nos seguintes temas:
Biogeografia; Aves ameaçadas de extinção; Biologia reprodutiva; Aves
Urbanas; Aves da Mata Atlântica e Educação Ambiental. Registrada
como Anilhadora Junior no Sistema Nacional de Anilhamento (SNA).

Marcos da Costa Mendes


Mendes, M.C.
Mestre em Ciências do Solo pela Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE). Biólogo pela Universidade Federal do Mato
Grosso do Sul - Campus do Pantanal (UFMS - CPAN). Participou de
diversos treinamentos e formações complementares em nível
acadêmico, profissional e tecnológico. Atua em empreendedorismo
acadêmico e inovação; empreendedorismo socioambiental e Educação
básica.

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Maria Aparecida da Silva Alves


Alves, M.A.S.
Mestre em Recursos Hídricos na Universidade Federal de Mato Grosso
- UFMT. Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas e
Bacharel em Ecologia, pelo Centro Universitário de Várzea Grande,
Pós-graduação em Analises Clínica Fauc - Faculdade de Cuiabá, Pós-
Graduação em MBA em Gestão e Pericia Ambiental, Universidade de
Cuiabá - Unic. É professora da rede pública de ensino do estado do
Mato Grosso.

Maria Fernanda Ribeiro Dias


Dias, M.F.R.
Professora da secretaria de educação do Estado do Espírito Santo
SEDU/ES e pós-doutoranda no Laboratório de Macromoléculas -
INMETRO/RJ. Possui Doutorado em Biotecnologia pelo Instituto
Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO/RJ,
mestrado em Modelagem Computacional (Bioinformática)
pelo Laboratório Nacional de Computação Científica - LNCC
e Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do
Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF. Desenvolve pesquisas nas
seguintes áreas: Bioinformática, Biotecnologia e Educação.

Neiva Sales Rodrigues


Rodrigues, N.S.
Professora na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat),
Campus de Alta Floresta-MT. Doutora em Engenharia Agrícola pelo
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PGEAGRI) da
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de
Cascavel-PR. Mestra em Recursos Hídricos pelo Programa de Pós-
Graduação em Recursos Hídricos (PPGRH) da Universidade Federal
de Mato Grosso (UFMT), Campus de Cuiabá-MT. Especialista em
Ciência do Solo e Nutrição de Plantas pela Universidade de Cuiabá
(UNIC), Campus de Primavera do Leste-MT. Atuou como Professora
na Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECITEC), Campus
de Rondonópolis-MT. Bacharel em Engenharia Agrícola e Ambiental
pelo Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas-UFMT, Campus de
Rondonópolis-MT.

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Educação, agricultura e meio ambiente: desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Rodrigo Euripedes da Silveira


Silveira, R.E.
Doutor em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Ciências da
Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da Secretaria de Estado
de Saúde de São Paulo (SES-SP). Mestre em Ciências da Saúde pelo
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São
Paulo – IAMSPE. Bacharel em Enfermagem pela Universidade Federal
do Triângulo Mineiro. Aluno do curso de formação em Psicanálise pelo
Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas (NPP) e do Programa de
Pós-Graduação em Atenção à Saúde da Universidade Federal do
Triângulo Mineiro - nível pós-doutorado.

Yasmin de Mello Canalli Greco


Canalli, Y.M.
Doutoranda em biodiversidade e biologia evolutiva pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro. Mestre em botânica pelo Museu Nacional da
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bacharel e licenciada em
Ciências biológicas. Coordenadora do Projeto Hidrófitas e ministra
cursos de fotografia científica. Desenvolve pesquisa na área de ecologia,
taxonomia e educação ambiental de hidrófitas (plantas aquáticas).

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Esta obra pretende, em tempo hábil, avaliar
os efeitos da COVID-19 nos segmentos
propostos, contribuir para a restituição
segura das atividades produtivas e para a
estruturação de metodologias e
procedimentos relacionados aos temas
abordados, que são de extrema importância
para a vida pós-pandemia.

Para tal, a obra conta com a autoria de 14


profissionais de diferentes áreas, e atores que
relatam as experiências vivenciadas no
momento da pandemia e seus reflexos nos
diferentes segmentos. Assim, a leitura da
obra é garantia de maior visibilidade dos
acontecimentos pela clareza e qualidade de
seu original.

Pantanal Editora
Rua Abaete, 83, Sala B, Centro. CEP: 78690-000
Nova Xavantina – Mato Grosso – Brasil
Telefone (66) 99682-4165 (Whatsapp)
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