Resenha
Variação linguística na escola,
de Joyce Elaine de Almeida e
M A T R A G A
M A T R A G A
Stella Maris Bortoni-Ricardo
Alexandre do Amaral Ribeiro
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, RJ, Brasil
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3714-1176
E-mail:
[email protected] A dinamicidade inerente às mudanças linguísticas, a diversidade que caracteriza as línguas e
as relações intrínsecas entre língua e cultura são, por assim dizer, princípios amplamente
aceitos, em especial, no universo acadêmico. Estes princípios, apesar de serem até certo ponto
vislumbrados nos meios populares, tornam-se um desafio em termos das relações sociais que
permeiam a vida prática. Isto pode acontecer em função da pouca consistência com que são
conhecidos e dos mitos que povoam o imaginário popular sobre a língua. Como consequência,
esferas importantes da sociedade deparam-se constantemente com a necessidade de repensar
suas formas de ser e de fazer, se se propuserem a acompanhar as mudanças sociolinguísticas
contemporâneas.
Uma das esferas fundamentais da sociedade é a educacional, dado o seu papel formativo
tanto no que diz respeito à construção e à aplicação de conhecimentos teórico-práticos como
em relação à cidadania. Neste contexto, cabe olhar mais atentamente para as práticas escolares,
relativas à formação discente, e para a formação de professores.
Quando se pensa a formação de professores de língua portuguesa, o papel da escola na for-
mação linguística do corpo discente, as práticas docentes e o contexto social, não se pode duvi-
dar da relevância atemporal de questões que se reconfiguram a cada época. Diferentes campos
do saber, sob perspectivas diversas, ora confluentes, ora conflitantes, esforçam-se para entender
o que e como ensinar quando se trata de língua tanto materna como não materna.
A história revela iniciativas que visam à superação de concepções e de práticas que, para as
demandas sociais de cada época e contexto, mostram-se pouco efetivas ou mesmo inadequa-
das. Nesse sentido, cabe a todo pesquisador e profissional atuante aprofundar-se, em termos dos
fundamentos epistemológicos, no conhecimento e no domínio do objeto estruturante de sua
formação e de sua prática. Já Comenius, em 1657, dedicava a sua atenção a pensar estratégias de
ensino de línguas que contemplassem diferentes realidades, levando em conta o aluno. De lá para
cá, e até mesmo antes, conforme assinalado anteriormente, áreas, como a Educação, a Psicologia,
a História, a Linguística, a Linguística Aplicada, dentre outras, vêm se ocupando desse tema.
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Ao citar esta resenha, referenciar como: RIBEIRO, Alexandre do Amaral. Variação DOI: 10.12957/matraga.2024.84169
linguística na escola, de Almeida e Bortoni-Ricardo. Matraga,, v. 31, n. 62, p. 392- Recebido em: 31/10/2023
397, mai./ago. 2024. Aceito em: 19/04/2024
Matraga v. 31, n. 62 (mai./ago. 2024): Estudos Linguísticos º 393
Esta resenha, de cunho descritivo, apresenta o livro Variação linguística na escola, organiza-
do pelas professoras Joyce Elaine de Almeida e Stella Maris Bortoni-Ricardo. Trata-se de mais
uma contribuição para os interessados ou aqueles/as que compõem o cenário desenhado até
aqui, sendo que desta vez sob a olhar da Sociolinguística Educacional, conforme entendida por
Bortoni-Ricardo (2005; 2022).
O conteúdo apresentado reflete os perfis acadêmicos das duas autoras e organizadoras.
Joyce Elaine de Almeida é professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Doutora
em Linguística e Língua Portuguesa (UNESP), com pós-doutorado em Linguística (UnB), e de-
senvolve estudos sobre Sociolinguística Educacional. Stella Maris Bortoni-Ricardo foi profes-
sora da Universidade de Brasília (UnB), Doutora em Linguística (Lancaster University), com
pós-doutorado em Sociolinguística (University of Pennsylvania), e tem vasta experiência em
Linguística e Educação.
Variação Linguística na Escola, em suas noventa e seis páginas, está dividido em duas grandes
seções: “Para Fundamentar” e “Para Aplicar”. Essa divisão deflagra a intenção das autoras de
aproximar os estudos da Sociolinguística Educacional e a realidade escolar, especificamente, em
relação às práticas de ensino de língua portuguesa. Em “Para Fundamentar”, apresentam de for-
ma direta e objetiva “o aparato teórico necessário para tratar do fenômeno da variação na escola”
(p. 9). Em um texto multirreferenciado, destacam fundamentos histórico-conceituais importan-
tes para entender a Sociolinguística Educacional e seus propósitos. Em “Para Aplicar”, compilam
trinta sugestões de atividades que podem servir como “ferramentas úteis” a professores com-
prometidos com “romper com o preconceito linguístico” (p. 8), valendo-se da Sociolinguística
Educacional. As sugestões de atividades compõem, de acordo com as autoras, “unidades didáti-
cas”, e foram elaboradas por dez profissionais dedicados aos estudos linguísticos e educacionais,
cujas titulações vão da Especialização Lato Sensu ao Doutorado na área da linguagem. Além
da Introdução, da Bibliografia e da biografia dos autores, o livro traz uma seção de “Respostas”,
propostas para as atividades que se encontram em “Para Aplicar”.
A propósito da apresentação do “aparato teórico” que compõe a seção “Para Fundamentar”,
os temas que organizam a primeira parte da discussão pretendida são basicamente os seguintes:
preconceito linguístico, rendimento escolar, ideologias do dom, da deficiência e das diferenças. Em
seguida, tomando como ponto de partida os temas anteriores, apresentam a Sociolinguística Edu-
cacional. Para tal, as autoras se baseiam nas premissas inerentes ao relativismo cultural, passam
pelo conceito de comunidade de fala e chegam a seis princípios que, conforme concepção assumi-
da, devem nortear as ações em Sociolinguística Educacional. Respaldados por esses princípios, vão
sendo retomados conceitos como os de norma, oralidade e escrita e variação linguística.
Ao longo de aproximadamente vinte páginas de fundamentação teórica, as autoras apon-
tam caminhos para que os leitores possam se aprofundar nas teorias e nos conceitos apresenta-
dos, complementando e ampliando conhecimentos na condição de professores-pesquisadores.
Instigam assim a pesquisa e a reflexão, ao tomarem o preconceito linguístico como causa da
discriminação de alunos oriundos de classes econômicas desprivilegiadas (ALMEIDA; BOR-
TONI-RICARDO, 2023, p. 10), incluindo essa relação no processo ideológico que explica o
baixo rendimento escolar.
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De fato, as considerações das autoras são coerentes com fundamentos que norteiam a
Sociolinguística desde o seu surgimento. A leitura do livro remete a todo tempo à ideia de
que a língua é um instrumento essencial de socialização, sendo as variáveis sociolinguísticas
suscetíveis às variações sociais. As relações de sensibilidade e de conexão entre as variáveis
são perceptíveis, dentre outras formas, nos modos como os falantes interagem linguística e
comunicativamente. Como resultado, podem criar estereótipos mútuos com base em uma
desigualdade de caráter subjetivo.
Essa desigualdade subjetiva encontraria respaldo no julgamento que os falantes fazem so-
bre suas respectivas maneiras de falar e de se expressar. É nesse sentido que se pode pensar
em desigualdade linguística como causa e como consequência da desigualdade social, pois a
maneira como cada pessoa se expressa é indubitavelmente uma pista para uma informação
social. Se essas pistas forem tomadas como informações categóricas e perderem certa dimen-
são de neutralidade que a elas deveria ser inerente, atitudes preconceituosas podem servir
para ajudar a perpetuar as desigualdades linguística, social e comunicativa.
Retomando a apresentação do livro, pode-se considerar que esse é o ponto de vista que au-
toras assumem para tratar de processos ideológicos. Para Almeida e Bortoni-Ricardo (2023),
o baixo rendimento escolar é provocado pela relação entre preconceito linguístico e discrimi-
nação, manifestações de processos ideológicos. As autoras apresentam, nesse contexto, dife-
rentes ideologias que permeiam a escola. A primeira é a “ideologia do dom” que seria oriunda
da Psicologia. Embora as autoras não determinem a área específica da Psicologia a que se refe-
rem, indicam a prática de aplicação de testes de aptidão e de medida do quociente intelectual
como formas de classificação individualizada do rendimento de alunos. A ideologia do dom
cria diferentes tipos de desigualdades na escola, porque o rendimento escolar seria determi-
nado por deficiências culturais identificadas nas camadas menos privilegiadas da sociedade.
Alegam que essa ideologia, contudo, cai por terra com o acesso das camadas populares à
escola, uma realidade que demanda reflexão sobre as relações entre os resultados do desem-
penho e os grupos sociais. Essa ideologia é posta em questão quando as autoras prosseguem
com suas considerações, apresentando a ideologia da deficiência cultural. Em relação às con-
tribuições, cabe aqui acrescentar que uma incursão nos estudos de Patto (2015) podem alertar
para o cuidado de pensar o rendimento escolar como consequência do contexto sociocultural.
Intrinsecamente ligada à ideologia do dom, a ideologia da deficiência cultural, apresen-
tada pelas autoras, é também desconstruída com base nos primeiros estudos labovianos que
revelam a assimetria existente na situação social de alunos ricos e pobres (ALMEIDA; BOR-
TONI-RICARDO, 2023, p. 12). Assim, em consonância com os avanços da sociolinguística,
as autoras assumem que a diferença entre crianças pobres e ricas estaria não na capacidade de
linguagem, mas na oportunidade de verbalização, o que levará também a refletir sobre desi-
gualdade comunicativa.
A ideologia das diferenças, em uma primeira fase, estava em consonância com os estudos
sociolinguísticos, visto que defende a ideia de não haver uma língua nem uma cultura melhor
do que a outra. Essa visão remete aos estudos labovianos da década de sessenta do século XX.
Para as autoras, porém, essa perspectiva sobre as culturas como manifestação estanque foi supe-
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Matraga, Rio de Janeiro, v. 31, n. 62, p. 392-397, mai./ago. 2024. ISSN eletrônico 2446-6905
Matraga v. 31, n. 62 (mai./ago. 2024): Estudos Linguísticos º 395
rada pela de um continuum que apreende mais adequadamente a noção de distribuição social.
Como decorrência, associam a necessidade de alunos se familiarizarem com diferentes práticas
culturais à importância do letramento, indicando que é preciso inserir os alunos em um uni-
verso letrado para que possam adquirir hábitos culturais relativos a esse universo (ALMEIDA;
BORTONI-RICARDO, 2023, p.13).
A partir desse ponto, começam a apresentar a Sociolinguística Educacional que, para Bor-
toni-Ricardo (2022), não se diferencia conceitualmente da Linguística Aplicada. Para fazê-lo,
retomam três premissas que constituem a base da Sociolinguística: o relativismo cultural, a he-
terogeneidade linguística e a relação dialética entre forma e função. Dessa maneira, a Sociolin-
guística assume as ideias de que não há uma cultura nem uma língua superior a outras, não há
línguas ou culturas subdesenvolvidas, as línguas não são homogêneas. Ressaltam a ideia de que é
preciso focar no uso e na função, e não na estrutura linguística. Cada uma dessas ideias se cons-
titui em premissas que são apresentadas, tomando como referência trabalhos de Bortoni-Ricar-
do. Instigam o leitor à pesquisa sobre vários assuntos, como o conceito de relativismo cultural,
que pode ser aprofundado com a leitura de trabalhos clássicos, como o de de Sapir (1968), não
referenciado na discussão talvez devido aos limites práticos da proposta.
Em continuidade às contribuições da Sociolinguística Educacional, as autoras apresentam
seis proposições inerentes à esfera educacional que servirão para nortear sugestões práticas que
o livro traz ao final (ALMEIDA; BORTONI-RICARDO, 2023, p.16-17). São elas: a escola en-
sina estilos formais; a escola se ocupa de regras que não estejam sujeitas à valoração negativa;
como a desigualdade social seria o principal fator da desigualdade linguística, a escola deve
promover o acesso de todos os alunos aos bens culturais; a escola trata de estilos monitorados
em situações de letramento; ao descrever a variação sociolinguística, não se deve dissociá-la da
análise etnográfica; e à variação linguística deve se dar amplitude social, implicando o processo
de conscientização crítica de professores e alunos. Cabe ao leitor buscar em textos fundadores
da área da Educação e da Sociolinguística, na legislação educacional vigente e nas orientações
das instituições escolares, como as constantes em Projetos Políticos Pedagógicos, como analisar
as proposições colocadas e pensar a sua aplicação às práticas escolares. Isso porque convocam a
pensar a escola e como essa deve promover o ensino da língua como um bem cultural.
O acesso a esse bem cultural, na perspectiva da Sociolinguística, promoveria o “apodera-
mento das normas de prestígio social”. Há aí um detalhe: esse apoderamento não é possível
quando mantida a lógica da desigualdade. É preciso adotar a concepção de contínuo linguís-
tico, abandonando a ideia de “certo” e “errado” no ensino de Língua Portuguesa na escola. As
autoras consideram os contínuos linguístico como linhas imaginárias sintetizadas, são eles: o de
urbanização, incluindo o neologismo “rurbazinação”, que se refere ao contínuo rural e urbano;
o contínuo oralidade e letramento; e o de monitoração estilística, sendo o interlocutor a variável
mais relevante nos processos de escolha do estilo.
Os contínuos, quando integrantes da metodologia de ensino a que aludem as autoras ao
defender a aplicação de princípios da Sociolinguística Educacional ao ensino de língua portu-
guesa, levam discentes e docentes à reflexão sobre a existência de várias normas, na sociedade
brasileira, que servem de fator de identificação sociocultural. Essa reflexão é imprescindível para
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a sociedade brasileira que, como reafirmam as autoras, não reconhece a diversidade linguística,
admitindo a norma-padrão, expressa na gramática normativa, como única e invariável. Fica o
convite aos leitores, para analisar de forma reflexiva e crítica a realidade apontada pelas autoras,
considerando contextos diversos e contemporizando generalizações.
Não há dúvidas de que assim será possível ao leitor ampliar o seu entendimento sobre varia-
ção linguística e o seu lugar no ensino de língua portuguesa. As autoras oferecem mais subsídios
para essa ampliação de entendimento aqui referida, na medida em que recorrem a pensadores
basilares, como Labov, Calvet e Meillet (citados por ALMEIDA; BORTONI-RICARDO, 2023,
p. 22), para tratarem do assunto, alertando que a variação é uma característica intrínseca às lín-
guas e, ao mesmo tempo, motivada socialmente. Sobre os tipos de variação mais reconhecidas
apresentam a histórica, a geográfica, a social e a estilística. Os exemplos que auxiliam a entender
cada uma delas representam generalizações, como dito anteriormente, necessárias aos estudos
acadêmicos, e que incentivam a pesquisa e a atualização.
Além desses tipos de variação, trazem as contribuições de Castilho que propõe as variações
individual e de canal. O autor citado também trata de classificação temática, que daria conta
de pensar a variação no âmbito de assuntos do cotidiano e de assuntos especializados. Dando
mais consistência às relações que estabelecem entre as variações linguísticas e o ensino de língua
portuguesa, as autoras acrescentam o conceito de variação diamésica, que se refere a diferenças
entre a língua falada e escrita.
A esse respeito, finalizam a parte teórica falando da possibilidade de um contínuo entre orali-
dade e escrita para eventos comunicativos. Alertam para a necessidade de desconstruir a relação
“escrita-formalidade” e “oralidade-informalidade”, com a ajuda da ideia de contínuo. Terminam
a seção “Para fundamentar”, indicando que o papel do professor de língua portuguesa é o de
“levar o aluno ao contato com diversos gêneros orais e escritos, propiciando a percepção da
adequação da linguagem a cada evento de comunicação” (ALMEIDA; BORTONI-RICARDO,
2023, p. 28).
Como forma de subsidiar a proposta do livro, chegam à seção “Para Aplicar”. Nela sugerem
atividades que visam a inspirar professores em sua prática docente, na perspectiva de uma
educação sociolinguística. As atividades sugeridas compõem, de acordo com a visão das orga-
nizadoras – nesta seção, especificamente –, uma proposta didática. Não fica clara a concepção
de “proposta didática”, uma vez que as atividades, ainda que separadas por unidades temáti-
cas, são apresentadas de forma independente e sem explicitação de objetivos. As atividades
trazem dicas para embasar possíveis comentários dos professores, quando da sua aplicação
em aula. Caberá a cada leitor aproveitar a variedade das atividades sugeridas e adequá-las a
contextos, a objetivos e, em especial, integrá-las a um plano de aula. Ao final do livro, há uma
seção de respostas que também pretende orientar os professores na aplicação das atividades
elencadas na “proposta didática”.
Ao final desta resenha, ratifica-se a relevância da temática do livro Variação linguística na
escola, sugerindo-se a sua leitura. Não há dúvidas de que o conteúdo inspira à reflexão e à
pesquisa, abrindo caminhos para um ensino de língua portuguesa mais comprometido com
a variação linguística.
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Matraga, Rio de Janeiro, v. 31, n. 62, p. 392-397, mai./ago. 2024. ISSN eletrônico 2446-6905
Matraga v. 31, n. 62 (mai./ago. 2024): Estudos Linguísticos º 397
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Joyce Elaine de; BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Variação linguística na escola. São Paulo:
Contexto, 2023.
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M A T R A G A
M A T R A G A
DOI: 10.12957/matraga.2024.84169 Revista do Programa de Pós-Graduacão em Letras da UERJ