PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO MATEUS DO SUL
PROJETO DE ENGENHARIA VIÁRIA
MEMORIAL DESCRITIVO DE SINALIZAÇÃO
Identificação do projeto
Município: SÃO MATEUS DO SUL
TRECHO 19 - RUA JOÃO BETEGA (TRECHO INDUSTRIAL)
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A sinalização vertical de regulamentação tem por finalidade transmitir aos
usuários as condições, proibições, obrigações ou restrições no uso das vias
urbanas e rurais. Assim, o desrespeito aos sinais de regulamentação constitui
infrações, previstas no capítulo XV do Código de Trânsito Brasileiro - CTB.
Formas e cores
A forma padrão do sinal de regulamentação é a circular, e as cores são
vermelha, preta e branca. Constituem exceção, quanto à forma, os sinais R-1 –
“Parada Obrigatória” e R-2 – “Dê a Preferência”.
Características dos Sinais de Regulamentação
Características dos Sinais R-1 e R-2
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Características das Informações Complementares
A utilização das cores nos sinais de regulamentação deve ser feita
obedecendo-se aos critérios abaixo e ao padrão Munsell indicado.
R - red -vermelho
N - neutral (cores absolutas)
Dimensões
Devem ser sempre observadas as dimensões mínimas estabelecidas por tipo de
via conforme tabelas a seguir:
Dimensões mínimas - sinais de forma circular
(*) relativa a patrimônio histórico, artístico, cultural, arquitetônico, arqueológico e
natural.
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Dimensões mínimas - sinal de forma octogonal - R-1
(*) relativa a patrimônio histórico, artístico, cultural, arquitetônico, arqueológico e
natural.
Dimensões mínimas - sinal de forma triangular - R-2
(*) relativa a patrimônio histórico, artístico, cultural, arquitetônico, arqueológico e
natural.
As dimensões a seguir são recomendadas para os sinais e variam em
função do tipo de via podendo ser alteradas de acordo com estudos de
engenharia realizados para cada situação, respeitadas as dimensões mínimas
estabelecidas.
Dimensões recomendadas - sinais de forma circular
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Dimensões recomendadas - sinal de forma octogonal - R-1
Dimensões recomendadas - sinal de forma triangular - R-2
Características dos Sinais de Advertência
Cores
A utilização de cores nos sinais de advertência deve ser feita obedecendo-se
aos critérios abaixo e ao padrão Munsell indicado
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Dimensões recomendadas - sinal de forma Quadrada
Padrões alfanuméricos
Para mensagens complementares dos sinais de regulamentação em
áreas urbanas, devem ser utilizadas as fontes de alfabetos e números dos tipos
Helvética Medium, Arial, Standard Alphabets for Highway Signs and Pavement
Markings ou similar. Em áreas rurais devem ser utilizadas as fontes de
alfabetos e números do tipo Standard Alphabets for Highway Signs and
Pavement Markings series “D” ou “E (M)”.
Retrorrefletividade e iluminação
Os sinais de regulamentação podem ser aplicados em placas pintadas,
retrorrefletivas, luminosas (dotadas de iluminação interna) ou iluminadas
(dotadas de iluminação externa frontal).
Nas rodovias ou vias de trânsito rápido, não dotadas de iluminação pública as
placas devem ser retrorrefletivas, luminosas ou iluminadas.
Em vias urbanas recomenda-se que as placas de “Parada Obrigatória” (R-1), “Dê
a Preferência” (R-2) e de “Velocidade Máxima” (R-19) sejam, no mínimo,
retrorrefletivas.
Estudos de engenharia podem demonstrar a necessidade de utilização
das placas retrorrefletivas, luminosas ou iluminadas em vias com deficiência de
iluminação ou situações climáticas adversas.
As placas confeccionadas em material retrorrefletivo, luminosas ou
iluminadas devem apresentar o mesmo formato, dimensões e cores nos
períodos diurnos e noturnos.
Materiais das placas
Os materiais mais adequados para serem utilizados como substratos para
a confecção das placas de sinalização são o aço, alumínio, plástico reforçado e
madeira imunizada.
Os materiais mais utilizados para confecção dos sinais são as tintas e
películas.
As tintas utilizadas são: esmalte sintético, fosco ou semifosco ou pintura
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eletrostática.
As películas utilizadas são: plásticas (não retrorrefletivas) ou
retrorrefletivas dos seguintes tipos: de esferas inclusas, de esferas encapsuladas
ou de lentes prismáticas, a serem definidas de acordo com as necessidades de
projeto.
Poderão ser utilizados outros materiais que venham a surgir a partir de
desenvolvimento tecnológico, desde que possuam propriedades físicas e
químicas que garantam as características essenciais do sinal, durante toda sua
vida útil, em quaisquer condições climáticas, inclusive após execução do
processo de manutenção.
Em função do comprometimento com a segurança da via, não deve ser
utilizada tinta brilhante ou películas retrorrefletivas do tipo “esferas expostas”. O
verso da placa deverá ser na cor preta, fosca ou semifosca.
Suporte das placas
Os suportes devem ser dimensionados e fixados de modo a suportar as
cargas próprias das placas e os esforços sob a ação do vento, garantindo a
correta posição do sinal.
Os suportes devem ser fixados de modo a manter rigidamente as placas
em sua posição permanente e apropriada, evitando que sejam giradas ou
deslocadas.
Para fixação da placa ao suporte devem ser usados elementos fixadores
adequados deforma a impedir a soltura ou deslocamento da mesma.
Os materiais mais utilizados para confecção dos suportes são aço e
madeira imunizada. Outros materiais existentes ou surgidos à partir de
desenvolvimento tecnológico podem ser utilizados, desde que possuam
propriedades físicas e químicas que garantam, suas características originais,
durante toda sua vida útil em quaisquer condições climáticas.
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SINAL DE FORMA
OCTOGONAL
R-1
CORES:
Fundo: Vermelho Refletivo
Orla Interna: Branco Refletivo
Orla Externa: Vermelho Refletivo
Verso: Preto Fosco
SINAL DE FORMA
TRIANGULAR
R-2
CORES:
Fundo: Branco Refletivo
Orla: Vermelho Refletivo
Verso: Preto Fosco
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SINAL DE FORMA
CIRCULAR
R-6b, R-14, R-15, R-16,R-17, R-18, R-19, R-21,R-22, R-23, R-24a,R-24b,
R-25a, R-25b,R-25c, R-25d, R-26,R-27, R-28, R-30, R-31,R-32, R-33, R-34,
R-35a,R-35b, R-36a, R-36b,R-39
CORES:
Fundo: Branco
Orla e Tarja: Vermelho
Verso: Preto Fosco
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Sinalização horizontal
A finalidade da sinalização horizontal é organizar e controlar o fluxo de
veículos e de pedestres, sendo composta por linhas e faixas, que podem ser
longitudinais e transversais, por marcas de canalização, setas, símbolos e
legendas escritas no pavimento.
A sinalização horizontal tem a propriedade de transmitir mensagens aos
condutores e pedestres, possibilitando sua percepção e entendimento, sem
desviar a atenção do leito da via.
Em face do seu forte poder de comunicação, a sinalização deve ser
reconhecida e compreendida por todo usuário, independentemente de sua
origem ou da frequência com que utiliza a via.
A sinalização horizontal transmite mensagens aos condutores e pedestres
e a sua importância é devida ao melhor aproveitamento do espaço viário
disponível, aumentando a segurança em condições adversas tais como: neblina,
chuva e noite, contribuindo assim para a redução de acidentes.
No entanto apresenta algumas limitações, como ter a durabilidade
reduzida quando sujeita a tráfego intenso, e a visibilidade deficiente, quando sob
neblina, pavimento molhado, sujeira, ou quando houver tráfego intenso.
Para a aplicação de sinalização em superfície com revestimento asfáltico deve
ser respeitado o período de cura do revestimento. Caso não seja possível, a
sinalização poderá ser executada com material temporário, tal como tinta de
durabilidade reduzida. A superfície a ser sinalizada deve estar seca, livre de
sujeira, óleos, graxas ou qualquer outro material que possa prejudicar a
aderência da sinalização ao pavimento.
Forma
Quanto à forma a sinalização horizontal é classificada como contínua,
corresponde às linhas sem interrupção, aplicadas em trecho específico de pista.
Se for tracejada ou Seccionada, é que corresponde às linhas interrompidas,
aplicadas em cadência, utilizando espaçamentos com extensão igual ou maior
que o traço.
Quando se utilizam de setas, símbolos e legendas, é que correspondem
às informações representadas em forma de desenho ou inscritas, aplicadas no
pavimento, indicando uma situação ou complementando a sinalização vertical
existente.
Cores
A utilização das cores deve ser feita obedecendo-se aos critérios abaixo e ao
padrão Munsell indicado ou outro que venha a substituir, de acordo com as
normas da ABNT.
COR TONALIDADE
AMARELA 10 YR 7,5/14
BRANCA N 9,5
VERMELHA 7,5 R ¼
AZUL 5 PB 2/8
PRETA N 0,5
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A cor amarela, utilizada para separar movimentos veiculares de fluxos
opostos, regulamentar ultrapassagem e deslocamento lateral, delimitar espaços
proibidos para estacionamento e/ou parada e para demarcar obstáculos
transversais à pista (lombada).
A cor branca, utilizada para separar movimentos veiculares de mesmo
sentido, delimitar áreas de circulação, delimitar trechos de pistas, destinados ao
estacionamento regulamentado de veículos em condições especiais,
regulamentar faixas de travessias de pedestres, regulamentar linha de
transposição e ultrapassagem, demarcar linha de retenção e linha de “Dê a
preferência” e para inscrever setas, símbolos e legendas.
As marcas longitudinais separam e ordenam as correntes de tráfego,
definindo a parte da pista destinada à circulação de veículos, a sua divisão em
faixas de mesmo sentido, a divisão de fluxos opostos, as faixas de uso exclusivo
ou preferencial de espécie de veículo, as faixas reversíveis, além de estabelecer
as regras de ultrapassagem e transposição.
As marcas longitudinais amarelas, contínuas simples ou duplas, têm
poder de regulamentação, separam os movimentos veiculares de fluxos opostos
e regulamentam a proibição de ultrapassagem e os deslocamentos laterais,
exceto para acesso a imóvel lindeiro.
As marcas longitudinais amarelas, simples ou duplas seccionadas ou
tracejadas, não têm poder de regulamentação, apenas ordenam os movimentos
veiculares de sentidos opostos.
As marcas longitudinais brancas contínuas são utilizadas para delimitar a
pista (linha de bordo) e para separar faixas de trânsito de fluxos de mesmo
sentido. Neste caso, têm poder de regulamentação de proibição de
ultrapassagem e transposição.
As marcas longitudinais brancas, seccionadas ou tracejadas, não têm
poder de regulamentação, apenas ordenam os movimentos veiculares de
mesmo sentido.
Dimensões
As larguras das linhas longitudinais são definidas pela sua função e pelas
características físicas e operacionais da via. As linhas tracejadas e seccionadas
são dimensionadas em função do tipo de linha e/ou da velocidade
regulamentada para a via.
A largura das linhas transversais e o dimensionamento dos símbolos e
legendas são definidos em função das características físicas da via, do tipo de
linha e/ou da velocidade regulamentada para a via, pois há necessidade de haver
uma compensação ótica para corrigir as deformações visuais que ocorrem com
a velocidade.
Tipos de linhas
De acordo com a sua função as Marcas Longitudinais são subdivididas nos
seguintes tipos:
* Linhas de divisão de fluxos opostos (LFO);
* Linha de bordo (LBO);
As marcações constituídas por Linhas de Divisão de
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Fluxos Opostos (LFO) separam os movimentos veiculares de sentidos opostos
e indicam os trechos da via em que a ultrapassagem é permitida ou proibida.
Apresentam-se como Linha Simples Contínua
(LFO-1), Linha Simples Seccionada (LFO-2), Linha Dupla Contínua
(LFO-3) e Linha Contínua / Seccionada (LFO-4).
Linha simples seccionada (LFO-2)
A LFO-2 divide fluxos opostos de circulação, delimitando o espaço
disponível para cada sentido e indicando os trechos em que a ultrapassagem e
os deslocamentos laterais são permitidos. É pintada na cor amarela e deve ter
medidas de traço e espaçamento (intervalo entre traços), definidas em função
da velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:
Espaçamento com relação à velocidade
A LFO-2 pode ser utilizada em toda a extensão ou em trechos de vias de
sentido duplo de circulação.
Utiliza-se esta linha em situações, tais como, rodovias,
independentemente da largura, do número de faixas, da velocidade ou do
volume de veículos.
Em geral é aplicada sobre o eixo da pista de rolamento, ou deslocada
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quando estudos de engenharia indiquem a necessidade. Podem ser aplicadas
tachas contendo elementos retrorrefletivos bidirecionais amarelos, para garantir
maior visibilidade, tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina.
As marcas transversais ordenam os deslocamentos frontais dos veículos
e os harmonizam com os deslocamentos de outros veículos e dos pedestres,
assim como informam os condutores sobre a necessidade de reduzir a
velocidade e indicam travessia de pedestres e posições de parada.
Marcas transversais
Faixa de travessia de pedestres (FTP). A FTP delimita a área destinada à
travessia de pedestres e regulamenta a prioridade de passagem dos mesmos
em relação aos veículos, nos casos previstos pelo Código de Trânsito Brasileiro.
Faixa de travessia de pedestres
A FTP é usada na cor branca e compreende dois tipos, conforme a
Resolução nº 160/04 do CONTRAN, que são a Zebrada (FTP-1) e a paralela
(FTP-2). Deve ocupar toda a largura da pista. A FTP deve ser utilizada em locais
onde haja necessidade de ordenar e regulamentar a travessia de pedestres. Em
locais, semaforizados ou não, onde o volume de pedestres é significativo nas
proximidades de escolas ou pólos geradores de viagens, em meio de quadra. A
locação da FTP deve respeitar, sempre que possível, o caminhamento natural
dos pedestres, sempre em locais que ofereçam maior segurança para a
travessia. Em interseções, deve ser demarcada no mínimo a 1,00 m do
alinhamento da pista transversal.
A largura (l) das linhas varia de 0,30 m a 0,40 m e a distância (d) entre
elas de 0,30 m a 0,80 m. A extensão mínima das linhas é de 3,00 m, podendo
variar em função do volume de pedestres e da visibilidade, sendo recomendada
a extensão de 4,00 m.
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São Mateus do Sul – PR. 12 de Novembro de 2014.
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ADEMAR AMÉRICO CAMOSSATO
ENGENHEIRO CIVIL - CREA: 24.080-D/PR
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