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A Cruz de Cristo

A cruz de Cristo é apresentada como o maior drama da história, um plano divino que revela tanto a justiça quanto o amor de Deus. Jesus, acusado injustamente, foi desamparado por todos, mas suas palavras na cruz expressam perdão e vitória. A morte e ressurreição de Cristo garantem a libertação do pecado e a esperança da vida eterna para os crentes.
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A Cruz de Cristo

A cruz de Cristo é apresentada como o maior drama da história, um plano divino que revela tanto a justiça quanto o amor de Deus. Jesus, acusado injustamente, foi desamparado por todos, mas suas palavras na cruz expressam perdão e vitória. A morte e ressurreição de Cristo garantem a libertação do pecado e a esperança da vida eterna para os crentes.
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A CRUZ DE CRISTO, O MAIOR DRAMA DA HISTÓRIA

11 Comentários / Sermões / Por Pr. Hernandes

Referência: Mateus 27.33-56

INTRODUÇÃO

1. A cruz de Cristo é pré-histórica. Ela estava encrustrada no coração de Deus antes da


fundação do mundo:

a) 1 Pe 1:18-20 –

b) Ap 13:8 –

c) At 2:23

2. O Calvário não foi um acidente, mas um plano divino. Cristo veio para morrer. A morte na
cruz sempre esteve em sua agenda: ele profetizou várias vezes que veio para morrer. Ele não
morreu como um mártir. Ele voluntáriamente deu a sua vida. Ele é o Cordeiro que tira o
pecado (Jo 1:29). Ele é como a serpente levantada (Jo 3:14). Ele é o pastor que dá a sua vida
pelas ovelhas (Jo 10:11-18). Ele é o grão de trigo que cai e morre para produzir muitos frutos
(Jo 12:20-25).

3. Cristo foi para a cruz não apenas porque os judeus o entregaram por inveja. Não apenas
porque Judas o traiu por dinheiro. Não apenas porque Pilatos o condenou por covardia. Cristo
foi para a cruz porque o Pai o entregou por amor. Cristo foi para a cruz porque ele se entregou
a si mesmo por nós.

4. O calvário é o maior drama da história. O calvário é o palco da justiça de Deus: seu


consumado repúdio ao pecado e também é o palco do infinito amor de Deus: pois ali ele não
poupou o seu próprio Filho para nos salvar. A cruz de Cristo é o nosso êxodo, a nossa
libertação.

5. Vejamos as cenas dessa maior drama da história:

I. AS ACUSAÇÕES CONTRA JESUS CRISTO NA CRUZ


Jesus foi acusado pelo Estado e pela Religião. O povo amotinado e insuflado pediu sua
condenação. Chamaram-se testemunhas. Ele foi acusado, julgado, sentenciado e condenado à
pena de morte. Mas as acusações eram falsas, as testemunahas foram subornadas e a
condenação o mais perverso erro judicial da história.

1. Jesus foi acusado de sedição política – v. 37

Os judeus por inveja o acusaram de sedição política. Colocaram-no contra o Estado, contra
Roma, contra César. Questionaram as suas motivações e a sua missão. Acusaram-no de querer
um trono, em lugar de abraçar uma cruz.

A acusação contra Cristo é que ele era o “Rei dos judeus”. Essa acusação foi pregada em sua
cruz em três idiomas: hebraico, grego e latim. O Hebraico é a língua da religião. O grego é a
língua da filosofia e o latim é a língua da lei romana. Tanto a religião, como a filosofia e a lei se
uniram para condenar a Jesus, mas ele fez da sua cruz um instrumento para salvar homens do
mundo inteiro.

2. Jesus foi acusado de blasfêmia – v. 40b

Os judeus ficaram chocados, escandalizados e perplexos quando Jesus se apresentou como


Filho de Deus. Eles rasgaram suas vestes, dizendo: ele blasfema! Agora, escarnecem dele na
cruz.

3. Jesus foi acusado de ser um impostor – v. 40a

Eles não tinham olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, nem corações para entender o que
Jesus falava. Eles pensavam que Cristo se referia ao templo de Herodes, enquanto Jesus falava
do seu corpo, de sua morte e ressurreição (Jo 2:19).

4. Jesus foi acusado de ser Salvador – v. 42

“Salvou os outros e a si mesmo não pode salvar”. Mas se Jesus salvasse a si mesmo, não
poderia nos salvar. Ele morreu para vivermos.

5. Jesus foi acusado de usar indevidamente o nome de Deus – v. 43


Eles pensavam que Jesus era um embusteiro (v. 63), um mentiroso, um lunático que procurava
enganar os fracos ao afirmar que confiava em Deus e que Deus lhe queria bem.

II. O DESAMPARO DE JESUS CRISTO NA CRUZ

1. Jesus foi desamparado pelo povo – v. 39

O mesmo povo que viu seus gloriosos milagres, que o viu levantando os paralíticos, curando os
cegos, purificando os leprosos e ressuscitando os mortos, agora zombam de Cristo, agora
escarnecem do Filho de Deus.

2. Jesus foi desamparado pelos líderes – v. 41

Aqueles que conheciam a Palavra de Deus, também zombaram de Cristo. Eles escarneceram
do Filho de Deus.

3. Jesus foi desamparado pelos ladrões que foram crucificados com ele – v. 44

Os próprios companherios de desdita também se insurgiram contra Cristo. Eles também atiram
setas venenosas contra o Filho de Deus.

4. Jesus foi desamparado pelo próprio Pai – v. 46

O universo inteiro se contorceu de dores. O sol escondeu o seu rosto. As trevas inundaram a
terra. Cristo se fez pecado por nós. Ele foi feito maldição por nós. Ele desamparado pelo
próprio Pai. Deus puniu o nosso pecado nele. Ele bebeu sozinho o cálice da ira de Deus.

III. AS PALAVRAS DE JESUS CRISTO NA CRUZ

1. Palavras em relação às pessoas às pessoas

a) Palavra de perdão – “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
b) Palavra de salvação – “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc 23:39-43).

c) Palavra de afeição – “Mulher, eis aí o teu filho – Eis aí tua mãe” (Jo 19:25-27).

2. Palavra em relação a Deus

a) Palavra de desemparo – “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:45-49).
Houve trevas sobre toda a terra ao meio dia. Sede, desamparo e agonia são um símbolo do
próprio inferno. Foi na cruz que Cristo desceu ao inferno. Foi ali que ele se fez pecado. Foi ali
que ele bebeu o cálice da ira de Deus por nós. Foi ali que ele suportou o justo castigo que os
nossos pecados merecem. A nova praga do Egito foram três dias de trevas, seguido da última
praga, a morte dos primogênitos (Ex 10:22-11:9). As trevas no calvário foram uma
proclamação de que o Cordeiro de Deus seria imolado pelos pecados do mundo. Os homens
pensaram que Cristo clamava por Elias. Havia não apenas trevas na terra, mas também em
suas mentes e corações.

3. Palavras em relação a si mesmo

a) Palavra de agonia – “Tenho sede” (Jo 19:28-29).

b) Palavra de vitória – “Está consumado” (Jo 19:30).

c) Palavra de rendição – “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23:46).

IV. O IMPACTO DA MORTE DE JESUS CRISTO NA CRUZ

1. O sol escondeu o seu rosto e as trevas encheram a terra – v. 45

A natureza fazia coro e se identifica com o sofrimento do Filho de Deus. Naquele momento ele
foi feito pecado por nós. Naquele momento Deus fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.

2. Acabou a hierarquia espiritual – v. 51


Agora judeus e gentios têm livre acesso a Deus por meio de Cristo. Agora não precisamos de
um sacerdote, de um mediador para entrarmos no santo dos santos. Agora um novo e vivo
caminho foi aberto para o céu, para o trono de Deus.

O véu rasgado simboliza a consumação da obra de Cristo. O caminho para Deus foi aberto.
Jesus conclui a obra da salvação na cruz. O véu rasgado significa que Cristo venceu o pecado.

3. Abalou e mudou as estruturas engessadas – v. 51

Quando a lei foi dada no Sinai, houve um terremoto. Agora o terremoto significa que as
demandas da lei foram cumpridas na morte de Cristo. O terremoto significa que a maldição da
lei foi abolida para sempre por causa da morte de Cristo. A morte de Cristo provocou não
apenas um terremoto físico, não apenas um abalo sísmico, mas também a morte de Cristo
abalou e mudou todas as estruturas da sociedade. As estruturas políticas, econômicas, sociais,
morais e espirituais foram mudadas.

4. Destruiu a dureza das pedras – v. 51

Não apenas as pedras se fenderam, mas os homens pedras têm seus corações também
quebrados com a morte de Cristo. Pela morte de Cristo homens como Saulo, Agostinho, Lutero
são transformados em homens santos, cheios do Espírito.

5. Destruiu o poder da morte – v. 52

1. Cristo matou a morte com a sua morte. É a morte da morte na morte de Cristo. A morte já
não tem a última palavra. Cristo com sua morte tirou o aguilhão da morte. Agora a palavra
final não é da sepultura. Cristo entrou nas entranhas da morte e venceu a morte e todo aquele
que nele crê não morrerá eternamente. Os túmulos abertos signicam que Cristo venceu a
morte.

CONCLUSÃO

O centurião reconheceu que Cristo de fato é o Filho de Deus (v. 54). O povo saiu do calvário
batendo nos peitos e lamentando. A cruz não foi uma derrota. Ela é o nosso triunfo.

Na cruz Jesus venceu o diabo – lá ele expôs o diabo e suas hostes ao desprezo e triunfou sobre
eles (Cl 2:14). Lá ele desfez as obras do diabo (1 Jo ).
Na cruz Jesus nos justificou, nos perdoou, nos reconciliou com Deus, e nos deu a sua paz.

A cruz de Cristo é a nossa morte para o pecado. Ela é a nossa mensagem, a nossa glória!

A MENSAGEM DA PÁSCOA

1 Comentário / Pastorais / Por Pr. Hernandes

A Páscoa foi inaugurada na saída histórica de Israel da longa e amarga escravidão do


Egito. Um cordeiro foi imolado e seu sangue foi passado no batente das portas de todos os
israelitas. Na noite em que todo primogênito egípcio foi morto, os israelitas foram poupados
pelo sangue do cordeiro. A Páscoa judaica apontava para Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o
pecado do mundo. Jesus é o nosso Cordeiro pascal. No Cenáculo, ele inaugurou o sacramento
da Ceia e firmou a nova aliança em seu sangue.

Três verdades sublimes nos são apresentadas, como a mensagem da Páscoa:

Em primeiro lugar, Cristo morreu pelos nossos pecados (1Co 15.3). A morte de Cristo
não foi um acidente. Ele não morreu porque sucumbiu ao poder de Roma. Ele não morreu
porque Judas o traiu por ganância, nem porque o sinédrio o entregou por inveja ao governo
romano, nem mesmo porque Pilatos o condenou por covardia. Jesus morreu porque o Pai o
entregou por amor. Ele morreu porque a si mesmo se deu pelo seu povo. Cristo não morreu
como um mártir, mas como nosso Redentor. Ele morreu pelos nossos pecados. Deus lançou
sobre ele a iniquidade de todos nós e ele carregou no seu corpo, sobre o madeiro, os nossos
pecados. Ele bebeu sozinho o cálice amargo da ira de Deus. Ele sofreu o golpe da lei em nosso
lugar e satisfez completamente as demandas da justiça divina, quando suportou em nosso
lugar a condenação que nossos pecados merecem. A morte de Cristo foi substitutiva. Ele
morreu como nosso fiador e representante. Ele morreu a nossa morte para nos dar a vida, a
vida eterna.

Em segundo lugar, Cristo ressuscitou para nossa justificação (Rm 4.25)). Se a morte de
Cristo não foi um acidente, sua ressurreição não foi uma surpresa. A morte não pode detê-lo.
Ao contrário, ele entrou nas entranhas da morte, arrancou o aguilhão da morte, matou a
morte, ao ressurgir vitoriosamente, inaugurando a imortalidade. A ressureição de Cristo, em
relação ao passado foi um fato incontroverso; em relação ao presente é um artigo de fé; e, em
relação ao futuro será uma esperança bendita. Cristo ressuscitou como primícias de todos os
que dormem. Porque ele ressurgiu dos mortos, na sua vinda gloriosa, todos os mortos ouvirão
sua voz e sairão dos túmulos; uns para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do
juízo. Agora, não precisamos mais ter medo da morte, pois morrer para o cristão é deixar o
corpo e habitar com o Senhor. Morrer para o crente é partir para estar com Cristo, o que é
incomparavelmente melhor. A morte não tem mais a última palavra. Ela foi tragada pela
vitória. Agora os que morrem no Senhor são bem-aventurados. A ressurreição de Cristo é a
garantia de nossa ressurreição. Quando Jesus voltar, sem sua majestade e glória, os mortos em
Cristo ressuscitarão primeiro e os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para
encontrar o Senhor nos ares. Teremos um corpo imortal, incorruptível, poderoso, glorioso,
espiritual, celestial, semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus.

Em terceiro lugar, Cristo voltará para nossa glorificação (1Ts 4.15-17). A volta de Jesus é
a acrópole da esperança cristã, o pináculo das doutrinas evangélicas, a apoteose da história da
humanidade. Ele virá para consumar a história, julgar as nações e estabelecer o seu reino de
glória. Ele virá para colocar todos os seus inimigos debaixo dos pés e reinar com sua igreja
pelos séculos sem fim. Ele virá pessoalmente, visivelmente, audivelmente, repentinamente,
inesperadamente, inescapavelmente e vitoriosamente para levar sua noiva para a casa do Pai,
onde não haverá mais lágrima, nem pranto nem dor. A Nova Jerusalém, o paraíso, o céu, é o
nosso lar, a nossa pátria, a nossa herança. Lá estaremos para sempre com o Senhor. Lá
reinaremos para sempre com ele. Lá contemplaremos sua face e nos deleitaremos nele pelo
desdobrar infindável da eternidade!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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