Caso 6 - Osteoporose
Caso 6 - Osteoporose
O centro de gravidade das pessoas idosas muda para trás do Ocorre tanto em homens quanto em mulheres, compromete
quadril e ocorre uma disfunção dos nervos periféricos os ossos cortical e trabecular além da ocorrência de fraturas
(comprometendo a força distal e a sensação espacial, além vertebrais e de fêmur
de determinar ataxia e hipotrofia muscular, causando
anormalidade da marcha) SECUNDARIAS
OSTEOPOROSE (OP)
CLASSIFICAÇÃO
A composição do esqueleto, há aproximadamente 80% de
PRIMARIA osso cortical ou compacto, com funções mecânica e
protetora, portanto mais resistente, e 20% de osso
a. Tipo I
trabecular ou esponjoso, mais frágil, responsável pela
É caracterizada por: ser predominantemente em mulheres função metabólica
(pós-menopausa), por apresentar perda acelerada do osso
REMODELAÇÃO ÓSSEA
trabecular com fraturas vertebrais comuns.
O osso é um tecido dinâmico, que está em remodelação
b. Tipo II constante, não uniforme, por toda a vida, coordenado com
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES
fases de formação e reabsorção óssea. A remodelação óssea melhorar a compreensão da patogênese das doenças
possui a seguinte sequência: osteometabólicas
FATORES DE RISCO
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DE RISCO PARA frente para pegar um objeto, levantar um peso maior, tossir,
FRATURA (FRAX) sentar-se abruptamente ou até pequenas quedas
Criado pela OMS em 2008, o FRAX estimula a probabilidade A maioria é assintomática, sendo diagnosticas como achado
de fratura de quadril ou fratura osteoporótica combinada incidental em raio-x de tórax ou abdome ou o paciente pode
em 10 anos (quadril, vértebra, úmero ou punho) para uma apresentar dor aguda por compressão vertebral, de forte
pessoa não tratada, através dos fatores e risco, usando ou intensidade que permanece por 6-8 semanas, que piora com
não a densidade mineral óssea (DMO). movimento e é evidenciada pela digitopressão da área
comprometida. Às vezes, irradia-se para frente, em barra,
Nos indivíduos de baixo e médio risco para fratura, avaliados raramente em direção aos quadris e membros inferiores.
pelo FRAX, é necessária a medida de DMO, enquanto Ocasionalmente, pode levar ao íleo paralítico
naqueles de alto risco a intervenção está justificada sem essa
medida O desenvolvimento de cifose (corcunda ou corcova de viúva)
e a perda de altura podem ser manifestações de fraturas
vertebrais. À medida que aumenta a hipercifose dorsal, a
costela passa a tocar a crista ilíaca anterossuperior, fazendo
pregas horizontais no abdome, tornando-o protruso,
acarretando dor, plenitude pós-prandial, constipação
intestinal e refluxo gastresofágico. Há também diminuição
da expansibilidade pulmonar.
➔ Vertebras
RADIOGRAFIAS CONVENCIONAIS
A biopsia de crista ilíaca com tetraciclina marcada
(histomorfometria óssea) deverá ser considerada quando As radiografias só mostrarão as alterações decorrentes da
nenhuma outra causa subjacente para a OP puder ser OP quando a perda de massa óssea atingir
diagnosticada, quando a terapêutica não for efetiva ou aproximadamente 30%. O diagnóstico então obtido é
quando houver suspeita de mastocitose ou osteomalacia bastante tardio, e a prevenção das fraturas torna-se mais
difícil. Sendo assim, as radiografias devem ser solicitadas
para:
BIOMARCADORES ÓSSEOS
▪ Estabelecer a presença de fraturas vertebrais
São produtos da degradação do osso, liberados para a
▪ Avaliar indivíduos que perderam altura de maneira
circulação ou urina, traduzindo, em última análise, a
injustificada e significativa → radiografia de coluna
remodelação (turnover) óssea. Alguns dos marcadores são:
torácica e lombar AP e perfil em ortostase
▪ Confirmar a presença de fraturas em outros locais.
formado de osso cortical. A vértebra passa a 3. Mulheres com amenorreia secundária prolongada
apresentar um aspecto de “moldura de quadro” (por mais de 1 ano)
4. Todos os indivíduos que tenham sofrido fratura por
TECNICAS QUE MEDEM A DENSIDADE ÓSSEA trauma mínimo ou atraumática
Com elas, podemos diagnosticar as perdas ósseas, avaliar o 5. Indivíduos com evidências radiográficas de
risco de fratura e monitorar o tratamento osteopenia ou fraturas vertebrais
6. Homens com idade superior a 70 anos
1. Ultrassonometria óssea 7. Homens com idade inferior a 70 anos com fatores
de risco
Seus parâmetros físicos ainda não estão bem estabelecidos
8. Indivíduos que apresentem perda de estatura (2,5
e os critérios da OMS, utilizando os cortes de T-score, não
cm) ao longo da vida ou hipercifose torácica
podem ser utilizados, portanto, não podemos caracterizar os
9. Indivíduos em uso de corticoides por 3 meses ou
indivíduos como normais, osteopênicos ou osteoporóticos,
mais, independentemente da dose
utilizando esse método
10. Indivíduos com índice de massa corporal baixo (IMC
O equipamento mais comumente utilizado é o que mede a de 19 kg/m2 para jovens e, para indivíduos idosos,
velocidade de propagação (SOS) e a atenuação do som em IMC de 22 kg/m2)
calcâneo e tíbia (BUA). Pela combinação desses dois 11. Portadores de doenças crônicas ou em uso de
parâmetros, é estabelecido um índice que se expressa como outras medicações associadas à OP
a resistência óssea ou stiffness, que se relaciona ao risco de 12. Para monitoramento de mudanças de massa óssea
fraturas do colo femoral em mulheres acima dos 65 anos decorrentes da evolução da doença e dos
diferentes tratamentos disponíveis
2. Densitometria óssea
De acordo com o documento (2017) da U.S. Preventive
A DXA é um termo aplicado a métodos capazes de medir a Services Task Force (USPSTF): a triagem não se aplica a
quantidade de osso (conteúdo mineral) em uma área ou homens.
volume definido, calculando, como resultado a DMO,
estabelecendo o diagnostico precoce da doença, o nível de Cuidados do exame:
gravidade e o risco de fratura óssea.
A DXA representou um grande avanço para o diagnóstico da
A DXA avaliada pela técnica DEXA é ainda hoje o padrão-ouro OP. Entretanto, exige cuidados técnicos específicos a fim de
no diagnóstico da OP e a escolha do local de analise garantir sua validade, como por exemplo:
dependera basicamente do tipo de OP, da idade do paciente,
Coluna lombar: deve estar centrada e retificada com mesma
por exemplo:
quantidade de tecido ósseo bilateralmente, estando
➔ Mulheres na pós-menopausa, imediata e tardia: presentes no campo pequena porção das cristas ilíacas e o
apresentam perda basicamente de osso trabecular início das costelas
e devem ter a coluna AP e fêmur proximal
avaliados.
➔ Indivíduos idosos: o fêmur proximal sempre será
avaliado. A coluna lombar, se acometida por
doença degenerativa, poderá fornecer resultado
falso-negativo para a OP, podendo ser avaliado
também o terço distal do radio
➔ Paciente acima de 120 kg (limitação do Fêmur proximal: é necessário o posicionamento da metáfise
equipamento) e nos casos de hiperparatireoidismo retificada em relação à linha média, com quantidades
(perda principal de osso cortical): antebraço + terço significativas de tecido mole acima do grande trocanter e
distal do radio abaixo do ísquio
Indicações do exame:
Além desses cuidados, alguns artefatos podem interferir na ▪ A presença de objeto metálico no campo de análise
interpretação da DXA e são eles: invalida o exame. O paciente deve retirar toda a
roupa e usar um jaleco de confecção leve
▪ Na presença de osteoartrose e escoliose, muitas
vezes não conseguimos duas vértebras livres do Analise dos resultados → O método oferece três tipos de
problema. Nesse caso, o exame de antebraço torna- medidas
se uma opção
▪ Nas fraturas vertebrais, observamos a aproximação ➔ Valor absoluto (g/cm2)
das trabéculas, o que determina um aumento da
Não define risco de fratura e não separa os indivíduos
densidade óssea sem que isso signifique melhora.
normais dos patológicos. Esse valor é importante quando
Essa vértebra deverá ser descartada da análise final
comparamos exames prospectivamente
jovem, que possui as mesmas características em relação a couve), frango, batata e macarrão → 1.500
sexo e peso. mg de cálcio para mulheres após a
menopausa sem terapia estrogênica e
O diagnostico de osteoporose é dado pela presença de 1.000 mg para os homens e mulheres em
fraturas por fragilidade ou T-escore ≤ –2,5 desvios-padrão da terapia estrogênica, diariamente, devendo
DMO em qualquer sítio, medida por meio de absortometria ser aumentada para 1.500 mg/dia após os
radiológica de dupla energia (DXA) → Em mulheres pós- 65 anos.
menopausa e em homens com mais de 50 anos. b. Bom aporte proteico, sem exageros
2. Bons hábitos de vida
Fratura por fragilidade: consiste na solução de continuidade
a. Exercício físico →Com carga, pelo menos
do osso em sítios específicos (coluna vertebral, punho,
3x por semanas, em dias alternados, por,
quadril, costela, úmero) decorrente de traumatismos de
no mínimo, 30 minutos. Caminhadas
baixo impacto (p. ex., queda da própria altura) ou na
podem ser feitas diariamente por um
ausência de traumatismo (espontâneas). As fraturas por
período de 40 minutos
estresse (induzidas por lesões repetitivas) não são
b. Evita alcoolismo e tabagismo
classificadas como fraturas por fragilidade.
3. Controle do ambiente para prevenir quedas
Em pacientes deficientes de vitamina D, a reposição deve ➔ Comuns: esofagite (uso oral) e sintomas influenza-
ser iniciada com 50.000 UI por semana durante oito like (uso venoso)
semanas e, então, reavaliar. Como dose de manutenção, ➔ Incomuns: dor óssea, articular e muscular
recomendam-se doses diárias de 1000-2000 UI e valores ➔ Raros: inflamação ocular, osteonecrose de
séricos acima de 30 mg/mL para a prevenção de mandíbula e fratura atípica de fêmur
hiperparatireoidismo secundário, melhoria da massa
óssea, redução do risco de quedas. Tratamentos com altas Contraindicação: orais devem ser contraindicados em
doses de vitamina D não estão indicados. pacientes com distúrbios esofágicos, insuficiência renal
crônica com clearance de creatinina < 30mL/min e naqueles
que não conseguem ficar sentados durante 30 a 60 minutos
TERAPIA FARMACOLOGICA após a ingestão.
Objetivo: diminuição do risco de fratura e aumento da
massa óssea Osteonecrose de mandíbula: ferida não cicatrizada na
cavidade oral associada à exposição óssea por pelo menos
Indicação: 8 semanas, geralmente associada a procedimentos
dentários, como extração ou implante.
1. Fraturas por fragilidade O risco absoluto entre os pacientes que utilizam
2. T-score <-2,5 no colo do fêmur, quadril total ou bisfosfonatos é maior nos usuários por mais de 4 anos e em
coluna lombar pacientes oncológicos que usaram quimioterápicos,
3. T-score entre -1 e -2,5 e risco de fratura radioterapia e agentes antiangiogênicos.
osteoporótica pelo FRAX ≥ 20% ou risco de fratura Não recomenda a interrupção do uso de bisfosfonatos para
de colo de fêmur ≥ 3% procedimentos dentários. Entretanto, se o procedimento
estiver programado ou em andamento, o início da terapia
História de fratura recente, nos últimos 2 anos, é o melhor antirreabsortiva deverá ser adiado até que a área esteja
preditor de risco de novas fraturas. A terapia farmacológica cicatrizada. Por outro lado, é recomendada a interrupção 2
deve ser iniciada 2 semanas após a fratura, meses antes do procedimento para aqueles em uso de
bisfosfonatos por mais de 4 anos. O tratamento deve ser
independentemente da DMO.
conservador nos estágios 0 a 2 com enxágues bucais
antibacterianos. O desbridamento cirúrgico deve ser
Cuidados: Todos os pacientes devem apresentar níveis
reservado para os pacientes em estágio 3.
séricos normais de cálcio e vitamina D antes de começarem
o tratamento Fraturas atípicas: aumento da incidência entre os que
usaram bisfosfonatos por mais tempo, principalmente
Grupos terapêuticos: entre aqueles com mais de 8 anos de uso.
Duração de tratamento: 3 (venoso) e 5 anos (oral), devendo Indicação: alternativa de primeira escolha para os pacientes
ser mantido apenas em pacientes com alto risco de fratura. com alto risco de fraturas, idosos com dificuldade de ingerir
Para aqueles com risco baixo ou moderado, deve-se bisfosfonatos orais e naqueles com insuficiência renal. Pode
considerar a possibilidade de interrupção (drug holiday). ser usado ainda nos intolerantes ou não responsivos a outras
terapias.
Monitoramento: é feito com densitometria óssea a cada 2
anos e/ou com marcadores de turnover ósseo (NTX ou CTX Uso: a cada 6 meses, por via subcutânea. A reavaliação de
antes do início do tratamento e 3 a 6 meses após. Uma risco é feita a cada 5-10 anos e não necessita de drug
redução de 30 e 50% respectivamente, sugere boa adesão) Holiday. Entretanto, a descontinuação deverá ser seguida do
uso de um agente antirreabsortivo para prevenir o efeito
Efeitos colaterais: rebote nos marcadores de remodelamento ósseo e a rápida
perda de massa óssea com aumento do risco de fraturas.
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES
3. Agentes anabólicos
Indicações:
➔ Mulheres na pós-menopausa
➔ Homens com osteoporose grave
o T-escore ≤ –3,5DP na ausência de fraturas
o T-escore ≤ –2,5DP associado a múltiplas QUANDO TROCAR O TRATAMENTO?
fraturas)
A decisão de trocar um fármaco por outro é embasada na
➔ Pacientes com contraindicação ao uso de
disponibilidade, na tolerabilidade, nos custos e nas
bisfosfonatos (acalasia, esclerodermia com
preferências. A troca deverá ser considerada quando houver
envolvimento esofágico)
“falha” terapêutica ou baixa adesão ao tratamento.
➔ Pacientes que não responderam a outras terapias.
“Falha” terapêutica em caso de:
Efeitos colaterais:
a. Perda de mais de 5% na DMO na coluna lombar, 4%
➔ Teripatida: caibras e vertigem
no quadril ou 5% no colo do fêmur após 2 anos de
➔ Abaloparatida: hipotensão postural, náusea,
tratamento
cefaleia e palpitações;
b. Redução nos marcadores de remodelamento ósseo
Cuidados: não devem ser usados por mais de 24 meses abaixo do esperado para o uso dos agentes
devido ao risco de desenvolvimento de osteossarcoma + antirreabsortivos (< 30% em relação aos valores
após a descontinuação do medicamento, deve-se fazer uso basais).
de bisfosfonatos, denosumabe ou raloxifeno c. Duas ou mais fraturas vertebrais em vigência do
tratamento antirreabsortivo → Na prática clínica,
4. Moduladores seletivos dos receptores de também deve ser considerada a troca
estrogênio (SERM) farmacológica em caso de surgimento de uma única
fratura vertebral em paciente com boa adesão
Exemplos: raloxifeno e bazedoxifeno
farmacológica
Eles possuem efeitos benéficos na redução do câncer de
mama, porem aumento no risco de eventos
tromboembólicos e nenhum efeito cardioprotetor ou na
redução do risco de câncer de endométrio. Além disso,
apenas reduz o risco de fraturas vertebrais
➔ O osso subcondral desenvolve microfraturas, coxa, na face interna, ou externamente pelo tensor da fáscia
causando endurecimento e perda da lata até o joelho
reversibilidade à compressão.
À marcha, nota-se contratura em flexão, rotação externa e
Alguns produtos resultantes da quebra da cartilagem e dos adução. Discreta assimetria entre os membros pode ser
proteoglicanos podem estimular a resposta inflamatória, observada (lado comprometido é discretamente menor que
perpetuando o ciclo destrutivo. o lado são).
Na OA intensa pode ocorrer ainda dor parietotemporal, difere da clássica claudicação vascular, na qual a dor melhora
zumbido e, esporadicamente, surdez e hemianopsia do lado com o repouso e em posição ortostática.
acometido, constituindo-se na síndrome de Costen, cujo
tratamento envolve a correção da má oclusão, geralmente Na artrite reumatoide:
com o uso de próteses Geralmente poupa o segmento lombar, a dor não melhora
no repouso ainda na fase inicial da doença e a rigidez
2. OA de ombros
matinal dura mais do que 30 minutos
A articulação acromioclavicular é a mais afetada; entre
DIAGNOSTICO
trabalhadores braçais, como os da construção civil, com mais
de 50 anos Os exames laboratoriais geralmente são de pouca utilidade
para o diagnóstico de AO → Provas de fase aguda da
3. OA dos pés
inflamação (VHS, PCR, por exemplo), hemograma e testes
Nos pés, o acometimento por OA mais frequente é o que bioquímicos em geral são normais.
ocorre no primeiro metatarso falangeano. O acometimento
Por outro lado, a investigação radiológica é fundamental não
radiológico pode ser visto em 10% de indivíduos com idade
só no diagnóstico da OA, mas também na avaliação do grau
entre 20 e 34 anos e em 44% após os 80 anos
de comprometimento articular. Os principais achados
AO DA COLUNA CERVICAL E LOMBAR radiológicos incluem:
1. Espondilose cervical
orientações quanto à ergonomia ocupacional e doméstica sem alterações radiográficas, com o objetivo de corrigir
são fundamentais no tratamento da OA. eventuais desvios do eixo articular. Pode ainda ser
terapêutica, quando em pacientes com alterações clínicas e
Da mesma forma, têm importância os exercícios radiográficas, feita para alterar o eixo de alinhamento do
terapêuticos (fisioterapia), com destaque para os exercícios membro afetado e deslocar a carga para outra região da
de reforço muscular, a melhora do condicionamento físico superfície articular.
global, o uso de órteses e equipamentos de auxílio à marcha
e o uso crescente de agentes físicos como a termo e a O desbridamento artroscópico, embora ainda muito
eletroterapia analgésicas. utilizado, tem tido seus efeitos benéficos contestados.
FARMACOLOGICO SARCOPENIA
O uso de analgésicos, como o paracetamol em doses efetivas
Se refere a perda progressiva e generalizada da
(3 a 4 g/dia) nos casos de OA leve ou moderada iniciais, está
musculatura esquelética, a qual está fisiologicamente
indicado como primeira escolha no tratamento da AO →
associada ao processo de envelhecimento humano,
Paciente com hepatopatia não poderá usar o paracetamol.
podendo levar a quadros de quedas, declínio funcional e
Pacientes que não apresentam resposta aos analgésicos ou fragilidade. Além da perda da massa muscular, o termo
com inflamação clinica evidente: AINE, tanto os inibidores sarcopenia também faz referência a perda da força e função
seletivos de COX-2 quanto os não seletivos. Nos casos de dor muscular
intensa ou de má resposta, ou ainda de contraindicação aos
EPIDEMIOLOGIA: a prevalência aumenta com o aumento
AINE, o uso de opioides naturais ou sintéticos torna-se uma
da idade, de forma que em indivíduos entre 60-70 anos varia
alternativa. AINE e capsaicina podem ser utilizados
de 5-13% enquanto naqueles com idade superior a 80 anos
topicamente, principalmente em OA de mãos
pode variar entre 11-50%
Alguns fármacos têm sido utilizados como sintomáticos de
FATORES DE RISCO
ação duradoura e apresentam potencial ação modificadora
da evolução da doença, embora isso ainda necessite de ▪ Sedentarismo → Em pacientes restritos ao leito, a
maior número de evidências, tais como: diminuição da força muscular antecede a redução
da massa muscular
1. Sulfato de glucosamina
▪ Baixa ingestão calórica e proteica, principalmente
a. Dose de 1,5 g/dia isoladamente ou
quando se leva em consideração que individuo
associado ao sulfato de condroitina na
idoso apresenta diminuição da ingestão alimentar,
dose de 1,2 g/dia,
incluindo anorexia do envelhecimento, redução do
2. Hidroxicloroquina
apetite por efeito adverso de fármacos, perda da
3. Uso intra-articular de derivados do ácido
função de órgãos sensoriais, como paladar e olfato,
hialurônico
alterações na dentição e alterações cognitivas
a. Indicado em OA dos joelhos graus II e III,
▪ Modificações hormonais como insulina, estrógeno,
embora o custo desses medicamentos
testosterona, hormônio do crescimento
ainda seja alto para a maioria da
▪ Elevação nos níveis de citocinas pró-inflamatórias
população brasileira.
4. Infiltração com corticosteroide
ENVELHECIMENTO E MASSA MUSCULAR
a. Particularmente com a triancinolona
hexacetonida, pode ser indicada como O pico de massa muscular em um indivíduo saudável ocorre
primeiro tratamento quando os sinais por volta dos 25 anos de idade, sendo mantida
inflamatórios forem muito exuberantes. aproximadamente até os 50 anos. Entre os 50 e 80 anos
ocorre a maior perda da massa muscular. O número de fibras
CIRURGICO sofre redução de 35%, enquanto o tamanho das fibras é
É a opção final de tratamento para a AO e incluem: reduzido em cerca de 30% (principalmente as do tipo II)
osteotomia, o desbridamento artroscópico, a artrodese
Deve-se destacar ainda que a perda da massa muscular
(fusão) e as artroplastias.
ocorre por toda a vida do indivíduo → Diversos estudos
A osteotomia é um procedimento que deve ser feito epidemiológicos têm mostrado associação entre baixo peso
precocemente em pacientes selecionados e pode ter função ao nascer e menor força de preensão palmar ao envelhecer.
profilática em pacientes que apresentam queixas, mas ainda Além disso, indivíduos com picos de massa muscular mais
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES
baixos na fase jovem têm maior probabilidade de apresentar Cálculos baseados na circunferência do braço e na espessura
sarcopenia, fragilidade e incapacidade à medida que a idade de dobras cutâneas têm sido utilizados para estimar a massa
avança muscular em idosos ambulatoriais.
DESEMPENHO FÍSICO
O teste avalia o tempo que o indivíduo gasta para subir 6 prevenir tais como testosterona, deidroepiandrosterona,
lances de escadas de 12 degraus. Antes de iniciar a avaliação, nandrolona, estrógeno, tibolona, GH e os IECAs
o indivíduo é orientado a realizá-lo no menor tempo
possível. Caquexia
É definida como “uma síndrome metabólica complexa
associada à doença crônica e caracterizada pela perda de
musculo, com ou sem perda da massa gorda”. Doenças
relacionadas a caquexia são câncer, insuficiência cardíaca,
DPOC
A caquexia é frequentemente associada a inflamação,
resistência à insulina, anorexia e quebra das proteínas
musculares. Portanto, muitos indivíduos caquéticos são
também sarcopênicos. Todavia, muitos indivíduos
sarcopênicos não são considerados caquéticos. Dessa
maneira, a sarcopenia é um dos elementos da definição
proposta para a caquexia
RASTREAMENTO
FARMACOLÓGICAS