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Caso 6 - Osteoporose

O documento aborda a osteoporose, um distúrbio esquelético progressivo caracterizado pela baixa massa óssea e aumento do risco de fraturas, especialmente em idosos. Destaca a importância da vitamina D na saúde óssea, os efeitos do envelhecimento na fisiologia do tecido ósseo e muscular, e os fatores de risco associados à doença. Além disso, apresenta o instrumento de avaliação de risco para fratura (FRAX) e discute o diagnóstico e monitoramento da osteoporose.

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Douglas Klayvert
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Caso 6 - Osteoporose

O documento aborda a osteoporose, um distúrbio esquelético progressivo caracterizado pela baixa massa óssea e aumento do risco de fraturas, especialmente em idosos. Destaca a importância da vitamina D na saúde óssea, os efeitos do envelhecimento na fisiologia do tecido ósseo e muscular, e os fatores de risco associados à doença. Além disso, apresenta o instrumento de avaliação de risco para fratura (FRAX) e discute o diagnóstico e monitoramento da osteoporose.

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OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

depressão, acabam por estabelecer, com frequência, os


FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO déficits encontrados na velhice
OSTEOARTICULAR
A principal importância da vitamina D para os ossos é o seu
OSSO
auxílio na absorção do cálcio, fundamental para a
O tecido ósseo é um sistema orgânico em constante manutenção e regeneração óssea
mudança, consequência dos processos de formação pelos
osteoblastos e reabsorção pelos osteoclastos. CARTILAGEM ARTICULAR (CA)
Nas duas primeiras décadas de vida, predomina a formação É formada pelos condrócitos, sendo composta por matriz de
(modelação) e há um incremento progressivo da massa colágeno tipo II, altamente hidratada, com agregados de
óssea; com um “pico de massa óssea”, ocorrendo proteoglicanos – principalmente o agrecano (que possuem
aproximadamente aos 25 anos de idade, com pequenos um rápido ritmo metabólico, ao contrário do colágeno). A
incrementos até a quarta década de vida. A partir daí, composição e a organização desses dois tipos de estruturas
praticamente, estabiliza-se a taxa de formação, enquanto a são responsáveis pelas características de resistência,
de reabsorção aumenta (remodelação). Por conseguinte, elasticidade e compressibilidade da CA
passa a ocorrer perda progressiva, absoluta, da massa óssea
até então presente: é a “osteopenia fisiológica”. Os condrócitos de idosos têm menor capacidade de
proliferação e possibilidade reduzida de formar tecido
Essa atrofia óssea com o envelhecimento não se faz de modo novo → ocorre um decréscimo tanto da atividade mitótica
homogêneo, pois, antes dos 50 anos, perde-se sobretudo e maior atividade da β-galactosidase, um marcador de
osso trabecular/medular (aquele encontrado na porção senescência, comprovando a associação entre idade e
interna dos ossos longos, corpos vertebrais e pelve, sendo o osteoartrite.
mais ativo metabolicamente) e, após essa idade, osso
cortical/compacto. O envelhecimento cartilaginoso traz consigo menor poder
de agregação dos proteoglicanos, aliado a menor resistência
A perda da massa óssea ocorre principalmente na mulher mecânica da cartilagem. O colágeno adquire menor
pós-menopausa (a falta de estrogênio libera os osteoclastos) hidratação, maior resistência à colagenase e maior afinidade
e nos idosos de ambos os sexos, e tem como mecanismo pelo cálcio → A rede colágena torna-se cada vez mais rígida.
predominante a menor formação óssea, em um contexto no
qual sobressaem o paratormônio e a hipovitaminose D Nos discos intervertebrais a degeneração aumenta com o
envelhecimento
VITAMINA D
ARTICULAÇÃO DIARTRODIAL
A vitamina D é obtida por meio de uma alimentação
adequada e principalmente por produção endógena da pele As articulações diartrodiais são as que apresentam
sob exposição solar. Porém, no idoso, encontramos fatores membrana sinovial. O líquido sinovial lubrifica e
que diminuem essa exposição solar, tais como: desempenha importante papel na nutrição da cartilagem
articular. Seu principal constituinte é o ácido hialurônico que
a. Institucionalização intervém na regularização de várias atividades celulares
b. Menor mobilidade
c. Uso de vários agasalhos A membrana sinovial com o envelhecimento aumenta a
d. Menor exposição voluntária ao sol quantidade de colágeno. Com relação ao líquido sinovial,
e. Maior tempo em interiores observou-se que as concentrações dos sulfatos de
f. Pele envelhecida, sob idêntica exposição solar, condroitina (C6S e C4S), do ácido hialurônico (AH) e da razão
produz menor quantidade de vitamina D C6S:C4S variam com a idade. Os maiores valores são
encontrados dos 20 aos 30 anos e decrescem
O envelhecimento diminui a produção da 1α-hidroxilase progressivamente com o envelhecimento
renal, enzima responsável pela introdução da segunda
hidroxila no 25(OH)D, originando o calcitriol, sua forma mais NERVO
ativa. Por conseguinte, os idosos, tendo uma reduzida
produção endógena do calcitriol, passam a depender mais O envelhecimento diminui a velocidade de condução
das fontes alimentares. Entretanto, o que se observa é que, nervosa → Há um aumento do balanço postural, diminuição
anos de uma monotonia alimentar quase sempre parca no dos reflexos ortostáticos e aumento do tempo de reação.
consumo de alimentos ricos em vitamina D, além da
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

O centro de gravidade das pessoas idosas muda para trás do Ocorre tanto em homens quanto em mulheres, compromete
quadril e ocorre uma disfunção dos nervos periféricos os ossos cortical e trabecular além da ocorrência de fraturas
(comprometendo a força distal e a sensação espacial, além vertebrais e de fêmur
de determinar ataxia e hipotrofia muscular, causando
anormalidade da marcha) SECUNDARIAS

Osteoporose secundaria a doenças como: endocrinopatias


MÚSCULO ESQUELETICO (tireotoxicose ou hipogonadismo), fármacos
É a maior massa tecidual do corpo humano responsável pela (glicocorticoides, hormônio tireoidiano), doença genética,
postura e pelo movimento. Com o envelhecimento, começa artrite reumatoide, transplante de órgãos, câncer de mama
a apresentar uma lenta e progressiva diminuição de sua e etc
massa, que passa a ser substituído por colágeno e gordura,
FISIOPATOLOGIA
diminuindo a força muscular do indivíduo. Essa perda é
expressa: O osso é uma forma de tecido conjuntivo, formado por 3
tipos de células: osteócitos, osteoblastos (Ob) e osteoclastos
a. Pela excreção de creatinina urinaria
(Oc).
b. Pela TC: Após os 30 anos, ocorre uma diminuição da
secção transversal dos músculos, maior densidade Os osteócitos (responsáveis pela remodelação óssea,
muscular e maior conteúdo gordurosos mecanossensores) encontram-se embebidos em uma matriz
intramuscular, principalmente em mulheres constituindo por duas partes:
c. Histologia: detecta-se uma atrofia muscular à custa
de uma perda gradativa e seletiva das fibras 1. Parte orgânica → constituída por colágeno tipo I,
esqueléticas, principalmente das fibras musculares proteínas e glicosaminoglicanos, responsáveis pela
tipo II e em indivíduos sedentários elasticidade. Predominante na infância
2. Parte inorgânica → Hidroxiapatia (fosfato de cálcio)
Dados longitudinais indicam que a força muscular diminui ± e menores quantidades de outros minerais,
15% por década até a 6ª ou a 7ª década e aproximadamente responsáveis pela resistência. Predominante na
30% após esse período. Esse declínio muscular-idade é mais velhice, o que leva a menor flexibilidade e aumenta
evidente nos membros inferiores, o que interfere no a fragilidade do idoso
equilíbrio, ortostase e marcha dos idosos.
Os osteoblastos (síntese da matriz óssea) e os osteoclastos
Além disso, o envelhecimento está associado a uma (reabsorção óssea) estão no periósteo e no endósteo,
diminuição da altura, do peso e do IMC. formando a matriz óssea

OSTEOPOROSE (OP)

É um distúrbio esquelético crônico e progressivo, de origem


multifatorial, que caracteriza-se por baixa massa óssea,
alterações na microarquitetura óssea e fragilidade
esquelética com consequentes redução da força óssea e
maior predisposição para fraturas

EPIDEMIOLOGIA: acomete principalmente pessoas


idosas, tanto homens quanto mulheres após a menopausa

CLASSIFICAÇÃO
A composição do esqueleto, há aproximadamente 80% de
PRIMARIA osso cortical ou compacto, com funções mecânica e
protetora, portanto mais resistente, e 20% de osso
a. Tipo I
trabecular ou esponjoso, mais frágil, responsável pela
É caracterizada por: ser predominantemente em mulheres função metabólica
(pós-menopausa), por apresentar perda acelerada do osso
REMODELAÇÃO ÓSSEA
trabecular com fraturas vertebrais comuns.
O osso é um tecido dinâmico, que está em remodelação
b. Tipo II constante, não uniforme, por toda a vida, coordenado com
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

fases de formação e reabsorção óssea. A remodelação óssea melhorar a compreensão da patogênese das doenças
possui a seguinte sequência: osteometabólicas

1. Ativação (14 dias)


a. Os pré-osteoclastos estimulados pelas
forças mecânicas, CSF-GM e microfraturas
transformam-se em osteoclastos
2. Reabsorção (14-21 dias)
a. Os osteoclastos secretam substância ácida
e digerem as matrizes orgânica e mineral
do osso
3. Inversão (7-10 dias)
a. Há cobertura da cavidade por células
derivadas de monócitos, formando uma RANK é uma citocina que ativa seus receptores presentes
superfície de cemento que previne a nos osteoclastos, promovendo a formação e ativação
erosão óssea adicional. desses, prolongando sua sobrevivência por meio da
b. Esta fase é mediada por fatores de supressão da apoptose. Os efeitos do RANKL são bloqueados
crescimento e interleucinas, liberados pela pela osteoprotegerina (OPG).
matriz óssea
O equilíbrio entre RANKL e OPG é regulado pelas citocinas e
4. Formação (150 dias)
hormônios e determina as funções dos Oc. Alterações da
a. Os osteoblastos preenchem a lacuna com
relação entre RANKL/OPG são críticas na patogênese das
osteoide, o qual é mineralizado
doenças ósseas reabsortivas → Deficiência de estrogênio,
progressivamente.
uso de corticosteroide, ativação das células T (artrite
reumatoide e outras) e doenças malignas (mieloma e
metástase) alteram a relação RANKL/OPG, promovendo a
osteoclastogênese, acelerando a reabsorção óssea e
induzindo a perda óssea

FATORES DE RISCO

A remodelação ocorre na face interna do osso e é realizada


por um conjunto celular justaposto com os Oc, na frente, e
os Ob, atrás, formando a unidade básica multicelular
(UBM). A velocidade da destruição e reposição de osso velho
ou danificado é determinada pelo número de UBM que está
funcionando em dado momento que, geralmente, é maior
no osso trabecular.

Os osteoclastos são células diferenciadas da linhagem


macrófago/monócito, multinucleadas que estão sob Algumas das drogas que induzem a perda óssea são:
controle de hormônios e citocinas locais, juntamente com o heparina, varfarina, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina,
microambiente ósseo. Interleucinas (IL-1/4/6/7/11/17), lítio e metotrexato
fator de necrose tumoral (TNF-α), fator de transformação do
Tabagismo: Os efeitos diretos são o aumento na atividade do
crescimento β (TGF-β), prostaglandina E2 e hormônios
osteoclasto e diminuição do osteoblasto. Já os efeitos
atuam em conjunto para controlar os osteoclastos.
indiretos são variados como: diminuição do apetite e,
A descoberta de um receptor ativador do fator nuclear κB portanto do peso corporal; aumento de oxidantes e radicais
ligand (RANKL), uma citocina essencial para a livres; diminuição do estrógeno; aumento de cortisol;
osteoclastogênese (processo de diferenciação de células de diminuição da vitamina D.
linhagem hematopoiética em osteoclastos maduros), veio
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DE RISCO PARA frente para pegar um objeto, levantar um peso maior, tossir,
FRATURA (FRAX) sentar-se abruptamente ou até pequenas quedas

Criado pela OMS em 2008, o FRAX estimula a probabilidade A maioria é assintomática, sendo diagnosticas como achado
de fratura de quadril ou fratura osteoporótica combinada incidental em raio-x de tórax ou abdome ou o paciente pode
em 10 anos (quadril, vértebra, úmero ou punho) para uma apresentar dor aguda por compressão vertebral, de forte
pessoa não tratada, através dos fatores e risco, usando ou intensidade que permanece por 6-8 semanas, que piora com
não a densidade mineral óssea (DMO). movimento e é evidenciada pela digitopressão da área
comprometida. Às vezes, irradia-se para frente, em barra,
Nos indivíduos de baixo e médio risco para fratura, avaliados raramente em direção aos quadris e membros inferiores.
pelo FRAX, é necessária a medida de DMO, enquanto Ocasionalmente, pode levar ao íleo paralítico
naqueles de alto risco a intervenção está justificada sem essa
medida O desenvolvimento de cifose (corcunda ou corcova de viúva)
e a perda de altura podem ser manifestações de fraturas
vertebrais. À medida que aumenta a hipercifose dorsal, a
costela passa a tocar a crista ilíaca anterossuperior, fazendo
pregas horizontais no abdome, tornando-o protruso,
acarretando dor, plenitude pós-prandial, constipação
intestinal e refluxo gastresofágico. Há também diminuição
da expansibilidade pulmonar.

FRAX > 3% para fratura de quadril ou > 20% para fratura


maior → Alto risco

QUADRO CLINICO ➔ Quadril


A osteoporose não apresenta manifestação clinica até que
A fratura de quadril aumenta em 12% a 20% a mortalidade
surja uma fratura ou o médico observa aumento da
em 2 anos, e mais da metade dos pacientes com esse tipo de
radiotransparência em exame radiológico ou quando é
fratura não chega a recuperar plenamente a funcionalidade
realizada a DXA
em 1 ano após o evento. Ocorrem principalmente após os 70
As fraturas mais comuns na osteoporose são: as vertebrais, anos, quando o indivíduo já não apresenta os reflexos
de quadril e de radio distal (fratura de Colles). posturais adequados

➔ Punho DIAGNOSTICO E MONITORAMENTO DA


OSTEOPOROSE
Geralmente ocorre em pessoas mais jovens quando tentam
diminuir o impacto da queda ANAMNESE

Anamnese completa + Exame físico → indivíduo suspeito da


doença para buscar uma classificação etiológica

➔ Vertebras

É a mais frequente da osteoporose, principalmente nas


vértebras torácicas inferiores ou lombares superiores,
provocadas por mínimos traumas, como ao inclinar-se para
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

EXAMES LABORATORIAIS a. Determinação do risco de fratura → Altos níveis de


biomarcadores de reabsorção estão associados a
Os exames laboratoriais são geralmente normais na OP
maior risco de fratura de quadril e vértebras, e a
involucional ou primária, do tipo I ou II. Sua solicitação visa
diminuição, decorrente de tratamento
estabelecer a presença de fatores secundários
medicamentoso, leva à redução desse risco.
determinantes da perda de massa óssea, mesmo na ausência
b. Determinação da resposta terapêutica a alguns
de sinais e sintomas clínicos. Devem ser solicitados em todos
agentes antirreabsortivos
os pacientes que apresentem OP
c. Identificação dos indivíduos com alto turnover
Os exames são: hemograma, velocidade de ósseo, para predizer perda óssea rápida
hemossedimetnação (VHS), cálcio sérico, fosforo sérico,
As alterações nos biomarcadores podem ser detectadas em
proteína total, albumina, enzimas hepáticas, creatinina,
aproximadamente 3 meses após o início do uso de qualquer
eletrólitos, glicemia de jejum, dosagem de cálcio na urina de
medicação. Primeiro, modificam-se os marcadores de
24 horas. Atualmente, a dosagem de vitamina D sérica tem
formação e, posteriormente, os de reabsorção → Eles não
sido incorporada devido à grande prevalência de deficiência
fazem diagnóstico de OP, pois outras doenças
na nossa população.
osteometabólicas também apresentam valores anormais
Outros exames devem ser pedidos de acordo com a história (tais como Doença de paget, hiperparatireoidismo, doenças
clinica ou achados do exame físico, como, por exemplo, TSH endócrinas, síndrome de Cushing), no entanto, servem de
e paratormônio (PTH) intacto sérico, cortisol urinário livre, alerta para a não adesão terapêutica quando não se modifica
marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo após o uso de antirreabsortivos por mais de 6 meses.

RADIOGRAFIAS CONVENCIONAIS
A biopsia de crista ilíaca com tetraciclina marcada
(histomorfometria óssea) deverá ser considerada quando As radiografias só mostrarão as alterações decorrentes da
nenhuma outra causa subjacente para a OP puder ser OP quando a perda de massa óssea atingir
diagnosticada, quando a terapêutica não for efetiva ou aproximadamente 30%. O diagnóstico então obtido é
quando houver suspeita de mastocitose ou osteomalacia bastante tardio, e a prevenção das fraturas torna-se mais
difícil. Sendo assim, as radiografias devem ser solicitadas
para:
BIOMARCADORES ÓSSEOS
▪ Estabelecer a presença de fraturas vertebrais
São produtos da degradação do osso, liberados para a
▪ Avaliar indivíduos que perderam altura de maneira
circulação ou urina, traduzindo, em última análise, a
injustificada e significativa → radiografia de coluna
remodelação (turnover) óssea. Alguns dos marcadores são:
torácica e lombar AP e perfil em ortostase
▪ Confirmar a presença de fraturas em outros locais.

Encontramos, no esqueleto axial e apendicular, as seguintes


alterações:

A. Radiolucência ou radiotransparência aumentada,


traduzida como osteopenia (perda de massa nos
ossos de forma gradual. Pode evoluir para a
osteoporose)
B. Afinamento da cortical
C. Desaparecimento primário das trabéculas
horizontais, com persistência das verticais, que
Nenhum desses marcadores é específico da OP, podendo ser
seguem as linhas de força gravitacionais
influenciados por outros fatores, como, por exemplo:
D. Estriação longitudinal, principalmente na zona
clearance metabólico, seus próprios ritmos circadianos (alto
subendosteal, ou tunelização intracortical é sinal
turnover à noite e baixo à tarde, por isso os exames devem
patognomônico de alto turnover ósseo
ser coletados sempre em uma mesma hora do dia); e
E. Reabsorção óssea subperiosteal, com
precisão dos testes. Podem ser influenciados ainda por
irregularidade da superfície óssea externa,
fatores como idade, etnia, status menopausal e certas
F. Nas vértebras, perde-se inicialmente o “bojo”
medicações
central, formado de osso trabecular, mais ativo
São pedidos em condições especificas, tais como: metabolicamente do que o invólucro vertebral,
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

formado de osso cortical. A vértebra passa a 3. Mulheres com amenorreia secundária prolongada
apresentar um aspecto de “moldura de quadro” (por mais de 1 ano)
4. Todos os indivíduos que tenham sofrido fratura por
TECNICAS QUE MEDEM A DENSIDADE ÓSSEA trauma mínimo ou atraumática
Com elas, podemos diagnosticar as perdas ósseas, avaliar o 5. Indivíduos com evidências radiográficas de
risco de fratura e monitorar o tratamento osteopenia ou fraturas vertebrais
6. Homens com idade superior a 70 anos
1. Ultrassonometria óssea 7. Homens com idade inferior a 70 anos com fatores
de risco
Seus parâmetros físicos ainda não estão bem estabelecidos
8. Indivíduos que apresentem perda de estatura (2,5
e os critérios da OMS, utilizando os cortes de T-score, não
cm) ao longo da vida ou hipercifose torácica
podem ser utilizados, portanto, não podemos caracterizar os
9. Indivíduos em uso de corticoides por 3 meses ou
indivíduos como normais, osteopênicos ou osteoporóticos,
mais, independentemente da dose
utilizando esse método
10. Indivíduos com índice de massa corporal baixo (IMC
O equipamento mais comumente utilizado é o que mede a de 19 kg/m2 para jovens e, para indivíduos idosos,
velocidade de propagação (SOS) e a atenuação do som em IMC de 22 kg/m2)
calcâneo e tíbia (BUA). Pela combinação desses dois 11. Portadores de doenças crônicas ou em uso de
parâmetros, é estabelecido um índice que se expressa como outras medicações associadas à OP
a resistência óssea ou stiffness, que se relaciona ao risco de 12. Para monitoramento de mudanças de massa óssea
fraturas do colo femoral em mulheres acima dos 65 anos decorrentes da evolução da doença e dos
diferentes tratamentos disponíveis
2. Densitometria óssea
De acordo com o documento (2017) da U.S. Preventive
A DXA é um termo aplicado a métodos capazes de medir a Services Task Force (USPSTF): a triagem não se aplica a
quantidade de osso (conteúdo mineral) em uma área ou homens.
volume definido, calculando, como resultado a DMO,
estabelecendo o diagnostico precoce da doença, o nível de Cuidados do exame:
gravidade e o risco de fratura óssea.
A DXA representou um grande avanço para o diagnóstico da
A DXA avaliada pela técnica DEXA é ainda hoje o padrão-ouro OP. Entretanto, exige cuidados técnicos específicos a fim de
no diagnóstico da OP e a escolha do local de analise garantir sua validade, como por exemplo:
dependera basicamente do tipo de OP, da idade do paciente,
Coluna lombar: deve estar centrada e retificada com mesma
por exemplo:
quantidade de tecido ósseo bilateralmente, estando
➔ Mulheres na pós-menopausa, imediata e tardia: presentes no campo pequena porção das cristas ilíacas e o
apresentam perda basicamente de osso trabecular início das costelas
e devem ter a coluna AP e fêmur proximal
avaliados.
➔ Indivíduos idosos: o fêmur proximal sempre será
avaliado. A coluna lombar, se acometida por
doença degenerativa, poderá fornecer resultado
falso-negativo para a OP, podendo ser avaliado
também o terço distal do radio
➔ Paciente acima de 120 kg (limitação do Fêmur proximal: é necessário o posicionamento da metáfise
equipamento) e nos casos de hiperparatireoidismo retificada em relação à linha média, com quantidades
(perda principal de osso cortical): antebraço + terço significativas de tecido mole acima do grande trocanter e
distal do radio abaixo do ísquio

Indicações do exame:

1. Todas as mulheres de 65 anos ou mais


2. Mulheres na peri e pós-menopausa com fatores de
risco
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

Além desses cuidados, alguns artefatos podem interferir na ▪ A presença de objeto metálico no campo de análise
interpretação da DXA e são eles: invalida o exame. O paciente deve retirar toda a
roupa e usar um jaleco de confecção leve
▪ Na presença de osteoartrose e escoliose, muitas
vezes não conseguimos duas vértebras livres do Analise dos resultados → O método oferece três tipos de
problema. Nesse caso, o exame de antebraço torna- medidas
se uma opção
▪ Nas fraturas vertebrais, observamos a aproximação ➔ Valor absoluto (g/cm2)
das trabéculas, o que determina um aumento da
Não define risco de fratura e não separa os indivíduos
densidade óssea sem que isso signifique melhora.
normais dos patológicos. Esse valor é importante quando
Essa vértebra deverá ser descartada da análise final
comparamos exames prospectivamente

➔ Valor percentual relativo a uma curva ajustada


para a idade, sexo, raça e peso (age matched) – Z
score

É um valor relativo que serve para alertar quanto à existência


de alguma causa secundaria para a osteopenia ou
osteoporose → Indivíduos que se encontram com massa
óssea abaixo da esperada para a sua idade podem ter
alguma outra razão para desenvolver a doença, além dos
fatores fisiológicos que acarretam a perda de massa óssea.
▪ Os implantes de silicone na região glútea invalidam
o exame da região do quadril É útil para diagnosticar em mulheres na pré-menopausa e
▪ O comprimido de cálcio ainda não digerido no homens com menos de 50 anos
estômago pode sobrepor-se à coluna ou ladeá-la,
alterando os resultados densitométricos. O
paciente deve ser instruído a não ingerir
comprimidos de cálcio duas horas antes do exame
▪ No paciente muito magro, o densitômetro ➔ Valor percentual relativo a uma curva de jovens
“procura” tecido mole ao lado do fêmur para entre 20 e 40 anos de idade (young adults) – T-
comparar como osso. Não encontrando, faz uma score
varredura do ar. Esse exame deve ser repetido
É uma curva ajustada de uma população entre 20 e 40 anos.
colocando-se coxins apropriados
Compara-se à massa óssea do idoso com a de uma pessoa
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

jovem, que possui as mesmas características em relação a couve), frango, batata e macarrão → 1.500
sexo e peso. mg de cálcio para mulheres após a
menopausa sem terapia estrogênica e
O diagnostico de osteoporose é dado pela presença de 1.000 mg para os homens e mulheres em
fraturas por fragilidade ou T-escore ≤ –2,5 desvios-padrão da terapia estrogênica, diariamente, devendo
DMO em qualquer sítio, medida por meio de absortometria ser aumentada para 1.500 mg/dia após os
radiológica de dupla energia (DXA) → Em mulheres pós- 65 anos.
menopausa e em homens com mais de 50 anos. b. Bom aporte proteico, sem exageros
2. Bons hábitos de vida
Fratura por fragilidade: consiste na solução de continuidade
a. Exercício físico →Com carga, pelo menos
do osso em sítios específicos (coluna vertebral, punho,
3x por semanas, em dias alternados, por,
quadril, costela, úmero) decorrente de traumatismos de
no mínimo, 30 minutos. Caminhadas
baixo impacto (p. ex., queda da própria altura) ou na
podem ser feitas diariamente por um
ausência de traumatismo (espontâneas). As fraturas por
período de 40 minutos
estresse (induzidas por lesões repetitivas) não são
b. Evita alcoolismo e tabagismo
classificadas como fraturas por fragilidade.
3. Controle do ambiente para prevenir quedas

O intervalo para a repetição do exame é:

A suplementação de cálcio só deverá ser feita se a ingesta


for insuficiente, juntamente com vitamina D que aumenta
a absorção de cálcio e auxilia seu transporte até os ossos
– Cafeína e álcool em excesso reduzem a absorção de
cálcio
Existem vários tipos de sais de cálcio disponíveis, sendo
BIOPSIA ÓSSEA que o que oferece maior percentual de cálcio elementar é
o carbonato
Sua indicação principal é a realização do diagnóstico Apresentação: carbonato de cálcio + vitamina D
diferencial das doenças osteometabólicas. O fragmento
(500 mg+200 UI ou 500 mg + 400 UI ou 600 mg + 400 UI)
ósseo é retirado 2 cm abaixo da crista ilíaca anterossuperior.
Posologia: 1200 a1500 mg/dia, dividido em 3 doses e 800-
O cilindro ósseo adquirido, quando preparado com 1000UI/dia de vitamina D, principalmente após as
fluoresceína, define a taxa de turnover ósseo e biopsias refeições para evitar os efeitos gastrintestinais
sequenciais
O citrato de cálcio é a segunda opção para os que
TRATAMENTO apresentam constipação intestinal com o carbonato ou
que tenham história de litíase renal, além de ser menos
MEDIDAS PREVENTIVAS NÃO FARMACOLOGICAS dependente do ácido gástrico. Para melhor absorção, a
dose deve ser fracionada em, aproximadamente, 500
1. Nutrição adequada
mg/tomada
a. Principalmente de cálcio, através de
alimentos como leite de vaca integral, Vitamina D: em pacientes com osteoporose pós-
queijos, iogurte, ovo, feijão, sardinha menopausa, recomenda-se avaliar as concentrações
enlatada, verduras (brócolis, espinafre e plasmáticas da 25(OH)D antes de se iniciar o tratamento.
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

Em pacientes deficientes de vitamina D, a reposição deve ➔ Comuns: esofagite (uso oral) e sintomas influenza-
ser iniciada com 50.000 UI por semana durante oito like (uso venoso)
semanas e, então, reavaliar. Como dose de manutenção, ➔ Incomuns: dor óssea, articular e muscular
recomendam-se doses diárias de 1000-2000 UI e valores ➔ Raros: inflamação ocular, osteonecrose de
séricos acima de 30 mg/mL para a prevenção de mandíbula e fratura atípica de fêmur
hiperparatireoidismo secundário, melhoria da massa
óssea, redução do risco de quedas. Tratamentos com altas Contraindicação: orais devem ser contraindicados em
doses de vitamina D não estão indicados. pacientes com distúrbios esofágicos, insuficiência renal
crônica com clearance de creatinina < 30mL/min e naqueles
que não conseguem ficar sentados durante 30 a 60 minutos
TERAPIA FARMACOLOGICA após a ingestão.
Objetivo: diminuição do risco de fratura e aumento da
massa óssea Osteonecrose de mandíbula: ferida não cicatrizada na
cavidade oral associada à exposição óssea por pelo menos
Indicação: 8 semanas, geralmente associada a procedimentos
dentários, como extração ou implante.
1. Fraturas por fragilidade O risco absoluto entre os pacientes que utilizam
2. T-score <-2,5 no colo do fêmur, quadril total ou bisfosfonatos é maior nos usuários por mais de 4 anos e em
coluna lombar pacientes oncológicos que usaram quimioterápicos,
3. T-score entre -1 e -2,5 e risco de fratura radioterapia e agentes antiangiogênicos.
osteoporótica pelo FRAX ≥ 20% ou risco de fratura Não recomenda a interrupção do uso de bisfosfonatos para
de colo de fêmur ≥ 3% procedimentos dentários. Entretanto, se o procedimento
estiver programado ou em andamento, o início da terapia
História de fratura recente, nos últimos 2 anos, é o melhor antirreabsortiva deverá ser adiado até que a área esteja
preditor de risco de novas fraturas. A terapia farmacológica cicatrizada. Por outro lado, é recomendada a interrupção 2
deve ser iniciada 2 semanas após a fratura, meses antes do procedimento para aqueles em uso de
bisfosfonatos por mais de 4 anos. O tratamento deve ser
independentemente da DMO.
conservador nos estágios 0 a 2 com enxágues bucais
antibacterianos. O desbridamento cirúrgico deve ser
Cuidados: Todos os pacientes devem apresentar níveis
reservado para os pacientes em estágio 3.
séricos normais de cálcio e vitamina D antes de começarem
o tratamento Fraturas atípicas: aumento da incidência entre os que
usaram bisfosfonatos por mais tempo, principalmente
Grupos terapêuticos: entre aqueles com mais de 8 anos de uso.

1. Agentes antirreabsortivos – Bisfosfonatos


2. Agentes antirreabsortivos – Denosumabe
Mecanismo de ação: fármacos de primeira escolha que se
É um anticorpo monoclonal humano que tem por alvo o
depositam nos ossos e inibem os osteoclastos
RANKL ao qual se liga com elevadas afinidade e
Apresentação: orais (alendroato, risendronato e especificidade, prevenindo a ativação de seu receptor,
ibandronato) e venoso (ácido zolendrônico e ibandronato) RANK, na superfície de precursores dos osteoclastos e nos
→ ibandronato reduz apenas o risco de fraturas vertebrais. osteoclastos.

Duração de tratamento: 3 (venoso) e 5 anos (oral), devendo Indicação: alternativa de primeira escolha para os pacientes
ser mantido apenas em pacientes com alto risco de fratura. com alto risco de fraturas, idosos com dificuldade de ingerir
Para aqueles com risco baixo ou moderado, deve-se bisfosfonatos orais e naqueles com insuficiência renal. Pode
considerar a possibilidade de interrupção (drug holiday). ser usado ainda nos intolerantes ou não responsivos a outras
terapias.
Monitoramento: é feito com densitometria óssea a cada 2
anos e/ou com marcadores de turnover ósseo (NTX ou CTX Uso: a cada 6 meses, por via subcutânea. A reavaliação de
antes do início do tratamento e 3 a 6 meses após. Uma risco é feita a cada 5-10 anos e não necessita de drug
redução de 30 e 50% respectivamente, sugere boa adesão) Holiday. Entretanto, a descontinuação deverá ser seguida do
uso de um agente antirreabsortivo para prevenir o efeito
Efeitos colaterais: rebote nos marcadores de remodelamento ósseo e a rápida
perda de massa óssea com aumento do risco de fraturas.
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

Efeitos colaterais: 5. Calcitonina spay

➔ Incomum: rash cutâneo Indicação: apenas quando os outros tratamentos estão


➔ Raros: fratura atípica femoral, osteonecrose de contraindicados. Estudos não demostraram redução no risco
mandíbula de fraturas vertebrais e não vertebrais. Apenas um estudo
randomizado, placebo-controlado, com 68 mulheres,
Contraindicações: hipocalcemia, gravidez e relatou eficácia no controle da dor pós-fratura vertebral
hipersensibilidade

3. Agentes anabólicos

Mecanismos de ação: aumentam a DMO mediante o


estimulo à formação óssea, reduzindo principalmente as
fraturas vertebrais

Exemplos: teriparatida (análogo ao PTH) e abaloparatida


(análogo proteico do PTH)

Indicações:

➔ Mulheres na pós-menopausa
➔ Homens com osteoporose grave
o T-escore ≤ –3,5DP na ausência de fraturas
o T-escore ≤ –2,5DP associado a múltiplas QUANDO TROCAR O TRATAMENTO?
fraturas)
A decisão de trocar um fármaco por outro é embasada na
➔ Pacientes com contraindicação ao uso de
disponibilidade, na tolerabilidade, nos custos e nas
bisfosfonatos (acalasia, esclerodermia com
preferências. A troca deverá ser considerada quando houver
envolvimento esofágico)
“falha” terapêutica ou baixa adesão ao tratamento.
➔ Pacientes que não responderam a outras terapias.
“Falha” terapêutica em caso de:
Efeitos colaterais:
a. Perda de mais de 5% na DMO na coluna lombar, 4%
➔ Teripatida: caibras e vertigem
no quadril ou 5% no colo do fêmur após 2 anos de
➔ Abaloparatida: hipotensão postural, náusea,
tratamento
cefaleia e palpitações;
b. Redução nos marcadores de remodelamento ósseo
Cuidados: não devem ser usados por mais de 24 meses abaixo do esperado para o uso dos agentes
devido ao risco de desenvolvimento de osteossarcoma + antirreabsortivos (< 30% em relação aos valores
após a descontinuação do medicamento, deve-se fazer uso basais).
de bisfosfonatos, denosumabe ou raloxifeno c. Duas ou mais fraturas vertebrais em vigência do
tratamento antirreabsortivo → Na prática clínica,
4. Moduladores seletivos dos receptores de também deve ser considerada a troca
estrogênio (SERM) farmacológica em caso de surgimento de uma única
fratura vertebral em paciente com boa adesão
Exemplos: raloxifeno e bazedoxifeno
farmacológica
Eles possuem efeitos benéficos na redução do câncer de
mama, porem aumento no risco de eventos
tromboembólicos e nenhum efeito cardioprotetor ou na
redução do risco de câncer de endométrio. Além disso,
apenas reduz o risco de fraturas vertebrais

Cuidado: o bazedoxifeno é usado apenas conjugado com


estrogênio e a combinação aumento a massa óssea, mas não
reduziu o risco de fraturas.

Contraindicação: tromboembolismo venoso e gravidez


OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

OSTEOARTRITE/OSTEOARTROSE (OA) importantes, especialmente o agrecano, em cuja


estrutura complexa são encontrados os derivados
É uma afecção crônica, degenerativa e progressiva que afeta do glicosaminoglicano e o ácido hialurônico
as articulações sinoviais, caracterizada por dor, limitação de
amplitude de movimento e possíveis deformidades nos Essa composição é que confere à cartilagem suas
estágios mais avançados da doença. propriedades de reversibilidade às deformidades e
elasticidade. Sua função é absorver impactos sobre a
EPIDEMIOLOGIA: É uma doença altamente prevalente, articulação e permitir um deslizamento suave entre as duas
principalmente na população acima dos 60 anos, e que leva extremidades ósseas justapostas
a alterações na funcionalidade (ligada à realização das
atividades de vida diária).

Distribui-se igualmente entre homens e mulheres, quando


todas as idades são analisadas. No entanto, quando
analisamos os grupos de idade superior aos 55 anos, as
mulheres são mais afetadas e parecem desenvolver uma
doença mais grave, provavelmente associada aos hábitos
corporais ou mesmo à predisposição genética. O padrão de
herança parece ser autossômico dominante com expressão
variável.
A remodelação da cartilagem é um processo continuo na
ETIOLOGIA cartilagem normal. Os elementos da matriz são
constantemente degradados por enzimas autolíticas e
Numerosos fatores podem estar envolvidos na etiologia da repostas por novas moléculas pelos condrócitos, em um
OA, como: processo de perfeito equilíbrio. Quando fatores mecânicos,
induzindo o aumento da expressão de citocinas
a. Idade → OA não é uma consequência natural do
inflamatórias (especialmente a IL-1B e o TNF-a), e biológicos
envelhecimento, porém, com as alterações do
atuam rompendo este equilíbrio, com predomínio da
envelhecimento a cartilagem está mais sujeita a
destruição, surge então a OA.
desenvolver características próprias da OA
b. Predisposição genética → principalmente a das Na OA, os condrócitos têm papel-chave no equilíbrio entre a
articulações interfalangeanas distais produção e a degradação da matriz cartilaginosa → Eles são
c. Traumas e estresse repetitivo (bailarinas ou atletas responsáveis pela síntese dos elementos da MEC, mas
profissionais) também pela produção das enzimas proteolíticas que a
d. Algumas ocupações quebram como as metaloproteinases 1,3,8,13 (MMP),
e. Obesidade → Principalmente OA nos joelhos e agrecanases, a desintegrina e metaloproteinase com
quadris trombospondina-4 e 5 (ADAMTS), que degradam os
f. Alterações na morfologia da articulação, elementos da matriz cartilaginosa, levando a um
instabilidade articular e alterações na bioquímica adelgaçamento da cartilagem e a uma deterioração da sua
da cartilagem articular → Como artropatias qualidade mecânica
inflamatórias (artrite reumatoide, gota,
pseudogota), diátese hemorrágica (hemofilia), Inicialmente, ocorre uma perda local de proteoglicanos e da
condições metabólicas que afetam as articulações molécula do colágeno tipo II na superfície da cartilagem,
(hemocromatose, ocronose) levando a um aumento no conteúdo de água e perda da
força de tensão da MEC à medida que a lesão progride. No
FISIOPATOGENIA líquido sinovial os novos elementos sintetizados são
mecanicamente inferiores aos originais e, portanto, mais
A cartilagem articular normal é composta por:
suscetíveis às lesões.
a. Fluido intersticial
A perda da força de tensão para suportar cargas leva à
b. Elementos celulares → Condrócitos
transmissão de uma força maior aos condrócitos e ao osso
c. Matriz extracelular (MEC) → colágenos,
subcondral.
principalmente a do tipo II, elastina e a fibronectina.
Além disso, também há complexos polissacarídeos, ➔ Os condrócitos sob ação dessas forças liberam mais
dentre os quais, os proteoglicanos são os mais enzimas proteolíticas.
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

➔ O osso subcondral desenvolve microfraturas, coxa, na face interna, ou externamente pelo tensor da fáscia
causando endurecimento e perda da lata até o joelho
reversibilidade à compressão.
À marcha, nota-se contratura em flexão, rotação externa e
Alguns produtos resultantes da quebra da cartilagem e dos adução. Discreta assimetria entre os membros pode ser
proteoglicanos podem estimular a resposta inflamatória, observada (lado comprometido é discretamente menor que
perpetuando o ciclo destrutivo. o lado são).

Com a progressão da doença, observa-se perda da rotação


Embora a degeneração da cartilagem caracterize a OA, há
interna, diminuição da abdução e flexão. Em casos muito
evidências de que as alterações na OA também envolvem
avançados, flexão antálgica da coxa e atrofia de quadríceps
a participação da membrana sinovial, principal fonte de
podem estar presentes.
citocinas pró-inflamatórias, e do osso subcondral (a
esclerose do osso subcondral parece ser mais intimamente 3. OA de mãos
relacionada com início ou progressão da OA)
Tem maior ocorrência entre indivíduos de uma mesma
QUADRO CLINICO família, principalmente entre as mulheres. O acometimento
mais frequente ocorre nas articulações distais dos dedos, de
Apresenta início insidioso, lento e gradualmente progressivo forma assimétrica, com predomínio dos dedos mínimo e
ao longo de vários anos, principalmente nas articulações de indicador, seguidos pelo médio e o anular
carga, na coluna e nas mãos. Os pacientes descrevem uma
dor mecânica nas articulações envolvidas, ou seja, dor que Nas interfalangeanas distais (IFD), causa um alargamento
aparece quando se movimenta a articulação e desaparece ósseo com sinovite pouco intensa (nódulo de Heberden),
no repouso. À medida que a doença avança, a dor não duros à palpação. O acometimento das articulações
desaparece no repouso. interfalangeanas proximais (IFP) pode ocorrer depois do das
IFD, gerando os nódulos de Bouchard que geralmente
Nos casos clássicos de OA, os pacientes queixam-se apenas apresenta mais sinais inflamatórios
de dor, sem relato de edema, eritema ou aumento da
temperatura articular. Com o tempo, no entanto, os
indivíduos acometidos pela OA podem apresentar
alargamento ósseo e diminuição dos movimentos
articulares.

Rigidez matinal ou após período prolongado de inatividade


pode ocorrer, porém, sua duração é curta e raramente
ultrapassa 30 min, diferentemente do que se observa nos
pacientes com artrite reumatoide. Queixas de crepitações e
estalidos durante a movimentação podem ocorrer e piorar Uma forma de OA inflamatória ou erosiva envolvendo as IFP
com a perda progressiva de cartilagem e IFD simultaneamente – que pode evoluir para a destruição
articular e, ocasionalmente, para anquilose é a osteoartrite
Os locais mais acometidos são: erosiva ou doença de Crain.

1. OA de joelhos LOCAIS MENOS FREQUENTES

São as articulações mais acometidas, principalmente em 1. AO de articulações temperomandibulares (ATM)


mulheres e se associa fortemente a distúrbios biomecânicos
dos MMII (varismo e o valgismo de joelho). Caracteriza-se por crepitação palpável, audível, despertada
pela mastigação, que às vezes pode até estar limitada por
Geralmente, o paciente relata piora da dor ao subir escada espasmos da musculatura. No início, a dor se localiza no
ou levantar de uma cadeira ângulo da mandíbula e da região temporoparietal e,
eventualmente, na região zigomática.
2. OA de coxofemoral
Tem forte relação com má oclusão dentária, o que pode ser
É muito incapacidade e a dor local pode ser acompanhada verificado por assincronismo e desvio da mandíbula ao abrir
de pontos dolorosos nas pregas do glúteo maior ou na região e fechar a boca.
inguinal, podendo irradiar-se ao longo da musculatura da
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

Na OA intensa pode ocorrer ainda dor parietotemporal, difere da clássica claudicação vascular, na qual a dor melhora
zumbido e, esporadicamente, surdez e hemianopsia do lado com o repouso e em posição ortostática.
acometido, constituindo-se na síndrome de Costen, cujo
tratamento envolve a correção da má oclusão, geralmente Na artrite reumatoide:
com o uso de próteses Geralmente poupa o segmento lombar, a dor não melhora
no repouso ainda na fase inicial da doença e a rigidez
2. OA de ombros
matinal dura mais do que 30 minutos
A articulação acromioclavicular é a mais afetada; entre
DIAGNOSTICO
trabalhadores braçais, como os da construção civil, com mais
de 50 anos Os exames laboratoriais geralmente são de pouca utilidade
para o diagnóstico de AO → Provas de fase aguda da
3. OA dos pés
inflamação (VHS, PCR, por exemplo), hemograma e testes
Nos pés, o acometimento por OA mais frequente é o que bioquímicos em geral são normais.
ocorre no primeiro metatarso falangeano. O acometimento
Por outro lado, a investigação radiológica é fundamental não
radiológico pode ser visto em 10% de indivíduos com idade
só no diagnóstico da OA, mas também na avaliação do grau
entre 20 e 34 anos e em 44% após os 80 anos
de comprometimento articular. Os principais achados
AO DA COLUNA CERVICAL E LOMBAR radiológicos incluem:

A OA pode acometer também a coluna vertebral, 1. Diminuição do espaço articular


principalmente os segmentos cervical e lombar com 2. Esclerose do osso subcondral,
compressão de raízes nervosas. O paciente pode queixar-se 3. Cistos subcondrais
de dor irradiada para as extremidades, acompanhada por 4. Osteófitos.
parestesias e diminuição focal de força muscular,
respeitando os dermátomos da raiz lesada

1. Espondilose cervical

A espondilose cervical afeta virtualmente todas as pessoas


com mais de 50 anos. As crises ocorrem cerca de uma vez ao
ano, a partir de 35 a 40 anos até 55 a 60 anos, quando então
se tornam gradativamente mais frequentes → O paciente
desperta com dor de forte intensidade em uma das faces do
pescoço, algumas vezes com movimentos limitados,
podendo ocorrer torcicolo agudo que pode persistir por 2 a
3 dias, com recuperação lenta.

A dor causada por envolvimento articular é mais frequente


nas porções superiores do segmento cervical, enquanto a
dor secundária a discopatia geralmente é procedente das
regiões inferiores. A dor, geralmente intensa, pode ser A tomografia computadorizada ou a ressonância magnética
referida nas regiões occipital, retro-orbitária e frontal. É pior da coluna podem ser indicadas em pacientes que
pela manhã e se associa à sensação de rigidez, tornando a apresentem sinais ou sintomas de compressão de raiz
rotação cervical mais difícil. nervosa. Elas também são úteis no diagnóstico da estenose
do canal vertebral que pode se associar à osteoartrite da
2. Acometimento da coluna lombar coluna lombar.

Pode levar à estenose do canal vertebral, cuja história


TRATAMENTO
característica é de claudicação do membro inferior. A dor
pode ocorrer com a deambulação, persiste durante as
NÃO FARMACOLOGICO
paradas e no movimento de levantar-se de uma cadeira.
Contudo, na posição sentada e com a flexão anterior da Além dos aspectos de educação e envolvimento dos
coluna, a dor melhora sensivelmente. Esta claudicação pacientes no seu tratamento, atividades esportivas
moderadas com monitoramento profissional adequado e
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

orientações quanto à ergonomia ocupacional e doméstica sem alterações radiográficas, com o objetivo de corrigir
são fundamentais no tratamento da OA. eventuais desvios do eixo articular. Pode ainda ser
terapêutica, quando em pacientes com alterações clínicas e
Da mesma forma, têm importância os exercícios radiográficas, feita para alterar o eixo de alinhamento do
terapêuticos (fisioterapia), com destaque para os exercícios membro afetado e deslocar a carga para outra região da
de reforço muscular, a melhora do condicionamento físico superfície articular.
global, o uso de órteses e equipamentos de auxílio à marcha
e o uso crescente de agentes físicos como a termo e a O desbridamento artroscópico, embora ainda muito
eletroterapia analgésicas. utilizado, tem tido seus efeitos benéficos contestados.

FARMACOLOGICO SARCOPENIA
O uso de analgésicos, como o paracetamol em doses efetivas
Se refere a perda progressiva e generalizada da
(3 a 4 g/dia) nos casos de OA leve ou moderada iniciais, está
musculatura esquelética, a qual está fisiologicamente
indicado como primeira escolha no tratamento da AO →
associada ao processo de envelhecimento humano,
Paciente com hepatopatia não poderá usar o paracetamol.
podendo levar a quadros de quedas, declínio funcional e
Pacientes que não apresentam resposta aos analgésicos ou fragilidade. Além da perda da massa muscular, o termo
com inflamação clinica evidente: AINE, tanto os inibidores sarcopenia também faz referência a perda da força e função
seletivos de COX-2 quanto os não seletivos. Nos casos de dor muscular
intensa ou de má resposta, ou ainda de contraindicação aos
EPIDEMIOLOGIA: a prevalência aumenta com o aumento
AINE, o uso de opioides naturais ou sintéticos torna-se uma
da idade, de forma que em indivíduos entre 60-70 anos varia
alternativa. AINE e capsaicina podem ser utilizados
de 5-13% enquanto naqueles com idade superior a 80 anos
topicamente, principalmente em OA de mãos
pode variar entre 11-50%
Alguns fármacos têm sido utilizados como sintomáticos de
FATORES DE RISCO
ação duradoura e apresentam potencial ação modificadora
da evolução da doença, embora isso ainda necessite de ▪ Sedentarismo → Em pacientes restritos ao leito, a
maior número de evidências, tais como: diminuição da força muscular antecede a redução
da massa muscular
1. Sulfato de glucosamina
▪ Baixa ingestão calórica e proteica, principalmente
a. Dose de 1,5 g/dia isoladamente ou
quando se leva em consideração que individuo
associado ao sulfato de condroitina na
idoso apresenta diminuição da ingestão alimentar,
dose de 1,2 g/dia,
incluindo anorexia do envelhecimento, redução do
2. Hidroxicloroquina
apetite por efeito adverso de fármacos, perda da
3. Uso intra-articular de derivados do ácido
função de órgãos sensoriais, como paladar e olfato,
hialurônico
alterações na dentição e alterações cognitivas
a. Indicado em OA dos joelhos graus II e III,
▪ Modificações hormonais como insulina, estrógeno,
embora o custo desses medicamentos
testosterona, hormônio do crescimento
ainda seja alto para a maioria da
▪ Elevação nos níveis de citocinas pró-inflamatórias
população brasileira.
4. Infiltração com corticosteroide
ENVELHECIMENTO E MASSA MUSCULAR
a. Particularmente com a triancinolona
hexacetonida, pode ser indicada como O pico de massa muscular em um indivíduo saudável ocorre
primeiro tratamento quando os sinais por volta dos 25 anos de idade, sendo mantida
inflamatórios forem muito exuberantes. aproximadamente até os 50 anos. Entre os 50 e 80 anos
ocorre a maior perda da massa muscular. O número de fibras
CIRURGICO sofre redução de 35%, enquanto o tamanho das fibras é
É a opção final de tratamento para a AO e incluem: reduzido em cerca de 30% (principalmente as do tipo II)
osteotomia, o desbridamento artroscópico, a artrodese
Deve-se destacar ainda que a perda da massa muscular
(fusão) e as artroplastias.
ocorre por toda a vida do indivíduo → Diversos estudos
A osteotomia é um procedimento que deve ser feito epidemiológicos têm mostrado associação entre baixo peso
precocemente em pacientes selecionados e pode ter função ao nascer e menor força de preensão palmar ao envelhecer.
profilática em pacientes que apresentam queixas, mas ainda Além disso, indivíduos com picos de massa muscular mais
OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

baixos na fase jovem têm maior probabilidade de apresentar Cálculos baseados na circunferência do braço e na espessura
sarcopenia, fragilidade e incapacidade à medida que a idade de dobras cutâneas têm sido utilizados para estimar a massa
avança muscular em idosos ambulatoriais.

CLASSIFICAÇÃO A circunferência da panturrilha se relaciona com a massa


muscular; porém, pode ser atrapalhada pela gordura
A sarcopenia pode ser classificada em: subcutânea ou pela presença de edema. Portanto, a
diminuição da medida da circunferência da panturrilha tem
1. Primária → relacionada com a idade, em que não
maior correlação com perda de massa muscular em idosos
há nenhuma outra causa identificada além do
frágeis quando comparados a idosos saudáveis ou obesos.
envelhecimento
2. Secundaria → Quando uma ou mais causas são Estudos definiram que circunferência da panturrilha ≤ 34 cm
evidentes e ≤ 33 cm, respectivamente para homens e mulheres como
a. Relacionada com atividade física: pode as medidas mais acuradas para identificar idosos com baixa
resultar de condições como repouso no massa muscular
leito, estilo de vida sedentário ou
descondicionamento físico PARA AVALIAR A FORÇA MUSCULAR
b. Relacionada com doenças: neoplasias,
1. Força de preensão palma
inflamatórias ou endócrinas
2. Flexão e extensão do joelho: utilização limitada
c. Relacionada com nutrição: ingesta
devido a necessidade de equipamentos de alto
inadequada de calorias e/ou proteínas,
custo
doenças gastrintestinais ou medicamentos
3. Pico de fluxo expiratório: não é recomendada
utiliza-lo como medida isolada, devido à ausência
CRITERIOS DIAGNOSTICOS
de estudos que o correlacionem com a sarcopenia

DESEMPENHO FÍSICO

Podem ser feitos vários tipos de testes, tais como:

1. Short Physical Perfomance Battery (SPPB)

Avalia o desempenho físico por meio de testes de equilíbrio


A sarcopenia pode ser estadiada em: (capacidade de permanecer com os pés juntos, lado a lado,
com o calcâneo do pé da frente encostado no hálux do pé de
a. Pré-sarcopenia: diminuição da massa muscular, trás, e com o calcâneo do pé da frente encostado em todos
mas sem impacto na força ou no desempenho físico os dedos do pé de trás), velocidade da marcha (tempo que
b. Sarcopenia: diminuição da massa muscular além de o idoso leva para caminhar 3 ou 4 metros, sendo que o
diminuição na força muscular ou no desempenho cálculo é feito pela média de três tentativas, normal é > 0,8
físico m/s), além da força e resistência dos membros inferiores
c. Sarcopenia grave: os três critérios estão presentes (tempo gasto para levantar de uma cadeira e retornar à
posição sentada após 5 movimentos)
PARA AVALIAR A MASSA MUSCULAR

1. Métodos de imagem corporal 2. Velocidade da marcha


3. Timed Up and Go teste (TUTG)
Podem ser usados: TC, RM (padrões ouro) ou densitometria
de corpo inteiro O teste avalia o tempo que o indivíduo leva para se levantar
de uma cadeira, andar 3 metros, retornar e sentar. Esse teste
2. Bioimpedância também avalia o equilíbrio dinâmico do indivíduo

Estima o volume de gordura e a massa muscular do A interpretação é: menor ou igual a 10 s – independente,


indivíduo. sem alterações; entre 11 e 20 s – independente em
transferências básicas, baixo risco de quedas; maior ou igual
3. Medidas antropométricas
a 20 s – dependente em várias atividades de vida diária e na
mobilidade, alto risco de quedas

4. Stair Climb Power Test (SCPT)


OSTEOPOROSE LETÍCIA FAGUNDES

O teste avalia o tempo que o indivíduo gasta para subir 6 prevenir tais como testosterona, deidroepiandrosterona,
lances de escadas de 12 degraus. Antes de iniciar a avaliação, nandrolona, estrógeno, tibolona, GH e os IECAs
o indivíduo é orientado a realizá-lo no menor tempo
possível. Caquexia
É definida como “uma síndrome metabólica complexa
associada à doença crônica e caracterizada pela perda de
musculo, com ou sem perda da massa gorda”. Doenças
relacionadas a caquexia são câncer, insuficiência cardíaca,
DPOC
A caquexia é frequentemente associada a inflamação,
resistência à insulina, anorexia e quebra das proteínas
musculares. Portanto, muitos indivíduos caquéticos são
também sarcopênicos. Todavia, muitos indivíduos
sarcopênicos não são considerados caquéticos. Dessa
maneira, a sarcopenia é um dos elementos da definição
proposta para a caquexia

RASTREAMENTO

TRATAMENTO Foi recentemente criado um questionário com 5 perguntas


para o rastreamento de sarcopenia, o SARC-F. Esse
NÃO FARMACOLOGICAS questionário tem uma pontuação que varia de 0-10, sendo
igual ou maior a 4, preditiva de sarcopenia. Recentemente,
Exercício físico: Recomenda-se que os idosos iniciem o
a escala foi aprimorada por pesquisadores consistindo em
treinamento com exercícios resistidos de baixa velocidade
SARC-F + CC. A escala consiste em:
(para força), 2 vezes/semana, em dias não consecutivos, por
4 semanas. Recomenda-se iniciar com uma série e então
progredir até três séries, com um a três minutos de repouso
entre elas. Deve-se iniciar os exercícios pelos grandes grupos
musculares e depois trabalhar com os grupos menores. Em
seguida, deve-se progredir para exercícios resistidos de alta
velocidade (para potência), 2 vezes/semana, em dias não
consecutivos. Pode-se ainda inserir treinamento aeróbico
nos dias em que não sejam realizados exercícios para força e
potência muscular

Ingesta nutricional: Atualmente, recomenda-se ingerir entre


1,2 e 1,5 g/kg de peso por dia para prevenir e tratar a
sarcopenia. Essa quantidade deve ser distribuída de forma
igualitária entre as três refeições principais

Diversos estudos mostram que fornecimento de suplemento


nutricional enriquecido com aminoácidos essenciais pode
melhorar massa, força e função muscular mesmo sem
realização de exercícios. Um metabólito do aminoácido
essencial leucina, conhecido como HMB, tem se mostrado
promissor como suplemento nutricional → Suplementação
de proteína ingerida imediatamente após o exercício
apresentou melhores efeitos na massa muscular quando
comparada à suplementação ingerida 2 h após o término do
treinamento.

FARMACOLÓGICAS

Nenhum medicamento foi especificamente desenvolvido


para tratar a sarcopenia, o que se tem são potenciais para

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