AL 04 PEREIRA
HOMENAGEM AO DIA DA INFANTARIA
O Dia da Infantaria, celebrado em 24 de maio, é uma data de grande significado, pois homenageia
não apenas a arma mais antiga e versátil das forças terrestres, mas também o seu patrono,
Brigadeiro Antônio de Sampaio. Nascido em 1810, no sertão do Ceará, Sampaio construiu uma
trajetória marcada pela bravura, dedicação e liderança. Sua participação em conflitos decisivos do
século XIX, como a Cabanagem, Balaiada, Guerra dos Farrapos e, principalmente, a Guerra da
Tríplice Aliança, consolidou sua reputação como o “Bravo dos Bravos”. Na Batalha de Tuiuti, em 24
de maio de 1866, Sampaio foi gravemente ferido, vindo a falecer dias depois. Por sua coragem e
exemplo, foi consagrado patrono da Infantaria do Exército Brasileiro em 1962, tornando-se símbolo
de abnegação e espírito de corpo para gerações de infantes.
A Infantaria é chamada de “Rainha das Armas” por sua capacidade de atuar em qualquer terreno
ou condição climática, sendo a tropa que, historicamente, conquista e mantém o terreno, enfrentando
o inimigo no combate aproximado. Ao longo dos séculos, a Infantaria evoluiu de formações
compactas de soldados armados com espadas e escudos para unidades altamente especializadas,
equipadas com armamentos modernos e tecnologia de ponta. No Brasil, a história da Infantaria se
confunde com a própria formação do Exército, desde as batalhas dos Guararapes, onde brancos,
negros e indígenas lutaram juntos pela defesa do território nacional, até a participação decisiva na
expulsão dos invasores estrangeiros e na consolidação da unidade nacional.
Hoje, a Infantaria brasileira é composta por diversos tipos de tropas, cada uma adaptada às
características do terreno e às exigências das operações modernas. Entre elas, destacam-se a
Infantaria Motorizada, Blindada, Leve (Aeromóvel), Paraquedista, de Montanha, de Selva, de
Caatinga, de Pantanal, além das tropas de Guarda e de Polícia do Exército.
O passado da Infantaria é repleto de feitos heroicos, como a atuação na Segunda Guerra
Mundial, quando a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária conquistou posições estratégicas na Itália,
como Monte Castelo e Montese, angariando respeito internacional pelo valor do soldado brasileiro.
Em tempos de paz, a Infantaria também se destacou em missões de garantia da lei e da ordem,
apoio à população em situações de calamidade e em missões de paz no exterior, como no Haiti,
Angola e Líbano, levando não apenas segurança, mas também solidariedade e esperança a povos
em crise.
A Infantaria se mantém como pilar fundamental da defesa nacional, adaptando-se
constantemente às demandas de um mundo em transformação. O avanço tecnológico trouxe o
desenvolvimento de projetos como o Combatente Brasileiro (COBRA), que visa equipar o soldado
com sistemas modernos de comunicação, proteção e armamento sem perder de vista o valor do
preparo físico, espírito de corpo e da coragem individual, características que sempre diatinguiam o
combatente de Infantaria.
O futuro da Infantaria brasileira aponta para uma integração ainda maior entre tradição e
tecnologia. Para que se mantenha a essência do infante em um cenário de guerras híbridas, com
drones, inteligência artificial, sistemas avançados, a capacidade de operar em todos os ambientes
continuaram sendo diferenciais estratégicos
Celebrar o Dia da Infantaria é reconhecer a importância histórica, presente e futura dessa arma,
reverenciando o exemplo de Brigadeiro Sampaio, e renovando o compromisso de servir ao país com
coragem, disciplina e espírito de sacrifício. Que a Infantaria do Exército Brasileiro, herdeira de uma
tradição de glórias e sacrifícios, continue a inapirar futuras gerações, mantendo viva a chama do
patriotismo e compromisso com a defesa nacional. SELVA!!!