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Dependencia Do Periodo Das Oscilacoes de Um Pendulo de Mola Da Massa Um Estudo Experimental e Teoric

O documento investiga a relação entre a massa de um pêndulo de mola e seu período de oscilação, apresentando tanto a fundamentação teórica quanto um experimento para validação. A dedução da equação T = 2π√(m/k) demonstra que o período depende da massa e da constante elástica da mola. Os resultados experimentais confirmam a relação linear entre o quadrado do período e a massa, validando os princípios do Movimento Harmónico Simples.
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Dependencia Do Periodo Das Oscilacoes de Um Pendulo de Mola Da Massa Um Estudo Experimental e Teoric

O documento investiga a relação entre a massa de um pêndulo de mola e seu período de oscilação, apresentando tanto a fundamentação teórica quanto um experimento para validação. A dedução da equação T = 2π√(m/k) demonstra que o período depende da massa e da constante elástica da mola. Os resultados experimentais confirmam a relação linear entre o quadrado do período e a massa, validando os princípios do Movimento Harmónico Simples.
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Dependência do Período das Oscilações de

um Pêndulo de Mola da Massa: Um Estudo


Experimental e Teórico
Este documento explora a relação fundamental entre a massa de um pêndulo de mola e o seu período de
oscilação. Abordaremos os princípios teóricos que regem este fenómeno, a dedução da equação que o descreve,
e como esta relação pode ser verificada através de uma montagem experimental. Serão apresentados os
procedimentos para recolha e análise de dados, culminando na discussão dos resultados e nas conclusões sobre a
dependência do período com a massa.

by Jaime Rafael Tazama


Introdução e Fundamentação Teórica: O
Pêndulo de Mola e o Movimento Harmónico
Simples
Um pêndulo de mola é um sistema físico composto por uma massa suspensa numa mola que obedece à Lei de
Hooke. Quando deslocada da sua posição de equilíbrio e libertada, a massa executa um movimento oscilatório. Se
as forças de atrito forem desprezáveis e o deslocamento for pequeno, este movimento pode ser classificado como
Movimento Harmónico Simples (MHS).

No MHS, a força restauradora é diretamente proporcional e de sentido oposto ao deslocamento, o que leva a uma
aceleração que também é proporcional ao deslocamento. Este é o princípio subjacente à oscilação periódica do
pêndulo de mola, onde o período, a frequência e a amplitude são propriedades cruciais para a sua caracterização.

Lei de Hooke Movimento Harmónico Simples


A força restauradora exercida por uma mola é dada Caracterizado por uma força restauradora
por F = 2kx, onde k é a constante elástica da mola proporcional ao deslocamento, resultando em
e x é o deslocamento. oscilações periódicas e simétricas em torno de um
ponto de equilíbrio.
Dedução da Equação do Período: Da Lei de
Hooke à Expressão T = 2Ã m/k
A equação do período de oscilação de um pêndulo de mola pode ser deduzida a partir da Lei de Hooke e da
Segunda Lei de Newton (F = ma). Ao igualar a força restauradora da mola à força líquida sobre a massa, obtemos:

2kx = ma

Sabendo que a aceleração (a) no MHS é dada por a = 2Ë 2 x, onde Ë é a frequência angular, podemos substituir na
equação:

2kx = m(2Ë 2 x)

k = mË 2

A frequência angular Ë está relacionada com o período T pela expressão Ë = 2Ã/T . Substituindo e isolando T ,
chegamos à equação:

T = 2Ã m/k

Esta equação mostra claramente que o período de oscilação de um pêndulo de mola depende diretamente da
massa (m) e da constante elástica da mola (k ).
Montagem Experimental: Materiais e
Configuração para a Medição do Período
A montagem experimental é crucial para verificar a relação teórica entre a massa e o período de oscilação. Os
materiais necessários são simples e facilmente acessíveis em qualquer laboratório de física.

Materiais: Configuração:

Mola helicoidal (com constante elástica conhecida A mola é presa verticalmente ao suporte universal. As
ou a determinar) massas são, então, cuidadosamente presas à
Vários conjuntos de massas (com valores extremidade inferior da mola, uma de cada vez. É
conhecidos e variados) essencial garantir que o sistema possa oscilar
livremente, sem interferências de objetos próximos, e
Suporte universal e garra (para suspender a mola)
que o movimento seja o mais próximo possível de um
Cronómetro digital (para medições de tempo
MHS vertical puro. A figura ao lado ilustra uma
precisas)
montagem típica.
Régua ou fita métrica (para pequenas verificações
de deslocamento)
Procedimento Experimental e Recolha de
Dados: Passos para Obtenção das Medidas de
Tempo e Massa
A medição precisa do período de oscilação é fundamental para obter resultados fiáveis. O procedimento deve ser
repetido para diferentes valores de massa para estabelecer a dependência.

Preparação: Fixe a mola ao suporte universal. Meça e registe a massa inicial da mola, se for significativa.
Selecione a primeira massa a ser utilizada e fixe-a cuidadosamente à extremidade livre da mola.
Posição de Equilíbrio: Permita que o sistema atinja a sua posição de equilíbrio estático.
Início da Oscilação: Desloque a massa ligeiramente para baixo (cerca de 2-3 cm para pequenos
deslocamentos, garantindo MHS) e liberte-a suavemente, sem aplicar impulso lateral.
Medição do Tempo: Assim que a massa começar a oscilar, inicie o cronómetro. Conte um número
predeterminado de oscilações completas (por exemplo, 20 ou 30) e pare o cronómetro no final da última
oscilação.
Cálculo do Período: Divida o tempo total medido pelo número de oscilações para obter o período médio (T )
para aquela massa. Repita esta medição 3 a 5 vezes para cada massa e calcule a média para reduzir erros
aleatórios.
Variação da Massa: Adicione gradualmente mais massas ao sistema, repetindo os passos anteriores para cada
novo valor de massa. Registe cada massa total e o período correspondente.

É crucial garantir que as oscilações sejam pequenas para que a Lei de Hooke seja aplicável e o movimento se
mantenha harmónico simples.
Análise de Dados e Gráficos: Apresentação
dos Resultados e a Relação de T 2 com a
Massa
Após a recolha dos dados, a análise gráfica é a forma mais eficaz de visualizar a relação entre o período e a
massa. A equação T = 2Ã m/k pode ser reescrita como T 2 = (4Ã 2 /k)m. Esta forma sugere que um gráfico de T 2
versus m deve ser uma linha reta que passa pela origem, com um declive de 4Ã 2 /k .

Os resultados tabulados e o gráfico permitem uma clara demonstração da dependência. Abaixo, um exemplo de
tabela de dados e um gráfico ilustrativo.

Massa (g) Massa (kg) Período T (s) T 2 ( s2 )

50 0.050 0.45 0.2025

100 0.100 0.64 0.4096

150 0.150 0.78 0.6084

200 0.200 0.90 0.8100

250 0.250 1.01 1.0201

1.2

0.8

0.4

Massa (kg) Período² (s²)


Discussão dos Resultados: Confirmação da
Dependência e Análise de Fatores de
Influência
A análise dos dados e, em particular, o gráfico de T 2 versus m deverão apresentar uma relação linear, confirmando
a validade da equação teórica T 2 = (4Ã 2 /k)m. O declive da reta obtida no gráfico experimental pode ser utilizado
para determinar a constante elástica da mola (k ) com grande precisão, dado que k = 4Ã 2 /declive.

Desvios em relação à linearidade ideal podem surgir devido a vários fatores:

Massa da Mola: A equação deduzida assume uma mola de massa desprezável. Se a massa da mola for
significativa, esta deve ser incorporada na massa total efetiva do sistema, geralmente somando um terço da
massa da mola à massa suspensa.
Resistência do Ar: A resistência do ar pode atuar como uma força de amortecimento, reduzindo a amplitude
das oscilações ao longo do tempo e potencialmente alterando ligeiramente o período, especialmente para
massas pequenas ou em ambientes de alta humidade.
Limite Elástico da Mola: Se a mola for esticada para além do seu limite elástico, a Lei de Hooke deixa de ser
válida, e o movimento não será um MHS. É crucial manter os deslocamentos pequenos.
Erros Experimentais: Erros humanos na medição do tempo (tempo de reação do cronometrista) ou na
determinação precisa das massas podem influenciar os resultados. A repetição das medições minimiza este
tipo de erro.

Apesar destas considerações, a experiência geralmente demonstra de forma robusta a relação T ? m.


Conclusão: Resumo das Descobertas e
Considerações Finais sobre a Relação Massa-
Período
Em suma, este estudo confirmou a dependência direta do período de oscilação de um pêndulo de mola em relação
à raiz quadrada da massa suspensa, conforme previsto pela teoria do Movimento Harmónico Simples. A dedução
da equação T = 2Ã m/k foi verificada experimentalmente através da obtenção de uma relação linear entre o
quadrado do período (T 2 ) e a massa (m).

Esta relação é um pilar fundamental da física ondulatória e da mecânica. Compreender esta dependência não só
valida os princípios teóricos, como também é essencial em diversas aplicações práticas, desde a calibração de
instrumentos de medição até ao design de sistemas mecânicos que envolvem oscilações, como amortecedores e
sismógrafos. A simplicidade e a elegância deste sistema tornam-no uma ferramenta didática valiosa para explorar
conceitos de física vibratória.

"A física é a matemática aplicada à natureza, e a beleza reside na correspondência exata entre teoria e
experimentação."

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