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A Belle Époque - Um Estado de Espírito

O documento explora o conceito de Belle Époque como um estado de espírito, especialmente no contexto brasileiro entre 1889 e 1922, e sua conexão com a França e movimentos artísticos como Realismo e Impressionismo. Também aborda o neoclassicismo, sua evolução e impacto na arte europeia, destacando artistas importantes e suas contribuições. Além disso, menciona o maneirismo como uma transição entre a alta renascença e o barroco, e a renovação cultural que ocorreu durante o renascimento, enfatizando a mudança na percepção do homem em relação ao mundo.

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A Belle Époque - Um Estado de Espírito

O documento explora o conceito de Belle Époque como um estado de espírito, especialmente no contexto brasileiro entre 1889 e 1922, e sua conexão com a França e movimentos artísticos como Realismo e Impressionismo. Também aborda o neoclassicismo, sua evolução e impacto na arte europeia, destacando artistas importantes e suas contribuições. Além disso, menciona o maneirismo como uma transição entre a alta renascença e o barroco, e a renovação cultural que ocorreu durante o renascimento, enfatizando a mudança na percepção do homem em relação ao mundo.

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É mais um estado

Belle Époque é mais um estado de espírito

Costuma-se definir Belle Époque como um período de pouco mais de


trinta anos que, iniciando-se por volta de 1880, prolonga-se até a
Guerra de 1914.

Mas essa não é, logicamente, uma delimitação matemática: na


verdade, Belle Époque é um estado de espírito, que se manifesta em
dado momento na vida de determinado país.

No Brasil, a Belle Époque situa-se entre 1889, data da proclamação


da República, e 1922, ano da realização da Semana da Arte Moderna
em São Paulo, sendo precedida por um curto prelúdio – a década de
1880 – e prorrogada por uma fase de progressivo esvaziamento, que
perdurou até 1925.

A França sempre
presente

Seria impossível entender a Belle Époque brasileira fora de suas


vinculações com a França. Na segunda metade do Século 19, cinco
grandes exposições internacionais realizadas em Paris indicaram, aos
pintores e escultores do mundo inteiro, a tendência estética mais em
voga.

A primeira dessas exposições, a de 1855, foi o decisivo confronto


entre os adeptos do neoclássico Dominique Ingres e do romântico
Eugène Delacroix, com a vitória final destes últimos – e, portanto, do
Romantismo.

Gustave Courbet, cujas obras tinham sido recusadas, ergueu, a pouca


distância do recinto da mostra, seu próprio «Pavilhão do Realismo».

Doze anos depois, o recusado de 1855 tornava-se o herói do dia: a


Exposição de 1867 representou a vitória de Courbet e do Realismo,
além de mostrar à Europa os pre-rafaelitas ingleses.

Desta vez, o júri cortara Manet que, inconformado, também expôs em


um pavilhão improvisado.

Artistas brasileiros
premiados na França

A Exposição de 1878 marcou o início da consagração do


Impressionismo. A de 1889, representou o triunfo dos simbolistas e,
finalmente, a de 1900 assinalou a consagração do Art Nouveau.

Nas três exposições acima citadas estiveram presentes pintores do


Brasil. Na de 1878, Augusto Rodrigues Duares. Na de 1889, Henrique
Bernardelli, medalha de bronze, e Manuel Teixeira da Rocha, grande
medalha de ouro. Na de 1900, Pedro Américo, Pedro Weingartner e
Eliseu Visconti, este último contemplado com medalha de prata.

Essas medalhas, nem sempre correspondiam aos méritos do artista.


Concebidas como gigantescos mostruários da indústria e do comércio
franceses, visando a angariar novos mercados em países distantes,
tais exposições costumavam conceder quase tantos prêmios quantos
eram os expositores.

Participando dessas exposições, simplesmente visitando-as, ou


folheando seus catálogos, artistas de outras terras entraram em
contato com a última moda artística, que os mais talentosos logo
adotaram.

Desse modo, decerto, foi que o Realismo, Impressionismo,


Simbolismo, Pontilhismo e Art Nouveau – movimentos estéticos do
período chamado Belle Époque atravessaram o Atlântico e chegaram
às Américas e ao Brasil.

Fonte: Arte no Brasil – Abril Cultural.

Neoclassico

De volta ao lirismo
da Grécia antiga

O ideal romântico de ressuscitar os valores estéticos da antiguidade


clássica inspirou o movimento artístico conhecido como
neoclassicismo, que dominou a Europa por quase um século.

Tendência predominante na pintura, na escultura e na arquitetura


européias desde as últimas décadas do Século 18 até meados do
Século 19, o neoclassicismo surgiu como reação ao barroco e ao
rococó, e se inspirava nas formas artísticas e arquitetônicas da Grécia
e de Roma.

Contribuíram para a afirmação do movimento neoclássico a


curiosidade pelo passado que se seguiu às escavações de Pompéia e
Herculano, e a obra de eruditos como Johann Winckelmann -- autor da
célebre Geschichte der Kunst des Altertums (1764; História da arte da
antiguidade) -- e outros estudiosos da antiguidade greco-romana.

Inicialmente, tanto as formas gregas quanto as romanas serviram de


modelo aos artistas neoclássicos.

Na pintura, a influência
foi maneirista
Do Século 19 em diante, a preferência voltou-se para a estética
grega. Ressalte-se, entretanto, que a pintura era uma forma artística
pouco cultivada na Grécia e em Roma.

Em verdade, gregos e romanos davam mais atenção à escultura e à


arquitetura e, assim, os pintores neoclássicos tomaram como modelo
alguns maneiristas, como os Carracci, e principalmente certos
renascentistas, como Rafael.

Como ocorrera no Renascimento, o neoclassicismo preconizava o


retorno aos ideais clássicos de beleza, mas o espírito que o plasmou
diferia nitidamente do espírito humanista que deu origem ao
primeiro.

Sob os temas heróicos ou mitológicos inspirados na antiguidade


clássica e traduzidos num vocabulário formal apenas superficialmente
grego ou romano, o que se descobre na arte neoclássica é a busca de
reviver uma época tida como origem da beleza e virtude.

Democrático no início,
imperialista no fim

Embora não tenha tido entre seus adeptos nenhum grande nome, não
deve ser menosprezado o cunho democrático do movimento
neoclássico, que, de início, buscava reagir contra a pompa e o gosto
aristocrático da época de Luís 14.

Essa característica explica a popularidade e o prestígio de que


desfrutou na França e na Europa após a revolução francesa.

Napoleão pressentiu as potencialidades sociais do estilo neoclássico e


submeteu-o ao poder imperial, o que deu origem ao que se
convencionou chamar de estilo império.

Assim, criou-se uma situação paradoxal, em que uma tendência, a


princípio democrática, tornou-se o estilo oficial do império
napoleônico e, por fim, a bandeira do reacionarismo artístico.

Dominou as academias e
sufocou as artes

Na verdade, de 1820 a 1850, já em decadência, o neoclassicismo


opôs-se ao romantismo e, abrigado nas academias e escolas de
belas-artes, confundiu-se com o academicismo e assim reagiu a todas
as tendências de vanguarda, a começar pelo impressionismo.

De modo geral, a pintura neoclássica se caracteriza pelo predomínio


do desenho e da forma sobre a cor, o que a distingue da arte
romântica.
Quanto ao conteúdo, é ilustrativa e literária, enquanto a romântica é
expressiva e pictórica.

Nomes importantes

Nomes importantes do neoclassicismo, na França, foram Jacques-


Louis David, líder da escola, Jean-Auguste Ingres, François Gérard,
Théodore Chassériau, Alexandre Cabanel, Jean-Jacques Henner e
Adolphe Willian Bouguereau.

INGRES (Dominique), pintor francês (Montauban, 1780 – Paris, 1867).


Aluno de David, distinguiu-se pela pureza de seu desenho. Principais
obras: A Capela Sistina, O voto de Luís XIII, A apoteose de Homero, A
odalisca, O banho turco.
GÉRARD (François, barão), pintor francês (Roma, 1770 – Paris, 1837),
aluno de Louis David. Sua Batalha de Austerlitz celebrizou-o.
CHASSÉRIAU (Théodore), pintor francês (Sainte-Barbe-de-Samana,
São Domingos, República Dominicana, 1819 - Paris, 1856). Discípulo
de Ingres, conciliou o desenho do mestre com a cor de Delacroix em
seus retratos (Lacordaire) e em seus nus (A toalete de Ester).

Na Inglaterra, destacou-se Sir Lawrence Alma-Tadema; Nos Estados


Unidos, Washington Allston.

Na escultura neoclássica registre-se o italiano Antonio Canova, o


dinamarquês Bertel Thorvaldsen e o britânico John Flaxman.

CANOVA (Antonio), escultor italiano (Possagno, 1757 - Veneza,


1822). Principal representante do neoclassicismo, foi o autor,
notadamente, das esculturas Amor e Psique e Paulina Borghese.
FLAXMAN (John), escultor inglês (York, 1755 – Londres, 1826).
Neoclássico (túmulos e estátuas na catedral de São Paulo, em
Londres), forneceu modelos à manufatura de faianças de Wedgwood.

Fonte: Enciclopédia Britânica.

Maneirismo

Turbulência na arte

Após o aparecimento de Leonardo Da Vinci, Rafael e Michelangelo,


muitos artistas italianos tentaram buscar uma nova arte, contrária
aos princípios da alta renascença.

Trata-se de uma arte mais turbulenta, em que se buscavam idéias


novas, invenções que surpreendessem, insólitas, cheia de significados
obscuros e referências à alta cultura.

Acredita-se que tenha sido influenciada ainda pela contra-reforma


católica e pelo clima de inquietação do momento.
Ligação entre a Renascença
e o Barroco

O estilo artístico que daí decorre recebe o nome de maneirismo e faz


a passagem entre a alta renascença e o barroco, apresentando
alguns elementos ora mais próximo de uma escola, ora de outra.

Seu período estende-se de mais ou menos 1520 ao fim do Século 16.

O termo maneirismo, derivando da palavra italiana maneira (estilo),


pode nos dar mais informações sobre esse tipo de arte.

Ele era utilizado pelo pintor, arquiteto e teórico de história da arte da


época, Vassari, no sentido de graça, sofisticação, estabilidade,
elegância.

Por extensão, a denominação prosseguiu para a arte análoga à


realizada pelo artista.

De aceitação difícil

Entretanto esse novo estilo foi visto com desconfiança pelos críticos
até o nosso século.

Eles consideravam-na uma arte menor, uma falha de compreensão


por parte dos artistas da época sobre a arte dos grandes mestres,
imitações sem alma. O próprio termo maneirismo era relacionado ao
mau gosto e excesso.

Entretanto, mais ou menos no período entre as duas guerras


mundiais, os artistas de então passaram a ser melhor compreendidos
e admirados pelos críticos.

Artistas que se
destacaram

Entre as obras de Giorgio Vassari (1511 - 1574), estão os afrescos do


grande salão do Palazzo della Cancelleria, em Roma, mostrando a
vida do papa Paulo 3º).

Entretanto, ele é mais conhecido por seu livro "A Vida dos Artistas" -
uma das principais fontes de informações sobre a Itália Renascentista
e por seus conceitos e opiniões artísticas que acabaram por pautar,
durante longo tempo, o trabalho dos críticos e historiadores de arte
que o seguiram.

Dentro do maneirismo, são colocados vários artistas que


desenvolveram atividades no período e é grande a diversidade das
obras.
Entretanto, podemos destacar outros nomes importantes que
ajudaram na " formação" da escola (que até hoje não se encontra
muito clara para os pesquisadores).

Além de Vassari,, já mencionado, destacam-se Rosso Fiorentino (1494


- 1540) e Jacopo Pontormo (1494 - 1557), na pintura; Benvenuto
Cellini (1500 - 1571) e Giovanni da Bologna (1529 - 1608), na
escultura; e Giulio Romano (1492 - 1546), na arquitetura.

PONTORMO (Jacopo CARRUCCI, dito o), pintor italiano (Pontormo,


1494 - Florença, c. 1556). Após inspirar-se com brilho em Miguel
Ângelo e Dürer, executou composições cada vez mais desordenadas.
CELLINI (Benvenuto), escultor e ourives italiano (Florença, 1500 - id.,
1571). Francisco I o atraiu à sua corte. Suas obras-primas são a
estátua de Perseu (Florença, Loggia dei Lanzi), a Ninfa de
Fontainebleau (baixo-relevo, Louvre) e o célebre saleiro de Francisco I
(Museu de Viena, Áustria). Deixou importantes Memórias.
ROMANO (Giulio PIPPI, dito Júlio), arquiteto e pintor italiano (Roma,
1492 ou 1499 - Mântua, 1546). Aluno de Rafael, construiu e decorou o
palácio do Te, em Mântua.

A Escola Veneziana

Mas talvez seja na Escola Veneziana que podemos encontrar o maior


mestre do período: o pintor Tintoretto (Jacopo Robustini; 1518 -
1594).

TINTORETO (Jacopo ROBUSTI, dito Il), pintor italiano (Veneza, 1518 -


id., 1594). Produziu grande número de obras de temas históricos ou
religiosos, notáveis pelo arrebatamento inventivo e vigor do colorido.
Suas principais obras estão no Palácio dos Doges e na Scuola di San
Rocco, em Veneza.

Enquanto grande parte dos artistas do período contentavam-se em


imitar os mestres, ele utilizou-se de maneira extremamente pessoal e
crítica o aprendido com suas maiores influências: Michelângelo e
Ticiano.

Era conhecido por sua grande imaginação, por sua composição


assimétrica e por produzir grandes efeitos dramáticos em suas obras.

Para obter os resultados, às vezes, sacrificava até as bases da pintura


desenvolvida por seus antecessores (como, por exemplo "a suave
beleza" de Giorgione E Ticiano).

Seu quadro São Jorge e o Dragão, retratando o auge da batalha entre


as duas figuras, através de um jogo de luz e tonalidades, produz
grande tensão.
Em alguns países da Europa, principalmente na França, Espanha e
Portugal, o maneirismo foi o estilo italiano quinhentista que mais se
adaptou à própria cultura desses países, encontrando mais
seguidores que a própria arte da alta renascença.

Fonte: Enciclopédia Digital Master.


Enciclopédia Koogan-Houaiss.

Renascimento

Renovação em todos os
setores de atividade

A renascença corresponde ao período de "renascimento" das letras e


das arte como um todo, movimento este iniciado na Itália no Século
14, tendo alcançado seu auge no Século 16, influenciando todas os
demais países da Europa.

Os termos Renascença ou Renascimento passaram a ser utilizados a


partir do Século 15 para designar o retorno da cultura aos padrões
clássicos. Tal movimento se iniciou com os estudos dos cânones
artísticos da antiguidade clássica.

O estudo da cultura clássica já constituía elemento de erudição entre


os mais cultos homens da Idade Média e até entre a classe
sacerdotal. Por exemplo, as figuras mitológicas pagãs eram utilizadas
como elemento estético para finalidades morais e filosóficas.

Gradualmente, tal conhecimento dos padrões clássicos passou a


exercer influência sobre os mais variados campos de atividade
humana no período posterior à Idade Média.

Portanto, não se pode dizer que a exclusividade do retorno aos


padrões da Antiguidade é de propriedade do período renascentista.

O homem passou a ser


o parâmetro do mundo

A história passou por grandes revoluções no período renascentista.

A visão do homem sobre si mesmo modificou-se radicalmente pois,


no período anterior, todos os campos do saber humano tendiam a
voltar-se para as explicações teocêntricas.

Em outras palavras, a visão do homem, basicamente, tinha Deus


como ponto de partida para todas as discussões acerca do universo,
suas origens e seus mecanismos.
Na Renascença, o homem voltou seu olhar sobre si mesmo, isto é,
houve o ressurgimento dos estudos nos campos das ciências
humanas, em que o próprio homem toma-se como objeto de
observação, ao mesmo tempo em que é o observador.

As grandes descobertas
e invenções

No campo da ciência, o período foi um dos mais férteis na história da


humanidade. Galileu Galilei, mesmo perseguido pela Igreja, afirmava
não ser a Terra o centro de todo o universo.

Pela constatação do movimento da Terra em torno do Sol, as teorias


de Galileu seguiam em rota de colisão com os próprios conceitos
religiosos vigentes: tal fato, por si mesmo, já era considerado um
desafio às autoridades religiosas.

A invenção da bússola, assim como o aprimoramento das técnicas de


navegação, facilitou a expansão marítima européia, resultando na
nova rota marítima para as Índias, realizada por Vasco da Gama.

Os avanços da tecnologia de navegação da época foram notáveis,


não tardando assim o descobrimento da "nova terra", a América,
realizado por Cristóvão Colombo.

Por outro lado, a pólvora, outrora utilizada meramente para a


fabricação de fogos de artifício, passou a ser utilizada para fins
militares. Desta forma, os colonizadores europeus passaram a obter
vantagem bélica esmagadora sobre os povos dos territórios
conquistados.

Leonardo da Vinci, o
gênio da Renascença

Leonardo da Vinci foi aquele que melhor personificou os padrões do


homem renascentista, tendo sido pintor, escultor, arquiteto, cientista
e músico.

Da Vinci deixou contribuições nas artes, entre elas, uma das mais
populares pinturas na história das artes, La Gioconda, a Mona Lisa.

Paralelamente, realizou inúmeros experimentos científicos, entre eles


os seus projetos de engenharia, que assombraram sua época.

No desenho, era um mestre da perspectiva: este constitui um efeito


pictórico que "insere" o observador no espaço representado no
desenho, ao contrário das obras produzidas anteriormente, em que a
idéia da onisciência de Deus fornecia parâmetros como ponto de
vista.
A representação do ponto de vista da onisciência resultava em figuras
planas, sem profundidade espacial.

Declínio do feudalismo

A sociedade feudal, a partir da Renascença, teve seus mercados


alterados através do nascimento de uma burguesia urbana, que
revolucionava os padrões então vigentes na produção.

Os centros urbanos se multiplicaram a partir do desenvolvimento das


atividades comerciais, substituindo paulatinamente os antigos feudos.

Em suma, os fatos ocorridos no período renascentista eram formados


a partir das bases da posterior instalação do mundo contemporâneo
na história.

Fonte: Enciclopédia Digital Master.

Art-Nouveau

Caracterizado por exuberância decorativa, formas ondulantes,


contornos sinuosos e composição assimétrica, o art nouveau procurou
sempre um ritmo ascensional elegante, feito de linhas entrelaçadas
que sugerem muitas vezes o mover instável das chamas.

Estilo de arte e arquitetura que se desenvolveu na Europa e nos


Estados Unidos entre 1883 e 1910, o art nouveau perdurou até a
década de 1920 em objetos decorativos e teve significativas
projeções no Brasil. Conforme os países que o adotaram, o estilo
recebeu diferentes nomes na época, como Jugendstil na Alemanha,
floreale ou Liberty na Itália, arte joven ou modernismo na Espanha. O
art nouveau chamou-se ainda style 1900 e style lumière, devido à
Exposição Universal de 1900, realizada em Paris em comemoração à
passagem do século e na qual o estilo obteve a consagração
internacional.

Origens.
Situou-se na Inglaterra a primeira manifestação concreta do art
nouveau: um desenho feito em 1883 por Arthur Heygate Mackmurdo
para a capa de seu livro Wren's City Church (A igreja de Wren em
Londres). Nessa ilustração vêem-se três tulipas cujos talos
entrelaçados traçam curvas já típicas do estilo. A influência sofrida
por Mackmurdo provinha dos desenhos e pinturas pré-rafaelitas,
principalmente os de Edward Burne-Jones e Dante Gabriel Rossetti.

Outra influência importante, no início, partiu das idéias de John


Ruskin, que tiveram como continuador e aplicador William Morris e
seu movimento Arts and Crafts, voltado para a reabilitação do artista-
artesão. Houve também certa influência das gravuras japonesas, do
barroco alemão e do rococó francês.
No que diz respeito à ilustração e ao cartaz, sem dúvida o mais
talentoso artista inglês do art nouveau foi Aubrey Beardsley. Mais do
que qualquer outro, ele resumiu a atmosfera fim de século com
espírito elegante e mórbido. A obscenidade de seus desenhos
provocou escândalo. Entre suas principais obras figuram as
ilustrações para Salomé (1894), de Oscar Wilde.

Bélgica, França, Alemanha.


Na Bélgica, o art nouveau amadureceu e encontrou sua mais alta
expressão na arquitetura de Victor Horta, que influenciou outros
países. Entre suas obras-primas, marcadas por pródigas decorações,
estão a casa Tassel (1893), o palacete Solvay (1895-1900) e sua
própria residência em Bruxelas (1898-1899), mais tarde transformada
em museu.

O mais importante arquiteto francês do art nouveau foi Hector


Guimard, projetista das entradas do metrô de Paris (1889-1904) e de
outras obras (como o castelo Béranger, concluído em 1897), todas
influenciadas pelo estilo de Horta. Em Nancy, Émile Gallé criou uma
escola artesanal que produziu vasos e móveis para todo o mundo
ocidental. Em Paris destacaram-se René Lalique, que criou jóias no
estilo de Gallé, e Eugène Rousseau, ceramista e vidraceiro que
abordou os motivos florais em riscos de rara finura.

Na Alemanha, após as primeiras manifestações do Jugendstil,


surgiram os projetos de August Endell, cuja obra principal, a loja
Elvira, em Munique (1897-1898), foi destruída por um bombardeio em
1944. Igualmente importantes foram os trabalhos do arquiteto,
decorador, gravador e cartazista Peter Behrens. Na Áustria, o art
nouveau foi propagado pelo grupo Sezession, de Viena, fundado pelo
pintor Gustav Klimt.

Barcelona foi o centro da arte jovem, onde dominou o gênio


excêntrico, místico e inovador de Antonio Gaudí y Cornet. Suas obras,
como o parque Güell (1900-1914) e a igreja da Sagrada Família,
iniciada em 1892 e nunca terminada, acham-se todas na cidade. As
casas Milá (1905-1910) e Battló (1905-1907) têm exuberante
decoração externa em estilo floral. Já a igreja da Sagrada Família
desenvolve, nas principais torres da fachada, um enredado de formas
abertas à luz que termina nos pináculos de concepção quase
surrealista. Gaudí também projetou móveis de formas exóticas e
sinuosas.

Em Chicago, o engenheiro Louis Sullivan foi um dos primeiros a


projetar prédios de fachadas sem ornamentos, protótipos da
arquitetura moderna. No entanto, a decoração interior de vários de
seus edifícios, como o bar do Auditório de Chicago (1888), é de típico
estilo floral.
Em Nova York, Louis Comfort Tiffany, após estudos de pintura,
vidraçaria e joalheria em Paris, fundou uma firma com seu nome, até
hoje famosa. Obteve sucesso na decoração de interiores e na venda
de vasos de grande leveza. Foi o autor da nova decoração dos salões
da Casa Branca, em Washington, e a partir de 1916 dedicou-se
especialmente à joalheria.

Brasil.
Foi no início do século XX que o art nouveau chegou ao Brasil,
importado da França, principalmente na decoração de interiores ou
em grades e elementos arquitetônicos de ferro forjado. São
testemunhos disso, no Rio de Janeiro, a decoração da Confeitaria
Colombo, na rua Gonçalves Dias nº 32, e as grades dos salões do
Teatro Municipal.

Na década de 1910, chegou ao Rio o arquiteto italiano Virgilio Virzi,


que projetou em neogótico com ornamentos art nouveau o prédio do
Elixir de Nogueira, na rua da Glória (demolido), a residência Martinelli,
na avenida Oswaldo Cruz nº 149 (demolida), e uma casa na rua do
Russel nº 734. Em São Paulo, a Vila Penteado (1902) foi projetada por
Carlos Eckman em típico estilo art nouveau francês.

Fontes: Enciclopédia Britânica - Artcyclopedia

Mais detalhes

http://www.pitoresco.com.br/art_data/belle_epoque/

http://www.pitoresco.com.br/art_data/index.htm

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