Plano Museológico Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter
Plano Museológico Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter
Instituto de Biologia
Diretor: Luiz Fernando Minello
Vice Diretor: Gilson de Mendonça
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Sumário
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Plano Museológico do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter
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A análise SWOT constitui-se em uma ferramenta de planejamento estratégico que resulta da
observação de quatro fatores: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (em inglês Strengths,
Weaknesses, Opportunities e Threats).
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1. Caracterização
1.1. Apresentação
O Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter (MCNCR) trata-se de um museu
universitário vinculado ao Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel),
localizado no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Detentor de uma expressiva e
importante coleção ligada à área das ciências biológicas, o MCNCR possui um grande
potencial de despertar o interesse do público e propor um diálogo com a sociedade relativo
à importância da conservação da biodiversidade.
Atualmente, o museu localiza-se no Centro Histórico da cidade, junto à Praça
Coronel Pedro Osório, nº 01 (fig. 01). A região em que o museu está inserido faz parte da
Zona de Preservação do Patrimônio Cultural do Sítio do 2º Loteamento de Pelotas2 (fig. 02)
e desde 2018 pertence ao Conjunto Histórico de Pelotas, reconhecido pelo Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O prédio em que o museu está instalado
(Fig. 03) trata-se de um conjunto de casas geminadas de corredor lateral, rebatidas, com
acesso central, sugerindo uma casa única. Foram construídas pelo Comendador Joaquim
Assumpção para suas filhas Judith e Francisca Augusta Assumpção, respectivamente em
1911 e 1912. O projeto foi trazido da Inglaterra e a construção ficou a cargo de Caetano
Casaretto. O prédio está inserido na região de tombamento que abrange a Praça Coronel
Pedro Osório. Também se insere no conjunto de obras do ecletismo historicista de Pelotas.
Figura 01: Vista zenital da Praça Coronel Pedro Osório com a indicação (flecha em vermelho) da
localização do edifício do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter.
Fonte: Pelotas Turismo.
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Lei 4568/2000.
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Figura 02: ZPPC 2 - Sítio do Segundo Loteamento de Pelotas.
Fonte: Aplicativo GeoPelotas.
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1.2. Histórico
Aberto ao público em 21 de maio de 1970, a história do MCNRC teve início com a
criação da UFPel, o que ocorreu em 16 de dezembro de 1969, quando o decreto nº 65.881
aprovou o Estatuto da UFPel. Foi então estabelecido no artigo 57 que o Museu da UFPel se
configura como um órgão suplementar da instituição. No entanto, embora a história do
museu tenha um pouco mais de cinquenta anos, o acervo pertencente ao patrono que deu
origem ao museu foi doado para a então Escola de Agronomia e Veterinária Eliseu Maciel
no ano de 1926, após o falecimento do industrialista e naturalista autodidata Carlos Ritter.
Filho de imigrantes alemães, Carlos Ritter nasceu em São Leopoldo/RS no ano de
1851. Sua família trabalhava na indústria no ramo de produção de cerveja, área seguida por
Ritter que, em 1870 mudou-se para a cidade de Pelotas e, ainda no início da década,
fundou a Cervejaria Carlos Ritter, que ficava localizada inicialmente na atual rua Tiradentes
junto à margem do Canal de Santa Bárbara, mudando-se posteriormente para a atual rua
Marechal Floriano, junto à atual Praça Cipriano Barcelos. Ritter residia na Vila Augusta,
prédio que atualmente abriga o curso de medicina da UFPel e foi o responsável pelo plantio
dos eucaliptos na Av. Duque de Caxias, o que ocorreu em 1905. Embora fosse um
industrialista, possuía bastante interesse pela área de História Natural, tendo confeccionado
quadros que apresentam mosaicos feitos a partir de insetos e possuindo uma extensa
coleção de aves taxidermizadas. Com a sua morte, em 1926, a sua esposa doou o seu
acervo à antiga Escola de Agronomia. Quando a UFPel foi criada, em 1969, a Escola de
Agronomia foi vinculada à instituição, e o acervo de Carlos Ritter foi incorporado à
Universidade, passando a compor parte do acervo do Museu da UFPel, que, na época, não
possuía a atual designação.
Embora inicialmente fosse composto por diferentes coleções, já era “quase
essencialmente zoológico, contendo mais de 500 exemplares empalhados de aves e
mamíferos, possuindo também uma valiosa e antiga coleção entomológica”3. No período
referente a primeira década de existência do MCNCR as informações são um pouco
escassas, e às vezes contraditórias. Inicialmente, o Museu da Universidade, que se
localizava na antiga sede da Escola de Agronomia4, era vinculado ao Departamento de
Zoologia5. Em 1977, com a criação da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), o museu passou a
ser vinculado ao órgão. No decorrer das gestões, a PRE passou por diferentes
estruturações, como é destacado por Rocha (2018). Nestas estruturas, somente no ano de
1986 é que o museu surge com a designação Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter,
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Boletim “Um semestre de extensão na Universidade Federal de Pelotas”, de 1977.
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Nesta época o edifício abrigava o prédio da reitoria da UFPel, abrigando, posteriormente, o Instituto
de Ciências Humanas (ICH) da Universidade. Atualmente o prédio abriga o Museu de Arte Leopoldo
Gotuzzo (MALG).
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Of. Pr. 221/1984.
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tendo sido inicialmente, no âmbito da PRE, apenas Museu (1977), e em um segundo
momento, Museu e Pinacoteca (1982).
Conforme algumas matérias de jornal do final da década de 1980, o museu
funcionou até o ano de 1978 e depois fechou suas portas por 10 anos, reabrindo apenas em
1988. No entanto, documentos encontrados no museu dos anos de 1979 e 1980 colocam
essa informação em dúvida. Conforme o documento datado de 30/10/1979, o então diretor,
Dirceu Pires Terres, solicitou ao então Pró-Reitor de Extensão, José Passos de Magalhães,
a transferência de um vigilante lotado no Instituto de Ciências Humanas (ICH) para o museu
para a realização de atividades como recepção de visitantes e serviços de limpeza e
conservação, alegando a necessidade em razão do aumento de visitação naquela época do
ano. O documento de 1980 também menciona a necessidade de alguém para a limpeza,
alegando que o museu esteve fechado durante as férias, e também da necessidade de
alguém para recepcionar os visitantes. Estes documentos indicam alguma atividade nesse
período, o que reforça a necessidade de pesquisas que esclareçam a atuação relativa à
essa década.
Em 1982 ocorreu a transferência do acervo para a FAEM. Conforme entrevista
realizada por Rocha (2018) com Renato Luiz Melo Varoto, Pró-Reitor de Extensão de 1984
a 1988, o MCNCR “funcionava no primeiro piso da Faculdade de Agronomia, numa sala
pequena, reunindo tudo, assim, empilhado. Instalei-o em um prédio próprio, com catálogo
próprio” (VAROTO, 2017, apud ROCHA, 2018, p. 127). Durante esse período, foi realizado o
restauro de algumas peças do acervo e diversas outras atividades que visavam a
qualificação do museu, como a elaboração do inventário, a proposta de Regimento Interno e
propostas de projetos para a instalação do museu em local adequado para a realização das
suas atividades. Em 15 de setembro de 1988 ocorreu a reabertura do museu no prédio
localizado na rua Félix da Cunha, nº 4646. Porém, em razão do prédio apresentar danos em
seu telhado7, foi necessário procurar instalações mais adequadas às atividades museais.
Sendo assim, o museu foi inaugurado em 29 de outubro de 1990 na rua Marechal Deodoro,
nº 823, local em que permaneceu até o ano de 2010. Nesse período, o museu passou a
contar com animais vivos em sua coleção, como cobras e aranhas. Também nessa época, a
instituição passou a prestar um importante serviço à comunidade, que foi o assessoramento
na identificação de animais peçonhentos, e também identificação da fauna nas zonas rural e
urbana, tornando-se referência no assunto. Além disso, o museu possuía uma forte atuação
junto à comunidade, participando de diversos eventos externos à sua sede, buscando levar
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Diário Popular, 17/09/1988.
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Diário Popular, 25/10/1990.
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orientação à população “quanto aos cuidados que devem ser tomados com acidentes com
esse tipo de animais”8.
Em 1991 o museu passou a ser vinculado ao Instituto de Biologia, tornando-se órgão
suplementar dessa unidade9. Ao longo do período em que o MCNCR esteve instalado no
prédio da Deodoro, foram realizadas muitas atividades. No entanto, com o passar do tempo
e falta de manutenção, a casa começou a deteriorar-se sendo necessário que se voltasse a
procurar um novo local para o seu funcionamento. Em 2010 o museu mudou-se para a rua
Barão de Santa Tecla, nº 576. Esse espaço apresentava diversos problemas para as
atividades museológicas, desde a área expositiva, que não oferecia muitas possibilidades,
até o espaço de reserva técnica, que era pequeno para comportar os itens da coleção, que,
por esse motivo, ficavam quase todos em exposição. A localização também era um fator
problemático, pois não garantia boa visibilidade, muitas vezes passando despercebido por
quem circulava próximo ao local. Além disso, o prédio também possuía problemas
estruturais, como goteiras.
Foi então que, no ano de 2019, o museu instalou-se no prédio em que encontra-se
atualmente, com uma localização privilegiada no Centro Histórico da cidade de Pelotas,
estando mais próximo dos demais museus da universidade e de outros espaços culturais do
município. No entanto, embora a localização represente uma vantagem, o prédio em que o
museu se encontra atualmente não é próprio da universidade, não oferecendo assim
garantias de permanência do museu nesse espaço.
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Diário Popular, 11/07/1999.
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Ata nº 05/91 do Conselho Universitário da Universidade Federal de Pelotas.
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desenvolvimento das atividades, pois, além das especificidades relacionadas à função
social dos museus de adquirir, salvaguardar e comunicar o patrimônio, agrega-se os
elementos que se configuram como os pilares da formação superior: o ensino, a pesquisa e
a extensão. Sendo assim, por se tratar de um museu universitário, tem o envolvimento de
professores, estudantes e técnicos da UFPel desenvolvendo diversas atividades nos
espaços da instituição, o que incrementa e expande o seu potencial de divulgação científica.
Entretanto, ainda há um grande potencial a ser explorado para o estabelecimento de
atividades em colaboração entre os diferentes cursos da universidade e o museu.
O principal público frequentador do MCNCR é constituído por estudantes do ensino
fundamental e médio, de escolas de Pelotas e região. Além das visitas periódicas à exibição
permanente, existe um grande acréscimo no número de visitantes a cada exposição
temporária apresentada pelo museu. Estas exposições são organizadas por colaboradores,
em geral professores da UFPel que possuem projetos de ensino, pesquisa ou extensão em
temas relacionados ao MCNCR e à biodiversidade da região.
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2. Planejamento conceitual
2.1. Missão
Conservar, documentar, pesquisar, comunicar e popularizar o patrimônio da área das
ciências naturais, ou áreas correlatas, buscando o estímulo de forma dialógica à reflexão e
ao pensamento crítico da sociedade com relação à importância da conservação da
biodiversidade.
2.2. Visão
Ser uma referência para a pesquisa, conservação e divulgação da biodiversidade do bioma
Pampa se caracterizando também como um centro de difusão da importância da
conservação da biodiversidade e educação ambiental.
2.3. Valores
● Compromisso com o meio ambiente;
● Compromisso com a dimensão social buscando cooperação com os diferentes
setores e grupos sociais;
● Responsabilidade e ética no tratamento e salvaguarda das coleções sob tutela do
Museu;
● Respeito à diversidade de públicos e comprometimento com a comunidade da Costa
Doce;
● Gestão transparente e participativa com a valorização da equipe de trabalho.
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3. Diagnóstico
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4. Objetivos estratégicos
● Salvaguardar o acervo através da pesquisa, documentação e conservação das
coleções;
● Entender as necessidades dos diferentes tipos de público que frequentam o museu
para adequar o atendimento;
● Adequação dos espaços internos do museu e aquisição de materiais e
equipamentos, que possibilitem o pleno funcionamento das atividades e demandas
do museu;
● Treinamento de todos os membros da equipe do museu (TAEs, professores,
profissionais terceirizados e estagiários) de acordo com as diferentes necessidades
e funções desenvolvidas na instituição;
● Desenvolvimento de documentos que estabeleçam critérios, rotinas e protocolos
para as diferentes atividades do museu;
● Estabelecer formas de aquisição de orçamento próprio para suprir as demandas do
museu;
● Compreender a história de Carlos Ritter e da coleção do MCNCR desde a sua
institucionalização;
● Promover a participação de diferentes segmentos da sociedade, buscando ser mais
atuante com as questões sociais da atualidade;
● Estabelecer convênios e parcerias com entidades e instituições que colaborem com
as ações desenvolvidas no MCNCR;
● Proporcionar condições de acesso ao museu e ao acervo do MCNCR;
● Promover iniciativas voltadas para a educação ambiental.
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5. Programas
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O Conselho Técnico do MCNCR é formado pelo chefe do museu, por um assistente em
administração do museu, por um museólogo e/ou conservador-restaurador do museu, por um
professor de cada departamento do Instituto de Biologia da UFPel (Departamento de Botânica,
Departamento de Ecologia, Zoologia e Genética, Departamento de Fisiologia e Farmacologia,
Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Departamento de Morfologia), por um representante
discente do curso de Ciências Biológicas da UFPel, por um membro da Associação de Amigos do
MCNCR.
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Metas para o Programa Institucional:
● Aquisição e instalação em prédio próprio;
● Estabelecer medidas de aquisição de orçamento próprio conforme estabelecido no
Programa de Financiamento e Fomento;
● Estabelecer e fortalecer parcerias institucionais:
➢ Buscar parceria com demais cursos da UFPel e fortalecer as parcerias já
estabelecidas;
➢ Buscar parcerias com grupos, ongs, coletivos, entidades, entre outros, que
trabalhem com diferentes vertentes sociais;
➢ Fortalecer a parceria com escolas do município, buscando ofertar atividades
condizentes com os objetivos das visitas;
➢ Buscar parceria com municípios da região e fortalecer as parcerias já
realizadas com os municípios vizinhos para atuação em feiras e mostras que
possuam temáticas dentro da área de atuação do museu;
➢ Fortalecer a parceria com a Rede de Museus e com a Pró-Reitoria de
Extensão e Cultura (PREC).
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Além dos funcionários que atuam diretamente no museu, a instituição também conta
com chefe e vice-chefe, que são docentes do Instituto de Biologia da UFPel eleitos pela
comunidade acadêmica desta unidade, e com o Conselho Técnico Científico, que trata-se
de um conselho consultivo composto por professores do Instituto de Biologia, sendo um
representante da cada departamento da unidade.
Há ainda a atuação de alunos de variados cursos da UFPel, tanto na realização de
estágios obrigatórios, como na realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão. A
carga horária desses alunos varia de 8 a 16 horas de trabalho semanal, conforme as
necessidades de cada curso. Embora haja uma quantidade considerável de alunos atuando
no museu, não há, no momento, a concessão de bolsas para essa atividade.
Tendo em vista que “diferentes trabalhadores, com diferentes níveis de formação e
diferentes especializações, atuam nos museus” (CHAGAS E NASCIMENTO JÚNIOR, 2009,
p. 21) e que essa dinâmica resulta no funcionamento otimizado das instituições museais, o
MCNCR carece de mais funcionários.
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estruturações dentro da instituição e esteve ligado à diversos profissionais de várias áreas e
com distintos interesses, pode-se presumir que isso é o que provavelmente reverberou na
atual desorganização, já que a formação de acervos de forma desordenada e sem diretrizes
reflete em coleções sem informações e, portanto, difíceis de gerir.
O acervo existente atualmente no MCNCR é constituído de uma expressiva
quantidade de objetos, que são, majoritariamente, itens da área de ciências biológicas. A
maior parte do acervo é zoológico, sendo composto, de exemplares da área ornitológica,
entomológica, malacológica, herpetológica, carcinológica, ictiológica e mastozoológica.
Dentro dessas tipologias, a apresentação do acervo se dá de formas variadas, sendo, em
alguns casos, conservadas apenas a pele ou os ossos dos animais. No entanto, na maior
parte do acervo, há uma apresentação do animal taxidermizado, respeitando o aspecto que
possuía em vida. Ainda dentro da área de ciências naturais, o museu conta com uma
importante coleção de acervo paleontológico. Há também um acervo histórico composto por
documentos e livros, cuja maior parte pertenceu à Ceslau Maria Biezanko, importante
pesquisador e professor da Escola de Agronomia que faleceu em 1986.
O acervo mencionado encontra-se nas dependências do MCNCR, mas há, no
entanto, parte do acervo que encontra-se nos laboratórios do campus Capão do Leão, do
qual não há registro nenhum, sendo necessário que seja efetuado um levantamento.
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professores e alunos dessas áreas;
● Instalação de câmeras de segurança nas salas expositivas e reserva técnica da
instituição.
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um pouco do que ocorre não só no interior do museu, mas também o que ocorre no âmbito
da universidade para atividades que extrapolam os muros do seu local físico.
As exposições temporárias realizadas por terceiros no espaço do museu e as
exposições itinerantes necessitam de critérios e parâmetros que padronizem e intermediem
as ações realizadas com o acervo.
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ambientes da instituição, e o próprio Museu também é receptivo às propostas que chegam
das diferentes áreas do conhecimento que se utilizam do espaço.
Além disso, o MCNCR promove exposições, participa de eventos e desenvolve
atividades em datas comemorativas, sempre buscando manter um caráter socioambiental,
estando alinhado com o objetivo do museu. Essa variedade de ações permite maior contato
com um público variado, buscando fazer com que o discurso seja difundido de forma mais
ampla.
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será a base para as ações de extroversão que serão estabelecidas nesse espaço. No caso
do MCNCR, o histórico, tanto institucional, como do patrono e do acervo, é falho e possui
algumas contradições, o que demonstra a necessidade da realização de pesquisas que
esclareçam a real trajetória do museu desde sua inauguração em 1970, da vida e acervo de
Carlos Ritter e das demais coleções do museu, das quais pouco ou nada se sabe.
● Pesquisadores externos
A UFPel possui diversos cursos, e embora o MCNCR seja um museu de ciências
naturais, o seu acervo, bem como as atividades desenvolvidas no seu âmbito, possuem
potencial para realização de trabalhos e pesquisas nas mais diversas áreas do
conhecimento, sendo muito importante que se pense em alternativas para atrair diferentes
pesquisadores. No entanto, vale ressaltar que devem ser estabelecidos critérios e criados
documentos para o acesso às coleções e para o desenvolvimento dessas pesquisas, de
forma a proteger as coleções da instituição.
● Pesquisa de público
A realização de pesquisa de estudo de público é importante no âmbito dos museus
por diversas razões. A partir das análises realizadas é possível traçar não só a quantidade
do público visitante do museu, mas também o perfil do público, a forma com que a
exposição está sendo recebida, entre outras questões relevantes para verificar se as
atividades propostas estão cumprindo o papel pretendido. No MCNCR a única forma que é
utilizada para realização do estudo de público trata-se do livro de visitantes, que recolhe as
seguintes informações: nome, profissão e cidade de origem. A partir dessas informações é
possível realizar uma análise quantitativa, e também saber um pouco a respeito do perfil do
público. Embora essa seja uma maneira importante de registro e análise do visitante, é
necessário que sejam adotados outros métodos para realização desse estudo, como por
exemplo, através de questionários produzidos especificamente para determinadas
exposições.
Com relação ao número de público, a tabela a seguir apresenta a quantidade de
visitantes que o museu recebeu por ano desde 1998:
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Ano Número de visitantes Ano Número de visitantes
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● Elaborar os procedimentos de acesso aos dados do acervo à pesquisadores
externos;
● Definir as contrapartidas dos pesquisadores externos para a realização de seus
projetos com o acervo do MCNCR.
Pesquisa de público
● Realizar estudo para caracterização do público visitante, tendo como fonte de dados
os registros existentes nos livros de visitação;
● Criar mecanismos de consulta sobre a percepção dos visitantes a respeito das
atividades e estrutura do MCNCR, como livro de sugestões junto à portaria do
MCNCR e QR Code para formulário digital.
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Figura 04: Planta baixa térreo.
Fonte: Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter.
Faz-se necessário que sejam realizadas algumas adaptações para melhor acomodar
as atividades realizadas no MCNCR. As salas expositivas possuem muitas janelas, o que
ocasiona na incidência de luz solar do acervo em exposição. Além disso, alguns espaços
expositivos necessitam de uma iluminação mais eficiente para não interferir na fruição da
visita. A reserva técnica do MCNCR não possui acessibilidade, além de não oferecer
segurança para o acervo e nem a possibilidade de controle ambiental do espaço. Por fim,
não há, atualmente, um local próprio para a instalação de um laboratório em que possam
ser realizados os processos de taxidermia, de conservação do acervo e a guarda dos
produtos químicos.
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Metas para o Programa Arquitetônico-urbanístico:
● Adequação dos espaços para atender as necessidades do MCNCR através do
desenvolvimento de projeto para consolidação de um laboratório de taxidermia e
adequação da Reserva Técnica e sala dos estagiários;
● Desenvolvimento de projeto luminotécnico para a área expositiva através de parceria
com a FAUrb;
● Implementação de sinalização de circulação no museu;
● Buscar, junto aos setores competentes da UFPel e ao proprietário do imóvel,
soluções para os problemas de manutenção da edificação.
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Já a localização do MCNCR se caracteriza como um ponto positivo no que diz
respeito à segurança do museu, pois o prédio encontra-se no Centro Histórico da cidade,
que se trata de um local bem iluminado e com policiamento frequente, inclusive no período
noturno.
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Museológico, Projeto de Pesquisa Vida e Acervo de Carlos Ritter, Projeto de
Extensão Museu como instrumento de formação em Ciências Naturais com o público
escolar);
● Acompanhamento e participação em editais de fomento
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● Ampliação da inserção nas mídias sociais, tendo em vista dinamizar as redes sociais
do MCNCR, principalmente produzindo conteúdo para o Twitter e Youtube, que têm
sido as redes menos utilizadas pelo MCNCR (buscando sempre atender a questão
da acessibilidade da informação);
● Produção de conteúdo de divulgação do acervo;
● Incentivo aos alunos atuantes no MCNCR para produção e apresentação de
trabalhos referentes às atividades desenvolvidas no museu em eventos acadêmicos;
● Criação de um grupo de trabalho voltado à comunicação externa do MCNCR.
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● Buscar estabelecer parcerias com grupos, ONGs, coletivos, entidades, entre outros,
que trabalhem com questões socioambientais;
● Realização do gerenciamento dos resíduos do MCNCR;
● Realização do treinamento das equipes de trabalho do MCNCR (técnicos,
terceirizados, estagiários) relativo às questões voltadas ao tema socioambiental;
● Produção de conteúdo para as redes sociais referentes à temática socioambiental;
● Fortalecimento das ações de Educação Ambiental, envolvendo o público visitante do
MCNCR e a comunidade acadêmica da UFPel.
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Dimensão Meta Prazo Status
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O treinamento para mediadores que ocorre semestralmente conta com treinamento para
acessibilidade atitudinal, no entanto, o treinamento ainda não ocorreu com os funcionários
terceirizados.
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Foram realizadas algumas atividades, mas nenhuma parceria oficial.
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Precisa ser revisado e atualizado.
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Foi implementado no Instagram e Facebook.
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● Treinamento da equipe (técnicos, terceirizados e estagiários) para acessibilidade
atitudinal;
● Desenvolvimentos de jogos e atividades acessibilizadas;
● Investir em equipamentos de acessibilidade;
● Instalação de sinalização sonora na portaria;
● Acessibilização das Redes sociais.
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Referências
NOBRE, Desirée; DUARTE, Ana Paula dos Santos; SOARES, Larissa Gouvea. Programa
de Acessibilidade do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter (2020 - 2022).
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