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Plano Museológico Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter

O Plano Museológico do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter, da Universidade Federal de Pelotas, é um documento estratégico que orienta as ações do museu entre 2024 e 2028, abordando sua missão, visão, valores e programas de atuação. O museu, fundado em 1970, possui um acervo significativo em ciências biológicas e busca promover a conservação da biodiversidade através de atividades educativas e culturais. O plano também atende à legislação vigente sobre museus, visando a gestão e desenvolvimento contínuo da instituição.
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O Plano Museológico do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter, da Universidade Federal de Pelotas, é um documento estratégico que orienta as ações do museu entre 2024 e 2028, abordando sua missão, visão, valores e programas de atuação. O museu, fundado em 1970, possui um acervo significativo em ciências biológicas e busca promover a conservação da biodiversidade através de atividades educativas e culturais. O plano também atende à legislação vigente sobre museus, visando a gestão e desenvolvimento contínuo da instituição.
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Plano Museológico

MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS


CARLOS RITTER - IB/UFPel
2024 - 2028
Ficha Técnica

Universidade Federal de Pelotas


Reitora: Úrsula Rosa da Silva
Vice-Reitora: Eraldo dos Santos Pinheiro

Instituto de Biologia
Diretor: Luiz Fernando Minello
Vice Diretor: Gilson de Mendonça

Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter


Chefe: Cristiano Agra Iserhard
Subchefe: Luiz Ernesto Costa Schmidt
Assistente Administrativo: Carolina Peraça Silveira
Museóloga: Lisiane Gastal Pereira
Biólogo: Felipe Diehl
Técnica de Laboratório: Heloísa Helena Campelo Rodrigues da Rocha
Técnico em Anatomia e Necropsia: Mauro Mascarenhas
Vigia: Antônio Augusto da Silva Azambuja, Bianca Torres Brauner, Claudioperi Anselmo
Silva da Silva, Luciano Rogério Garcia Flores, Luiz Fernando Alves Amaral.
Portaria: Bianca Melo e Amanda Santos Soares
Higienização: Marilaine Borges Schmalfuss

1
Sumário

Plano Museológico do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter​ 3


1. Caracterização​ 4
1.1. Apresentação​ 4
1.2. Histórico​ 7
1.3. Descrição e atuação do museu​ 9
2. Planejamento conceitual​ 11
2.1. Missão​ 11
2.2. Visão​ 11
2.3. Valores​ 11
3. Diagnóstico​ 12
4. Objetivos estratégicos​ 13
5. Programas​ 14
5.1. Programa Institucional​ 14
5.2. Programa de Gestão de pessoas​ 15
5.3. Programa de Acervos​ 16
5.4. Programa de Exposições​ 18
5.5. Programa Educativo e cultural​ 19
5.6. Programa de Pesquisa​ 20
5.7. Programa Arquitetônico-urbanístico​ 23
5.8. Programa de Segurança​ 25
5.9. Programa de Financiamento e Fomento​ 26
5.10. Programa de Comunicação​ 26
5.11. Programa Socioambiental​ 27
5.12. Programa de Acessibilidade universal​ 28

2
Plano Museológico do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter

​ O presente documento trata-se do Plano Museológico do Museu de Ciências


Naturais Carlos Ritter. De caráter global e integrador, o Plano Museológico configura-se
como um importante documento de gestão que é utilizado como uma ferramenta norteadora
das ações que serão realizadas pelo museu durante os próximos anos, apresentando
estratégias para a atuação da instituição nos seus diferentes programas.
​ O Plano Museológico também atende a legislação da área, conforme estabelece o
Estatuto dos Museus, instituído pela Lei 11.904, de 14 de janeiro de 2009 e regulamentado
pelo Decreto Nº 8.124, de 17 de outubro de 2013, que no artigo 44 determina que “é dever
dos museus elaborar e implementar o Plano Museológico”.
Para realização do documento foi realizado previamente o diagnóstico do museu, o
que permitiu uma leitura clara da instituição como um todo e o apontamento dos principais
problemas, dando as bases para o estabelecimento das estratégias aqui apresentadas. A
partir do diagnóstico, foi montada uma comissão que realizou reuniões regulares para
estabelecer as estratégias que serão adotadas.
O documento contempla a caracterização da instituição, através do seu histórico e
área de atuação, o planejamento conceitual, que define a missão, visão e valores do
museu, a apresentação do diagnóstico, através da tabela SWOT1, os objetivos estratégicos
e o detalhamento das ações a serem realizadas distribuídas conforme os programas:
institucional, de gestão de pessoas, de acervos, de exposição, educativo e cultural, de
pesquisa, arquitetônico-urbanístico, de segurança, de financiamento e fomento, de
comunicação, socioambiental e de acessibilidade universal.

1
A análise SWOT constitui-se em uma ferramenta de planejamento estratégico que resulta da
observação de quatro fatores: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (em inglês Strengths,
Weaknesses, Opportunities e Threats).

3
1.​ Caracterização

1.1. Apresentação
O Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter (MCNCR) trata-se de um museu
universitário vinculado ao Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel),
localizado no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Detentor de uma expressiva e
importante coleção ligada à área das ciências biológicas, o MCNCR possui um grande
potencial de despertar o interesse do público e propor um diálogo com a sociedade relativo
à importância da conservação da biodiversidade.
Atualmente, o museu localiza-se no Centro Histórico da cidade, junto à Praça
Coronel Pedro Osório, nº 01 (fig. 01). A região em que o museu está inserido faz parte da
Zona de Preservação do Patrimônio Cultural do Sítio do 2º Loteamento de Pelotas2 (fig. 02)
e desde 2018 pertence ao Conjunto Histórico de Pelotas, reconhecido pelo Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O prédio em que o museu está instalado
(Fig. 03) trata-se de um conjunto de casas geminadas de corredor lateral, rebatidas, com
acesso central, sugerindo uma casa única. Foram construídas pelo Comendador Joaquim
Assumpção para suas filhas Judith e Francisca Augusta Assumpção, respectivamente em
1911 e 1912. O projeto foi trazido da Inglaterra e a construção ficou a cargo de Caetano
Casaretto. O prédio está inserido na região de tombamento que abrange a Praça Coronel
Pedro Osório. Também se insere no conjunto de obras do ecletismo historicista de Pelotas.

Figura 01: Vista zenital da Praça Coronel Pedro Osório com a indicação (flecha em vermelho) da
localização do edifício do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter.
Fonte: Pelotas Turismo.
2
Lei 4568/2000.

4
Figura 02: ZPPC 2 - Sítio do Segundo Loteamento de Pelotas.
Fonte: Aplicativo GeoPelotas.

Figura 03: Fachada do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter.


Fonte: Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter.

5
1.2. Histórico
Aberto ao público em 21 de maio de 1970, a história do MCNRC teve início com a
criação da UFPel, o que ocorreu em 16 de dezembro de 1969, quando o decreto nº 65.881
aprovou o Estatuto da UFPel. Foi então estabelecido no artigo 57 que o Museu da UFPel se
configura como um órgão suplementar da instituição. No entanto, embora a história do
museu tenha um pouco mais de cinquenta anos, o acervo pertencente ao patrono que deu
origem ao museu foi doado para a então Escola de Agronomia e Veterinária Eliseu Maciel
no ano de 1926, após o falecimento do industrialista e naturalista autodidata Carlos Ritter.
Filho de imigrantes alemães, Carlos Ritter nasceu em São Leopoldo/RS no ano de
1851. Sua família trabalhava na indústria no ramo de produção de cerveja, área seguida por
Ritter que, em 1870 mudou-se para a cidade de Pelotas e, ainda no início da década,
fundou a Cervejaria Carlos Ritter, que ficava localizada inicialmente na atual rua Tiradentes
junto à margem do Canal de Santa Bárbara, mudando-se posteriormente para a atual rua
Marechal Floriano, junto à atual Praça Cipriano Barcelos. Ritter residia na Vila Augusta,
prédio que atualmente abriga o curso de medicina da UFPel e foi o responsável pelo plantio
dos eucaliptos na Av. Duque de Caxias, o que ocorreu em 1905. Embora fosse um
industrialista, possuía bastante interesse pela área de História Natural, tendo confeccionado
quadros que apresentam mosaicos feitos a partir de insetos e possuindo uma extensa
coleção de aves taxidermizadas. Com a sua morte, em 1926, a sua esposa doou o seu
acervo à antiga Escola de Agronomia. Quando a UFPel foi criada, em 1969, a Escola de
Agronomia foi vinculada à instituição, e o acervo de Carlos Ritter foi incorporado à
Universidade, passando a compor parte do acervo do Museu da UFPel, que, na época, não
possuía a atual designação.
Embora inicialmente fosse composto por diferentes coleções, já era “quase
essencialmente zoológico, contendo mais de 500 exemplares empalhados de aves e
mamíferos, possuindo também uma valiosa e antiga coleção entomológica”3. No período
referente a primeira década de existência do MCNCR as informações são um pouco
escassas, e às vezes contraditórias. Inicialmente, o Museu da Universidade, que se
localizava na antiga sede da Escola de Agronomia4, era vinculado ao Departamento de
Zoologia5. Em 1977, com a criação da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), o museu passou a
ser vinculado ao órgão. No decorrer das gestões, a PRE passou por diferentes
estruturações, como é destacado por Rocha (2018). Nestas estruturas, somente no ano de
1986 é que o museu surge com a designação Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter,

3
Boletim “Um semestre de extensão na Universidade Federal de Pelotas”, de 1977.
4
Nesta época o edifício abrigava o prédio da reitoria da UFPel, abrigando, posteriormente, o Instituto
de Ciências Humanas (ICH) da Universidade. Atualmente o prédio abriga o Museu de Arte Leopoldo
Gotuzzo (MALG).
5
Of. Pr. 221/1984.

6
tendo sido inicialmente, no âmbito da PRE, apenas Museu (1977), e em um segundo
momento, Museu e Pinacoteca (1982).
Conforme algumas matérias de jornal do final da década de 1980, o museu
funcionou até o ano de 1978 e depois fechou suas portas por 10 anos, reabrindo apenas em
1988. No entanto, documentos encontrados no museu dos anos de 1979 e 1980 colocam
essa informação em dúvida. Conforme o documento datado de 30/10/1979, o então diretor,
Dirceu Pires Terres, solicitou ao então Pró-Reitor de Extensão, José Passos de Magalhães,
a transferência de um vigilante lotado no Instituto de Ciências Humanas (ICH) para o museu
para a realização de atividades como recepção de visitantes e serviços de limpeza e
conservação, alegando a necessidade em razão do aumento de visitação naquela época do
ano. O documento de 1980 também menciona a necessidade de alguém para a limpeza,
alegando que o museu esteve fechado durante as férias, e também da necessidade de
alguém para recepcionar os visitantes. Estes documentos indicam alguma atividade nesse
período, o que reforça a necessidade de pesquisas que esclareçam a atuação relativa à
essa década.
Em 1982 ocorreu a transferência do acervo para a FAEM. Conforme entrevista
realizada por Rocha (2018) com Renato Luiz Melo Varoto, Pró-Reitor de Extensão de 1984
a 1988, o MCNCR “funcionava no primeiro piso da Faculdade de Agronomia, numa sala
pequena, reunindo tudo, assim, empilhado. Instalei-o em um prédio próprio, com catálogo
próprio” (VAROTO, 2017, apud ROCHA, 2018, p. 127). Durante esse período, foi realizado o
restauro de algumas peças do acervo e diversas outras atividades que visavam a
qualificação do museu, como a elaboração do inventário, a proposta de Regimento Interno e
propostas de projetos para a instalação do museu em local adequado para a realização das
suas atividades. Em 15 de setembro de 1988 ocorreu a reabertura do museu no prédio
localizado na rua Félix da Cunha, nº 4646. Porém, em razão do prédio apresentar danos em
seu telhado7, foi necessário procurar instalações mais adequadas às atividades museais.
Sendo assim, o museu foi inaugurado em 29 de outubro de 1990 na rua Marechal Deodoro,
nº 823, local em que permaneceu até o ano de 2010. Nesse período, o museu passou a
contar com animais vivos em sua coleção, como cobras e aranhas. Também nessa época, a
instituição passou a prestar um importante serviço à comunidade, que foi o assessoramento
na identificação de animais peçonhentos, e também identificação da fauna nas zonas rural e
urbana, tornando-se referência no assunto. Além disso, o museu possuía uma forte atuação
junto à comunidade, participando de diversos eventos externos à sua sede, buscando levar

6
Diário Popular, 17/09/1988.
7
Diário Popular, 25/10/1990.

7
orientação à população “quanto aos cuidados que devem ser tomados com acidentes com
esse tipo de animais”8.
Em 1991 o museu passou a ser vinculado ao Instituto de Biologia, tornando-se órgão
suplementar dessa unidade9. Ao longo do período em que o MCNCR esteve instalado no
prédio da Deodoro, foram realizadas muitas atividades. No entanto, com o passar do tempo
e falta de manutenção, a casa começou a deteriorar-se sendo necessário que se voltasse a
procurar um novo local para o seu funcionamento. Em 2010 o museu mudou-se para a rua
Barão de Santa Tecla, nº 576. Esse espaço apresentava diversos problemas para as
atividades museológicas, desde a área expositiva, que não oferecia muitas possibilidades,
até o espaço de reserva técnica, que era pequeno para comportar os itens da coleção, que,
por esse motivo, ficavam quase todos em exposição. A localização também era um fator
problemático, pois não garantia boa visibilidade, muitas vezes passando despercebido por
quem circulava próximo ao local. Além disso, o prédio também possuía problemas
estruturais, como goteiras.
Foi então que, no ano de 2019, o museu instalou-se no prédio em que encontra-se
atualmente, com uma localização privilegiada no Centro Histórico da cidade de Pelotas,
estando mais próximo dos demais museus da universidade e de outros espaços culturais do
município. No entanto, embora a localização represente uma vantagem, o prédio em que o
museu se encontra atualmente não é próprio da universidade, não oferecendo assim
garantias de permanência do museu nesse espaço.

​ Museus de ciências naturais são responsáveis por coletar, estudar e se


responsabilizar pela guarda e manutenção de acervos biológicos (PEIXOTO, 2003). Tendo
em vista que os museus são lugares vocacionados para a comunicação dos acervos e das
informações a eles atreladas, esses espaços se caracterizam também como ferramentas
educativas de alto impacto. Dessa forma, essas instituições se configuram como locais
privilegiados para comunicar e tornar os resultados das pesquisas científicas acessíveis à
comunidade de diferentes formas, possibilitando o conhecimento sobre a biodiversidade e
contribuindo para a sua preservação.
O MCNCR é uma instituição antiga dentro da Universidade Federal de Pelotas e tem
tradicionalmente o reconhecimento da comunidade de Pelotas e região. O museu, que se
formou a partir da coleção de Carlos Ritter, se caracteriza essencialmente por acervos
zoológicos. O fato de se tratar de um museu universitário acarreta em especificidades na
instituição que são próprias do universo acadêmico e que irão influenciar no

8
Diário Popular, 11/07/1999.
9
Ata nº 05/91 do Conselho Universitário da Universidade Federal de Pelotas.

8
desenvolvimento das atividades, pois, além das especificidades relacionadas à função
social dos museus de adquirir, salvaguardar e comunicar o patrimônio, agrega-se os
elementos que se configuram como os pilares da formação superior: o ensino, a pesquisa e
a extensão. Sendo assim, por se tratar de um museu universitário, tem o envolvimento de
professores, estudantes e técnicos da UFPel desenvolvendo diversas atividades nos
espaços da instituição, o que incrementa e expande o seu potencial de divulgação científica.
Entretanto, ainda há um grande potencial a ser explorado para o estabelecimento de
atividades em colaboração entre os diferentes cursos da universidade e o museu.
O principal público frequentador do MCNCR é constituído por estudantes do ensino
fundamental e médio, de escolas de Pelotas e região. Além das visitas periódicas à exibição
permanente, existe um grande acréscimo no número de visitantes a cada exposição
temporária apresentada pelo museu. Estas exposições são organizadas por colaboradores,
em geral professores da UFPel que possuem projetos de ensino, pesquisa ou extensão em
temas relacionados ao MCNCR e à biodiversidade da região.

9
2.​ Planejamento conceitual
2.1. Missão
Conservar, documentar, pesquisar, comunicar e popularizar o patrimônio da área das
ciências naturais, ou áreas correlatas, buscando o estímulo de forma dialógica à reflexão e
ao pensamento crítico da sociedade com relação à importância da conservação da
biodiversidade.

2.2. Visão
Ser uma referência para a pesquisa, conservação e divulgação da biodiversidade do bioma
Pampa se caracterizando também como um centro de difusão da importância da
conservação da biodiversidade e educação ambiental.

2.3. Valores
●​ Compromisso com o meio ambiente;
●​ Compromisso com a dimensão social buscando cooperação com os diferentes
setores e grupos sociais;
●​ Responsabilidade e ética no tratamento e salvaguarda das coleções sob tutela do
Museu;
●​ Respeito à diversidade de públicos e comprometimento com a comunidade da Costa
Doce;
●​ Gestão transparente e participativa com a valorização da equipe de trabalho.

10
3.​ Diagnóstico

11
4.​ Objetivos estratégicos
●​ Salvaguardar o acervo através da pesquisa, documentação e conservação das
coleções;
●​ Entender as necessidades dos diferentes tipos de público que frequentam o museu
para adequar o atendimento;
●​ Adequação dos espaços internos do museu e aquisição de materiais e
equipamentos, que possibilitem o pleno funcionamento das atividades e demandas
do museu;
●​ Treinamento de todos os membros da equipe do museu (TAEs, professores,
profissionais terceirizados e estagiários) de acordo com as diferentes necessidades
e funções desenvolvidas na instituição;
●​ Desenvolvimento de documentos que estabeleçam critérios, rotinas e protocolos
para as diferentes atividades do museu;
●​ Estabelecer formas de aquisição de orçamento próprio para suprir as demandas do
museu;
●​ Compreender a história de Carlos Ritter e da coleção do MCNCR desde a sua
institucionalização;
●​ Promover a participação de diferentes segmentos da sociedade, buscando ser mais
atuante com as questões sociais da atualidade;
●​ Estabelecer convênios e parcerias com entidades e instituições que colaborem com
as ações desenvolvidas no MCNCR;
●​ Proporcionar condições de acesso ao museu e ao acervo do MCNCR;
●​ Promover iniciativas voltadas para a educação ambiental.

12
5.​ Programas

5.1. Programa Institucional


Em razão de ser um museu da UFPel, o MCNCR se configura como uma instituição
pública ligada ao governo federal. Isso reverbera em questões relacionadas à
administração, como dotação orçamentária e contratação de funcionários, pois o museu se
submete às normas que estão estabelecidas na instituição.
Com relação aos documentos que chancelam o seu funcionamento, não foi
encontrado o documento de sua criação, havendo apenas o Estatuto da UFPel como
documento que indica a criação do museu na instituição. Já a sua vinculação foi
estabelecida por decisão do Conselho Universitário (CONSUN) da UFPel em reunião
realizada em 26/11/1991, que vinculou o museu ao Instituto de Biologia, caracterizando-o
como um órgão suplementar desta unidade.
O MCNCR é gerido por um chefe e um subchefe, professores do Instituto de
Biologia, eleitos por votação direta. Os cargos de chefia são temporários e desenvolvidos
em paralelo às demais atividades docentes. O museu possui um Conselho Técnico10 que se
reúne esporadicamente, conforme há demandas. O quadro de funcionários do museu é
constituído por quatro servidores e conta com o apoio técnico de um biólogo do IB uma vez
por semana. Toda a gestão do museu segue o Regimento Interno da instituição, que foi
reestruturado recentemente e passa pelas instâncias superiores de aprovação da
Universidade.
As principais colaborações do museu se dão com professores da própria UFPel,
mas outros professores de instituições parceiras também desenvolvem atividades de
ensino, pesquisa e extensão relacionadas ao museu. O museu tem sido parceiro da
Prefeitura Municipal de Pelotas em atividades culturais relacionadas ao município.
O museu está instalado em ótima localização, em um prédio histórico que valoriza
as ações de comunicação realizadas pela instituição. Entretanto, trata-se de um prédio
alugado, não possuindo sede própria. Além disso, o prédio necessita de algumas
adaptações para melhor comportar as atividades realizadas.

10
O Conselho Técnico do MCNCR é formado pelo chefe do museu, por um assistente em
administração do museu, por um museólogo e/ou conservador-restaurador do museu, por um
professor de cada departamento do Instituto de Biologia da UFPel (Departamento de Botânica,
Departamento de Ecologia, Zoologia e Genética, Departamento de Fisiologia e Farmacologia,
Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Departamento de Morfologia), por um representante
discente do curso de Ciências Biológicas da UFPel, por um membro da Associação de Amigos do
MCNCR.

13
Metas para o Programa Institucional:
●​ Aquisição e instalação em prédio próprio;
●​ Estabelecer medidas de aquisição de orçamento próprio conforme estabelecido no
Programa de Financiamento e Fomento;
●​ Estabelecer e fortalecer parcerias institucionais:
➢​ Buscar parceria com demais cursos da UFPel e fortalecer as parcerias já
estabelecidas;
➢​ Buscar parcerias com grupos, ongs, coletivos, entidades, entre outros, que
trabalhem com diferentes vertentes sociais;
➢​ Fortalecer a parceria com escolas do município, buscando ofertar atividades
condizentes com os objetivos das visitas;
➢​ Buscar parceria com municípios da região e fortalecer as parcerias já
realizadas com os municípios vizinhos para atuação em feiras e mostras que
possuam temáticas dentro da área de atuação do museu;
➢​ Fortalecer a parceria com a Rede de Museus e com a Pró-Reitoria de
Extensão e Cultura (PREC).

5.2. Programa de Gestão de pessoas


O bom funcionamento das instituições museais depende de um conjunto de
pessoas, com variadas formações e experiências. Ao longo de muitos anos, o MCNCR
sofreu com a carência de funcionários e, embora atualmente conte com uma equipe maior,
ainda não possui um quadro de funcionários adequado para atender todas as demandas do
museu, conforme demonstra a tabela a seguir:

Cargo Quantidade Carga horária Contratação

Assistente em administração 1 40h/semana Efetivo

Museóloga 1 40h/semana Efetivo

Técnica de laboratório 1 40h/semana Efetivo

Técnico em anatomia e necropsia 1 40h/semana Efetivo

Biólogo 1 40h/semana* Efetivo

Vigia 4 12 / 36h Efetivo

Vigia 1 36h/semana Terceirizado

Portaria 2 12 / 36h Terceirizado

Limpeza 1 40h/semana Terceirizado


*Funcionário com lotação no Instituto de Biologia no Departamento de Ecologia, Zoologia e Genética
cedido ao MCNCR uma vez por semana, cumprindo carga horária de 8 horas.

14
Além dos funcionários que atuam diretamente no museu, a instituição também conta
com chefe e vice-chefe, que são docentes do Instituto de Biologia da UFPel eleitos pela
comunidade acadêmica desta unidade, e com o Conselho Técnico Científico, que trata-se
de um conselho consultivo composto por professores do Instituto de Biologia, sendo um
representante da cada departamento da unidade.
Há ainda a atuação de alunos de variados cursos da UFPel, tanto na realização de
estágios obrigatórios, como na realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão. A
carga horária desses alunos varia de 8 a 16 horas de trabalho semanal, conforme as
necessidades de cada curso. Embora haja uma quantidade considerável de alunos atuando
no museu, não há, no momento, a concessão de bolsas para essa atividade.
Tendo em vista que “diferentes trabalhadores, com diferentes níveis de formação e
diferentes especializações, atuam nos museus” (CHAGAS E NASCIMENTO JÚNIOR, 2009,
p. 21) e que essa dinâmica resulta no funcionamento otimizado das instituições museais, o
MCNCR carece de mais funcionários.

Metas para o Programa de Gestão de Pessoas:


●​ Ampliação do quadro técnico do museu com a contratação de
conservador-restaurador e pedagogo;
●​ Concessão de bolsas para os alunos que atuam no MCNCR;
●​ Incentivo a participação da equipe de TAEs do MCNCR em cursos de qualificação;
●​ Instituir o Programa de Treinamento para Mediadores do MCNCR como uma ação
ofertada semestralmente;
●​ Desenvolvimento de manual de rotinas para portaria, vigia e limpeza;
●​ Lançamento de edital semestral para estagiários e extensionistas voluntários;
●​ Treinamento da equipe para acessibilidade atitudinal;

5.3. Programa de Acervos


A história da formação do acervo do MCNCR é incompleta e pouco documentada.
Como relatado no histórico da instituição, o acervo que deu origem ao museu pertenceu à
Carlos Ritter e foi doado por sua viúva à então Escola de Agronomia em 1926. A coleção
era composta de aves taxidermizadas e mosaicos feitos a partir de insetos. Com o passar
do tempo, a vinculação da Escola de Agronomia à UFPel e a criação do museu em 1970,
outros objetos e coleções foram sendo incorporados ao acervo, no entanto, a maior parte
desses itens não possui documentação nem nenhum tipo de registro com relação ao seu
histórico e origem.
Sendo assim, parte do acervo do MCNCR já estava institucionalizado muitos anos
antes da existência do próprio museu. Tendo em vista que esse acervo passou por diversas

15
estruturações dentro da instituição e esteve ligado à diversos profissionais de várias áreas e
com distintos interesses, pode-se presumir que isso é o que provavelmente reverberou na
atual desorganização, já que a formação de acervos de forma desordenada e sem diretrizes
reflete em coleções sem informações e, portanto, difíceis de gerir.
O acervo existente atualmente no MCNCR é constituído de uma expressiva
quantidade de objetos, que são, majoritariamente, itens da área de ciências biológicas. A
maior parte do acervo é zoológico, sendo composto, de exemplares da área ornitológica,
entomológica, malacológica, herpetológica, carcinológica, ictiológica e mastozoológica.
Dentro dessas tipologias, a apresentação do acervo se dá de formas variadas, sendo, em
alguns casos, conservadas apenas a pele ou os ossos dos animais. No entanto, na maior
parte do acervo, há uma apresentação do animal taxidermizado, respeitando o aspecto que
possuía em vida. Ainda dentro da área de ciências naturais, o museu conta com uma
importante coleção de acervo paleontológico. Há também um acervo histórico composto por
documentos e livros, cuja maior parte pertenceu à Ceslau Maria Biezanko, importante
pesquisador e professor da Escola de Agronomia que faleceu em 1986.
O acervo mencionado encontra-se nas dependências do MCNCR, mas há, no
entanto, parte do acervo que encontra-se nos laboratórios do campus Capão do Leão, do
qual não há registro nenhum, sendo necessário que seja efetuado um levantamento.

Metas para o Programa de Acervos:


●​ Organização da documentação do acervo do MCNCR através do cadastro de projeto
de ensino que contemple ações de inventário, preenchimento das fichas
catalográficas, registro fotográfico e inserção no repositório digital Tainacan;
●​ Busca de informações sobre o acervo que deu origem ao museu através de cadastro
de projeto de pesquisa que investigará a história de Carlos Ritter e seu acervo;
●​ Desenvolvimento da Política de Acervos do MCNCR que irá estabelecer as normas
e parâmetros para aquisição, preservação, organização, uso e descarte das
coleções;
●​ Levantamento das coleções do museu que encontram-se nos diferentes laboratórios
do Instituto de Biologia da UFPel;
●​ Mudança de sala da reserva técnica para um ambiente mais adequado para a
salvaguarda das coleções do MCNCR;
●​ Aquisição de equipamento para controle ambiental, monitoramento de Temperatura,
umidade relativa e incidência de luz nos artefatos pertencentes ao acervo;
●​ Desenvolver projeto de mobiliário para reserva técnica;
●​ Manter estreita relação com o curso de Museologia e Conservação e Restauração
de Bens Culturais Móveis da UFPel, buscando contar com a colaboração de

16
professores e alunos dessas áreas;
●​ Instalação de câmeras de segurança nas salas expositivas e reserva técnica da
instituição.

5.4. Programa de Exposições


O MCNCR possui três exposições de longa duração, dois espaços para exposições
temporárias e realiza exposições itinerantes esporadicamente. As exposições de longa
duração são as seguintes:
-​ Conheça e preserve o bioma pampa: localizada no hall de entrada do MCNCR, essa
exposição é apresentada através de um diorama com a representação do bioma
pampa, composto pela vegetação e animais típicos da região. Essa exposição é
acompanhada de um pequeno texto de apresentação que versa sobre o tema.
-​ Salão das Aves: A sala principal do museu abriga uma grande exposição de acervo
ornitológico. A exposição não possui nome, mas a sala é denominada Salão das
Aves. Parte do acervo está exposta em onze vitrines (cerca de 400 aves), e outra
parte está exposta na parede sobre pequenos suportes de madeira (um para cada
ave), formando um cladograma que mostra a evolução das aves. As aves que estão
nas vitrines são acompanhadas de legenda, e o cladograma é complementado com
uma plotagem na parede que possui um pequeno texto de apresentação.
-​ Ceslau Maria Biezanko: um colecionador de insetos: No corredor há a exposição
sobre Ceslau Maria Biezanko, que foi professor e pesquisador da área entomológica
na Faculdade de Agronomia da UFPel. Em exposição encontram-se diversos
lepidópteros dentro de caixas entomológicas, e há uma plotagem na parede com um
pequeno texto sobre o professor.
Há ainda no museu outros elementos expositivos que também se caracterizam por
permanecerem por períodos mais longos em exposição, como no hall de entrada, em que
há um quadro representando Carlos Ritter, patrono do museu, acompanhado de um texto
de apresentação, o esqueleto de um golfinho nariz de garrafa pendurado no teto do
corredor e um mosaico de insetos e três caixas envidraçadas de aves que pertenceram à
Ritter. Há outros elementos expositivos na escadaria que leva ao andar superior e, também,
no andar superior, mas estas partes não são abertas ao público, que, em geral, apenas
acessa o local para fazer uso da sala de aula localizada nesse pavimento. Os espaços
expositivos necessitam de melhorias para que o acervo seja melhor comunicado ao público. ​
​ O museu conta ainda com as salas de exposição temporária 01 e 02, que recebem
exposições variadas, frequentemente utilizadas para atividades da comunidade acadêmica.
Além disso, é bastante comum a participação do MCNCR em atividades externas, levando

17
um pouco do que ocorre não só no interior do museu, mas também o que ocorre no âmbito
da universidade para atividades que extrapolam os muros do seu local físico.
As exposições temporárias realizadas por terceiros no espaço do museu e as
exposições itinerantes necessitam de critérios e parâmetros que padronizem e intermediem
as ações realizadas com o acervo.​

Metas para o Programa de Exposições:


●​ Readequação das exposições através da reorganização das peças em exposição e
do mobiliário expositivo, produção de legendas atualizadas, instalação de iluminação
adequada, instalação de filtro nas janelas para proteção do acervo da incidências da
luz solar; climatização dos espaços expositivos, instalação de termohigrômetro para
controle da umidade e temperatura do ambiente;
●​ Desenvolver projeto de mobiliário e luminotécnico para a área expositiva;
●​ Estabelecer o protocolo de proposição de exposições junto ao museu (formulários,
prazos, contrapartidas etc.);
●​ Treinamento permanente das equipes de estagiários e extensionistas voluntários
para a realização de mediação junto ao público;
●​ Utilização das salas de exposição temporária para tratar temas de diferentes
segmentos sociais mas que tenham relação com a missão do museu;
●​ Formulário para grupos buscando a adequação da mediação às diferentes
necessidades;
●​ Criar normas de visitação;
●​ Atualização do programa de acessibilidade.

5.5. Programa Educativo e cultural


Tendo em vista a temática do museu, o principal assunto tratado nas atividades de
ação educativa desenvolvidas pelo MCNCR se relaciona com as ciências naturais,
buscando esclarecer questões e aproximar a sociedade de tópicos como a importância da
biodiversidade e da preservação ambiental. No entanto, o museu tem buscado promover
ações mais integradoras que dialoguem com as diferentes questões sociais buscando
desempenhar um papel mais ativo nos dilemas atuais que envolvem a sociedade.
O MCNCR conta com visitas mediadas realizadas por alunos de diversos cursos da
UFPel que fazem estágio obrigatório ou que atuam como extensionistas voluntários, o que
se caracteriza como uma excelente forma de estabelecer um diálogo com público visitante
buscando difundir a narrativa com a qual o museu trabalha.
O fato de o MCNCR ser um museu universitário facilita o desenvolvimento de
atividades educativas, tendo em vista que professores e alunos utilizam com frequência os

18
ambientes da instituição, e o próprio Museu também é receptivo às propostas que chegam
das diferentes áreas do conhecimento que se utilizam do espaço.
Além disso, o MCNCR promove exposições, participa de eventos e desenvolve
atividades em datas comemorativas, sempre buscando manter um caráter socioambiental,
estando alinhado com o objetivo do museu. Essa variedade de ações permite maior contato
com um público variado, buscando fazer com que o discurso seja difundido de forma mais
ampla.

Metas para o Programa Educativo Cultural:


●​ Desenvolver ações educativas que estejam de acordo com a missão e os objetivos
do MCNCR;
●​ Estabelecer protocolo de agendamento de visitas escolares;
●​ Realização de treinamento para os estagiários e extensionistas voluntários atuantes
no MCNCR ;
●​ Desenvolvimento de manual de rotinas para portaria, vigia e limpeza;
●​ Buscar parcerias com grupos, ongs, coletivos, entidades, entre outros, que
trabalhem com diferentes vertentes sociais;
●​ Desenvolver ações educativas e culturais em parceria com demais grupos sociais;
●​ Estabelecimento de calendário anual com as atividades que serão realizadas ao
longo do ano, permitindo o bom planejamento das ações.

5.6. Programa de Pesquisa


Os museus são locais propícios para a realização de pesquisas, visto que “as
coleções e acervos, enquanto suportes de informação são fundamentais para o
desenvolvimento de pesquisas nas diferentes áreas de conhecimento” (BRUNO, 1997, p.
49). Isso se torna ainda mais evidente nos casos dos museus universitários. Além disso, há
ainda a pesquisa de público, que se configura como um importante instrumento para avaliar
a quantidade, o perfil e a recepção do público com relação às atividades propostas pelo
MCNCR. Em razão disso, as atividades de pesquisa realizadas no MCNCR foram divididas
em três modalidades: as pesquisas internas do museu, que servirão para coletar
informações que irão subsidiar as exposições (tanto as novas quanto as de longa duração),
as pesquisas realizadas por pesquisadores externos e as pesquisas de público.
●​ Pesquisas internas do museu
​ Nas instituições museológicas, as pesquisas internas são importantes, pois
conforme estabelece o Estatuto dos Museus, no seu artigo 28, “o estudo e a pesquisa
fundamentam as ações desenvolvidas em todas as áreas dos museus, no cumprimento das
suas múltiplas competências”. Ou seja, a pesquisa desenvolvida no âmbito dos museus

19
será a base para as ações de extroversão que serão estabelecidas nesse espaço. No caso
do MCNCR, o histórico, tanto institucional, como do patrono e do acervo, é falho e possui
algumas contradições, o que demonstra a necessidade da realização de pesquisas que
esclareçam a real trajetória do museu desde sua inauguração em 1970, da vida e acervo de
Carlos Ritter e das demais coleções do museu, das quais pouco ou nada se sabe.
●​ Pesquisadores externos
A UFPel possui diversos cursos, e embora o MCNCR seja um museu de ciências
naturais, o seu acervo, bem como as atividades desenvolvidas no seu âmbito, possuem
potencial para realização de trabalhos e pesquisas nas mais diversas áreas do
conhecimento, sendo muito importante que se pense em alternativas para atrair diferentes
pesquisadores. No entanto, vale ressaltar que devem ser estabelecidos critérios e criados
documentos para o acesso às coleções e para o desenvolvimento dessas pesquisas, de
forma a proteger as coleções da instituição.
●​ Pesquisa de público
A realização de pesquisa de estudo de público é importante no âmbito dos museus
por diversas razões. A partir das análises realizadas é possível traçar não só a quantidade
do público visitante do museu, mas também o perfil do público, a forma com que a
exposição está sendo recebida, entre outras questões relevantes para verificar se as
atividades propostas estão cumprindo o papel pretendido. No MCNCR a única forma que é
utilizada para realização do estudo de público trata-se do livro de visitantes, que recolhe as
seguintes informações: nome, profissão e cidade de origem. A partir dessas informações é
possível realizar uma análise quantitativa, e também saber um pouco a respeito do perfil do
público. Embora essa seja uma maneira importante de registro e análise do visitante, é
necessário que sejam adotados outros métodos para realização desse estudo, como por
exemplo, através de questionários produzidos especificamente para determinadas
exposições.
Com relação ao número de público, a tabela a seguir apresenta a quantidade de
visitantes que o museu recebeu por ano desde 1998:

20
Ano Número de visitantes Ano Número de visitantes

1998 19.052 2011 4.534

1999 16.885 2012 3.775

2000 16.645 2013 5.237

2001 16.341 2014 5.199

2002 16.563 2015 2.938

2003 10.38211 2016 4.831

2004 9.41112 2017 5.735

2005 7.45413 2018 4.833

2006 10.299 2019 11.571

2007 6.30114 2020 1.34416

2008 9.412 2021 017

2009 7.629 2022 9.30118

2010 1.09715 2023 15.282

Metas para o Programa de Pesquisa:


Pesquisa internas do Museu:
●​ Cadastrar projeto de pesquisa sobre a vida e o acervo de Carlos Ritter;
●​ Atuar dentro das linhas de pesquisa e ações em ensino, pesquisa e extensão
○​ Taxidermia
○​ Documentação
○​ Mediação
○​ Curadoria do acervo biológico
○​ Multidisciplinar (ênfase em abordagens culturais na perspectiva ambiental)
●​ Realizar levantamento das pesquisas realizadas no MCNCR e/ou com o MCNCR.
Pesquisadores externos:
11
Greve em agosto.
12
Greve de julho e agosto.
13
Greve de 17/08 a 17/11.
14
Sem visitação em junho, julho e agosto (motivo não especificado).
15
Prédio desativado por problemas no sistema elétrico de 15/01 a 24/05. Mudança para o prédio da
Barão de Santa Tecla, 576, em 24/05. Reabertura do Museu Carlos Ritter em 04/10.
16
Museu permaneceu fechado do dia 14/03 até o final do ano em razão da pandemia de Covid 19.
17
Museu fechado o ano todo em razão da pandemia de Covid 19.
18
Museu reaberto em 10 de março.

21
●​ Elaborar os procedimentos de acesso aos dados do acervo à pesquisadores
externos;
●​ Definir as contrapartidas dos pesquisadores externos para a realização de seus
projetos com o acervo do MCNCR.
Pesquisa de público
●​ Realizar estudo para caracterização do público visitante, tendo como fonte de dados
os registros existentes nos livros de visitação;
●​ Criar mecanismos de consulta sobre a percepção dos visitantes a respeito das
atividades e estrutura do MCNCR, como livro de sugestões junto à portaria do
MCNCR e QR Code para formulário digital.

5.7. Programa Arquitetônico-urbanístico


​ Após passar por uma série de sedes impróprias para o desenvolvimento das suas
atividades, atualmente o museu está instalado em um prédio histórico com excelente
localização, em uma área de preservação do patrimônio histórico. Executado entre os anos
de 1911 e 1912, o prédio de três pavimentos, com predominância do estilo Neoclássico,
encontra-se com a estrutura em boas condições. No entanto, o prédio tem apresentado a
necessidade de realização de algumas ações de manutenção para que possa manter o bom
estado de conservação. Há algumas goteiras que se originam das janelas localizadas no
telhado do sótão do prédio, as esquadrias, em especial as janelas, encontram-se em um
estado de conservação precário, estão surgindo algumas infiltrações e mofo nas partes
altas da parede e no teto.​
​ O fato do prédio estar inserido em uma área de preservação do patrimônio histórico
pode gerar dificuldades com relação à reformas e alterações que podem ser necessárias
para um espaço museal. No entanto, a localização atual da instituição é muito benéfica para
o MCNCR, pois além de garantir maior visibilidade, fica próximo a outros museus e espaços
culturais da cidade, valorizando a instituição.
​ A atual configuração dos espaços está distribuída no prédio conforme segue: no
térreo da edificação (fig. 04), localiza-se a recepção, a área expositiva, os banheiros, uma
sala multiuso (identificada na planta como copa) e um depósito; no primeiro pavimento (fig.
05) estão a área administrativa, uma sala de aula, os banheiros, um espaço utilizado como
copa improvisada e um depósito. No sótão (espaço sem planta baixa), localiza-se a reserva
técnica da instituição, local que se divide entre outros usos, como a guarda de material e
laboratório de taxidermia.

22
Figura 04: Planta baixa térreo.
Fonte: Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter.

Figura 05: Planta baixa segundo pavimento.


Fonte: Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter.

​ Faz-se necessário que sejam realizadas algumas adaptações para melhor acomodar
as atividades realizadas no MCNCR. As salas expositivas possuem muitas janelas, o que
ocasiona na incidência de luz solar do acervo em exposição. Além disso, alguns espaços
expositivos necessitam de uma iluminação mais eficiente para não interferir na fruição da
visita. A reserva técnica do MCNCR não possui acessibilidade, além de não oferecer
segurança para o acervo e nem a possibilidade de controle ambiental do espaço. Por fim,
não há, atualmente, um local próprio para a instalação de um laboratório em que possam
ser realizados os processos de taxidermia, de conservação do acervo e a guarda dos
produtos químicos.

23
Metas para o Programa Arquitetônico-urbanístico:
●​ Adequação dos espaços para atender as necessidades do MCNCR através do
desenvolvimento de projeto para consolidação de um laboratório de taxidermia e
adequação da Reserva Técnica e sala dos estagiários;
●​ Desenvolvimento de projeto luminotécnico para a área expositiva através de parceria
com a FAUrb;
●​ Implementação de sinalização de circulação no museu;
●​ Buscar, junto aos setores competentes da UFPel e ao proprietário do imóvel,
soluções para os problemas de manutenção da edificação.

5.8. Programa de Segurança


O MCNCR possuía vigilância 24 horas, atuando no turno da noite (das 19h às 7h)
vigias do quadro de funcionários, e no turno do dia (das 7h às 19h) vigias terceirizados. No
entanto, em razão de cortes de verba nos repasses do governo federal, a partir do dia 16 de
setembro de 2022, os vigias terceirizados que faziam o turno diurno (12 / 36h), foram
dispensados, e no lugar deles foi contratada uma vigia com jornada de 36 horas semanais,
sendo seis horas diárias, das 13h às 19h, de segunda à sábado. Sendo assim, o museu
passou a ficar descoberto da atuação de vigias no horário das 7h às 13h, de segunda à
sábado, e das 7h às 19h aos domingos e feriados, o que inclusive ocasionou a alteração do
horário de abertura do local ao público.
O MCNCR possui duas câmeras de vigilância, ambas no primeiro pavimento, uma
no hall de entrada e uma próxima à porta da fachada posterior do museu. Embora essas
câmeras se configurem como um ponto positivo, para que houvesse maior segurança no
espaço seria importante que houvesse também câmeras nas áreas expositivas e na reserva
técnica da instituição.
Outros fatores que podem ser mencionados como pontos de fragilidade na questão
da segurança, se referem ao fato de haver muitas aberturas no prédio e a ausência de um
Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). A grande quantidade de aberturas
no espaço acaba se configurando como uma fragilidade do prédio com relação a possíveis
invasores externos, ainda mais em razão de que várias esquadrias apresentam problemas
de manutenção, não sendo resistentes. A questão do PPCI implica em risco não só para o
prédio que abriga o museu e as coleções, mas também para as pessoas que trabalham e
frequentam o espaço.
Ainda no que se refere à questão da segurança das pessoas no espaço, pode-se
mencionar a falta de um laboratório próprio para as atividades de taxidermia, manuseio de
produtos químicos, conservação e restauração do acervo, o que impede a adoção de
procedimentos básicos de segurança.

24
Já a localização do MCNCR se caracteriza como um ponto positivo no que diz
respeito à segurança do museu, pois o prédio encontra-se no Centro Histórico da cidade,
que se trata de um local bem iluminado e com policiamento frequente, inclusive no período
noturno.

Metas para o Programa de Segurança:


●​ Ampliação do horário de vigilância do MCNCR;
●​ Instalação de um laboratório para as práticas de taxidermia e conservação e
restauração em local adequado, que atenda as normas de segurança necessárias
para esses procedimentos;
●​ Desenvolvimento de um Plano de Biossegurança;
●​ Desenvolvimento do Programa de Segurança com Plano de Gerenciamento de
Riscos;
●​ Desenvolvimento e execução do PPCI;
●​ Instalação de câmeras;
●​ Revisão das esquadrias para a realização de ações de manutenção e reforço.

5.9. Programa de Financiamento e Fomento


O MCNCR não possui orçamento próprio. O orçamento é destinado pelo governo
federal à universidade, que redistribui às unidades acadêmicas, como o Instituto de
Biologia, que reserva parte para as despesas do museu, suprindo necessidades rotineiras,
como os materiais de consumo utilizados diariamente no local.
Recentemente, as universidades federais passaram por diversos cortes de verbas
realizadas pelo governo federal. Estes cortes acarretaram em dificuldades para manter
alguns serviços, inclusive já tendo tido reflexos negativos para o MCNCR, como cortes no
serviço de vigilância, cortes de bolsas de alunos que desenvolviam seus trabalhos
acadêmicos no museu, dificuldade para a compra de materiais essenciais, entre outras
questões que impactam diretamente na qualidade dos serviços do museu.
Embora a principal fonte de receita seja o orçamento destinado pelo governo federal,
há outros meios para angariar fundos para o museu que podem ser adotados na busca de
suprir as demandas mais urgentes que são rotineiras em instituições museais.

Metas para o Programa de Financiamento e Fomento:


●​ Implementação da Associação de Amigos do MCNCR;
●​ Estruturação e implementação do Programa Unificado do MCNCR através do
desenvolvimento de projetos de pesquisa, ensino e extensão (Projeto de Extensão
Laboratório de Taxidermia, Projeto de Ensino Documentação do Acervo

25
Museológico, Projeto de Pesquisa Vida e Acervo de Carlos Ritter, Projeto de
Extensão Museu como instrumento de formação em Ciências Naturais com o público
escolar);
●​ Acompanhamento e participação em editais de fomento

5.10. Programa de Comunicação


Para um maior alcance das ações realizadas pelo MCNCR, é importante que as
atividades sejam amplamente divulgadas, tendo em vista que cheguem ao público e atraiam
um maior número de visitantes. A comunicação externa do museu ocorre através das redes
sociais, dos veículos de imprensa local e produções acadêmicas como a publicação de
artigos e apresentação de trabalhos em eventos.
Como rede social, o museu possui site, Instagram, Facebook, Twitter e Youtube. De
uma forma geral, o site, o Instagram e o Facebook têm sido redes mais dinâmicas pois
possuem postagens mais frequentes. O Twitter e o Youtube são pouco ou nunca utilizados
pelo museu, o que se dá em razão de não haver profissional da área atuando na instituição,
sendo as redes administradas pelos funcionários de outras áreas que atuam no local.
Já a relação com a imprensa costuma ser boa e as atividades realizadas são
geralmente bem divulgadas por esses veículos. Além dos meios de comunicação da própria
UFPel, que ocorre através da Coordenação de Comunicação Social (CCS) que divulga as
atividades através do site da universidade e da Rádio Universitária, há também os principais
veículos de comunicação da cidade, que em geral, divulgam amplamente as ações
realizadas pelo MCNCR.
Com relação às produções acadêmicas, muitos trabalhos de alunos são realizados
usando como base tanto o acervo do museu quanto as atividades desenvolvidas em seu
âmbito. Por se tratar de um museu universitário, esse meio de divulgação acaba sendo
bastante recorrente, tendo em vista a quantidade de eventos para este fim que ocorrem
dentro da própria universidade.
Além desses meios de comunicação, o MCNCR também faz parte da Rede de
Museu da UFPel, órgão suplementar, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, que
tem como um de seus objetivos valorizar e divulgar o patrimônio da universidade, auxiliando
nas ações de propagação das ações realizadas pelo museu. Há, ainda, o site do Instituto de
Biologia, que também auxilia na publicização das atividades.

Metas para o Programa de Comunicação:


●​ Estabelecer um padrão de comunicação externa para atividades e eventos
realizados no MCNCR (lista de contatos, produção de material de divulgação -
imprensa e redes sociais);

26
●​ Ampliação da inserção nas mídias sociais, tendo em vista dinamizar as redes sociais
do MCNCR, principalmente produzindo conteúdo para o Twitter e Youtube, que têm
sido as redes menos utilizadas pelo MCNCR (buscando sempre atender a questão
da acessibilidade da informação);
●​ Produção de conteúdo de divulgação do acervo;
●​ Incentivo aos alunos atuantes no MCNCR para produção e apresentação de
trabalhos referentes às atividades desenvolvidas no museu em eventos acadêmicos;
●​ Criação de um grupo de trabalho voltado à comunicação externa do MCNCR.

5.11. Programa Socioambiental


Embora a principal função dos museus seja caracterizada pela coleta, salvaguarda e
comunicação dos bens patrimoniais, o compromisso das instituições museológicas
contemporâneas com a sociedade reverbera na necessidade de uma atuação mais proativa
com relação aos problemas que permeiam a atualidade. Sendo assim, os desafios com
relação ao meio ambiente devem ser debatidos dentro desses espaços, independente da
tipologia do museu. No entanto, os museus de ciências naturais como um todo, por suas
características particulares, possuem uma aproximação maior com o tema, o que
proporciona um grande potencial para o desenvolvimento de ações de educação ambiental.
A partir do acervo do museu e das exposições realizadas é possível abordar a questão
socioambiental, buscando ter um impacto social com relação ao assunto que é muito
relevante da atualidade.
Conforme estabelecido no planejamento conceitual do MCNCR, o engajamento com
o meio ambiente, a educação ambiental e o estímulo à reflexão da sociedade com relação à
importância da conservação da biodiversidade, são compromissos assumidos pelo museu
perante a sociedade. Nesse sentido, o MCNCR busca estabelecer um diálogo com a
sociedade com relação à questão ambiental. Isso ocorre durante as mediações de visitas,
na realização de atividades educativas, na participação de eventos, na produção de
conteúdo para as redes sociais, etc. Nessas ocasiões, o museu tem a oportunidade de
debater com a comunidade a temática socioambiental, cumprindo assim com o que está
estabelecido na sua missão.

Metas para o Programa Socioambiental:


●​ Dar continuidade e buscar expandir a atuação do museu com atividades
relacionadas à temática socioambiental voltadas para a comunidade nas principais
datas comemorativas referentes ao assunto (dia do meio ambiente, dia do biólogo,
dia do bioma pampa, entre outras datas);

27
●​ Buscar estabelecer parcerias com grupos, ONGs, coletivos, entidades, entre outros,
que trabalhem com questões socioambientais;
●​ Realização do gerenciamento dos resíduos do MCNCR;
●​ Realização do treinamento das equipes de trabalho do MCNCR (técnicos,
terceirizados, estagiários) relativo às questões voltadas ao tema socioambiental;
●​ Produção de conteúdo para as redes sociais referentes à temática socioambiental;
●​ Fortalecimento das ações de Educação Ambiental, envolvendo o público visitante do
MCNCR e a comunidade acadêmica da UFPel.

5.12. Programa de Acessibilidade universal


As instituições museais são caracterizadas como espaços que estão a serviço da
sociedade. Assim sendo, é importante que esses espaços estejam aptos para atender a
ampla diversidade do público visitante. Segundo o código de ética do Internacional Council
of Museums (ICOM) “os museus têm responsabilidade de dar pleno acesso às suas
coleções e às informações relevantes existentes a seu respeito, guardadas as restrições
decorrentes de confidencialidade ou segurança necessária” (ICOM, 2006).
Em outubro de 2019 foi iniciado, no âmbito da Rede de Museus da UFPel, o projeto
intitulado “Um museu para todos: programas de acessibilidade”, coordenado pela
professora do curso de Terapia Ocupacional, Desirée Nobre. Através do projeto, foi
realizado um diagnóstico referente às condições de acessibilidade para as pessoas com
deficiência no MCNCR, conforme as sete dimensões de acessibilidade: arquitetônica,
atitudinal, comunicacional, metodológica, instrumental, programática e acessibilidade web.
O resultado do diagnóstico foi apresentado ao museu e, a partir desta análise, foi produzido
o Programa de Acessibilidade que foi entregue ao museu.
O Programa apresenta os pontos fortes e fracos do museu de acordo com cada uma
das dimensões analisadas e foram estabelecidas metas e prazos para a implementação das
ações indicadas no programa. A seguir são apresentadas as sete dimensões que foram
utilizadas para a análise, as metas, os prazos e a situação atual, indicando o que foi
implementado e o que não foi.

28
Dimensão Meta Prazo Status

Acessibilidade atitudinal Capacitação e treinamento para funcionários(as), 2021/01 Implementado


monitores(as) e terceirizados(as). parcialmente19

Acessibilidade Implementação de piso podotátil 2021/02 Não implementado


arquitetônica
Adaptação do mobiliário 2021/01 Não implementado

Instalação de um elevador interno 2022/02 Implementado

Acessibilidade Tablets para comunicação 2022/02 Não implementado


comunicacional

Acessibilidade Parceria com a Escola Louis Braille e estudantes 2021/01 Implementado


metodológica da UFPel parcialmente20

Acessibilidade Tablets para audiodescrição 2022/02 Não implementado


instrumental
Colocação de totens 2021/02 Não implementado

Acessibilidade Manter um Programa de Acessibilidade 2022 Implementado


programática atualizado e revisado parcialmente21

Acessibilidade Web Acessibilização das redes sociais 2021/01 Implementado


parcialmente22

A partir do que foi exposto, o Programa de Acessibilidade deve ser revisado e


atualizado.

Metas para o Programa de Acessibilidade Universal:


●​ Atualização do Programa de Acessibilidade;
●​ Parceria com o Núcleo e Acessibilidade e Inclusão (NAI) e aproximação com os
Tradutores e Intérpretes de Libras (TILs) da UFPel;
●​ Convidar docentes da UFPel que tenham algum tipo de envolvimento com ações de
acessibilidade para realização de ações;

19
O treinamento para mediadores que ocorre semestralmente conta com treinamento para
acessibilidade atitudinal, no entanto, o treinamento ainda não ocorreu com os funcionários
terceirizados.
20
Foram realizadas algumas atividades, mas nenhuma parceria oficial.
21
Precisa ser revisado e atualizado.
22
Foi implementado no Instagram e Facebook.

29
●​ Treinamento da equipe (técnicos, terceirizados e estagiários) para acessibilidade
atitudinal;
●​ Desenvolvimentos de jogos e atividades acessibilizadas;
●​ Investir em equipamentos de acessibilidade;
●​ Instalação de sinalização sonora na portaria;
●​ Acessibilização das Redes sociais.

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Referências

BRASIL. Lei n. 11.904, de 14 de janeiro de 2009. Institui o Estatuto de Museus e dá


outras providências. Disponível em:<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2009/lei/l11904.htm> Acesso em: 04 out 2023.

BRUNO, Maria Cristina Oliveira. A indissolubilidade da pesquisa, ensino e extensão nos


museus universitários. Cadernos de Sociomuseologia, Lisboa, v. 10, n. 10, p. 47 - 51,
1997.

CHAGAS, Mário de Souza e NASCIMENTO JÚNIOR, José do (orgs). Subsídios


para a criação de Museus Municipais. Rio de Janeiro, RJ: Ministério da Cultura/ Instituto
Brasileiro de Museus e Centros Culturais/Departamento de Processos Museais, 2009. 40p.

INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS. Subsídios para a elaboração de planos


museológicos. 2016.

INTERNACIONAL COUNCIL OF MUSEUMS. Código de Ética. 2006. Disponível em:


<https://icom.museum/wp-content/uploads/2018/07/Portuguese.pdf> Acesso em: 11 nov
2023.

MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS CARLOS RITTER. Plano Museológico para o Museu


de Ciências Naturais Carlos Ritter Biênio 2020-2022.

MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS CARLOS RITTER. Regimento. 2002.

NOBRE, Desirée; DUARTE, Ana Paula dos Santos; SOARES, Larissa Gouvea. Programa
de Acessibilidade do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter (2020 - 2022).

PEIXOTO, A. (ORG.). Coleções biológicas de apoio ao inventário, uso sustentável e


conservação da biodiversidade. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Jardim
Botânico do Rio de Janeiro, 2003.

ROCHA, Heloisa Helena Campelo Rodrigues da. A extensão na Universidade Federal de


Pelotas: estrutura administrativa e políticas institucionais (1969 -1992). 2018. 178 f.
Dissertação (Mestrado em História) - Programa de Pós-Graduação em História, Instituto de
Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2018.

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