11072025194603lei Organica Do Municipio
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0 Povo de Campina do Monte Alegre, invocando a proteção de Deus, e inspirado nos princípios constitucionais da
República e no ideal de a todos assegurar justiça e bem-estar, decreta e promulga, por seus representantes, a Lei Orgânica
do Município.
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
CAPÍTULO I
DO MUNICÍPIO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1° O Município de Campina do Monte Alegre, unidade da República Federativa do Brasil, com
personalidade jurídica de direito público interno, no pleno uso de sua autonomia política, administrativa
e financeira, reger-se-á pelos termos assegurados na Constituição Federal, na Constituição do Estado de
São Paulo e nesta Lei Orgânica.
Art. 2° São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o Executivo.
Art. 3° São símbolos do Município: a Bandeira, o Brasão e o Hino Municipal, instituídos em lei.
1 - garantir, no âmbito de sua competência, a efetividade dos direitos fundamentais da pessoa humana;
II - colaborar com os Governos Federal e Estadual na constituição de uma sociedade livre, justa e
solidária;
SEÇÃO II
Art. 6° O Município poderá dividir-se, para fins administrativos, em Distritos a serem criados, alterados,
organizados e suprimidos por lei após consulta plebiscitária às populações interessadas, observada a
Legislação Estadual e atendimento aos requisitos estabelecidos no artigo 7° desta Lei Orgânica.
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§ 1° A criação do Distrito poderá efetuar-se mediante fusão de dois ou mais Distritos, que serão
suprimidos, sendo dispensada, nesta hipótese, a verificação dos requisitos do artigo 7° desta Lei
Orgânica.
§ 2° A supressão do Distrito somente se efetuará por lei após consulta plebiscitária à população da área
interessada.
§ 3° A lei que aprovar a supressão de Distrito redefinirá o perímetro do Distrito do qual se originou o
Distrito suprimido.
Art. 7° A lei de criação de Distritos somente será aprovada se obtiver o voto favorável de dois terços
dos membros da Câmara Municipal.
Parágrafo único. A votação obrigatoriamente será em dois turnos, com interstício de dez dias.
I - população, eleitorado e arrecadação não inferiores à quinta parte exigida para a criação do
Município;
II - existência, na povoação-sede, de, pelo menos, 50 (cinquenta) moradias, escola pública, posto de
saúde e posto policial;
c) certidão, emitida pelo agente municipal de estatística ou pela repartição fiscal do Município,
certificando o número de moradias;
e) certidão emitida pela Prefeitura ou pelas Secretarias de Educação, de Saúde e de Segurança Pública
do Estado, certificando a existência de escola pública e dos postos de saúde e policial na povoação-
sede.
Art. 9° Na fixação das divisas distritais serão observadas as seguintes normas, além daquelas previstas
em lei estadual:
III - na inexistência de linhas naturais, utilizar-se-á linha reta, cujos extremos, pontos naturais ou não,
sejam facilmente identificáveis e tenham condições de fixidez;
Parágrafo único. As divisas Distritais serão descritas trecho a trecho, salvo para evitar duplicidade nos
trechos que coincidirem com os limites municipais.
Art. 10. A alteração da divisão administrativa do Município far-se-á anualmente, através de lei
municipal, garantida a participação popular.
Art. 11. A instalação do Distrito se fará perante o juiz de Direito da Comarca, na sede do Distrito.
CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA
Art. 12. Ao Município de Campina do Monte Alegre compete prover a tudo quanto respeite aos
interesses locais e ao bem-estar da sua população.
SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Art. 13. Compete ao Município, no exercício de sua autonomia, legislar e prover sobre tudo quanto
respeite ao interesse local, tendo como objetivo o pleno desenvolvimento de suas funções sociais e
VI - adquirir bens, inclusive através de desapropriação por necessidade, utilidade pública ou por
interesse social;
VIII - dispor sobre a concessão, permissão e autorização dos serviços públicos locais, fixando os
respectivos preços,
d) os serviços de carga e descarga e a tonelagem máxima permitida a veículos que circulem em vias
públicas.
XIII - sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais, bem como disciplinar e fiscalizar a sua
utilização;
XIV - prover sobre a limpeza dos logradouros públicos, o transporte e o destino do lixo domiciliar e de
outros resíduos de qualquer natureza e procedência;
XVI - dispor sobre os serviços funerários, administrar os cemitérios públicos e fiscalizar os cemitérios
particulares;
XVII - dispor sobre a afixação de cartazes e anúncios, bem como a utilização de quaisquer outros
meios de publicidade e propaganda em logradouros públicos;
XXIX - dispor sobre licitação e contratos, respeitadas as normas gerais editadas pela União.
SEÇÃO II
Art. 14. Compete ao Município legislar concorrentemente com a União e suplementar a legislação
federal e estadual, no que couber.
TÍTULO II
DO PODER LEGISLATIVO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 15. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, composta por 9 (nove) vereadores,
eleitos na forma do artigo 29, inciso I, da Constituição Federal, com base nos preceitos constitucionais,
nesta Lei Orgânica e no seu Regimento Interno.
SEÇÃO II
DA COMPETÊNCIA
Art. 16. Compete à Câmara Municipal, com a sanção do prefeito, dispor sobre todas as matérias de
interesse local, especialmente sobre:
I - tributos municipais, bem como autorizar isenções, anistias fiscais e a remissão de dívidas;
II - o Orçamento Anual, o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias, bem como autorizar a
abertura de créditos suplementares e especiais;
V - a permissão e a concessão de uso e a concessão de direito real de uso de bens imóveis municipais;
VII - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas e fixação dos
respectivos vencimentos, observados os parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias;
XVII - o subsídio do prefeito, do vice-prefeito, dos vereadores e dos secretários municipais, em parcela
única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono ou prêmio, verba de representação
ou outra espécie remuneratória, admitida sempre a atualização monetária, atendidos os limites
constitucionais.
Parágrafo único. O disposto no inciso IV, deste artigo, não se aplica à aquisição de imóveis por doação
sem encargo.
SEÇAO III
VII - conceder licença ao prefeito, ao vice-prefeito e aos vereadores, para afastamento do cargo, nos
termos do disposto nesta Lei Orgânica;
VIII - autorizar o prefeito a ausentar-se do Município quando por mais de 15 (quinze) dias e, do País,
por qualquer tempo;
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IX - criar Comissões Especiais de Inquérito sobre fato determinado que se inclua na competência
municipal, por prazo certo, mediante Requerimento de um terço dos seus membros, não podendo
funcionar, concomitantemente, mais de três Comissões;
XI - apreciar os vetos;
XII - conceder honrarias a pessoas que, reconhecida e comprovadamente, tenham prestado serviços
relevantes ao Município, ou nele se destacado pela atuação exemplar na vida pública e particular,
XIV - convocar os titulares das Secretarias e Assessorias da Administração direta, bem como dirigentes
da Administração indireta do Município, para prestar esclarecimentos sobre matéria de sua competên
cia;
XV - deliberar sobre assuntos de sua economia interna, mediante Resolução e, nos demais casos de sua
competência privativa, por meio de Decreto Legislativo;
XVI - fiscalizar os atos do prefeito e dos dirigentes das autarquias, empresas públicas e sociedades de
economia mista municipais;
XVII - requerer a intervenção do Estado no Município, nos casos previstos na Constituição Federal;
XIX - exercer, com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado, a fiscalização financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial do Município;
a) o Parecer do Tribunal somente deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da
Câmara;
b) decorrido o prazo de 60 (sessenta) dias sem deliberação pela Câmara, o Parecer será incluído na
Ordem do Dia, sobrestando-se as demais deliberações, até que se ultime a votação;
c) rejeitadas as contas, serão estas, imediatamente, remetidas ao Ministério Público para os fins de
direito.
XXII - decretar a perda de mandato do prefeito e dos vereadores, nos casos indicados na Constituição
Federal e nesta Lei Orgânica;
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XXIV - proceder à tomada de contas do prefeito, através da Comissão Especial, quando não apresenta
das à Câmara, dentro de 60 (sessenta) dias após a abertura da Sessão Legislativa;
XXV - criar, transformar e extinguir cargos, empregos e funções de seus serviços, através de Resolução
e fixar os respectivos vencimentos, através de lei de sua iniciativa.
SEÇAO IV
DA INSTALAÇAO
Art. 18. No primeiro ano de cada Legislatura, no dia 1° (primeiro) de janeiro, às 19 (dezenove) horas,
em Sessão de Instalação, independentemente do número de vereadores, sob a Presidência do mais
votado dentre os presentes, os vereadores prestarão compromisso e tomarão posse.
E, em seguida, o secretário designado para este fim fará a chamada de cada vereador, que declarará:
"ASSIM O PROMETO".
Art. 20. O vereador que não tomar posse na Sessão prevista no artigo 17, poderá fazê-lo até 15
(quinze) dias depois da primeira Sessão Ordinária da Legislatura.
I - se não se desincompatibilizar nos termos do que dispõe o artigo 38, da Constituição Federal;
Art. 22. O vereador entrará no exercício do mandato imediata e automaticamente após a posse.
SEÇAO V
DAS SESSÕES
Art. 23. Independentemente de convocação, a Sessão Legislativa anual desenvolve-se de 1° (primeiro)
de fevereiro a 30 (trinta) de junho e de 1° (primeiro) de agosto a 15 (quinze) de dezembro.
seu Regimento Interno, e as remunerará de acordo com o estabelecido na Constituição Federal e nesta
Lei Orgânica.
§ 2° As Sessões Extraordinárias serão convocadas pelo presidente da Câmara em Sessão ou fora dela,
mediante, neste último caso, comunicação pessoal e escrita aos vereadores, com antecedência mínima
de 24 (vinte e quatro) horas.
§ 3° Na Sessão Legislativa Extraordinária, a Câmara Municipal somente deliberará sobre a matéria para
a qual foi convocada.
§ 4° As reuniões marcadas dentro dos períodos mencionados no caput, serão transferidas para o
primeiro dia útil subsequente, quando coincidirem com feriados.
Art. 24. As Sessões da Câmara Municipal serão realizadas em recinto destinado ao seu funcionamento.
§ 1° Comprovada a impossibilidade de acesso ao recinto, ou outra causa que impeça a sua utilização, as
Sessões poderão ser realizadas em outro local.
Art. 25. As Sessões serão públicas, salvo deliberação em contrário, aprovada por dois terços de seus
membros, quando ocorrer motivo de relevante interesse público ou de preservação do decoro
parlamentar.
Art. 26. As Sessões serão abertas com a presença de, no mínimo, um terço dos membros da Câmara
Municipal e somente deliberará com a presença da maioria absoluta.
Parágrafo único. Considerar-se-á presente à Sessão o vereador que assinar o livro de presença e
participar de todas as deliberações do Plenário.
Subseção única
§ 1° A convocação será feita mediante ofício ao presidente da Câmara para reunir-se, no máximo,
dentro de 10 (dez) dias.
§ 2° O presidente da Câmara dará conhecimento da convocação aos vereadores em Sessão ou fora dela
mediante, neste último caso, comunicação pessoal escrita, com a antecedência mínima de 48 (quarenta e
oito) horas.
SEÇAO VI
DAS DELIBERAÇÕES
Art. 28. As deliberações da Câmara Municipal serão tomadas mediante discussão e votação únicas,
salvo as exceções previstas nesta Lei Orgânica.
Art. 29. A discussão e a votação da matéria constante da Ordem do Dia serão efetuadas com a
Parágrafo único. O voto será público, salvo as exceções previstas nesta Lei.
Art. 30. Dependerá do voto favorável de dois terços dos membros da Câmara a aprovação:
Art. 31. Dependerá do voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal a
aprovação:
Art. 32. A aprovação das matérias não constantes dos artigos anteriores dependerá do voto favorável
da maioria dos vereadores presentes à Sessão.
Art. 33. O vereador que estiver presidindo a Sessão só terá direito a voto:
I - na eleição da Mesa;
II - quando o seu voto for necessário para completar o quórum de dois terços exigido para a matéria;
III - quando houver empate na votação das matérias submetidas à maioria simples de votos.
I - na eleição da Mesa;
Art. 35. O vereador que tiver interesse pessoal na deliberação não poderá votar, sob pena de nulidade
da votação, se o seu voto for decisivo.
SEÇÃO VII
DA COMPOSIÇÃO
Art. 36. A Câmara Municipal é composta dos seguintes órgãos:
I - Mesa Diretora;
II - Comissões;
III - Plenário.
Subseção I
Da Mesa Diretora
Art. 37. Imediatamente após a posse, os vereadores reunir-se-ão, sob a Presidência do vereador
mais votado dentre os presentes e, havendo maioria absoluta dos seus membros, elegerão os componen
tes da Mesa, por escrutínio secreto e maioria absoluta de votos, considerando-se automaticamente
empossados os eleitos.
§ 2° Não havendo número legal, o vereador que estiver investido nas funções de presidente dos
trabalhos convocará Sessões diárias, até que haja número legal e seja eleita a Mesa.
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Art. 38. A Mesa será composta de presidente, vice-presidente, primeiro secretário e segundo secretário.
§ 2° Na ausência dos secretários, o presidente em exercício na Sessão convidará qualquer vereador para
o desempenho daquelas funções.
Art. 39. O mandato da Mesa será de dois anos, vedada a reeleição de qualquer um dos membros
Parágrafo único. Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído, pelo voto de dois terços dos
membros da Câmara, quando faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho de suas atribuições
regimentais, elegendo-se outro vereador para completar o mandato.
Art. 40. A eleição para renovação da Mesa realizar-se-á na última Sessão Ordinária da segunda Sessão
Legislativa, considerando-se os eleitos automaticamente empossados em 1° (primeiro) de janeiro do ano
subsequente.
Subseção II
Do Presidente
IV - promulgar as Resoluções e os Decretos Legislativos, bem como as leis com sanção tácita ou cujo
veto tenha sido rejeitado pelo Plenário;
V - fazer publicar os Atos, as Resoluções, os Decretos Legislativos e as leis por ele promulgadas;
VI - declarar extinto o mandato do prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores, nos casos previstos em
lei;
VIII - apresentar ao Plenário, até o dia 20 (vinte) de cada mês, o Balancete Orçamentário do mês
anterior;
X - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a força necessária para este fim;
XII - prestar informações por escrito e expedir certidões quando requeridas para defesa de direitos e
esclarecimentos das situações de interesse pessoal;
XIII - propor a realização de audiências públicas com entidades da sociedade civil e com membros da
comunidade;
XIV - designar Comissões Especiais nos termos regimentais, observadas as indicações partidárias.
Subseção III
Das Comissões
Art. 42. A Câmara terá Comissões Permanentes e Temporárias, constituídas na forma e com as
atribuições previstas no seu Regimento Interno ou no ato de que resultar sua criação, assegurada, tanto
quanto possível, a representação proporcional das bancadas ou blocos partidários.
II - convocar secretários municipais, ou equivalentes, para prestar informações sobre assuntos inerentes
às suas atribuições;
III - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas;
Art. 44. As Comissões Especiais de Inquérito, que terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas pela Câmara
Municipal, mediante Requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado
e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que
promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
Subseção IV
Do Plenário
Art. 45. O Plenário, órgão soberano de deliberação da Câmara Municipal, é composto pelos vereadores
no exercício do mandato.
SEÇÃO VIII
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DA RESPONSABILIDADE DO VEREADOR
Art. 46. O vereador, observado o que estabelece esta Lei Orgânica e a legislação pertinente, pela prática
de contravenções penais, crimes comuns e infrações político-administrativas, será processado, julgado e
apenado em processos independentes.
Art. 47. Pela prática de contravenções e de crimes, serão processados e julgados pela Justiça Comum e
pelas infrações político-administrativas, pela Câmara Municipal.
a) firmar ou manter contrato com o Município, com suas autarquias, empresas públicas, sociedades de
economia mista ou com suas empresas concessionárias de serviço público, salvo quando o contrato
obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, emprego ou função remunerada, inclusive os de que sejam demissíveis ad
nutum, nas entidades referidas na alínea anterior.
II - desde a posse:
a) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato
b) ocupar cargo ou função de que seja demissível ad nutum, nas entidades referidas no inciso I, “a”;
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer uma das entidades a que se refere o inciso I, “a”;
III - que deixar de comparecer, em cada Sessão Legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da
§ 2° Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara Municipal, por
voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na
Câmara, assegurada ampla defesa.
§ 3° Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Câmara, de ofício ou
mediante provocação de qualquer um de seus membros ou de partido político representado na Câmara
Municipal, assegurada ampla defesa.
§ 4° A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos
termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os parágrafos 2°
e 3°.
SEÇAO IX
I - inviolabilidade;
II - subsídio mensal;
III - licença.
Subseção I
Da Inviolabilidade
Art. 51. Os vereadores são invioláveis, no exercício do mandato e na circunscrição do Município, por
suas opiniões, palavras e votos.
Subseção II
Do Subsídio
Art. 52. O subsídio dos vereadores será fixado pela Câmara Municipal no último ano da legislatura, até
30 dias antes das eleições municipais, vigorando para a legislatura subsequente, observado o disposto
na Constituição Federal.
§ 1° A fixação será veiculada por lei de iniciativa da Mesa da Câmara proposta até 45 (quarenta e
cinco) dias antes das eleições e aprovada pelo Plenário.
§ 2° Na hipótese de a proposta não ser apresentada pela Mesa no prazo previsto no parágrafo anterior,
qualquer Comissão ou vereador poderá fazê-lo.
§ 4° O vereador que até 90 (noventa) dias antes do término de seu mandato deixar de apresentar ao
presidente da Câmara declaração de bens atualizada, não fará jus ao subsídio do período corresponden
te.
Art. 53. O subsídio dos vereadores será fixado determinando-se o valor em moeda corrente no País,
vedada qualquer vinculação, estabelecido em parcela única e atendidos os limites constitucionais.
Parágrafo único. Ao presidente da Câmara, enquanto representante legal do Poder Legislativo, será
fixado subsídio diferenciado daquele estabelecido para os demais vereadores.
Subseção III
Da Licença
III - para tratar, sem remuneração, de interesse particular, por prazo determinado, nunca inferior a 30
dias, desde que o afastamento não ultrapasse 120 (cento e vinte) dias por Sessão Legislativa, vedado o
retorno antes do término da licença;
§ 2° Ao vereador licenciado nos termos dos incisos I e II, será devida remuneração como se em
exercício estivesse.
§ 3° Ao vereador licenciado nos termos do inciso IV, será devida remuneração como se em exercício
estivesse, desde que devidamente comprovada a presença no evento que motivou a concessão da
licença.
Art. 55. Nos casos de vaga ou licença do vereador, o presidente da Câmara Municipal convocará
imediatamente o suplente.
§ 1° O suplente convocado deverá tomar posse dentro do prazo de 15 (quinze) dias, salvo motivo justo
e aceito pela Câmara, na forma do que dispuser o Regimento Interno.
§ 2° Enquanto a vaga a que se refere o parágrafo anterior não for preenchida, calcular-se-á o quórum
em função dos vereadores remanescentes.
§ 3° Somente se convocará o suplente na hipótese de a licença do titular ser superior a 15 (quinze) dias.
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SEÇAO X
I - respeitar, defender e cumprir as Constituições Federal e Estadual, a Lei Orgânica Municipal e as leis;
II - agir com respeito ao Executivo e ao Legislativo, colaborando para o bom desempenho de cada um
desses Poderes;
Subseção única
Do Testemunho
Art. 57. Os vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou presta^das
em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou das quais receberam
informações.
SEÇAO XI
DA PERDA DO MANDATO
Art. 58. Ocorre a perda do mandato de vereador por extinção ou por cassação.
Subseção I
Da Extinção do Mandato
Art. 59. Extingue-se o mandato do vereador e assim será declarado pelo presidente da Câmara
Municipal quando:
I - ocorrer o falecimento;
IV - incidir nos impedimentos para o exercício do mandato e não se desincompatibilizar até a posse e,
nos casos supervenientes, no prazo de 15 (quinze) dias, contados do recebimento da notificação para
isso promovida pelo presidente da Câmara Municipal;
V - faltar a um terço ou mais das sessões Ordinárias da Câmara Municipal, salvo licença ou missão por
esta autorizada;
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VI - não tomar posse, salvo motivo devidamente justificado e aceito pela Câmara Municipal, na data
marcada;
VII - quando o presidente da Câmara, não substituir ou suceder o prefeito nos casos de impedimento ou
vaga.
§ 1° Considera-se formalizada a renúncia e produzidos todos os seus efeitos para os fins deste artigo,
quando protocolada nos serviços administrativos da Câmara Municipal, salvo o disposto no artigo 48,
parágrafo 4°, desta Lei.
Municipal.
Subseção II
Da Cassação do Mandato
Art. 60. A Câmara de Vereadores cassará o mandato do vereador quando, em processo regular em que
é dado ao acusado amplo direito de defesa, concluir pela prática de infração político administrativa.
III - proceder de modo incompatível com a ética e o decoro parlamentar, nos termos do disposto no
Código de Decoro estabelecido através de Resolução da Câmara Municipal.
II - iniciativa da denúncia por qualquer cidadão, vereador local ou associação legitimamente constituída;
III - recebimento da denúncia por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal;
V - conclusão do processo, sob pena de arquivamento, em até 90 (noventa) dias, a contar do recebi
mento da denúncia.
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§ 2° O arquivamento do processo de cassação por falta de conclusão não impede, pelos mesmos fatos,
nova denúncia, nem a apuração de contravenções penais, crimes comuns e atos de improbidade
administrativa.
Art. 63. Atendidos os princípios elencados no artigo 62, o processo de cassação pela prática das
infrações definidas no artigo 61 obedecerá ao seguinte rito:
I - a denúncia escrita, contendo a exposição dos fatos e a indicação das provas, será dirigida ao
presidente da Câmara e poderá ser apresentada por qualquer cidadão, vereador local, partido político
com representação na Câmara ou entidade legitimamente constituída há mais de um ano;
II - se o denunciante for vereador, não poderá participar, sob pena de nulidade, da deliberação
III - se o denunciante for o presidente da Câmara, passará a Presidência a seu substituto legal, para os
atos do processo, e somente votará, se necessário, para completar o quórum do julgamento;
V - decidido o recebimento da denúncia pela maioria absoluta dos membros da Câmara, na mesma
Sessão será constituída a Comissão Processante, integrada por três vereadores sorteados entre os
desimpedidos, observado o princípio da representação proporcional dos partidos, os quais elegerão,
desde logo, o presidente e o relator;
VI - havendo apenas três ou menos vereadores desimpedidos, os que se encontrarem nessa situação
comporão a Comissão Processante, preenchendo-se, quando for o caso, as demais vagas através de
sorteio entre os vereadores que inicialmente se encontravam impedidos;
VII - a Câmara Municipal poderá afastar o denunciado quando a denúncia for recebida nos termos deste
artigo;
b) como primeiro ato, o presidente determinará a notificação do denunciado, mediante remessa de cópia
da denúncia e dos documentos que a instruem;
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d) uma vez notificado, pessoalmente ou por edital, o denunciado terá direito de apresentar defesa
prévia, por escrito, no prazo de dez dias, indicando as provas que pretende produzir e o rol de
testemunhas que deseja sejam ouvidas no processo, até o máximo de 10 (dez);
e) decorrido o prazo de dez dias, com defesa prévia ou sem ela, a Comissão Processante emitirá parecer
dentro de cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou pelo arquivamento da denúncia;
f) se o parecer opinar pelo arquivamento, será submetido a Plenário, que, pela maioria dos presentes,
poderá aprová-lo, caso em que será arquivado, ou rejeitá-lo, hipótese em que o processo terá
prosseguimento;
g) se a Comissão opinar pelo prosseguimento do processo ou se o Plenário não aprovar seu parecer de
arquivamento, o presidente da Comissão dará início à instrução do processo, determinando os atos,
diligências e audiências que se fizerem necessárias para o depoimento e inquirição das testemunhas
arroladas;
h) o denunciado deverá ser intimado de todos os atos processuais, pessoalmente ou na pessoa de seu
procurador, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas, sendo-lhe permitido assistir às
diligências e audiências, bem como formular perguntas e reperguntas às testemunhas e requerer o que
for de interesse da defesa, sob pena de nulidade do processo.
IX - concluída a instrução, será aberta vista do processo ao denunciado, para apresentar razões escritas
no prazo de 5 (cinco) dias, vencido o qual, com ou sem razões do denunciado, a Comissão Processante
emitirá parecer final, opinando pela procedência ou improcedência da acusação e solicitará ao
presidente da Câmara a convocação de Sessão para julgamento;
X - na Sessão de julgamento, que só poderá ser aberta com a presença de, no mínimo, maioria absoluta
dos membros da Câmara, o processo será lido integralmente pelo relator da Comissão Processante e, a
seguir, os vereadores que o desejarem poderão manifestar-se verbalmente pelo tempo máximo de 15
(quinze) minutos cada um e, ao final, o acusado ou seu procurador disporá de 2 (duas) horas para
produzir sua defesa oral;
XIII - havendo condenação, a Mesa da Câmara expedirá, conforme o caso, o competente Decreto
Legislativo ou Resolução, de cassação de mandato, que será publicado na imprensa oficial, e, no caso
de resultado absolutório, o presidente da Câmara determinará o arquivamento do processo, devendo,
em ambos os casos, comunicar o resultado à Justiça Eleitoral.
Art. 64. O processo a que se refere o artigo anterior, sob pena de arquivamento, deverá ser concluído
dentro de 90 (noventa) dias, a contar do recebimento da denúncia.
Parágrafo único. O arquivamento do processo por falta de conclusão no prazo previsto neste artigo não
impede nova denúncia sobre os mesmos fatos nem a apuração de contravenções ou crimes comuns.
SEÇÃO XII
Art. 65. As Comissões Especiais de Inquérito destinar-se-ão a apurar irregularidades sobre fato
determinado que se inclua na competência municipal, constante de denúncia apresentada por vereador,
Comissão da Câmara ou por qualquer cidadão local.
Parágrafo único. Na hipótese de a denúncia ser apresentada por qualquer cidadão local, um terço dos
membros da Câmara deverá subscrever o requerimento de constituição da Comissão Especial de
Inquérito.
Art. 66. As Comissões Especiais de Inquérito serão constituídas mediante requerimento subscrito por,
no mínimo, um terço dos membros da Câmara.
II - o número de membros que integrarão a Comissão, não podendo ser inferior a 3 (três);
III - o prazo de seu funcionamento, que não poderá ser superior a 90 (noventa) dias;
§ 1° Consideram-se impedidos os vereadores que estiverem envolvidos no fato a ser apurado, aqueles
que tiverem interesse pessoal na apuração e os que forem indicados para servir como testemunha.
Art. 69. Composta a Comissão Especial de Inquérito, seus membros elegerão, desde logo, o presidente
e o relator.
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Art. 70. Caberá ao presidente da Comissão designar local, horário e data das reuniões e requisitar
funcionário, se for o caso, para secretariar os trabalhos da Comissão.
Art. 71. As reuniões da Comissão Especial de Inquérito somente serão realizadas com a presença da
maioria de seus membros.
Art. 72. Todos os atos e diligências da Comissão serão transcritos e autuados em processo próprio, em
folhas numeradas, datadas e rubricadas pelo presidente, contendo também assinatura dos depoentes,
quando se tratar de depoimentos tomados de autoridades ou testemunhas.
III - transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença, ali realizando os atos que lhes
competirem.
Parágrafo único. É de 30 (trinta) dias, prorrogáveis por igual período, desde que solicitado e devida
mente justificado, o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da Administração direta e indireta
prestem as informações e encaminhem os documentos requisitados pelas Comissões Especiais de
Inquérito.
Art. 74. No exercício de suas atribuições, poderão, ainda, as Comissões Especiais de Inquérito, através
de seu presidente:
III - tomar o depoimento de quaisquer autoridades, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso;
Art. 75. O não atendimento das determinações contidas nos artigos anteriores, no prazo estipulado,
faculta ao presidente da Comissão solicitar, na conformidade da legislação federal, a intervenção do
Poder Judiciário.
Art. 76. As testemunhas serão intimadas e deporão sob as penas de falso testemunho previstas na
legislação penal e em caso de não comparecimento, sem motivo justificado, a intimação será solicitada
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ao juiz criminal da localidade onde reside ou se encontra, na forma do artigo 218 do Código de
Processo Penal.
Art. 77. Se não concluir seus trabalhos no prazo que lhe tiver sido estipulado, a Comissão ficará extinta,
salvo se, antes do término do prazo, seu presidente requerer a prorrogação por menor ou igual prazo e
0 requerimento for aprovado pelo Plenário, em Sessão Ordinária ou Extraordinária.
Parágrafo único. Esse requerimento considerar-se-á aprovado se obtiver o voto favorável de um terço
dos membros da Câmara.
Art. 78. A Comissão concluirá seus trabalhos por relatório final, que deverá conter:
V - a sugestão das medidas a serem tomadas, com sua fundamentação legal, e a indicação das
autoridades ou pessoas que tiverem competência para a adoção das providências reclamadas.
Art. 79. Considera-se relatório final o elaborado pelo relator eleito, desde que aprovado pela maioria
dos membros da Comissão.
Art. 80. Rejeitado o relatório a que se refere o artigo anterior, considera-se relatório final o elaborado
por um dos membros com voto vencedor, designado pelo presidente da Comissão.
Art. 81. O relatório será assinado primeiramente por quem o redigiu e, em seguida, pelos demais
membros da Comissão.
Parágrafo único. Poderá o membro da Comissão exarar voto em separado, nos termos regimentais.
Art. 82. Elaborado e assinado o relatório final, será protocolado na Secretaria da Câmara, para ser lido
em Plenário, na fase do expediente da primeira Sessão Ordinária subsequente.
Art. 83. A Secretaria da Câmara deverá fornecer cópia do relatório final da Comissão Especial de
Inquérito ao vereador que a solicitar, independentemente de requerimento.
Art. 84. O relatório final independerá de apreciação do Plenário, devendo o presidente da Câmara dar-
lhe encaminhamento de acordo com as recomendações nele propostas.
SEÇÃO XIII
DO SUPLENTE
Art. 85. O suplente de vereador da Câmara Municipal sucederá o titular no caso de vaga e o substituirá
nos casos de impedimento.
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Art. 86. O suplente de vereador, quando no exercício do mandato tem os mesmos direitos, prerrogati
vas, deveres e impedimentos do titular e como tal deve ser considerado.
SEÇÃO XIV
DO PROCESSO LEGISLATIVO
Subseção I
Disposições Gerais
Art. 87. O Processo Legislativo municipal, sucessão ordenada de atos necessários à formação de
proposituras com força de lei, compreende a elaboração de:
II - Leis Complementares;
IV - Resoluções;
V - Decretos Legislativos.
Parágrafo único. O Município poderá dispor, através de lei complementar, sobre a elaboração dos atos
normativos, previstos nos incisos I a V deste artigo.
Subseção II
§ 1° A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de estado de sítio ou de intervenção no
Município.
§ 2° A proposta será discutida e votada em dois turnos, com interstício mínimo de 10 (dez) dias,
considerando-se aprovada a que obtiver, nos dois turnos de votação, voto favorável de dois terços dos
membros da Câmara Municipal.
§ 3° A Emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara com o respectivo número de
ordem.
Art. 89. Não será objeto de deliberação a proposta de Emenda à Lei Orgânica tendente a ofender ou
abolir:
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Art. 90. A matéria constante de proposta de Emenda rejeitada ou havida por prejudicada, não poderá
ser objeto de nova proposta na mesma Sessão Legislativa.
Subseção III
Art. 91. Observado o Processo Legislativo das leis ordinárias, a aprovação de lei complementar exige o
quórum da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.
Parágrafo único. São leis complementares, além de outras indicadas nesta Lei, as que disponham sobre:
II - Código de Obras;
IV - Código de Posturas;
Subseção IV
Art. 92. A iniciativa das leis cabe a qualquer vereador, à Mesa Diretora, a qualquer Comissão
Parágrafo único. São de iniciativa privativa do prefeito municipal, as leis que disponham sobre:
Art. 93. O prefeito municipal poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de lei de sua
iniciativa.
Parágrafo único. Se no caso do caput, a Câmara Municipal não se manifestar sobre o projeto de lei em
até 45 dias, a proposição será incluída na Ordem do Dia, sobrestando-se a votação infinequanto aos
demais assuntos, para que se ultime a sua deliberação.
I - nos projetos de iniciativa privativa do prefeito municipal, ressalvado o disposto no artigo 168 desta
Lei Orgânica;
Art. 95. Aprovado o projeto de lei, o presidente da Câmara Municipal, no prazo de 10 (dez) dias úteis,
enviará o autógrafo ao prefeito municipal, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 4° O veto será apreciado pela Câmara Municipal em Sessão Plenária, dentro de 30 (trinta) dias a
contar de seu recebimento, e só será rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos membros da Câmara
Municipal.
§ 5° Se o veto for rejeitado, o projeto de lei retornará ao prefeito municipal, que terá o prazo de 48
(quarenta e oito) horas para o promulgar.
§ 6° Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no parágrafo 4° o veto será colocado na Ordem
do Dia das sessões subsequentes, sobrestadas as demais proposições até sua votação final.
§ 7° Nos casos dos parágrafos 3° e 5°, se a lei não for promulgada, o presidente da Câmara Municipal a
promulgará, dentro de 48 (quarenta e oito) horas e, não o fazendo, caberá ao vice-presidente fazê-lo.
Art. 96. O projeto de lei que receber parecer contrário, quanto ao mérito, em todas as Comissões
Permanentes, será considerado prejudicado, implicando o seu arquivamento.
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Art. 97. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto de lei, na mesma Sessão Legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da
Câmara Municipal.
Subseção V
Art. 99. O Regimento Interno da Câmara disporá sobre as matérias objeto de Decreto Legislativo e de
Resolução, cuja elaboração, redação, alteração e consolidação serão feitas com observância da mesma
técnica relativa às leis.
SEÇÃO XI
Art. 100. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das
entidades da Administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação de subvenções e renúncia de receitas próprias ou repassadas será exercida pela Câmara
Municipal, mediante controle externo e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo,
conforme previsto em lei.
§ 1° O controle externo será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
§ 2° O parecer prévio anual, emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, só será rejeitado
pelo voto de dois terços dos membros da Câmara Municipal.
§ 4° Qualquer munícipe, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei,
denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
Art. 101. Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade
ou ilegalidade, dela devem dar ciência ao Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade solidária.
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Art. 102. Prestará contas, conforme estabelecido pela legislação pertinente, toda pessoa física, entidade
pública ou privada que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valo^res
públicos do Município ou que por eles responda, ou que, em nome deste, assuma obrigação de natureza
pecuniária.
SEÇAO XVI
DO PLEBISCITO E DO REFERENDO
Art. 103. Mediante proposta fundamentada da maioria dos membros da Câmara Municipal ou de 5%
(cinco por cento) dos eleitores inscritos no Município e aprovação do Plenário por dois terços de votos
favoráveis, será submetida a plebiscito ou referendo questão de relevante interesse do Município ou do
Distrito.
§ 3° A proposta que já tenha sido objeto de plebiscito ou referendo somente poderá ser apresentada
depois de cinco anos de carência.
Art. 104. Convocado o plebiscito ou referendo, o projeto legislativo ou medida administrativa não
efetivada, cujas matérias constituam objeto de consulta popular, terá sustada sua tramitação, até que o
resultado das urnas seja proclamado.
Art. 105. O plebiscito ou referendo, convocado nos termos desta Lei, será considerado aprovado ou
rejeitado, por maioria simples, de acordo com o resultado homologado pelo Tribunal Regional
Eleitoral.
CAPÍTULO II
DO PODER EXECUTIVO
s e ç Ao I
DO PREFEITO
Art. 106. O Poder Executivo do Município é exercido pelo prefeito municipal, auxiliado pelos
secretários municipais ou equivalentes.
Subseção I
Da Posse e do Exercício
Art. 107. O prefeito tomará posse na sessão solene de instalação da legislatura, logo após a dos
vereadores, prestando, a seguir, o compromisso de “manter e cumprir a Constituição, observar as leis e
administrar o Município, visando ao bem geral de sua população” .
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§ 2° Se o prefeito não tomar posse nos 10 (dez) dias subsequentes fixados para tal, salvo motivo
relevante aceito pela Câmara Municipal, seu cargo será declarado vago, por ato do presidente da
Câmara Municipal.
§ 3° No ato de posse e ao deixar o cargo o prefeito apresentará declaração de bens à Câmara Munici
pal.
Art. 108. O exercício do mandato dar-se-á, automaticamente, com a posse, assumindo o prefeito todos
os direitos e obrigações inerentes ao cargo.
SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES
II - iniciar o Processo Legislativo na forma e nos casos previstos na Constituição Federal e nesta Lei;
III - vetar, no todo ou em parte, os projetos de lei aprovados pela Câmara Municipal;
VI - prestar à Câmara Municipal, dentro de 15 (quinze) dias úteis, após protocolado o pedido, as
informações solicitadas;
VII - convocar extraordinariamente a Câmara Municipal para deliberar sobre matéria de interesse
público relevante e urgente;
XI - desapropriar bens;
XIII - alienar bens imóveis, mediante prévia e expressa autorização da Câmara Municipal;
XIV - permitir ou autorizar o uso de bens municipais por terceiros, na formada lei;
XXI - remeter à Câmara Municipal os recursos orçamentários que devam ser despendidos de uma só
vez, no prazo de 15 (quinze) dias a partir da data da solicitação;
XXII - remeter à Câmara Municipal, até o dia 20 (vinte) de cada mês, as parcelas da dotação orçamen
tária que devem ser despendidas por duodécimos;
XXIV - abrir crédito extraordinário nos casos de calamidade pública, em caráter excepcional,
comunicando imediatamente o fato à Câmara Municipal;
XXVIII - aprovar, após o parecer do órgão competente, projetos de edificação, loteamento, arruamen-
to e zoneamento urbano ou para fins urbanos;
XXIX - resolver sobre os requerimentos, reclamações ou representações que lhe forem dirigidas sobre
matéria de competência do Executivo Municipal;
XXXI - encaminhar ao Tribunal de Contas e à Câmara Municipal, até 31 de março de cada ano, a
prestação de contas do Município, relativa ao exercício anterior;
XXXII - remeter à Câmara Municipal, até 15 de abril de cada ano, o relatório sobre a situação geral da
Administração Municipal;
XXXIII - solicitar o auxílio dos órgãos de segurança, quando necessário, para o cumprimento de seus
atos;
XXXV - exercer, com o apoio dos auxiliares diretos, a direção superior da Administração Municipal,
bem como outras atribuições previstas nesta Lei.
Parágrafo único. O prefeito poderá delegar por decreto, as atribuições mencionadas nos incisos IX, XV,
XVIII, XIX, XXVIII e XXIX, aos auxiliares diretos que observarão os limites traçados nas respectivas
delegações.
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SEÇAO III
I - julgamento pelo Tribunal de Justiça, nas contravenções e nos crimes comuns e de responsabilidade;
III - tratar com dignidade o Legislativo Municipal, colaborando para o seu bom funcionamento e
respeitando seus membros;
V - colocar à disposição da Câmara, no prazo estipulado, as dotações orçamentárias que lhe forem
destinadas;
VII - deixar, conforme regulado nos parágrafos 3° e 4°, do artigo 100, desta Lei, anualmente, à
disposição de qualquer contribuinte, durante 60 (sessenta) dias, as contas municipais, de forma a
garantir-lhes a compreensão, o exame e a apreciação.
Art. 112. Os direitos e deveres previstos nos artigos anteriores são extensivos, no que couber, ao
substituto ou sucessor do prefeito.
Subseção I
Da Licença
Art. 113. O prefeito não poderá ausentar-se do Município ou afastar-se do cargo, por mais de 15
(quinze) dias consecutivos, sob pena de cassação do mandato.
§ 1° O Regimento Interno da Câmara Municipal disciplinará o pedido e a aprovação, pelo Plenário, das
licenças previstas neste artigo.
§ 2° O prefeito regularmente licenciado, nos termos dos incisos I, II e III deste artigo, terá direito a
perceber seu subsídio integralmente.
Art. 115. Considerar-se-á automaticamente licenciado o prefeito afastado pela Câmara Municipal nos
termos do artigo 126.
Subseção II
Do Subsídio
Art. 116. O subsídio do prefeito e do vice-prefeito será fixado pela Câmara Municipal, no último ano da
legislatura até 30 (trinta) dias antes das eleições, vigorando para a legislatura subsequente, por lei de
iniciativa do Poder Legislativo, assegurada a revisão anual, sempre na mesma data, e sem distinção de
índices dos que forem concedidos para os servidores locais.
Art. 117. O subsídio do prefeito e do vice-prefeito será fixado, determinando-se o valor em moeda
corrente no País, vedada qualquer vinculação, estabelecido em parcela única e atendido o limite
constitucional.
Parágrafo único. Não fará jus ao subsídio o prefeito que, até 90 (noventa) dias antes do término do
mandato, não apresentar ao presidente da Câmara a competente declaração de bens atualizada.
Art. 118. Não fará jus ao subsídio, o prefeito afastado nos termos do artigo 126.
Subseção III
Da Responsabilidade
Art. 119. O prefeito, observado o que estabelece o artigo 29, inciso X, da Constituição Federal, em
razão de seus atos, contravenções penais, crimes comuns e de responsabilidade e infrações político -
administrativas, será processado, julgado e apenado em processos independentes.
SEÇÃO IV
DAS INCOMPATIBILIDADES
a) firmar ou manter contrato com o Município, com suas autarquias, empresas públicas, sociedades de
economia mista ou empresas concessionárias de serviço ou obras públicas, salvo quando o contrato
obedecer a cláusulas uniformes;
c) ser diretor, proprietário ou sócio de empresa contratada pelo Município ou que dele receba
privilégios ou favores.
II - desde a posse:
a) exercer cargo, função ou emprego público em qualquer uma das entidades da Administração direta e
indireta da União, do Estado, do Distrito Federal e do Município, ou em empresas concessionárias e
permissionárias de serviços e obras públicas;
Parágrafo único. Não se considera contrato de cláusulas uniformes aquele decorrente de procedimento
licitatório.
SEÇAO V
DA PERDA DO MANDATO
Art. 121. Ocorre a perda do mandato de prefeito por extinção ou por cassação.
Subseção I
Da Extinção do Mandato
Art. 122. Extingue-se o mandato do prefeito e assim será declarado pelo presidente da Câmara
Municipal quando:
I - ocorrer o falecimento;
IV - incidir nas incompatibilidades para o exercício do mandato e não se desincompatibilizar até a posse
e, nos casos supervenientes, no prazo de 15 (quinze) dias, contados do recebimento de notificação para
isso, promovida pelo presidente da Câmara Municipal, garantido o contraditório e a ampla defesa;
V - deixar de tomar posse, sem motivo justo aceito pela Câmara Municipal, na data prevista.
§ 1° Considera-se formalizada a renúncia e, por conseguinte, como tendo produzido todos os seus
efeitos para os fins deste artigo, quando protocolada nos serviços administrativos da Câmara Municipal.
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§ 3° Se a Câmara Municipal estiver em recesso, será imediatamente convocada pelo seu presidente para
os fins do parágrafo anterior.
Subseção II
Da Cassação do Mandato
Art. 123. A Câmara Municipal poderá cassar o mandato do prefeito quando, em processo regular em
que lhe é dado amplo direito de defesa, com os meios e recursos a ela inerentes, concluir-se pela prática
de infração político-administrativa.
I - deixar de apresentar a declaração de bens, nos termos do parágrafo 3°, do artigo 107, desta Lei
Orgânica,
III - impedir o exame de livros e outros documentos que devam constar dos arquivos da Prefeitura
Municipal, bem como a verificação de obras e serviços por comissões de investigação da Câmara
Municipal ou auditoria regularmente constituída;
IV - desatender, sem motivo justo e no prazo legal, os pedidos de informações da Câmara Municipal,
quando formulados de modo regular;
V - ausentar-se do Município, por tempo superior ao permitido nesta Lei, salvo licença da Câmara
Municipal;
VI - proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo, aplicável, no que couber, o
disposto no inciso III do artigo 59 desta Lei.
Art. 125. Aplica-se ao processo de cassação do mandato do prefeito o disposto nos artigos 61 e 62
desta Lei.
I - quando a denúncia por infração político-administrativa for recebida por dois terços de seus
membros;
SEÇAO VI
DO VICE-PREFEITO
Art. 127. O vice-prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo prefeito, auxiliará a
este, sempre que por ele for convocado para missões especiais.
Art. 128. Observar-se-á, no que couber, quanto ao vice-prefeito, relativamente à posse, ao exercício,
aos direitos e deveres, às incompatibilidades e impedimentos, à declaração de bens e às licenças, o que
esta Lei estabelece para o prefeito e o que lhe for especificamente determinado.
Parágrafo único. Será extinto, e assim declarado pelo presidente da Câmara Municipal, o mandato
I - substituir o prefeito nos casos de licença e suceder-lhe nos de vaga, observado o disposto nesta Lei;
II - auxiliar na direção da Administração Pública Municipal, conforme lhe for determinado pelo prefeito
ou estabelecido em lei.
SEÇAO VII
DA SUBSTITUIÇÃO E DA SUCESSAO
Art. 130. O vice-prefeito substitui o prefeito nos casos de licença e sucede-lhe nos de vaga.
Parágrafo único. Considera-se vago o cargo de prefeito, e assim será declarado pelo presidente da
Câmara, quando ocorrer morte, renúncia ou perda do mandato.
Art. 131. Nos casos de licença do prefeito e do vice-prefeito ou de vacância dos respectivos cargos,
assumirá o presidente da Câmara, que completará o período se as vagas tiverem ocorrido na segunda
metade do mandato.
Parágrafo único. Se as vagas tiverem ocorrido na primeira metade do mandato, far-se-á eleição direta,
na forma da legislação eleitoral e no prazo máximo de 90 (noventa) dias, cabendo aos eleitos completar
o período.
Art. 132. Os substitutos legais do prefeito não poderão recusar a substituição ou a sucessão, sob pena
de extinção dos respectivos mandatos.
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Parágrafo único. Enquanto o substituto legal não assumir, responderá pelo expediente da Prefeitura o
servidor responsável pelos negócios jurídicos do Município.
SEÇÃO VID
Art. 133. São auxiliares diretos do prefeito os ocupantes de cargo, emprego ou função, de livre
nomeação e exoneração, pertencentes ao primeiro escalão da Administração Municipal.
Art. 134. O secretário municipal, ou equivalente, a seu pedido, poderá comparecer perante o Plenário
ou qualquer Comissão da Câmara para expor assuntos e discutir projetos de lei ou qualquer outro ato
normativo relacionado com as atribuições de sua competência.
Art. 134-A Deverá cada Secretário Municipal, anualmente, comparecer em sessão pública perante a
Câmara Municipal, para prestação de contas do andamento da gestão, bem como demonstrnr e avaliar o
desenvolvimento de ações, programas e metas da Secretaria conespondente. (Incluída pela Emenda nº01/2024)
A rt. 135. Os auxiliares diretos do prefeito farão declaração de bens, no ato da posse e no término do
exercício do cargo, emprego ou função e terão as mesmas incompatibilidades e impedimentos dos
vereadores, enquanto neles permanecerem.
TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
CAPÍTULO!
DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
SEÇÃO I
PRINCÍPIOS GERAIS
Art. 136. A Administração Pública direta e indireta do Município de Campina do Monte Alegre
obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade,
finalidade, motivação, interesse público e eficiência e demais preceitos previstos na Constituição
Federal, inclusive no que respeita às obras, aos serviços, às compras e às alienações.
SEÇÃO II
Art. 13 7. Lei municipal disporá sobre o regime jurídico dos servidores municipais, observado o disposto
na Constituição Federal.
Art. 138. Lei municipal disporá, especialmente, sobre a criação, transformação e extinção de cargos,
empregos e funções públicas, sua forma de provimento, plano de carreiras e sistema remuneratório,
observado o disposto na Constituição Federal.
Art. 139. O Conselho Municipal de Política de Administração e Remuneração de Pessoal, instituído por
lei municipal e integrado por servidores dos Poderes locais, atenderá ao disposto na Constituição
Federal.
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SEÇAO III
DA GUARDA MUNICIPAL
Art. 140. Lei municipal, de iniciativa privativa do Executivo, poderá instituir guarda municipal
destinada à proteção dos bens, aos serviços e às instalações do Município e de suas entidades da
Administração indireta, autárquica e fundacional.
s e ç Ao IV
Art. 142. Ao usuário dos serviços públicos fica garantida sua prestação compatível com a dignidade
humana e com regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, c o L te sia e
modicidade de tarifas.
Art. 143. Os serviços públicos municipais serão prestados pelo Poder Público, diretamente ou sob o
regime de concessão ou permissão, nos termos desta Lei e de lei específica de natureza nacional.
Art. 144. Serão considerados serviço público os serviços de utilidade pública assim instituídos por lei
municipal que os regulamente.
Art. 146. Os serviços públicos prestados indiretamente pelo Município dependerão de licitação prévia
para a outorga, sendo de obrigatória observância os princípios gerais consignados em lei federal, que
dispõe sobre normas gerais de licitação.
SEÇAO V
Art. 147. Constituem bens municipais todas as coisas móveis, imóveis e semoventes, direitos e ações
que, a qualquer título, pertençam ou vierem a pertencer ao Município.
Art. 148. Compete ao prefeito a administração dos bens municipais, respeitada a competência da
Câmara Municipal quanto àqueles que estiverem sob sua administração.
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Art. 149. A alienação dos bens municipais, subordinada à existência de interesse público devidamente
justificado, obedecerá à legislação federal pertinente.
Parágrafo único. A alienação de bens de uso comum do povo ou de uso especial será precedida de:
II - autorização legislativa;
III - avaliação;
IV - desafetação.
Art. 150. O Município, preferencialmente à venda ou à doação de bens imóveis, outorgará concessão de
direito real de uso, mediante autorização legislativa, respeitada a legislação federal pertinente.
Art. 151. A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e
autorização legislativa.
Art. 152. O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão, permissão ou
autorização, conforme o caso, e o interesse público, devidamente justificado, o exigir, garantindo se em
qualquer hipótese, a preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico-cultural.
§ 1° A concessão administrativa dos bens públicos de uso dominial dependerá de autorização legislativa
e licitação.
§ 2° A concessão administrativa de bens de uso comum do povo e de uso especial somente poderá ser
outorgada mediante autorização legislativa e licitação.
§ 3° A permissão, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será outorgada por tempo indetermi
nado e a título precário, formalizada através de Decreto.
§ 4° A autorização, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será outorgada para atividades
específicas e transitórias, pelo prazo máximo de 60 (sessenta) dias, prorrogável por igual período, no
CAPÍTULO II
DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL
Art. 153. O Município organizará sua administração e exercerá suas atividades com base num
V - a ação planejada do Município junto aos órgãos, entidades e sistemas regionais dos quais participa.
I - planos gerais, assim entendidos aqueles que abordam a realidade do Município em seu conjunto,
dispondo sobre todas as esferas e campos de atuação do Poder Público e da comunidade, compreen
dendo:
a) Plano Diretor;
b) Plano Plurianual.
II - planos específicos, assim entendidos aqueles que abordam ou dispõem sobre campos ou temas
precípuos da realidade do Município e que se classificam nas categorias:
a) planos setoriais, referidos aos setores técnicos segundo os quais se organiza a ação do Poder Público;
b) planos temáticos, referidos a campos ou temas singularizados que não se conotem como setores de
atuação técnica do Poder Público;
§ 1° Os agentes públicos e privados ficam obrigados a fornecer ao Município, nos termos da lei, todos
os dados necessários ao Sistema Municipal de Informações.
Art. 156. São instrumentos de implantação dos planos integrantes do processo de planejamento
permanente do Município, devendo, obrigatoriamente, com estes guardar compatibilidade:
II - o Código de Obras;
§ 2° O Código de Obras disporá sobre os aspectos de segurança, conforto e higiene das obras de infra-
estrutura, edificações e instalações, singularmente consideradas.
II - funções e conteúdos mínimos ou típicos dos planos das diferentes categorias que integram o
processo de planejamento;
III - regime de planejamento, abrangendo a vigência dos planos e a sistemática de sua elaboração,
discussão e encaminhamento à aprovação, assegurada nesta sistemática a participação direta da
população.
CAPÍTULO III
Câmara Municipal de Campina do Monte Alegre
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CNPJ: 67-360-4120007-03
SEÇÃO I
Art. 157. As contas do Município ficarão, durante 60 (sessenta) dias, anualmente, à disposição de
qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos
termos dispostos em lei municipal.
SEÇÃO II
Art. 158. A publicação das leis e atos municipais será feita pelo Diário Oficial do Município.
§ 1° Inexistindo o Diário Oficial do Município, as publicações de que trata este artigo serão feitas em
jornal local e, na sua inexistência, em jornal regional editado no Município mais próximo, com
circulação local.
§ 2° A publicação dos atos não normativos, pela imprensa, poderá ser resumida.
§ 4° A escolha do órgão de imprensa para divulgação das leis e atos municipais, deverá ser feita por
licitação, em que se levarão em conta não só as condições de preço, como as circunstâncias de
frequência, horário, tiragem e distribuição.
§ 5° O órgão de imprensa a que se refere o parágrafo anterior será considerado o veículo oficial de
divulgação dos atos locais.
SEÇÃO III
DO REGISTRO
Art. 159. O Município terá os livros necessários aos seus serviços e, obrigatoriamente, os de:
VI - protocolo;
IX - contratos em geral;
X - contabilidade e finanças;
§ 1° Os livros serão abertos, rubricados e encerrados pelo prefeito e pelo presidente da Câmara,
§ 2° Os livros referidos neste artigo poderão ser substituídos por fichas ou outro sistema, conveniente
mente autenticados, podendo ser realizado por meio magnético.
SEÇÃO IV
DA FORMA
Art. 160. Os atos administrativos de competência do prefeito devem ser expedidos com observância das
seguintes normas:
a) regulamentação de lei;
g) criação, extinção, declaração ou modificação de direitos dos administrados, não privativos de lei;
Parágrafo único. Os atos constantes do inciso II deste artigo, poderão ser delegados.
SEÇÃO V
DAS CERTIDÕES
Art. 161. A Prefeitura e a Câmara são obrigadas a fornecer a qualquer interessado que preencha os
requisitos do artigo 5°, XXXII e XXXIV da Constituição Federal, no prazo máximo de 15 (quinze)
dias, certidões de atos, contratos e decisões ou informações de interesse particular ou coletivo, sob
pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar a sua expedição.
Parágrafo único. No mesmo prazo deverão ser atendidas as requisições judiciais, se outro prazo não for
fixado pelo juiz.
TÍTULO IV
CAPÍTULO I
SEÇÃO I
DOS TRIBUTOS
I - os impostos previstos nesta Lei e outros que venham a ser de sua competência;
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização efetiva ou potencial de serviços
públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;
§ 1° Os impostos, sempre que possível, terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade
econômica do contribuinte, facultado à Administração Tributária, especialmente para conferir
efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o
patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.
SEÇÃO II
II - transmissão inter-vivos a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão
física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à sua
aquisição;
III - serviços de qualquer natureza não compreendidos na competência do Estado e definidos em lei
complementar federal.
§ 1° A lei municipal poderá estabelecer alíquotas progressivas do imposto previsto no inciso I, em razão
do cumprimento da função social da propriedade.
§ 2° A propriedade urbana cumpre sua função social, para os efeitos do parágrafo anterior, quando
atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no Plano Diretor.
§ 3° A progressividade referida no parágrafo 1° o será no tempo, mediante lei específica, para área
incluída no Plano Diretor, e sua exigência subordinada à edição de lei federal.
§ 5° Lei municipal estabelecerá critérios objetivos para a edição e atualização da Planta Genérica de
Valores de imóveis, de dois em dois anos, tendo em vista a incidência do imposto previsto no inciso I.
a) não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados no patrimônio de pessoa jurídica em
realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação,
cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for
a compra e venda desses bens ou direitos, locações de bens imóveis ou arrendamento mercantil;
SEÇÃO III
Art. 164. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado ao Município:
proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independen
temente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou
aumentado;
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.
IV - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributo, ressalvadas a cobrança
de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Município;
c) o patrimônio, a renda ou os serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades
sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos,
atendidos os requisitos da lei;
§ 4° Qualquer isenção, redução da base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão
que envolva matéria tributária ou previdenciária, só poderá ser concedida mediante lei específica, que
regule exclusivamente as matérias enumeradas no parágrafo 3° ou o correspondente tributo ou
contribuição.
§ 5° A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo
pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a
imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido.
Art. 165. É vedado ao Município estabelecer diferença tributária entre bens e serviços de qualquer
natureza, em razão de sua procedência ou destino.
CAPÍTULO II
DOS ORÇAMENTOS
I - o Plano Plurianual;
II - as Diretrizes Orçamentárias;
§ 1° A lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá as diretrizes, objetivos e metas da Administração
Municipal para as despesas de capital e outras dela decorrentes e para as relativas aos programas de
duração continuada.
§ 3° O Poder Executivo publicará, até o dia 20 (vinte) de cada mês, o Balancete das Contas Municipais.
§ 2° Os Orçamentos compatibilizados com o Plano Diretor terão entre suas funções, a de reduzir
desigualdades entre os Distritos do Município, segundo critério populacional.
Art. 169. Os projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, às Diretrizes Orçamentárias e ao Orçamento
Anual são de iniciativa exclusiva do prefeito e serão apreciados pela Câmara Municipal, com observân
cia do artigo 2° do ADCT e dos parágrafos deste artigo.
III - aos pareceres de que trata o inciso I deste parágrafo deverão ser emitidos no prazo de 15
§ 2° As emendas serão apresentadas na Comissão de Finanças e Orçamento, que sobre elas emitirá
parecer e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário da Câmara Municipal.
§ 3° As emendas ao Projeto de Lei do Orçamento Anual ou aos projetos que o modifiquem, somente
podem ser aprovadas caso:
§ 4° As emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias não poderão ser aprovadas quando
incompatíveis com o Plano Plurianual.
§ 5° O prefeito poderá enviar Mensagem à Câmara Municipal para propor modificação nos projetos a
que se refere este artigo enquanto não concluído o parecer da Comissão referida no parágrafo 1°.
§8° As emendas individuais ao Projeto de Lei Orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um
inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo
Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de
saúde. (Incluído pela Emenda N°01 de 2022). (Redação data pela Emenda nº 02 de 2023).
§8° As emendas individuais ao Projeto de Lei Orçamentária serão aprovadas no limite de 2% ( dois por cento) da
receita corrente líquida do exercício anterior ao do encaminhamento do projeto, observado que a metade desse
percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde. (Modificado pela Emenda nº 02 de 2023).
§9° A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previstos no §1°,
inclusive custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do §2° do art. 198 da
Constituição da República, vedada a destinação para pagamento de pessoal ou encargos sociais.
(Incluído pela Emenda N°01 de 2022).
§10. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 8°
deste artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita
corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da
programação definidos na lei complementar prevista no § 9° do art. 165 da Constituição da República.
(Incluído pela Emenda N°01 de 2022). (Modificada pela Emenda nº 02 de 2023).
§10. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações oriundas de emendas parlamentares,
em montante correspondente a 2% ( dois por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior,
conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9°
do art. 165 da Constituição da República. (Modificado pela Emenda nº 02 de 2023).
§11 As programações orçamentárias previstas no §7° deste artigo não serão de execução
obrigatória nos casos dos impedimentos estritamente de ordem técnica, nestes casos, serão adotadas as
seguintes medidas:(Incluído pela Emenda N°01 de 2022). (Nova Redação dada pela Emenda nº 03 de 2023)
§11. As programações orçamentárias previstas no §7º deste artigo não serão de execução obrigatória nos casos
(Revogada pela
dos impedimentos estritamente de ordem técnica. (Modificado
(Redação data Emenda
pela Emenda
pela nº 03
Emenda nº de
022023)
nº dede
02 2023).
2023).
I - até 120 (cento e vinte) dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo enviará ao
(Nova Redação
Poder Legislativo as justificativas do impedimento; (Incluído dada pelaN°01
pela Emenda Emenda
denº2022).
03 de 2023)
(Revogada Emenda nº 02 de 2023).
II - até 30 (trinta) dias após o término do prazo previstos no inciso I deste parágrafo, o Poder
Legislativo indicará ao Poder Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja
insuperável. (Nova Redação
(Incluído dada
pela pela Emenda
Emenda N°01nºde032022). (Revogada Emenda nº 02 de 2023).
de 2023)
III - até 30 de setembro, ou até trinta dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo
encaminhará projeto de lei ao Legislativo Municipal sobre o remanejamento da programação prevista
(Nova Redação
inicialmente cujo impedimento seja insuperável; e (Incluído pela dada pela Emenda
Emenda N°01 de nº 2022).
03 de 2023)
(Revogada Emenda nº 02 de 2023).
IV - se, até 20 de novembro, ou até trinta dias após o término do prazo previsto no inciso III, o
Legislativo Municipal não deliberar sobre o projeto, o remanejamento será implementado por ato do
(Nova Redação
Poder Executivo, nos termos previsto na lei orçamentária. (Incluído peladada pela Emenda
Emenda N°01 denº 03 de 2023)
2022).
(Revogada Emenda nº 02 de 2023).
§12 Após o prazo previsto no inciso IV do §11, as programações orçamentárias previstas no §10 deste
artigo não serão consideradas de execução obrigatória nos casos dos impedimentos justificados na
notificação prevista no inciso I do §11 deste artigo. (Incluído pela Emenda N°01 de 2022).
(Revogada Emenda nº 02 de 2023).
§13 Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira
prevista no §10 deste artigo, até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida
realizada no exercício anterior. (Incluído pela Emenda N°01 de 2022). (Revogada Emenda nº 02 de 2023).
§14 Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da
meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no
§10 deste artigo poderá ser reduzido na mesma proporção da limitação incidente sobre o
conjunto das despesas discricionárias. (Incluído pela Emenda N°01 de 2022).
§15 Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma
igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independente da autoria.” (Incluído pela Emenda N°01 de
2022).
§15. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que observe critérios objetivos e
imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independente da autoria.
(Modificadapela
(Modificado pelaEmenda
Emendanºnº0202dede2023).
2023).
§16. Para fins de cumprimento do disposto no §11 deste artigo, os órgãos de execução deverão observar, nos
termos da lei de diretrizes orçamentárias, cronograma para análise e verificação de eventuais impedimentos das
programações e demais procedimentos necessários à viabilização da execução dos respectivos montantes.
(Modificado pela
(Incluída pela Emendanºnº0202dede2023).
Emenda 2023).
§17. Os restos a pagar provenientes das programações orçamentárias previstas no § 10 deste artigo poderão ser
considerados para fins de cumprimento da execução financeira até o limite de 1 % ( um por cento) da receita
corrente líquida do exercício anterior ao do encaminhamento do projeto de lei orçamentária, para as
(Incluída pela
programações das emendas individuais." (Modificado Emenda
pela Emendanºnº0202dede2023).
2023).
Art. 170. Aplicam-se ao Município as vedações expressas no artigo 167 da Constituição Federal.
TÍTULO V
DA ORDEM ECONÔMICA
CAPÍTULO I
DO DESENVOLVIMENTO URBANO
SEÇÃO I
DA POLÍTICA URBANA
Art. 171. A política de desenvolvimento urbano executada pelo Poder Público Municipal, conforme diretrizes
gerais fixadas em lei federal, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade
e garantir o bem-estar de seus habitantes, mediante a implementação dos seguintes objetivos gerais:
II - integração urbano-rural;
comunitários existentes;
b) a ociosidade, subutilização ou não utilização do solo urbano edificável; usos
c) incompatíveis ou inconvenientes.
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§ 1° A política de desenvolvimento urbano do Município será promovida pela adoção dos seguintes
instrumentos:
III - a criação de área de especial interesse urbanístico, ambiental, turístico, de convivência cultural e de
utilização pública.
Art. 173. Para o Município, o princípio da função social da propriedade rural e urbana ou para fins
urbanos, cujo objetivo é a realização do desenvolvimento econômico e da justiça social, tem por fim
assegurar o uso produtivo para a sociedade, da propriedade imobiliária, seja ela pública ou privada e a
não obtenção, pelos proprietários privados, de ganhos decorrentes do esforço de terceiros pertencentes
à comunidade.
Art. 174. Lei Complementar disporá, no que couber, sobre o parcelamento do solo, conforme as
diretrizes fixadas em lei federal.
Art. 175. O Executivo manterá, na forma da lei, um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social,
assegurando a participação de membros da sociedade civil e representantes de entidades sociais, o qual
terá como objetivo apresentar subsídios para o desenvolvimento econômico do Município.
SEÇÃO II
DO PLANO DIRETOR
Art. 176. O Plano Diretor, que servirá como instrumento da política de desenvolvimento e de expansão
urbana, será aprovado pela Câmara Municipal.
Art. 177. O Plano Diretor deve prever normas de desenvolvimento para todo o território municipal,
podendo as disposições serem especiais para a zona rural que atenderá a objetivos diferentes daqueles
previstos para a zona urbana.
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§ 1° O desenvolvimento municipal, tanto na zona urbana quanto na zona rural, deverá ser executado
com atenção à preservação do meio ambiente natural e artificial.
Art. 178. O Plano Diretor deverá contemplar em seus dispositivos os direitos das pessoas portadoras de
deficiência, especialmente quanto ao seu acesso a bens, inclusive os privados, e serviços públicos.
Art. 179. O Plano Diretor definirá para cada zona da cidade e para os bens imóveis nela situados, a
função social dessas propriedades a fim de alcançar a melhoria da qualidade de vida da população.
§ 1° Deverá o Plano Diretor prever outras leis de natureza urbanística que lhe serão complementares e
definir os instrumentos urbanísticos que poderão ser utilizados para a implementação de medidas de
urbanização para o atendimento de suas diretrizes.
§ 2° O Plano Diretor deverá apresentar gráficos e mapas de localização das áreas urbanas e rurais onde
poderá haver intervenção urbanística, designando seus objetivos fundamentais.
Art. 180. Na definição de requisitos especiais para parcelamento do solo urbano, o Plano Diretor
definirá regras voltadas à manutenção do sistema viário oficial, de modo que a implantação de novos
núcleos urbanos com a abertura de novas vias não interrompa o sistema viário já existente.
SEÇÃO III
III - planejar o sistema viário e localização dos pólos geradores de tráfego e transporte;
Art. 182. A lei disporá sobre a composição, a atribuição e o funcionamento do Conselho Municipal de
Trânsito, atendida a legislação pertinente.
Art. 183. O Município poderá implantar vias expressas, marginais à rodovia e estradas vicinais, visando
facilitar a instalação de novos distritos industriais.
TÍTULO VI
DA ORDEM SOCIAL
CAPÍTULO I
SEÇÃO I
DO MEIO AMBIENTE
Art. 184. O Município promoverá os meios necessários para a satisfação do direito de todos a um meio
ambiente ecologicamente equilibrado, nos termos da Constituição Federal.
Parágrafo único. As práticas educacionais, culturais, desportivas e recreativas municipais terão como
um de seus aspectos fundamentais a preservação do meio ambiente e da qualidade de vida da população
local.
Art. 185. O Município, com a colaboração da comunidade, tomará todas as providências necessárias
para:
I - proteger a fauna e a flora, assegurando a diversidade das espécies e dos ecossistemas, de modo a
preservar, em seu território, o patrimônio genético;
IV - exigir estudo prévio de impacto ambiental, para a instalação de atividade potencialmente causadora
de degradação ambiental, especialmente de pedreiras, dentro de núcleos urbanos;
V - exigir a recomposição do ambiente degradado por condutas ou atividades ilícitas ou não, sem
prejuízo de outras sanções cabíveis;
VII - fiscalizar as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente, sujeitando os infratores
a sanções administrativas, além de exigir a reparação dos danos causados.
Art. 186. A política de desenvolvimento e de expansão urbana do Município deverá ser compatível com
a proteção do meio ambiente, para preservá-lo de alterações que, direta ou indiretamente, sejam
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Art. 187. O Poder Público instituirá Plano de Proteção ao Meio Ambiente, prescrevendo as medidas
necessárias para assegurar o equilíbrio ecológico.
§ 1° inclui-se no Plano de Proteção ao Meio Ambiente a descrição detalhada das áreas de preservação
ambiental no Município.
§ 2° O Plano de Proteção ao Meio Ambiente mencionado no caput deste artigo será elaborado e
supervisionado pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, cuja criação, atribuições e
composição serão definidas em lei, garantida a participação da comunidade, como órgão consultivo no
planejamento da política ambiental do Município.
Art. 188. O Município poderá promover, através de incentivos fiscais a integração da iniciativa privada
na defesa do meio ambiente.
SEÇAO II
II - as áreas que abriguem exemplares raros da fauna e da flora, bem como aquelas que sirvam
Parágrafo único. As áreas declaradas de preservação ambiental serão consideradas espaços territoriais
especialmente protegidos, não sendo nelas permitidas atividades que degradem o meio ambiente ou que,
por qualquer forma, possam comprometer a integridade das condições ambientais que motivaram a
declaração.
Art. 190. O Município protegerá e conservará as águas para prevenir seus efeitos adversos, instituindo
as áreas de preservação das águas utilizáveis para abastecimento às populações e para implantação,
conservação e recuperação de matas ciliares.
Art. 191. Aquele que explorar recursos naturais dentro dos limites do Município, fica obrigado a
recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público
competente, na forma da lei.
Art. 192. Caberá ao Município, no campo dos recursos hídricos, entre outras medidas:
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II - estabelecer medidas para proteção e conservação das águas superficiais e subterrâneas e para sua
utilização racional, especialmente daquelas destinadas ao abastecimento público;
III - celebrar convênio com o Estado para a gestão das águas de interesse exclusivamente local;
IV - exigir, quando da aprovação dos loteamentos, a completa infra-estrutura urbana, correta drenagem
das águas pluviais, proteção do solo superficial e reserva de áreas destinadas ao escoamento de águas
pluviais e à canalização de esgotos públicos, em especial nos fundos de vale.
SEÇÃO III
DO SANEAMENTO
Art. 193. O Município estabelecerá a coleta diferenciada de resíduos industriais, hospitalares, de clínicas
médicas, odontológicas, farmácias, laboratórios de patologia, núcleos de saúde e outros estabelecimen
tos que possam ser portadores de agentes patogênicos.
Parágrafo único. O tratamento dos resíduos mencionados neste artigo será feito através de aterro
sanitário, de incineração ou de outros meios, podendo, para sua implantação, o Executivo recorrer à
formação de consórcio, inclusive com outros Municípios.
Art. 194. O Município indicará a área fora do perímetro urbano, para depósito dos resíduos não
elencados no artigo anterior.
Art. 195. O Município prestará orientação e assistência sanitária às localidades desprovidas de sistema
público de saneamento básico e à população rural, incentivando e disciplinando a construção de poços e
fossas tecnicamente apropriados e instituindo programas de saneamento.
CAPÍTULO II
DA SEGURIDADE SOCIAL
SEÇÃO I
DA SAÚDE
I - políticas que visem ao bem-estar físico, mental e social do indivíduo e da coletividade e à redução do
risco de doenças e outros agravos;
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Art. 198. As ações e os serviços de saúde são de relevância pública, cabendo ao Município dispor, nos
termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle.
Município ou através de terceiros e pela iniciativa privada ou mediante consórcio com outros Municí
pios.
I - gerenciar e executar as políticas e os programas com impacto sobre a saúde individual e coletiva;
II - assegurar o funcionamento dos Conselhos Municipais de Saúde, que terão sua composição,
organização e competência fixadas em lei, a fim de ser garantida a participação de representantes da
comunidade, em especial dos trabalhadores, entidades e prestadores de serviços na área da saúde, em
conjunto com o Município, no controle das políticas de saúde, bem como na fiscalização e no
acompanhamento das ações de saúde, nos termos da legislação federal;
III - assegurar a universalização do atendimento com igual qualidade, com instalações e acesso a todos
os níveis de serviços de saúde, à população urbana e rural;
IV - assegurar a gratuidade dos serviços de saúde prestados, vedada a cobrança de despesas, suplemen-
tação de quaisquer pagamentos e de taxas sob qualquer título.
SEÇAO II
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL
Art. 200. A assistência social será prestada a quem dela necessitar e tem por objetivos:
Art. 201. A lei disporá sobre a composição, atribuições e funcionamento do Conselho Municipal de
Assistência Social.
Art. 202. Para a implantação da política municipal de assistência social é facultado ao Município:
I - firmar convênio com entidade pública ou privada para prestação de serviços de assistência social à
comunidade local;
CAPÍTULO III
DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA
SEÇÃO I
DA EDUCAÇÃO
Art. 203. A Educação, ministrada com base nos princípios estabelecidos no artigo 205 e seguintes da
Constituição Federal e inspirada nos princípios de liberdade e solidariedade humana, tem por fim:
I - a compreensão dos direitos e deveres da pessoa humana, do cidadão, do Município, da família e dos
demais grupos que compõem a comunidade;
VII - a condenação de qualquer tratamento desigual por motivo de convicção filosófica, política ou
religiosa, bem como a quaisquer preconceitos de classe, raça ou sexo;
Art. 204. O Município garantirá atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino.
SEÇÃO II
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DA CULTURA
Art. 206. O Município promoverá o desenvolvimento cultural da comunidade local, nos termos da
Constituição Federal e com a participação da comunidade, especialmente mediante.
III - incentivo à promoção e divulgação da história, dos valores humanos e das tradições locais;
V - criação e manutenção de bibliotecas públicas nos distritos e bairros da cidade, garantido o abcesso
aos seus acervos, bem como a museus, arquivos e congêneres;
Art. 207. A lei disporá sobre a composição, atribuições e funcionamento do Conselho Municipal de
Cultura.
CAPÍTULO IV
Art. 208. O Município apoiará e incrementará as práticas esportivas na comunidade, mediante estímulos
especiais e auxílios materiais às agremiações amadoras organizadas pela população em forma regular.
Art. 209. O Município incentivará a prática de atividades de lazer, como forma de integração social,
mediante:
III - aproveitamento dos recursos naturais para a prática de atividades de lazer e turismo;
IV - práticas excursionistas;
V - adequação dos locais já existentes e previsão das medidas necessárias quando da construção de
novos espaços, tendo em vista a prática de esportes e atividades de lazer por parte das pessoas
portadoras de deficiência, idosos e gestantes, de maneira a integrá-los aos demais cidadãos.
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Art. 210. As atividades esportivas e de lazer implementadas pelo Município serão desenvolvidas de
forma articulada com as atividades culturais, visando à implantação e ao desenvolvimento do turismo
local.
CAPÍTULO V
AS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA
Art. 211. Cabe ao Município, bem como à família, assegurar à criança, ao adolescente, ao idoso e às
pessoas portadoras de deficiência, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência
familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e agressão.
Art. 212. O Município promoverá programas especiais, admitida a participação de entidades não
governamentais, tendo como propósito:
III - integração social das pessoas portadoras de deficiências, mediante treinamento para o trabalho,
convivência e facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos;
V - incentivo aos serviços e programas de prevenção e orientação contra entorpecentes, álcool e drogas
afins, bem como de encaminhamento de denúncias e atendimento especializado, referentes à criança, ao
adolescente, ao adulto e ao idoso dependente.
Art. 213. O Município assegurará condições de prevenção às deficiências, com prioridade para a
assistência pré-natal e infantil, assegurado, na forma da lei, às pessoas portadoras de deficiência e aos
idosos, o acesso a logradouros e a edifícios públicos e particulares de frequência aberta ao público, com
a eliminação de barreiras arquitetônicas, garantindo-lhes a livre circulação, bem como a adoção de
medidas semelhantes, quando da aprovação de novas plantas de construção e a adaptação ou elimina
ção dessas barreiras em veículos coletivos.
Art. 214. A lei disporá sobre a composição, atribuições e funcionamento do Conselho Municipal de
Assistência às Pessoas Portadoras de Deficiência, do Conselho Municipal de Assistência ao Idoso e do
Conselho Municipal da Criança e do Adolescente.
Art. 1 º O Regimento Interno da Câmara Municipal deverá ser adequado às disposições desta Lei
Orgânica sempre que a aprovação de Emendas altere seu conteúdo.
Parágrafo único. Caberá à Mesa da Câmara constituir Comissão Mista encarregada de elaborar estudos
preliminares para apresentar o Projeto de Resolução do Regimento Interno.
Art. 2º Até a entrada em vigor da Lei Complementar a que se refere o parágrafo 9º do artigo 165,
da Constituição Federal, serão obedecidas as seguintes normas:
I - o Projeto de Lei do Plano Plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro
do mandato do prefeito subseqüente, será encaminhado à Câmara Municipal até 31 de agosto e
devolvido para sanção até 31 de dezembro;
Câmara Municipal de Campina do Monte Alegre
Estado de São Paulo
Rua Antonio Geraldo Gomes, 201, Centro, telefax (15) 3254-1233
/ MESA DIRETORA
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Presidente: Orlando Donizeti Aleixo
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José Garcia de Arruda