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Anamnese Alucinações e Delírios - Liga

O documento apresenta uma ficha de anamnese básica para avaliação de sintomas prodrômicos de transtornos mentais, especialmente a esquizofrenia. Ele detalha a identificação de comportamentos como delírios e alucinações, além de estratégias de enfrentamento e o impacto na rotina do indivíduo. Ferramentas de avaliação, como CAARMS e SIPS, são mencionadas para promover intervenções precoces e reduzir a transição para a psicose.

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Anamnese Alucinações e Delírios - Liga

O documento apresenta uma ficha de anamnese básica para avaliação de sintomas prodrômicos de transtornos mentais, especialmente a esquizofrenia. Ele detalha a identificação de comportamentos como delírios e alucinações, além de estratégias de enfrentamento e o impacto na rotina do indivíduo. Ferramentas de avaliação, como CAARMS e SIPS, são mencionadas para promover intervenções precoces e reduzir a transição para a psicose.

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ANAMNESE BÁSICA

*Essa ficha é apenas exemplificativa, não dispensa um profissional capacitado e habilitado na área.

Análise de sintomas prodrômicos 1


Avaliação Funcional por Entrevista Semi-Estruturada 3
I. Identificação dos Comportamentos 3
Delírios 3
2. Alucinações 4
II. Antecedentes (O que acontece antes?) 5
III. Comportamentos Específicos 6
IV. Consequências (O que acontece depois?) 6
V. Estratégias de Enfrentamento e Suporte 7
VI. Impacto na Rotina 7
VII. Finalização 7

Análise de sintomas prodrômicos

Sintomas prodrômicos são sinais iniciais ou comportamentos que ocorrem antes do


surgimento completo de um transtorno mental, como a esquizofrenia. Esses
sintomas são um "alerta precoce" de que a pessoa pode estar desenvolvendo a
condição. Na esquizofrenia, por exemplo, os sintomas prodrômicos incluem
isolamento social, queda no desempenho acadêmico ou profissional, mudanças de
humor, dificuldade de concentração, pensamentos desorganizados e leves
distorções perceptivas (como perceber sons vagos).

Embora esses sintomas ainda não sejam diagnósticos de esquizofrenia, eles


indicam uma fase de risco e permitem intervenções precoces que podem ajudar a
reduzir a gravidade ou o impacto do transtorno quando este se manifesta.

Estudos recentes destacam duas trajetórias prodrômicas principais.

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1. A primeira começa com sintomas inespecíficos, como mudanças de humor e
comportamento, seguidos por sintomas específicos de esquizofrenia, como
crenças estranhas ou desconfiança.
2. A segunda trajetória envolve sintomas iniciais mais específicos de
esquizofrenia e, com o tempo, evolui para quadros de ansiedade e
irritabilidade, antecedendo o surgimento da psicose. Essa fase pode ser difícil
de identificar, pois muitos dos sintomas se sobrepõem a outras condições,
como ansiedade e depressão, especialmente na adolescência.

Ferramentas de avaliação, como o Comprehensive Assessment of At-Risk


Mental States (CAARMS) e a Structured Interview for Prodromal Syndromes
(SIPS), têm sido usadas para medir a intensidade e frequência desses sintomas
prodrômicos e identificar indivíduos em alto risco. A utilização desses métodos visa
promover intervenções precoces, com o objetivo de reduzir a transição para a
psicose e minimizar o impacto na vida social e ocupacional do indivíduo.

O Comprehensive Assessment of At-Risk Mental States (CAARMS) é uma


ferramenta de avaliação utilizada para identificar e monitorar sinais precoces de
risco para transtornos psicóticos, como a esquizofrenia.

Desenvolvida para ajudar na detecção de sintomas prodrômicos, o CAARMS


examina a intensidade, frequência e duração de sintomas sutis que indicam uma
possível transição para a psicose. Esses sintomas incluem dificuldades perceptivas,
crenças estranhas, alterações no pensamento e no comportamento.

A avaliação CAARMS é estruturada para capturar mudanças progressivas nos


sintomas e no funcionamento do indivíduo, ajudando os profissionais a intervir
precocemente. A ferramenta também mede o impacto desses sintomas na vida
cotidiana da pessoa, possibilitando um acompanhamento contínuo e adaptado para
reduzir o risco de avanço para um transtorno psicótico completo.

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Avaliação Funcional por Entrevista Semi-Estruturada

Objetivo:
Compreender os comportamentos relacionados a delírios e alucinações,
identificando antecedentes, consequências e estratégias para intervenção.
População-Alvo:
Adolescentes e adultos com esquizofrenia.
Entrevistador:
Cuidadores, com suporte técnico e orientação profissional.

I. Identificação dos Comportamentos

Delírios

1. Crenças de Controle

Pergunta: A pessoa já disse sentir que está sendo controlada ou influenciada por
algo ou alguém, como forças externas ou tecnologia?
Exemplo: "Ela já mencionou que seus pensamentos ou ações estão sendo
manipulados, como se um chip implantado estivesse controlando sua mente?"

2. Delírios de Grandeza

Pergunta: A pessoa expressa crenças exageradas sobre si mesma, como ter


habilidades especiais ou ser alguém muito importante?
Exemplo: "Já comentou que é responsável por salvar o mundo ou que tem uma
missão divina que ninguém mais pode cumprir?"

3. Delírios de Referência

Pergunta: A pessoa interpreta eventos neutros ou aleatórios como se fossem


direcionados a ela de forma especial?
Exemplo: "Ela já disse que mensagens na TV ou nas redes sociais estão sendo
enviadas diretamente para ela, como se fossem códigos secretos?"

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4. Delírios Somáticos

Pergunta: A pessoa acredita que há algo estranho ou anormal em seu corpo,


mesmo sem evidências médicas?
Exemplo: "Já mencionou que seus órgãos estão desaparecendo, se deslocando ou
que há insetos rastejando dentro dela?"

5. Delírios Persecutórios

Pergunta: A pessoa acha que outras pessoas estão tentando prejudicá-la, mesmo
sem sinais claros disso?
Exemplo: "Ela já disse que colegas de trabalho estão conspirando para demiti-la ou
que vizinhos querem invadir sua casa?"

2. Alucinações

1. Reações Auditivas Inexplicáveis

Pergunta: Você já percebeu que a pessoa reage como se estivesse ouvindo algo
que mais ninguém escuta?
Exemplo: "Ela já virou a cabeça repentinamente ou pediu silêncio dizendo que
estava ouvindo vozes ou barulhos que os outros não conseguem ouvir?"

2. Respostas Visuais a Estímulos Inexistentes

Pergunta: A pessoa fixa o olhar ou parece interagir com algo que você não
consegue ver?
Exemplo: "Já aconteceu dela olhar para uma parede ou para o teto e apontar, como
se estivesse vendo algo ou alguém ali?"

3. Reações Táteis Imaginárias

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Pergunta: A pessoa já comentou sentir algo no corpo que você não percebe, como
toques ou insetos?
Exemplo: "Ela já mencionou sentir insetos rastejando na pele ou ficou tentando tirar
algo invisível de seu corpo?"

4. Diálogos ou Monólogos Incomuns

Pergunta: A pessoa já foi observada falando sozinha como se estivesse


conversando com alguém?
Exemplo: "Você já viu ela tendo uma conversa, respondendo ou discutindo com
uma voz ou figura imaginária?"

5. Reações de Medo ou Desconforto Sem Razão Aparente

Pergunta: A pessoa já demonstrou medo ou evitou locais ou objetos sem que


houvesse um motivo evidente?
Exemplo: "Ela já se recusou a entrar em um cômodo dizendo que sentia algo
ameaçador lá, mesmo quando ninguém percebeu nada diferente?"

II. Antecedentes (O que acontece antes?)


1. Ambiente Social

Pergunta: O comportamento ocorre mais frequentemente em situações sociais


específicas ou ao interagir com certas pessoas?
Exemplo: "Você percebe que ela fica mais agitada ou ansiosa quando está em um
grupo grande ou em ambientes barulhentos, como festas ou reuniões familiares?"

2. Mudanças na Rotina

Pergunta: O comportamento aparece depois de mudanças na rotina ou em


momentos de transição?
Exemplo: "Ela já demonstrou comportamentos incomuns após mudanças
inesperadas, como atrasos em compromissos ou alterações no ambiente familiar?"

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3. Estímulos Sensoriais

Pergunta: Situações com estímulos intensos, como luzes, sons ou cheiros fortes,
desencadeiam o comportamento?
Exemplo: "Você já notou que comportamentos específicos acontecem em lugares
barulhentos ou muito iluminados, como shoppings ou supermercados?"

4. Ambiente Social e Físico

Pergunta: Quem está por perto e o que está acontecendo no ambiente quando
esses comportamentos ocorrem?
Exemplo: "Isso ocorre mais quando a pessoa está sozinha, em família ou em locais
públicos?"

III. Comportamentos Específicos

Pergunta: Como a pessoa age durante esses episódios?


Exemplo: "Ela conversa com alguém que você não vê ou age como se estivesse se
defendendo de algo invisível?"

Pergunta: Quais são os sinais físicos ou emocionais?


Exemplo: "Ela parece assustada, confusa ou nervosa enquanto descreve essas
experiências?"

IV. Consequências (O que acontece depois?)

Pergunta: Como a pessoa reage após esses episódios?


Exemplo: "Ela fica mais calma ou mais ansiosa depois de dizer que ouviu algo?"

Pergunta: Como você ou outras pessoas reagem quando isso acontece?


Exemplo: "Vocês tentam acalmar a pessoa, explicam que não há nada ou ficam em
silêncio?"

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V. Estratégias de Enfrentamento e Suporte

Pergunta: A pessoa tenta lidar sozinha com essas experiências?


Exemplo: "Ela usa fones de ouvido, ouve música ou tenta ignorar as vozes?"

Pergunta: Que estratégias você já tentou para ajudar?


Exemplo: "Vocês já testaram mudar o ambiente, distrair a pessoa ou oferecer
reforços positivos?"

VI. Impacto na Rotina

Pergunta: Esses comportamentos dificultam as atividades do dia a dia?


Exemplo: "Isso já impediu a pessoa de ir à escola, trabalho ou participar de
encontros sociais?"

Pergunta: Como esses comportamentos afetam a convivência familiar?


Exemplo: "Isso causa tensão ou preocupação em casa?"

VII. Finalização

Pergunta: Há algo mais que você gostaria de compartilhar sobre esses


comportamentos?
Exemplo: "Você acha que há outros fatores que podem estar relacionados a essas
experiências?"

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