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Censura No Brasil - O Silêncio Imposto e As Vozes Que Transbordaram

O documento aborda a censura no Brasil, destacando sua história desde o período colonial até a atualidade, e como ela é utilizada para controlar a liberdade de expressão. Apesar da repressão, a arte sempre encontrou formas de resistência e expressão criativa. Atualmente, a censura persiste em novas formas, como a censura moral, política e nas redes sociais, evidenciando a necessidade de equilibrar liberdade de expressão com o respeito ao outro.

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Censura No Brasil - O Silêncio Imposto e As Vozes Que Transbordaram

O documento aborda a censura no Brasil, destacando sua história desde o período colonial até a atualidade, e como ela é utilizada para controlar a liberdade de expressão. Apesar da repressão, a arte sempre encontrou formas de resistência e expressão criativa. Atualmente, a censura persiste em novas formas, como a censura moral, política e nas redes sociais, evidenciando a necessidade de equilibrar liberdade de expressão com o respeito ao outro.

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Censura no Brasil: O Silêncio Imposto e as Vozes que

Transbordaram
Censura é o veneno sorrateiro da liberdade. Ela não chega gritando. Chega cortando. Um
verso aqui, uma manchete ali, um filme proibido, um livro recolhido. Na história do Brasil, a
censura foi e ainda é uma ferramenta usada para controlar corpos, ideias, emoções e
revoltas. Mas também é um capítulo que mostra como a criação resiste — e sobrevive.

1. O que é censura?

Censura é o ato de proibir, restringir ou controlar a circulação de informações, ideias,


opiniões, obras artísticas e manifestações culturais.​
Geralmente, ela é aplicada por governos autoritários, mas também pode vir de instituições
religiosas, empresas, grupos sociais ou até da própria sociedade (a chamada
"autocensura").

No Brasil, a censura tem uma longa história — e não ficou no passado.

2. Censura no Império e na República Velha

Desde o período colonial, a Coroa portuguesa já controlava o que podia ou não circular.
Com a chegada da imprensa ao Brasil, o controle aumentou.​
No Império e na Primeira República, a censura era voltada principalmente para publicações
consideradas "subversivas" ou "imorais", afetando jornais, romances e peças de teatro.

3. Ditadura Militar (1964–1985): o auge do silêncio

Este foi o período mais brutal e sistemático de censura no país.

●​ Censura à imprensa: jornais e revistas tinham trechos cortados. Muitas vezes, os


espaços eram preenchidos com receitas de bolo ou poemas aleatórios, como forma
de protesto silencioso.​

●​ Censura na música: Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina e
tantos outros tiveram letras vetadas ou precisaram “codificar” suas críticas ao
regime.​

●​ Cinema, teatro e literatura: obras inteiras foram proibidas, peças foram


desautorizadas, e autores perseguidos.​
●​ Censura pessoal: artistas, professores, estudantes e intelectuais foram vigiados,
presos, exilados ou mortos.​

4. A arte como resistência

Mesmo em meio à opressão, surgiram obras poderosas, cheias de metáforas, duplos


sentidos, ironias e códigos. A arte brasileira aprendeu a driblar a tesoura da censura com
criatividade feroz.

●​ “Pra não dizer que não falei das flores” (Geraldo Vandré) virou hino da resistência.​

●​ Chico Buarque escreveu com pseudônimo para escapar dos vetos.​

●​ O Teatro Oficina, o Cinema Novo e os tropicalistas transformaram a dor em grito


coletivo.​

5. E hoje? A censura acabou?

Não. A forma muda, mas o problema persiste:

●​ Censura moral e religiosa: proibição de exposições, perseguição a temas


LGBTQIA+, arte considerada “blasfema” ou “inadequada”.​

●​ Pressão política: ataques a jornalistas, retirada de livros escolares, cortes de


verbas para produções culturais.​

●​ Censura nas redes sociais: algoritmos que escondem conteúdos, discursos de


ódio travestidos de "liberdade de expressão", e silenciamentos disfarçados de
moderação.​

6. Liberdade de expressão ≠ liberdade de opressão

Vale lembrar: liberdade de expressão não é um passe livre pra discurso de ódio.​
Censurar uma ideia crítica é diferente de barrar falas que atacam vidas, culturas e
existências.​
O desafio é equilibrar o direito de se expressar com o dever de respeitar o outro — e não
usar “liberdade” como escudo para o preconceito.
7. Conclusão

A história da censura no Brasil é, na real, uma história de resistência.​


Porque sempre que tentaram calar vozes, essas vozes voltaram — cantando, escrevendo,
pintando, ocupando, vivendo.​
E enquanto houver censura, haverá arte escapando por frestas.

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