*NARRADOR*
Encenação, paixão e morte de nosso Senhor Jesus Cristo.
A morte violenta de Jesus não foi o resultado do acaso num conjunto infeliz de circunstâncias.
Ela faz parte do mistério do projeto de Deus, como explica São Pedro aos judeus de Jerusalém,
já em seu primeiro discurso de Pentecostes.
Ele foi entregue segundo desígnio determinado e apreciência de Deus, e por Ele temos a
justificação que nos foi merecida pela paixão de Cristo,
que se ofereceu na cruz como hóstia viva, santa e agradável a Deus, e cujo sangue se tornou
instrumento de propiciação pelos pecados de toda a humanidade.
*NARRADOR*
Antes da festa da páscoa sabendo Jesus que chegar a sua hora de passar deste mundo ao Pai e
como amava os seus que estavam no mundo até o extremo os amou.
Após Jesus ter lavado os pés dos discípulos, pois se a meditar com eles durante a ceia e disse:
*JESUS*
Em verdade, em verdade, vós digo, um de vós há de me trair.
*NARRADOR*
Com profunda aflição, todos começaram a se perguntar.
*APÓSTOLOS*
Serei eu? Serei eu, senhor? Será que eu? Será que eu? Será que eu?
Serei eu o traidor?
*JESUS*
Aquele que colocar comigo a mão no prato,
esse há de me trair.
*JUDAS*
Mestre, serei eu?
*JESUS*
Tu o dizes.
*NARRADOR*
Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu, partiu e o deu aos seus discípulos dizendo
*JESUS*
Tomai e comei, isto é o meu corpo
*NARRADOR*
E Jesus tomando o cálice disse,
*JESUS*
Bebam dele todos, porque isto é o meu sangue,
o sangue da nova aliança, derramado por muitos em remissão dos pecados, Fazeis sempre isto
em memória de mim.
*NARRADOR*
Logo após ter ceado retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Horto das Oliveiras.
Satanás já tinha entrado em Judas por sobrenome Iscariotes, um dos doze apóstolos.
Este foi ter com os sacerdotes e os oficiais para entregar-lhe Jesus.
Subiu as escadarias da casa de Caifás e adentrou. A esta notícia o sumo sacerdote,
Se alegrou e disse.
*CAIFÁS*
Então, nos entregará Jesus?
*JUDAS*
Sim, por um bom preço, é claro.
*CAIFÁS*
E quanto é que desejais por este serviço?
*JUDAS*
Trinta moedas de prata. Temos que fazê-lo depressa.
Jesus sabe que vai ser traído e que eu sou o traidor.
Ele vai orar no Horto das Oliveiras e lá vós o podereis prender.
*CAIFÁS*
E como vamos saber quem é esse Jesus?
*JUDAS*
É muito fácil, Aquele ao qual eu beijar, vós o podereis prender.
*NARRADOR*
Jesus e os apóstolos se dirigiram para o monte das Oliveiras,
e chegando lá disse aos apóstolos,
*JESUS*
Esta noite serei para todos motivo de escândalo.
*NARRADOR*
Entretanto, Pedro lhe respondeu,
*PEDRO*
Mesmo que todos se escandalizarem de ti, eu jamais te escandalizarei.
*JESUS*
Em verdade, em verdade te digo, Pedro, nesta noite, antes que o galo cante,
Você me terá negado três vezes.
*PEDRO*
Mesmo que seja necessário morrer contigo, eu jamais te negarei.
*NARRADOR*
Em seguida, Jesus se afastou do meio dos seus apóstolos para orar
e levou consigo Pedro, Tiago e João e disse-lhes
*JESUS*
Vigiai e orai comigo. Minha alma está triste, o espírito é forte, mas a carne é fraca.
*JESUS*
PAI! Se é do teu agrado, afasta de mim este cálice,
Mas não se faça a minha vontade, e sim a sua.
*NARRADOR*
Jesus entrou em agonia e orava ainda mais com instância,
e seu suor tornou-se gotas de sangue a escorrer pela terra.
Apareceu-lhe então um anjo para confortá-lo.
*ANJO*
Jesus, o Pai está contigo. Mestre, tua paixão será a salvação do mundo.
*NARRADOR*
Depois de ter orado, Jesus levantou-se, foi ter com os apóstolos e os achou dormindo, disse-
lhes.
*JESUS*
Porque dormes, levantai-vos e orais para não caíres em tentação.
*NARRADOR*
Jesus ainda falava quando apareceram algumas pessoas
e à frente deles estava Judas. Judas aproximou-se de Jesus e disse
*JUDAS*
Salve, mestre!
*NARRADOR*
E Judas, com um beijo traíste o filho de Deus.
Pedro, vendo o que estava acontecendo, puxou a espada e decepou a orelha de um dos
soldados.
*SOLDADO*
Ah!
*JESUS*
Deixai! Basta!
*NARRADOR*
E tocando na orelha daquele homem, curou-o.
*JESUS*
A quem procurais?
*SOLDADOS*
A Jesus de Nazaré!
*JESUS*
Sou eu!
*JESUS*
A quem procurais?
*SOLDADOS*
A Jesus de Nazaré.
*JESUS*
Já vos disse que sou eu?
Vieste prender-me? Cumpre então o vosso dever.
Mas por que viestes armado de espadas e lanças, como se eu fosse um ladrão?
*SOLDADOS*
Vamos prender-lhe e amarrá-lo rápido. O sumo sacerdote espera por nós.
Cumpramos o nosso dever, as ordens.
*NARRADOR*
Prenderam-no, então, e conduziram-no a casa do sumo sacerdote.
Pedro seguiu de longe. Uma mulher vendo Pedro, aproximou-se e disse...
*MULHER 1*
Eu vi este homem. Ele estava com Jesus de Nazaré.
*PEDRO*
Mulher, não conheço este homem.
*NARRADOR*
Pouco depois, um dos servos do sumo sacerdote pergunta a Pedro...
*SERVO*
Também é um deles?
*PEDRO*
Não, não o sou.
*NARRADOR*
Passado quase uma hora...
afirmavam novamente a Pedro.
*SERVO 2*
Certamente também este homem estava com ele.
*PEDRO*
Meu amigo, não sei o que queres dizer.
NARRADOR
E Pedro chorou amargamente.
*PEDRO*
AA, Aaaa, Aaaa, Aaaa, Aaaa
*NARRADOR*
Chegando à casa do sumo sacerdote, reuniram-se os anciões do povo, os príncipes dos
sacerdotes e os escribas, e trouxeram Jesus. E perguntaram-lhe
*CAIFÁZ*
Quem são seus discípulos? Qual é a sua doutrina?
*JESUS*
Falei publicamente ao mundo. Ensinei no templo. Nada disse em segredo. Por que me
perguntas?
*CAIFÁZ*
É assim que respondes ao sumo sacerdote?
*JESUS*
Se falei mal, prove-me, mas se falei bem, por que me bates?
*NARRADOR*
Várias pessoas procuravam testemunhar contra Jesus
para achar uma forma de condená-lo. Por fim, apresentaram duas testemunhas que disseram
*TESTEMUNHAS*
Este homem disse que pode destruir o templo de Deus
e ainda mais, reedificá-lo em três dias.
*CAIFÁZ*
Não responde aos que te acusam?
Pois bem, eu te esconjuro em nome do Deus vivo que nos diga, tu és o Cristo, o filho do Deus
vivo?
*JESUS*
Tu dizes, eu sou.
*CAIFÁZ*
De que provas precisamos mais?
Ouviram as blasfêmias que este homem acaba de proferir?
É réu de morte! Réu de morte!
*NARRADOR*
Da casa de Caifás conduziram Jesus ao palácio do governador Pilatos.
Era de manhã cedo, eles não entraram no palácio, ficaram na escadaria, a fim de não se
contaminarem e poderem comer a Páscoa. Pilatos saiu ao encontro deles e disse-lhes
*PILATOS*
Que acusação trazeis contra esse homem?
*CAIFÁS*
Se esse não fosse um malfeitor, não teríamos entregue a ti!
*PILATOS*
Tomai o vos mesmo e julgai-o segundo a vossa lei.
*PILATOS*
Não temos o direito de matar ninguém! Tu és rei dos judeus?
*JESUS*
Afirma isto de ti mesmo, ou foram outros que disseram a ti?
*PILATOS*
Por acaso sou eu judeu? Teu povo e o sumo sacerdote o entregaram a mim.
O que fizeste?
*JESUS*
O meu reino não é deste mundo.
Se o meu reino fosse deste mundo, os meus combateriam para que eu não fosse entregue
aos judeus. Mas o meu reino não é deste mundo.
*PILATOS*
Tu és rei?
*JESUS*
Tu dizes, eu sou rei. Vim ao mundo para dar testemunho da verdade, e todo o que pertence à
verdade escuta a minha voz.
*PILATOS*
O que é a verdade?
*NARRADOR*
Falando isso, olhou para o povo, judeu e disse
*PILATOS*
Eu não acho nele crime algum.
*POVO*
Mata, crucifica esse homem,
*PILATOS*
Não tem nada a dizer em tua defesa? Não ouve as acusações?
Não respondes?
*POVO*
Mata, crucifica esse homem, mata esse homem
*PILATOS*
É costume na Páscoa soltar um preso. Tenho aqui um ladrão chamado Barrabás.
Um deles deve ser solto. A quem devo soltar? Jesus ou Barrabás?
*POVO*
Barrabás! Barrabás! Solta Barrabás!
*PILATOS*
Querem que solte Barrabás. E quanta este que vós chamais de Jesus? O que faremos com
ele?
*POVO*
Crucifica-o, Crucifica esse homem, mata esse homem
*PILATOS*
Vai em vós mesmo e flagelei-a!
*NARRADOR*
Conduziram Jesus ao pátio e começaram as flagelações.
*JESUS*
AAAAAAAH
AAAAAAAH
AAAAAAAH
*SOLDADO*
Trago uma coroa, pois ele disse ser rei.
*VÁRIOS SOLDADO* S
Diz que é o rei?
Ó, o grande rei! Aqui está! Rei! Aí está o Rei!
A tua coroa! Isso aqui é o Rei Jesus? O teu cetro!
O seu cetro, Rei! E o teu manto real! O nosso Rei!
Salve o nosso Rei! Salve, Rei! Jesus do Deus!
Que maravilha! O Rei está entre nós! Que maravilha!
Ele é o Rei de Jesus! Que honroso, poró!
*SOLDADO*
Chega, chega!
Chega de conversa!
Vamos embora! Vamos, chega, chega! Vamos, vamos embora!
*NARRADOR*
Depois de flagelarem Jesus, levaram a Pilatos para que ele decretasse a sentença de morte.
*PILATOS*
Vejam, eu vou lo trago aqui para que fiquem sabendo que não acho nele crime algum para
condená-lo.
*POVO*
Crucifica-o, Mata-o, flagela-o!
*PILATOS*
Vai vós mesmos e crucificá-lo. Eu não acho nele crime algum.
*CAIFÁZ*
Nós temos uma lei e segundo esta lei ele deve morrer porque se declarou filho de Deus.
*JESUS*
Tu não terias poder algum se não fosse dado do alto.
Aquele que me entregou a ti tem pecado maior.
*MULHER*
Se soltá-lo não é amigo de Cesar. Todo aquele que se diz rei se oponha, Cesar.
*SOLDADO*
Eis o vosso rei
*POVO*
Crucifica-o, Mata-o, flagela-o!
Vamos crucificar esse homem! Vamos crucificar!
*PILATOS*
Mas eu irei crucificar o vosso rei?
*POVO*
Não temos outro rei se não a César!
*PILATOS*
Levai-o vos mesmos e crucificai-o. Dragam-me uma bacia com água.
O sangue deste justo eu lavo as minhas mãos.
*NARRADOR*
Após Pilatos ter declarado a condenação e crucificação de Jesus, os soldados conduziram
ao pátio onde convocaram toda a corte.
*NARRADOR*
Começaram a saudá-lo.
*POVO*
Salve rei dos judeus! Salve rei dos judeus!
Salve rei! Esse é o rei! O rei! Salve rei! Esse é o rei! O rei!
É o rei! Salve rei!
*NARRADOR*
Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe o manto,
Deram-lhe de novo as vestes.
Deram-lhe a cruz
E o conduziram para a crucificação.
A caminho do Calvário com a cruz pesada demais, Jesus cai pela primeira vez.
Mas mesmo com seu sofrimento, os soldados não se compadecem.
*SOLDADOS*
Levante esse homem! Vamos! Levanta! Levanta logo! Vamos! Saiam! Vamos! Anda!
*NARRADOR*
Jesus ainda a caminho com o ombro já ferido e a cabeça chagada, encontra sua mãe com o
rosto traspassado de dor.
Maria lembra-se do simião que disse, uma espada de dor traspassará seu coração.
Maria vai ao encontro de teu filho.
*MARIA*
Jesus! Meu filho!
*JESUS*
Mãe, não sofras, não chores
*MARIA*
O que eles estão fazendo contigo, meu filho?
*JESUS*
Mãe, acalma a tua dor. É preciso ser forte.
Meu dia chegou.
*SOLDADO*
Vamos, chega de conversa.
*NARRADOR*
Os fariseus, vendo Jesus se enfraquecendo, refletiram.
*SOLDADO 1*
Será que esse chegará ao calvário?
*SOLDADO 2*
Não creio que vá conseguir.
*SOLDADO 1*
Então, arrumemos alguém pra ajudá-lo.
Você, ajude-a a se carregar esta cruz até o monte.
Vamos, sem demora.
*NARRADOR*
Cirineo mesmo sem vontade foi obrigado a ajudar Jesus a levar sua cruz.
prosseguiram seu caminho até o cavalo. Apesar da ajuda de Cireneo, Jesus cai pela segunda
vez.
Mas não abandona sua cruz pesada que fere mais profundamente seus ombros.
Os soldados o levantam brutalmente. Seguiam uma grande multidão.
Entre eles, algumas MULHERES
que choravam e se lamentavam.
Jesus voltando para elas diz
*JESUS*
Filhas de Jerusalém, não choreis por mim,
chorais sobre vós mesmas e vossos filhos.
*SOLDADO*
Chega! Vamos sair de conversa!
Saiam do caminho! Saiam todas! Saiam do caminho!
Saiam daqui! Saiam todas!
*NARRADOR*
E ainda a caminho Jesus novamente cai de joelhos,
abraçado à cruz, se comprimindo no chão.
Jesus cai com a face por terra e escuta o coração de toda a humanidade.
Os soldados o levantam novamente, porque ele estava muito cansado e abatido.
Chegando ao calvário, Jesus é despojado de suas vestes.
Insultado, humilhado pelos guardas
Ali começaram a crucificação, como também aos ladrões, um à sua direita e outro à sua
esquerda.
Pilatos mandou redigir uma inscrição e mandou fixar em cima da cruz com os seguintes
desejos
Jesus de Nazaré rei dos judeus
Depois de terem crucificado a Jesus, os soldados tomam suas vestes, dividem entre si...
...e ainda zombam de Jesus dizendo.
*SOLDADOS*
Tu que destrói o tempo de Deus, que em três dias o reconstrói.
Desce daí da cruz rarara, vamos ver se realmente é filho de Deus rarara
*JESUS*
Pai, perdoe-lhes, eles não sabem o que fazem.
Os dois ladrões crucificados junto com Jesus olhavam e um deles blasfemava contra ele
dizendo
*LADRÃO 1*
Se és o Cristo! Salva-te a ti mesmo! E salva-nos deste sofrimento!
*LADRÃO 2*
És um mau ladrão! Nós estamos aqui pagando por um crime que cometemos.
Mas esse sim é um justo. Nada fez para merecer tal suplício.
Jesus, lembra-te de mim como se estivesse em teu reino.
*JESUS*
Em verdade, em verdade vos digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso.
*NARRADOR*
Jesus com dor e agonia começa a clamar pelo Pai
*JESUS*
Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?
*NARRADOR*
Junto à cruz de Jesus estavam sua mãe, João e Marta, irmã de sua mãe e Maria Madalena.
Jesus olhando para sua mãe e o discípulo amado disse-lhes
*JESUS*
Mãe, eis aí o teu filho,
Filho, eis aí a tua mãe.
*NARRADOR*
Em seguida, sabendo Jesus que tudo está consumado para se cumprir, a Escritura disse,
*JESUS*
Tenho sede.
*NARRADOR*
Havia ali um vaso cheio de vinagre.
Os soldados embeberam uma esponja e, fixando em uma vara, deram-no a beber.
Havendo Jesus molhado a boca em vinagre, disse,
*JESUS*
Tudo está consumado.
Pai, em tuas mãos entrego meu espírito!
*POVO*
Que barulho estranho? O céu se revolta contra este crime.
*NARRADOR*
Neste instante a terra tremeu, abriram as sepulturas, o véu do templo se rasgou em duas
partes de alto abaixo e Jesus morre entregando seu espirito. Mas um dos
soldados para confirmar enfia-lhe no peito uma lança e imediatamente jorra sangue e água.
*SOLDADO*
Vamos ver se realmente ele morreu.
*NARRADOR*
Novamente a terra trema.
Os soldados assustados correm dizendo...
*SOLDADO*
Verdadeiramente este era o filho de Deus.
*NARRADOR*
Depois disto, José de Arimatéia, discípulo de Jesus, tirou o corpo da cruz e o entregou a sua
mãe e Maria Madalena dolorosamente.
*NARRADOR*
Logo depois, envolveram-no com um lençol, e os apóstolos e as mulheres que acompanhavam
foram sepultar o corpo de Jesus.
*MULHERES CHORANDO*
Tenho esperado este momento
Tenho esperado que viesses a Mim
Tenho esperado que Me fales
Tenho esperado que estivesses assim
Eu sei bem o que tens vivido
Sei também que tens chorado
Eu sei bem que tens sofrido
Pois permaneço ao teu lado
Ninguém te ama como Eu
Ninguém te ama como Eu
Olhe para a cruz, está é a Minha grande prova
Ninguém te ama como Eu
Ninguém te ama como Eu
Ninguém te ama como Eu
Olhe para a cruz, foi por ti, porque Eu te amo
Ninguém te ama como Eu