CUIDADOS DE ENFERMAGEM
AO DOENTE COM
ALTERACÇÕES
NEUROLÓGICAS E MOTORAS
MODULO 9
PRÁTICAS DE ENFERMAGEM II:
ENFERMAGEM MÉDICO-CIRÚRGICA
Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
COMPETÊNCIAS
Após a discussão desse tema os alunos
deverão ser capazes de:
Reconhecer o estado de inconsciência usando a escala
de coma de Glasgow;
Seleccionar os cuidados de enfermagem a prestar ao
utente inconsciente, prevenindo as complicações
decorrentes do estado clínico do utente;
2 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
COMPETÊNCIAS
Reconhecer o utente em estado convulsivo de forma a
prestar medidas de enfermagem prevenindo as
complicações;
Reconhecer a importância dos cuidados de
enfermagem no utente com mobilidade física
prejudicada;
Seleccionar os cuidados de enfermagem a prestar ao
utente com mobilidade física prejudicada.
3 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ALTERAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
CONCEITOS
Conceito de consciência: Condição de responder a
estímulos ambientais e perceber esses estímulos.
Conceito de inconsciência: Condição de responder
menos a estímulos ambientais e perceber menos esses
estímulos.
Coma: É um estado de ausência de resposta não
possível de activação no qual não há respostas
intencionais e estímulos internos e externos, embora
possam estar presentes respostas não-intencionais a
estímulos dolorosos e reflexos do tronco cerebral. A
duração do coma limita-se habitualmente a 2 a 4
semanas
4 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CLASSIFICAÇÃO DA INCONSCIÊNCIA
Escala de Coma de Glasgow
PARÂMETROS RESPOSTAS PONTUAÇÃO
Espontâneo 4
Resposta de À voz 3
abertura dos olhos
À dor 2
Nenhuma 1
Orientado 5
Confuso 4
Melhor resposta
verbal Palavras inadequadas 3
Sons incompreensíveis 2
Nenhuma 1
5 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CLASSIFICAÇÃO DA INCONSCIÊNCIA
Obedece a comandos 6
Localiza a dor 5
Melhor resposta Retrai-se 4
motora Flexão 3
Extensão 2
Nenhuma 1
6 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CLASSIFICAÇÃO DA INCONSCIÊNCIA
As respostas do paciente são avaliadas numa
escala de 3 a 15:
Um escore de 3 indica uma alteração grave da função
neurológica;
Um escore de 15 indica que o paciente está
respondendo plenamente.
7 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Assistência de Enfermagem
Assistência de Enfermagem num utente inconsciente
Manter as vias aérea: À consideração mais importante
de pacientes com alterações do nível de consciência e
estabelecer uma via aérea adequada e assegurar a
ventilação.
Proteger o paciente: Para a protecção do paciente, os
gradis laterais são acolchoados, dois gradis são
mantidos na posição levantada durante o dia e três à
noite; entretanto, levantar todos os quatro gradis é
considerado uma contenção
8 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Assistência de Enfermagem
9 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Assistência de Enfermagem
Manter o Equilíbrio Hídrico e Controlando as
Necessidade Nutricionais: O estado de hidratação é
avaliado examinando-se o turgor tecidual e as
membranas mucosa, avaliando-se as tendências de
ingestão e excreção e analisando-se os dados
laboratoriais.
Proporcionar o cuidado da boca: A boca é
inspeccionada quanto a ressecamento, inflamação e
formação de crostas. Os pacientes inconscientes
precisam de um cuidado oral consciencioso, porque há
um risco de parotidite se a boca não mantida bem limpa.
10 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Assistência de Enfermagem
Manter a integridade da pele e das Articulações:
Evitar a ruptura da pele exige avaliações contínuas da
Enfermagem. Dá-se uma atenção especial aos pacientes
inconscientes, porque eles não podem responder a
estímulos externos. Uma prescrição inclui virar o paciente
a intervalos regulares para evitar a pressão, que pode
causar a ruptura e a necrose da pele.
Preservar a Integridade da Córnea: Alguns pacientes
inconscientes ficam com os olhos abertos e têm reflexos
córneos inadequados ou ausentes. A córnea pode ficar
irritada, ressecada ou arranhada, ocasionando
ulcerações.
11 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Assistência de Enfermagem
Manter a Temperatura Corporal: Uma febre alta num
paciente inconsciente pode ser causada por uma
infecção de trato respiratório ou urinário, reacções de
drogas ou uma lesão de centro hipotalâmicos para a
regulação da temperatura. Uma ligeira elevação de
temperatura pode ser causada pela desidratação.
Evitar a retenção Urinaria: O paciente com alteração do
nível de consciência com frequência apresenta
incontinência ou tem retenção urinária.
12 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Assistência de Enfermagem
A bexiga é palpada ou examinada periodicamente por
técnicas de aquisição de imagens para determinar se
está presente a retenção urinária, porque uma bexiga
cheia pode ser uma causa não - percebida de
incontinência por transbordamento.
Promover o Funcionamento Intestinal: O abdómen é
avaliado quanto à distensão auscultando-se os sons
intestinais e medindo-se as circunferências do abdómen
com uma fita métrica. Há risco de diarreia por infecção,
uso de antibióticos e líquidos hiperosmolares.
13 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Assistência de Enfermagem
Proporcionar Estimulação Sensorial: A enfermeira toca
o paciente e fala com ele encorajando familiares e
amigos do paciente a fazer o mesmo. A comunicação é
extremamente importante e inclui tocar o paciente e
passar tempo suficiente com ele para ficar sensível a sua
necessidade.
Atender às Necessidades da Família: A família do
paciente com alteração de nível de consciência pode ser
lançada num súbito estado de crise e passar pelo
processo de ansiedade grave, negação, raiva, remorso,
tristeza e reconciliação.
14 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Assistência de Enfermagem
Monitorar e Tratar as Complicações Potenciais:
Pneumonia, aspiração e insuficiência respiratória são
complicações potenciais em qualquer paciente que tenha
um rebaixamento do nível de consciência e que não
possa proteger suas vias aéreas ou de virar tossir e
respirar fundo. Quanto maior for a duração do período de
inconsciência, maior o risco de complicações
pulmonares.
15 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CONVULSÕES
Convulsões: As convulsões são episódios de actividades
motora, sensorial, autonómica ou psíquica anormal (ou
uma combinação destas), que decorrem de uma
descarga súbita e excessiva de neurónios cerebrais
(Hickey) parte do cérebro ou todo ele pode ser envolvido.
A classificação internacional de crises convulsivas
diferencia dois tipos principais:
Crises parciais, que se iniciam numa parte de cérebro;
Crises generalizadas, que envolvem descargas
eléctricas no cérebro interno.
16 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Numa crise parcial simples: A consciência permanece
intacta, enquanto, numa crise parcial complexa, a
consciência se altera. As crises não classificadas são
designadas desse modo devido a dados incompletos.
A causa subjacente: É um distúrbio eléctrico (disritmia)
nas células nervosas numa região do cérebro; essas
células emitem descargas eléctricas anormais,
recorrentes e não controladas.
17 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
A crise convulsiva típica: É uma manifestação dessa
descarga neuronal excessiva. Pode haver também uma
perda de consciência associada, movimento excessivo,
ou perda do tonus muscular ou do movimento e distúrbios
do comportamento, humor, sensação e percepção.
18 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CAUSAS
As causas específicas das crises convulsivas são variadas
e podem ser classificadas como idiopáticas (defeitos
genéticos, defeitos do desenvolvimento) e adquiridas.
As causas das convulsões adquiridas incluem:
Doenças Vasculares Cerebrais;
Hipoxémia por qualquer causa, incluindo
insuficiência vascular;
Febre (na infância);
Lesões Crânio-encéfalo;
19 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CAUSAS
Hipertensão;
Infecção do Sistema Nervoso Central;
Condições metabólicas e tóxicas (Ex: Insuficiência
renal, hiponatrémia; hipoglicémia, insecticidas);
Tumor cerebral;
Abstinência a droga e álcool;
Alergias.
20 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DAS CRISES CONVULSIVAS
CRISES PARCIAIS (COM SINTOMAS
INICIO LOCALIZADO)
Com sintomas motores
Crises parciais simples Com sintomas sensoriais especiais ou
(com sintomas elementares, somatossensoriais
geralmente sem alteração de
consciência) Com sintomas autonómicos
Formas compostas
Com alteração de consciência tão-somente
Com sintomas cognitivos
Crises parciais complexas
(com sintomas complexos, Com sintomas afectivos
geralmente com alteração Com sintomas psicossensoriais
de consciência)
Com sintomas psicomotores (automatismo)
Formas compostas
21 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
CRISES PARCIAIS (COM SINTOMAS
INICIO LOCALIZADO)
Crise tónica - clônicas;
Crises parciais secundariamente
Crises tónicas
generalizadas
Crises clônicas
CRISES GENERALIZADAS
Crises de ausência (pequeno mal)
(CONVULSIVAS OU NÃO-
Crises atónicas
CONVULSIVAS,
Crises mioclônicas (epilépticas bilateralmente
BILATERALMENTE SIMÉTRICAS maciças);
SEM INICIO LOCALIZADO) Crises não-classificadas.
22 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Durante uma Convulsão
Proporcionar privacidade e proteger o paciente dos
curiosos (o paciente que tiver uma aura- aviso de uma
convulsão importante-pode ter de procurar um lugar
seguro e com privacidade);
Colocar o paciente no chão, se possível;
Proteger a cabeça com uma almofada para evitar uma
lesão (por bater uma superfície dura);
23 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Durante uma Convulsão
Empurrar para longe quaisquer móveis que possam lesar o
paciente durante a convulsão;
Se o paciente estiver na cama, remover travesseiro e elevar
ao gradis laterais;
Se uma aura preceder a crise, inserir uma vis aérea oral para
reduzir a possibilidade de o paciente morder a língua ou a
bochecha;
24 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Não tentar abrir a boca que está cerrada nem inserir
objectos. Dentes quebrados e lesão dos lábios e da
língua podem ocorrer em consequência dessa acção;
Não se deve fazer nenhuma tentativa de conter o
paciente durante a crise, porque as contracções
musculares são fortes e a contracção pode produzir
lesões;
25 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Depois da Crise
Manter o paciente deitado de lado para evitar a
broncoaspiração. Certificar-se que a via aérea está
permeável;
Há geralmente um período de confusão mental após uma
crise de grande mal;
Um curto período de apneia pode ocorrer durante uma
crise generalizada ou imediatamente após a mesma;
Ao despertar, o paciente deve se reorientado quanto ao
ambiente;
26 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
Cuidados de Enfermagem
Depois da Crise
Se o paciente ficar agitado após uma crise (período pos-
ictal), usar persuasão tranquila e uma concentração leve.
27 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Perturbações do sono: São alterações na conciliação
do sono ou durante o mesmo, ou então alterações
relativas à duração do sono, ou a comportamentos
anormais associados ao sono, como o terror nocturno e o
sonambulismo.
Sono: É algo necessário para sobreviver e gozar de boa
saúde, mas ainda não se sabe porque se necessita do
sono nem exactamente como nos beneficia.
28 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
As necessidades individuais de sono variam amplamente e
nos adultos saudáveis vão de apenas 4 horas diárias de
sono até 9 horas.
Geralmente, as pessoas dormem de noite, embora muitas o
façam durante o dia devido aos seus horários de trabalho,
situação que muitas vezes provoca perturbações do sono.
29 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Muitos factores, como a excitação ou o stress
emocional, podem determinar as horas de sono de uma
pessoa e a forma como se sente ao despertar.
Os medicamentos podem também desempenhar um
papel:
Alguns produzem sonolência enquanto outros
dificultam o sono.
Inclusive certos alimentos ou aditivos, como a
cafeína, as especiarias fortes e o glutamato monos
sódico, podem afectar o sono.
30 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Insónia: É a dificuldade em conciliar o sono ou
permanecer adormecido, ou uma alteração no padrão do
sono que, ao despertar, leva à percepção de que o sono
foi insuficiente. A insónia não é uma doença, mas um
sintoma. Pode ser consequência de diversas
perturbações emocionais e físicas e do uso de
medicamentos.
31 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
A dificuldade em conciliar o sono é frequente entre jovens
e idosos e muitas vezes manifesta-se no decurso de
alterações emocionais, como a ansiedade, o nervosismo,
a depressão ou o temor. Há mesmo pessoas que têm
dificuldade em conciliar o sono simplesmente porque não
experimentam cansaço, nem físico nem mental.
32 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Hipersónia: É um aumento das horas absolutas de
sono, aproximadamente em 25 % mais do que padrão
normal de sono.
Embora seja menos frequente que a insónia, a hipersónia
é um sintoma que muitas vezes indica a possibilidade de
uma doença grave. As pessoas saudáveis podem
experimentar uma hipersónia temporária durante
algumas noites ou dias como consequência de um
período de privação de sono continuado ou devido a um
esforço físico pouco habitual.
33 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Narcolepsia: É uma alteração pouco frequente do sono,
que se caracteriza por crises recidivantes de sono
durante as horas normais de vigília e também de
cataplexia, paralisia do sono e alucinações.
Desconhece-se a causa, mas a perturbação costuma
apresentar-se em pessoas com antecedentes
familiares, o que sugere uma predisposição genética.
Embora a narcolepsia não tenha consequências graves
para a saúde, pode produzir um sentimento de temor
e aumentar o risco de acidentes.
34 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Apneia durante o sono: É um grupo de perturbações
graves em que a respiração se suspende repetidamente
durante o sono (apneia) um tempo suficientemente
prolongado para provocar uma desoxigenação sanguínea
e cerebral e aumentar a quantidade de anidrido
carbónico.
A apneia obstrutiva deve-se a uma obstrução na
garganta ou nas vias respiratórias superiores.
A apneia central é consequência de uma disfunção na
zona do cérebro que controla a respiração.
35 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Parassónias: São sonhos e actividades físicas
particularmente vividas que se apresentam durante o
sono.
A síndroma das pernas inquietas (acatisia): É uma
perturbação bastante comum que costuma aparecer
exactamente antes de adormecer, particularmente entre
os maiores de 50 anos.
36 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Sobretudo em situações de stress, as pessoas com acatisia
experimentam um ligeiro mal-estar nas pernas, juntamente
com movimentos espontâneos e incontroláveis das
mesmas.
Desconhece-se a causa desta perturbação, mas mais de
Um terço dos afectados têm antecedentes familiares. Por
Vezes, pode prevenir-se tomando benzodiazepinas antes de
se deitar.
37 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Terrores nocturnos: São episódios de medo com gritos
e agitação e muitas vezes são acompanhados de
sonambulismo. Estes episódios costumam aparecer
durante as fases não do ciclo do sono. Pode ser útil o
tratamento com benzodiazepinas, como o diazepam.
Pesadelos: afectam crianças e adultos e são sonhos
particularmente vividos e aterradores, seguidos de um
despertar brusco. Os pesadelos verificam-se durante o
sono e são mais frequentes em estados febris, situações
de cansaço excessivo ou depois da ingestão de bebidas
alcoólicas. Não existe um tratamento específico para
corrigir a perturbação.
38 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
PERTURBAÇÕES DO SONO
Sonambulismo: É o acto de andar de forma
semiconsciente durante o sono sem se aperceber disso e
é mais frequente no final da infância e durante a
adolescência.
As pessoas não sonham durante os estados de
sonambulismo; de facto, a actividade cerebral nesse
período, embora normal, parece-se mais com a de um
indivíduo desperto do que com a de um estado de sono.
Os sonâmbulos podem murmurar de forma repetida e
alguns magoam-se ao tropeçar em obstáculos.
Geralmente, a maioria não recorda o episódio.
39 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA
DEFINIÇÃO
Mobilidade Física Prejudicada: Estado em que um
indivíduo apresenta, ou está em risco de apresentar,
limitação do movimento físico, mas não está imóvel.
Factores associados
Mobilidade Física Prejudicada descreve um indivíduo
com o uso limitado do (s) braço (s) ou perna (s) ou
com limitação da força muscular.
40 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA
Mobilidade Física Prejudicada não deve ser usada
para descrever a imobilidade completa; nesse caso, é
mais aplicável a Síndrome do Desuso.
A limitação do movimento físico pode ser também a
etiologia de outros diagnósticos de enfermagem, como
Deficit no Autocuidado ou Risco para Lesão
41 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA
Síndrome do Desuso: Estado em que o indivíduo
apresenta ou está em risco de apresentar deterioração
dos sistemas orgânicos ou de alteração no
funcionamento, resultante de inactividade musculo
esquelética prescrita ou inevitável
Síndrome do Dificuldade no Autocuidado: Estado em
que o indivíduo apresenta prejuízo função motora ou
cognitiva, causando uma diminuição na capacidade de
desempenhar cada uma das cinco actividades de
autocuidado.
42 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA
Factores associados à diminuição da força e da
resistência secundária a:
Deficiência neuromusculares
Alterações auto-imunes (ex: esclerose múltipla, artrite)
Doenças do sistema nervoso (ex: Parkinsonismo,
miastenia gravis)
Distrofia muscular
Paralisia total ou parcial (ex: traumatismo raquimedular,
derrame)
43 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA
Tumor no sistema nervoso central
Pressão intracraniana aumentada
Deficits sensoriais
Deficiência músculo esquelética
Fracturas
Doença do tecido conectivo (lúpus eritematoso sistémico)
Relacionados ao edema (líquido sinovial aumentado)
44 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
INTERVENÇÕES GERAIS:
Encorajar a pessoa a usar as lentes conectivas
prescritas ou o aparelho auditivo.
Promover a independência no vestir por meio da
prática contínua e sem auxílio.
Escolher roupas folgadas, com mangas e pernas
largas e com fecho anterior. Permitir tempo suficiente
para o vestir-se e o despir-se, pois a tarefa pode ser
fatigante dolorosa ou difícil.
45 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Planificar que a pessoa aprenda e demonstre uma
parte da actividade antes de progredir para a seguinte.
Colocar as roupas na ordem em que devem ser
vestidas.
Proporcionar cuidados de vestir necessário (alguns
comummente usados incluem os adesivos de velcro, o
puxador de zipe, o gancho para o botões, a calçadeira
com o cabo longo, os sapatos com elástico
substituindo os cordões; todas as peças de vestuário
podem ter o fechamento adaptado para o velcro).
46 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Encorajar a pessoa a usar roupas comuns ou
especiais em lugar de roupas de dormir.
Proporcionar privacidade para a rotina de vestir-se.
Para as pessoas com deficiência visual:
Permitir que a pessoa estabeleça o local mais
conveniente para colocar as roupas e adaptar o
ambiente para a melhor realização da tarefa (ex:
remover as barreiras desnecessárias).
47 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Anunciar-se verbalmente antes de entrar ou sair da
área de vestir.
Estabelecer uma rotina adequada para proporcionar
um programa estruturado que diminua a confusão.
Manter as instruções simples e repeti-las
frequentemente evitar as distracções.
Introduzir um artigo de vestuário de cada vez.
48 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Encorajar a atenção para a tarefa; estar alerta quanto
à fadiga, que pode aumentar a confusão.
Investigar a compreensão e o conhecimento do
indivíduo e da família sobre as instruções e a justificativa
acima
Para as pessoas com membros amputados ou
ausentes:
Banho cedo pela manhã ou antes de deitar para evitar
o vestir-se e despir-se desnecessário.
49 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Encorajar a pessoa a usar o espelho durante o banho
para inspeccionar a pele das áreas paralisadas.
Encorajar a pessoa submetida à amputação a
inspeccionar o coto quanto à integridade da pele.
Proporcionar apenas a quantidade de supervisão ou de
auxílio necessário para aprendizagem do uso da
extremidade ou para a adaptação à deficiência.
50 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Síndrome do Deficiência no Autocuidado: Estado em
que o indivíduo apresenta prejuízo função motora ou
cognitiva, causando uma diminuição na capacidade de
desempenhar cada uma das cinco actividades de
autocuidado.
Deficiência no Autocuidado Alimentação: Estado em
que o indivíduo apresenta habilidade prejudicada para
realizar ou completar as actividades alimentares por si
mesmo.
51 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
INTERVENÇÕES GERAIS
Averiguar com a pessoa ou os membros da família que
alimentos ela aprecia ou não.
Fazer com que as refeições sejam feitas sempre no
mesmo local: ambiente agradável, sem muitas
distracções.
Manter a temperatura correcta dos alimentos (os
alimentos quentes, quentes e os alimentos frios, frios).
52 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Proporcionar o alívio da dor, pois ela pode afitar o apetite e
a habilidade de alimentar-se.
Proporcionar uma boa higiene oral antes e depois das
refeições.
Encorajar a pessoa a usar dentaduras e óculos.
Colocar a pessoa na posição mais normal para alimentar-
se, de acordo com a sua incapacidade (a melhor posição é
a sentada na cadeira, à mesa).
Proporcionar o contacto social durante a refeição.
53 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Para a deficiência perceptivas:
Escolher louças de cores diferentes para ajudar a
distinção dos itens (ex: bandeja vermelha, pratos
brancos).
Verificar os padrões habituais de alimentação da pessoa
e proporcionar itens alimentares de acordo com a
preferência (ou organizá-los no sentido do relógio);
54 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Registar no plano de cuidados a organização utilizada
(ex: a carne na posição de 6 horas; as batatas, às 9
horas; os vegetais, às 12 horas).
Encorajar a ingestão de alimentos com as mãos (ex: o
pão, as frutas, salsichas) para proporcionar
independência.
55 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Para reforçar a independência máxima, proporcionar
os equipamentos adaptativos necessários:
Prato com bordas altas para evitar que o alimento caia
para fora;
Sucção sob o prato ou a tigela para manter a estabilidade
Cabos forrados nos talheres para uma prensa mais firme
56 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Tala no pulso e na mão, com um prendedor para fixar os
talheres
Copo especial para os líquidos
Faca arredondada para cortar
Auxiliar a servir, se necessário, abrindo as embalagens,
os guardanapos, os condimentos; cortando a carne;
passando manteiga no pão.
57 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Para as pessoas com deficiência cognitivos:
Proporcionar um ambiente isolado, quieto até que a
pessoa seja capaz de alimentar-se sem distrair-se
facilmente da tarefa.
Orientar a pessoa quanto à localização e à finalidade do
equipamento para a alimentação Colocar a pessoa na
posição mais normal que ela fisicamente é capaz de
suportar, para alimentar-se.
58 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Encorajar a pessoa a prestar atenção na tarefa, mas ficar
alerta quanto à fadiga, frustração ou agitação. Para as
pessoas com medo de envenenamento: permitir que ela
abra os alimentos enlatados.
Comer primeiramente um biscoito.
Fazer as refeições em estilo familiar.
Investigar, para garantir que tanto a pessoa quanto a
família compreendam a razão e a finalidade de todas as
intervenções.
59 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil
BIBLIOGRAFIA
Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica Brunner &
Suddarth – Vol. 2 – Guanabara Koogan - 2009
www.manualmerck.net/?
60 Curso de Enfermagem de Saúde Materno Infantil