UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA
CURSO DE DIREITO
DIREITO PENAL IV
VI SEMESTRE
LEI DE ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS (LEI Nº 12.850/2013)
Professora: Mariana Lacerda Cervantes de Carvalho
Crato/CE
2021
1 Contexto Histórico
Lei nº 9.034/1995
Não trazia o conceito de organização criminosa
Organização criminosa: forma de praticar crime
Lei nº 12.694/2012
Definição de organização criminosa
Organização criminosa: forma de praticar crime
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se organização criminosa a
associação, de 3 (três) ou mais pessoas, estruturalmente ordenada e
caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo
de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a
prática de crimes cuja pena máxima seja igual ou superior a 4 (quatro)
anos ou que sejam de caráter transnacional.
1 Contexto Histórico
Lei 12.850/2013
Mudanças no conceito de organização criminosa;
Detalhamento dos meios de obtenção de prova;
Disposição sobre a investigação criminal, as infrações penais correlatas e
procedimento criminal aplicado
Art. 1º, Lei 12.850/2013: Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre
a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais
correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado.
Criado o crime de organização criminosa
Novatio legis incriminadora
Revogação expressa da Lei nº 9.034/1995
Revogação parcial da Lei nº 12.694/2012
Art. 26, Lei nº 12.850/2013: Revoga-se a Lei nº 9.034, de 3 de maio de 1995.
2 Conceito de Organização Criminosa pela Lei nº 12.850/13
Previsão: Art. 1º, §1º, Lei 12.850/2013
§ 1º Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais
pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas,
ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente,
vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais
cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de
caráter transnacional.
oQuantidade de pessoas;
oPenalidade máxima.
02 requisitos doutrinários e jurisprudenciais
1. Hierarquia
2. Estabilidade
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3 Extensão da Lei nº 12.850/2013
Previsão: Art. 1º, §2º, Lei 12.850/2013
Meios de obtenção de prova
Art. 1º, § 2º, Lei nº 12.850/2013: Esta Lei se aplica também:
I - às infrações penais previstas em tratado ou convenção internacional
quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter
ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;
II - às organizações terroristas, entendidas como aquelas voltadas para a
prática dos atos de terrorismo legalmente definidos: (Lei 13.260/2016)
4 Crime de Organização Criminosa
Previsão: Art. 2º, Lei 12.850/2013
Art. 2º: Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por
interposta pessoa, organização criminosa:
Pena: reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas
correspondentes às demais infrações penais praticadas.
•Tipo penal misto alternativo
•Bem jurídico: paz pública
•Delito autônomo
Concurso material
•Sujeitos do crime
Ativo: qualquer pessoa
Passivo: coletividade
•Elementos subjetivo: dolo + finalidade específica (vantagem de qualquer
natureza)
• Consumação: organização criminosa (crime permanente)
•Não é cabível tentativa
4 Crime de Organização Criminosa
Figuras equiparadas
§ 1º: Nas mesmas penas incorre quem impede ou, de qualquer forma,
embaraça a investigação de infração penal que envolva organização
criminosa.
Causa de aumento pelo emprego de arma de fogo
§ 2º: As penas aumentam-se até a metade se na atuação da organização
criminosa houver emprego de arma de fogo.
Agravante
§ 3º A pena é agravada para quem exerce o comando, individual ou
coletivo, da organização criminosa, ainda que não pratique pessoalmente atos
de execução.
Identificação das 4 pessoas;
o Inimputável?
o Não identificado?
o Agente infiltrado?
4 Crime de Organização Criminosa
Causas de aumento de pena
§ 4º: A pena é aumentada de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços):
I - se há participação de criança ou adolescente;
II - se há concurso de funcionário público, valendo-se a organização
criminosa dessa condição para a prática de infração penal;
III - se o produto ou proveito da infração penal destinar-se, no todo ou em
parte, ao exterior;
IV - se a organização criminosa mantém conexão com outras organizações
criminosas independentes;
V - se as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade da
organização.
4 Crime de Organização Criminosa
Indícios de participação de funcionário público e de policial
§ 5º: Se houver indícios suficientes de que o funcionário público integra
organização criminosa, poderá o juiz determinar seu afastamento cautelar
do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a
medida se fizer necessária à investigação ou instrução processual.
§ 7º Se houver indícios de participação de policial nos crimes de que trata esta
Lei, a Corregedoria de Polícia instaurará inquérito policial e comunicará
ao Ministério Público, que designará membro para acompanhar o feito até a
sua conclusão.
4 Crime de Organização Criminosa
Efeitos extrapenais da condenação definitiva
§ 6º A condenação com trânsito em julgado acarretará ao funcionário público a
perda do cargo, função, emprego ou mandato eletivo e a interdição para o
exercício de função ou cargo público pelo prazo de 8 (oito) anos
subsequentes ao cumprimento da pena.
Efeitos são automáticos.
Estabelecimento penal de segurança máxima (Lei nº 13.964/2019)
§ 8º As lideranças de organizações criminosas armadas ou que tenham armas à
disposição deverão iniciar o cumprimento da pena em estabelecimentos penais
de segurança máxima.
Proibição dos benefícios prisionais (Lei nº 13.964/2019)
§ 9º O condenado expressamente em sentença por integrar organização
criminosa ou por crime praticado por meio de organização criminosa não
poderá progredir de regime de cumprimento de pena ou obter livramento
condicional ou outros benefícios prisionais se houver elementos probatórios
que indiquem a manutenção do vínculo associativo.
5 Investigação e Meios de Obtenção de Prova
Fontes de prova, meios de prova e meios de obtenção de prova;
Novos instrumentos para o combate à criminalidade.
Art. 3º Em qualquer fase da persecução penal , serão permitidos, sem prejuízo de
outros já previstos em lei, os seguintes meios de obtenção da prova:
I - colaboração premiada;
II - captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos;
III - ação controlada;
IV - acesso a registros de ligações telefônicas e telemáticas, a dados cadastrais
constantes de bancos de dados públicos ou privados e a informações eleitorais ou
comerciais;
V - interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas, nos termos da
legislação específica; (Lei nº 9.096/1996)
VI - afastamento dos sigilos financeiro, bancário e fiscal, nos termos da legislação
específica;
VII - infiltração, por policiais, em atividade de investigação, na forma do art. 11;
VIII - cooperação entre instituições e órgãos federais, distritais, estaduais e
municipais na busca de provas e informações de interesse da investigação ou
da instrução criminal.
5 Investigação e Meios de Obtenção de Prova
Sigilo e dispensa de publicação
§ 1º Havendo necessidade justificada de manter sigilo sobre a capacidade
investigatória, poderá ser dispensada licitação para contratação de serviços
técnicos especializados, aquisição ou locação de equipamentos destinados à
polícia judiciária para o rastreamento e obtenção de provas previstas nos
incisos II (captação ambiental) e V (interceptação).
§ 2º No caso do § 1º , fica dispensada a publicação de que trata o parágrafo
único do art. 61 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, devendo ser
comunicado o órgão de controle interno da realização da contratação.
6 Colaboração Premiada
Previsão legal: Art. 3º-A ao 7º, Lei 12.850/2013
Alterações e novidades com a Lei nº 13.964/2019
Conceito
Art. 3º-A: O acordo de colaboração premiada é negócio jurídico processual e
meio de obtenção de prova, que pressupõe utilidade e interesse públicos.
Colaboração premiada: gênero
Delação premiada: além de confessar a participação, indica os demais
envolvidos (Art. 4º, I, Lei 12.850/2013).
Presença do advogado/defensor
Art. 3º-C, §1º: Nenhuma tratativa sobre colaboração premiada deve ser
realizada sem a presença de advogado constituído ou defensor público.
Art. 4º, § 15: Em todos os atos de negociação, confirmação e execução da
colaboração, o colaborador deverá estar assistido por defensor.
6 Colaboração Premiada
Benefícios e resultados da colaboração premiada
Art. 4º O juiz poderá, a requerimento das partes, conceder o perdão judicial,
reduzir em até 2/3 (dois terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-
la por restritiva de direitos daquele que tenha colaborado efetiva e
voluntariamente com a investigação e com o processo criminal, desde que
dessa colaboração advenha um ou mais dos seguintes resultados:
I - a identificação dos demais coautores e partícipes da organização
criminosa e das infrações penais por eles praticadas;
II - a revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da
organização criminosa;
III - a prevenção de infrações penais decorrentes das atividades da
organização criminosa;
IV - a recuperação total ou parcial do produto ou do proveito das infrações
penais praticadas pela organização criminosa;
V - a localização de eventual vítima com a sua integridade física
preservada.
6 Colaboração Premiada
Suspensão do prazo para oferecimento de denúncia e da prescrição
Art. 4º, §3º: O prazo para oferecimento de denúncia ou o processo, relativos
ao colaborador, poderá ser suspenso por até 6 (seis) meses, prorrogáveis por
igual período, até que sejam cumpridas as medidas de colaboração,
suspendendo-se o respectivo prazo prescricional.
Não oferecimento da denúncia
Art. 4º,§ 4º: Nas mesmas hipóteses do caput deste artigo, o Ministério Público
poderá deixar de oferecer denúncia se a proposta de acordo de colaboração
referir-se a infração de cuja existência não tenha prévio conhecimento(1) e o
colaborador:
I - não for o líder (2) da organização criminosa;
II - for o primeiro (3) a prestar efetiva colaboração nos termos deste artigo.
§ 4º-A: Considera-se existente o conhecimento prévio da infração quando o
Ministério Público ou a autoridade policial competente tenha instaurado
inquérito ou procedimento investigatório para apuração dos fatos
apresentados pelo colaborador.
6 Colaboração Premiada
Colaboração posterior à sentença
Art.4º, § 5º: Se a colaboração for posterior à sentença, a pena poderá ser
reduzida até a metade ou será admitida a progressão de regime ainda que
ausentes os requisitos objetivos.
Imparcialidade do juiz
Art. 4º, § 6º: O juiz não participará das negociações realizadas entre as partes
para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de
polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério
Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou
acusado e seu defensor.
Decisão homologatória
Art. 4º, §8º: O juiz poderá recusar a homologação da proposta que não atender
aos requisitos legais, devolvendo-a às partes para as adequações necessárias.
Contraditório
Art. 4º, § 10-A: Em todas as fases do processo, deve-se garantir ao réu delatado
a oportunidade de manifestar-se após o decurso do prazo concedido ao réu
que o delatou.
6 Colaboração Premiada
Renúncia ao direito ao silêncio + compromisso legal da verdade
Art.4º, §14:§ 14. Nos depoimentos que prestar, o colaborador renunciará, na
presença de seu defensor, ao direito ao silêncio e estará sujeito ao
compromisso legal de dizer a verdade.
Lapso probatório
Art. 4º, § 16. Nenhuma das seguintes medidas será decretada ou proferida com
fundamento apenas nas declarações do colaborador:
I - medidas cautelares reais ou pessoais;
II - recebimento de denúncia ou queixa-crime;
III - sentença condenatória.
Cessação do envolvimento ilícito
Art. 4º, § 18: O acordo de colaboração premiada pressupõe que o colaborador
cesse o envolvimento em conduta ilícita relacionada ao objeto da colaboração,
sob pena de rescisão.
6 Colaboração Premiada
Termo de acordo da colaboração premiada
Art. 6º , Lei nº 12.850/2013: O termo de acordo da colaboração premiada
deverá ser feito por escrito e conter:
I - o relato da colaboração e seus possíveis resultados;
II - as condições da proposta do Ministério Público ou do delegado de
polícia;
III - a declaração de aceitação do colaborador e de seu defensor;
IV - as assinaturas do representante do Ministério Público ou do delegado de
polícia, do colaborador e de seu defensor;
V - a especificação das medidas de proteção ao colaborador e à sua família,
quando necessário.
Art. 7º, Lei nº 12.850/2013: O pedido de homologação do acordo será
sigilosamente distribuído, contendo apenas informações que não possam
identificar o colaborador e o seu objeto.
7 Ação Controlada
Previsão legal: Art. 8º e 9º, Lei 12.850/2013
Conceito legal: Consiste a ação controlada em retardar a intervenção
policial ou administrativa relativa à ação praticada por organização criminosa
ou a ela vinculada, desde que mantida sob observação e acompanhamento
para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz à formação de
provas e obtenção de informações;
Não exige autorização judicial, mas comunicação prévia ao juiz;
Observação: legislação penal especial
Comunicação é sigilosa;
Efetividade da realização;
Atuação restrita: juiz, Ministério Público e delegado de polícia.
8 Infiltração de Agentes
Previsão legal: Art. 10 ao 14, Lei 12.850/2013;
Art. 10. A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação,
representada pelo delegado de polícia ou requerida pelo Ministério Público,
após manifestação técnica do delegado de polícia quando solicitada no curso
de inquérito policial, será precedida de circunstanciada, motivada e sigilosa
autorização judicial, que estabelecerá seus limites.
Exigência de autorização judicial
§ 1º Na hipótese de representação do delegado de polícia, o juiz competente,
antes de decidir, ouvirá o Ministério Público.
Considerada ultima ratio
§ 2º Será admitida a infiltração se houver indícios de infração penal de que
trata o art. 1º e se a prova não puder ser produzida por outros meios
disponíveis.
Prazo de duração
§ 3º A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6 (seis) meses, sem
prejuízo de eventuais renovações, desde que comprovada sua necessidade.
8 Infiltração de Agentes
Infiltração virtual (Lei nº 13.964/2019)
Art. 10-A: Será admitida a ação de agentes de polícia infiltrados virtuais,
obedecidos os requisitos do caput do art. 10, na internet, com o fim de
investigar os crimes previstos nesta Lei e a eles conexos, praticados por
organizações criminosas, desde que demonstrada sua necessidade e
indicados o alcance das tarefas dos policiais, os nomes ou apelidos das
pessoas investigadas e, quando possível, os dados de conexão ou cadastrais que
permitam a identificação dessas pessoas.
Responsabilização por excesso na conduta
Art. 13. O agente que não guardar, em sua atuação, a devida
proporcionalidade com a finalidade da investigação, responderá pelos
excessos praticados.
Parágrafo único. Não é punível, no âmbito da infiltração, a prática de crime pelo
agente infiltrado no curso da investigação, quando inexigível conduta diversa.
8 Infiltração de Agentes
Direitos do agente infiltrado
1. Recusar ou fazer cessar a atuação infiltrada;
2. Ter sua identidade alterada, aplicando-se, no que couber, o disposto
no art. 9º da Lei nº 9.807, de 13 de julho de 1999, bem como usufruir das
medidas de proteção a testemunhas;
3. Ter seu nome, sua qualificação, sua imagem, sua voz e demais
informações pessoais preservadas durante a investigação e o processo
criminal, salvo se houver decisão judicial em contrário;
4. Não ter sua identidade revelada, nem ser fotografado ou filmado pelos
meios de comunicação, sem sua prévia autorização por escrito.
9 Crimes ocorridos na investigação e na obtenção de prova
Art. 18: Revelar a identidade, fotografar ou filmar o colaborador, sem
sua prévia autorização por escrito:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Art. 19: Imputar falsamente, sob pretexto de colaboração com a Justiça,
a prática de infração penal a pessoa que sabe ser inocente, ou revelar
informações sobre a estrutura de organização criminosa que sabe
inverídicas:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 20: Descumprir determinação de sigilo das investigações que
envolvam a ação controlada e a infiltração de agentes:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa
9 Crimes ocorridos na investigação e na obtenção de prova
Art. 21: Recusar ou omitir dados cadastrais, registros, documentos e
informações requisitadas pelo juiz, Ministério Público ou delegado de
polícia, no curso de investigação ou do processo:
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem, de forma indevida, se apossa,
propala, divulga ou faz uso dos dados cadastrais de que trata esta Lei.
OBRIGADA!