Pensamento geográfico
brasileiro
Curso de licenciatura de Geografia
IFSULDEMINAS – Poços de Caldas
Prof. Eli Toledo
Evolução
• Colônia, Império e República Velha - Até
1930 (Informal): Geografia dos cronistas,
naturalistas, retratistas, romancistas e
viajantes.
• Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da
Geografia institucionalizada – USP, IBGE e
Instituto João Nabuco, UDF, Congresso
Internacional da UGI.
• Final dos anos 1970: maior relevância no
cenário mundial.
Colônia, Império e República Velha -
Até 1930 (Informal)
• Século XVI: Hans Staden, marinheiro alemão (1557);
André Thevet (1502 – 1592) , Frade franciscano
francês; Jean de Léry (1534 – 1611), calvinista francês.
• Século XVII: André João Antonil (1649 -1716), relata a
forma de uso do espaço colonial, relações de classe,
influenciado teoricamente pelo padre Antônio Vieira,
altamente crítico. George Marcgrave (1610 - 1644),
geógrafo alemão vindo com a missão de Mauricio de
Nassau, relatos mais naturalistas com influência de
Bernard Varenius (Geographia generalis).
• Século XVIII: Alexandre Rodrigues Ferreira (1785),
primeiro botânico formal brasileiro, formado na
Universidade de Coimbra.
Colônia, Império e República Velha -
Até 1930 (Informal)
• Século XVIII: Forte Influência de Carl Lineu (1707-
1778), Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon(1707-
1788) e Humboldt (1769 - 1859), no modo de
classificar as ciências naturais
Século XIX: Viajantes, cronistas, artistas e naturalistas:
Etapa “novecentista”
Viagem pelo Brasil – Johann Spix e Carl von Martius
(1823)
Viagem pelo interior do Brasil – August Saint-Hilaire
(1820 – 1887)
Viagem fluvial do Tietê ao Amazonas – George
Langsdorff , missão russa(1848)
Retratistas e pintores : Hercules Florence (1804 -1879)
e Johann Moritz Rugendas (1802-1858)
Carl von Martius
Carl von Martius
Carl von Martius
Johann Spix
Johann Spix e Martius
August Saint-Hilaire
Trajeto de August Saint-Hilaire
Trajeto de August Saint-Hilaire
Johann Moritz Rugendas
Johann Moritz Rugendas
Johann Moritz Rugendas
Johann Moritz Rugendas
Hercules Florence
Hercules Florence
Colônia, Império e República Velha -
Até 1930 (Informal)
• Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB
Criado em 1838, em pela Sociedade Auxiliadora
da Indústria Nacional. A sua criação, juntamente
com o Arquivo Público do Império, que se
somavam à Academia Imperial de Belas Artes,
integrou o esforço dos conservadores (Regência
de Pedro de Araújo Lima), para a construção de
um Estado imperial centralizado e forte. O IHGB
foi criado com duas diretrizes centrais para seus
trabalhos: a coleta e publicação de documentos
relevantes para a história do Brasil e o incentivo,
ao ensino público, de estudos de História.
Colônia, Império e República Velha -
Até 1930 (Informal)
• DELGADO DE CARVALHO – franco-brasileiro (1884 - 1980)
Atuou no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e na
Sociedade Geográfica do Rio de Janeiro (1920).
Participou da fundação do Conselho Nacional de
Geografia.
Lecionou nas Escolas de Intendência e Estado Maior do
Exército (1921), no Colégio Pedro II (Geografia,
Sociologia e Inglês) e na Escola Normal, vindo a organizar
o Curso Livre Superior de Geografia (1926) destinado à
atualização dos professores do Ensino Fundamental.
Escreveu "O Brasil Meridional" (1910), "Geografia do
Brasil" (1913), e "Meteorologia do Brasil" (1916).
Posteriormente publicou "Geographia do Brasil" (1923) e
"Introdução à Geografia Política" (1929).
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da Geografia
institucionalizada
• A USP , o IBGE , UDF e o Instituto (Fundação) Joaquim Nabuco foram
importantes centros de estudos que auxiliaram na institucionalização
da Geografia no Brasil.
USP - Após a derrota de São Paulo na Revolução de 1932, o Estado se
viu ante a necessidade de formar uma nova elite capaz de contribuir
para o aperfeiçoamento das instituições, do governo e a melhoria do
país. Com esse objetivo um grupo de empresários fundou a Escola
Livre de Sociologia e Política (ELSP) (a atual Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo) em 1933, e o interventor de São
Paulo (cargo que, naquele momento, correspondia ao de
governador) Armando de Salles Oliveira criou a Universidade de São
Paulo (USP), em 1934.
Professores estrangeiros tais como Claude Lévi-Strauss, Fernand
Braudel, Roger Bastide, Emílio Willems, Donald Pierson, Pierre
Monbeig e Herbert Baldus difundiram nas duas instituições novos
padrões de ensino e pesquisa, formando as novas gerações de
cientistas sociais no Brasil. (WIKIPEDIA)
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da Geografia
institucionalizada
• UDF – 1935 (1939 – U. do Brasil; 1965 – UFRJ) : A geografia
universitária foi implantada, assim, no Rio de Janeiro a partir da
institucionalização da UDF. Desenvolvida juntamente com a
História, no curso de Geografia e História, contou não apenas
com o mestre francês Pierre Deffontaines, como também com
Carlos Delgado de Carvalho e Fernando Antônio Raja Gabaglia,
Francis Ruellan, Hilgard Sternberg e Josué de Castro. Tratavam-
se de geógrafos que pareciam não só defender a modernização
do saber geográfico no Brasil, como também construir, a partir
de seus estudos, eminentemente espaciais, uma perspectiva
territorial para a nova nacionalidade brasileira. Esta entendida
não a partir da ótica e de interesses regionais, mas sim do ideal
de uma identidade nacional capaz de integrar em um grande
projeto os diferentes segmentos sócio-espaciais que constituíam
o Brasil. (MACHADO, 2000)
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da
Geografia institucionalizada
IBGE - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é uma
fundação pública da administração federal brasileira criada em
1934 e instalada em 1936 com o nome de Instituto Nacional de
Estatística ; seu fundador e grande incentivador foi o estatístico
Mário Augusto Teixeira de Freitas. O nome atual data de 1938.
UDF - Universidade do Distrito Federal, criada a partir da fusão de
quatro faculdades fundadoras: a Faculdade de Ciências Jurídicas, a
futura Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, a Faculdade de Ciências Econômicas (1930) e a
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.
Fundação Joaquim Nabuco - 1949 - Idealizada pelo sociólogo
Gilberto Freyre, ainda em 1947, a Fundação foi criada como
instituto, denominado Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas
Sociais, em homenagem ao político abolicionista em 1949, ano em
que se comemorava o centenário de seu nascimento, na cidade do
Recife.
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da
Geografia institucionalizada
AGB - A Associação dos Geógrafos Brasileiros -
Fundada em 17 de setembro de 1934, por
iniciativa do professor francês Pierre
Deffontaines, juntamente com os professores
Rubens Borba de Morais, Caio Prado Júnior, Luís
Flores de Morais Rego, localizou-se
primeiramente na Avenida Angélica, 133, em São
Paulo — residência do professor Deffontaines,
que se encontrava no Brasil para a implantação
do curso de história e geografia da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da recém-instalada
Universidade de São Paulo.
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da
Geografia institucionalizada
• Fundadores e cientistas estrangeiros:
Pierre Deffontaines (1894 — 1978) - vindo em
1934 para auxiliar a formação da USP, transferido
posteriormente para a organização da UDF, no
RJ. Visão Holista, maior influência metodológica
na formação do pensamento geográfico nacional.
Faz uma interpretação global do espaço
brasileiro, modelo unitário e próximo do ideal de
integração. Adaptou o pensamento geográfico
de Brunhes, que era baseado na associação
orgânica e analítica dos elementos, método de
descrição- explicação, além das formas de
paisagem casadas com a identificação dos
processos.
Geografia humana do brasil (1939)
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da
Geografia institucionalizada
Pierre Monbeig (1908 —1987) – vindo em 1935 para
ocupar o posto na USP de Deffontaines. Mestre de
Pasquale Petrone e Aziz Ab'Saber. Superposição de
Camadas, acamamento mecânico, bacias e
monografias regionais e “modos de pensar”,
estudioso multidirecionado, estudos seminais das
cidades brasileiras, visualizou as frentes de expansão
agrícola na formação no espaço agrário brasileiro e se
preocupou com a teoria de ensino da Geografia nas
escolas. Possuía uma forte influencia do pensamento
vidalino, forte diálogo com Caio Prado Jr.. Pioneiros e
fazendeiros de São Paulo (1937 artigos, 1952 livro),
apenas publicado no Brasil em 1984.
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da
Geografia institucionalizada
• Cientistas estrangeiros:
Leo Waibel, alemão (1888-1951) – convidado
pelo IBGE. Visão de Conexão de um elo com o
meio, modalidade de integração coagulada por
um nexo do meio, para ele a cobertura vegetal .
Influenciou no estudo das paisagens
relacionando vegetação e forma de ocupação,
pesquisou núcleos de imigrantes. Sempre seus
estudos foram pautados pelas interações planta-
solo-ocupação do solo com utilização da
cartografia. Resgate do estilo humboldtiano
alemão, mas com forte influência de Hettner,
utiliza-se de Von Thünen. Capítulos de geografia
tropical e do Brasil (1947); Zonas pioneiras do
Brasil (1948)
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da
Geografia institucionalizada
• Cientistas estrangeiros:
Francis Ruellan, francês (1894-1975) – vindo no
final dos anos 1930 para lecionar nas faculdades
em formação e orientar pesquisas no IBGE. Visão
Integrada, deixou como referência estudos
detalhados da formação geológico-
geomorfológica do espaço brasileiro em escala
global e regional do Sudeste. Análise clássica
naturalista com a interação do relevo-clima-
hidrologia definindo interações espaço-
ambientais diferentes. Forte influência dos
escritos sobre a geormorfologia brasileira de
Emmanuel De Martonne. O escudo brasileiro e
dobramentos de fundo (1952).
Anos 1930 – 40 (Formal): Fundação da
Geografia institucionalizada
• Cientistas estrangeiros: Características
Comuns:
Cada um ao seu modo possuem uma visão
integrada.
Formato padrão que tem no centro a
manipulação das relações de um conjunto de
categorias espaciais com objetivo de explicar a
paisagem.
Regionalização
Método descritivo: sítio (posição) – arranjo
espacial – regionalização – paisagem
Produção do pensamento geográfico
nacional
• Final dos anos 1930: primeiros geógrafos dos
egressos dos cursos da USP e da UDF – textos
refletidos dos mestres europeus.
• 1934 – Fundação da AGB
• 1939 – Revista Brasileira de Geografia (IBGE)
• 1941 – Boletim Geográfico (IBGE)
• 1949 – Anais de Geografia (AGB)
• 1949 - Boletim Paulista de Geografia,
seccional de SP da AGB.
• 1950 – Boletim Carioca de Geografia,
seccional do RJ da AGB
Produção do pensamento geográfico
nacional
• Mestres fundadores: formados em uma visão síntese,
os escritos são abrangentes, textos de referência da
fundação da ciência geográfica no Brasil, geógrafos de
formação integralizada. “Um autor muitos temas”
Lysia Bernardes: Geografia Urbana (1960-70);
introdução a climatologia brasileira utilizando Köppen
(1960).
Manuel Correia de Andrade com Orlando Valverde:
Geografia Agrária Clássica brasileira
Gilberto Osório de Andrade com Manuel Correia de
Andrade: Geografia física
Ary França: Climatologia do Brasil e fronteiras
cafeeiras em São Paulo.
Produção do pensamento geográfico
nacional
• XVIII Congresso Internacional da UGI, Rio de
Janeiro, 1956. Fim dos textos ensaísticos, retorno
dos cientistas estrangeiros a Europa, início de
trabalhos de “maior fôlego” e setorizados.
A partir desse momento obras temáticas de
urbana, rural, relação homem-meio,
geomorfologia e climatologia.
Mas ainda com forte influência da visão vidalina
de Monbeig e Ruellan, visão brunhiana de
Deffontaines e da visão da Geografia da
paisagem alemã de Waibel, todos com análise
integrada.
Produção do pensamento geográfico nacional
• Fragmentação da produção intelectual a partir os anos
1960 – influência do congresso da UGI, expansão mundial
dos meios de comunicação e circulação, polaridade
espacial da cidade (urbanização) e conflitos ideológicos.
• Grande relevância foram as publicações:
Livros guia do Congresso da UGI: conjunto de nove livros
com diversos autores analisando as regiões brasileiras.
Grandes Regiões (1959, 1977 e 1988): cinco livros seguindo a
divisão regional de 1941, estruturados em um mesmo
padrão, todos geógrafos do IBGE, sem esforço de integração,
obra feita para informar e subsidiar o grande público de
dados estatísticos e cartográficos.
Atlas do Brasil (1960, 1966 e 2000) (IBGE): Cartografia oficial.
Geógrafos Indispensáveis
• Fernando Antônio Raja Gabaglia (1880-1954) apresentou
também importantes contribuições para a renovação e difusão
da geografia no Brasil. Juntamente com Delgado de Carvalho,
Everardo Backheuser e outros professores e pesquisadores,
objetivava fundar a nova escola de geografia e desenvolver uma
classificação para o território e para a população brasileira. Em
1930, debruça-se na defesa da ciência geográfica através do
projeto de restauração da geografia como ciência natural. Foi
um dos estudiosos da temática estatal-territorial estabelecendo
vinculações entre a pesquisa geográfica e o Estado. Para Raja
Gabaglia, a disciplina Geografia auxiliaria a construção da
sociedade, uma vez que instrumentalizaria as atividades do
Estado na execução de estradas, nos mapeamentos, nos
levantamentos de recursos, etc. Enfim, a disciplina Geografia
forneceria ao Estado um domínio do território e,
consequentemente, a possibilidade de realização da tão
aclamada identidade nacional. (MACHADO, 2000)
Geógrafos Indispensáveis
• Aroldo de Azevedo (1910 — 1974) geógrafo e
geomorfólogo brasileiro, escritor de livros didáticos, autor
do primeiro mapa e de uma das primeiras classificações do
relevo brasileiro, grande atuação na AGB.
• Aziz Ab'Saber (1924 — 2012) referência em assuntos
relacionados a geomorfologia, ao meio ambiente e a
impactos ambientais decorrentes das atividades humanas.
• Orlando Valverde (1917 - 2006) pioneiro nos estudos da
geografia agrária e do meio ambiente na Amazônia e
questões sociais, forte participação no IBGE, atuando
intensamente na área de preservação e desenvolvimento
da Amazônia, a qual se dedicou por longa data a estes
projetos. Realizou pesquisas em todo Brasil, mas deu maior
foco na Amazônia em estudos que relatava o problema
categórico do manejo da floresta.
Geógrafos Indispensáveis
• Pedro Pinchas Geiger (1923) geógrafo aluno de Francis
Ruellan, de influências políticas de esquerda (anarquismo) e
longeva carreira no IBGE o que possibilitou o contato com
diferentes fases da Geografia brasileira, assim como
diferentes fases de sua vida acadêmica. Desde seus
primeiros trabalhos bastante descritivos, divididos entre
Geografia física, humana e econômica e em escalas
regionais, concentradas no Sudeste principalmente, até seu
grande contato com a geografia quantitativa e seus
modelos e métodos matemáticos de análise e a influência
da Geografia crítica em suas últimas obras. Propôs nova
divisão regional do Brasil, diferente da adotada atualmente,
levando em conta não apenas os aspectos naturais, mas
também os humanos e o processo histórico de formação do
território do país, em especial a industrialização.
Geógrafos Indispensáveis
• Lysia Cavalcanti Bernardes (1924 – 1991): Suas atividades
entrelaçavam a pesquisa, o ensino da Geografia e a
marcante presença na coordenação de trabalhos em
instituições voltadas para o planejamento urbano e
regional. geógrafa do IBGE, entre 1944 e 1968, entre 1949
e 1953 observa-se na sua produção um número expressivo
de trabalhos voltados para os estudos pioneiros do clima.
Geógrafos Indispensáveis
• Manuel Correia de Andrade (1922 — 2007) Pesquisador da UFPE e
do Centro de Estudos de História Brasileira da Fundação Joaquim
Nabuco de 1984 a 2003, presidente da Associação dos Geógrafos
Brasileiros entre 1961 e 1962. Autor de A Terra e o Homem no
Nordeste (1963) clássico da geografia nordestina e nacional, a obra
se fundamenta em outra noção clássica da Geografia: a região.
Explorou diversos temas: Regional, Agrária, econômica e lutas
sociais.
• Josué de Castro (1908-1971): médico, nutrólogo, professor,
geógrafo, cientista social, político, escritor, ativista brasileiro que
dedicou sua vida ao combate à fome. Destacou-se no cenário
brasileiro e internacional, não só pelos seus trabalhos ecológicos
sobre o problema da fome no mundo, mas também no plano
político em vários organismos internacionais. Partindo de sua
experiência pessoal no Nordeste brasileiro, publicou uma extensa
obra que inclui: "Geografia da Fome", "Geopolítica da Fome", "Sete
Palmos de Terra e um Caixão" e "Homens e Caranguejos
Geógrafos Indispensáveis
• Pasquale Petrone (1924) autor e professor titular emérito
do departamento de geografia da Universidade de São
Paulo especializado nos campos da "geografia da
colonização", geografia política e geografia agrária.
• Ary França (1917 - ) Professor catedrático de Geografia da
da Universidade de São Paulo, aluno de De Martonne, Max
Sorre e Braudel, seus estudos foram sobre Clima da Cidade
de São Paulo, Urbana e Geografia Médica.
• Armando Corrêa da Silva (1931 – 2000), geógrafo tardio,
protagonista principal do debate da ontologia em
geografia, seus trabalhos também versam na geografia
urbana, econômica e física, como última atividade esteve
no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade
de Ciências e Tecnologia, UNESP, de Presidente Prudente.
Geógrafos Indispensáveis
• Bertha Becker (1930 - 2013): Maior referência geográfica
em assuntos amazônicos, trabalhos significativos na
Geografia Política e Geopolítica.
• Milton Santos (1926 - 2001): Apesar de ter se graduado em
Direito, Milton Santos destacou-se por seus trabalhos em
diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de
urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes
nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na
década de 1970. Embora pouco conhecido fora do meio
acadêmico, Santos alcançou reconhecimento fora do país,
tendo recebido, em 1994, o Prêmio Vautrin Lud (conferido
por universidades de 50 países).
Geógrafos Indispensáveis
• Roberto Lobato Corrêa (1939): estudioso das questões
urbanas e geografia cultural no Brasil. Atualmente
professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da
Universidade Federal do Rio de Janeiro.
• Armen Mamigonian (1935) professor doutor na
Universidade de São Paulo. Área de pesquisa é a Geografia
Econômica, Geografia Industrial e desenvolvimento
regional.
• Ariovaldo Umbelino de Oliveira. professor e Doutor em
Geografia, e professor Livre-Docente da Faculdade de
Filosofia, Letras e CiÊncias Humanas, Departamento de
Geografia Humana, da Universidade de São Paulo.
Concentra sua produção acadêmica na área de Geografia
Agrária.
Geógrafos Indispensáveis
• Antonio Cristofoletti (1936 – 1999): autor de livros sobre
geomorfologia, Participou da gestão da biblioteca do
Campus da UNESP de Rio Claro, e graças a ele a biblioteca
possui um dos mais importantes acervos da América Latina.
Bibliografia
• MOREIRA, R. O pensamento geográfico
brasileiro: as matrizes brasileiras. V 3, Ed.
Contexto, 2010.
• Dicionário dos geógrafos brasileiros.
<http://www.grupogeobrasil.com.br/dicionario_
de_geografos.php>
• Wikipedia
• Boletim Paulista de Geografia. número 81 são
paulo – sp jul.2005
<http://www.agbsaopaulo.org.br/sites/agbsaopa
ulo/files/BPG_81.pdf>
• XVIII Congresso Internacional da UGI, Rio de
Janeiro, 1956, ENG, 2010. Paulo Roberto de
Albuquerque Bomfim.