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Marcos Legais Do Movimento LGBTQIA+ No Brasil - MURIAÉ

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Nilmar Silva
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PESSOAL ACADÊMICA

MILITÂNCIA PROFISSIONA
L

APRESENTAÇÃO
01 A população LGBTQIAPN+ e a
Lei: adesão e/ou dissidência?

02 Os impactos das leis e das


PROGRAMAÇÃO políticas públicas nas nossas
vidas.
DA FALA
03 Marcos, marcas e marcadores:
o que desejar, daqui pra
frente?
A população LGBTQIAPN+ e a Lei:
adesão e/ou dissidência?
Há muito tempo, temos sido
considerados/as/es “fora da lei”...

(Junior, 2004, p.20)


Como e quando “nasce” o sujeito
homossexual?

“A homossexualidade e o sujeito homossexual


são invenções do século XIX”
(Louro, 2001, p. 542).
O que trago para pensarmos inicialmente é que, embora a nossa luta,

luta de uma população que foi historicamente minorizada e

vulnerabilizada, passe pela produção de leis que nos protejam e nos

tragam garantias, é no bojo do embate de pessoas dissidentes de

gênero e de orientação sexual com a lei que os nossos corpos são

produzidos.
O que quero dizer é que a lei não só
não esteve ao nosso lado, como esteve
contra quem é LGBTQIAPN+ muitas
das vezes.
Portanto, considero que o
nosso ato não é o de mera
defesa da lei, como se
devêssemos ser bastiões da
legalidade e da sua aplicação,
mas, antes, tenhamos
SEMPRE um olhar
desconfiado, típico de quem
milita de forma atenta, sob
aqueles que legislam a
respeito dos nossos corpos,
prazeres, afetos e desejos.
A filósofa Judith Butler, assim como os/as
psicanalistas, elabora a sua concepção de
desejo a partir da obra “Antígona” (Sófocles,
2007) que, conforme conta a história dessa
literatura clássica, vê em si despontado um
desejo de transgressão da ordem, após um
decreto impositivo de Creonte. O que essa
história demonstra é o poder transformador e
político do desejo. Por isso Butler toma a
personagem Antígona para fundamentar a
sua construção teórica: é na oposição ao
sistema, a partir da normativa que tenta
cercear, que nasce a insurreição, a
capacidade para alterar o poder.
É a lei que produz o desejo!
Assim, “sempre que houver um contexto normativo que limita o desejo de ação de
um sujeito, o próprio limite ativa a consciência e gera resistência ao poder
tornando-se potência, ou seja, produz novas possibilidades que excedem ao poder
normativo, ressignificando práticas e comportamentos culturais” (Furlin, 2014, p.
7). Lembremos que ao mesmo tempo que o poder transformador do desejo que
ousa desobedecer é fruto de um movimento do sujeito, ele também pode acontecer
em uma configuração coletiva, quando os interesses e anseios são comuns.
Ouso dizer que o Movimento LGBTQIAPN+ só existe porque
foi,
e às vezes ainda é, “fora da lei”!
Os impactos das
leis e das
políticas públicas
nas nossas vidas
4. Revisão
bibliográfica
No Brasil, a legislação relacionada à
população LGBTQIAPN+ tem evoluído ao
longo dos anos, mas ainda há uma série de
desafios e lacunas a serem abordados.
Aqui estão alguns pontos principais das leis e
4. Revisão políticas atuais:
bibliográfica
• Reconhecimento de Gênero: em 2018, o Supremo Tribunal
Federal (STF) decidiu que pessoas trans podem alterar seu
nome e gênero em documentos sem a necessidade de
cirurgia de redesignação sexual, facilitando a atualização de
documentos oficiais.
• Casamento Igualitário: Desde 2013, o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) determinou que cartórios devem realizar
casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, garantindo
a igualdade de direitos no casamento.
Aqui estão alguns pontos principais das leis e
4. Revisãopolíticas atuais:
bibliográfica
• União Estável: A união estável entre pessoas do mesmo sexo
é reconhecida e possui os mesmos direitos e deveres que as
uniões estáveis entre pessoas de sexos diferentes, conforme
decisão do STF em 2011.
• Direitos Trabalhistas: A Constituição Brasileira proíbe a
discriminação em razão de orientação sexual e identidade
de gênero, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
também contempla a proteção contra discriminação no
ambiente de trabalho.
Aqui estão alguns pontos principais das leis e
4. Revisãopolíticas atuais:
bibliográfica
• Lei de Crimes Homofóbicos: Em 2019, o STF decidiu que
atos de homofobia e transfobia devem ser considerados
crimes de racismo, o que garante uma proteção maior
contra a discriminação e violência.
• Adoção: Pessoas do mesmo sexo têm o direito de adotar
crianças, e o processo de adoção é regulamentado pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sem distinção
de orientação sexual.
“Ok, Gata!
Mas e lá no meu território!?”
Marcos (legais?), marcas e
marcadores:
o que desejar e fazer daqui pra frente?
N ã o v ejo saída
q ue não sej a
p e l o col eti v o.
E não me
p a re ce que sej a
p or esse aqui !
Bra nq uit ud e :

“Uma p os iç ã o em
q u e su j ei t os q u e a
ocu pa m fora m
s is te mat ic a me nt e
p riv ile g ia d os n o q u e
di z respei t o a o a ces s o
a recu rsos ma t eri a i s e
s i mból i cos , g e ra d os
inicialme nt e p e lo
c olonia lis mo e p e lo
im p e rialis mo , e q u e
s e ma n têm e s ã o
p re se rv a d os na
conte mp or a ne id a d e
Den tre a lgu n s
desses
ben efíc ios,
en con tra -se “a
h a bilida de do
‘estra n geiro’ em
ver pa drões qu e
difi c ilm en te
podem ser
percebidos por O utsider within:
aqu eles im ersos na m arginalidade, um a
pos sibilidade de benefíc io.
n a s situ a çõ es”.
História s de um a
bich a qu e m ora e
m ilita n o in terior
de Min a s
Gera is. . .
ENVOLVIMENTOS:
• ABGLT;
• Gir a - Cellos;
• Comitê Saúde
Integr al LGBT de
MG;
• Conselho
Munic ipal LGBT de
Divinópolis (PL);
• Confer ê nc ia
Munic ipal LGBT de
Divinópolis;
• Comitê de
E q u ida des;
• A lia n ç a c om o

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