O Pequeno
Polegar e a
casa de ossos
Diário
Dia 1
Hoje papai e mamãe discutiram de novo. Eles falavam baixo, mas consegui ouvir: “Não tem comida…
precisamos levar as crianças para a floresta.” Senti um arrepio. Algo naquela voz não parecia só tristeza…
parecia medo.
Dia 2
Nos levaram para a floresta cedo. Estava muito escuro, mesmo sendo manhã. O silêncio era estranho… sem
pássaros. Eu deixei pedrinhas pelo caminho, mas jurava ouvir passos atrás de mim. Quando olhei… não
havia ninguém.
Dia 3
Voltamos pela trilha das pedrinhas, mas… algo mudou. As árvores pareciam mais retorcidas, e havia vozes
sussurrando meu nome. À noite, sonhei que uma sombra gigante me observava. Quando acordei, vi
pegadas enormes perto da porta.
Dia 4
Hoje nos levaram mais fundo na floresta. Desta vez usei migalhas… mas algo as comeu. Estávamos
Diário
Dia 5
Entramos na casa. Um cheiro horrível vinha de dentro. Uma voz doce nos convidou, mas os olhos da mulher
eram pretos como carvão. Ela sorriu e disse que adorava crianças… pequenas.
Dia 6
Acordei de madrugada. Ouvi passos arrastados e um barulho de facas sendo afiadas. Vi a sombra da mulher
passando pela porta. Ela sussurrava: “Hoje será o banquete.” Preciso achar um jeito de fugir.
Dia 7
Aproveitamos que a velha saiu para buscar lenha e escapamos pela janela, deixando travesseiros nas
camas para enganá-la. Derrubei farinha no chão para atrasá-la. Corremos pela floresta até encontrar a
estrada e voltamos para casa, finalmente a salvo.
O Pequeno Polegar e a casa de
ossos
Era uma vez um menino muito pequeno, mas com grande coragem, chamado Pequeno Polegar. Seus pais,
preocupados com a falta de comida, decidiram levar ele e seus irmãos até a floresta.
Na primeira vez, Pequeno Polegar deixou pedrinhas pelo caminho e conseguiu trazer todos de volta para
casa. Mas algo estava diferente na floresta: as árvores pareciam estranhas, e o vento sussurrava seu nome.
Na segunda vez, eles foram deixados ainda mais longe. Pequeno Polegar tentou usar migalhas para marcar
o caminho, mas elas desapareceram misteriosamente. Perdidos, avistaram uma luz e seguiram até uma
casa que, de longe, parecia acolhedora.
Ao se aproximarem, viram que a casa era feita de ossos — um lugar assustador. Uma mulher de aparência
estranha os convidou para entrar. Ela parecia simpática, mas seus olhos negros escondiam segredos.
Com inteligência e coragem, Pequeno Polegar descobriu que a mulher queria cozinhar as crianças.
Rapidamente, ele elaborou um plano, enganou a mulher e conseguiu salvar seus irmãos.
Eles correram pela floresta, enfrentando sons e sombras estranhas, até finalmente encontrar o caminho de
volta para casa. Pequeno Polegar provou que, mesmo sendo pequeno, a coragem pode ser maior do que o
medo.