Lição 8: NAUM – O DEUS
DE MISERICÓRDIA E
JUSTIÇA
Diaconisa Ligia
1. O CENÁRIO DA MENSAGEM DO
PROFETA NAUM
Neste tópico estudaremos que a soberania de Deus é, para o cristão,
um poderoso consolo em um mundo onde falta senso de justiça e
humanidade.
1.1. CONHECENDO UM POUCO MAIS O
PROFETA
Naum foi um profeta levantado por Deus para profetizar sobre o juízo de Deus
contra o reino assírio. O profeta Naum é designado como “o elcosita”, talvez
uma provável referência sobre seu local de origem, ou do local de sua atividade
profética.
O nome Naum significa “conforto”, e é possível que esse
nome seja uma abreviação de um nome mais completo, como
por exemplo, Neemias, que significa “o Senhor conforta”.
1.2. A MENSAGEM DO PROFETA
É verdade que o principal propósito da mensagem profética de Naum foi
anunciar o julgamento de Deus contra Nínive cidade da capital da Assíria próximo
do rio Tigre, uma cidade de um povo extremamente tirano e bárbaro; e também
confortar Judá.
Naum é o único livro profético completo contra a Assíria no Antigo Testamento.
Embora Jonas também se referisse a esta nação, é um relato narrativo e não um
pronunciamento profético. Os únicos outros profetas que pregaram contra outras
nações são Habacuque (contra Babilônia) e Obadias (contra Edom). Esses três
impérios (Assíria, Babilônia, Edom) foram os principais impérios que afligiram o
povo judeu durante os séculos passados.
Naum não veio trazer uma mensagem de arrependimento como Jonas, mas sim
uma mensagem de punição da parte de Deus, porque depois de mais menos 150
anos, após Jonas eles voltaram a fazer as mesmas praticas cruéis de pecado. E
Deus estava irado com aquele povo e também queria mostrar para o povo de Juda
1.3. O JULGAMENTO DE NÍNIVE
Havia um costume entre os ninivitas de levarem os ídolos das nações
vencidas para sua terra, em sinal de superioridade de seus deuses. Em
Isaias o rei Assírio afrontou o Deus de Israel. (Isaias 36v20), essas
atitudes era uma afronta ao Deus dos judeus.
Deus traria sobre eles o Seu juízo e toda aquela potência que dominava
o Oriente Médio iria cair.
O servo de Deus pode descansar porque Deus é o Senhor da História e,
no momento certo, Ele agirá em favor dos Seus filhos.
2. A BONDADE E A IRA DE DEUS
Neste tópico estudaremos que as grandes potências
mundiais estão nas mãos de Deus e nada do que possuem
será capaz de livrar-lhes do juízo do Senhor, se o estiverem
afrontando com o seu modo de viver.
Não devemos nos preocupar com as grandes massas que
estão prevalecendo contra os filhos de Deus a conta deles
vai chegar, é uma certeza, porque de Deus ninguém zomba
diz a palavra do Senhor (Gálatas 6v7).
“O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em força, e ao
culpado não tem por inocente” [Na 1.3].
2.1. CONSOLO E ESPERANÇA
Embora o livro de Naum contenha duras palavras para a cidade de
Nínive [Na 1.1; 3.7], para Judá, assim como para outras nações que
viviam aterrorizadas pela dominação assíria, saber que todo aquele
império chegaria um dia ao fim, era, de fato, um sopro de esperança
em meio àquele cenário de opressão e desalento.
Temos que reconhecer que a vingança do Senhor é bem diferente do
espírito vingativo do homem, porque sempre se harmoniza
perfeitamente com o supremo amor de Deus (…) O Deus da justiça é o
Deus de amor que governa o universo.”
2.2. RESTAURAÇÃO DE JUDÁ
A promessa de restauração de Judá representa a justiça de Deus sobre
a iniquidade de um povo opressor, cruel e arrogante.
Judá teve justiça sobre seu inimigo não porque eles mereciam ser
livrados, mas pelo caráter de Deus e sua infinita misericórdia em
atender uma oração de ajuda.
E Deus tinha uma aliança com o povo de Judá onde o salvador viria
dessa tribo, mesmo sendo eles desobedientes, a promessa se
cumpriria.
2.3. A VITÓRIA DE DEUS
Assim, a majestosa e grande cidade de Nínive caiu em 612 a.C. Com o tempo, as ruínas da
cidade foram abandonadas, de modo que em menos de dois séculos de sua destruição, o
local onde viviam os ninivitas estava tão desolado que era difícil reconhecer que ali havia
existido uma grande cidade um dia.
Obedecer a Deus e se arrepender deve ser continuo e não por um período, ou por uma
século, porque o juízo de Deus vem e com grande ira, mas ele sempre nos dará uma
chance antes de executar sua justiça e devemos ter em mente que essa justiça vem para
filhos e ímpios, “escolhidos ou não”.
Arrependimento é acompanhado de MUDANÇA, se não há arrependimento é remorso.
3. NAUM PARA HOJE
Neste tópico estudaremos que toda e qualquer situação Deus é soberano e agirá em favor
dos Seus servos fiéis trazendo juízo, mas também manifestando Sua misericórdia em
tempo oportuno.
O Senhor não perdeu e não perderá o controle sobre os acontecimentos e, no tempo
determinado por Ele, fará Sua intervenção, como tem acontecido na história em todas as
épocas.
3.1. NAUM PARA HOJE
chave: ninguém escapará do juízo de Deus.
Isso significa que não há ninguém tão orgulhoso e cheio de si que não seja
alcançado pelo juízo de Deus, mas também ninguém tão pecador e arrependido que
não seja alcançado pela misericórdia do Senhor; “Deus aplica a sua justiça de forma
imparcial. Deus não tem prazer na condenação da humanidade [Jo 3.16-17]
3.2. DEUS SE COMPADECE DOS QUE NELE
CONFIAM
A palavra do profeta Naum trouxe contentamento ao povo de Judá, pois assegurava-
lhes de que Deus não os havia desamparado, ainda que tivessem, muitas vezes e de
muitas maneiras, se afastado dos caminhos do Senhor.
Não devemos nos assegurar nas forças humanas sendo ela com poder ou status,que
são falhas mas sim, na benignidade de Deus onde nunca falha e sua bondade não
tem tamanho.
Derik Kidner: “Os que confiam no Senhor” revela uma das muitas facetas do nosso relacionamento com
Deus. Os que confiam no Senhor são também aqueles que o temem, o amam e o conhecem. São aqueles
que compreendem sua total dependência dEle.”
3.3. A SOBERANIA DE DEUS
A profecia foi cumprida por meio da união do povo babilônio e do povo medo, que
contavam com numerosos exércitos, derrotando assim a poderosa Assíria.
Por volta de 633 a.C. o império assírio começou a mostrar sinais de fraqueza, e Nínive foi
atacada pelos medos, que, posteriormente, cerca de 625 a.C., juntando-se aos babilônios e
susianianos, voltou a atacá-la, quando caiu e foi arrasada ate o chão. O império assírio
chegou ao fim com os medos e os babilônios dividindo suas províncias entre eles. “Depois
de ter governado por mais de seiscentos anos com terrível tirania e violência, do Cáucaso
e do Mar Cáspio ao Golfo Pérsico, e de além do Tigre até a Ásia Menor e o Egito,
desapareceu como um sonho” (Naum 2:6-11). Seu fim era estranho, repentino, trágico. Foi
obra de Deus, seu juízo sobre o orgulho da Assíria (Isaías 10:5-19).
Deus usa o justo e o injusto para cumprir seu proposito e nada escapa do seu juízo, como
foi na história de Jose onde ele mesmo fez ações junto de seus irmão pafra que seu
proposito fosse concluído.