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Mundo das Especialidades
Especialidade de Anfíbios - Estudo da Natureza 023
01
Os anfíbios são animais vertebrados com características co-
muns entre si que os distinguem dos outros animais do mesmo
filo. Uma destas características é que, mesmo aqueles indiví-
duos que passam a maior parte do tempo em terra firme, pre-
cisam da água para o desenvolvimento de seus filhotes.
São animais com sexos separados e se reproduzem geral-
mente dentro da água. Sua fecundação é externa e para isso
os machos atraem as fêmeas coaxando (a maioria das fêmeas
são mudas), em seguida ele abraça a fêmea e ambos eliminam
os gametas na água ou em algum local úmido para evitar a de-
sidratação destes.
As espécies que vivem em terra, na fase adulta, respiram
por pulmões, mas estes são rudimentares e para absorver todo
oxigênio que eles precisam em momentos de maior atividade,
realizam também a respiração cutânea, que ocorre através da
pele, em geral, lisa, fina e úmida, rica em vasos sanguíneos, a
qual absorve oxigênio do ar. Por sua pele ter estas característi-
cas, ele necessita viver em locais úmidos para evitar o risco de
desidratação. Na fase larval aquática sua respiração é bran-
quial, que desaparece quando o animal passa pela metamorfo-
se, alcançando a fase adulta.
São animais carnívoros, alimentando-se de lesmas, mi-
nhocas, insetos e até outros pequenos vertebrados. E para cap-
turar seu alimento, alguns sapos projetam para fora da boca
sua língua musculosa, longa e pegajosa, em direção a presa.
Everton Belloli Moura
Biólogo
Quem escreveu!
Acesse:
www.desbravar.com.br
Texto: Everton Belloli Moura , Diagramação: Ranmaildo Revo-
rêdo, Infografia e finalização: Khelven Klay
2
02
A classe dos anfíbios é dividida em três ordens:
Anuros: Anfíbios com membros e
sem cauda. São representados pe-
los sapos, rãs e pererecas. Na foto
Sapo (Rhinella marina). Foto por Paulo
Bernarde.
Urodelos: Anfíbios com membros e com
cauda. Representados pelas salaman-
dras, tritões e axolotes. Na foto Salaman-
dra (Bolitoglossa sp.). Foto por Paulo Ber-
narde.
Ápodes: Anfíbios sem membros e com
corpo alongado. Representada pelas
cecílias (em algumas regiões chama-
das de cobras-cegas, porém sem esca-
mas). São animais de olhos atrofiados
e com tato mais desenvolvido. Na foto
Cecília (Siphonops sp.). Foto por Paulo Ber-
narde.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE SAPO,
RÃ E PERERECA?
Sapos, rãs e pererecas
são nomes populares usados para
distinguir entre espécies diferen-
tes de anuros, mas de uma forma
geral, considera-se as seguintes
diferenças.
Sapos possuem a pele mais
rugosa e glândulas de veneno
(paratóides) na cabeça, logo
atrás dos olhos.
Sapo (Rhaebo_guttatus).
Foto por Paulo Bernarde.
As Rãs possuem pele lisa e
mais úmida, em geral são aqu-
áticas e por isso possuem
membranas interdigitais que
auxiliam na natação. Os mem-
bros traseiros (posteriores) são
maiores que os dos sapos, au-
xiliando a saltar mais alto e
longe.
Rã Leptodactylus latrans.
Foto por Everton Moura.
Pereceras possuem ventosas
nos dedos, o que lhes permi-
tem agarrar-se em troncos e
galhos, por isso, muitas são
arborícolas. Como as rãs, pos-
suem membros posteriores
Perereca-dourada
(Trachycephalus mesophaeus).
Foto por Everton Moura.
Possuem duas formas de defesa mais comuns: a camuflagem e a produção
de substâncias venenosas. No caso da camuflagem a pele do animal apre-
senta uma cor ou desenho semelhante à do ambiente em que vive. Assim o
animal fica escondido e passa despercebido em meio à paisagem. As espé-
cies venenosas possuem na pele substâncias que podem intoxicar seu pre-
dador. Estes animais, em geral, têm cores vivas e brilhantes. Após passar
mal, depois de comer um indivíduo destes, o predador aprende a evitá-lo.
Camuflagem de Hyalinobatrachium munozorum.
Foto por Paulo Bernarde.
3
03
São animais que sempre fizeram parte da
cadeia alimentar, servindo de alimento
para várias espécies de aves e mamífe-
ros e também controlando pragas, por
exemplo, comendo insetos que atacam
plantações, contribuindo portanto para o
equilíbrio biológico do planeta. Além dis-
so, as rãs são apreciadas como alimento
em algumas comunidades. Também, o
veneno de muitas espécies de anfíbios
tem sido estudado como possível fonte
de novos medicamentos.
Uma curiosidade muito legal sobre os an-
fíbios é que algumas espécies entram em
hibernação (inverno) e estivação (em pe-
ríodos secos). A primeira ocorre frequen-
temente em regiões onde o inverno é
mais rigoroso como nos USA e Canadá, por exem-
plo.
Alguns anfíbios se comunicam fazendo passar ar
através da laringe na garganta. Na maioria destes
casos, o som é amplificado por um ou mais sacos
vocais, membranas de pele debaixo da garganta ou
no canto da boca que distendem durante a amplifi-
cação da chamada. Outras espécies não têm sacos
Anfíbio Rhinella major expondo o
saco vocal. Foto por Paulo Bernarde.
Agora é com você desbravador, estude o
conteúdo deste artigo para poder ser um
especialista em anfíbios e cumpra os requi-
sitos práticos para colocar mais esta insíg-
nia em sua faixa.
Referências:
http://www.terraselvagem.com/animais/anfibios/
conteudo/por-que-os-anfibios-coaxam/
http://pt.wikipedia.org/wiki/
Anura#Reprodu.C3.A7.C3.A3o_de_r.C3.A3s
GEWANDSZNAJDER, FERNANDO. SER - Ciências:
Ensino Fundamental 7º ano. 2ª edição. SP: Brasil-
form Editora e Ind. Gráfica, 2011.
Sites de apoio para consulta:
http://www.herpetofauna.com.br
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/
anfibios.php
A reprodução destas informações em seus materiais é incentivada. Ao reproduzir este material por completo ou
parcialmente, as palavras “GO! Estudo de Especialidades Desbravadores no Brasil, Mundo das Especialidades–
Ano 2, volume 2” devem aparecer em baixo do titular ou imediatamente depois de seu texto, como referência.
Todos os direitos reservados ao Ministério Jovem da União Nordeste Brasileira da Igreja Adventista do Sétimo
Dia. Material de Consulta criado e copilado, utilizando informações de livre distribuição para o ensino das Espe-
cialidades do Clube de Desbravadores

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Matéria de Especialidade - Anfíbios.pdf

  • 1. 1 Mundo das Especialidades Especialidade de Anfíbios - Estudo da Natureza 023 01 Os anfíbios são animais vertebrados com características co- muns entre si que os distinguem dos outros animais do mesmo filo. Uma destas características é que, mesmo aqueles indiví- duos que passam a maior parte do tempo em terra firme, pre- cisam da água para o desenvolvimento de seus filhotes. São animais com sexos separados e se reproduzem geral- mente dentro da água. Sua fecundação é externa e para isso os machos atraem as fêmeas coaxando (a maioria das fêmeas são mudas), em seguida ele abraça a fêmea e ambos eliminam os gametas na água ou em algum local úmido para evitar a de- sidratação destes. As espécies que vivem em terra, na fase adulta, respiram por pulmões, mas estes são rudimentares e para absorver todo oxigênio que eles precisam em momentos de maior atividade, realizam também a respiração cutânea, que ocorre através da pele, em geral, lisa, fina e úmida, rica em vasos sanguíneos, a qual absorve oxigênio do ar. Por sua pele ter estas característi- cas, ele necessita viver em locais úmidos para evitar o risco de desidratação. Na fase larval aquática sua respiração é bran- quial, que desaparece quando o animal passa pela metamorfo- se, alcançando a fase adulta. São animais carnívoros, alimentando-se de lesmas, mi- nhocas, insetos e até outros pequenos vertebrados. E para cap- turar seu alimento, alguns sapos projetam para fora da boca sua língua musculosa, longa e pegajosa, em direção a presa. Everton Belloli Moura Biólogo Quem escreveu! Acesse: www.desbravar.com.br Texto: Everton Belloli Moura , Diagramação: Ranmaildo Revo- rêdo, Infografia e finalização: Khelven Klay
  • 2. 2 02 A classe dos anfíbios é dividida em três ordens: Anuros: Anfíbios com membros e sem cauda. São representados pe- los sapos, rãs e pererecas. Na foto Sapo (Rhinella marina). Foto por Paulo Bernarde. Urodelos: Anfíbios com membros e com cauda. Representados pelas salaman- dras, tritões e axolotes. Na foto Salaman- dra (Bolitoglossa sp.). Foto por Paulo Ber- narde. Ápodes: Anfíbios sem membros e com corpo alongado. Representada pelas cecílias (em algumas regiões chama- das de cobras-cegas, porém sem esca- mas). São animais de olhos atrofiados e com tato mais desenvolvido. Na foto Cecília (Siphonops sp.). Foto por Paulo Ber- narde. QUAL A DIFERENÇA ENTRE SAPO, RÃ E PERERECA? Sapos, rãs e pererecas são nomes populares usados para distinguir entre espécies diferen- tes de anuros, mas de uma forma geral, considera-se as seguintes diferenças. Sapos possuem a pele mais rugosa e glândulas de veneno (paratóides) na cabeça, logo atrás dos olhos. Sapo (Rhaebo_guttatus). Foto por Paulo Bernarde. As Rãs possuem pele lisa e mais úmida, em geral são aqu- áticas e por isso possuem membranas interdigitais que auxiliam na natação. Os mem- bros traseiros (posteriores) são maiores que os dos sapos, au- xiliando a saltar mais alto e longe. Rã Leptodactylus latrans. Foto por Everton Moura. Pereceras possuem ventosas nos dedos, o que lhes permi- tem agarrar-se em troncos e galhos, por isso, muitas são arborícolas. Como as rãs, pos- suem membros posteriores Perereca-dourada (Trachycephalus mesophaeus). Foto por Everton Moura. Possuem duas formas de defesa mais comuns: a camuflagem e a produção de substâncias venenosas. No caso da camuflagem a pele do animal apre- senta uma cor ou desenho semelhante à do ambiente em que vive. Assim o animal fica escondido e passa despercebido em meio à paisagem. As espé- cies venenosas possuem na pele substâncias que podem intoxicar seu pre- dador. Estes animais, em geral, têm cores vivas e brilhantes. Após passar mal, depois de comer um indivíduo destes, o predador aprende a evitá-lo. Camuflagem de Hyalinobatrachium munozorum. Foto por Paulo Bernarde.
  • 3. 3 03 São animais que sempre fizeram parte da cadeia alimentar, servindo de alimento para várias espécies de aves e mamífe- ros e também controlando pragas, por exemplo, comendo insetos que atacam plantações, contribuindo portanto para o equilíbrio biológico do planeta. Além dis- so, as rãs são apreciadas como alimento em algumas comunidades. Também, o veneno de muitas espécies de anfíbios tem sido estudado como possível fonte de novos medicamentos. Uma curiosidade muito legal sobre os an- fíbios é que algumas espécies entram em hibernação (inverno) e estivação (em pe- ríodos secos). A primeira ocorre frequen- temente em regiões onde o inverno é mais rigoroso como nos USA e Canadá, por exem- plo. Alguns anfíbios se comunicam fazendo passar ar através da laringe na garganta. Na maioria destes casos, o som é amplificado por um ou mais sacos vocais, membranas de pele debaixo da garganta ou no canto da boca que distendem durante a amplifi- cação da chamada. Outras espécies não têm sacos Anfíbio Rhinella major expondo o saco vocal. Foto por Paulo Bernarde. Agora é com você desbravador, estude o conteúdo deste artigo para poder ser um especialista em anfíbios e cumpra os requi- sitos práticos para colocar mais esta insíg- nia em sua faixa. Referências: http://www.terraselvagem.com/animais/anfibios/ conteudo/por-que-os-anfibios-coaxam/ http://pt.wikipedia.org/wiki/ Anura#Reprodu.C3.A7.C3.A3o_de_r.C3.A3s GEWANDSZNAJDER, FERNANDO. SER - Ciências: Ensino Fundamental 7º ano. 2ª edição. SP: Brasil- form Editora e Ind. Gráfica, 2011. Sites de apoio para consulta: http://www.herpetofauna.com.br http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/ anfibios.php A reprodução destas informações em seus materiais é incentivada. Ao reproduzir este material por completo ou parcialmente, as palavras “GO! Estudo de Especialidades Desbravadores no Brasil, Mundo das Especialidades– Ano 2, volume 2” devem aparecer em baixo do titular ou imediatamente depois de seu texto, como referência. Todos os direitos reservados ao Ministério Jovem da União Nordeste Brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Material de Consulta criado e copilado, utilizando informações de livre distribuição para o ensino das Espe- cialidades do Clube de Desbravadores