A Educação Sexual em Meio Escolar Metodologias de Abordagem/ Intervenção Mafalda Branco Outubro | 2011
“ É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.”  Clarice Lispector
OBJECTIVOS Reforçar as competências técnico-pedagógicas dos docentes na área de educação para a saúde – educação sexual. Favorecer a partilha de experiências.  Promover a implementação de projectos de “Educação Sexual” no Agrupamento/Comunidade; Reforçar competências na área da organização e gestão dos Gabinetes de Apoio ao/à Aluno/a. Promover a concepção de materiais pedagógicos adequados ao contexto, adaptando-os ao público-alvo e às necessidades sentidas. Introduzir novas práticas utilizando os resultados obtidos na oficina.
AVALIAÇÃO
Sexualidade?...
O QUE É A SEXUALIDADE? SEXO = SEXUALIDADE?
O QUE É A SEXUALIDADE? A sexualidade não pode ser definida a partir de um único ponto de vista, uma só ciência ou umas quantas palavras. O que hoje sabemos sobre sexualidade é o resultado de múltiplas aproximações feitas a partir de diferentes ciências. Por isso, a sexologia é, provavelmente, mais do que nenhuma outra, uma ciência interdisciplinar.   López, F. e Fuertes, A. (1999)
“ A sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura, intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.” Organização Mundial de Saúde
O QUE É A SEXUALIDADE? “ A sexualidade é todo o nosso ser.” (Merleau Ponty, 1975)
EDUCAÇÃO SEXUAL?
“ Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.” Henry Ford
EDUCAÇÃO SEXUAL? Faz-se Educação Sexual mesmo quando não se programa fazer, pois “somos seres sexuados e objecto de um processo educativo desde que nascemos até que morremos”. Frade, A. et al. (2001)
FAZ-SE EDUCAÇÃO SEXUAL MESMO QUANDO NÃO SE PROGRAMA FAZER…
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL Assenta na vivência proporcionada ao longo do desenvolvimento do indivíduo por figuras significativas Decorre das experiências do quotidiano, de forma espontânea Apela essencialmente a aspectos emocionais Relação com pais, pares e  media   Vaz, J. M. (1996)
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL A sexualidade aprende-se, tal como outras áreas de desenvolvimento, por via de informações, instruções e reforços do comportamento e, ainda, pela observação de modelos. As práticas educativas, ao nível dos conteúdos sexuais, são, no entanto, pouco consistentes e explícitas, o que não favorece a aprendizagem de atitudes, opiniões e comportamentos.   Vaz, J. M. (1996)
EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL Há 3 estratégias socializadoras básicas: “ Evitativa”  – atitudes como o silêncio, a desatenção e a proibição; “ Anedótica”  – exemplos ficcionais, anedotas que distorcem a realidade; “ Solene”  – didácticas em desarmonia com o estilo de comunicação habitual ou com o ritmo de desenvolvimento do indivíduo.   Vaz, J. M. (1996)
“ A” CONVERSA… OS MEDOS… O DESAFIO…
EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO FORMAL Diz respeito a todos os processos intencionais de educação no âmbito da sexualidade humana, desenvolvidos na escola extra-curricularmente e ou paralelamente ao sistema educativo formal.   Vaz, J. M. (1996)
EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL É um processo intencional e programado através do currículo Os conteúdos são seleccionados, sequenciados e desenvolvidos de acordo com os objectivos estabelecidos São previstas actividades integradas por níveis de conhecimento, competências e valores/atitudes de acordo com a fase de desenvolvimento Implica a adequação de metodologias   Vaz, J. M. (1996)
EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL Um currículo comporta quatro elementos básicos: Objectivos e conteúdos gerais:  o quê e para quê ensinar? Objectivos e conteúdos específicos:  quando ensinar? Planificação de actividades:  como ensinar? Avaliação da aprendizagem:  o quê, como e quando avaliar?   Sanchez, L. (1990)
EDUCAÇÃO SEXUALIZADA A educação quer-se global e o desenvolvimento integral A educação existe contínua e paralelamente ao longo do desenvolvimento A escola nunca é neutra!... É fundamental a complementaridade de papéis entre os vários agentes educativos Educação Sexualizada
ENQUADRAMENTO LEGAL Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto Estabelece o regime de aplicação da educação sexual na escola Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril Regulamenta a Lei n.º 60/2009
ENQUADRAMENTO LEGAL Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto Inclusão obrigatória no PE Projecto de ES e ES Importância da transversalidade Professor Coordenador da ES e da ES Equipa interdisciplinar de ES e ES Gabinete de Informação e Apoio aos Alunos Participação/ informação dos EE
AFINAL, O QUE É A EDUCAÇÃO SEXUAL?...
EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE A educação para a saúde tem como objectivos centrais a informação e a consciencialização de cada pessoa acerca da sua própria saúde e a aquisição de competências que a habilitem para uma progressiva auto-responsabilização. Portaria n.º 196-A/2010
EDUCAÇÃO SEXUAL A educação sexual obedece ao mesmo conceito de abordagem com vista à promoção da saúde física, psicológica e social. Portaria n.º 196-A/2010
FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL A valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa; O desenvolvimento de competências nos jovens que permitam escolhas informadas e seguras no campo da sexualidade; A melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais dos jovens; A redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco; A capacidade de protecção  face a todas as formas de exploração e de abusos sexuais; O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais;
FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.) A valorização de uma sexualidade responsável e informada; A promoção da igualdade entre os sexos; O reconhecimento da importância de participação no processo educativo de E.E., alunos, professores e técnicos de saúde; A compreensão científica do funcionamento dos mecanismos biológicos e reprodutivos; A eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou da orientação sexual. Lei n.º 60/2009
CONTEÚDOS MÍNIMOS 2.º Ciclo (5.º e 6.º anos)  Puberdade: aspectos biológicos e emocionais;  O corpo em transformação;  Caracteres sexuais secundários;  Normalidade, importância e frequência das suas variantes bio-psicológicas;  Diversidade e respeito;  Sexualidade e género;  Reprodução humana e crescimento; contracepção e planeamento familiar; Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas; Dimensão ética da sexualidade humana. Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril
CONTEÚDOS MÍNIMOS 3.º Ciclo (7.º, 8.º e 9º anos)  Dimensão ética da sexualidade humana. Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;  Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;  Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (ex: afectos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;  Compreensão da prevalência, uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e conhecer, sumariamente, os mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);
CONTEÚDOS MÍNIMOS (cont.) Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/Vírus da Imunodeficiência Humana - VPH2/Vírus do Papiloma Humano - e suas consequências) bem como os métodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;  Conhecimento das taxas e tendências de maternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;  Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;  Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável; Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.
CONTEÚDOS MÍNIMOS Ensino Secundário •  Compreensão ética da sexualidade humana; •  tendências na idade de início das relações sexuais,  •  métodos contraceptivos disponíveis e utilizados, razões do seu falhanço e não uso; •  evolução e consequência nas taxas de gravidez e aborto (entre nós e na UE); •  aspectos relacionados com a incidência e sequelas das DTS (com infecção por VIH e HPV e suas consequências); •  consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade de gravidez na adolescência e do aborto; •  compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.
VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL Os programas de Educação Sexual podem contribuir para: atrasar o início de actividade sexual; prevenir gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis; formar opiniões e desenvolver o senso crítico; desenvolver valores éticos, como respeito à diversidade e responsabilidade; promover o amadurecimento sem traumas, tabus, preconceitos ou medos; prevenir o abuso sexual…
VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.) Estudos demonstram que programas estruturados de Educação Sexual podem: reduzir informações erróneas; aumentar conhecimentos correctos; esclarecer e fortalecer valores e atitudes positivas; aumentar habilidades de tomar decisões informadas e de agir segundo as mesmas; melhorar percepções sobre grupos de pares e normas sociais; aumentar a comunicação com pais ou outros adultos de confiança. In  Relatório da UNESCO sobre Direito à Educação Sexual, 2010
Enquanto persistir uma visão que separa a natural ligação entre corpo e mente, quer dizer, enquanto se debaterem medidas de intervenção nas vivências da sexualidade de forma desintegrada do espaço afectivo, é impossível ir muito longe. Strecht, P. (2005)
E OS MEUS MEDOS?...
UM DESAFIO PEDAGÓGICO… Questionamento dos nossos próprios valores, atitudes e tabus Variedade ou falta de experiências pessoais O sexo pode ser constrangedor ou um mistério Receio de não estar de acordo com a moral dominante ou com a dos colegas Preocupação com o uso de linguagem apropriada…
PERFIL DO PROFESSOR Aceitação confortável da sua sexualidade e da dos outros; Respeito pelas opiniões das outras pessoas; Atitude favorável ao envolvimento dos pais; Confidencialidade sobre informações pessoais; Capacidade para reconhecer situações que requeiram outros técnicos para além do professor; Ser tão neutro quanto possível; Controlar a emissão de juízos de valor; Demonstrar disponibilidade e confiança… Went, D. (1985)
PERFIL DO PROFESSOR O grande desafio, que é simultaneamente a maior dificuldade, é atingir o coração destes miúdos, e sempre que se fala de sexo, falar-se de amor. Strecht, P. (2005)
SÍNTESE Quando falamos de educação sexual, estamos a utilizar um conceito global e abrangente de sexualidade que inclui a identidade sexual, o corpo, as expressões da sexualidade, os afectos, a reprodução e a promoção da saúde sexual e reprodutiva. Assim, o objectivo principal será o de  contribuir (ainda que parcialmente) para uma vivência mais informada, mais gratificante e mais autónoma, logo, mais responsável, da sexualidade.
A SEXUALIDADE AO LONGO DA VIDA A sexualidade manifesta-se desde o início da vida e acompanha o desenvolvimento geral do indivíduo No entanto, vivemos a sexualidade de formas bastante diferentes em cada etapa da vida A forma como a criança, o adolescente, o jovem, o adulto e o idoso vivem a sexualidade é diferente
AINDA NO ÚTERO… O sistema de resposta sexual começa-se a desenvolver nos fetos do sexo masculino em meados do período de gestação; A resposta eréctil começa a aparecer mais ou menos às 16 semanas; Pensa-se que a capacidade de lubrificação nos fetos do sexo feminino se inicia também nesta altura (embora não seja imediatamente observável).
DO NASCIMENTO AO 2.º ANO Importância das figuras de apego nos processos de vinculação; Actividades rítmicas de satisfação oral – mamar, chupar no dedo – que podem ser entendidas como actividades eróticas não genitais; Reconhecimento dos papéis sexuais, estabelecendo a diferença dos papéis atribuídos a um ou ao outro sexo.
DOS 2 AOS 6 ANOS Entre os 2 e os 4 anos – controlo esfincteriano; Mostram o corpo e encaram o corpo do outro de forma espontânea; Curiosidade pelo corpo da mãe e do pai e pelas diferenças anatómicas entre os dois sexos; É a fase dos “porquês”; Por volta dos 6 anos inicia-se o processo natural de construção do pudor.
DOS 6 AOS 12 ANOS Jogos sexuais infantis – exploração do corpo; Jogo do “faz-de-conta” – continua a fazer a exploração sexual; Mantém-se a curiosidade; Constitui grupos do mesmo sexo; Inicia a selecção de amizades; Utiliza palavras relativas à sexualidade, mesmo sem lhes conhecer o sentido.
A SEXUALIDADE DA CRIANÇA
ADOLESCÊNCIA Alterações pubertárias; O grupo assume um lugar privilegiado; Identidade, autonomia pessoal; Fantasias eróticas; Descoberta do próprio corpo – masturbação; Petting ; Início da actividade sexual.
QUE VALORES HOJE?
BIBLIOGRAFIA Assembleia da República. (2009).  Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto , Diário da República, 1.ª série — N.º 151 — 6 de Agosto de 2009 – 5097 Frade, A. et al. (2001 ). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Texto Editora. López, Félix e Antonio Fuertes. (1999).  Para Compreender a Sexualidade . Lisboa: APF. Pereira, M.M. e Freitas, F. (2001).  Educação sexual – Contextos de sexualidade e adolescência . Porto: Edições ASA. Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens. (2010).  Kit Pedagógico sobre Género e Juventude . Lisboa. Strecht, P. (2005 ). Vontade de Ser – Textos sobre Adolescência . Lisboa: Assírio & Alvim. Vaz, J. (1996).  Educação Sexual na Escola . Lisboa: Universidade Aberta.

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15 outubro

  • 1. A Educação Sexual em Meio Escolar Metodologias de Abordagem/ Intervenção Mafalda Branco Outubro | 2011
  • 2. “ É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.” Clarice Lispector
  • 3. OBJECTIVOS Reforçar as competências técnico-pedagógicas dos docentes na área de educação para a saúde – educação sexual. Favorecer a partilha de experiências. Promover a implementação de projectos de “Educação Sexual” no Agrupamento/Comunidade; Reforçar competências na área da organização e gestão dos Gabinetes de Apoio ao/à Aluno/a. Promover a concepção de materiais pedagógicos adequados ao contexto, adaptando-os ao público-alvo e às necessidades sentidas. Introduzir novas práticas utilizando os resultados obtidos na oficina.
  • 6. O QUE É A SEXUALIDADE? SEXO = SEXUALIDADE?
  • 7. O QUE É A SEXUALIDADE? A sexualidade não pode ser definida a partir de um único ponto de vista, uma só ciência ou umas quantas palavras. O que hoje sabemos sobre sexualidade é o resultado de múltiplas aproximações feitas a partir de diferentes ciências. Por isso, a sexologia é, provavelmente, mais do que nenhuma outra, uma ciência interdisciplinar. López, F. e Fuertes, A. (1999)
  • 8. “ A sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura, intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.” Organização Mundial de Saúde
  • 9. O QUE É A SEXUALIDADE? “ A sexualidade é todo o nosso ser.” (Merleau Ponty, 1975)
  • 11. “ Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.” Henry Ford
  • 12. EDUCAÇÃO SEXUAL? Faz-se Educação Sexual mesmo quando não se programa fazer, pois “somos seres sexuados e objecto de um processo educativo desde que nascemos até que morremos”. Frade, A. et al. (2001)
  • 13. FAZ-SE EDUCAÇÃO SEXUAL MESMO QUANDO NÃO SE PROGRAMA FAZER…
  • 14. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL Assenta na vivência proporcionada ao longo do desenvolvimento do indivíduo por figuras significativas Decorre das experiências do quotidiano, de forma espontânea Apela essencialmente a aspectos emocionais Relação com pais, pares e media Vaz, J. M. (1996)
  • 15. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL A sexualidade aprende-se, tal como outras áreas de desenvolvimento, por via de informações, instruções e reforços do comportamento e, ainda, pela observação de modelos. As práticas educativas, ao nível dos conteúdos sexuais, são, no entanto, pouco consistentes e explícitas, o que não favorece a aprendizagem de atitudes, opiniões e comportamentos. Vaz, J. M. (1996)
  • 16. EDUCAÇÃO SEXUAL INFORMAL Há 3 estratégias socializadoras básicas: “ Evitativa” – atitudes como o silêncio, a desatenção e a proibição; “ Anedótica” – exemplos ficcionais, anedotas que distorcem a realidade; “ Solene” – didácticas em desarmonia com o estilo de comunicação habitual ou com o ritmo de desenvolvimento do indivíduo. Vaz, J. M. (1996)
  • 17. “ A” CONVERSA… OS MEDOS… O DESAFIO…
  • 18. EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO FORMAL Diz respeito a todos os processos intencionais de educação no âmbito da sexualidade humana, desenvolvidos na escola extra-curricularmente e ou paralelamente ao sistema educativo formal. Vaz, J. M. (1996)
  • 19. EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL É um processo intencional e programado através do currículo Os conteúdos são seleccionados, sequenciados e desenvolvidos de acordo com os objectivos estabelecidos São previstas actividades integradas por níveis de conhecimento, competências e valores/atitudes de acordo com a fase de desenvolvimento Implica a adequação de metodologias Vaz, J. M. (1996)
  • 20. EDUCAÇÃO SEXUAL FORMAL Um currículo comporta quatro elementos básicos: Objectivos e conteúdos gerais: o quê e para quê ensinar? Objectivos e conteúdos específicos: quando ensinar? Planificação de actividades: como ensinar? Avaliação da aprendizagem: o quê, como e quando avaliar? Sanchez, L. (1990)
  • 21. EDUCAÇÃO SEXUALIZADA A educação quer-se global e o desenvolvimento integral A educação existe contínua e paralelamente ao longo do desenvolvimento A escola nunca é neutra!... É fundamental a complementaridade de papéis entre os vários agentes educativos Educação Sexualizada
  • 22. ENQUADRAMENTO LEGAL Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto Estabelece o regime de aplicação da educação sexual na escola Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril Regulamenta a Lei n.º 60/2009
  • 23. ENQUADRAMENTO LEGAL Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto Inclusão obrigatória no PE Projecto de ES e ES Importância da transversalidade Professor Coordenador da ES e da ES Equipa interdisciplinar de ES e ES Gabinete de Informação e Apoio aos Alunos Participação/ informação dos EE
  • 24. AFINAL, O QUE É A EDUCAÇÃO SEXUAL?...
  • 25. EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE A educação para a saúde tem como objectivos centrais a informação e a consciencialização de cada pessoa acerca da sua própria saúde e a aquisição de competências que a habilitem para uma progressiva auto-responsabilização. Portaria n.º 196-A/2010
  • 26. EDUCAÇÃO SEXUAL A educação sexual obedece ao mesmo conceito de abordagem com vista à promoção da saúde física, psicológica e social. Portaria n.º 196-A/2010
  • 27. FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL A valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa; O desenvolvimento de competências nos jovens que permitam escolhas informadas e seguras no campo da sexualidade; A melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais dos jovens; A redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais de risco; A capacidade de protecção face a todas as formas de exploração e de abusos sexuais; O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais;
  • 28. FINALIDADES DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.) A valorização de uma sexualidade responsável e informada; A promoção da igualdade entre os sexos; O reconhecimento da importância de participação no processo educativo de E.E., alunos, professores e técnicos de saúde; A compreensão científica do funcionamento dos mecanismos biológicos e reprodutivos; A eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou da orientação sexual. Lei n.º 60/2009
  • 29. CONTEÚDOS MÍNIMOS 2.º Ciclo (5.º e 6.º anos) Puberdade: aspectos biológicos e emocionais; O corpo em transformação; Caracteres sexuais secundários; Normalidade, importância e frequência das suas variantes bio-psicológicas; Diversidade e respeito; Sexualidade e género; Reprodução humana e crescimento; contracepção e planeamento familiar; Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas; Dimensão ética da sexualidade humana. Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril
  • 30. CONTEÚDOS MÍNIMOS 3.º Ciclo (7.º, 8.º e 9º anos) Dimensão ética da sexualidade humana. Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana; Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório; Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (ex: afectos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética; Compreensão da prevalência, uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e conhecer, sumariamente, os mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);
  • 31. CONTEÚDOS MÍNIMOS (cont.) Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/Vírus da Imunodeficiência Humana - VPH2/Vírus do Papiloma Humano - e suas consequências) bem como os métodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais; Conhecimento das taxas e tendências de maternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado; Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado; Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável; Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.
  • 32. CONTEÚDOS MÍNIMOS Ensino Secundário • Compreensão ética da sexualidade humana; • tendências na idade de início das relações sexuais, • métodos contraceptivos disponíveis e utilizados, razões do seu falhanço e não uso; • evolução e consequência nas taxas de gravidez e aborto (entre nós e na UE); • aspectos relacionados com a incidência e sequelas das DTS (com infecção por VIH e HPV e suas consequências); • consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade de gravidez na adolescência e do aborto; • compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.
  • 33. VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL Os programas de Educação Sexual podem contribuir para: atrasar o início de actividade sexual; prevenir gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis; formar opiniões e desenvolver o senso crítico; desenvolver valores éticos, como respeito à diversidade e responsabilidade; promover o amadurecimento sem traumas, tabus, preconceitos ou medos; prevenir o abuso sexual…
  • 34. VANTAGENS DA EDUCAÇÃO SEXUAL (cont.) Estudos demonstram que programas estruturados de Educação Sexual podem: reduzir informações erróneas; aumentar conhecimentos correctos; esclarecer e fortalecer valores e atitudes positivas; aumentar habilidades de tomar decisões informadas e de agir segundo as mesmas; melhorar percepções sobre grupos de pares e normas sociais; aumentar a comunicação com pais ou outros adultos de confiança. In Relatório da UNESCO sobre Direito à Educação Sexual, 2010
  • 35. Enquanto persistir uma visão que separa a natural ligação entre corpo e mente, quer dizer, enquanto se debaterem medidas de intervenção nas vivências da sexualidade de forma desintegrada do espaço afectivo, é impossível ir muito longe. Strecht, P. (2005)
  • 36. E OS MEUS MEDOS?...
  • 37. UM DESAFIO PEDAGÓGICO… Questionamento dos nossos próprios valores, atitudes e tabus Variedade ou falta de experiências pessoais O sexo pode ser constrangedor ou um mistério Receio de não estar de acordo com a moral dominante ou com a dos colegas Preocupação com o uso de linguagem apropriada…
  • 38. PERFIL DO PROFESSOR Aceitação confortável da sua sexualidade e da dos outros; Respeito pelas opiniões das outras pessoas; Atitude favorável ao envolvimento dos pais; Confidencialidade sobre informações pessoais; Capacidade para reconhecer situações que requeiram outros técnicos para além do professor; Ser tão neutro quanto possível; Controlar a emissão de juízos de valor; Demonstrar disponibilidade e confiança… Went, D. (1985)
  • 39. PERFIL DO PROFESSOR O grande desafio, que é simultaneamente a maior dificuldade, é atingir o coração destes miúdos, e sempre que se fala de sexo, falar-se de amor. Strecht, P. (2005)
  • 40. SÍNTESE Quando falamos de educação sexual, estamos a utilizar um conceito global e abrangente de sexualidade que inclui a identidade sexual, o corpo, as expressões da sexualidade, os afectos, a reprodução e a promoção da saúde sexual e reprodutiva. Assim, o objectivo principal será o de contribuir (ainda que parcialmente) para uma vivência mais informada, mais gratificante e mais autónoma, logo, mais responsável, da sexualidade.
  • 41. A SEXUALIDADE AO LONGO DA VIDA A sexualidade manifesta-se desde o início da vida e acompanha o desenvolvimento geral do indivíduo No entanto, vivemos a sexualidade de formas bastante diferentes em cada etapa da vida A forma como a criança, o adolescente, o jovem, o adulto e o idoso vivem a sexualidade é diferente
  • 42. AINDA NO ÚTERO… O sistema de resposta sexual começa-se a desenvolver nos fetos do sexo masculino em meados do período de gestação; A resposta eréctil começa a aparecer mais ou menos às 16 semanas; Pensa-se que a capacidade de lubrificação nos fetos do sexo feminino se inicia também nesta altura (embora não seja imediatamente observável).
  • 43. DO NASCIMENTO AO 2.º ANO Importância das figuras de apego nos processos de vinculação; Actividades rítmicas de satisfação oral – mamar, chupar no dedo – que podem ser entendidas como actividades eróticas não genitais; Reconhecimento dos papéis sexuais, estabelecendo a diferença dos papéis atribuídos a um ou ao outro sexo.
  • 44. DOS 2 AOS 6 ANOS Entre os 2 e os 4 anos – controlo esfincteriano; Mostram o corpo e encaram o corpo do outro de forma espontânea; Curiosidade pelo corpo da mãe e do pai e pelas diferenças anatómicas entre os dois sexos; É a fase dos “porquês”; Por volta dos 6 anos inicia-se o processo natural de construção do pudor.
  • 45. DOS 6 AOS 12 ANOS Jogos sexuais infantis – exploração do corpo; Jogo do “faz-de-conta” – continua a fazer a exploração sexual; Mantém-se a curiosidade; Constitui grupos do mesmo sexo; Inicia a selecção de amizades; Utiliza palavras relativas à sexualidade, mesmo sem lhes conhecer o sentido.
  • 46. A SEXUALIDADE DA CRIANÇA
  • 47. ADOLESCÊNCIA Alterações pubertárias; O grupo assume um lugar privilegiado; Identidade, autonomia pessoal; Fantasias eróticas; Descoberta do próprio corpo – masturbação; Petting ; Início da actividade sexual.
  • 49. BIBLIOGRAFIA Assembleia da República. (2009). Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto , Diário da República, 1.ª série — N.º 151 — 6 de Agosto de 2009 – 5097 Frade, A. et al. (2001 ). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Texto Editora. López, Félix e Antonio Fuertes. (1999). Para Compreender a Sexualidade . Lisboa: APF. Pereira, M.M. e Freitas, F. (2001). Educação sexual – Contextos de sexualidade e adolescência . Porto: Edições ASA. Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens. (2010). Kit Pedagógico sobre Género e Juventude . Lisboa. Strecht, P. (2005 ). Vontade de Ser – Textos sobre Adolescência . Lisboa: Assírio & Alvim. Vaz, J. (1996). Educação Sexual na Escola . Lisboa: Universidade Aberta.