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SEMINÁRIO TEOLÓGICO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS
Filipense
s
Epístolada
Tarefa Para Última Aula
Apresentar de maneira Expositiva os seguintes temas
 A Justiça de Deus na Teologia Paulina vs a Justiça
Divina Veterotestamentária
A Teologia Escatológica de Paulo da Segunda
Vinda de Cristo e o “Já mais ainda não”
A Teologia Pastoral das Epístolas de Timóteo em
interfaces a Teologia Pastoral Contemporânea
A Teologia da Fé em interfaces a Teologia das Boas
Obras
(trabalho em Equipe)
Autoria e Data
 O autor é Paulo, e foi escrita por volta de 62
a 63 d.C. durante sua prisão em Roma
 Na Macedônia Oriental, a 16Km do Mar
Egeu, Filipos foi assim chamada em
homenagem a Filipe II da Macedônia, pai de
Alexandre, o Grande.
 Nos dias de Paulo, era uma cidade romana
privilegiada, tendo uma guarnição militar.
A igreja de Filipos foi fundada por Paulo
e seus cooperadores: Silas, Timóteo e
Lucas. Na 2ª viagem missionária
Resultado de uma visão que Deus lhe
dera em Trôade (At 16.9-40)
Várias vezes a igreja enviou ajuda
financeira para o Apóstolo (2 Co 11.9;
Fp 4.15,16)
Propósito Primário
 É uma nota de agradecimento pelo fervor
missionário da igreja na contribuição
financeira para o seu ministério.
 Epafrodito que levou a Paulo a ajuda
financeira caiu enfermo, quase morreu.
 Os crentes de Filipos se preocuparam com a
saúde de Epafrodito. Ao retornar para Filipos,
este leva àquela igreja a Epístola de Paulo.
Tema principal: A Alegria de Viver
por Cristo.
É uma carta amorosa para um grupo
de cristãos que ocupavam um lugar
especial no coração de Paulo (2 Co
8.1-6)
Versículos-Chaves: Fp 1.21 e 4.4
Destaques:
 Alegria (a carta tem voz de triunfo)
 Chara: “regozijo, alegria, gozo” e
 Chairo: “regozijar” aparecem várias vezes
nessa Epístola
 Clímax: a carta atinge o ápice em 2.5-11 ,
com a gloriosa e profunda declaração sobre a
humilhação e a exaltação de nosso Senhor
Jesus Cristo
Propósito Secundário
 Contra-atacar a tendência para o cisma
(2.2, 4.2);
 Adverti-los a respeito dos judaizantes
(Cap. 3);
 Preparar os cristãos para as visitas, em
futuro próximo, de Timóteo, e talvez, do
próprio apóstolo (2.19-24)
Aula 5   filipenses e colossenses
Palavras - Chaves
 Alegria
 Regozijo
 Regozijai-vos
 Humilhação
 exaltação
Alegria em Cristo
1. Cristo, a Vida do Cristão (1. 8-30)
Regozijo apesar do sofrimento
2. Cristo, o Modelo do Cristão (2.1-30)
Regozijo no serviço humilde
3. Cristo, o Objeto da Fé, do desejo e da
esperança do Cristão (3.1-21)
4. Cristo, a Força do Cristão (4.1-19)
Regozijo apesar da ansiedade
Cristo, o Nosso Exemplo
Filipenses 1 e 2
 Paulo, após ter sido preso e mediante o
seu apelo a César (At 22—25), foi levado a
Roma para aguardar julgamento ali.
 Seu estado como prisioneiro não foi
pesado naquela ocasião, pois tinha o
direito de morar numa casa alugada por
ele e de receber as visitas dos amigos.
 Havia problemas na unidade da igreja.
Porém, mantinha um bom crescimento
espiritual
 Havia falta de harmonia entre alguns
membros, de opinião quanto à questão de
perfeição cristã (3.15)
 Partes envolvidas: Evódia e Síntique (4.2)
 Não havia separação aberta, mas um leve
esfriamento estava entrando na atmosfera
da igreja.
I – O Compassivo Apelo à Unidade! (2.1-4)
 Os motivos para a Unidade:
“Exortação em Cristo”. Um conselho animador
“Consolação de amor”. A união atrai a bênção
“Comunhão do Espírito”. Participar junto. Em
Cristo participam da mesma experiência (1 Co
12.13).
“Entranháveis afetos e compaixões”. Se os
corações são compassivos, não deve haver
dificuldade em manter a unidade.
O apelo à Unidade:
“Completai o meu gozo”. Paulo já falou da
alegria que deriva da vida e conduta dos
filipenses; agora pede que completem essa
alegria e vivam em união.
“Para que sintais o mesmo, tendo o
mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo
uma mesma coisa”. Significa trabalhar
juntamente em amor para atingir o mesmo
propósito.
Ajuda e obstáculos à Unidade:
“Humildade”. Opõe-se ao Partidarismo,
vanglória. Avaliar os outros superiores a si
mesmo = Doar-se, abdicar-se.
“Altruísmo”. “Não atente cada um para o
que é propriamente seu, mas cada qual
também para o que é dos outros”. Não
devemos construir barreiras entre nós e
outros.
II - O Exemplo Inspirador de Cristo (2.5-11)
 Viver os Sentimentos de Cristo. Seguir o
exemplo de Cristo na sua conduta exterior e
na sua vida interior.
 Aqui se declara as doutrinas fundamentais
do Cristianismo:
Encarnação (tornar o homem um filho de
Deus)
Expiação (fazer o homem viver para Deus).
 Sua Preexistência: na Eternidade
Existia “em forma de Deus” (2.6)
Tinha a mesma natureza de Deus;
“Verdadeiro Deus de verdadeiro Deus”,
conforme diz um antigo credo.
 Sua Encarnação: na Humanidade
(2.6) Para salvar a raça humana, não
considerava a sua natureza divina um
motivo para isenção do dever.
Sendo Filho de Deus, tornou-se o Filho do
homem.
O Mestre de tudo (Cl 1.16) tornou-se Servo de
todos (Mc 10.45; Lc 22.27).
 Sua Humilhação (2.8): Na vinda do Filho de
Deus, havia uma dupla descida:
Assumir a natureza humana
Morrer a morte humana.
 Viveu e morreu como homem. A forma mais
vergonhosa e dolorosa da morte – a CRUZ!
Sua Exaltação (2.9,10):
A exaltação está em proporção à humilhação,
Esta exaltação é a maior por excelência
Sua humilhação foi a mais profunda.
Sua recompensa foi a soberania universal,
Receberá a adoração de toda criatura (cf. Ap
5.6-14).
Humilhou-se sob a poderosa mão de Deus
e, em tempo oportuno, foi exaltado (1 Pe
5.6).
III – A Chamada Vigorosa à Atividade (2.12-
14)
 “Operai a vossa salvação”. A vida cristã é
questão de cooperar com a graça divina.
A Salvação já foi efetuada mas precisa ser
desenvolvida. Fomos salvo em Cristo;
estamos sendo salvos ao progredir na
santidade; seremos salvos quando Cristo
trouxer a glorificação.
Deus trabalha em nós, mas nós também
temos que trabalhar.
Nossa salvação é certa, porém temos que
temer e tremer.
 Não temer com dúvidas e incertezas
quanto à nossa salvação.
 É viver um temor de fracassar na vontade
de Deus, e que nos levará a confiar sempre
mais nEle e sempre menos em nós
mesmos.
A Corrida Cristã
Filipenses 3
 A fim de impressionar os crentes gentios, os
judaizantes jactavam-se da sua nacionalidade
judaica, da sua conexão com a igreja em
Jerusalém e da sua observância escrupulosa da
lei de Moisés.
 Paulo se refere à sua própria experiência, ao
tempo quando ele, como os judaizantes, vivia na
nuvem da sua própria retidão.
 A justiça não é questão de descendência
natural, de privilégios herdados e de
observâncias legais;
 Se fosse Paulo teria tanto assunto de jactância
(vanglória) quanto esses ensinadores (vv. 4-6).
 A glória de Cristo revelada a Paulo é mais
excelente do que os privilégios do judaísmo.
 O apóstolo abdicou de todas as vantagens da
alta posição no judaísmo, a fim de atingir o
que havia de mais precioso no Universo - a
pessoa de Cristo.
I – A Santa Ambição (3.8-11)
Ganhar a Cristo. Privilégios anteriores são
refugo e lixo! Ganhar a Cristo é ter comunhão
com Ele e tê-lo na alma.
Possuir a retidão de Deus. A busca da justiça
de Deus. Justo é Aquele que nos justifica.
Conhecer a Cristo. É o conhecimento baseado
na experiência e não no intelecto.
Experimentar o poder da sua ressurreição.
Esse poder que nos vivifica para Cristo.
Comungar com seus sofrimentos. É um
privilégio e não uma calamidade participar dos
sofrimentos de Cristo.
Conformidade com sua morte. Aceitar o
sacrifício e estar disposto ao mesmo sacrifício
por Ele.
Alcançar a ressurreição dentre os mortos.
Paulo se refere à ressurreição daqueles que
morreram em Cristo, que serão ressuscitados
antes daqueles que morreram sem Cristo (Ap
20.4,5; 1 Ts 4.15-17; Ap 20.11-15).
II - O Progresso Espiritual (3.12-14)
 Paulo, embora seja muito rico em posses
espirituais, em certo sentido ainda não atingiu
tudo quanto Cristo tem para ele.
 Atitudes necessárias ao progresso espiritual:
Humildade. “Não que já a tenha alcançado ou
que seja perfeito”.
Perseverança. “Mas prossigo para alcançar
aquilo para o que fui também preso por Cristo
Jesus” .
Concentração. “Mas uma coisa faço” (cf. SI
27.4; Lc 10.42). A concentração é necessária ao
sucesso. Energias reservadas para o trabalho;
Sábio Esquecimento. “Esquecendo-me das
coisas que atrás ficam”. Os pecados do passado
devem ser confessados, e as injustiças,
corrigidas na medida do possível.
Atividade incansável. “Avançando”. Não
caímos enquanto continuarmos pedalando.
“Porque, fazendo isto, nunca jamais
tropeçareis” (2 Pe 1.10).
III – A Perfeição Cristã (3.15,16)
 “Perfeito” significa aqueles que são crescidos ou
maduros, em contraste com as criancinhas (1 Co
3.1,2), o que expressa não a perfeição cristã, mas
uma certa maturidade na experiência cristã.
 A palavra “perfeito” no verso 12 é diferente
daquela no verso 15, que quer dizer
“aperfeiçoados”, ou seja, no limite da perfeição.
 Aqueles que são “perfeitos” (espiritualmente
adultos) devem avançar para a perfeição.
IV – Uma Advertência Solene (3.17-19)
 (vv. 1-4), contra um erro do lado judaico, a
saber, o legalismo, que é submeter a vida à
escravidão das leis de Moisés.
 (vv. 17-21), contra o perigo do lado pagão, a
saber: a frouxidão moral.
 Quem não imita a Cristo é “inimigo da cruz de
Cristo” pois não pratica um viver de retidão
moral, e sim, concupiscência e libertinagem.
V – O Futuro Glorioso (3.20,21)
 Filipos: colônia romana, direitos de um
território romano, habitantes eram cidadãos
romanos, com os nomes registrados em Roma.
 A igreja em Filipos era uma colônia do Céu,
vivendo a vida celestial, membros cidadãos
dos céus, nomes registrados no Céu. A pátria
dos cristãos é o Céu.
 O corpo é tão precioso para Deus que será
ressuscitado e glorificado (1 Co 6.14)
A Vida Cristã Feliz
Filipenses 4
 A última lição a ser tirada do capítulo anterior
(Fp 3) é que a nossa pátria está nos Céus, e que,
portanto, devemos viver uma vida santa
enquanto aguardamos a vinda do nosso Rei
celestial.
 Essa exortação é seguida por um apelo à firmeza
(4.1), à união (4.2) e ao apoio aos obreiros
cristãos.
I – A Mente Alegre (4.4)
“Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez
digo, regozijai-vos”.
O Dever da Alegria. É uma ordenança
divina. Capacita para a obediência. O fruto
do Espírito é alegria. O Evangelho é “boas
novas de alegria”. A alegria do cristão é um
testemunho em si.
A Natureza da Alegria. “No Senhor”.
Dependemos da presença de Cristo conosco.
A Constância da Alegria. “Sempre”. Mesmo
em circunstâncias adversas. Elas mudam, o
Senhor jamais.
A Importância da Alegria. “outra vez digo,
regozijai-vos”. A alegria do Senhor dá ao
cristão forças para enfrentar a perseguição
(Hb 10.34; At 5.40,41).
Um Resultado da Alegria. “Seja a vossa
equidade [capacidade de aguentar tudo
e entregar tudo] notória a todos os
homens”
Meiguice e tolerância no trato com os
outros. (Usar o bom-senso)
Aquele que está feliz com o Senhor não
insistirá egoisticamente na obtenção dos
seus direitos.
II – A Mente Pacífica (4.6,7)
 A Enfermidade. A ansiedade nervosa, a
inquietude [resultado de nossas obras e com
respeito ao futuro].
O Remédio. “oração e súplicas, com ação de
graças”.
O alcance da oração – “em tudo”
Os tipos de oração – “oração” conceito mais
amplo; “súplica” pedido para uma necessidade
especial; “ações de graça” acompanhamento
necessário à oração.
III – A Mente Santa (4.8,9)
Pensar do Modo Correto. Em tudo que é nobre
diante de Deus, em tudo que purifica a nós
mesmos e em tudo que apela aos melhores
sentimentos do homem. (Pv 23.7, cf. Pv 4.23).
Os Assuntos do Pensar Correto. O que é
verdadeiro; o que é honesto [honroso ou
reverente]; o que é justo; o que é puro
[pensamentos, motivos, palavras, ações]; o que é
amável [delicadela, humildade, caridade]; boa
fama [cortesia, justiça, temperança, respeito pelos
pais]
O Resultado do Pensar Correto. “O que também
aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes
em mim, isso fazei”.
 A verdade não pode ser expressada em palavras
apenas - precisa ser vivida.
 “A paz de Deus” se refere a uma dádiva no
íntimo, trazendo paz à alma;
 “O Deus da paz” descreve a presença de Deus
com aquele que crê, orientando, protegendo e
providenciando todas as necessidades.
IV – A Mente Contente (4.10-13)
Apreciação. A alegria acima da dádiva;
agradecer o amor que deu origem à dádiva;
gradecer ao Doador.
Contentamento. Ser o mesmo na fome, na
provação, na privação e na abundância.
Poder. A comunhão que Paulo mantinha
com o Cristo imutável conservou-o
inabalável em todas as circunstâncias.
Colosse
nses
Epístolada
 Durante a campanha missionária de Paulo,
Éfeso se tornou um centro de
evangelização para a Ásia Menor (At
19.10).
 Seus ouvintes provinham de muitos
lugares, e então levavam a mensagem para
as suas próprias cidades.
 Os novos conversos de Colossos fundaram
uma igreja na sua terra natal.
Autoria e Data
 Escrita por Paulo em Roma; em sua
primeira prisão, bem como, Efésios e
Filipenses.
 Foi escrita por volta de 60 d.C. aprox.
 A carta tem uma aparência considerável
com Efésios, tanto nos conceitos como
na linguagem
Destinatário
Carta dirigida para a Igreja de Colossos.
Uma cidade da Frígia, um distrito da
província da Ásia, região que, hoje, faz
parte da Turquia. Colossos ficava a uns
180 Km a leste de Éfeso, capital da
província.
Propósito
Paulo enfoca a pessoa divina e a obra
criadora e remidora de Cristo, em
contra-ataque à desvalorização de
Cristo, conforme vinha sendo feito
por certa variedade particular de
heresia, que ameaçava a igreja de
Colossos.
 Efésios: igreja é o corpo de Cristo
 Colossenses: Cristo é o cabeça da igreja
 Ajudar os cristãos a entender que, para
ganhar aceitação perante Deus, eles
precisam somente de Cristo.
 Combate à heresia dos judaizantes
(alimentação, sábado, circuncisão, etc.) e a
heresia gnóstica (que negava que Jesus
veio em carne).
Tema principal: Cristo, o Cabeça
da Igreja
Paulo extrai as implicações dessa
exaltada cristologia no tocante à
vida e à conduta diária dos
cristãos.
O fundador desta igreja foi Epafras,
natural de Colossos (Cl 4:12)
Ele tinha feito trabalho cristão nas
cidades vizinhas de Laodicéia e
Hierápolis (Cl 4:13).
Epafras estava na cadeia com Paulo
quando este escreveu a carta a Filemon
(Fm 23). Paulo nunca visitou esta igreja.
A HERESIA COLOSSENSE
 O erro contra o qual Paulo escreve nesta carta,
foi denominado “A heresia colossense”. Esta
heresia foi um movimento sincretista, que
combinava elementos judaicos com aspectos
do misticismo oriental e filosofia pagãs.
 A heresia era basicamente judaica, quanto a
sua natureza – ordenanças da lei, circuncisão,
leis dietéticas, sábados, festividades, etc.
 Deus está bem afastado do universo físico.
Ele é totalmente espírito e não pode entrar
em contato com o domínio material (mundo
pecador), que é basicamente mau.
 Sendo a matéria essencialmente má, Deus
não a poderia ter criado. E sim, os anjos.
 Um Deus puro comunica-se com o homem
pecador através de uma cadeia de anjos
intermediários.
 De Deus essencialmente santo emanou um
ser um pouco menos santo, e que deste
segundo emanou um terceiro ainda menos
santo e assim por diante, com um
enfraquecimento cada vez maior;
 Por fim, apareceu um que estava tão
despojado de divindade e tão semelhante
ao homem, que poderia ter contato com
ele. Segundo a heresia, este era Jesus.
Esta heresia destruía a soberania e a
divindade de Jesus, colocando-O na
classe de anjos mediadores.
Paulo corrige este erro, demonstrando
que Jesus, em vez de ser apenas um
anjo intermediário, é o Criador do
universo e o Criador dos próprios
anjos.
O GNOSTICISMO
A heresia colossense fora uma mescla
do de conceitos judaicos, pagãos,
filosóficos e místicos
Todavia, a presença de características
judaicas nos impede que simplesmente
equiparemos a heresia colossense, com
outra heresia posterior – Gnosticismo.
O desenvolvimento do gnosticismo
no segundo século:
Docetismo - afirma o seguinte:
Jesus apenas parecia um ser
físico, mas na realidade, ele era
somente um espírito (2 João 7).
Cerintianismo – afirma o seguinte:
Cristo veio como um espírito sobre o
Jesus humano, na ocasião do seu
batismo e partiu um pouco antes de
sua morte.
Segundo o cerintianismo, Jesus não
foi mais do que um mortal comum.
 Efeitos práticos do gnosticismo na vida das
pessoas:
Ascetismo: práticas que mortificam os
desejos da carne.
Antinomianismo: aquilo que o corpo faz
não afeta a alma.
 “gnosticismo” vem do grego “gnosis”, que
significa conhecimento. Causa da salvação
O Cristo Preeminente 1–2
 Cristo é Preeminente sobre todas as criaturas,
porque Ele é Criador delas (1.15-20).
 Cristo é totalmente suficiente: toda a verdade
e o poder necessários para a salvação se
acham nEle (2.8-15).
 O gnosticismo sobrevive na teosofia, no
unitarismo, no espiritismo, na ciência cristã e
em outras seitas.
I – Cristo, é Preeminente (1.15-20)
 Ele é a Imagem de Deus (v. 15). (1 Tm 6.16)
Deus habita em luz inacessível, “a quem
nenhum dos homens viu nem pode ver”. É
impossível que o olho contemple o brilho da
glória divina.
 Podemos, porém, ver Deus em Cristo (Jo 14.9; 2
Co 4.6; Jo 1.18).
 O Cristo divino é o alicerce do Evangelho. E
porque veio de Deus, pode nos levar para Deus.
 Ele é o Criador (vv. 15-17). Ele foi “o
primogênito de toda a criação”. Essas
palavras declaram que Ele existia antes de
todas as criaturas e é supremo sobre elas.
 Ele é o Cabeça da Igreja (vv. 18,19). Cristo
é supremo no ambiente espiritual, assim
como é no material. Os gnósticos não
consideravam Cristo como a cabeça (Cl
2.19).
 Cristo como cabeça da igreja:
“É o princípio”: a fonte de tudo quanto é
bom (Ap 3.14; At 3.15; Hb 2.10) e da Igreja
especialmente;
“O primogênito dentre os mortos”, ou seja, o
primeiro a ressuscitar da morte num corpo
glorificado (1 Co 15.24,26; Hb 2.10,14)
“Para que em tudo tenha a preeminência”.
Ele precisava recebê-la, portanto, e se tornar
preeminente. Isso ocorreu por meio da sua
morte e ressurreição.
 Ele é o Redentor, (v. 20, cf. 2 Co 5.18).
Reconciliou o mundo com Deus. Pois, é o
homem quem precisa ser reconciliado
com Deus, porque está alienado dEle.
 O pecado colocou o Universo fora de
harmonia com Deus. Cristo morreu para
reconciliar todas as coisas a Deus, e a
obra da reconciliação continua através do
ministério da Igreja.
II – Cristo é Suficiente para Tudo (2.8-16)
 A Filosofia Pagã (vv. 8-10). “Tende cuidado
para que ninguém vos faça presa sua, por
meio de filosofias [sabedoria humana] e vãs
sutilezas [ilusões vazias], segundo a tradição
dos homens [conhecimentos passados de
geração em geração], segundo os rudimentos
do mundo [idéias religiosas inventadas pelos
homens] e não segundo Cristo [não de
acordo com o Evangelho]”.
 Os gnósticos alegavam que possuíam uma
reserva de conhecimentos misteriosos, nos
quais os favorecidos eram iniciados, e que
eram obrigados sob juramento a não
revelar aos de fora. (estratégia da
curiosidade)
 Paulo fez uma distinção nítida entre o
Evangelho e o sistema gnóstico: O
Evangelho é uma revelação; O gnosticismo,
como toda a filosofia, era especulação.
 “Porque nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade”. Para os gnósticos
os poderes divinos habitavam naqueles
anjos, através dos quais, Deus entrou em
contato com o mundo.
 Paulo, porém, declara que Cristo é o único
mediador entre Deus e o homem.
 Que todos os poderes da Divindade
habitam no corpo de Cristo, que antes era
mortal, mas que agora estava glorificado
(Fp 3.21).
 O Legalismo Judaico, (vv. 11-15). A
circuncisão era um sinal externo do
membro de Israel, que era a “igreja” de
Deus no Antigo Testamento.
 No entanto, a mera marca não os tornava
israelitas de fato;
 A circuncisão era apenas o sinal externo da
santidade íntima e pronta obediência que
Deus requeria do seu povo (Dt 10.16; 30.6;
Jr 6.10; Rm 3.30; G1 5.6).
(v11) a verdadeira circuncisão:
despojar-nos da antiga natureza e
nascer para uma vida nova, mediante
o poder de Cristo -batismo cristão (Rm
6.1-13).
Tanto os judeus como os gentios
tinham a lei da consciência nos seus
corações (Rm 2.15), a qual ninguém
podia observar perfeitamente.
A dívida da lei mosaica que pesava
sobre o judeu era pior ainda.
Encarregar-se de observá-la era como
assinar uma nota promissória, por
uma soma que ninguém poderia
pagar.
Cristo, porém, pagou a dívida que nós
não podíamos resgatar.
 (v15) os falsos ensinadores em Colossos
provavelmente ensinavam que os anjos
deviam ser adorados (2.18) por serem os
mediadores através dos quais Deus deu a Lei
(At 7.38; Hb 2.2), e muitas vezes revelavam a
sua vontade.
 Paulo nos diz que mediante a morte de Cristo,
deixou de lado os anjos como veículos de
revelação e declarou que o Filho era o
supremo Mediador entre Ele e os homens (cf.
Hb 1.1-14).
Vivendo a Vida Cristã 3– 4
 A Heresia Colossense ensinava que toda a
matéria, inclusive o corpo, era essencialmente
má, e, portanto, a santidade é conseguida
mediante a punição e negligenciamento do
corpo, com jejuns e outras formas de abstinência.
 Paulo refuta esse erro dizendo que a santidade
não é atingida ao seguir regras feitas pelos
homens, mas pelo contato com o Salvador vivo
que nos dá o poder de viver acima do pecado.
I - A União do Cristão com Cristo (3.1-4)
 Sua direção: o céu.
 Sua natureza escondida (v3): uma natureza
pecaminosa por cometer atos pecaminosos.
 “E a vossa vida está escondida com Cristo
em Deus”. Se o mundo não conhece a Cristo
como pode conhecer seus seguidores?
 Sua futura manifestação (v. 4). Quando,
porém, Cristo vier, assumiremos nossas
vestes como filhos do Rei (Fp 3.21; Rm 8.18-
23; 1 Jo 3.2).
II – O Cristão Separa-se do Pecado (3.5-14)
 A antiga natureza precisa ser morta. Em virtude
da sua fé em Cristo, o convertido morre para
com a sua velha natureza. Não pode ser
alimentada, precisa perecer por inanição (Rm
13.14).
 A antiga natureza precisa ser despojada (v8).
Quais roupas precisam ser tiradas? Ira,
indignação, linguagem obscena, mentira (vv.
8,9).
III - A Submissão do Cristão a Cristo
(3.15,16,23,24)
 A Paz de Cristo (15). Calma, tranquilidade em
face de todas as circunstâncias. É um vínculo
de união e um motivo de gratidão.
 Esta Paz é Preciosa. Pode ser perdida, e
mediante o arrependimento e a confissão
pode ser restaurada.
 A Palavra de Cristo (16). Todos os ensinos
acerca de Cristo. Deve habitar ricamente e ser
estudada com regularidade e diligência.
Cristo é Senhor. Cada cristão é, em
primeiro lugar, um servo de Cristo.
A tarefa mais comum, feita por amor a
Deus, reveste-se com a dignidade de
um serviço sagrado.
O obreiro cristão fará seu serviço de
tal modo que seja visto por Deus, e
não pelos homens.
IV – A Conduta do Cristão no Mundo (4.5,6)
 Sua conduta. É especialmente no trato
com as pessoas do mundo que a sabedoria
cristã é mais especialmente necessária.
 Sua fala. O modo cristão de falar deve
sempre agradar. Não se trata apenas do
que dizemos, mas como o dizemos.
 A fala deve ser saudável, “temperada com
sal”.

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Aula 5 filipenses e colossenses

  • 3. Tarefa Para Última Aula Apresentar de maneira Expositiva os seguintes temas  A Justiça de Deus na Teologia Paulina vs a Justiça Divina Veterotestamentária A Teologia Escatológica de Paulo da Segunda Vinda de Cristo e o “Já mais ainda não” A Teologia Pastoral das Epístolas de Timóteo em interfaces a Teologia Pastoral Contemporânea A Teologia da Fé em interfaces a Teologia das Boas Obras (trabalho em Equipe)
  • 4. Autoria e Data  O autor é Paulo, e foi escrita por volta de 62 a 63 d.C. durante sua prisão em Roma  Na Macedônia Oriental, a 16Km do Mar Egeu, Filipos foi assim chamada em homenagem a Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande.  Nos dias de Paulo, era uma cidade romana privilegiada, tendo uma guarnição militar.
  • 5. A igreja de Filipos foi fundada por Paulo e seus cooperadores: Silas, Timóteo e Lucas. Na 2ª viagem missionária Resultado de uma visão que Deus lhe dera em Trôade (At 16.9-40) Várias vezes a igreja enviou ajuda financeira para o Apóstolo (2 Co 11.9; Fp 4.15,16)
  • 6. Propósito Primário  É uma nota de agradecimento pelo fervor missionário da igreja na contribuição financeira para o seu ministério.  Epafrodito que levou a Paulo a ajuda financeira caiu enfermo, quase morreu.  Os crentes de Filipos se preocuparam com a saúde de Epafrodito. Ao retornar para Filipos, este leva àquela igreja a Epístola de Paulo.
  • 7. Tema principal: A Alegria de Viver por Cristo. É uma carta amorosa para um grupo de cristãos que ocupavam um lugar especial no coração de Paulo (2 Co 8.1-6) Versículos-Chaves: Fp 1.21 e 4.4
  • 8. Destaques:  Alegria (a carta tem voz de triunfo)  Chara: “regozijo, alegria, gozo” e  Chairo: “regozijar” aparecem várias vezes nessa Epístola  Clímax: a carta atinge o ápice em 2.5-11 , com a gloriosa e profunda declaração sobre a humilhação e a exaltação de nosso Senhor Jesus Cristo
  • 9. Propósito Secundário  Contra-atacar a tendência para o cisma (2.2, 4.2);  Adverti-los a respeito dos judaizantes (Cap. 3);  Preparar os cristãos para as visitas, em futuro próximo, de Timóteo, e talvez, do próprio apóstolo (2.19-24)
  • 11. Palavras - Chaves  Alegria  Regozijo  Regozijai-vos  Humilhação  exaltação
  • 12. Alegria em Cristo 1. Cristo, a Vida do Cristão (1. 8-30) Regozijo apesar do sofrimento 2. Cristo, o Modelo do Cristão (2.1-30) Regozijo no serviço humilde 3. Cristo, o Objeto da Fé, do desejo e da esperança do Cristão (3.1-21) 4. Cristo, a Força do Cristão (4.1-19) Regozijo apesar da ansiedade
  • 13. Cristo, o Nosso Exemplo Filipenses 1 e 2  Paulo, após ter sido preso e mediante o seu apelo a César (At 22—25), foi levado a Roma para aguardar julgamento ali.  Seu estado como prisioneiro não foi pesado naquela ocasião, pois tinha o direito de morar numa casa alugada por ele e de receber as visitas dos amigos.
  • 14.  Havia problemas na unidade da igreja. Porém, mantinha um bom crescimento espiritual  Havia falta de harmonia entre alguns membros, de opinião quanto à questão de perfeição cristã (3.15)  Partes envolvidas: Evódia e Síntique (4.2)  Não havia separação aberta, mas um leve esfriamento estava entrando na atmosfera da igreja.
  • 15. I – O Compassivo Apelo à Unidade! (2.1-4)  Os motivos para a Unidade: “Exortação em Cristo”. Um conselho animador “Consolação de amor”. A união atrai a bênção “Comunhão do Espírito”. Participar junto. Em Cristo participam da mesma experiência (1 Co 12.13). “Entranháveis afetos e compaixões”. Se os corações são compassivos, não deve haver dificuldade em manter a unidade.
  • 16. O apelo à Unidade: “Completai o meu gozo”. Paulo já falou da alegria que deriva da vida e conduta dos filipenses; agora pede que completem essa alegria e vivam em união. “Para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa”. Significa trabalhar juntamente em amor para atingir o mesmo propósito.
  • 17. Ajuda e obstáculos à Unidade: “Humildade”. Opõe-se ao Partidarismo, vanglória. Avaliar os outros superiores a si mesmo = Doar-se, abdicar-se. “Altruísmo”. “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros”. Não devemos construir barreiras entre nós e outros.
  • 18. II - O Exemplo Inspirador de Cristo (2.5-11)  Viver os Sentimentos de Cristo. Seguir o exemplo de Cristo na sua conduta exterior e na sua vida interior.  Aqui se declara as doutrinas fundamentais do Cristianismo: Encarnação (tornar o homem um filho de Deus) Expiação (fazer o homem viver para Deus).
  • 19.  Sua Preexistência: na Eternidade Existia “em forma de Deus” (2.6) Tinha a mesma natureza de Deus; “Verdadeiro Deus de verdadeiro Deus”, conforme diz um antigo credo.  Sua Encarnação: na Humanidade (2.6) Para salvar a raça humana, não considerava a sua natureza divina um motivo para isenção do dever.
  • 20. Sendo Filho de Deus, tornou-se o Filho do homem. O Mestre de tudo (Cl 1.16) tornou-se Servo de todos (Mc 10.45; Lc 22.27).  Sua Humilhação (2.8): Na vinda do Filho de Deus, havia uma dupla descida: Assumir a natureza humana Morrer a morte humana.  Viveu e morreu como homem. A forma mais vergonhosa e dolorosa da morte – a CRUZ!
  • 21. Sua Exaltação (2.9,10): A exaltação está em proporção à humilhação, Esta exaltação é a maior por excelência Sua humilhação foi a mais profunda. Sua recompensa foi a soberania universal, Receberá a adoração de toda criatura (cf. Ap 5.6-14). Humilhou-se sob a poderosa mão de Deus e, em tempo oportuno, foi exaltado (1 Pe 5.6).
  • 22. III – A Chamada Vigorosa à Atividade (2.12- 14)  “Operai a vossa salvação”. A vida cristã é questão de cooperar com a graça divina. A Salvação já foi efetuada mas precisa ser desenvolvida. Fomos salvo em Cristo; estamos sendo salvos ao progredir na santidade; seremos salvos quando Cristo trouxer a glorificação.
  • 23. Deus trabalha em nós, mas nós também temos que trabalhar. Nossa salvação é certa, porém temos que temer e tremer.  Não temer com dúvidas e incertezas quanto à nossa salvação.  É viver um temor de fracassar na vontade de Deus, e que nos levará a confiar sempre mais nEle e sempre menos em nós mesmos.
  • 24. A Corrida Cristã Filipenses 3  A fim de impressionar os crentes gentios, os judaizantes jactavam-se da sua nacionalidade judaica, da sua conexão com a igreja em Jerusalém e da sua observância escrupulosa da lei de Moisés.  Paulo se refere à sua própria experiência, ao tempo quando ele, como os judaizantes, vivia na nuvem da sua própria retidão.
  • 25.  A justiça não é questão de descendência natural, de privilégios herdados e de observâncias legais;  Se fosse Paulo teria tanto assunto de jactância (vanglória) quanto esses ensinadores (vv. 4-6).  A glória de Cristo revelada a Paulo é mais excelente do que os privilégios do judaísmo.  O apóstolo abdicou de todas as vantagens da alta posição no judaísmo, a fim de atingir o que havia de mais precioso no Universo - a pessoa de Cristo.
  • 26. I – A Santa Ambição (3.8-11) Ganhar a Cristo. Privilégios anteriores são refugo e lixo! Ganhar a Cristo é ter comunhão com Ele e tê-lo na alma. Possuir a retidão de Deus. A busca da justiça de Deus. Justo é Aquele que nos justifica. Conhecer a Cristo. É o conhecimento baseado na experiência e não no intelecto. Experimentar o poder da sua ressurreição. Esse poder que nos vivifica para Cristo.
  • 27. Comungar com seus sofrimentos. É um privilégio e não uma calamidade participar dos sofrimentos de Cristo. Conformidade com sua morte. Aceitar o sacrifício e estar disposto ao mesmo sacrifício por Ele. Alcançar a ressurreição dentre os mortos. Paulo se refere à ressurreição daqueles que morreram em Cristo, que serão ressuscitados antes daqueles que morreram sem Cristo (Ap 20.4,5; 1 Ts 4.15-17; Ap 20.11-15).
  • 28. II - O Progresso Espiritual (3.12-14)  Paulo, embora seja muito rico em posses espirituais, em certo sentido ainda não atingiu tudo quanto Cristo tem para ele.  Atitudes necessárias ao progresso espiritual: Humildade. “Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito”. Perseverança. “Mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus” .
  • 29. Concentração. “Mas uma coisa faço” (cf. SI 27.4; Lc 10.42). A concentração é necessária ao sucesso. Energias reservadas para o trabalho; Sábio Esquecimento. “Esquecendo-me das coisas que atrás ficam”. Os pecados do passado devem ser confessados, e as injustiças, corrigidas na medida do possível. Atividade incansável. “Avançando”. Não caímos enquanto continuarmos pedalando. “Porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis” (2 Pe 1.10).
  • 30. III – A Perfeição Cristã (3.15,16)  “Perfeito” significa aqueles que são crescidos ou maduros, em contraste com as criancinhas (1 Co 3.1,2), o que expressa não a perfeição cristã, mas uma certa maturidade na experiência cristã.  A palavra “perfeito” no verso 12 é diferente daquela no verso 15, que quer dizer “aperfeiçoados”, ou seja, no limite da perfeição.  Aqueles que são “perfeitos” (espiritualmente adultos) devem avançar para a perfeição.
  • 31. IV – Uma Advertência Solene (3.17-19)  (vv. 1-4), contra um erro do lado judaico, a saber, o legalismo, que é submeter a vida à escravidão das leis de Moisés.  (vv. 17-21), contra o perigo do lado pagão, a saber: a frouxidão moral.  Quem não imita a Cristo é “inimigo da cruz de Cristo” pois não pratica um viver de retidão moral, e sim, concupiscência e libertinagem.
  • 32. V – O Futuro Glorioso (3.20,21)  Filipos: colônia romana, direitos de um território romano, habitantes eram cidadãos romanos, com os nomes registrados em Roma.  A igreja em Filipos era uma colônia do Céu, vivendo a vida celestial, membros cidadãos dos céus, nomes registrados no Céu. A pátria dos cristãos é o Céu.  O corpo é tão precioso para Deus que será ressuscitado e glorificado (1 Co 6.14)
  • 33. A Vida Cristã Feliz Filipenses 4  A última lição a ser tirada do capítulo anterior (Fp 3) é que a nossa pátria está nos Céus, e que, portanto, devemos viver uma vida santa enquanto aguardamos a vinda do nosso Rei celestial.  Essa exortação é seguida por um apelo à firmeza (4.1), à união (4.2) e ao apoio aos obreiros cristãos.
  • 34. I – A Mente Alegre (4.4) “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos”. O Dever da Alegria. É uma ordenança divina. Capacita para a obediência. O fruto do Espírito é alegria. O Evangelho é “boas novas de alegria”. A alegria do cristão é um testemunho em si.
  • 35. A Natureza da Alegria. “No Senhor”. Dependemos da presença de Cristo conosco. A Constância da Alegria. “Sempre”. Mesmo em circunstâncias adversas. Elas mudam, o Senhor jamais. A Importância da Alegria. “outra vez digo, regozijai-vos”. A alegria do Senhor dá ao cristão forças para enfrentar a perseguição (Hb 10.34; At 5.40,41).
  • 36. Um Resultado da Alegria. “Seja a vossa equidade [capacidade de aguentar tudo e entregar tudo] notória a todos os homens” Meiguice e tolerância no trato com os outros. (Usar o bom-senso) Aquele que está feliz com o Senhor não insistirá egoisticamente na obtenção dos seus direitos.
  • 37. II – A Mente Pacífica (4.6,7)  A Enfermidade. A ansiedade nervosa, a inquietude [resultado de nossas obras e com respeito ao futuro]. O Remédio. “oração e súplicas, com ação de graças”. O alcance da oração – “em tudo” Os tipos de oração – “oração” conceito mais amplo; “súplica” pedido para uma necessidade especial; “ações de graça” acompanhamento necessário à oração.
  • 38. III – A Mente Santa (4.8,9) Pensar do Modo Correto. Em tudo que é nobre diante de Deus, em tudo que purifica a nós mesmos e em tudo que apela aos melhores sentimentos do homem. (Pv 23.7, cf. Pv 4.23). Os Assuntos do Pensar Correto. O que é verdadeiro; o que é honesto [honroso ou reverente]; o que é justo; o que é puro [pensamentos, motivos, palavras, ações]; o que é amável [delicadela, humildade, caridade]; boa fama [cortesia, justiça, temperança, respeito pelos pais]
  • 39. O Resultado do Pensar Correto. “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei”.  A verdade não pode ser expressada em palavras apenas - precisa ser vivida.  “A paz de Deus” se refere a uma dádiva no íntimo, trazendo paz à alma;  “O Deus da paz” descreve a presença de Deus com aquele que crê, orientando, protegendo e providenciando todas as necessidades.
  • 40. IV – A Mente Contente (4.10-13) Apreciação. A alegria acima da dádiva; agradecer o amor que deu origem à dádiva; gradecer ao Doador. Contentamento. Ser o mesmo na fome, na provação, na privação e na abundância. Poder. A comunhão que Paulo mantinha com o Cristo imutável conservou-o inabalável em todas as circunstâncias.
  • 42.  Durante a campanha missionária de Paulo, Éfeso se tornou um centro de evangelização para a Ásia Menor (At 19.10).  Seus ouvintes provinham de muitos lugares, e então levavam a mensagem para as suas próprias cidades.  Os novos conversos de Colossos fundaram uma igreja na sua terra natal.
  • 43. Autoria e Data  Escrita por Paulo em Roma; em sua primeira prisão, bem como, Efésios e Filipenses.  Foi escrita por volta de 60 d.C. aprox.  A carta tem uma aparência considerável com Efésios, tanto nos conceitos como na linguagem
  • 44. Destinatário Carta dirigida para a Igreja de Colossos. Uma cidade da Frígia, um distrito da província da Ásia, região que, hoje, faz parte da Turquia. Colossos ficava a uns 180 Km a leste de Éfeso, capital da província.
  • 45. Propósito Paulo enfoca a pessoa divina e a obra criadora e remidora de Cristo, em contra-ataque à desvalorização de Cristo, conforme vinha sendo feito por certa variedade particular de heresia, que ameaçava a igreja de Colossos.
  • 46.  Efésios: igreja é o corpo de Cristo  Colossenses: Cristo é o cabeça da igreja  Ajudar os cristãos a entender que, para ganhar aceitação perante Deus, eles precisam somente de Cristo.  Combate à heresia dos judaizantes (alimentação, sábado, circuncisão, etc.) e a heresia gnóstica (que negava que Jesus veio em carne).
  • 47. Tema principal: Cristo, o Cabeça da Igreja Paulo extrai as implicações dessa exaltada cristologia no tocante à vida e à conduta diária dos cristãos.
  • 48. O fundador desta igreja foi Epafras, natural de Colossos (Cl 4:12) Ele tinha feito trabalho cristão nas cidades vizinhas de Laodicéia e Hierápolis (Cl 4:13). Epafras estava na cadeia com Paulo quando este escreveu a carta a Filemon (Fm 23). Paulo nunca visitou esta igreja.
  • 49. A HERESIA COLOSSENSE  O erro contra o qual Paulo escreve nesta carta, foi denominado “A heresia colossense”. Esta heresia foi um movimento sincretista, que combinava elementos judaicos com aspectos do misticismo oriental e filosofia pagãs.  A heresia era basicamente judaica, quanto a sua natureza – ordenanças da lei, circuncisão, leis dietéticas, sábados, festividades, etc.
  • 50.  Deus está bem afastado do universo físico. Ele é totalmente espírito e não pode entrar em contato com o domínio material (mundo pecador), que é basicamente mau.  Sendo a matéria essencialmente má, Deus não a poderia ter criado. E sim, os anjos.  Um Deus puro comunica-se com o homem pecador através de uma cadeia de anjos intermediários.
  • 51.  De Deus essencialmente santo emanou um ser um pouco menos santo, e que deste segundo emanou um terceiro ainda menos santo e assim por diante, com um enfraquecimento cada vez maior;  Por fim, apareceu um que estava tão despojado de divindade e tão semelhante ao homem, que poderia ter contato com ele. Segundo a heresia, este era Jesus.
  • 52. Esta heresia destruía a soberania e a divindade de Jesus, colocando-O na classe de anjos mediadores. Paulo corrige este erro, demonstrando que Jesus, em vez de ser apenas um anjo intermediário, é o Criador do universo e o Criador dos próprios anjos.
  • 53. O GNOSTICISMO A heresia colossense fora uma mescla do de conceitos judaicos, pagãos, filosóficos e místicos Todavia, a presença de características judaicas nos impede que simplesmente equiparemos a heresia colossense, com outra heresia posterior – Gnosticismo.
  • 54. O desenvolvimento do gnosticismo no segundo século: Docetismo - afirma o seguinte: Jesus apenas parecia um ser físico, mas na realidade, ele era somente um espírito (2 João 7).
  • 55. Cerintianismo – afirma o seguinte: Cristo veio como um espírito sobre o Jesus humano, na ocasião do seu batismo e partiu um pouco antes de sua morte. Segundo o cerintianismo, Jesus não foi mais do que um mortal comum.
  • 56.  Efeitos práticos do gnosticismo na vida das pessoas: Ascetismo: práticas que mortificam os desejos da carne. Antinomianismo: aquilo que o corpo faz não afeta a alma.  “gnosticismo” vem do grego “gnosis”, que significa conhecimento. Causa da salvação
  • 57. O Cristo Preeminente 1–2  Cristo é Preeminente sobre todas as criaturas, porque Ele é Criador delas (1.15-20).  Cristo é totalmente suficiente: toda a verdade e o poder necessários para a salvação se acham nEle (2.8-15).  O gnosticismo sobrevive na teosofia, no unitarismo, no espiritismo, na ciência cristã e em outras seitas.
  • 58. I – Cristo, é Preeminente (1.15-20)  Ele é a Imagem de Deus (v. 15). (1 Tm 6.16) Deus habita em luz inacessível, “a quem nenhum dos homens viu nem pode ver”. É impossível que o olho contemple o brilho da glória divina.  Podemos, porém, ver Deus em Cristo (Jo 14.9; 2 Co 4.6; Jo 1.18).  O Cristo divino é o alicerce do Evangelho. E porque veio de Deus, pode nos levar para Deus.
  • 59.  Ele é o Criador (vv. 15-17). Ele foi “o primogênito de toda a criação”. Essas palavras declaram que Ele existia antes de todas as criaturas e é supremo sobre elas.  Ele é o Cabeça da Igreja (vv. 18,19). Cristo é supremo no ambiente espiritual, assim como é no material. Os gnósticos não consideravam Cristo como a cabeça (Cl 2.19).
  • 60.  Cristo como cabeça da igreja: “É o princípio”: a fonte de tudo quanto é bom (Ap 3.14; At 3.15; Hb 2.10) e da Igreja especialmente; “O primogênito dentre os mortos”, ou seja, o primeiro a ressuscitar da morte num corpo glorificado (1 Co 15.24,26; Hb 2.10,14) “Para que em tudo tenha a preeminência”. Ele precisava recebê-la, portanto, e se tornar preeminente. Isso ocorreu por meio da sua morte e ressurreição.
  • 61.  Ele é o Redentor, (v. 20, cf. 2 Co 5.18). Reconciliou o mundo com Deus. Pois, é o homem quem precisa ser reconciliado com Deus, porque está alienado dEle.  O pecado colocou o Universo fora de harmonia com Deus. Cristo morreu para reconciliar todas as coisas a Deus, e a obra da reconciliação continua através do ministério da Igreja.
  • 62. II – Cristo é Suficiente para Tudo (2.8-16)  A Filosofia Pagã (vv. 8-10). “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias [sabedoria humana] e vãs sutilezas [ilusões vazias], segundo a tradição dos homens [conhecimentos passados de geração em geração], segundo os rudimentos do mundo [idéias religiosas inventadas pelos homens] e não segundo Cristo [não de acordo com o Evangelho]”.
  • 63.  Os gnósticos alegavam que possuíam uma reserva de conhecimentos misteriosos, nos quais os favorecidos eram iniciados, e que eram obrigados sob juramento a não revelar aos de fora. (estratégia da curiosidade)  Paulo fez uma distinção nítida entre o Evangelho e o sistema gnóstico: O Evangelho é uma revelação; O gnosticismo, como toda a filosofia, era especulação.
  • 64.  “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Para os gnósticos os poderes divinos habitavam naqueles anjos, através dos quais, Deus entrou em contato com o mundo.  Paulo, porém, declara que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem.  Que todos os poderes da Divindade habitam no corpo de Cristo, que antes era mortal, mas que agora estava glorificado (Fp 3.21).
  • 65.  O Legalismo Judaico, (vv. 11-15). A circuncisão era um sinal externo do membro de Israel, que era a “igreja” de Deus no Antigo Testamento.  No entanto, a mera marca não os tornava israelitas de fato;  A circuncisão era apenas o sinal externo da santidade íntima e pronta obediência que Deus requeria do seu povo (Dt 10.16; 30.6; Jr 6.10; Rm 3.30; G1 5.6).
  • 66. (v11) a verdadeira circuncisão: despojar-nos da antiga natureza e nascer para uma vida nova, mediante o poder de Cristo -batismo cristão (Rm 6.1-13). Tanto os judeus como os gentios tinham a lei da consciência nos seus corações (Rm 2.15), a qual ninguém podia observar perfeitamente.
  • 67. A dívida da lei mosaica que pesava sobre o judeu era pior ainda. Encarregar-se de observá-la era como assinar uma nota promissória, por uma soma que ninguém poderia pagar. Cristo, porém, pagou a dívida que nós não podíamos resgatar.
  • 68.  (v15) os falsos ensinadores em Colossos provavelmente ensinavam que os anjos deviam ser adorados (2.18) por serem os mediadores através dos quais Deus deu a Lei (At 7.38; Hb 2.2), e muitas vezes revelavam a sua vontade.  Paulo nos diz que mediante a morte de Cristo, deixou de lado os anjos como veículos de revelação e declarou que o Filho era o supremo Mediador entre Ele e os homens (cf. Hb 1.1-14).
  • 69. Vivendo a Vida Cristã 3– 4  A Heresia Colossense ensinava que toda a matéria, inclusive o corpo, era essencialmente má, e, portanto, a santidade é conseguida mediante a punição e negligenciamento do corpo, com jejuns e outras formas de abstinência.  Paulo refuta esse erro dizendo que a santidade não é atingida ao seguir regras feitas pelos homens, mas pelo contato com o Salvador vivo que nos dá o poder de viver acima do pecado.
  • 70. I - A União do Cristão com Cristo (3.1-4)  Sua direção: o céu.  Sua natureza escondida (v3): uma natureza pecaminosa por cometer atos pecaminosos.  “E a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. Se o mundo não conhece a Cristo como pode conhecer seus seguidores?  Sua futura manifestação (v. 4). Quando, porém, Cristo vier, assumiremos nossas vestes como filhos do Rei (Fp 3.21; Rm 8.18- 23; 1 Jo 3.2).
  • 71. II – O Cristão Separa-se do Pecado (3.5-14)  A antiga natureza precisa ser morta. Em virtude da sua fé em Cristo, o convertido morre para com a sua velha natureza. Não pode ser alimentada, precisa perecer por inanição (Rm 13.14).  A antiga natureza precisa ser despojada (v8). Quais roupas precisam ser tiradas? Ira, indignação, linguagem obscena, mentira (vv. 8,9).
  • 72. III - A Submissão do Cristão a Cristo (3.15,16,23,24)  A Paz de Cristo (15). Calma, tranquilidade em face de todas as circunstâncias. É um vínculo de união e um motivo de gratidão.  Esta Paz é Preciosa. Pode ser perdida, e mediante o arrependimento e a confissão pode ser restaurada.  A Palavra de Cristo (16). Todos os ensinos acerca de Cristo. Deve habitar ricamente e ser estudada com regularidade e diligência.
  • 73. Cristo é Senhor. Cada cristão é, em primeiro lugar, um servo de Cristo. A tarefa mais comum, feita por amor a Deus, reveste-se com a dignidade de um serviço sagrado. O obreiro cristão fará seu serviço de tal modo que seja visto por Deus, e não pelos homens.
  • 74. IV – A Conduta do Cristão no Mundo (4.5,6)  Sua conduta. É especialmente no trato com as pessoas do mundo que a sabedoria cristã é mais especialmente necessária.  Sua fala. O modo cristão de falar deve sempre agradar. Não se trata apenas do que dizemos, mas como o dizemos.  A fala deve ser saudável, “temperada com sal”.