Processos de
Torneamento
Prof. Raphael D’Lucca
Segurança
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Segurança
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O princípio da fabricação
• Os primeiros contatos com a usinagem
No período Paleolítico, as facas, pontas de lanças e machados eram
fabricados com lascas de grandes pedras. No período Neolítico, os
artefatos eram obtidos com o desgaste e polimento da pedra (Princípio da
Retificação).
• Surge o Conhecimento de Novos Materiais
O Homem passa a usar metais na fabricação de ferramentas e armas no
fim da pré-história. Os primeiros metais a serem conhecidos foram o
cobre e o ouro, e , em escala menor, o estanho. O ferro foi o último metal
que o homem passou a utilizar na fabricação de seus instrumentos.
Evolução das ferramentas
Denominada como Cinzel, está ferramenta foi de extrema importância
para o surgimento de novos processos, além de ser a responsável por
implementar o conceito de corte através do movimento e compressão,
dando surgimento ao equipamento que hoje conhecemos como serra.
Primeiros processos rotativos
Um grande avanço nesse período foi a transformação do movimento de
translação em movimento de rotação (com sentido de rotação invertido a
cada ciclo). Este princípio foi aplicado em um dispositivo
denominado Furação de Corda Puxada.
A evolução da Máquina-Ferramenta
No século 19 o trabalho do ferreiro era muito lento, o que fez com que
surgisse as máquinas movidas a vapor. Nas primeiras aplicações
industriais, a energia gerada pelo motor a vapor era transmitida para as
máquinas da oficina através de eixos, correias e roldanas. Mais tarde este
processo viria a ser substituído pela energia elétrica.
Processos de usinagem
• Usinagem convencional
Instrumentos dedicados à fabricação
1º - Furação
Brocas
• Broca de centro
Sua função é realizar a furação no centro das peças, servindo como guia de furação (pré-
furo) ou como apoio de peças longas no torno.
Tipos, características e aplicações:
• Broca Helicoidal
A hélice possui ângulo adequado aos diversos tipos de material e, conserva seu
diâmetro após reafiar.
• Broca de metal duro
Furar metais de alta dureza, ligas de cobre, bronze, latão e ferro fundido são
tarefas que se tornam mais simples quando utilizamos este tipo de broca,
devido sua alta resistência e performance de corte.
Ângulo da Ponta:
2º - Torneamento
O processo que se baseia no movimento da peça em torno de seu próprio eixo
chama-se torneamento. O torneamento é uma operação de usinagem que
permite trabalhar peças cilíndricas movidas por um movimento uniforme de
rotação em torno de um eixo fixo.
1.1 -  Torneiro Mecânico - Usinagem.pptx
Tipos de tornos:
• Torno
Paralelo
• Torno
Revólver
• Torno Semiautomático de Torre
• Tornos
automáticos
• Torno Frontal (Platô)
• Tornos
verticais
Torneamento:
Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entre a peça e à
ferramenta. São eles:
• Movimento de corte;
• Movimento de avanço;
• Movimento de penetração.
Alguns exemplos de operações:
Se certas peças utilizadas manualmente
tiverem superfícies rugosas, isso vai ajudar no
seu manuseio, porque a rugosidade evitará que
a peça “escorregue” da mão do operador. É o
caso das cabeças dos parafusos, dos
instrumentos de medida, entre outros.
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Nomenclatura do Torno Universal:
a) Placa
b) Cabeçote fixo
c) Caixa de engrenagens
d) Torre porta-ferramenta
e) Carro transversal
f) Carro principal
g) Barramento
h) Cabeçote móvel
i) Carro superior
Exemplos de aplicação:
Suporte do contraponto Suporte do mandril Suporte de ferramentas
Acessórios:
Placa Universal de
Três Castanhas
Placa Quatro
Castanhas Independentes
Placa Lisa (c/
Cantoneira)
O torno tem vários tipos de acessórios que
ajudam a prender as peças de maior comprimento:
pontas rotativas, placas arrastadoras e arrastador, lunetas fixas e móveis.
Acessórios específicos de
torneamento
Acessórios específicos de
torneamento
Luneta fixa
Luneta móvel
Ponta rotativa Ponta e cone redutor Ponta rebaixada
Mandril Suporte da ferramenta
Ângulo de corte das ferramentas de tornear:
 = ângulo de incidência ou
folga.
b = ângulo de cunha
 = ângulo de saída
Ferramentas para torneamento:
1) Cortar
2) Desbastar à direita
3) Sangrar
4) Acabamento
5) Facear à direita
6) Sangrar com grande dimensão
7) Desbastar à direita
8) Desbastar e Facear à esquerda
9) Perfil
10) Roscar
Se certas peças utilizadas manualmente
tiverem superfícies rugosas, isso vai ajudar no
seu manuseio, porque a rugosidade evitará que
a peça “escorregue” da mão do operador. É o
caso das cabeças dos parafusos, dos
instrumentos de medida, entre outros.
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Ferramentas para tornear internamente:
1) Desbaste
2) Acabamento
3) Sangrar
4) Perfíl
5) Roscar
6) Tornear com haste
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Fixação e ajustagem da ferramenta de tornear:
Insertos - Torneamento
O código ISO para insertos intercambiáveis inclui basicamente 9 símbolos, que em geral
podem ser representados por letras e números, que por sua vez definem não apenas as
dimensões como também as geometrias e suas aplicações.
O oitavo e o nono símbolo são utilizados apenas em alguns casos específicos quando há
necessidade, assim como o décimo que pode ser inserido por decisão do fabricantes para
determinar algum detalhe do inserto.
Torneament
o
1 – Formato da pastilha
Torneament
o
2 – Ângulo de folga
Torneament
o
3 – Tolerâncias
• Tolerância em “S” e “d” (Espessura e
círculo inscrito).
• Pode variar de acordo com o tamanho
da pastilha
Torneament
o
4 – Tipo de inserto (Quebra cavaco e modo de fixação)
Torneament
o
5 – Dimensões do inserto em mm
• Dimensões com apenas um
número devem ser precedidas de um 0
(zero).
• Ex: 8mm deve ser indicado como 08.
Torneament
o
6 – Espessura do inserto
• Exemplo:
• 02 – S = 2,38mm
• 04 – S = 4,76mm
• 06 – S = 6,35mm
Torneament
o
7 – Raio do inserto em mm • Exemplo:
• 02 – R = 0,2 mm
• 04 – R = 0,4 mm
• 06 – R = 0,6 mm
• 08 – R = 0,8 mm
• 10 – R = 1,0 mm
• 12 – R = 1,2 mm
Raio do inserto
Torneament
o
8 – Tipo de aresta de corte
• F – Aresta de corte aguda
• T – Aresta de corte negativa
Torneament
o
9 – Direção de avanço
• R – Right (corte à direita)
• L – Left (Corte à esquerda)
• N - Neutra
Torneament
o
10 – Dígito opcional
Como vimos no inicio, as especificações costumam conter 9 dígitos, porém o
fabricante pode optar por adicionar outros símbolos para representar aplicações
especificadas.
Exemplo:
QF – Operações de acabamento fino
QM – Operações de semiacabado
QR – Operações de desbaste
Suportes - Torneamento
O código ISO para suportes porta pastilhas externo inclui 10 símbolos, que em geral podem
ser representados por letras e números, que por sua vez definem não apenas as dimensões
como também as geometrias e suas aplicações.
O décimo primeiro símbolo é utilizado apenas em alguns casos específicos quando há
necessidade em determinar algum detalhe do suporte.
Torneament
o
1 – Tamanho do BTS
Torneament
o
2 – Sistema de fixação
• C = Fixação pela parte superior
• M = Fixação pela parte superior e pelo furo
• P = Fixação pelo furo
• S = Fixação por parafuso
Torneament
o
3– Formato dos insertos intercambiáveis
Torneament
o
4 – Tipos de porta inserto
Torneament
o
5 – Ângulo de folga da pastilha
Torneament
o
6 – Sentido de corte
• R – Right (corte à direita)
• L – Left (Corte à esquerda)
• N - Neutra
Torneament
o
7 – Altura do suporte
Torneament
o
8 – Largura do suporte
Torneament
o
9 – Comprimento do suporte
Torneament
o
10 – Comprimento da aresta de corte
• Dimensões com apenas um
número devem ser precedidas de um 0
(zero).
• Ex: 6mm deve ser indicado como 06.
Torneament
o
11 – Dígito opcional
Além das especificações padronizadas, o fabricante pode optar também por adicionar
o décimo primeiro símbolo para representar aplicações especificadas.
Desgaste dos insertos
Danos nos insertos
Como vimos anteriormente, os cálculos aplicados aos parâmetros de corte durante a
usinagem são extremamente importantes para um resultado significativo do produto final.
Porém, também é preciso considerar o desgaste das ferramentas de trabalho durante o
processo e trabalhar os parâmetros para evitar possíveis problemas.
Desgaste dos insertos
Danos no inserto
Conforme os insertos vão sendo utilizados, ocorre naturalmente um processo de desgaste,
que no entanto pode se acelerado caso os parâmetros de corte não venham a ser
respeitados.
Esses desgastes e avarias são gerados por conta do atrito constante, que eleva a carga
mecânica e térmica de acordo com a intensidade exigida da ferramenta, alterando sua forma
original.
Desgaste dos insertos
Danos no inserto
Mesmo sendo natural do processo de usinagem, o desgaste pode variar de acordo com os
parâmetros e também com a dureza do material a ser usinado, pois insertos incompatíveis
com a dureza do material podem se desgastar rapidamente.
Desgaste dos insertos
Abrasão
É quando ocorre uma perda de material por um microlascamento do inserto, onde partículas
de elevada dureza se desprendem do material ou da própria ferramenta, deixando a
superfície com abrasivos.
Desgaste dos insertos
Difusão
São transferências de átomos que ocorrem de um material para o outro, ou seja, entre a
ferramenta e a peça (cavaco), onde as partículas de ferro (Fe) e carbono (C) acabam
transitando de acordo com as temperaturas, que muitas vezes podem criar um ambiente
favorável para este problema.
Desgaste dos insertos
Oxidação
Um fator gerado em decorrência das altas temperaturas, pela presença de ar e água que
contribuem para a geração de óxidos que por sua vez podem ocasionar lascas na superfície
do inserto, facilitando um avaria.
Desgaste dos insertos
Fadiga
Os problemas de fadiga em geral podem ocasionar trincas ao longo do tempo, pois a fadiga é
uma fragilidade na estrutura do inserto ocasionada por esforços mecânicos inadequados,
além da refrigeração aplicada de maneira incorreta, gerando choques térmicos.
Desgaste dos insertos
Aderência
Muito comum quando há baixas temperaturas e velocidades, pois o arrase, o atrito se
prolonga dando uma maior aderência na superfície, gerando um desprendimentos da
camada do inserto.
Desgaste dos insertos
Aresta postiça de corte (APC)
Em decorrência dos esforços e muitas vezes do empastamento do material na superfície, os
cavacos que deveriam ser expelidos pelo ângulo de saída acabam se fundindo com a
superfície do inserto.
Com o tempo esse encruamento gerado tende a crescer, até que se desprenda podendo
levar parte da ferramenta, gerando o rompimento.
Possíveis soluções:
• Aplicação de uma maior velocidade de corte
• Seleção de quebra cavaco
Desgaste dos insertos
Problemas de desgastes
Se ao longo do processo essa aresta postiça permanecer, o desgaste da ferramenta será
excessivo, podendo reduzir significativamente sua vida útil.
É importante ressaltar que mesmo em insertos novos esse problema é muito comum, pois
são os parâmetros e a refrigeração que costumam gerar este problema.
Desgaste dos insertos
Desgaste do flanco
Este problema é frequente quando há abrasão no processo, pois as laterais do ângulo de
ataque da ferramenta costuma sofrer um desgaste maior, sendo um dos desgastes mais
comuns.
Possíveis soluções:
• Redução da velocidade de corte (Vc)
• Buscar uma classe de inserto mais resistente
Desgaste dos insertos
Desgaste de Cratera
Ocasionado principalmente pelo fator da difusão, quando há um excesso de temperatura
durante o processo de usinagem, quando as partículas se desprendem da estrutura. Em
geral este problema
Possíveis soluções:
• Redução da velocidade de corte (Vc) e avanço (f)
• Buscar uma classe de inserto mais resistente
• Utilização de refrigeração
Desgaste dos insertos
Entalhes
Normalmente presente nas extremidades, podendo gerar a deterioração do
inserto rapidamente . Seu surgimento pode variar de acordo com a posição de corte
utilizada.
Possíveis soluções:
• Substituir o inserto por outro com ângulo de ataque menor
• Redução do avanço (f)
• Redução da velocidade de corte (Vc)
Desgaste dos insertos
Lascamento
Frequentemente ocorre em insertos com uma maior dureza, e pode ser ocasionado por
corte interrompido ou fragilidade decorrente de choques térmicos.
Possíveis soluções:
• Redução de vibrações
• Aumento da velocidade de corte
• Redução do avanço
Desgaste dos insertos
Deformação Plástica
Uma avaria na aresta de corte em decorrência das altas temperaturas e pressões de corte no
processo, provocando uma deformação típica.
No inicio a ferramenta apresenta dificuldades na quebra de cavaco, junto com o acabamento
superficial ruim, até que no último estágio pode ocorrer a quebra caso não observado.
Possíveis soluções:
• Aplicação de ferramentas resistentes às altas temperaturas
• Optar por geometria que distribuem os esforços e possuem maior robustez
• Redução do da velocidade de corte (Vc) e avanço (f)
• Utilização de refrigeração
Desgaste dos insertos
Trincas
Em geral, o corte interrompido, a transição de espessuras de corte repentinas e a ausência
de lubrificação contribuem bastante para a ocorrência deste problema, em especial as duas
primeiras causas citadas.
Possíveis soluções:
• Redução da velocidade de corte (Vc)
• Utilização de refrigeração constante ou a ausência do mesmo
• Controlar e respeitar rigorosamente o avanço de corte (f) e a profundidade de corte axial
(Ap)
Desgaste dos insertos
Resumos dos Desgastes e Avarias
Parâmetros de corte - Torneamento
Em função do material a ser usinado, o operador deve estabelecer parâmetros compatíveis
com o material a ser usinado e com as ferramentas disponíveis para a fabricação.
Para isso precisamos relembrar e aprender um pouco mais sobre os principias parâmetros
de usinagem.
1.1 -  Torneiro Mecânico - Usinagem.pptx
Parâmetros de corte:
Parâmetros de corte são grandezas numéricas que representam valores de
deslocamento da ferramenta ou da peça, adequados ao tipo de trabalho a ser
executado, ao material a ser usinado e ao material da ferramenta.
Velocidade de corte:
Velocidade de corte é o espaço que a ferramenta percorre, cortando um
material, dentro de um determinado tempo.
A velocidade de corte depende de uma série de fatores, como:
 Tipo de material da ferramenta;
 Tipo do material a ser usinado;
 Tipo de operação a ser realizada;
 Condições de refrigeração;
 Condições da máquina etc.
Parâmetros de corte - Torneamento
RPM
As rotações por minuto devem ser calculadas seguindo a fórmula abaixo, e deverão ser
respeitadas não apenas para garantir uma usinagem de qualidade como também para
controlar os riscos de altas rotações em peças com diâmetros elevados.
Deste modo existe uma relação inversamente proporcional, ou seja, quanto maior o
diâmetro a ser usinado, menor deverá ser a rotação.
n = Rotação (RPM)
Vc = Velocidade de corte (m/min)
Ø = Diâmetro da peça (mm)
Parâmetros de corte - Torneamento
Velocidade de corte
É um parâmetro de extrema importância para a usinagem, e possui uma relação direta com a
rotação e com o diâmetro a ser usinado.
Vc = Velocidade de corte (m/min)
Ø = Diâmetro da peça (mm)
n = Rotação (RPM)
Parâmetros de corte - Torneamento
Avanço (f)
O avanço de usinagem deve ser calculado com base na relação entre o comprimento usinado
e a rotação utilizada, para que a qualidade no processo possa ser mantida sem oferecer
riscos e consequentemente ser retardar o processo.
Parâmetros de corte - Torneamento
Tempo de corte
Neste caso podemos utilizar este recurso para dimensionar o esforço durante o processo de
usinagem, evitando sobrecarga dos motores e até mesmo a para do eixo.
300
125
2.4
144
Parâmetros de corte - Torneamento
Rugosidade teórica da superfície acabada
Este é basicamente um parâmetro que relaciona a rugosidade teórica com a rugosidade real
deixada pelo processo de usinagem.
0.3
0.8
7.03
Parâmetros de corte - Torneamento
Taxa de remoção
Permite definir a quantidade de cavaco que resultante do processo de usinagem, atuando
como um indicador dos parâmetros de corte.
Parâmetros de corte - Torneamento
Potência liquida Pc (KW)
Dimensiona em KW a potência direcionada diretamente para o processo de usinagem,
possibilitando analisar o esforço direcionado para uma determinada operação.
Parâmetros de corte - Torneamento
Potência liquida Pc (KW)
Dimensiona em KW a potência direcionada diretamente para o processo de usinagem,
possibilitando analisar o esforço em uma determinada operação.
3
0.3
300
2720
80
0.15
O torno é uma máquina muito versátil. Desde que começamos a falar sobre ele, você vem
ouvindo isso. Essa fama vem da grande gama de possibilidades de se realizar as mais diversas
operações com ele.
Isso quer dizer que, a partir de uma barra cilíndrica de metal em bruto, você pode obter os
mais variados perfis apenas trocando as ferramentas.
Com toda essa versatilidade, existe uma operação em que o torno é realmente “imbatível”:
abrir roscas.
Roscas
OBS: Também é possível abrir roscas com mais de uma entrada e com formatos
especiais, como os das roscas Edson (rosca redonda) muito utilizadas nas lâmpadas
residenciais.
Perfis de Roscas
Roscas - Conceito
Rosca é uma saliência de perfil constante, helicoidal, que se desenvolve de
forma uniforme, externa ou internamente, ao redor de uma superfície
cilíndrica ou cônica. Essa saliência é denominada filete.
Rosca Métrica
Rosca Métrica triangular (Normal e fina)
Rosca Métrica
Rosca Métrica triangular (Normal e fina)
Rosca Métrica
Exemplo
• Calculando diâmetro a ser usinado para a fabricação de uma rosca M10x1,5
Exercício 1
Rosca Métrica
Exemplo
• Calculando a folga de uma rosca M10x1,5
Exercício 2
Rosca Métrica
Exemplo
• Calculando o diâmetro menor de uma porca
Exercício 3
Rosca Métrica
Exemplo
• Calculando o diâmetro maior de uma porca
Exercício 4
Rosca Métrica
Exemplo
• Calculando a altura do filete
Exercício 5
Rosca Métrica Fina
Rosca Whitworth – Padrão imperial
Rosca - Padrão Americano
Especificações e demais classificações
de rosca
Especificações e demais classificações
de roscas
Exemplo de
Nomenclatura:
3/8” BSW
ou
3/8” BSF
Especificações e demais classificações
de roscas
• Cálculo rosca triangular
Rosca Whitworth
Exemplo
• Calculando a altura do filete
Rosca Whitworth
Exemplo
• Calculando diâmetro menor
Rosca Whitworth
Exemplo
• Calculando o raio de arredondamento
Acessórios de medição e verificação
O torneamento cônico externo é feito com as mesmas ferramentas usadas no torneamento
cilíndrico externo.
Há técnicas diferentes para obter esse resultado e sua escolha depende de fatores como
formato e dimensões finais da peça.
Assim como o torneamento cilíndrico essa operação pode ser interna ou externa.
Torneamento Cônico
Torneamento Cônico - Cálculos
Torneamento Cônico - Cálculos
Calculo de deslocamento do contraponto
Calculo de deslocamento do contraponto
Calculo de deslocamento do contraponto
Calculo de deslocamento do carro superior
X 57,3
ANEL GRADUADO
INTRODUÇÃO
⚫ Uma das formas de obter o deslocamento de precisão dos carros e das mesas de máquinas
operatrizes convencionais — como plainas, tornos, fresadoras e retificadoras — é utilizar o
anel graduado.
⚫ Essa operação é necessária sempre que o trabalho exigir que a ferramenta ou a mesa seja
deslocada com precisão.
⚫ Os anéis graduados, como o nome já diz, são construídos com graduações, que são divisões
proporcionais ao passo do fuso, ou seja, à distância entre filetes consecutivos da rosca desse
fuso.
PASSO DO FUSO
Isso significa que, quando se dá uma volta completa no anel graduado, o carro da
máquina é deslocado a uma distância igual ao passo do fuso.
CALCULANDO
Para esse cálculo, precisamos apenas de dois dados: o passo do fuso (pf) e o
número de divisões do anel (no div.). Isso porque, como já dissemos, as divisões
do anel são proporcionais ao passo do fuso.
Fluídos de corte:
Os fluídos de corte são utilizados para refrigerar a ferramenta e a peça durante
a usinagem, lubrificando a ferramenta para uma maior durabilidade ao gume e
melhor acabamento na superfície, auxiliando também a evitar oxidações e a
saída do cavaco.
1.1 -  Torneiro Mecânico - Usinagem.pptx
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  • 4. O princípio da fabricação • Os primeiros contatos com a usinagem No período Paleolítico, as facas, pontas de lanças e machados eram fabricados com lascas de grandes pedras. No período Neolítico, os artefatos eram obtidos com o desgaste e polimento da pedra (Princípio da Retificação). • Surge o Conhecimento de Novos Materiais O Homem passa a usar metais na fabricação de ferramentas e armas no fim da pré-história. Os primeiros metais a serem conhecidos foram o cobre e o ouro, e , em escala menor, o estanho. O ferro foi o último metal que o homem passou a utilizar na fabricação de seus instrumentos.
  • 5. Evolução das ferramentas Denominada como Cinzel, está ferramenta foi de extrema importância para o surgimento de novos processos, além de ser a responsável por implementar o conceito de corte através do movimento e compressão, dando surgimento ao equipamento que hoje conhecemos como serra.
  • 6. Primeiros processos rotativos Um grande avanço nesse período foi a transformação do movimento de translação em movimento de rotação (com sentido de rotação invertido a cada ciclo). Este princípio foi aplicado em um dispositivo denominado Furação de Corda Puxada.
  • 7. A evolução da Máquina-Ferramenta No século 19 o trabalho do ferreiro era muito lento, o que fez com que surgisse as máquinas movidas a vapor. Nas primeiras aplicações industriais, a energia gerada pelo motor a vapor era transmitida para as máquinas da oficina através de eixos, correias e roldanas. Mais tarde este processo viria a ser substituído pela energia elétrica.
  • 8. Processos de usinagem • Usinagem convencional
  • 11. • Broca de centro Sua função é realizar a furação no centro das peças, servindo como guia de furação (pré- furo) ou como apoio de peças longas no torno.
  • 12. Tipos, características e aplicações: • Broca Helicoidal A hélice possui ângulo adequado aos diversos tipos de material e, conserva seu diâmetro após reafiar.
  • 13. • Broca de metal duro Furar metais de alta dureza, ligas de cobre, bronze, latão e ferro fundido são tarefas que se tornam mais simples quando utilizamos este tipo de broca, devido sua alta resistência e performance de corte.
  • 15. 2º - Torneamento O processo que se baseia no movimento da peça em torno de seu próprio eixo chama-se torneamento. O torneamento é uma operação de usinagem que permite trabalhar peças cilíndricas movidas por um movimento uniforme de rotação em torno de um eixo fixo.
  • 17. Tipos de tornos: • Torno Paralelo • Torno Revólver
  • 18. • Torno Semiautomático de Torre • Tornos automáticos
  • 19. • Torno Frontal (Platô) • Tornos verticais
  • 20. Torneamento: Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entre a peça e à ferramenta. São eles: • Movimento de corte; • Movimento de avanço; • Movimento de penetração.
  • 21. Alguns exemplos de operações:
  • 22. Se certas peças utilizadas manualmente tiverem superfícies rugosas, isso vai ajudar no seu manuseio, porque a rugosidade evitará que a peça “escorregue” da mão do operador. É o caso das cabeças dos parafusos, dos instrumentos de medida, entre outros. Recartilhar
  • 23. Nomenclatura do Torno Universal: a) Placa b) Cabeçote fixo c) Caixa de engrenagens d) Torre porta-ferramenta e) Carro transversal f) Carro principal g) Barramento h) Cabeçote móvel i) Carro superior
  • 24. Exemplos de aplicação: Suporte do contraponto Suporte do mandril Suporte de ferramentas
  • 25. Acessórios: Placa Universal de Três Castanhas Placa Quatro Castanhas Independentes Placa Lisa (c/ Cantoneira)
  • 26. O torno tem vários tipos de acessórios que ajudam a prender as peças de maior comprimento: pontas rotativas, placas arrastadoras e arrastador, lunetas fixas e móveis. Acessórios específicos de torneamento
  • 30. Ponta rotativa Ponta e cone redutor Ponta rebaixada Mandril Suporte da ferramenta
  • 31. Ângulo de corte das ferramentas de tornear:  = ângulo de incidência ou folga. b = ângulo de cunha  = ângulo de saída
  • 32. Ferramentas para torneamento: 1) Cortar 2) Desbastar à direita 3) Sangrar 4) Acabamento 5) Facear à direita 6) Sangrar com grande dimensão 7) Desbastar à direita 8) Desbastar e Facear à esquerda 9) Perfil 10) Roscar
  • 33. Se certas peças utilizadas manualmente tiverem superfícies rugosas, isso vai ajudar no seu manuseio, porque a rugosidade evitará que a peça “escorregue” da mão do operador. É o caso das cabeças dos parafusos, dos instrumentos de medida, entre outros. Recartilhar
  • 34. Ferramentas para tornear internamente: 1) Desbaste 2) Acabamento 3) Sangrar 4) Perfíl 5) Roscar 6) Tornear com haste
  • 36. Fixação e ajustagem da ferramenta de tornear:
  • 37. Insertos - Torneamento O código ISO para insertos intercambiáveis inclui basicamente 9 símbolos, que em geral podem ser representados por letras e números, que por sua vez definem não apenas as dimensões como também as geometrias e suas aplicações. O oitavo e o nono símbolo são utilizados apenas em alguns casos específicos quando há necessidade, assim como o décimo que pode ser inserido por decisão do fabricantes para determinar algum detalhe do inserto.
  • 40. Torneament o 3 – Tolerâncias • Tolerância em “S” e “d” (Espessura e círculo inscrito). • Pode variar de acordo com o tamanho da pastilha
  • 41. Torneament o 4 – Tipo de inserto (Quebra cavaco e modo de fixação)
  • 42. Torneament o 5 – Dimensões do inserto em mm • Dimensões com apenas um número devem ser precedidas de um 0 (zero). • Ex: 8mm deve ser indicado como 08.
  • 43. Torneament o 6 – Espessura do inserto • Exemplo: • 02 – S = 2,38mm • 04 – S = 4,76mm • 06 – S = 6,35mm
  • 44. Torneament o 7 – Raio do inserto em mm • Exemplo: • 02 – R = 0,2 mm • 04 – R = 0,4 mm • 06 – R = 0,6 mm • 08 – R = 0,8 mm • 10 – R = 1,0 mm • 12 – R = 1,2 mm Raio do inserto
  • 45. Torneament o 8 – Tipo de aresta de corte • F – Aresta de corte aguda • T – Aresta de corte negativa
  • 46. Torneament o 9 – Direção de avanço • R – Right (corte à direita) • L – Left (Corte à esquerda) • N - Neutra
  • 47. Torneament o 10 – Dígito opcional Como vimos no inicio, as especificações costumam conter 9 dígitos, porém o fabricante pode optar por adicionar outros símbolos para representar aplicações especificadas. Exemplo: QF – Operações de acabamento fino QM – Operações de semiacabado QR – Operações de desbaste
  • 48. Suportes - Torneamento O código ISO para suportes porta pastilhas externo inclui 10 símbolos, que em geral podem ser representados por letras e números, que por sua vez definem não apenas as dimensões como também as geometrias e suas aplicações. O décimo primeiro símbolo é utilizado apenas em alguns casos específicos quando há necessidade em determinar algum detalhe do suporte.
  • 50. Torneament o 2 – Sistema de fixação • C = Fixação pela parte superior • M = Fixação pela parte superior e pelo furo • P = Fixação pelo furo • S = Fixação por parafuso
  • 51. Torneament o 3– Formato dos insertos intercambiáveis
  • 52. Torneament o 4 – Tipos de porta inserto
  • 53. Torneament o 5 – Ângulo de folga da pastilha
  • 54. Torneament o 6 – Sentido de corte • R – Right (corte à direita) • L – Left (Corte à esquerda) • N - Neutra
  • 58. Torneament o 10 – Comprimento da aresta de corte • Dimensões com apenas um número devem ser precedidas de um 0 (zero). • Ex: 6mm deve ser indicado como 06.
  • 59. Torneament o 11 – Dígito opcional Além das especificações padronizadas, o fabricante pode optar também por adicionar o décimo primeiro símbolo para representar aplicações especificadas.
  • 60. Desgaste dos insertos Danos nos insertos Como vimos anteriormente, os cálculos aplicados aos parâmetros de corte durante a usinagem são extremamente importantes para um resultado significativo do produto final. Porém, também é preciso considerar o desgaste das ferramentas de trabalho durante o processo e trabalhar os parâmetros para evitar possíveis problemas.
  • 61. Desgaste dos insertos Danos no inserto Conforme os insertos vão sendo utilizados, ocorre naturalmente um processo de desgaste, que no entanto pode se acelerado caso os parâmetros de corte não venham a ser respeitados. Esses desgastes e avarias são gerados por conta do atrito constante, que eleva a carga mecânica e térmica de acordo com a intensidade exigida da ferramenta, alterando sua forma original.
  • 62. Desgaste dos insertos Danos no inserto Mesmo sendo natural do processo de usinagem, o desgaste pode variar de acordo com os parâmetros e também com a dureza do material a ser usinado, pois insertos incompatíveis com a dureza do material podem se desgastar rapidamente.
  • 63. Desgaste dos insertos Abrasão É quando ocorre uma perda de material por um microlascamento do inserto, onde partículas de elevada dureza se desprendem do material ou da própria ferramenta, deixando a superfície com abrasivos.
  • 64. Desgaste dos insertos Difusão São transferências de átomos que ocorrem de um material para o outro, ou seja, entre a ferramenta e a peça (cavaco), onde as partículas de ferro (Fe) e carbono (C) acabam transitando de acordo com as temperaturas, que muitas vezes podem criar um ambiente favorável para este problema.
  • 65. Desgaste dos insertos Oxidação Um fator gerado em decorrência das altas temperaturas, pela presença de ar e água que contribuem para a geração de óxidos que por sua vez podem ocasionar lascas na superfície do inserto, facilitando um avaria.
  • 66. Desgaste dos insertos Fadiga Os problemas de fadiga em geral podem ocasionar trincas ao longo do tempo, pois a fadiga é uma fragilidade na estrutura do inserto ocasionada por esforços mecânicos inadequados, além da refrigeração aplicada de maneira incorreta, gerando choques térmicos.
  • 67. Desgaste dos insertos Aderência Muito comum quando há baixas temperaturas e velocidades, pois o arrase, o atrito se prolonga dando uma maior aderência na superfície, gerando um desprendimentos da camada do inserto.
  • 68. Desgaste dos insertos Aresta postiça de corte (APC) Em decorrência dos esforços e muitas vezes do empastamento do material na superfície, os cavacos que deveriam ser expelidos pelo ângulo de saída acabam se fundindo com a superfície do inserto. Com o tempo esse encruamento gerado tende a crescer, até que se desprenda podendo levar parte da ferramenta, gerando o rompimento. Possíveis soluções: • Aplicação de uma maior velocidade de corte • Seleção de quebra cavaco
  • 69. Desgaste dos insertos Problemas de desgastes Se ao longo do processo essa aresta postiça permanecer, o desgaste da ferramenta será excessivo, podendo reduzir significativamente sua vida útil. É importante ressaltar que mesmo em insertos novos esse problema é muito comum, pois são os parâmetros e a refrigeração que costumam gerar este problema.
  • 70. Desgaste dos insertos Desgaste do flanco Este problema é frequente quando há abrasão no processo, pois as laterais do ângulo de ataque da ferramenta costuma sofrer um desgaste maior, sendo um dos desgastes mais comuns. Possíveis soluções: • Redução da velocidade de corte (Vc) • Buscar uma classe de inserto mais resistente
  • 71. Desgaste dos insertos Desgaste de Cratera Ocasionado principalmente pelo fator da difusão, quando há um excesso de temperatura durante o processo de usinagem, quando as partículas se desprendem da estrutura. Em geral este problema Possíveis soluções: • Redução da velocidade de corte (Vc) e avanço (f) • Buscar uma classe de inserto mais resistente • Utilização de refrigeração
  • 72. Desgaste dos insertos Entalhes Normalmente presente nas extremidades, podendo gerar a deterioração do inserto rapidamente . Seu surgimento pode variar de acordo com a posição de corte utilizada. Possíveis soluções: • Substituir o inserto por outro com ângulo de ataque menor • Redução do avanço (f) • Redução da velocidade de corte (Vc)
  • 73. Desgaste dos insertos Lascamento Frequentemente ocorre em insertos com uma maior dureza, e pode ser ocasionado por corte interrompido ou fragilidade decorrente de choques térmicos. Possíveis soluções: • Redução de vibrações • Aumento da velocidade de corte • Redução do avanço
  • 74. Desgaste dos insertos Deformação Plástica Uma avaria na aresta de corte em decorrência das altas temperaturas e pressões de corte no processo, provocando uma deformação típica. No inicio a ferramenta apresenta dificuldades na quebra de cavaco, junto com o acabamento superficial ruim, até que no último estágio pode ocorrer a quebra caso não observado. Possíveis soluções: • Aplicação de ferramentas resistentes às altas temperaturas • Optar por geometria que distribuem os esforços e possuem maior robustez • Redução do da velocidade de corte (Vc) e avanço (f) • Utilização de refrigeração
  • 75. Desgaste dos insertos Trincas Em geral, o corte interrompido, a transição de espessuras de corte repentinas e a ausência de lubrificação contribuem bastante para a ocorrência deste problema, em especial as duas primeiras causas citadas. Possíveis soluções: • Redução da velocidade de corte (Vc) • Utilização de refrigeração constante ou a ausência do mesmo • Controlar e respeitar rigorosamente o avanço de corte (f) e a profundidade de corte axial (Ap)
  • 76. Desgaste dos insertos Resumos dos Desgastes e Avarias
  • 77. Parâmetros de corte - Torneamento Em função do material a ser usinado, o operador deve estabelecer parâmetros compatíveis com o material a ser usinado e com as ferramentas disponíveis para a fabricação. Para isso precisamos relembrar e aprender um pouco mais sobre os principias parâmetros de usinagem.
  • 79. Parâmetros de corte: Parâmetros de corte são grandezas numéricas que representam valores de deslocamento da ferramenta ou da peça, adequados ao tipo de trabalho a ser executado, ao material a ser usinado e ao material da ferramenta.
  • 80. Velocidade de corte: Velocidade de corte é o espaço que a ferramenta percorre, cortando um material, dentro de um determinado tempo. A velocidade de corte depende de uma série de fatores, como:  Tipo de material da ferramenta;  Tipo do material a ser usinado;  Tipo de operação a ser realizada;  Condições de refrigeração;  Condições da máquina etc.
  • 81. Parâmetros de corte - Torneamento RPM As rotações por minuto devem ser calculadas seguindo a fórmula abaixo, e deverão ser respeitadas não apenas para garantir uma usinagem de qualidade como também para controlar os riscos de altas rotações em peças com diâmetros elevados. Deste modo existe uma relação inversamente proporcional, ou seja, quanto maior o diâmetro a ser usinado, menor deverá ser a rotação. n = Rotação (RPM) Vc = Velocidade de corte (m/min) Ø = Diâmetro da peça (mm)
  • 82. Parâmetros de corte - Torneamento Velocidade de corte É um parâmetro de extrema importância para a usinagem, e possui uma relação direta com a rotação e com o diâmetro a ser usinado. Vc = Velocidade de corte (m/min) Ø = Diâmetro da peça (mm) n = Rotação (RPM)
  • 83. Parâmetros de corte - Torneamento Avanço (f) O avanço de usinagem deve ser calculado com base na relação entre o comprimento usinado e a rotação utilizada, para que a qualidade no processo possa ser mantida sem oferecer riscos e consequentemente ser retardar o processo.
  • 84. Parâmetros de corte - Torneamento Tempo de corte Neste caso podemos utilizar este recurso para dimensionar o esforço durante o processo de usinagem, evitando sobrecarga dos motores e até mesmo a para do eixo. 300 125 2.4 144
  • 85. Parâmetros de corte - Torneamento Rugosidade teórica da superfície acabada Este é basicamente um parâmetro que relaciona a rugosidade teórica com a rugosidade real deixada pelo processo de usinagem. 0.3 0.8 7.03
  • 86. Parâmetros de corte - Torneamento Taxa de remoção Permite definir a quantidade de cavaco que resultante do processo de usinagem, atuando como um indicador dos parâmetros de corte.
  • 87. Parâmetros de corte - Torneamento Potência liquida Pc (KW) Dimensiona em KW a potência direcionada diretamente para o processo de usinagem, possibilitando analisar o esforço direcionado para uma determinada operação.
  • 88. Parâmetros de corte - Torneamento Potência liquida Pc (KW) Dimensiona em KW a potência direcionada diretamente para o processo de usinagem, possibilitando analisar o esforço em uma determinada operação. 3 0.3 300 2720 80 0.15
  • 89. O torno é uma máquina muito versátil. Desde que começamos a falar sobre ele, você vem ouvindo isso. Essa fama vem da grande gama de possibilidades de se realizar as mais diversas operações com ele. Isso quer dizer que, a partir de uma barra cilíndrica de metal em bruto, você pode obter os mais variados perfis apenas trocando as ferramentas. Com toda essa versatilidade, existe uma operação em que o torno é realmente “imbatível”: abrir roscas. Roscas
  • 90. OBS: Também é possível abrir roscas com mais de uma entrada e com formatos especiais, como os das roscas Edson (rosca redonda) muito utilizadas nas lâmpadas residenciais. Perfis de Roscas
  • 91. Roscas - Conceito Rosca é uma saliência de perfil constante, helicoidal, que se desenvolve de forma uniforme, externa ou internamente, ao redor de uma superfície cilíndrica ou cônica. Essa saliência é denominada filete.
  • 92. Rosca Métrica Rosca Métrica triangular (Normal e fina)
  • 93. Rosca Métrica Rosca Métrica triangular (Normal e fina)
  • 94. Rosca Métrica Exemplo • Calculando diâmetro a ser usinado para a fabricação de uma rosca M10x1,5 Exercício 1
  • 95. Rosca Métrica Exemplo • Calculando a folga de uma rosca M10x1,5 Exercício 2
  • 96. Rosca Métrica Exemplo • Calculando o diâmetro menor de uma porca Exercício 3
  • 97. Rosca Métrica Exemplo • Calculando o diâmetro maior de uma porca Exercício 4
  • 98. Rosca Métrica Exemplo • Calculando a altura do filete Exercício 5
  • 100. Rosca Whitworth – Padrão imperial
  • 101. Rosca - Padrão Americano
  • 102. Especificações e demais classificações de rosca
  • 103. Especificações e demais classificações de roscas Exemplo de Nomenclatura: 3/8” BSW ou 3/8” BSF
  • 104. Especificações e demais classificações de roscas • Cálculo rosca triangular
  • 107. Rosca Whitworth Exemplo • Calculando o raio de arredondamento
  • 108. Acessórios de medição e verificação
  • 109. O torneamento cônico externo é feito com as mesmas ferramentas usadas no torneamento cilíndrico externo. Há técnicas diferentes para obter esse resultado e sua escolha depende de fatores como formato e dimensões finais da peça. Assim como o torneamento cilíndrico essa operação pode ser interna ou externa. Torneamento Cônico
  • 110. Torneamento Cônico - Cálculos
  • 111. Torneamento Cônico - Cálculos
  • 112. Calculo de deslocamento do contraponto
  • 113. Calculo de deslocamento do contraponto
  • 114. Calculo de deslocamento do contraponto
  • 115. Calculo de deslocamento do carro superior X 57,3
  • 117. INTRODUÇÃO ⚫ Uma das formas de obter o deslocamento de precisão dos carros e das mesas de máquinas operatrizes convencionais — como plainas, tornos, fresadoras e retificadoras — é utilizar o anel graduado. ⚫ Essa operação é necessária sempre que o trabalho exigir que a ferramenta ou a mesa seja deslocada com precisão. ⚫ Os anéis graduados, como o nome já diz, são construídos com graduações, que são divisões proporcionais ao passo do fuso, ou seja, à distância entre filetes consecutivos da rosca desse fuso.
  • 118. PASSO DO FUSO Isso significa que, quando se dá uma volta completa no anel graduado, o carro da máquina é deslocado a uma distância igual ao passo do fuso.
  • 119. CALCULANDO Para esse cálculo, precisamos apenas de dois dados: o passo do fuso (pf) e o número de divisões do anel (no div.). Isso porque, como já dissemos, as divisões do anel são proporcionais ao passo do fuso.
  • 120. Fluídos de corte: Os fluídos de corte são utilizados para refrigerar a ferramenta e a peça durante a usinagem, lubrificando a ferramenta para uma maior durabilidade ao gume e melhor acabamento na superfície, auxiliando também a evitar oxidações e a saída do cavaco.