A ESCRAVIDÃO E
FORMAS DE
RESISTÊNCIA
INDÍGENA E
AFRICANA NA
AMÉRICA
Gabriela Duarte
História
O QUE VAMOS DISCUTIR?
DISCUSSÃO DAS PERGUNTAS
EXIBIÇÃO DE MATERIAIS DISCUSSÃO MATERIAIS E DOCUMENTÁRIO
DESCOLONIZAÇÃO DO PENSAMENTO
DINÂMICA
ANTES DE
COMEÇAR,
VAMOS MUDAR
NOSSO
VOCABULÁRIO?
INDÍGENA NO LUGAR DE INDÍO
(POVOS NATIVOS E ORIGINÁRIOS
TAMBÉM OPODEM SER USADOS)
POVO NO LUGAR DE TRIBO
ESCRAVIZADO NO LUGAR DE
ESCRAVO
INDÍGENAS
FORAM
CATEQUIZADOS E
ESCRAVIZADOS
ATÉ O SÉC XVI ERA A MÃO DE OBRA
UTILIZADA
OS EUROPEUS CHEGARAM NO TERRITÓRIO
SEM CONHECER, INDÍGENAS ENSINARAM
ELES A SOBREVIVER POR AQUI.
O CONHECIMENTO DA TERRA
TORNAVA OS INDÍGENAS MAIS
SUCETÍVEIS A FUGA
OS
AFRICANOS
A PARTIR DO SÉC XVII CHEGARAM EM
MÉDIA 10 MILHÕES DE AFRICANOS AQUI
DIFERENÇA ENTRE ESCRAVIZAÇÃO NO
CONTINENTE AFRICANO X COLONIZAÇÃO
DESUMANIZAÇÃO E TRÁFICO
NEGREIRO
SEPARAÇÃO FAMILIAR
OS 3 P (PÃO, PANO E PORRADA)
"QUEM DERA QUE TIVESSEM PÃO E PANO
COMO SE TINHA CASTIGO"
PREFERIAM COMPRAR ESCRAVIZADOS
DA MESMA ETNIA
A VIDA NO ENGENHO
TORTURA
A escravidão e formas de resistência indígena e africana na América.pdf
FORMAS DE
RESISTÊNCIA
FUGA E FORMAÇÃO DE
QUILOMBOS
CAPOEIRA (LUTA DISFRAÇADA DE
DANÇA)
SINCRETISMO RELIGIOSO
ZUMBI DOS PALMARES
REALMENTE EXISTIU? O
QUILOMBO FICAVA EM
ALAGOAS
SUICÍDIO E ABORTO
E O FIM DA
ESCRAVIDÃO?
13 DE MAIO DE 1888 (LEI ÁUREA)
ÚLTIMO PAÍS DO MUNDO A ACABAR
COM O SISTEMA ESCRAVOCRATA
DIVERSAS LEIS (RUINS) DE
FLEXIBILIZAÇÃO FORAM IMPOSTAS
ANTES QUE ISSO ACONTECESSE DE
FATO
DIVERSAS LEIS (RUINS) DE
FLEXIBILIZAÇÃO FORAM IMPOSTAS
ANTES QUE ISSO ACONTECESSE DE
FATO
NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA, A
LEI EUSÉBIO DE QUEIRÓS OU LEI
Nº 581, DE 4 DE SETEMBRO DE
1850, PROMULGADA NO SEGUNDO
REINADO, PROIBIU A ENTRADA DE
AFRICANOS ESCRAVOS NO BRASIL.
QUESTÕES E JAJÁ TEM +
1- Nos últimos anos, estudos acerca da escravidão têm revelado uma sociedade onde os
negros, mesmo submetidos a condições subumanas, foram sujeitos de sua própria história.
Sobre a atitude rebelde dos cativos, assegura-se que:
a) Tarefas malfeitas e incompletas atestavam a veracidade dos argumentos sobre a
ignorância dos escravos, o que impossibilitava a organização de movimentos rebeldes.
b) A vigilância e fiscalização do feitor impediam a rebeldia, restringindo as alternativas
de contestação à fuga e ao suicídio.
c) As revoltas raramente ocorriam, pois, considerados mercadorias, os escravos se
reconheciam como coisas e não como humanos.
d) A rebeldia negra apoiou-se, sobretudo, na manutenção, por parte dos cativos, de seus
valores culturais.
e) O levante dos malês, em 1835, tinha forte conteúdo étnico, o que explica a
excepcionalidade desse motim ocorrido na Bahia.
QUESTÕES E JAJÁ TEM +
2- “Ao fim e ao cabo, a introdução de africanos, acoplada ao embargo ao cativeiro indígena,
permite que a metrópole portuguesa comande – durante certo tempo – as operações situadas a
montante e a jusante do processo produtivo americano: os colonos devem recorrer à Metrópole
para exportar suas mercadorias, mas também para importar seus fatores de produção, isto é, os
africanos”. ALENCASTRO Luiz Felipe de. O Trato dos Viventes. São Paulo, Cia das Letras, 2000, p.
28. A partir da leitura do texto acima, pode-se afirmar que o processo de colonização português
foi marcado:
a) Pela ênfase no capital mercantil voltado para o mercado europeu e pela dependência do
trabalho fabril da mão-de-obra escrava.
b) Por um esforço de ocupação das faixas litorâneas e pelo incentivo à formação de pequenas
propriedades.
c) Pela evangelização e consequente domesticação das populações indígenas e pelo estímulo ao
mercado interno.
d) Por uma declarada opção pela força de trabalho do negro africano e por uma economia de
subsistência.
e) Pelo caráter comercial organizado com base na grande propriedade monocultora escravista e
pela importância do tráfico africano.
QUESTÕES E JAJÁ TEM +
3 - “Desde logo salientamos a doçura nas relações de senhores com escravos
domésticos, talvez maiores no Brasil do que em qualquer outra parte da América.”
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. Brasília, Editora Universidade de
Brasília, 1963, p.393. Diferentemente do texto acima, a historiografia brasileira
confirma que os escravos negros não foram totalmente passivos frente ao regime
que os oprimia. Durante o período escravista brasileiro, uma das formas de
resistência foi:
a) a migração clandestina rumo à África
b) a adoção da fé islâmica pelos escravos paulistas
c) o surgimento de religiões com bases sincréticas
d) a inexistência de uniões afetivas de caráter estável e) o aparecimento de
rebeliões como a ‘Revolta da Chibata’
QUESTÕES E JAJÁ TEM +
4 -O pau-brasil só poderia ser retirado de nossas matas se houvesse uma autorização
preliminar da Coroa Portuguesa e o acerto das taxas era estipulado por esta. O primeiro
a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha, o qual tinha como sócios
vários comerciantes judeus, que porém, em troca desta permissão, tinham por obrigação
enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos trezentas léguas de costa,
pagar uma quantia pré-estipulada à Coroa e também edificar e conservar as
fortificações, mantendo assim a segurança do novo território tão almejado pelos
invasores. Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em: 9 dez. 2013 (adaptado).
A exploração do pau-brasil era realizada
a) pelos indígenas, que conduziam as toras até o litoral para trocá-las por objetos do
colonizador.
b) por mão de obra livre europeia, com auxílio de africanos escravizados.
c) por africanos escravizados trazidos das ilhas portuguesas da Madeira e Açores.
d) pelos nativos, que trocavam a madeira por ouro e armas de fogo.
e) pelos próprios portugueses, que se aventuravam pela mata em busca da madeir
QUESTÕES E JAJÁ TEM +
5- As razões que fizeram com que no Brasil colonial e mesmo durante o império a escravidão
africana predominasse em lugar da escravidão dos povos indígenas podem ser atribuídas a (à):
a) setores da Igreja e da Coroa que se opunham à escravização indígena; fugas, epidemias e
legislação antiescravista indígena que a tornaram menos atraente e lucrativa.
b) religião dos povos indígenas, que proibia o trabalho escravo. Preferiam morrer a ter que se se
submeterem às agruras da escravidão que lhes era imposta nos engenhos de açúcar ou mesmo em
outros trabalhos.
c) reação dos povos indígenas, que, por serem bastante organizados e unidos, toda vez que se
tentou capturá-los, eles encontravam alguma forma de escapar ao cerco dos portugueses.
d) ausência de comunicação entre os portugueses e os povos indígenas e à dificuldade de acesso ao
interior do continente, face ao pouco conhecimento que se tinha do território e das línguas
indígenas.
e) um enorme preconceito que existia do europeu em relação ao indígena, e não em relação ao
africano, o que dificultava enormemente o aproveitamento do indígena em qualquer atividade.
QUESTÕES E JAJÁ TEM +
6- Chegança
Sou Pataxó, Sou Xavante e Carriri, Ianonâmi,
sou Tupi Guarani, sou Carajá. Sou Pancararu,
Carijó, Tupinajé, Sou Potiguar, sou Caeté, Ful-
ni-ô, Tupinambá. Eu atraquei num porto muito
seguro, Céu azul, paz e ar puro... Botei as
pernas pro ar. Logo sonhei que estava no
paraíso, Onde nem era preciso dormir para se
sonhar. Mas de repente me acordei com a
surpresa: Uma esquadra portuguesa veio na
praia atracar. De grande-nau, Um branco de
barba escura, Vestindo uma armadura me
apontou pra me pegar. E assustado dei um pulo
da rede, Pressenti a fome, a sede, Eu pensei:
"vão me acabar". Levantei-me de Borduna já na
mão. Ai, senti no coração, O Brasil vai começar.
A letra da canção apresenta um tema recorrente na
história da colonização brasileira, as relações de
poder entre portugueses e povos nativos, e representa
uma crítica à ideia presente no chamado mito
a) da democracia racial, originado das relações cordiais
estabelecidas entre portugueses e nativos no
período anterior ao início da colonização brasileira.
b) da cordialidade brasileira, advinda da forma como os
povos nativos se associaram economicamente
aos portugueses, participando dos negócios coloniais
açucareiros.
c) do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os
nativos brasileiros aceitaram as regras
impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da
colonização.
d) da natural miscigenação, resultante da forma como a
metrópole incentivou a união entre colonos,
ex-escravas e nativas para acelerar o povoamento da
colônia.
e) do encontro, que identifica a colonização portuguesa
como pacífica em função das relações de troca
estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e
nativos
QUESTÕES E JAJÁ TEM +
7- Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito. Eram pardos, todos
nus. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Não fazem o menor caso de encobrir ou de
mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos
traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros. Os
cabelos seus são corredios. CAMINHA, P. V. Carta. RIBEIRO, D. et al. Viagens pela história do
Brasil: documentos. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 (adaptado). O texto é parte da
famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, documento fundamental para a formação da
identidade brasileira. Tratando da relação que, desde esse primeiro contato, se estabeleceu
entre portugueses e indígenas, esse trecho da carta revela a
a) preocupação em garantir a integridade do colonizador diante da resistência dos índios à
ocupação da terra.
b) postura etnocêntrica do europeu diante das características físicas e práticas culturais do
indígena.
c) orientação da política da Coroa Portuguesa quanto à utilização dos nativos como mão de
obra para colonizar a nova terra.
d) oposição de interesses entre portugueses e índios, que dificultava o trabalho catequético
e exigia amplos recursos para a defesa da posse da nova terra.
e) abundância da terra descoberta, o que possibilitou a sua incorporação aos interesses
mercantis portugueses, por meio da exploração econômica dos índios.
GABARITO
1- D
2- E
3- C
4- A
5- A
6- E
7- B
8- A
9- E
10- C
TEVE UM
PROCESSO DE
AUXÍLIO COM O
FIM DA
ESCRAVIDÃO? O
QUE ACONTECEU
COM OS
INDÍGENAS?
A POPULAÇÃO NEGRA
OS ESCRAVIZADOS POR VEZES SE MANTINHAM, MESMO NA ILEGALIDADE,
VIVENDO COM OS SENHORES. LOGO APÓS, SURGIRAM TAMBÉM AS
FAVELAS PELA DEMANDA POPULACIONAL QUE OS DEIXAVAM "A MARGEM
DA SOCIEDADE". POR TUDO QUE FOI DITO, AS AÇÕES AFIRMATIVAS
TORNAM-SE ESSENCIAIS.
EUROPEIZAÇÃO E
EMBRANQUECIMENTO
EUGENIA ACREDITAVA NA
SUPERIORIDADE EUROPEIA COM BASE
NA CIÊNCIA (EM DETERMINADO
MOMENTO IRIAMOS TODOS FICAR
BRANCOS POR SER "SUPERIOR")
LITERALMENTE ESTUPRAVAM PARA
MISCIGENAR, NOS EUA TINHA O
APARTHEID, AQUI JÁ EXISTIAM MUITOS
NEGROS, ENTÃO NÃO FUNCIONAVA.
ATÉ 1920 ATLETAS NEGROS NÃO
PODIAM REPRESENTAR O BR EM
COMPETIÇÕES ESPORTIVAS. POR
QUÊ?
EM 1988, 100 ANOS DEPOIS DA
ABOLIÇÃO, RACISMO FOI CONSIDERADO
CRIME. POR QUÊ?
PRECONCEITO, ESTEREÓTIPOS, PIADAS
E FALSA SENSAÇÃO DE "OPORTUNIDADES
IGUAIS"
EMBRANQUECIMENTO
VOCÊ SABE O QUE É?
ALGUÉM PODE ME DAR
UM EXEMPLO DO
EMBRANQUECIMENTO?
A POPULAÇÃO INDÍGENA
DAS MAIS DE 1000 LINGUAS INDÍGENAS, ATUALMENTE EXISTEM CERCA
DE 270 CONHECIDAS. OS POVOS INDÍGENAS SEGUEM LUTANDO POR
VISIBILIDADE E RESPEITO AS SUAS TERRAS. LASTIMÁVEL É A
SITUAÇÃO ATUAL.
PORQUEDEMARCARTERRASÉ
IMPORTANTE?
Demarcação de Terras
indígenas é um direito
previsto na lei 231, a partir
dela é possível alcançar
algumas coisas
importantes:
Fiscalização maior
Proteção ambiental
Proteção cultural
Proteção da saúde
1
2
3
4
MARCOTEMPORALEPL490
A escravidão e formas de resistência indígena e africana na América.pdf
MARCOTEMPORALEPL490
MARCOTEMPORALEPL490
O NOSSO MODO DE
VIDA UTILITÁRIO
NÃO SEGUE A
MESMA LÓGICA
PARA OS POVOS
INDÍGENAS
"A MÃE DO BRASIL É
INDÍGENA, AINDA QUE O PAÍS
TENHA MAIS ORGULHO DE
SEU PAI EUROPEU QUE O
TRATA COMO UM FILHO
BASTARDO"
PODERIA PASSAR O DIA CITANDO
CASOS DE GENOCÍDIO, INVASÃO,
EMBANQUECIMENTO E
DESVALORIZAÇÃO DA NOSSA
CULTURA. MAS PREFIRO QUE AGORA,
VOCÊS ME DIGAM O QUE PENSAM!

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A escravidão e formas de resistência indígena e africana na América.pdf

  • 1. A ESCRAVIDÃO E FORMAS DE RESISTÊNCIA INDÍGENA E AFRICANA NA AMÉRICA Gabriela Duarte História
  • 2. O QUE VAMOS DISCUTIR? DISCUSSÃO DAS PERGUNTAS EXIBIÇÃO DE MATERIAIS DISCUSSÃO MATERIAIS E DOCUMENTÁRIO DESCOLONIZAÇÃO DO PENSAMENTO DINÂMICA
  • 3. ANTES DE COMEÇAR, VAMOS MUDAR NOSSO VOCABULÁRIO? INDÍGENA NO LUGAR DE INDÍO (POVOS NATIVOS E ORIGINÁRIOS TAMBÉM OPODEM SER USADOS) POVO NO LUGAR DE TRIBO ESCRAVIZADO NO LUGAR DE ESCRAVO
  • 4. INDÍGENAS FORAM CATEQUIZADOS E ESCRAVIZADOS ATÉ O SÉC XVI ERA A MÃO DE OBRA UTILIZADA OS EUROPEUS CHEGARAM NO TERRITÓRIO SEM CONHECER, INDÍGENAS ENSINARAM ELES A SOBREVIVER POR AQUI. O CONHECIMENTO DA TERRA TORNAVA OS INDÍGENAS MAIS SUCETÍVEIS A FUGA
  • 5. OS AFRICANOS A PARTIR DO SÉC XVII CHEGARAM EM MÉDIA 10 MILHÕES DE AFRICANOS AQUI DIFERENÇA ENTRE ESCRAVIZAÇÃO NO CONTINENTE AFRICANO X COLONIZAÇÃO DESUMANIZAÇÃO E TRÁFICO NEGREIRO SEPARAÇÃO FAMILIAR
  • 6. OS 3 P (PÃO, PANO E PORRADA) "QUEM DERA QUE TIVESSEM PÃO E PANO COMO SE TINHA CASTIGO" PREFERIAM COMPRAR ESCRAVIZADOS DA MESMA ETNIA A VIDA NO ENGENHO TORTURA
  • 8. FORMAS DE RESISTÊNCIA FUGA E FORMAÇÃO DE QUILOMBOS CAPOEIRA (LUTA DISFRAÇADA DE DANÇA) SINCRETISMO RELIGIOSO ZUMBI DOS PALMARES REALMENTE EXISTIU? O QUILOMBO FICAVA EM ALAGOAS SUICÍDIO E ABORTO
  • 9. E O FIM DA ESCRAVIDÃO? 13 DE MAIO DE 1888 (LEI ÁUREA) ÚLTIMO PAÍS DO MUNDO A ACABAR COM O SISTEMA ESCRAVOCRATA DIVERSAS LEIS (RUINS) DE FLEXIBILIZAÇÃO FORAM IMPOSTAS ANTES QUE ISSO ACONTECESSE DE FATO DIVERSAS LEIS (RUINS) DE FLEXIBILIZAÇÃO FORAM IMPOSTAS ANTES QUE ISSO ACONTECESSE DE FATO NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA, A LEI EUSÉBIO DE QUEIRÓS OU LEI Nº 581, DE 4 DE SETEMBRO DE 1850, PROMULGADA NO SEGUNDO REINADO, PROIBIU A ENTRADA DE AFRICANOS ESCRAVOS NO BRASIL.
  • 10. QUESTÕES E JAJÁ TEM + 1- Nos últimos anos, estudos acerca da escravidão têm revelado uma sociedade onde os negros, mesmo submetidos a condições subumanas, foram sujeitos de sua própria história. Sobre a atitude rebelde dos cativos, assegura-se que: a) Tarefas malfeitas e incompletas atestavam a veracidade dos argumentos sobre a ignorância dos escravos, o que impossibilitava a organização de movimentos rebeldes. b) A vigilância e fiscalização do feitor impediam a rebeldia, restringindo as alternativas de contestação à fuga e ao suicídio. c) As revoltas raramente ocorriam, pois, considerados mercadorias, os escravos se reconheciam como coisas e não como humanos. d) A rebeldia negra apoiou-se, sobretudo, na manutenção, por parte dos cativos, de seus valores culturais. e) O levante dos malês, em 1835, tinha forte conteúdo étnico, o que explica a excepcionalidade desse motim ocorrido na Bahia.
  • 11. QUESTÕES E JAJÁ TEM + 2- “Ao fim e ao cabo, a introdução de africanos, acoplada ao embargo ao cativeiro indígena, permite que a metrópole portuguesa comande – durante certo tempo – as operações situadas a montante e a jusante do processo produtivo americano: os colonos devem recorrer à Metrópole para exportar suas mercadorias, mas também para importar seus fatores de produção, isto é, os africanos”. ALENCASTRO Luiz Felipe de. O Trato dos Viventes. São Paulo, Cia das Letras, 2000, p. 28. A partir da leitura do texto acima, pode-se afirmar que o processo de colonização português foi marcado: a) Pela ênfase no capital mercantil voltado para o mercado europeu e pela dependência do trabalho fabril da mão-de-obra escrava. b) Por um esforço de ocupação das faixas litorâneas e pelo incentivo à formação de pequenas propriedades. c) Pela evangelização e consequente domesticação das populações indígenas e pelo estímulo ao mercado interno. d) Por uma declarada opção pela força de trabalho do negro africano e por uma economia de subsistência. e) Pelo caráter comercial organizado com base na grande propriedade monocultora escravista e pela importância do tráfico africano.
  • 12. QUESTÕES E JAJÁ TEM + 3 - “Desde logo salientamos a doçura nas relações de senhores com escravos domésticos, talvez maiores no Brasil do que em qualquer outra parte da América.” FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1963, p.393. Diferentemente do texto acima, a historiografia brasileira confirma que os escravos negros não foram totalmente passivos frente ao regime que os oprimia. Durante o período escravista brasileiro, uma das formas de resistência foi: a) a migração clandestina rumo à África b) a adoção da fé islâmica pelos escravos paulistas c) o surgimento de religiões com bases sincréticas d) a inexistência de uniões afetivas de caráter estável e) o aparecimento de rebeliões como a ‘Revolta da Chibata’
  • 13. QUESTÕES E JAJÁ TEM + 4 -O pau-brasil só poderia ser retirado de nossas matas se houvesse uma autorização preliminar da Coroa Portuguesa e o acerto das taxas era estipulado por esta. O primeiro a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha, o qual tinha como sócios vários comerciantes judeus, que porém, em troca desta permissão, tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré-estipulada à Coroa e também edificar e conservar as fortificações, mantendo assim a segurança do novo território tão almejado pelos invasores. Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em: 9 dez. 2013 (adaptado). A exploração do pau-brasil era realizada a) pelos indígenas, que conduziam as toras até o litoral para trocá-las por objetos do colonizador. b) por mão de obra livre europeia, com auxílio de africanos escravizados. c) por africanos escravizados trazidos das ilhas portuguesas da Madeira e Açores. d) pelos nativos, que trocavam a madeira por ouro e armas de fogo. e) pelos próprios portugueses, que se aventuravam pela mata em busca da madeir
  • 14. QUESTÕES E JAJÁ TEM + 5- As razões que fizeram com que no Brasil colonial e mesmo durante o império a escravidão africana predominasse em lugar da escravidão dos povos indígenas podem ser atribuídas a (à): a) setores da Igreja e da Coroa que se opunham à escravização indígena; fugas, epidemias e legislação antiescravista indígena que a tornaram menos atraente e lucrativa. b) religião dos povos indígenas, que proibia o trabalho escravo. Preferiam morrer a ter que se se submeterem às agruras da escravidão que lhes era imposta nos engenhos de açúcar ou mesmo em outros trabalhos. c) reação dos povos indígenas, que, por serem bastante organizados e unidos, toda vez que se tentou capturá-los, eles encontravam alguma forma de escapar ao cerco dos portugueses. d) ausência de comunicação entre os portugueses e os povos indígenas e à dificuldade de acesso ao interior do continente, face ao pouco conhecimento que se tinha do território e das línguas indígenas. e) um enorme preconceito que existia do europeu em relação ao indígena, e não em relação ao africano, o que dificultava enormemente o aproveitamento do indígena em qualquer atividade.
  • 15. QUESTÕES E JAJÁ TEM + 6- Chegança Sou Pataxó, Sou Xavante e Carriri, Ianonâmi, sou Tupi Guarani, sou Carajá. Sou Pancararu, Carijó, Tupinajé, Sou Potiguar, sou Caeté, Ful- ni-ô, Tupinambá. Eu atraquei num porto muito seguro, Céu azul, paz e ar puro... Botei as pernas pro ar. Logo sonhei que estava no paraíso, Onde nem era preciso dormir para se sonhar. Mas de repente me acordei com a surpresa: Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar. De grande-nau, Um branco de barba escura, Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar. E assustado dei um pulo da rede, Pressenti a fome, a sede, Eu pensei: "vão me acabar". Levantei-me de Borduna já na mão. Ai, senti no coração, O Brasil vai começar. A letra da canção apresenta um tema recorrente na história da colonização brasileira, as relações de poder entre portugueses e povos nativos, e representa uma crítica à ideia presente no chamado mito a) da democracia racial, originado das relações cordiais estabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior ao início da colonização brasileira. b) da cordialidade brasileira, advinda da forma como os povos nativos se associaram economicamente aos portugueses, participando dos negócios coloniais açucareiros. c) do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da colonização. d) da natural miscigenação, resultante da forma como a metrópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e nativas para acelerar o povoamento da colônia. e) do encontro, que identifica a colonização portuguesa como pacífica em função das relações de troca estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e nativos
  • 16. QUESTÕES E JAJÁ TEM + 7- Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito. Eram pardos, todos nus. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros. Os cabelos seus são corredios. CAMINHA, P. V. Carta. RIBEIRO, D. et al. Viagens pela história do Brasil: documentos. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 (adaptado). O texto é parte da famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, documento fundamental para a formação da identidade brasileira. Tratando da relação que, desde esse primeiro contato, se estabeleceu entre portugueses e indígenas, esse trecho da carta revela a a) preocupação em garantir a integridade do colonizador diante da resistência dos índios à ocupação da terra. b) postura etnocêntrica do europeu diante das características físicas e práticas culturais do indígena. c) orientação da política da Coroa Portuguesa quanto à utilização dos nativos como mão de obra para colonizar a nova terra. d) oposição de interesses entre portugueses e índios, que dificultava o trabalho catequético e exigia amplos recursos para a defesa da posse da nova terra. e) abundância da terra descoberta, o que possibilitou a sua incorporação aos interesses mercantis portugueses, por meio da exploração econômica dos índios.
  • 17. GABARITO 1- D 2- E 3- C 4- A 5- A 6- E 7- B 8- A 9- E 10- C
  • 18. TEVE UM PROCESSO DE AUXÍLIO COM O FIM DA ESCRAVIDÃO? O QUE ACONTECEU COM OS INDÍGENAS?
  • 19. A POPULAÇÃO NEGRA OS ESCRAVIZADOS POR VEZES SE MANTINHAM, MESMO NA ILEGALIDADE, VIVENDO COM OS SENHORES. LOGO APÓS, SURGIRAM TAMBÉM AS FAVELAS PELA DEMANDA POPULACIONAL QUE OS DEIXAVAM "A MARGEM DA SOCIEDADE". POR TUDO QUE FOI DITO, AS AÇÕES AFIRMATIVAS TORNAM-SE ESSENCIAIS.
  • 20. EUROPEIZAÇÃO E EMBRANQUECIMENTO EUGENIA ACREDITAVA NA SUPERIORIDADE EUROPEIA COM BASE NA CIÊNCIA (EM DETERMINADO MOMENTO IRIAMOS TODOS FICAR BRANCOS POR SER "SUPERIOR") LITERALMENTE ESTUPRAVAM PARA MISCIGENAR, NOS EUA TINHA O APARTHEID, AQUI JÁ EXISTIAM MUITOS NEGROS, ENTÃO NÃO FUNCIONAVA. ATÉ 1920 ATLETAS NEGROS NÃO PODIAM REPRESENTAR O BR EM COMPETIÇÕES ESPORTIVAS. POR QUÊ? EM 1988, 100 ANOS DEPOIS DA ABOLIÇÃO, RACISMO FOI CONSIDERADO CRIME. POR QUÊ? PRECONCEITO, ESTEREÓTIPOS, PIADAS E FALSA SENSAÇÃO DE "OPORTUNIDADES IGUAIS"
  • 22. ALGUÉM PODE ME DAR UM EXEMPLO DO EMBRANQUECIMENTO?
  • 23. A POPULAÇÃO INDÍGENA DAS MAIS DE 1000 LINGUAS INDÍGENAS, ATUALMENTE EXISTEM CERCA DE 270 CONHECIDAS. OS POVOS INDÍGENAS SEGUEM LUTANDO POR VISIBILIDADE E RESPEITO AS SUAS TERRAS. LASTIMÁVEL É A SITUAÇÃO ATUAL.
  • 24. PORQUEDEMARCARTERRASÉ IMPORTANTE? Demarcação de Terras indígenas é um direito previsto na lei 231, a partir dela é possível alcançar algumas coisas importantes: Fiscalização maior Proteção ambiental Proteção cultural Proteção da saúde 1 2 3 4
  • 29. O NOSSO MODO DE VIDA UTILITÁRIO NÃO SEGUE A MESMA LÓGICA PARA OS POVOS INDÍGENAS
  • 30. "A MÃE DO BRASIL É INDÍGENA, AINDA QUE O PAÍS TENHA MAIS ORGULHO DE SEU PAI EUROPEU QUE O TRATA COMO UM FILHO BASTARDO"
  • 31. PODERIA PASSAR O DIA CITANDO CASOS DE GENOCÍDIO, INVASÃO, EMBANQUECIMENTO E DESVALORIZAÇÃO DA NOSSA CULTURA. MAS PREFIRO QUE AGORA, VOCÊS ME DIGAM O QUE PENSAM!