Terapia Nutricional enteral e parenteral:
Aspectos gerais e complicações
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FACULDADE DE MEDICINA - FAMED
CURSO DE ENFERMAGEM
Profa. Msc. Gabriela Pereira Teixeira
gabrielapereira@ufu.br
Terapia Nutricional
É indicada aos pacientes incapazes de
satisfazer adequadamente suas
necessidades nutricionais e
metabólicas por via oral
Conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou
recuperação do estado nutricional do paciente por meio da Nutrição
enteral ou parenteral.
RDC 63/2000 ANVISA
Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN)
Grupo formal e obrigatoriamente constituído de pelo menos um
profissional de cada categoria, a saber: médico, nutricionista, enfermeiro e
farmacêutico, podendo ainda incluir profissional de outras categorias,
habilitados e com treinamento específico para a prática da Terapia
Nutricional.
RDC 63/2000 ANVISA
Nutrição Enteral
RDC, 63/2000
Alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes,
na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada.
▪ Formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral
▪ Industrializado ou não
▪ Utilizada exclusiva ou parcialmente
▪ Regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar
substituir ou complementar
a alimentação oral
Nutrição Enteral: equipe de enfermagem
RDC, 63/2000
Responsabilidades:
▪ Recebimento e administração da NE
▪ Seleção/padronização de equipamentos e
materiais utilizados na NE e controle do paciente
▪ Capacitação da equipe (gerência)
▪ Correta higiene antes de operacionalizar a administração da NE.
▪ Reportar quaisquer condições (ambiente, equipamento ou pessoal)
que considerem prejudiciais à qualidade da NE.
▪ Garantir a disponibilidade de bombas de infusão adequadas (limpas,
desinfetadas e calibradas), registrando tais operações
Nutrição Enteral: equipe de enfermagem
▪ Preparo do paciente e da família: Orientações
▪ Participar da escolha da via de administração da NE
▪ Estabelecer o acesso enteral e encaminhar para Rx (localização)
No recebimento :
▪ observar o rótulo, a integridade da embalagem e a presença de
elementos estranhos ao produto.
NE não deve ser administrada;
Devolver, informar o nutricionista e
registrar informação
Qualquer anormalidade:
RDC, 63/2000
Nutrição Enteral: equipe de enfermagem
Outras responsabilidades:
▪ Quando necessária a conservação da NE preparada → refrigeração, em geladeira
exclusiva para medicamentos (2 a 8 °C)
▪ Administrar a NE (prazo e velocidade estabelecidos) → qualquer alteração deve
ter autorização da EMNE
▪ Observar complicações inerentes à TNE → registrar e comunicar
RDC, 63/2000
Nutrição Enteral: equipe de enfermagem
http://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/RDC-63_2000.pdf
É empregada quando o paciente não pode ou não deve se alimentar por
via oral ou quando a ingestão oral é insuficiente:
• Não alcança 60% das necessidades por 5 a 7 dias - enfermaria
• Não alcança 60% das necessidades por 3 dias - UTI
É necessário:
TGI total ou parcialmente funcionante
Sem expectativa de melhora da ingestão (de modo geral, previsão de
utilização por pelo menos 5 dias)
Terapia Nutrição Enteral
WAITZBERG, 2009
TGI funcionante + ingestão via oral (IVO) insuficiente
+ grau de desnutrição/ catabolismo/percentual de
perda de peso e presença de disfagia
Terapia Nutricional Enteral
Situações em que a indicação de TNE é comum:
▪ Desnutrição e ingestão oral insuficiente
▪ Pré-operatório de pacientes desnutridos
▪ Neoplasias orofaríngeas, gastrintestinais, esofágicas...
▪ Pancreatite aguda grave
▪ DII
▪ SIC
▪ Anorexia grave
▪ Caquexia cardíaca
▪ DPOC
▪ Disfagia grave
▪ Nível de consciência rebaixado
▪ Submetidos à cirurgia maxilo-facial
▪ Fístulas de baixo débito
▪ Depressão grave
▪ Insuficiência hepática
Terapia Nutricional Enteral
Terapia Nutricional Enteral
Nutrição enteral precoce: oferta de NE nas primeiras 48h de
hospitalização, geralmente após a ocorrência de evento traumático
ou infeccioso.
Quando não é possível ofertar tudo
Oferta de NE mínima (trófica) → 10 a 30 ml/h
Lesão da mucosa (isquemia
e/ou não uso do TGI)
Hipotrofia, ↓integridade e
↑ permeabilidade:
translocação bacteriana e
endotoxinas
AMPLIFICAÇÃO da
resposta inflamatória e
complicações infecciosas
Porém... Íleo paralítico, distensão
abdominal, náuseas, vômitos,
instabilidade hemodinâmica e
suspeita de isquemia dificultam o
uso da TNE precoce
Terapia Nutricional Enteral
Algumas contraindicações da TNE:
▪ Obstrução intestinal;
▪ Diarreia severa;
▪ Sangramento digestivo intenso;
▪ Vômitos que dificultam a manutenção da sonda;
▪ Fístulas de alto débito;
▪ Isquemia GI
Maioria das vezes:
relativas ou temporárias
Vias de acesso e posicionamento
Escolha depende do tempo pela qual a TNE será necessária
Até 6 semanas → sondas oro ou nasoenterais
(gástrica, duodenal ou jejunal)
Uso de sondas: > 6 semanas → complicações
infecciosas do trato aerodigestivo
Complicações agudas: (raras)
▪ Pneumotorax
▪ Perfuração esofágica e mediastinite
▪ Lesão/perfuração gástrica
▪ Lesão traqueo-brônquica
Complicações tardias (uso prolongado):
▪ Migração da sonda (esôfago)
▪ Aspiração pulmonar da dieta
▪ Lesão na mucosa do TGI ponta da sonda
▪ Infecções de vias aéreas
▪ Estenose esofágica
▪ Paralisia de cordas vocais
Vias de acesso e posicionamento
> 6 semanas → estomia gástrica ou jejunal
(gastrostomia ou jejunostomia)
Contraindicações
Relativas: Cirurgia abdominal prévia, obesidade
Absolutas: ascite e hipertensão portal
GEP → realizada sob anestesia
local à beira do leito
Vias de acesso e posicionamento
Posicionamento gástrico ou intestinal (duodeno ou jejuno)
Critérios:
Velocidade de esvaziamento gástrico, gastroparesia, uso de
medicamentos inibidores da motilidade gástrica, e risco de aspiração
pulmonar.
Relação → posição gástrica e aspiração
pulmonar? Falta evidências
Risco de aspiração?
SIM: posição pós-pilórica
Vias de acesso e posicionamento
Vias de acesso e posicionamento
Verifica-se o posicionamento
correto:
*ausculta do ar injetado (falhas)
*Aspecto e pH do aspirado (falhas)
*raio x de abdome
Vias de acesso e posicionamento
Métodos de administração
→ Em “bolus”: infusão de 100 a 300 ml de dieta com seringa durante
15 a 30min (a cada 3 a 6 horas, precedida e seguida de irrigação da
sonda com 20 a 30 ml de água potável)
→ Gravitacional: infusão de 100 a 300 ml por gotejamento (60 a 150
ml/h) (a cada 4 a 6 horas, precedida e seguida de irrigação da sonda
com 20 a 30 ml de água potável)
→ Bomba de infusão: 25 a 150 mL/hora, por 24 horas, interrompida
de 6 a 8 horas para irrigação da sonda enteral com 20 a 30 mL de
água potável
Métodos de administração
Alimentação contínua ou cíclica
Gravitacional ou Bomba de infusão
→ Contínua: infusão por 24 h, interrompida a cada 6 a 9 horas para irrigação da sonda
→ Cíclica: geralmente noturna, por 6 a 8 horas.
Tipos de dieta
Grau de industrialização:
▪ Dietas artesanais ou não industrializadas
▪ Dietas industrializadas
▪ Pó para reconstituição;
▪ Líquida semi-pronta;
▪ Líquida pronta para uso.
Nutrição Enteral
Sistema Fechado
Sistema Aberto
RDC, 63/2000
Tipo de sistema: aberto ou fechado
Nutrição Enteral
RDC, 63/2000
▪ A NE é inviolável até o final de sua administração, não podendo ser
transferida para outro tipo de recipiente.
▪ Necessidade excepcional de transferência → somente após
aprovação formal da EMTN.
▪ A utilização da sonda de administração da NE não é exclusiva →
medicamentos e outras soluções quando necessário.
Tipos de dieta
Grau de complexidade (macronutrientes, em especial as PTNs):
▪ Dieta polimérica
▪ Dieta oligomérica ou semielementar
▪ Dieta monomérica ou elementar.
Quanto à indicação:
▪ Formulação padrão: Visa suprir necessidades nutricionais
▪ Formulação especializada: visa também atuar no
tratamento clínico (ex: adição de ômega 3, TCM, glutamina...)
Tipos de dieta
Densidade calórica (kcal/ml)
▪ Hipocalórica (até 0,8)
▪ Normocalórica (0,9 a 1,2)
▪ Hipercalórica (1,3 a 1,5)
Quanto à osmolalidade (MOSM/kg de água)
▪ Hipotônica (280-300)
▪ Isotônica (300-350)
▪ Levemente hipertônica (350-550)
▪ hipertônica (550-750)
▪ Acentuadamente hipertônica (>750)
Conteúdo de água
Quantidade de
componentes hidrolisados
Complicações da TNE
▪ Anormalidades gastrointestinais: náuses, vômitos, estase gástrica, refluxo,
distensão, cólicas, flatulência, diarreia e obstipação.
▪ Metabólicas: hiper ou desidratação, hiper ou hipoglicemia, anormalidade
de eletrólitos e elementos-traços.
▪ Mecânicas relacionadas com a sonda: faringite, esofagite, erosão nasal.
▪ Infecciosas: gastroenterites por contaminação microbiana no preparo e
administração da dieta.
▪ Respiratórias: aspiração
▪ Psicológicas: ansiedade, depressão, insociabilidade, monotonia alimentar.
Terapia Nutricional Parenteral
Administração de nutrientes na corrente sanguínea através
de acesso venoso central ou periférico, de forma que o
trato gastrointestinal seja totalmente excluído do processo.
Terapia Nutricional Parenteral
Cuppari, 2009
Indicações:
▪ TGI não funcionante (obstruído ou inacessível) – mais de 7 dias?
▪ Impossibilidade ou insuficiência (<60%) do uso das vias oral / enteral
▪ Digestão e absorção inadequadas (ex: SIC, Crohn)
▪ Sangramento pelo TGI;
▪ Vômitos intratáveis: pancreatite aguda, hiperêmese gravídica, quimioterapia;
▪ Diarreia grave: doença inflamatória intestinal, síndrome da má-absorção, doença do
enxerto contra o hospedeiro, síndrome do intestino curto, enterite actínica;
▪ Mucosite e esofagite: quimioterapia, doença do enxerto contra o hospedeiro;
▪ Íleo: grandes cirurgias abdominais, trauma grave, quando não se pode usar uma
jejunostomia por pelo menos 7 dias;
▪ Obstrução: neoplasias, aderências, etc.;
▪ Repouso intestinal: fístulas enteroentéricas e/ou enterocutâneas;
▪ Pré-operatório: somente em casos de desnutrição grave nos quais a cirurgia não possa ser
adiada.
Pacientes hemodinamicamente instáveis
Vias de acesso:
Central: veias subclávia e jugular interna.
Periférica: veias dos membros superiores.
Terapia Nutricional Parenteral
Nutrição Parenteral Periférica - NPP
Nutrição Parenteral Total - NPT
Volume
Composição
Concentração da solução
Tempo previsto para a terapia
Condições clínicas do paciente
TNP – vias de acesso
NP Central: veia de grande calibre
▪ >7 dias
▪ aporte energético e proteico total
▪ alta osmolaridade (> 1000 mOsm/l).
NP Periférica: veia de menor calibre
▪ Períodos curtos (7 a 10 dias)
▪ Osmolaridade < 900 mOsm /L;
▪ Geralmente → aporte calórico-protéico
menor do que as necessidades diárias de
adultos (0,5 kcal/ml);
▪ O acesso periférico → trocado a cada 72h
(flebites)
Cuppari, 2009
▣ Infusão
▣ Contínua → bomba de infusão
por 24h.
▣ Cíclica → bomba de infusão, por 12
a 14h: (permite “período pós-
prandial”
A bolsa de NP não deve permanecer em infusão por mais
de 24 horas.
Terapia Nutricional Parenteral
▣ Sistema de dois frascos (2 em 1): 1 frasco contendo glicose misturada aos
aminoácidos, às vitaminas, aos oligoelementos e aos eletrólitos e 1 frasco
contendo solução de lipídios.
▣ Sistema de um frasco (3 em 1): todos componentes em um único frasco.
TNP – Formas de apresentação das soluções
O farmacêutico é o
responsável pela a
preparação da NP.
▣ Verificar:
▣ Prazos de validade
▣ Rotulagem
▣ Armazenamento (Refrigeração de 2 a 8ºC)
Fonte : CHAN M F : Nut ritiona l Therapy. In: The W ashi ng ton M anua l of M edic ai Therap eutics, 1998,
Lippincott-Rav en.
S O LUÇÕES NORMOPROTÉICAS (kcal/gN 2 = 1 3 0/1 )
Fonte: CHAN M F: N u t ritiona l Therapy. In : The Wa sh in gton M a n ua l of M edic ai Thera peut ics, 1998,
Lipp
i
ncott- Raven.
+ micronutrientes!
Tabela 3 . 6 - SOLUÇÕES HIPERPROTÉICAS (kcal/gN = 10 0 / 1 )
2
Subgrupo VCT em glicose VCT em lipídios VCT em proteína s
Padrão 60 % 24% 16%
Hipoglicídica 50% 34 % 16%
Hiperlipídica 42 % 42 % 16%
Sem lipídios 84 % 0% 16%
Subgrupo VCT em glicose VCT em lipídios VCT em proteínas
Padrão 60% 20% 20%
Hipoglicídica 50% 30% 20%
Hiperlipidica 40% 40% 20%
Sem lipídios 80% 0% 20%
TNP – Exemplos fórmulas
SOLUÇÕE
SHIPOPRO
TÉICAS (kcal/gN2 180/1)
I
Fonte:CHANMF:NutritionalTherapy. In:TheWashington Manual of Medicai Therapeutics, 1998
Lippincott-Raven.
Subgrupo VCT em glicose VCT em lipídios VCT em
proteínas
Padrão 65% 23% 12%
Hipoglicídica 55% 33% 12%
Hiperlipídica 48% 40% 12%
Sem lipídios 88% 0% 12%
TNP – Exemplos fórmulas
• Precipitação
TNP – Sinais de instabilidade
• Separação de fases
• Alteração de cor
▪ Infecção (cateter) → sepse
Assepsia adequada para inserção do cateter; troca de
curativos frequente; cateter deve ser exclusivo para TNP.
▪ Hipoglicemia
(retirada abrupta, suspensão de drogas hiperglicemiantes)
▪ Hiperglicemia
(infusão excessiva de glicose, doenças que diminuem a
utilização de glicose, paciente crítica – RI, ...)
▪ Esteatose e esteatohepatite
(oferta exagerada de glicose ou lipídeo)
▪ Colestase, fibrose e cirrose hepática
(especialmente em neonatos)
▪ Atrofia da mucosa GI
(> permeabilidade e translocação bacteriana)
TNP – Algumas complicações da NPT
Controle de glicemia constante!
80 a 110 – menor
mortalidade
Associação com NE sempre
que possível!
Obrigada!!
Profa. Msc. Gabriela Pereira Teixeira
gabrielapereira@ufu.br

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  • 1. Terapia Nutricional enteral e parenteral: Aspectos gerais e complicações UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE MEDICINA - FAMED CURSO DE ENFERMAGEM Profa. Msc. Gabriela Pereira Teixeira [email protected]
  • 2. Terapia Nutricional É indicada aos pacientes incapazes de satisfazer adequadamente suas necessidades nutricionais e metabólicas por via oral Conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio da Nutrição enteral ou parenteral. RDC 63/2000 ANVISA
  • 3. Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) Grupo formal e obrigatoriamente constituído de pelo menos um profissional de cada categoria, a saber: médico, nutricionista, enfermeiro e farmacêutico, podendo ainda incluir profissional de outras categorias, habilitados e com treinamento específico para a prática da Terapia Nutricional. RDC 63/2000 ANVISA
  • 4. Nutrição Enteral RDC, 63/2000 Alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada. ▪ Formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral ▪ Industrializado ou não ▪ Utilizada exclusiva ou parcialmente ▪ Regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar substituir ou complementar a alimentação oral
  • 5. Nutrição Enteral: equipe de enfermagem RDC, 63/2000 Responsabilidades: ▪ Recebimento e administração da NE ▪ Seleção/padronização de equipamentos e materiais utilizados na NE e controle do paciente ▪ Capacitação da equipe (gerência) ▪ Correta higiene antes de operacionalizar a administração da NE. ▪ Reportar quaisquer condições (ambiente, equipamento ou pessoal) que considerem prejudiciais à qualidade da NE. ▪ Garantir a disponibilidade de bombas de infusão adequadas (limpas, desinfetadas e calibradas), registrando tais operações
  • 6. Nutrição Enteral: equipe de enfermagem ▪ Preparo do paciente e da família: Orientações ▪ Participar da escolha da via de administração da NE ▪ Estabelecer o acesso enteral e encaminhar para Rx (localização) No recebimento : ▪ observar o rótulo, a integridade da embalagem e a presença de elementos estranhos ao produto. NE não deve ser administrada; Devolver, informar o nutricionista e registrar informação Qualquer anormalidade: RDC, 63/2000
  • 7. Nutrição Enteral: equipe de enfermagem Outras responsabilidades: ▪ Quando necessária a conservação da NE preparada → refrigeração, em geladeira exclusiva para medicamentos (2 a 8 °C) ▪ Administrar a NE (prazo e velocidade estabelecidos) → qualquer alteração deve ter autorização da EMNE ▪ Observar complicações inerentes à TNE → registrar e comunicar RDC, 63/2000
  • 8. Nutrição Enteral: equipe de enfermagem http://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/RDC-63_2000.pdf
  • 9. É empregada quando o paciente não pode ou não deve se alimentar por via oral ou quando a ingestão oral é insuficiente: • Não alcança 60% das necessidades por 5 a 7 dias - enfermaria • Não alcança 60% das necessidades por 3 dias - UTI É necessário: TGI total ou parcialmente funcionante Sem expectativa de melhora da ingestão (de modo geral, previsão de utilização por pelo menos 5 dias) Terapia Nutrição Enteral WAITZBERG, 2009 TGI funcionante + ingestão via oral (IVO) insuficiente + grau de desnutrição/ catabolismo/percentual de perda de peso e presença de disfagia
  • 11. Situações em que a indicação de TNE é comum: ▪ Desnutrição e ingestão oral insuficiente ▪ Pré-operatório de pacientes desnutridos ▪ Neoplasias orofaríngeas, gastrintestinais, esofágicas... ▪ Pancreatite aguda grave ▪ DII ▪ SIC ▪ Anorexia grave ▪ Caquexia cardíaca ▪ DPOC ▪ Disfagia grave ▪ Nível de consciência rebaixado ▪ Submetidos à cirurgia maxilo-facial ▪ Fístulas de baixo débito ▪ Depressão grave ▪ Insuficiência hepática Terapia Nutricional Enteral
  • 12. Terapia Nutricional Enteral Nutrição enteral precoce: oferta de NE nas primeiras 48h de hospitalização, geralmente após a ocorrência de evento traumático ou infeccioso. Quando não é possível ofertar tudo Oferta de NE mínima (trófica) → 10 a 30 ml/h Lesão da mucosa (isquemia e/ou não uso do TGI) Hipotrofia, ↓integridade e ↑ permeabilidade: translocação bacteriana e endotoxinas AMPLIFICAÇÃO da resposta inflamatória e complicações infecciosas Porém... Íleo paralítico, distensão abdominal, náuseas, vômitos, instabilidade hemodinâmica e suspeita de isquemia dificultam o uso da TNE precoce
  • 13. Terapia Nutricional Enteral Algumas contraindicações da TNE: ▪ Obstrução intestinal; ▪ Diarreia severa; ▪ Sangramento digestivo intenso; ▪ Vômitos que dificultam a manutenção da sonda; ▪ Fístulas de alto débito; ▪ Isquemia GI Maioria das vezes: relativas ou temporárias
  • 14. Vias de acesso e posicionamento Escolha depende do tempo pela qual a TNE será necessária Até 6 semanas → sondas oro ou nasoenterais (gástrica, duodenal ou jejunal) Uso de sondas: > 6 semanas → complicações infecciosas do trato aerodigestivo Complicações agudas: (raras) ▪ Pneumotorax ▪ Perfuração esofágica e mediastinite ▪ Lesão/perfuração gástrica ▪ Lesão traqueo-brônquica Complicações tardias (uso prolongado): ▪ Migração da sonda (esôfago) ▪ Aspiração pulmonar da dieta ▪ Lesão na mucosa do TGI ponta da sonda ▪ Infecções de vias aéreas ▪ Estenose esofágica ▪ Paralisia de cordas vocais
  • 15. Vias de acesso e posicionamento > 6 semanas → estomia gástrica ou jejunal (gastrostomia ou jejunostomia) Contraindicações Relativas: Cirurgia abdominal prévia, obesidade Absolutas: ascite e hipertensão portal GEP → realizada sob anestesia local à beira do leito
  • 16. Vias de acesso e posicionamento Posicionamento gástrico ou intestinal (duodeno ou jejuno) Critérios: Velocidade de esvaziamento gástrico, gastroparesia, uso de medicamentos inibidores da motilidade gástrica, e risco de aspiração pulmonar. Relação → posição gástrica e aspiração pulmonar? Falta evidências Risco de aspiração? SIM: posição pós-pilórica
  • 17. Vias de acesso e posicionamento
  • 18. Vias de acesso e posicionamento Verifica-se o posicionamento correto: *ausculta do ar injetado (falhas) *Aspecto e pH do aspirado (falhas) *raio x de abdome
  • 19. Vias de acesso e posicionamento
  • 20. Métodos de administração → Em “bolus”: infusão de 100 a 300 ml de dieta com seringa durante 15 a 30min (a cada 3 a 6 horas, precedida e seguida de irrigação da sonda com 20 a 30 ml de água potável) → Gravitacional: infusão de 100 a 300 ml por gotejamento (60 a 150 ml/h) (a cada 4 a 6 horas, precedida e seguida de irrigação da sonda com 20 a 30 ml de água potável) → Bomba de infusão: 25 a 150 mL/hora, por 24 horas, interrompida de 6 a 8 horas para irrigação da sonda enteral com 20 a 30 mL de água potável
  • 21. Métodos de administração Alimentação contínua ou cíclica Gravitacional ou Bomba de infusão → Contínua: infusão por 24 h, interrompida a cada 6 a 9 horas para irrigação da sonda → Cíclica: geralmente noturna, por 6 a 8 horas.
  • 22. Tipos de dieta Grau de industrialização: ▪ Dietas artesanais ou não industrializadas ▪ Dietas industrializadas ▪ Pó para reconstituição; ▪ Líquida semi-pronta; ▪ Líquida pronta para uso.
  • 23. Nutrição Enteral Sistema Fechado Sistema Aberto RDC, 63/2000 Tipo de sistema: aberto ou fechado
  • 24. Nutrição Enteral RDC, 63/2000 ▪ A NE é inviolável até o final de sua administração, não podendo ser transferida para outro tipo de recipiente. ▪ Necessidade excepcional de transferência → somente após aprovação formal da EMTN. ▪ A utilização da sonda de administração da NE não é exclusiva → medicamentos e outras soluções quando necessário.
  • 25. Tipos de dieta Grau de complexidade (macronutrientes, em especial as PTNs): ▪ Dieta polimérica ▪ Dieta oligomérica ou semielementar ▪ Dieta monomérica ou elementar. Quanto à indicação: ▪ Formulação padrão: Visa suprir necessidades nutricionais ▪ Formulação especializada: visa também atuar no tratamento clínico (ex: adição de ômega 3, TCM, glutamina...)
  • 26. Tipos de dieta Densidade calórica (kcal/ml) ▪ Hipocalórica (até 0,8) ▪ Normocalórica (0,9 a 1,2) ▪ Hipercalórica (1,3 a 1,5) Quanto à osmolalidade (MOSM/kg de água) ▪ Hipotônica (280-300) ▪ Isotônica (300-350) ▪ Levemente hipertônica (350-550) ▪ hipertônica (550-750) ▪ Acentuadamente hipertônica (>750) Conteúdo de água Quantidade de componentes hidrolisados
  • 27. Complicações da TNE ▪ Anormalidades gastrointestinais: náuses, vômitos, estase gástrica, refluxo, distensão, cólicas, flatulência, diarreia e obstipação. ▪ Metabólicas: hiper ou desidratação, hiper ou hipoglicemia, anormalidade de eletrólitos e elementos-traços. ▪ Mecânicas relacionadas com a sonda: faringite, esofagite, erosão nasal. ▪ Infecciosas: gastroenterites por contaminação microbiana no preparo e administração da dieta. ▪ Respiratórias: aspiração ▪ Psicológicas: ansiedade, depressão, insociabilidade, monotonia alimentar.
  • 28. Terapia Nutricional Parenteral Administração de nutrientes na corrente sanguínea através de acesso venoso central ou periférico, de forma que o trato gastrointestinal seja totalmente excluído do processo.
  • 29. Terapia Nutricional Parenteral Cuppari, 2009 Indicações: ▪ TGI não funcionante (obstruído ou inacessível) – mais de 7 dias? ▪ Impossibilidade ou insuficiência (<60%) do uso das vias oral / enteral ▪ Digestão e absorção inadequadas (ex: SIC, Crohn) ▪ Sangramento pelo TGI; ▪ Vômitos intratáveis: pancreatite aguda, hiperêmese gravídica, quimioterapia; ▪ Diarreia grave: doença inflamatória intestinal, síndrome da má-absorção, doença do enxerto contra o hospedeiro, síndrome do intestino curto, enterite actínica; ▪ Mucosite e esofagite: quimioterapia, doença do enxerto contra o hospedeiro; ▪ Íleo: grandes cirurgias abdominais, trauma grave, quando não se pode usar uma jejunostomia por pelo menos 7 dias; ▪ Obstrução: neoplasias, aderências, etc.; ▪ Repouso intestinal: fístulas enteroentéricas e/ou enterocutâneas; ▪ Pré-operatório: somente em casos de desnutrição grave nos quais a cirurgia não possa ser adiada. Pacientes hemodinamicamente instáveis
  • 30. Vias de acesso: Central: veias subclávia e jugular interna. Periférica: veias dos membros superiores. Terapia Nutricional Parenteral Nutrição Parenteral Periférica - NPP Nutrição Parenteral Total - NPT Volume Composição Concentração da solução Tempo previsto para a terapia Condições clínicas do paciente
  • 31. TNP – vias de acesso NP Central: veia de grande calibre ▪ >7 dias ▪ aporte energético e proteico total ▪ alta osmolaridade (> 1000 mOsm/l). NP Periférica: veia de menor calibre ▪ Períodos curtos (7 a 10 dias) ▪ Osmolaridade < 900 mOsm /L; ▪ Geralmente → aporte calórico-protéico menor do que as necessidades diárias de adultos (0,5 kcal/ml); ▪ O acesso periférico → trocado a cada 72h (flebites) Cuppari, 2009
  • 32. ▣ Infusão ▣ Contínua → bomba de infusão por 24h. ▣ Cíclica → bomba de infusão, por 12 a 14h: (permite “período pós- prandial” A bolsa de NP não deve permanecer em infusão por mais de 24 horas. Terapia Nutricional Parenteral
  • 33. ▣ Sistema de dois frascos (2 em 1): 1 frasco contendo glicose misturada aos aminoácidos, às vitaminas, aos oligoelementos e aos eletrólitos e 1 frasco contendo solução de lipídios. ▣ Sistema de um frasco (3 em 1): todos componentes em um único frasco. TNP – Formas de apresentação das soluções O farmacêutico é o responsável pela a preparação da NP. ▣ Verificar: ▣ Prazos de validade ▣ Rotulagem ▣ Armazenamento (Refrigeração de 2 a 8ºC)
  • 34. Fonte : CHAN M F : Nut ritiona l Therapy. In: The W ashi ng ton M anua l of M edic ai Therap eutics, 1998, Lippincott-Rav en. S O LUÇÕES NORMOPROTÉICAS (kcal/gN 2 = 1 3 0/1 ) Fonte: CHAN M F: N u t ritiona l Therapy. In : The Wa sh in gton M a n ua l of M edic ai Thera peut ics, 1998, Lipp i ncott- Raven. + micronutrientes! Tabela 3 . 6 - SOLUÇÕES HIPERPROTÉICAS (kcal/gN = 10 0 / 1 ) 2 Subgrupo VCT em glicose VCT em lipídios VCT em proteína s Padrão 60 % 24% 16% Hipoglicídica 50% 34 % 16% Hiperlipídica 42 % 42 % 16% Sem lipídios 84 % 0% 16% Subgrupo VCT em glicose VCT em lipídios VCT em proteínas Padrão 60% 20% 20% Hipoglicídica 50% 30% 20% Hiperlipidica 40% 40% 20% Sem lipídios 80% 0% 20% TNP – Exemplos fórmulas
  • 35. SOLUÇÕE SHIPOPRO TÉICAS (kcal/gN2 180/1) I Fonte:CHANMF:NutritionalTherapy. In:TheWashington Manual of Medicai Therapeutics, 1998 Lippincott-Raven. Subgrupo VCT em glicose VCT em lipídios VCT em proteínas Padrão 65% 23% 12% Hipoglicídica 55% 33% 12% Hiperlipídica 48% 40% 12% Sem lipídios 88% 0% 12% TNP – Exemplos fórmulas
  • 36. • Precipitação TNP – Sinais de instabilidade • Separação de fases • Alteração de cor
  • 37. ▪ Infecção (cateter) → sepse Assepsia adequada para inserção do cateter; troca de curativos frequente; cateter deve ser exclusivo para TNP. ▪ Hipoglicemia (retirada abrupta, suspensão de drogas hiperglicemiantes) ▪ Hiperglicemia (infusão excessiva de glicose, doenças que diminuem a utilização de glicose, paciente crítica – RI, ...) ▪ Esteatose e esteatohepatite (oferta exagerada de glicose ou lipídeo) ▪ Colestase, fibrose e cirrose hepática (especialmente em neonatos) ▪ Atrofia da mucosa GI (> permeabilidade e translocação bacteriana) TNP – Algumas complicações da NPT Controle de glicemia constante! 80 a 110 – menor mortalidade Associação com NE sempre que possível!