Pós-Graduação
Disciplina: LIBRAS
Profª Ms. Maria Sandra de O.
Gomes Araújo
23/11/2013 - FAB
Lei 11.796 de 29/10/2008
Temas da Aula
 Refletir sobre os marcos históricos da
educação dos surdos e seus desdobramentos;
 Discutir as concepções de sujeito surdo e das
línguas de sinais desde a Antiguidade até os
dias atuais;
 Refletir sobre a construção da primeira escola
de surdos no Brasil e suas implicações para o
cenário educacional atual no País;
 Problematizar as diferentes abordagens
educacionais para pessoas com surdez:
Oralismo, Comunicação Total e Bilingüismo.
Temas da Aula
Refletir sobre a Legislação que
oficializa a Língua de Sinais no Brasil.
Compreender a singularidade
lingüística e cultural do sujeito surdo.
Problematizar a constituição subjetiva
e identitária do sujeito surdo.
Aprimorar o conhecimento sobre
LIBRAS.
LIBRAS - marco histórico
A história está sempre em
evolução, acontecimentos
marcantes ... ainda, vivemos
momentos históricos,
caracterizados por mudanças,
turbulências e crises, e também
dentro deste contexto histórico há
o surgimento de oportunidades.
LIBRAS - marco histórico
 No Sec. XV
 não havia escolas especializadas para surdos;
 pessoas ouvintes tentaram ensinar aos surdos;
 Giralamo Cardamo, um italiano que utilizava
sinais e linguagem escrita;
 Pedro Ponce de Leon, um monge beneditino
espanhol que utilizava, além de sinais,
treinamento da voz e leitura dos lábios
LIBRAS - marco histórico
 Ivan Pablo Bonet Espanha
 Abbé Charles Michel de I'Epée-Franç a
 Samuel Heinicke, Moritz Hill-Alemanha
 Alexandre Gran Bell - Canadá e EUA
 Ovide Decroly - Bélgica
História da Educação de Surdos
 Séc. XVII surge a Língua de Sinais, utilizada por
Abade L'Epée na educação de surdos, ele
inaugurou a primeira escola para surdos a qual foi
precursora da Língua de Sinais;
 Séc. XVIII na Europa usava-se 2 modalidades de
ensino:
- Gestualismo (método Francês)
- Oralismo (método Alemão)
História da Educação de Surdos
 1880 - Congresso de Milão
 3 dias
 Constituído por ouvintes
 Oralidade
O ano de 1880 foi o clímax da história de surdos duelos
polêmicos:
- língua d e sinais X oralismo.
 turbulência séria na educação de surdos
 os sujeitos surdos ficaram subjugados ás práticas ouvintistas
LIBRAS – Congresso Internacional
de Professores Surdos
Os temas propostos foram:
 vantagens e desvantagens do internato;
 tempo de instrução;
 número de alunos por classe;
 trabalhos mais apropriados aos surdos;
 enfermidades, medidas, medidas curativas e
preventivas, etc;
 as discussões voltaram-se às questões do
oralismo e da língua de sinais;
11 de setembro de 1880 -Votação
 língua de sinais X oralismo.
 oralismo X misto
RESULTADO:
 Total 164 votos.
 160 votos contra língua de sinais.
 4 votos a favor língua de sinais.
 56 eram oralistas franceses
 66 eram oralistas italianos.
 74% dos oralistas de França e da Itália.
 Grã Bretanha e Estados Unidos a favor de Língua de Sinais
 Sujeitos surdos excluídos da votação.
Antes do Congresso de Milão
 escritores surdos.
 artistas surdos.
 professores surdos.
 sujeitos surdos bens sucedidos
 língua de sinais era mais valorizada.
 os povos surdos não tinham. problemas
com a educação.
 sujeitos surdos dominavam na arte da
escrita
Depois do Congresso de Milão
 professores surdos perderam seus empregos;
 as línguas dos sinais foram forçadamente
substituídas por métodos orais;
 qualidade da educação dos surdos diminuiu;
 fracassos na educação de surdos devido à
predominância do oralismo puro na forma de
ouvintismo.
ORALISMO
Treinamento Auditivo
Desenvolvimento da fala
Leitura Labial
LIBRAS
 A primeira escola fundada no Brasil em 1857,
pelo surdo francês Ernest Huet.
 Hoje esta escola tornou-se o Instituto Nacional
de Educação de Surdos, o INES
COMUNICAÇÃO TOTAL
A Comunicação Total inclui todo os
modos linguísticos: gestos criados pelas
crianças, língua de sinais, fala, leitura
orofacial, alfabeto manual, leitura e
escrita
BILINGUISMO
A modalidade Bilingue,
é a proposta de ensino
que sugere o ensino das
duas línguas ao sujeito
surdo.
LIBRAS
Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS
Estrutura distinta da Língua
Portuguesa
Gramática
Regionalismo
LIBRAS
A Língua Brasileira de Sinais, segundo
Ferreira Brito (1995 p.36-41) e Tania
Felipe (2005) apresenta parâmetros
que se combinam na formação
simultânea e sequencial das palavras.
LIBRAS - PARÂMETROS
Configurações das mãos.
Ponto de Articulação.
Movimento.
Disposição das mãos.
Orientação da palma das mãos.
Expressões faciais e corporais.
LIBRAS
 LEI N. 10.436 de 24 de Abril de 2002.
Ar t. 1o É reconhecida como meio legal de
comunicação e expressão a Língua Brasileira
de Sinais - Libras e outros recursos de expressão
a ela associados.
Parágrafo único. Entende-se como Língua
Brasileira de Sinais - Libras a forma de
comunicação e expressão...
LIBRAS
Ar t. 2o Deve ser garantido, por parte
do poder público em geral e
empresas concessionárias de
serviços públicos, formas
institucionalizadas de apoiar o uso e
difusão da Língua Brasileira de
Sinais-Libras.
LIBRAS
Art. 3o As instituições públicas e
empresas concessionárias de serviços
públicos de assistência à saúde
devem garantir atendimento e
tratamento adequado aos portadores
de deficiência auditiva, de acordo
com as normas legais em vigor.
LIBRAS
 4º O sistema educacional federal e os
sistemas educacionais estaduais,
municipais e do Distrito Federal devem
garantir a inclusão nos cursos de
formação de Educação Especial ...
Parágrafo único. A Língua Brasileira de
Sinais-Libras não poderá substituir a
modalidade escrita da língua portuguesa
Libras - Decreto N. 5.626/05
Capítulo l
Parágrafo único.
Considera-se deficiência auditiva a
perda bilateral, parcial ou total, de
quarenta e um decibéis (dB) ou mais,
afer ida por audiograma nas freqüências
de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz
Libras - Decreto N. 5.626/05
Capítulo lI
Da Inclusão da Libras como Disciplina
curricular.
Capítulo lll
Da formação do Professor de Libras ou do
Instrutor de Libras
Libras - Decreto N. 5.626/05
Capítulo IV
Do uso e da Difusão da Libras e da
Língua Portuguesa para o acesso
das pessoas Surdas a Educação.
Libras - Decreto N. 5.626/05
Capítulo V
Da Formação do Tradutor e Intérprete de Libras -
Língua Portuguesa
Capítulo VI
Da garantia do direito à Educação das pessoas
surdas ou com deficiência
auditiva
Libras - Decreto N. 5.626/05
Capítulo VIII
Do papel do poder público e das
empresas que detêm concessão ou
permissão de serviços p públicos, no
apoio ao uso e difusão da libras
O sujeito surdo
identidade,
cultura e
comunidade
Libras - Povo surdo
São sujeitos surdos que não vivem no
mesmo local, porém, estão ligados por
uma origem... Uma formação visual...,
evolução lingüística, tais como a
língua de sinais, a cultura surda e
quaisquer outros laços .
(STROBEL, 2008, p.29).
Libras –
Comunidade Surda
São pessoas ouvintes e surdas que
compartilham dos mesmos
interesses, membros da família,
intérpretes, professores, amigos,
etc. Federações, associações,
instituições, Igrejas
Libras - Estereótipo
(...) é uma visão super-simplificada e
usualmente carregada de valores sobre
as atitudes... podem ser profundamente
baseadas em culturas sexistas, racistas ou
preconceituosas... (...).
EDGAR e SEDGWICK, 2003, p.107)
Libras Ser surdo
(...) olhar a identidade surda dentro
dos componentes que constituem as
identidades essenciais com as quais se
agenciam as dinâmicas de poder .
É uma experiência na convivência do
ser na diferença
(PERLIN E MIRANDA, 2003,p.217)
Libras - Identidade surda
Identidade
Alteridade
Cultura
Diferença surda
Libras
"A identidade plenamente
unificada, completa, segura e
coerente é uma fantasia" .
Tomaz Tadeu da Silva e
Garcia Lopes Louro
(1992 p.13).
Libras – Cultura Surda
O resultado das interações dos
surdos com o meio em que
vivem. Língua de Sinais,
identidades, pedagogia,
política, leis, artes..
Libras Pedagogia Surda
Criança surda X Professor surdo.
 A Pedagogia Surda tem um sistema educativo
próprio, abrangendo sem limite de lugar ,
podendo ser contempladas através das
histórias em Libras ...(Shirley Vilhalva)
Libras – artefatos culturais
 Experiências visuais.
 Linguístico.
 Familiar.
 Literatura surda.
 Vida social e esportiva.
 Artes visuais.
 Política
Libras
 Reflita:
...“o surdo na sociedade hoje...”
 Inclusão ou Exclusão ??
Libras
Declaração de Salamanca.
Surgiu com a criação d a LDB (Lei de
Diretrizes e Bases) LEI/N.9394/96.
A Lei adverte sobre a situação linguistica
do surdo.
Permitir aos surdos ao ensino regular...
Mas, os professores estavam preparados?
LIBRAS
Sueli Fernandes - 'a surdez é uma
realidade heterogênea e
multifacetada e cada sujeito surdo é
único, pois sua identidade se
constituirá a depender das
experiências socioculturais que
compartilhou ao longo de sua vida
As identidades surdas
multifacetadas;
 o múltiplo, devido às vezes ao
hibridismo, sempre é presente
entre os surdos; assim temos:
múltiplos jeitos de ser surdo;
múltiplas identidades; múltiplas
culturas surdas .
Datilologia
 Para as pessoas começarem a aprender a
língua de sinais, a primeira coisa que ensinamos
é o Alfabeto Manual ou Datilologia em LIBRAS.
Ele é produzido por diferentes formatos das mãos
que representam as letras do alfabeto escrito e é
utilizado para “escrever” no ar, ou melhor,
soletrar no espaço neutro, o nome de pessoas,
lugares e outras palavras que ainda não
possuem sinal.
Aula sobre LIBRAS - uma aula completa sobre o tema
Escrita de Sinais
 Quando diz “escrita de
sinais”, muitas pessoas
pensam que essa escrita
são aqueles formatos das
mãos do alfabeto escrito e
sinais desenhados no
papel. Muito pelo
contrário, veja ao lado a
datilologia traduzida
para SignWriting, o sistema
de escrita de sinais;
Aula sobre LIBRAS - uma aula completa sobre o tema
Aula sobre LIBRAS - uma aula completa sobre o tema
SW-Edit: Editor de textos para línguas de
sinais
 SW-Edit é um
software de editor
de textos da língua
de sinais, baseado
no sistema de
escrita de
sinais, SignWriting.
Desenvolvido por
Rafael Piccin
Torchelsen e
Antônio Carlos da
Rocha Costa.
Novo DEIT-LIBRAS: Dicionário Enciclopédic
o Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais
Brasileira
O Novo Deit-Libras é uma extensão e um
desdobramento do único e pioneiro Dicionário da
Língua de Sinais Brasileira (Libras), livro ganhador do
Prêmio Jabuti 2002 na categoria de Educação e
Psicologia. Esta nova versão, atualizada conforme o
novo acordo ortográfico, baseia-se no paradigma de
linguística e neurociências cognitivas, que fomenta o
engajamento compreensivo e a articulação de
processamento pelos hemisférios esquerdo e direito,
além do cerebelo. O dicionário apresenta o dobro de
sinais em relação à versão anterior: são 14 mil
verbetes em português que correspondem aos 9.828
sinais de Libras e 56 mil verbetes em inglês,
correspondentes aos verbetes em português. A obra
também apresenta a classificação gramatical dos
verbetes, descrição escrita da forma e do significado
dos sinais, exemplos de uso e ilustrações gráficas dos
verbetes. Os leitores ainda podem contar com a
ajuda de um índice semântico que agrupa os
verbetes em temas.
Cinderela Surda e Rapunzel Surda
Os livros Cinderela Surda e Rapunzel Surda são os primeiros livros
de literatura infantil do Brasil escritos em língua de sinais
(SignWriting), além de serem versões dos tradicionais contos que
inserem elementos da cultura e identidade surda. Essas releituras
inéditas das histórias são acompanhadas da escrita de sinais,
ilustrações e uma versão em português. Voltadas para o público
surdo infantil, as obras são o resultado da pesquisa desenvolvida
por Lodenir Becker Karnopp, Caroline Hessel e Fabiano Rosa,
intitulada “Letramento e surdez: uma abordagem lingüística e
cultural”. O objetivo principal das edições é divulgar a língua
escrita de sinais e incentivar as escolas a implantar essa disciplina.
 Sinopse: A Cinderela
e o Príncipe são
surdos. No lugar do
sapato de cristal, a
personagem
principal perde uma
das luvas. A escolha
da luva se dá em
virtude desta peça
ser uma referência às
mãos, amplamente
utilizadas pelos
surdos do mundo
inteiro para se
comunicar.
 Sinopse: Quando a
Rapunzel foi raptada
pela bruxa, ela
percebeu que a menina
não falava, mas tinha
uma grande atenção
visual. Rapunzel
começou a apontar
para o que queria e a
fazer gestos para muitas
coisas. A bruxa então
descobriu que a menina
era surda e começou a
usar alguns gestos com
ela.
http://escritadesinais.wordpress.com/
Aula sobre LIBRAS - uma aula completa sobre o tema

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Aula sobre LIBRAS - uma aula completa sobre o tema

  • 1. Pós-Graduação Disciplina: LIBRAS Profª Ms. Maria Sandra de O. Gomes Araújo 23/11/2013 - FAB
  • 2. Lei 11.796 de 29/10/2008
  • 3. Temas da Aula  Refletir sobre os marcos históricos da educação dos surdos e seus desdobramentos;  Discutir as concepções de sujeito surdo e das línguas de sinais desde a Antiguidade até os dias atuais;  Refletir sobre a construção da primeira escola de surdos no Brasil e suas implicações para o cenário educacional atual no País;  Problematizar as diferentes abordagens educacionais para pessoas com surdez: Oralismo, Comunicação Total e Bilingüismo.
  • 4. Temas da Aula Refletir sobre a Legislação que oficializa a Língua de Sinais no Brasil. Compreender a singularidade lingüística e cultural do sujeito surdo. Problematizar a constituição subjetiva e identitária do sujeito surdo. Aprimorar o conhecimento sobre LIBRAS.
  • 5. LIBRAS - marco histórico A história está sempre em evolução, acontecimentos marcantes ... ainda, vivemos momentos históricos, caracterizados por mudanças, turbulências e crises, e também dentro deste contexto histórico há o surgimento de oportunidades.
  • 6. LIBRAS - marco histórico  No Sec. XV  não havia escolas especializadas para surdos;  pessoas ouvintes tentaram ensinar aos surdos;  Giralamo Cardamo, um italiano que utilizava sinais e linguagem escrita;  Pedro Ponce de Leon, um monge beneditino espanhol que utilizava, além de sinais, treinamento da voz e leitura dos lábios
  • 7. LIBRAS - marco histórico  Ivan Pablo Bonet Espanha  Abbé Charles Michel de I'Epée-Franç a  Samuel Heinicke, Moritz Hill-Alemanha  Alexandre Gran Bell - Canadá e EUA  Ovide Decroly - Bélgica
  • 8. História da Educação de Surdos  Séc. XVII surge a Língua de Sinais, utilizada por Abade L'Epée na educação de surdos, ele inaugurou a primeira escola para surdos a qual foi precursora da Língua de Sinais;  Séc. XVIII na Europa usava-se 2 modalidades de ensino: - Gestualismo (método Francês) - Oralismo (método Alemão)
  • 9. História da Educação de Surdos  1880 - Congresso de Milão  3 dias  Constituído por ouvintes  Oralidade O ano de 1880 foi o clímax da história de surdos duelos polêmicos: - língua d e sinais X oralismo.  turbulência séria na educação de surdos  os sujeitos surdos ficaram subjugados ás práticas ouvintistas
  • 10. LIBRAS – Congresso Internacional de Professores Surdos Os temas propostos foram:  vantagens e desvantagens do internato;  tempo de instrução;  número de alunos por classe;  trabalhos mais apropriados aos surdos;  enfermidades, medidas, medidas curativas e preventivas, etc;  as discussões voltaram-se às questões do oralismo e da língua de sinais;
  • 11. 11 de setembro de 1880 -Votação  língua de sinais X oralismo.  oralismo X misto RESULTADO:  Total 164 votos.  160 votos contra língua de sinais.  4 votos a favor língua de sinais.  56 eram oralistas franceses  66 eram oralistas italianos.  74% dos oralistas de França e da Itália.  Grã Bretanha e Estados Unidos a favor de Língua de Sinais  Sujeitos surdos excluídos da votação.
  • 12. Antes do Congresso de Milão  escritores surdos.  artistas surdos.  professores surdos.  sujeitos surdos bens sucedidos  língua de sinais era mais valorizada.  os povos surdos não tinham. problemas com a educação.  sujeitos surdos dominavam na arte da escrita
  • 13. Depois do Congresso de Milão  professores surdos perderam seus empregos;  as línguas dos sinais foram forçadamente substituídas por métodos orais;  qualidade da educação dos surdos diminuiu;  fracassos na educação de surdos devido à predominância do oralismo puro na forma de ouvintismo.
  • 15. LIBRAS  A primeira escola fundada no Brasil em 1857, pelo surdo francês Ernest Huet.  Hoje esta escola tornou-se o Instituto Nacional de Educação de Surdos, o INES
  • 16. COMUNICAÇÃO TOTAL A Comunicação Total inclui todo os modos linguísticos: gestos criados pelas crianças, língua de sinais, fala, leitura orofacial, alfabeto manual, leitura e escrita
  • 17. BILINGUISMO A modalidade Bilingue, é a proposta de ensino que sugere o ensino das duas línguas ao sujeito surdo.
  • 18. LIBRAS Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS Estrutura distinta da Língua Portuguesa Gramática Regionalismo
  • 19. LIBRAS A Língua Brasileira de Sinais, segundo Ferreira Brito (1995 p.36-41) e Tania Felipe (2005) apresenta parâmetros que se combinam na formação simultânea e sequencial das palavras.
  • 20. LIBRAS - PARÂMETROS Configurações das mãos. Ponto de Articulação. Movimento. Disposição das mãos. Orientação da palma das mãos. Expressões faciais e corporais.
  • 21. LIBRAS  LEI N. 10.436 de 24 de Abril de 2002. Ar t. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão...
  • 22. LIBRAS Ar t. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais-Libras.
  • 23. LIBRAS Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.
  • 24. LIBRAS  4º O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial ... Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais-Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa
  • 25. Libras - Decreto N. 5.626/05 Capítulo l Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, afer ida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz
  • 26. Libras - Decreto N. 5.626/05 Capítulo lI Da Inclusão da Libras como Disciplina curricular. Capítulo lll Da formação do Professor de Libras ou do Instrutor de Libras
  • 27. Libras - Decreto N. 5.626/05 Capítulo IV Do uso e da Difusão da Libras e da Língua Portuguesa para o acesso das pessoas Surdas a Educação.
  • 28. Libras - Decreto N. 5.626/05 Capítulo V Da Formação do Tradutor e Intérprete de Libras - Língua Portuguesa Capítulo VI Da garantia do direito à Educação das pessoas surdas ou com deficiência auditiva
  • 29. Libras - Decreto N. 5.626/05 Capítulo VIII Do papel do poder público e das empresas que detêm concessão ou permissão de serviços p públicos, no apoio ao uso e difusão da libras
  • 31. Libras - Povo surdo São sujeitos surdos que não vivem no mesmo local, porém, estão ligados por uma origem... Uma formação visual..., evolução lingüística, tais como a língua de sinais, a cultura surda e quaisquer outros laços . (STROBEL, 2008, p.29).
  • 32. Libras – Comunidade Surda São pessoas ouvintes e surdas que compartilham dos mesmos interesses, membros da família, intérpretes, professores, amigos, etc. Federações, associações, instituições, Igrejas
  • 33. Libras - Estereótipo (...) é uma visão super-simplificada e usualmente carregada de valores sobre as atitudes... podem ser profundamente baseadas em culturas sexistas, racistas ou preconceituosas... (...). EDGAR e SEDGWICK, 2003, p.107)
  • 34. Libras Ser surdo (...) olhar a identidade surda dentro dos componentes que constituem as identidades essenciais com as quais se agenciam as dinâmicas de poder . É uma experiência na convivência do ser na diferença (PERLIN E MIRANDA, 2003,p.217)
  • 35. Libras - Identidade surda Identidade Alteridade Cultura Diferença surda
  • 36. Libras "A identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia" . Tomaz Tadeu da Silva e Garcia Lopes Louro (1992 p.13).
  • 37. Libras – Cultura Surda O resultado das interações dos surdos com o meio em que vivem. Língua de Sinais, identidades, pedagogia, política, leis, artes..
  • 38. Libras Pedagogia Surda Criança surda X Professor surdo.  A Pedagogia Surda tem um sistema educativo próprio, abrangendo sem limite de lugar , podendo ser contempladas através das histórias em Libras ...(Shirley Vilhalva)
  • 39. Libras – artefatos culturais  Experiências visuais.  Linguístico.  Familiar.  Literatura surda.  Vida social e esportiva.  Artes visuais.  Política
  • 40. Libras  Reflita: ...“o surdo na sociedade hoje...”  Inclusão ou Exclusão ??
  • 41. Libras Declaração de Salamanca. Surgiu com a criação d a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) LEI/N.9394/96. A Lei adverte sobre a situação linguistica do surdo. Permitir aos surdos ao ensino regular... Mas, os professores estavam preparados?
  • 42. LIBRAS Sueli Fernandes - 'a surdez é uma realidade heterogênea e multifacetada e cada sujeito surdo é único, pois sua identidade se constituirá a depender das experiências socioculturais que compartilhou ao longo de sua vida
  • 43. As identidades surdas multifacetadas;  o múltiplo, devido às vezes ao hibridismo, sempre é presente entre os surdos; assim temos: múltiplos jeitos de ser surdo; múltiplas identidades; múltiplas culturas surdas .
  • 44. Datilologia  Para as pessoas começarem a aprender a língua de sinais, a primeira coisa que ensinamos é o Alfabeto Manual ou Datilologia em LIBRAS. Ele é produzido por diferentes formatos das mãos que representam as letras do alfabeto escrito e é utilizado para “escrever” no ar, ou melhor, soletrar no espaço neutro, o nome de pessoas, lugares e outras palavras que ainda não possuem sinal.
  • 46. Escrita de Sinais  Quando diz “escrita de sinais”, muitas pessoas pensam que essa escrita são aqueles formatos das mãos do alfabeto escrito e sinais desenhados no papel. Muito pelo contrário, veja ao lado a datilologia traduzida para SignWriting, o sistema de escrita de sinais;
  • 49. SW-Edit: Editor de textos para línguas de sinais  SW-Edit é um software de editor de textos da língua de sinais, baseado no sistema de escrita de sinais, SignWriting. Desenvolvido por Rafael Piccin Torchelsen e Antônio Carlos da Rocha Costa.
  • 50. Novo DEIT-LIBRAS: Dicionário Enciclopédic o Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira O Novo Deit-Libras é uma extensão e um desdobramento do único e pioneiro Dicionário da Língua de Sinais Brasileira (Libras), livro ganhador do Prêmio Jabuti 2002 na categoria de Educação e Psicologia. Esta nova versão, atualizada conforme o novo acordo ortográfico, baseia-se no paradigma de linguística e neurociências cognitivas, que fomenta o engajamento compreensivo e a articulação de processamento pelos hemisférios esquerdo e direito, além do cerebelo. O dicionário apresenta o dobro de sinais em relação à versão anterior: são 14 mil verbetes em português que correspondem aos 9.828 sinais de Libras e 56 mil verbetes em inglês, correspondentes aos verbetes em português. A obra também apresenta a classificação gramatical dos verbetes, descrição escrita da forma e do significado dos sinais, exemplos de uso e ilustrações gráficas dos verbetes. Os leitores ainda podem contar com a ajuda de um índice semântico que agrupa os verbetes em temas.
  • 51. Cinderela Surda e Rapunzel Surda Os livros Cinderela Surda e Rapunzel Surda são os primeiros livros de literatura infantil do Brasil escritos em língua de sinais (SignWriting), além de serem versões dos tradicionais contos que inserem elementos da cultura e identidade surda. Essas releituras inéditas das histórias são acompanhadas da escrita de sinais, ilustrações e uma versão em português. Voltadas para o público surdo infantil, as obras são o resultado da pesquisa desenvolvida por Lodenir Becker Karnopp, Caroline Hessel e Fabiano Rosa, intitulada “Letramento e surdez: uma abordagem lingüística e cultural”. O objetivo principal das edições é divulgar a língua escrita de sinais e incentivar as escolas a implantar essa disciplina.
  • 52.  Sinopse: A Cinderela e o Príncipe são surdos. No lugar do sapato de cristal, a personagem principal perde uma das luvas. A escolha da luva se dá em virtude desta peça ser uma referência às mãos, amplamente utilizadas pelos surdos do mundo inteiro para se comunicar.
  • 53.  Sinopse: Quando a Rapunzel foi raptada pela bruxa, ela percebeu que a menina não falava, mas tinha uma grande atenção visual. Rapunzel começou a apontar para o que queria e a fazer gestos para muitas coisas. A bruxa então descobriu que a menina era surda e começou a usar alguns gestos com ela. http://escritadesinais.wordpress.com/