3. NÓ
• Definição: é a parte do caule onde a folha
se desenvolve;
• Usado para a determinação do estádio
porque é permanente, a folha não.
4. Identificação
dos nós
• Cotiledonares: são opostos
e cada um possui um
cotilédone;
• Unifoliolados: são opostos e
cada um possui uma folha
unifoliolada;
• Trifoliados: nós acima dos
unifoliolados são alternados
e possuem folhas
trifolioladas.
5. IDENTIFICAÇÃO DOS
ESTÁDIOS
• Nós cotiledonares são ignorados;
• É feita a contagem dos nós com folhas
completamente desenvolvidas;
• Nós unifoliolados são considerados como o
primeiro nó;
• Todos os nós alternados, são considerados.
6. • O nó é a parte do caule onde a folha se desenvolve e é usado
para a determinação dos estádios vegetativos porque é
permanente, enquanto que a folha é temporária. Os nós
cotiledonares são opostos no caule e cada um deles possui (ou
possuía) um cotilédone. Para a determinação dos estádios
vegetativos (V1 a Vn), os nós cotiledonares não são
considerados. Os nós imediatamente acima dos cotiledonares
são os nós das folhas unifolioladas e são, também, opostos no
caule. Nós opostos ocupam a mesma posição no caule e, por
isso, são considerados como um nó apenas. Todos os nós acima
dos unifoliolados são alternados, ocupam diferentes posições
no caule e possuem (ou possuíam) folhas trifolioladas.
10. Vo Germinação
• Absorção de água pelas sementes
(equivalente a 50% de sua massa);
• Emissão da raiz primária;
• Alongamento do hipocótilo, formando a alça;
• Aparecimento dos cotilédones na superfície
do solo.
• Duração - 4 a 7 dias
13. CUIDADOS
Profundidade de semeadura: 3 a 4 cm (evitar
profundidades maiores que 5 cm);
Intolerância a falta de água;
Temperaturas inferiores a 10ºC podem reduzir
a velocidade de germinação e aumentar a
possibilidade de infecção por fungos de solo
(Fusarium e Rhizoctonia).
14. Ve Emergencia
• Cotilédones acima da superfície do solo;
• Desdobramento da alça do hipocótilo, elevando os cotilédones
(germinação epígea);
• Elongação do epicótilo e início do desdobramento e expansão
das folhas primárias;
• Duração - 3 a 10 dias
• Consumo médio de água - 0,8 mm. dia
17. CUIDADOS
Fungos e pragas de solo: a perda de um
cotilédone é pouco significativa, mas a
perda de ambos poderá implicar na
redução do rendimento;
Temperaturas inferiores a 15ºC podem
provocar atraso no desenvolvimento.
18. Vc – Cotilédone desenvolvido
• Cotilédones bem desenvolvidos (espessos e com
coloração verde escura);
• Desdobramento e expansão das folhas primárias
(unifolioladas)
• Plântula ainda depende dos cotilédones para
sobrevivência;
• A partir dessa fase cada trifólio é produzido, em média, a
cada cinco dias;
• Duração - 3 a 10 dias;
• Consumo médio de água - 0,9 mm.dia;
21. V1 – Primeiro Nó
• Folhas primárias expandidas e paralelas a superfície
do solo;
• Primeiro trifólio em desenvolvimento; os bordos de
cada folíolo não estão se tocando;
• Duração - 3 a 10 dias;
• Consumo médio de água - 1,0 mm.dia;
23. V2 – Segundo nó
• Desdobramento total do primeiro trifólio,
caracterizado pelo posicionamento horizontal
dos folíolos;
• Segundo trifólio em desenvolvimento; os
bordos de cada folíolo não se tocam mais;
• A planta passa a depender da fotossíntese
das folhas já estabelecidas e em
desenvolvimento;
24. Início da formação dos nódulos radiculares;
Duração - 3 a 8 dias;
Consumo médio de água - 1,0 mm/dia;
Inicio da formação dos nodulos radiculares;
V2 – Segundo nó
28. V3 – Terceiro nó
• Segundo trifólio completamente desdobrado;
• Terceiro trifólio em desenvolvimento; os bordos de
cada folíolo não se tocam mais;
• Amarelecimento e abscisão (queda) dos cotilédones;
• Início da fixação de N;
29. • Duração - 3 a 8 dias;
• Consumo médio de água - 1,5 mm.dia;
• Relação Fonte-Dreno - das folhas fisiologicamente
maduras para raízes e folhas novas;
V3 – Terceiro nó
31. V4 – Quarto nó
• Terceiro trifólio completamente
desdobrado;
• Quarto trifólio em desenvolvimento; os
bordos de cada folíolo não se tocam mais;
• Quantidade de nódulos e fixação de N em
plena evolução
32. • Duração - 3 a 8 dias;
• Consumo médio de água - 2,5 mm dia;
• Relação Fonte-Dreno - das folhas
fisiologicamente maduras para raízes e
folhas novas
V4 – Quarto nó
34. V5 – Quinto nó
• Quarto trifólio completamente desdobrado;
• Quinto trifólio em desenvolvimento; os
bordos de cada folíolo não se tocam mais;
• A partir dessa fase cada trifólio é
produzido, em média, a cada três dias;
35. • Duração - 2 a 5 dias;
• Índice de área foliar (IAF) - 1,1 - 1,7;
• Consumo médio de água - 3,5 mm dia;
• Relação Fonte-Dreno - das folhas
fisiologicamente maduras para raízes e
folhas novas;
V5 – Quinto nó
37. Vn Enésimo nó
• Dependendo da cultivar e da época de semeadura, a
planta de soja pode formar até 20 trifólios (V21) ao longo
da haste principal;
• Após determinado período de desenvolvimento
vegetativo, inerente a cada cultivar, a planta de soja
estimulada por condições ambientais específicas, é
induzida ao florescimento;
• Fim do período vegetativo : surgimento dos primeiros
botões florais;
•
38. ATENÇÃO
• Nº de lagartas superior a 40 por batida de pano;
• Falta de água durante o período vegetativo pode
provocar redução da taxa de crescimento, da
fotossíntese, da fixação de N e do metabolismo
da planta. Como conseqüência, as plantas de soja
podem apresentar menor altura, menor número
de nós, menor comprimento de entrenós e
menor rendimento;
39. • Temperaturas superiores a 35ºC durante o
período vegetativo podem provocar redução da
fotossíntese, aumento da fotorrespiração e
aumento da respiração. Como conseqüência, as
plantas de soja podem apresentar encurtamento
dos entrenós, menor número de nós, redução da
fotossíntese, inibição da nodulação e menor
rendimento.
ATENÇÃO
40. Planta de soja no estádio V3. Planta de soja no estádio V5.
Planta de soja no estádio V6
apresentando
ramificação.
42. R1 Início do Florescimento
• Uma flor aberta em qualquer nó da haste
principal;
• As flores podem ser brancas ou roxas de
acordo com a cultivar;
• Duração - 1 a 7 dias;
• Consumo médio de água - 6,2 mm/dia;
43. CUIDADOS
• Fase crítica com relação a falta de água;
• Pragas de parte aérea : prejuízo a partir de
15% de desfolha ou número de lagartas
superior a 40 por amostragem;
• Temperaturas inferiores a 15ºC podem
afetar o processo de fecundação das flores;
• Temperaturas superiores a 30ºC podem
provocar o abortamento de flores.
45. R2 Florescimento pleno
• Flores abertas em um dos dois nós superiores da
haste principal, com a folha completamente
desenvolvida;
• Nessa fase, plantas que apresentam hábito de
crescimento indeterminado, acumularam cerca
de apenas 25% de sua matéria seca final e de
nutrientes. Atingiram em torno de 50% de sua
altura final e desenvolveram cerca de metade do
número total de nós;
46. • Plantas que apresentam hábito de crescimento determinado,
acumularam cerca de 90% de sua matéria seca final. Atingiram
em torno de 90% de sua altura final;
• A taxa de fixação de N2 pelos nódulos radiculares aumenta
sensivelmente;
• Duração - 5 a 15 dias;
R2 Florescimento pleno
49. Cuidados
• Fase crítica com relação a falta de água;
• Pragas de parte aérea : prejuízo a partir de 15% de
desfolha ou número de lagartas superior a 40 por
amostragem;
• Temperaturas inferiores a 15ºC podem afetar o
processo de fecundação das flores;
• Temperaturas superiores a 30ºC podem provocar o
abortamento de flores;
• DFC – doenças de final de ciclo e ferrugem asiática.
50. R3 Início da Frutificação
• Presença de vagens com 0,5 cm de tamanho
("canivetinhos") em um dos quatro nós superiores
da haste principal com folha completamente
desenvolvida;
• Nas cultivares com hábito de crescimento
indeterminado é comum encontrar vagens em
desenvolvimento, flores murchas, flores abertas e
botões florais;
• Alta taxa de fixação de N2 pelos nódulos radiculares
(plena atividade);
52. R3
• Fase crítica com relação a falta de água :
abortamento de vagens;
• Pragas de parte aérea : prejuízo a partir de 15%
de desfolha ou número de lagartas superior a
40 por amostragem;
• Percevejos e brocas;
• Temperaturas superiores a 30ºC podem
provocar abortamento.
53. R4 Vagem formada
• Presença de vagens com 2 cm de comprimento
em um dos quatro nós superiores da haste
principal com a folha completamente
desenvolvida;
• Crescimento da vagem e início do
desenvolvimento de grãos;
• Acúmulo de matéria seca pelas vagens;
• Vagens atingem tamanho máximo (comprimento
e largura) antes dos grãos começarem o
enchimento;
• Duração - 4 a 26 dias;
54. CUIDADOS
• Fase crítica com relação a falta de água;
• Pragas de parte aérea : prejuízo a partir de
15% de desfolha ou número de lagartas
superior a 40 por amostragem;
• Temperaturas superiores a 29ºC podem
provocar abortamento de vagens.
55. R5 Início da Granação
• Início da formação dos grãos; - Grãos com 0,3 cm de
tamanho em um dos quatro nós superiores da haste
principal com a folha completamente desenvolvida;
• A planta atinge máximo número de nós e máxima
área foliar;
• Alta taxa de fixação de nitrogênio pelos nódulos
radiculares;
• Duração - 11 a 20 dias;
56. R5
• R5.1 – Grãos perceptíveis ao tato
( equivalente a 10% da granação )
• R5.2 – Granação de 11% a 25%
• R5.3 – Granação de 26 % a 50%
• R5.4 – Granação de 51 % a 75%
• R5.5 – Granação de 76% a 100%
58. Cuidados
• Fase crítica com relação a falta de água;
• Pragas de parte aérea: prejuízo a partir de 15% de
desfolha ou número de lagartas superior a 40 por
amostragem;
• Pragas de parte aérea: grãos - 4
percevejos/amostragem; sementes - 2
percevejos/amostragem;
• Fungos de parte aérea.
59. R6 Grão Formado
• Enchimento completo de grãos;
• Vagem contendo grãos verdes que preenchem
totalmente a cavidade da vagem localizada em cada
um dos quatro nós superiores da haste principal
com a folha completamente desenvolvida;
• Grão apresenta largura igual a cavidade da vagem
(máximo volume do grão);
• O peso das vagens é máximo;
• Duração - 9 a 30 dias;
60. ATENÇÃO
• Fase crítica com relação a falta de água;
• Pragas de parte aérea: prejuízo a partir de
15% de desfolha ou número de lagartas
superior a 40 por amostragem;
• Percevejos: grãos - 4 percevejos/amostragem;
sementes - 2 percevejos/amostragem;
• Fungos de parte aérea.
61. R7 Maturidade fisiológica
• Maturidade fisiológica : ponto em que os
grãos se desligam da planta mãe, cessa a
translocação de fotoassimilados e tem início
o processo de perda de água dos grãos;
• Presença de uma vagem madura (com
coloração marrom ou palha,em função da
cultivar), na haste principal;
62. • No momento da maturidade fisiológica, os
grãos de soja encontram-se com teores
de água entre 45 a 60%;
• Início do decréscimo do teor de água dos
grãos;
• Alteração na coloração e no tamanho de
grãos;
R7 Maturidade fisiológica
63. R7
• R7.1 - Amarelecimento de 50% das folhas e
vagens;
• R7.2 - Amarelecimento de 51a 75% das
folhas e vagens;
•
R7.3 - Amarelecimento de 76% das folhas e
vagens.
64. R7 Maturidade fisiológica
• Duração - 7 a 11 dias;
• Relação Fonte - Dreno - das vagens para as
sementes
Atenção:
• Pragas de parte aérea : grãos - 4
percevejos/amostragem; sementes - 2
percevejos/amostragem.
65. R8 Maturação em campo
• Início do desfolhamento das plantas de
soja;
• Decréscimo do teor de água dos grãos;
• Alteração na coloração e tamanho de
grãos;
• Duração - 5 a 7 dias;
66. R9 Ponto da colheita
• 95% das vagens maduras;
• Decréscimo do teor de água dos grãos;
• Alteração na coloração e tamanho de vagens e
grãos.
67. CUIDADOS
• Necessidade de alguns dias sem chuva para a
realização da colheita;
• Colheita - grãos com teor de água entre 13 a
15%;
• Regulagem adequada da colhedora - redução
de danos e de perdas.