Campanha 18 de maio combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil.
2. A violência contra crianças e adolescentes é
um fenômeno complexo e difícil. Apesar
deste fato ter ganhado certa visibilidade nos
últimos tempos, sua compreensão e
enfrentamento ainda precisa ganhar muito
espaço.
4. Exploração sexual: É a utilização de crianças e
adolescentes para fins sexuais mediada por lucro, objetos de
valor ou outros elementos de troca. Ocorre no contexto da
prostituição, pornografia, nas redes de tráfico e no turismo
com motivação sexual.
5. Abuso sexual: É a utilização da
sexualidade de uma criança ou
adolescente para a prática de
qualquer ato de natureza sexual. O
abuso sexual geralmente é
praticado por uma pessoa com
quem a criança ou adolescente
possui uma relação de confiança, e
que participa do seu convívio. Essa
violência pode se manifestar dentro
do ambiente familiar ou fora dele.
6. A culpa nunca é da vítima
O agressor, para executar o abuso sexual, recorre a
diferenciados métodos. Entretanto, não importa qual seja o
método, sempre existirá nessa relação uma desigualdade de
poder, onde o predador sexual leva vantagem sobre a vítima,
graças a sua condição peculiar de ser em desenvolvimento. A
criança e o adolescente nunca devem ser vistos como
culpados.
7. Dados relevantes
82,5% dos abusadores possuem vínculo familiar ou
são conhecidos da vítima;
40,7% dos abusos são praticados por pais e
padastros;
8% por avós;
37% por irmãos e primos;
87,9% dos abusadores são do sexo masculino;
76,5% dos casos ocorrem na casa da vítima ou do
agressor.
8. A maioria dos abusadores sexuais de crianças se apresentam
como pessoas extremamente simpáticas, gentis e atenciosas.
Eles precisam exibir essa máscara de simpatia ou jamais
ganharão acesso a criança.
A grande maioria dos casos de denúncias de violência sexual
contra crianças e adolescentes são de abuso sexual e um
número significativo desses abusadores são familiares da
própria vítima: pais, padrastos, tios, avós e primos.
10. Perfis de crianças que os abusadores
procuram
Crianças que não possuem forte conexão afetiva com seus pais ou
cuidadores;
Crianças que façam parte de uma família que não tem confiança e
diálogo como uma realidade, onde ela vive com medo de ser punida;
Crianças que possuem pais agressivos;
Crianças que não tem supervisão e que o abusador consiga acessar
de maneira irrestrita;
Crianças carentes emocionalmente, com baixa autoestima, que se
sentem desvalorizadas, desacreditadas e pouco importantes;
Crianças que não conhecem os limites do corpo e que não tem
informação sobre autoproteção.
12. Ajude a mudar essa realidade!
O silêncio é a maior arma do agressor.
Contar a alguém o abuso sexual sofrido, é a
única maneira que a criança e adolescente
tem, para romper o ciclo da violência.
13. A criança e adolescente não tem maturidade para
consentir atividades sexual, porém as crianças e
adolescentes devem estar salvo de toda forma
de exploração, violência, opressão e crueldade.
Uns dos aspectos mais difíceis de lidar em casos
de violência sexual contra criança e adolescente
é o pacto do silêncio.