Campanha 18 de maio combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil.
 A violência contra crianças e adolescentes é
um fenômeno complexo e difícil. Apesar
deste fato ter ganhado certa visibilidade nos
últimos tempos, sua compreensão e
enfrentamento ainda precisa ganhar muito
espaço.
Qual o significado de abuso e
exploração sexual infanto-juvenil?
 Exploração sexual: É a utilização de crianças e
adolescentes para fins sexuais mediada por lucro, objetos de
valor ou outros elementos de troca. Ocorre no contexto da
prostituição, pornografia, nas redes de tráfico e no turismo
com motivação sexual.
 Abuso sexual: É a utilização da
sexualidade de uma criança ou
adolescente para a prática de
qualquer ato de natureza sexual. O
abuso sexual geralmente é
praticado por uma pessoa com
quem a criança ou adolescente
possui uma relação de confiança, e
que participa do seu convívio. Essa
violência pode se manifestar dentro
do ambiente familiar ou fora dele.
A culpa nunca é da vítima
 O agressor, para executar o abuso sexual, recorre a
diferenciados métodos. Entretanto, não importa qual seja o
método, sempre existirá nessa relação uma desigualdade de
poder, onde o predador sexual leva vantagem sobre a vítima,
graças a sua condição peculiar de ser em desenvolvimento. A
criança e o adolescente nunca devem ser vistos como
culpados.
Dados relevantes
 82,5% dos abusadores possuem vínculo familiar ou
são conhecidos da vítima;
 40,7% dos abusos são praticados por pais e
padastros;
 8% por avós;
 37% por irmãos e primos;
 87,9% dos abusadores são do sexo masculino;
 76,5% dos casos ocorrem na casa da vítima ou do
agressor.
 A maioria dos abusadores sexuais de crianças se apresentam
como pessoas extremamente simpáticas, gentis e atenciosas.
Eles precisam exibir essa máscara de simpatia ou jamais
ganharão acesso a criança.
 A grande maioria dos casos de denúncias de violência sexual
contra crianças e adolescentes são de abuso sexual e um
número significativo desses abusadores são familiares da
própria vítima: pais, padrastos, tios, avós e primos.
“Monstros não se aproximam de
crianças; homens gentis, sim!”
Perfis de crianças que os abusadores
procuram
 Crianças que não possuem forte conexão afetiva com seus pais ou
cuidadores;
 Crianças que façam parte de uma família que não tem confiança e
diálogo como uma realidade, onde ela vive com medo de ser punida;
 Crianças que possuem pais agressivos;
 Crianças que não tem supervisão e que o abusador consiga acessar
de maneira irrestrita;
 Crianças carentes emocionalmente, com baixa autoestima, que se
sentem desvalorizadas, desacreditadas e pouco importantes;
 Crianças que não conhecem os limites do corpo e que não tem
informação sobre autoproteção.
Nada de segredinhos por aqui!
Ajude a mudar essa realidade!
 O silêncio é a maior arma do agressor.
 Contar a alguém o abuso sexual sofrido, é a
única maneira que a criança e adolescente
tem, para romper o ciclo da violência.
 A criança e adolescente não tem maturidade para
consentir atividades sexual, porém as crianças e
adolescentes devem estar salvo de toda forma
de exploração, violência, opressão e crueldade.
 Uns dos aspectos mais difíceis de lidar em casos
de violência sexual contra criança e adolescente
é o pacto do silêncio.
Campanha 18 de maio combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil.
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Campanha 18 de maio combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil.

  • 2.  A violência contra crianças e adolescentes é um fenômeno complexo e difícil. Apesar deste fato ter ganhado certa visibilidade nos últimos tempos, sua compreensão e enfrentamento ainda precisa ganhar muito espaço.
  • 3. Qual o significado de abuso e exploração sexual infanto-juvenil?
  • 4.  Exploração sexual: É a utilização de crianças e adolescentes para fins sexuais mediada por lucro, objetos de valor ou outros elementos de troca. Ocorre no contexto da prostituição, pornografia, nas redes de tráfico e no turismo com motivação sexual.
  • 5.  Abuso sexual: É a utilização da sexualidade de uma criança ou adolescente para a prática de qualquer ato de natureza sexual. O abuso sexual geralmente é praticado por uma pessoa com quem a criança ou adolescente possui uma relação de confiança, e que participa do seu convívio. Essa violência pode se manifestar dentro do ambiente familiar ou fora dele.
  • 6. A culpa nunca é da vítima  O agressor, para executar o abuso sexual, recorre a diferenciados métodos. Entretanto, não importa qual seja o método, sempre existirá nessa relação uma desigualdade de poder, onde o predador sexual leva vantagem sobre a vítima, graças a sua condição peculiar de ser em desenvolvimento. A criança e o adolescente nunca devem ser vistos como culpados.
  • 7. Dados relevantes  82,5% dos abusadores possuem vínculo familiar ou são conhecidos da vítima;  40,7% dos abusos são praticados por pais e padastros;  8% por avós;  37% por irmãos e primos;  87,9% dos abusadores são do sexo masculino;  76,5% dos casos ocorrem na casa da vítima ou do agressor.
  • 8.  A maioria dos abusadores sexuais de crianças se apresentam como pessoas extremamente simpáticas, gentis e atenciosas. Eles precisam exibir essa máscara de simpatia ou jamais ganharão acesso a criança.  A grande maioria dos casos de denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes são de abuso sexual e um número significativo desses abusadores são familiares da própria vítima: pais, padrastos, tios, avós e primos.
  • 9. “Monstros não se aproximam de crianças; homens gentis, sim!”
  • 10. Perfis de crianças que os abusadores procuram  Crianças que não possuem forte conexão afetiva com seus pais ou cuidadores;  Crianças que façam parte de uma família que não tem confiança e diálogo como uma realidade, onde ela vive com medo de ser punida;  Crianças que possuem pais agressivos;  Crianças que não tem supervisão e que o abusador consiga acessar de maneira irrestrita;  Crianças carentes emocionalmente, com baixa autoestima, que se sentem desvalorizadas, desacreditadas e pouco importantes;  Crianças que não conhecem os limites do corpo e que não tem informação sobre autoproteção.
  • 11. Nada de segredinhos por aqui!
  • 12. Ajude a mudar essa realidade!  O silêncio é a maior arma do agressor.  Contar a alguém o abuso sexual sofrido, é a única maneira que a criança e adolescente tem, para romper o ciclo da violência.
  • 13.  A criança e adolescente não tem maturidade para consentir atividades sexual, porém as crianças e adolescentes devem estar salvo de toda forma de exploração, violência, opressão e crueldade.  Uns dos aspectos mais difíceis de lidar em casos de violência sexual contra criança e adolescente é o pacto do silêncio.