CONSTIPAÇÃO
INTESTINAL
Professora Jhordana
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
• Termo usado para descrever uma frequência anormal ou
irregularidades da defecação, um endurecimento anormal
das fezes fazendo com que a sua passagem seja difícil e
algumas vezes dolorosa, uma diminuição do volume das
fezes ou retenção destas no reto por um período de tempo
prolongado. Qualquer variação dos hábitos normais pode
ser vista como um problema.
• A constipação intestinal é uma queixa muito comum e com
definições variadas entre a população.
• Caracteriza-se por dificuldade de evacuação em no mínimo
25% das vezes, com fezes ressequidas ou muito duras, no
mínimo; sensação de evacuação incompleta no mínimo
25% das vezes; sensação de obstrução ano- retal.
• Enquanto os alimentos que são consumidos passam pelo
sistema digestivo, os nutrientes e a água que estão
presentes neles vão sendo progressivamente absorvidos.
• Aquilo que não é aproveitado pelo corpo forma o bolo fecal,
na qual é empurrado para fora através de contrações
musculares da parede do intestino
FISIOPATOLOGIA
• Quando esses movimentos ficam mais debilitados, há um
acúmulo de material não digerido no intestino, que pode
causar uma reabsorção de água e um endurecimento
desses resíduos
FISIOPATOLOGIA
SINTOMAS
• Fezes duras,
fragmentadas,
ressecadas e em pequeno
volume;
• Evacuação em intervalos
superiores a 3 vezes por
semana;
• Evacuação incompleta ou
insatisfatória;
SINTOMAS
• Esforço demasiado,
dificuldade ou
necessidade de manobras
pra evacuar
• Dor anorretal ou perineal
para evacuar
• Dor ou desconforto
abdominal que se
resolve com evacuação.
TIPOS DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
Em termos fisiopatológicos, divide-se em três categorias:
• 1. constipação de trânsito normal (FUNCIONAL)
• 2. constipação de trânsito lento;
• 3. doenças do ato evacuatório.
• A Funcional, é a forma mais comum de apresentação.
Embora o tempo de passagem pelo cólon seja normal, o
paciente refere ser constipado, queixando-se de fezes
endurecidas ou insatisfação com a evacuação. Está
fortemente associada com hábitos alimentares
inadequados e pouca ingestão de água.
• Constipação de trânsito lento: mais comum em mulheres
jovens que evacuam até uma vez por semana, comumente
iniciando-se na puberdade. Clinicamente, apresenta-se
como dor abdominal ou desconforto, flatulência e urgência
fecal, essa menos frequente. Os quadros leves respondem
bem a tratamento dietético com aumento de fibras, o que
não ocorre nos casos mais graves.
• Doenças do ato evacuatório: Doenças que causam
constipação incluem alterações metabólicas e endócrinas e
outras doenças sistêmicas que acabam por alterar o
funcionamento do intestino. Estas alterações diminuem a
movimentação das fezes através do cólon, reto e ânus.
• Exemplos: Obstrução intestinal, aderência, diverticulose,
tumores, estenose coloretal (estreitamento do intestino) e
síndrome do intestino irritável.
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL........................pptx
O bom funcionamento do intestino está ligado diretamente com o
estilo de vida das pessoas.
 O consumo insuficiente de líquidos e de fibras;
 Alimentações ricas apenas em proteínas ou com muito carboidrato
simples;
 Sedentarismo
 Uso de alguns medicamentos
 fatores psicológicos (segurar a vontade de ir ao banheiro)
 Câncer de colón
CAUSAS
FATORES DE RISCO
• Mulheres
• Idosos
• Hipotireoidismo- pessoas com hipotireoidismo tem digestão
lenta
• Diabetes
• Uso de Medicamentos
COMO TRATAR E PREVENIR
• Evitar o uso de medicamentos laxativos
• Reduzir e evitar o consumo de alimentos açucarados e
fermentados como açúcar ou produtos de panificação
• Evitar o excesso de proteínas
• Inserir na alimentação farelo de aveia, grãos integrais.
• Aumentar a ingestão de água , pois aumentam o peso e
maciez das fezes.
• Aumentar o consumo de fibras na alimentação. De
preferência as fibras insolúveis.
• Fibras Solúveis: Fibras solúveis são aquelas que, em
contato com a água, se transformam em um gel. Esta
mistura no estômago inibe a absorção de glicose e lipídios.
• Fibras Insolúveis: Elas passam pelo estômago sem sofrer
nenhuma alteração, portanto, como chegam inteiras ao
intestino, aumentam o bolo fecal estimulando e regulando o
movimento peristáltico do órgão.
COMO TRATAR E PREVENIR
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL........................pptx
Ações de Enfermagem
Os cuidados de enfermagem com pacientes que sofrem de
constipação envolvem uma abordagem abrangente e
individualizada, visando aliviar os sintomas, prevenir
complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Aqui estão algumas estratégias e intervenções:
Avaliação Inicial
• Histórico Clínico e Dietético;
• Exame Físico.
Educação e Orientação
• Educação do Paciente e Familiares: Ensinar sobre a
importância de uma dieta balanceada, hidratação adequada
e exercício físico regular. Explicar os mecanismos da
constipação e como preveni-la.
• Orientação sobre o Uso de Laxantes: Ensinar sobre a
importância de uma dieta balanceada, hidratação adequada
e exercício físico regular. Explicar os mecanismos da
constipação e como preveni-la.
Cuidados Específicos
• Posicionamento Adequado: Ensinar e auxiliar o paciente a
usar uma posição adequada para a evacuação, como usar um
banquinho para elevar os pés, facilitando a eliminação das
fezes.
• Massagem Abdominal: Realizar ou ensinar técnicas de
massagem abdominal que possam ajudar a estimular a
motilidade intestinal.
Monitoramento e Avaliação Contínua
• Registro de Hábitos intestinais;
• Reavaliação Regular.
Constipação Intestinal na Gravidez
Existem 3 razões principais para explicar porque as mulheres grávidas
ficam constipadas:
• Aumento dos níveis de progesterona, que faz com que a função
intestinal fique mais lenta. Com isto, as fezes ficam mais tempo
paradas no intestino grosso onde ocorre maior absorção de água
endurecendo as fezes.
• Algumas vitaminas utilizadas na gravidez, principalmente aquelas
que contém ferro são constipantes. Além das vitaminas, antiácidos a
base de carbonato de cálcio ou suplementos minerais que contém
cálcio podem prender o intestino.
• O crescimento do útero pode comprimir o intestino dificultando a
passagem das fezes.
Duas outras condições podem causar constipação após o
parto:
• Algumas vezes em razão de lacerações ou episiotomia a
paciente pode ter dor ou sentir medo de ter dor e em razão
disto, inconscientemente, “segura” a vontade de evacuar.
• Algumas medicações utilizadas no pós-parto como
derivados da codeína indicados com analgésicos causam
constipação.

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  • 2. CONSTIPAÇÃO INTESTINAL • Termo usado para descrever uma frequência anormal ou irregularidades da defecação, um endurecimento anormal das fezes fazendo com que a sua passagem seja difícil e algumas vezes dolorosa, uma diminuição do volume das fezes ou retenção destas no reto por um período de tempo prolongado. Qualquer variação dos hábitos normais pode ser vista como um problema.
  • 3. • A constipação intestinal é uma queixa muito comum e com definições variadas entre a população. • Caracteriza-se por dificuldade de evacuação em no mínimo 25% das vezes, com fezes ressequidas ou muito duras, no mínimo; sensação de evacuação incompleta no mínimo 25% das vezes; sensação de obstrução ano- retal.
  • 4. • Enquanto os alimentos que são consumidos passam pelo sistema digestivo, os nutrientes e a água que estão presentes neles vão sendo progressivamente absorvidos. • Aquilo que não é aproveitado pelo corpo forma o bolo fecal, na qual é empurrado para fora através de contrações musculares da parede do intestino FISIOPATOLOGIA
  • 5. • Quando esses movimentos ficam mais debilitados, há um acúmulo de material não digerido no intestino, que pode causar uma reabsorção de água e um endurecimento desses resíduos FISIOPATOLOGIA
  • 6. SINTOMAS • Fezes duras, fragmentadas, ressecadas e em pequeno volume; • Evacuação em intervalos superiores a 3 vezes por semana; • Evacuação incompleta ou insatisfatória;
  • 7. SINTOMAS • Esforço demasiado, dificuldade ou necessidade de manobras pra evacuar • Dor anorretal ou perineal para evacuar • Dor ou desconforto abdominal que se resolve com evacuação.
  • 8. TIPOS DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL Em termos fisiopatológicos, divide-se em três categorias: • 1. constipação de trânsito normal (FUNCIONAL) • 2. constipação de trânsito lento; • 3. doenças do ato evacuatório.
  • 9. • A Funcional, é a forma mais comum de apresentação. Embora o tempo de passagem pelo cólon seja normal, o paciente refere ser constipado, queixando-se de fezes endurecidas ou insatisfação com a evacuação. Está fortemente associada com hábitos alimentares inadequados e pouca ingestão de água.
  • 10. • Constipação de trânsito lento: mais comum em mulheres jovens que evacuam até uma vez por semana, comumente iniciando-se na puberdade. Clinicamente, apresenta-se como dor abdominal ou desconforto, flatulência e urgência fecal, essa menos frequente. Os quadros leves respondem bem a tratamento dietético com aumento de fibras, o que não ocorre nos casos mais graves.
  • 11. • Doenças do ato evacuatório: Doenças que causam constipação incluem alterações metabólicas e endócrinas e outras doenças sistêmicas que acabam por alterar o funcionamento do intestino. Estas alterações diminuem a movimentação das fezes através do cólon, reto e ânus. • Exemplos: Obstrução intestinal, aderência, diverticulose, tumores, estenose coloretal (estreitamento do intestino) e síndrome do intestino irritável.
  • 13. O bom funcionamento do intestino está ligado diretamente com o estilo de vida das pessoas.  O consumo insuficiente de líquidos e de fibras;  Alimentações ricas apenas em proteínas ou com muito carboidrato simples;  Sedentarismo  Uso de alguns medicamentos  fatores psicológicos (segurar a vontade de ir ao banheiro)  Câncer de colón CAUSAS
  • 14. FATORES DE RISCO • Mulheres • Idosos • Hipotireoidismo- pessoas com hipotireoidismo tem digestão lenta • Diabetes • Uso de Medicamentos
  • 15. COMO TRATAR E PREVENIR • Evitar o uso de medicamentos laxativos • Reduzir e evitar o consumo de alimentos açucarados e fermentados como açúcar ou produtos de panificação • Evitar o excesso de proteínas • Inserir na alimentação farelo de aveia, grãos integrais. • Aumentar a ingestão de água , pois aumentam o peso e maciez das fezes.
  • 16. • Aumentar o consumo de fibras na alimentação. De preferência as fibras insolúveis. • Fibras Solúveis: Fibras solúveis são aquelas que, em contato com a água, se transformam em um gel. Esta mistura no estômago inibe a absorção de glicose e lipídios. • Fibras Insolúveis: Elas passam pelo estômago sem sofrer nenhuma alteração, portanto, como chegam inteiras ao intestino, aumentam o bolo fecal estimulando e regulando o movimento peristáltico do órgão. COMO TRATAR E PREVENIR
  • 18. Ações de Enfermagem Os cuidados de enfermagem com pacientes que sofrem de constipação envolvem uma abordagem abrangente e individualizada, visando aliviar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. Aqui estão algumas estratégias e intervenções: Avaliação Inicial • Histórico Clínico e Dietético; • Exame Físico.
  • 19. Educação e Orientação • Educação do Paciente e Familiares: Ensinar sobre a importância de uma dieta balanceada, hidratação adequada e exercício físico regular. Explicar os mecanismos da constipação e como preveni-la. • Orientação sobre o Uso de Laxantes: Ensinar sobre a importância de uma dieta balanceada, hidratação adequada e exercício físico regular. Explicar os mecanismos da constipação e como preveni-la.
  • 20. Cuidados Específicos • Posicionamento Adequado: Ensinar e auxiliar o paciente a usar uma posição adequada para a evacuação, como usar um banquinho para elevar os pés, facilitando a eliminação das fezes. • Massagem Abdominal: Realizar ou ensinar técnicas de massagem abdominal que possam ajudar a estimular a motilidade intestinal. Monitoramento e Avaliação Contínua • Registro de Hábitos intestinais; • Reavaliação Regular.
  • 21. Constipação Intestinal na Gravidez Existem 3 razões principais para explicar porque as mulheres grávidas ficam constipadas: • Aumento dos níveis de progesterona, que faz com que a função intestinal fique mais lenta. Com isto, as fezes ficam mais tempo paradas no intestino grosso onde ocorre maior absorção de água endurecendo as fezes. • Algumas vitaminas utilizadas na gravidez, principalmente aquelas que contém ferro são constipantes. Além das vitaminas, antiácidos a base de carbonato de cálcio ou suplementos minerais que contém cálcio podem prender o intestino. • O crescimento do útero pode comprimir o intestino dificultando a passagem das fezes.
  • 22. Duas outras condições podem causar constipação após o parto: • Algumas vezes em razão de lacerações ou episiotomia a paciente pode ter dor ou sentir medo de ter dor e em razão disto, inconscientemente, “segura” a vontade de evacuar. • Algumas medicações utilizadas no pós-parto como derivados da codeína indicados com analgésicos causam constipação.