Formação de
multiplicadores de
conhecimento
Pauta
1. Retratos da formação continuada nas redes
Trabalho em grupos
2. Desafios, tendências e dicas
3.Sistematizar – uma ideia em cada etepa
4.Apresentação em grupo
5. Avaliação e Feedeback
Formação de
multiplicadores de
conhecimento
Cursos de curta duração afinam o discurso e produzem
ideário comum aos professores, mostram as novas
tendências pedagógicas e didáticas, e ???
Currículo, didática, organização escolar e estrutura da rede
de ensino estão intrinsecamente relacionados e qual a
relação disso tudo com a formação continuada???
É preciso incorporar recursos tecnológicos nas ações de
formação continuada???
• 89% dos municípios têm plano de carreira
• 87% oferecem formação continuada.
Práticas tradicionais de formação continuada:
• Várias ações, sem articulação entre elas.
•São individualizadas (mesmo quando oferecidas para um
grupo).
•Processo formativo tratado de forma fragmentada e com
muitas lacunas.
“Cursos de curta duração fazem um oferta de
formação fragmentada, não mudam as práticas
docentes. Servem para afinar o discurso e
produzir ideário comum aos professores.
A mudança das práticas educativas requer outras
estratégias e demanda tempo para consolidar-se.
Normalmente, não é tempo de duração dos
cursos.”
Profa. Elba Barreto – palestra no CENPEC
Ações pontuais, como palestras e seminários, servem para
sensibilizar sobre o tema. Quando vale a pena investir nisso?
Para planejar ações de formação continuada não há
necessidade de conhecer o currículo. Mas... se o currículo
está em elaboração, não se pode desenvolver ações de
formação continuada?
“Sensibilização – ações formativas pontuais: informam e
promovem sensibilização sobre um tema/assunto.
Ex. participar de seminário ou de uma oficina
Qualificação – ações formativas indiretas: informam e
promovem qualificação sobre um tema ou assunto.
Ex. leitura de um livro, de uma publicação, de um infográfico,
(fazer um curso autoformativo de curta duração).
Formação em continuidade – ações formativas em processo
contínuo: promovem o desenvolvimento de competências
fundamentais para o exercício da docência articulando
conhecimentos teóricos e práticos. Gera percurso formativo e
da formação no
possibilidade de avaliar os efeitos
conhecimento do professor.
Ex. cursos de curta ou média duração”
Conversa em 5 partes
1ª parte
Rodada de apresentação – nome, função, Tempo de
empresa e outras informaçoes
Definição de:
Nome de grupo,
Participantes;
Porta-voz por grupo
Retratos da
formação de
multiplicadores de
conhecimento
Conversa em 5 partes
2ª parte
Rodada de conversa: Quais programas de formação de
multiplicadores de conhecimento?
- Principais
temas/conteúdos?
- Qual o “desenho” da formação?
Carga horária, periodicidade, locais-situações,
presencial/distância.
- As ações de formação
continuada acontecem
apenas com o futuro
multiplicador? Se não,
quais outros agentes
educativos estão
incluídos?
- Há avaliação do impacto da formação na
aprendizagem dos alunos?
-Se sim, como isso é analisado?
Há instrumentos específicos, indicadores
previstos, monitoramento de resultados?
Instrutor  controla os tempos
Multiplicador  registro das respostas
Retratos da
formação de
multiplicadores de
conhecimento
Conversa em 5 partes
3ª parte
Sistematizar – uma ideia em cada etepa -
Pontos
... comuns
... divergentes
... complementares
... destaques
Instrutor  organiza a conversa
Porta voz da equipe registram sistematização do
conteúdo
Retratos da
formação de
multiplicadores de
conhecimento
Conversa em 5 partes
4ª parte
Apresentação em grupo
5ª parte
Avaliação e feedeback
Retratos da
formação de
multiplicadores de
conhecimento
DESAFIOS TENDÊNCIAS DICAS
Qual o papel dos instrutores em relação à formação de alunos no Brasil?
Artigo 24 da Constituição Federal  competência concorrente entre União, estados e que devem legislar
sobre a
educação.
União  estabelecer normas gerais, sem excluir a competência suplementar dos Estados e do Distrito
Federal.
Parecer  compete aos Estados, Municípios e ao Distrito Federal definir planos destinados à formação
continuada específica para seus docentes (com exceção dos programas de pós-graduação)
Formação ao longo da vida profissional é essencial para o desenvolvimento dos professores, visto que esta
não se encerra ao cabo da formação inicial.
“... consenso em vários países com melhor desempenho educacional dos
estudantes é que o professor precisa continuar investindo (e tendo
oportunidades de investir) em seu desenvolvimento profissional, o que é
conhecido como aprendizado ao longo da vida.”
Diretrizes Curriculares Nacionais – Base Nacional
Comum para Formação Inicial e Continuada
Há relação entre os referencias para a formação docente e a BNCC?
Construção de referenciais para a formação docente (inicial e continuada)
precisa dialogar com as dez competências gerais da BNCC
Valorizar e utilizar os
conhecimentos
historicamente construídos
sobre o mundo físico, social,
cultural e digital para
entender e explicar a
realidade, continuar
aprendendo e colaborar para
a construção de uma
sociedade justa, democrática
e inclusiva.
Exercitar a curiosidade
intelectual e recorrer à
abordagem própriadas ciências,
incluindo a investigação, a
reflexão, a análise crítica, a
imaginação e a criatividade,
para investigar causas, elaborar
e testar hipóteses, formular e
resolver probl. e criar soluções
(inclusive tecnol.) com base nos
conheci/s das diferentes áreas.
Valorizar e fruir as
diversas manifestações
artísticas e culturais, das
locais às mundiais, e
também participar de
práticas diversificadas da
produção artístico-
cultural.
Utilizar diferentes linguagens
verbal (...), corporal, visual,
sonora e digital –, bem como
conheci/s das linguagens
artística, matemática e científica,
para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias
e senti/s em diferentes contextos
e produzirsentidos que levem ao
entendi/ mútuo.
Compreender, utilizar e criar
tecnol. digitais de info. e
comunic. de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas
diversas práticas sociais
(incluindo as escolares) para se
comunicar, acessar e disseminar
informações, produzir
conhecimentos, resolver
problemas e exercer
protagonismo e autoria na vida
pessoal e coletiva.
Valorizar a diversidade de
saberes e vivências culturais e
apropriar-se de conhecimentos
e experiências que lhe
possibilitem entender as
relações próprias do mundo do
trabalho e fazer escolhas
alinhadas ao exercício da
cidadania e ao seu projeto de
vida, com liberdade, autonomia,
consciência crítica e
responsabilidade.
Argumentar com base em fatos,
dados e info. confiáveis, para
formular, negociar e defender
ideias, pontos de vista e
decisões comuns que respeitem
e promovam os DH, a
consciência socioambiental e o
consumo responsável em âmbito
local, regional e global, com
posiciona/ ético em relação ao
cuidado de si mesmo, dos outros
e do planeta.
Conhecer-se, apreciar-se e
cuidar de sua saúde física e
emocional,
compreendendo-se na
diversidade humana e
reconhecendo suas
emoções e as dos outros,
com autocrítica e
capacidade para lidar com
elas.
Exercitar a empatia, o diálogo, a
resolução de conflitos e a
cooperação, fazendo-se respeitar
e promovendo o respeito ao
outro e aos direitos humanos,
com acolhi/ e valorização da
diversidade de indivíduos e de
grupos sociais, seus saberes,
identi//s, culturas e potenciali//s,
sem preconceitos de qualquer
natureza.
Agir pessoal e
coletivamente com
autonomia,
responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e
determinação, tomando
decisões com base em
princípios éticos,
democráticos, inclusivos,
sustentáveis e solidários.
CURRÍCULO FORMAÇÃO
50 milhões de estudantes e 2,3 milhões de docentes em
mais de 180 mil estabelecimentos escolares.
Implantação da BNCC + a formação de professores +
produção de material didático + a flexibilidade dos
currículos + diversificação de itinerários formativos
CURRÍCULO O QUE É PRECISO APRENDER HOJE?
Para o que serve o que se ensina?
Tendências...
O que é preciso aprender hoje? Axel Riva
Sujeitos interagem, criam, modificam sentidos – estão mobilizados por
regulamentos, histórias do sistema, formação pessoal, influência
pedagógicas, contextos, salários, condições de trabalho, olhares e vida de
seus alunos.
Não é possível ensinar sem entender para que serve aquilo que se ensina.
Para definir o que é preciso ensinar, é necessário partir de uma visão
projetada do presente. Os educadores, os formuladores de currículos, os
políticos da educação não podem evitar projetar o mundo: trata-se de seu
trabalho central.
TRABALHO E
ECONOMIA
MUNDO
POLÍTICO E
CIDADÃO
MUNDO
SOCIAL E
CULTURAL
sa
O que é preciso aprender hoje? Axel Riva (pg.14)
Aldeia global
Aceleração
tecnológica
Mudança
permanente
Visão de futuro - Dimensões e vetores
“O mundo atual requer a formação
de pessoas muito diferentes das de
outras épocas: é preciso que elas
desenvolvam as capacidades de
pensar criticamente, ter
iniciativa e usar a
criatividade, apoiadas em
uma sólida base ética para
enfrentar os dilemas do futuro. . No
entanto, não se tem de inventar tudo:
as pontes com o passado são tão
importantes quanto os exercícios de
renovação. “
•Pensamento analítico e inovação
•Aprendizagem ativa e estratégias de
aprendizagem
•Criatividade, originalidade e
iniciativa
•Pensamento critico e análise
•Liderança e influência social
•Raciocínio resolução de problemas
e ideação
•Design de tecnologia e
programação
•Resolução de problemas complexos
•Inteligência emocional
•Análise e avaliação de sistemas
•Destreza manual , resistência e
precisão
•Gestão de recursos financeiros e
materiais
•Leitura, escrita, correspondência,
e escuta ativa
•Controle de qualidade e atenção à
segurança
•Habilidades visuais, áudio visuais e
discursivas
•Memória e habilidades verbais,
auditivas e especiais
•Instalação e manutenção de
tecnologia
•Coordenação e gerenciamento de
tempo
•Uso, monitoramento e controle de
tecnologia
Visão de futuro – Perspectiva de competências
O que é preciso aprender hoje? Axel Riva (pg.18)
Para que serve hoje o que se ensina?
Demandas do mercado de trabalho  muito mais emancipação cognitiva em relação à sociedade
industrial clássica —> pensamento crítico e criativo, colaboração, iniciativa e fortes cargas
metacognitivas
Pessoas preparadas para responder às demandas de seu entorno...
...que consigam reelaborar essas demandas em função de valores de superação que elas mesmas
possam, com liberdade, construir.
“Como se decide o que ensinar? Devemos simplesmente nos ater ao currículo em vigor ou modificá-lo,
interpretá-lo, editá-lo?”
Não é preciso modificar tudo nem partir do zero.
Center for Curriculum Redesign —> quatro dimensões da educação:
• “conhecimentos clássicos e emergentes;
• destrezas ou habilidades que permitem aplicar o conhecimento;
•traços de caráter ou personalidade que traduzem formas de ser e o compromisso
com o mundo;
• metacognição (a capacidade de aprender a aprender).” O que é preciso aprender hoje? Axel Riva
Princípios
organizadores
fundamentais
D1
D2
D3
D4
Proporcionar desenvolvimentos cognitivos
que provoquem mudanças nas estruturas
de pensamento.
Não se pode pensar nas destrezas dissociadas dos
conhecimentos. É imperioso evitar o debate que
abre a falsa dicotomia entre conteúdos e
competências.
Tecido educacional da teoria da infusão (Robert
Swartz e colegas, 2013).
Ensino funde conteúdos e destrezas
continuamente, fomentando as
faculdades do pensamento, da reflexão e
da compreensão.
Multiplicidade de expressões da aprendizagem:
físico, cognitivo, emocional e social
2000 —> Programa Internacional de Avaliação de Estudantes
(PISA)
Revitalizou cruzamento entre formas de raciocínio (ou
competências, ou destrezas) e conhecimentos.
“O que se tenta medir não é tanto um saber alojado na
memória, que pode ser localizado para responder a uma
pergunta, e sim um conjunto de competênciasque
permitem usar o conhecimento para resolver novos
problemas. ”
“É fundamental que cada aluno multiplicador de
conhecimento encontre sua essência, seus vínculos, a
construção de seu espaço para poder desenvolver seu
potencial. Isso requer uma visão integral do que se propõe
ensinar.
Descobrir o conhecimento como um paraíso perdido talvez
seja o principal objetivo que se pode apresentar aos
estudantes: não se fará isso de maneira
e todo
isolada; é
envolva o
o
necessário um verdadeiro ecossistema que
currículo, a didática, a organização escolar
sistema.”
O que é preciso aprender hoje? Axel Riva
Diretrizes Curriculares Nacionais
Base Nacional Comum para Formação Inicial e
Continuada(pg. 21)
Engajamento
profissional
Prática
profissional
Conhecimento
profissional
Competência Profissional – 3 dimensões
Conhecimento Prática Engajamento
Dominar conteúdo e saber
como ensiná-los
Planejar ações de ensinos
que resultem em efetivas
aprendizagens.
Comprometer-se com o
próprio desenvolvimento
profissional
Demonstrar conhecimento
sobre os estudantes e
sobre como eles
aprendem.
Criar e saber gerir
ambientes de
aprendizagem.
Estar comprometido com a
aprendizagem dos
estudantes e dispostos a
colocar em prática o
princípio de que todos são
capazes de aprender
Reconhecer os contextos. Avaliar a aprendizagem e o
ensino.
Participar da construção do
PP da escola e da
construção de valores
democráticos
Conhecer estruturas e a
governança dos sistemas
educacionais.
Conduzir as práticas
pedagógicas dos objetos de
conhecimento,
competências e
habilidades.
Engajar com colegas, com
as famílias e com a
comunidade
Pesquisa IBOPE 2018 —> Professores —> O que é preciso fazer para valorizar a
docência?
1º - Dar mais oportunidades de qualificação para os professores que já estão
atuando nas escolas.
2º - Escutar professores para proposição de políticas educacionais.
3º - Respeitar o profissional docente, incluindo melhores salários.
4º - Articular programas destinados à formação continuada às expectativas do
que o professor precisa saber e ser capaz de fazer em cada nível de sua carreira.
5º - Possibilitar aos professores promoção de carreira quando desenvolvem os
referenciais esperados para progressão.
Diretrizes Curriculares Nacionais – Base Nacional
Comum para Formação Inicial e Continuada
Diretrizes Curriculares Nacionais – Base Nacional
Comum para Formação Inicial e Continuada
CONSED - GT de Formação continuada (2017)
1. Estrutura interna do órgão central – implementar, monitorar e avaliar a política de formação
2.Diagnóstico – diagnóstico e indicadores claros sobre tamanho da rede, demandas dos professores, alocação dos profissionais nas
escolas, adequação do docente à área de conhecimento em que é formado, número de escolas em que atuam, implementação do
1/3 de hora-atividade, entre outras.
3. Metodologia
a) escola como principal espaço de formação;
b) estruturação da jornada do professor preferencialmente em apenas uma unidade escolar;
c) efetivação do 1/3 de hora-atividade para uso na formação de professores;
d) trabalho colaborativo entre os professores de uma mesma escola;
e) prioridade à formação continuada em serviço, em vez de eventos isolados;
f) foco nas demandas formativas reais dos professores;
g) prática docente como elemento central e adequação ao nível de senioridade de cada
profissional;
h) uso de dados educacionais para monitoramento e planejamento de ações formativas;
i) uso de recursos tecnológicos para otimização da formação;
j) gestão escolar e coordenação pedagógica capacitada para liderar e apoiar a formação;
k) construção de protocolos e instrumentos de monitoramento e avaliação dos programas;
l) investimento em redes de boas práticas entre escolas.
Diretrizes Curriculares Nacionais – Base Nacional Comum para Formação Inicial e Continuada
Fundação Carlos Chagas em 2017
Programas com avaliação de impacto positivo  eficácia na melhoria da prática docente  aprendizagem dos
estudantes.
1) Foco no conhecimentopedagógico do conteúdo
como os estudantes aprendem, estratégias de ensino, ampliação do repertório do professor  compreender o
processo de aprendizagem dos conteúdos por parte dos estudantes
2) Uso de metodologias ativas de aprendizagem
formador  facilitador do processo de construção de aprendizados
3) Trabalho colaborativo entre pares;
profissionais dialoguem e reflitam sobre a prática. O trabalho colaborativo se torna realmente eficaz quando é
mediado por um par avançado.  tutoria
4) Duração prolongada da formação;
adultos aprendem melhor quando têm a oportunidade de praticar, refletir sobre a prática e dialogar sobre esse
processo
5) Coerência sistêmica
articulada e coerente com as demais políticas das redes; articulada às demandas formativas dos professores, aos
currículos adotados pelas escolas, aos materiais de suporte pedagógico oferecidos, ao sistema de avaliação
implementado, ao plano de carreira e à progressão salarial.
Formação de professores HOJE, tem que considerar:
 demandas e oportunidades presentes;
 inovações que se instalam como exigências;
 interesses e expectativas peculiares às atuais gerações.
Nova compreensão sobre ...
Professor
Aluno Conhecimento
Direito à educação  Igualdade na oferta de oportunidades para
todos
Equidade  não se constrói pela homogeneidade nas formas
organizativas, nos processos pedagógicos, e no tratamento
padronizado dado aos alunos.
Aprendizagem efetiva supõe considerar as heterogeneidades e
diversidades que caracterizam os sujeitos que aprendem e os
espaços onde a aprendizagem acontece.
Diferenças que marcam a origem dos alunos, o modo como vivem,
as condições afetivas e cognitivas, os saberes construídos, definem
para diferentes grupos suas reais necessidades educativas.
Três dimensões da escola:
• Individual / biográfica
• Coletiva / rede de ensino – relações entre escolas da mesma rede
• Territorial - contexto social, político e econômico em que cada escola está inserida, e na
relação com outras escolas
Construção da equidade  reconhecimento das diferenças e respeito às singularidades.
https://www.youtube.com/watch?v=KqopJQO3K0E
O que consideramos para avançar?
Formação —> processo permanente e integrante da atividade
cotidiana e da trajetória profissional
Etapas para o planejamento de programas e políticas
1. Resultados de aprendizagem dos alunos.
2.Identificar um ponto de partida e definir planos e metas a médio
e longo prazo  progressivos patamares de melhoria de
resultados e a controlar a estagnação ou o retrocesso em termos de
aprendizagem
3. Execução  avaliação de processo e de resultados
Escola, local de aprendizagem sobre o ensino
É no cotidiano escolar que são formados os docentes, que se
aprende com os encaminhamentos e as reflexões.
É preciso conduzir a formação por estratégias fundadas na
otimização do potencial formativo do contexto de trabalho. Tornar
a escola locus onde professores aprendem.
Aprender na escola supõe formação que gere projetos de
intervenção, centrados na análise e ressignificação das práticas de
sala de aula e na análise avaliativa das produções dos alunos.
Dimensão coletiva da prática docente
Ampliar a idéia de trabalho colaborativo:
• equipes se formam em exercício, num mesmo contexto de
trabalho;
•apostar na construção de redes locais de professores que
partilhem experiências, socializem reflexões, promovam a
produção de conhecimentos fazendo com que essa produção
coincida com o exercício da própria docência – construir capital
profissional.
Reflexão sobre a prática, partindo dos problemas de sala de aula e
articulando teoria e prática:
•subsídios para auxiliar os professores a enfrentar os desafios
cotidianos do ensinar e do aprender
• valorização do conhecimento/experiência do professor
Para uma formação mais significativa
Responsabilização coletiva: toda a comunidade se responsabiliza
pela formação
Currículo integrado: respeita os percursos formativos próprios,
aproximando a teoria e a prática
Ambiente colaborativo: dinâmicas de inter-cooperação por meio de
estudo coletivo de casos ou situações problemas e não de
disciplinas ou áreas específicas
Compromisso com a pesquisa e a ação: valorizar e sistematizar o
conhecimento construído dentro da profissão, a partir de seus
problemas reais.
Antonio Nóvoa
A prática reflexiva do professor ganha força e poder de
desenvolvimento profissional se ela for compartilhada e
desenvolvida em uma comunidade colaborativa que assume a
investigação como postura e prática social.
Perspectivas bem-sucedidas de desenvolvimento profissional de
professores compreendem a participação plena dos professores,
seja na elaboração de tarefas e práticas concernentes ao próprio
desenvolvimento profissional, seja na realização de estudos e
investigações que tenham como ponto de partida as demandas,
problemas ou desafios, que os professores trazem de seus
próprios contextos de trabalho na escola.
Fiorentini e Crecci, 2013
Práticas eficazes de desenvolvimento profissional:
a) ocorrem de modo intensivo e contínuo;
b) são conectadas às práticas docentes;
c) o foco de atenção incide sobre a aprendizagem dos
alunos;
d) são planejadas para atender aos conteúdos
curriculares específicos;
e) são alinhadas às prioridades e às metas de melhoria
do ensino e;
f) são projetadas para construir relações fortes entre os
professores.
Fiorentini e Crecci, 2013
Curso Docente (Curso de Tecnicas Inicias de Docente)

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  • 2. Pauta 1. Retratos da formação continuada nas redes Trabalho em grupos 2. Desafios, tendências e dicas 3.Sistematizar – uma ideia em cada etepa 4.Apresentação em grupo 5. Avaliação e Feedeback Formação de multiplicadores de conhecimento
  • 3. Cursos de curta duração afinam o discurso e produzem ideário comum aos professores, mostram as novas tendências pedagógicas e didáticas, e ??? Currículo, didática, organização escolar e estrutura da rede de ensino estão intrinsecamente relacionados e qual a relação disso tudo com a formação continuada??? É preciso incorporar recursos tecnológicos nas ações de formação continuada??? • 89% dos municípios têm plano de carreira • 87% oferecem formação continuada. Práticas tradicionais de formação continuada: • Várias ações, sem articulação entre elas. •São individualizadas (mesmo quando oferecidas para um grupo). •Processo formativo tratado de forma fragmentada e com muitas lacunas. “Cursos de curta duração fazem um oferta de formação fragmentada, não mudam as práticas docentes. Servem para afinar o discurso e produzir ideário comum aos professores. A mudança das práticas educativas requer outras estratégias e demanda tempo para consolidar-se. Normalmente, não é tempo de duração dos cursos.” Profa. Elba Barreto – palestra no CENPEC
  • 4. Ações pontuais, como palestras e seminários, servem para sensibilizar sobre o tema. Quando vale a pena investir nisso? Para planejar ações de formação continuada não há necessidade de conhecer o currículo. Mas... se o currículo está em elaboração, não se pode desenvolver ações de formação continuada? “Sensibilização – ações formativas pontuais: informam e promovem sensibilização sobre um tema/assunto. Ex. participar de seminário ou de uma oficina Qualificação – ações formativas indiretas: informam e promovem qualificação sobre um tema ou assunto. Ex. leitura de um livro, de uma publicação, de um infográfico, (fazer um curso autoformativo de curta duração). Formação em continuidade – ações formativas em processo contínuo: promovem o desenvolvimento de competências fundamentais para o exercício da docência articulando conhecimentos teóricos e práticos. Gera percurso formativo e da formação no possibilidade de avaliar os efeitos conhecimento do professor. Ex. cursos de curta ou média duração”
  • 5. Conversa em 5 partes 1ª parte Rodada de apresentação – nome, função, Tempo de empresa e outras informaçoes Definição de: Nome de grupo, Participantes; Porta-voz por grupo Retratos da formação de multiplicadores de conhecimento
  • 6. Conversa em 5 partes 2ª parte Rodada de conversa: Quais programas de formação de multiplicadores de conhecimento? - Principais temas/conteúdos? - Qual o “desenho” da formação? Carga horária, periodicidade, locais-situações, presencial/distância. - As ações de formação continuada acontecem apenas com o futuro multiplicador? Se não, quais outros agentes educativos estão incluídos? - Há avaliação do impacto da formação na aprendizagem dos alunos? -Se sim, como isso é analisado? Há instrumentos específicos, indicadores previstos, monitoramento de resultados? Instrutor  controla os tempos Multiplicador  registro das respostas Retratos da formação de multiplicadores de conhecimento
  • 7. Conversa em 5 partes 3ª parte Sistematizar – uma ideia em cada etepa - Pontos ... comuns ... divergentes ... complementares ... destaques Instrutor  organiza a conversa Porta voz da equipe registram sistematização do conteúdo Retratos da formação de multiplicadores de conhecimento
  • 8. Conversa em 5 partes 4ª parte Apresentação em grupo 5ª parte Avaliação e feedeback Retratos da formação de multiplicadores de conhecimento
  • 10. Qual o papel dos instrutores em relação à formação de alunos no Brasil? Artigo 24 da Constituição Federal  competência concorrente entre União, estados e que devem legislar sobre a educação. União  estabelecer normas gerais, sem excluir a competência suplementar dos Estados e do Distrito Federal. Parecer  compete aos Estados, Municípios e ao Distrito Federal definir planos destinados à formação continuada específica para seus docentes (com exceção dos programas de pós-graduação) Formação ao longo da vida profissional é essencial para o desenvolvimento dos professores, visto que esta não se encerra ao cabo da formação inicial. “... consenso em vários países com melhor desempenho educacional dos estudantes é que o professor precisa continuar investindo (e tendo oportunidades de investir) em seu desenvolvimento profissional, o que é conhecido como aprendizado ao longo da vida.” Diretrizes Curriculares Nacionais – Base Nacional Comum para Formação Inicial e Continuada
  • 11. Há relação entre os referencias para a formação docente e a BNCC? Construção de referenciais para a formação docente (inicial e continuada) precisa dialogar com as dez competências gerais da BNCC Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própriadas ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver probl. e criar soluções (inclusive tecnol.) com base nos conheci/s das diferentes áreas. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico- cultural. Utilizar diferentes linguagens verbal (...), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conheci/s das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e senti/s em diferentes contextos e produzirsentidos que levem ao entendi/ mútuo. Compreender, utilizar e criar tecnol. digitais de info. e comunic. de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. Argumentar com base em fatos, dados e info. confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os DH, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posiciona/ ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhi/ e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identi//s, culturas e potenciali//s, sem preconceitos de qualquer natureza. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
  • 12. CURRÍCULO FORMAÇÃO 50 milhões de estudantes e 2,3 milhões de docentes em mais de 180 mil estabelecimentos escolares. Implantação da BNCC + a formação de professores + produção de material didático + a flexibilidade dos currículos + diversificação de itinerários formativos CURRÍCULO O QUE É PRECISO APRENDER HOJE? Para o que serve o que se ensina? Tendências...
  • 13. O que é preciso aprender hoje? Axel Riva Sujeitos interagem, criam, modificam sentidos – estão mobilizados por regulamentos, histórias do sistema, formação pessoal, influência pedagógicas, contextos, salários, condições de trabalho, olhares e vida de seus alunos. Não é possível ensinar sem entender para que serve aquilo que se ensina. Para definir o que é preciso ensinar, é necessário partir de uma visão projetada do presente. Os educadores, os formuladores de currículos, os políticos da educação não podem evitar projetar o mundo: trata-se de seu trabalho central.
  • 14. TRABALHO E ECONOMIA MUNDO POLÍTICO E CIDADÃO MUNDO SOCIAL E CULTURAL sa O que é preciso aprender hoje? Axel Riva (pg.14) Aldeia global Aceleração tecnológica Mudança permanente Visão de futuro - Dimensões e vetores
  • 15. “O mundo atual requer a formação de pessoas muito diferentes das de outras épocas: é preciso que elas desenvolvam as capacidades de pensar criticamente, ter iniciativa e usar a criatividade, apoiadas em uma sólida base ética para enfrentar os dilemas do futuro. . No entanto, não se tem de inventar tudo: as pontes com o passado são tão importantes quanto os exercícios de renovação. “ •Pensamento analítico e inovação •Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem •Criatividade, originalidade e iniciativa •Pensamento critico e análise •Liderança e influência social •Raciocínio resolução de problemas e ideação •Design de tecnologia e programação •Resolução de problemas complexos •Inteligência emocional •Análise e avaliação de sistemas •Destreza manual , resistência e precisão •Gestão de recursos financeiros e materiais •Leitura, escrita, correspondência, e escuta ativa •Controle de qualidade e atenção à segurança •Habilidades visuais, áudio visuais e discursivas •Memória e habilidades verbais, auditivas e especiais •Instalação e manutenção de tecnologia •Coordenação e gerenciamento de tempo •Uso, monitoramento e controle de tecnologia Visão de futuro – Perspectiva de competências O que é preciso aprender hoje? Axel Riva (pg.18)
  • 16. Para que serve hoje o que se ensina? Demandas do mercado de trabalho  muito mais emancipação cognitiva em relação à sociedade industrial clássica —> pensamento crítico e criativo, colaboração, iniciativa e fortes cargas metacognitivas Pessoas preparadas para responder às demandas de seu entorno... ...que consigam reelaborar essas demandas em função de valores de superação que elas mesmas possam, com liberdade, construir. “Como se decide o que ensinar? Devemos simplesmente nos ater ao currículo em vigor ou modificá-lo, interpretá-lo, editá-lo?” Não é preciso modificar tudo nem partir do zero. Center for Curriculum Redesign —> quatro dimensões da educação: • “conhecimentos clássicos e emergentes; • destrezas ou habilidades que permitem aplicar o conhecimento; •traços de caráter ou personalidade que traduzem formas de ser e o compromisso com o mundo; • metacognição (a capacidade de aprender a aprender).” O que é preciso aprender hoje? Axel Riva
  • 17. Princípios organizadores fundamentais D1 D2 D3 D4 Proporcionar desenvolvimentos cognitivos que provoquem mudanças nas estruturas de pensamento. Não se pode pensar nas destrezas dissociadas dos conhecimentos. É imperioso evitar o debate que abre a falsa dicotomia entre conteúdos e competências. Tecido educacional da teoria da infusão (Robert Swartz e colegas, 2013). Ensino funde conteúdos e destrezas continuamente, fomentando as faculdades do pensamento, da reflexão e da compreensão. Multiplicidade de expressões da aprendizagem: físico, cognitivo, emocional e social 2000 —> Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) Revitalizou cruzamento entre formas de raciocínio (ou competências, ou destrezas) e conhecimentos. “O que se tenta medir não é tanto um saber alojado na memória, que pode ser localizado para responder a uma pergunta, e sim um conjunto de competênciasque permitem usar o conhecimento para resolver novos problemas. ”
  • 18. “É fundamental que cada aluno multiplicador de conhecimento encontre sua essência, seus vínculos, a construção de seu espaço para poder desenvolver seu potencial. Isso requer uma visão integral do que se propõe ensinar. Descobrir o conhecimento como um paraíso perdido talvez seja o principal objetivo que se pode apresentar aos estudantes: não se fará isso de maneira e todo isolada; é envolva o o necessário um verdadeiro ecossistema que currículo, a didática, a organização escolar sistema.” O que é preciso aprender hoje? Axel Riva
  • 19. Diretrizes Curriculares Nacionais Base Nacional Comum para Formação Inicial e Continuada(pg. 21) Engajamento profissional Prática profissional Conhecimento profissional Competência Profissional – 3 dimensões Conhecimento Prática Engajamento Dominar conteúdo e saber como ensiná-los Planejar ações de ensinos que resultem em efetivas aprendizagens. Comprometer-se com o próprio desenvolvimento profissional Demonstrar conhecimento sobre os estudantes e sobre como eles aprendem. Criar e saber gerir ambientes de aprendizagem. Estar comprometido com a aprendizagem dos estudantes e dispostos a colocar em prática o princípio de que todos são capazes de aprender Reconhecer os contextos. Avaliar a aprendizagem e o ensino. Participar da construção do PP da escola e da construção de valores democráticos Conhecer estruturas e a governança dos sistemas educacionais. Conduzir as práticas pedagógicas dos objetos de conhecimento, competências e habilidades. Engajar com colegas, com as famílias e com a comunidade
  • 20. Pesquisa IBOPE 2018 —> Professores —> O que é preciso fazer para valorizar a docência? 1º - Dar mais oportunidades de qualificação para os professores que já estão atuando nas escolas. 2º - Escutar professores para proposição de políticas educacionais. 3º - Respeitar o profissional docente, incluindo melhores salários. 4º - Articular programas destinados à formação continuada às expectativas do que o professor precisa saber e ser capaz de fazer em cada nível de sua carreira. 5º - Possibilitar aos professores promoção de carreira quando desenvolvem os referenciais esperados para progressão. Diretrizes Curriculares Nacionais – Base Nacional Comum para Formação Inicial e Continuada
  • 21. Diretrizes Curriculares Nacionais – Base Nacional Comum para Formação Inicial e Continuada CONSED - GT de Formação continuada (2017) 1. Estrutura interna do órgão central – implementar, monitorar e avaliar a política de formação 2.Diagnóstico – diagnóstico e indicadores claros sobre tamanho da rede, demandas dos professores, alocação dos profissionais nas escolas, adequação do docente à área de conhecimento em que é formado, número de escolas em que atuam, implementação do 1/3 de hora-atividade, entre outras. 3. Metodologia a) escola como principal espaço de formação; b) estruturação da jornada do professor preferencialmente em apenas uma unidade escolar; c) efetivação do 1/3 de hora-atividade para uso na formação de professores; d) trabalho colaborativo entre os professores de uma mesma escola; e) prioridade à formação continuada em serviço, em vez de eventos isolados; f) foco nas demandas formativas reais dos professores; g) prática docente como elemento central e adequação ao nível de senioridade de cada profissional; h) uso de dados educacionais para monitoramento e planejamento de ações formativas; i) uso de recursos tecnológicos para otimização da formação; j) gestão escolar e coordenação pedagógica capacitada para liderar e apoiar a formação; k) construção de protocolos e instrumentos de monitoramento e avaliação dos programas; l) investimento em redes de boas práticas entre escolas.
  • 22. Diretrizes Curriculares Nacionais – Base Nacional Comum para Formação Inicial e Continuada Fundação Carlos Chagas em 2017 Programas com avaliação de impacto positivo  eficácia na melhoria da prática docente  aprendizagem dos estudantes. 1) Foco no conhecimentopedagógico do conteúdo como os estudantes aprendem, estratégias de ensino, ampliação do repertório do professor  compreender o processo de aprendizagem dos conteúdos por parte dos estudantes 2) Uso de metodologias ativas de aprendizagem formador  facilitador do processo de construção de aprendizados 3) Trabalho colaborativo entre pares; profissionais dialoguem e reflitam sobre a prática. O trabalho colaborativo se torna realmente eficaz quando é mediado por um par avançado.  tutoria 4) Duração prolongada da formação; adultos aprendem melhor quando têm a oportunidade de praticar, refletir sobre a prática e dialogar sobre esse processo 5) Coerência sistêmica articulada e coerente com as demais políticas das redes; articulada às demandas formativas dos professores, aos currículos adotados pelas escolas, aos materiais de suporte pedagógico oferecidos, ao sistema de avaliação implementado, ao plano de carreira e à progressão salarial.
  • 23. Formação de professores HOJE, tem que considerar:  demandas e oportunidades presentes;  inovações que se instalam como exigências;  interesses e expectativas peculiares às atuais gerações. Nova compreensão sobre ... Professor Aluno Conhecimento Direito à educação  Igualdade na oferta de oportunidades para todos Equidade  não se constrói pela homogeneidade nas formas organizativas, nos processos pedagógicos, e no tratamento padronizado dado aos alunos. Aprendizagem efetiva supõe considerar as heterogeneidades e diversidades que caracterizam os sujeitos que aprendem e os espaços onde a aprendizagem acontece. Diferenças que marcam a origem dos alunos, o modo como vivem, as condições afetivas e cognitivas, os saberes construídos, definem para diferentes grupos suas reais necessidades educativas.
  • 24. Três dimensões da escola: • Individual / biográfica • Coletiva / rede de ensino – relações entre escolas da mesma rede • Territorial - contexto social, político e econômico em que cada escola está inserida, e na relação com outras escolas Construção da equidade  reconhecimento das diferenças e respeito às singularidades. https://www.youtube.com/watch?v=KqopJQO3K0E
  • 25. O que consideramos para avançar? Formação —> processo permanente e integrante da atividade cotidiana e da trajetória profissional Etapas para o planejamento de programas e políticas 1. Resultados de aprendizagem dos alunos. 2.Identificar um ponto de partida e definir planos e metas a médio e longo prazo  progressivos patamares de melhoria de resultados e a controlar a estagnação ou o retrocesso em termos de aprendizagem 3. Execução  avaliação de processo e de resultados
  • 26. Escola, local de aprendizagem sobre o ensino É no cotidiano escolar que são formados os docentes, que se aprende com os encaminhamentos e as reflexões. É preciso conduzir a formação por estratégias fundadas na otimização do potencial formativo do contexto de trabalho. Tornar a escola locus onde professores aprendem. Aprender na escola supõe formação que gere projetos de intervenção, centrados na análise e ressignificação das práticas de sala de aula e na análise avaliativa das produções dos alunos.
  • 27. Dimensão coletiva da prática docente Ampliar a idéia de trabalho colaborativo: • equipes se formam em exercício, num mesmo contexto de trabalho; •apostar na construção de redes locais de professores que partilhem experiências, socializem reflexões, promovam a produção de conhecimentos fazendo com que essa produção coincida com o exercício da própria docência – construir capital profissional. Reflexão sobre a prática, partindo dos problemas de sala de aula e articulando teoria e prática: •subsídios para auxiliar os professores a enfrentar os desafios cotidianos do ensinar e do aprender • valorização do conhecimento/experiência do professor
  • 28. Para uma formação mais significativa Responsabilização coletiva: toda a comunidade se responsabiliza pela formação Currículo integrado: respeita os percursos formativos próprios, aproximando a teoria e a prática Ambiente colaborativo: dinâmicas de inter-cooperação por meio de estudo coletivo de casos ou situações problemas e não de disciplinas ou áreas específicas Compromisso com a pesquisa e a ação: valorizar e sistematizar o conhecimento construído dentro da profissão, a partir de seus problemas reais. Antonio Nóvoa
  • 29. A prática reflexiva do professor ganha força e poder de desenvolvimento profissional se ela for compartilhada e desenvolvida em uma comunidade colaborativa que assume a investigação como postura e prática social. Perspectivas bem-sucedidas de desenvolvimento profissional de professores compreendem a participação plena dos professores, seja na elaboração de tarefas e práticas concernentes ao próprio desenvolvimento profissional, seja na realização de estudos e investigações que tenham como ponto de partida as demandas, problemas ou desafios, que os professores trazem de seus próprios contextos de trabalho na escola. Fiorentini e Crecci, 2013
  • 30. Práticas eficazes de desenvolvimento profissional: a) ocorrem de modo intensivo e contínuo; b) são conectadas às práticas docentes; c) o foco de atenção incide sobre a aprendizagem dos alunos; d) são planejadas para atender aos conteúdos curriculares específicos; e) são alinhadas às prioridades e às metas de melhoria do ensino e; f) são projetadas para construir relações fortes entre os professores. Fiorentini e Crecci, 2013