Do salazarismo ao 25 de abril
Do salazarismo ao 25 de abril
PIDE
Censura
Mocidade
Portuguesa
Legião
Portuguesa
Propaganda
União
Nacional
Do salazarismo ao 25 de abril
► Nacionalismo
► Anti-Parlamentarismo
► Mono-Partidarismo
► Autoritarismo
► Totalitarismo
► Corporativismo
► Colonialismo
Anti-Democrático
Anti-Capitalista
Anti-
Comunista
“Orgulhosamente sós”
A II Guerra Mundial
► Após a II Guerra as principais ditaduras caíram, contudo mantiveram-se os
Regimes autoritários de Portugal e Espanha.
► Em Portugal, os oposicionistas pensavam em recuperar as liberdades e
exigiam eleições livres.
► Do exterior, os países democráticos como os E.U.A. e a Inglaterra exerciam
pressões políticas sobre o nosso país.
► Cedendo às pressões, em Set. de 1945 foi dissolvida a Assembleia Nacional
e foral marcadas eleições legislativas em Nov. desse ano.
Salazar afirmou que as mesmas deveriam ser
“tão livres como na Livre Inglaterra”
Franco
►A oposição ao regime organizou-se no MUD (Movimento de Unidade
Democrática), para concorrer às eleições.
► A tarefa tornou-se difícil pelo facto de não lhe ser dada a hipótese de se
organizarem e serem dificultados os acessos aos meios de comunicação
social.
► As dificuldades levaram-nos a retirar-se da corrida eleitoral.
► Sem adversários, a União Nacional, partido do governo, ganhou as eleições.
► Iniciou-se uma campanha de perseguição a todos os que apoiaram o MUD:
Uns perderam o emprego;
Outros exilaram-se;
Muitos foram presos.
O Estado Novo recusou a
democratização do país,
servindo-se da polícia
política, das prisões e da
censura para silenciar os
opositores.
► Em 1958, a candidatura às
presidenciais de Humberto Delgado
( da ala oposicionista) fez tremer o
governo.
► Este acto fez encher de entusiasmo
a população de todo o país.
► Os resultados não foram os
esperados, pois os procedimentos
foram fraudulentos. Tendo ganho o
candidato apoiado pelo governo,
Américo Tomás.
► Os actos eleitorais serviam, exclusivamente, como
arma de propaganda internacional, para convencer os
países democráticos de que o regime nada tinha de
fascista e contava com o apoio popular.
“- Obviamente, demito- o!”. Referindo-se a
► Durante a II Guerra Portugal manteve-se neutral.
► O nosso país pode vender os seus produtos aos estados em
guerra, gerando prosperidade;
► No final da guerra, Portugal não acompanhou o desenvolvimento
económico dos outros países, tendo mesmo recusado o auxílio do
Plano Marshall.
► Salazar continuava preocupado
com o equilíbrio orçamental, não
investindo as reservas de dinheiro
acumuladas, necessárias ao
desenvolvimento do país.
Do salazarismo ao 25 de abril
► A partir dos anos 50, o governo executou os Planos de Fomento
Industrial, com o objectivo de promover o desenvolvimento industrial
do nosso país.
► Surgiram novas indústrias, em especial na química e na
metalurgia. Para apoiar a industrialização construíram-se barragens
hidroeléctricas e centrais termoeléctricas.
► Em 1959, Portugal aderiu à EFTA (European Free Trade
Association), o que permitiu o aumento das exportações, uma vez que
o nosso país beneficiou com o fim das taxas alfandegárias no
comércio com os países membros dessa organização.
► Portugal exportava: têxteis, vinho, azeite
e maquinaria.
Operário Fabril
11$00
► As exportações eram muito superiores às importações. O défice da
balança foi-se reduzindo, também para isso contribuíram as divisas do
emigrantes e o turismo.
Portugal pretendia tornar o país auto-suficiente, de acordo com o
princípio do Nacionalismo Económico (o ideal de autarcia).
Contudo…
► Portugal não conseguia recuperar o
atraso que o separava dos países mais
desenvolvidos.
► Era sobretudo um país agrícola, em
que os trabalhadores rurais tinham
grandes dificuldades de subsistência.
► Deflagrava a miséria, por todo o país
faltava assistência médica, as
habitações (na sua maioria) não tinham
água canalizada ou luz eléctrica.
► As más condições de vida levaram milhares de pessoas a
abandonar as suas terras dirigindo-se para as grandes
cidades: Lisboa, Porto e Setúbal.
► Iam viver em bairros clandestinos nos arredores das
cidades.
► O Ultramar português foi um dos destinos escolhidos
pelos Portugueses.
►A emigração para países industrializados foi a saída para
milhares de portugueses, que procuravam além fronteiras
salários mais elevados. Se até à década de 60 os
portugueses emigravam para o Brasil, a partir daqui,
dirigiam-se para países europeus como a França e a
Alemanha, que necessitavam de mão-de-obra para se
reconstruírem após os efeitos da II Guerra Mundial.
A emigração contribuiu para o nosso país:
a) Com receitas dos emigrantes;
b) Mecanização agrícola (devido à falta de trabalhadores);
c) Modernização de algumas aldeias e vilas.
► Com o fim da II Guerra Mundial intensificou-se o processo de
descolonização que levou à independência política de algumas
colónias Europeias, nomeadamente na Ásia e em África.
► Quando Portugal se tornou membro da ONU, em 1955, foi-lhe
recomendado que concedesse a independência às suas colónias (a
exemplo do que já tinham feito outros países europeus)
► Salazar teimava em manter o nosso império colonial, defendendo
que “Portugal não era um país pequeno”, “Portugal ia do Minho a
Timor” e designando as colónias como Províncias Ultramarinas e os
colonos como cidadãos portugueses.
Do salazarismo ao 25 de abril
► No final dos anos 50 e início dos anos 60 do séc. XX, surgiram movimentos
defensores da independência em quase todas as colónias portuguesas.
Em Angola O MPLA (1961)
A UPA/ O FNLA (1962)
A UNITA ( 1966)
Na Guiné ► O PAIGC (1963)
Em Moçambique ► A FRELIMO (1964)
► Os guerrilheiros iniciam os ataques
contra a presença dos portugueses nas
colónias. Surge um sentimento
generalizado de medo entre os colonos.
► Salazar mobilizava tropas, na flor da
idade, para combaterem no Ultramar. “Para
Angola, rapidamente e em força!”
► Iniciou-se uma guerra de guerrilha iria
durar 13 anos, com vitórias e reveses de
parte a parte.
► De Lisboa partiam sucessivos
contingentes de militares com destino às
colónias.
► A Guerra Colonial provocou milhares de
mortos e de feridos, consumindo verbas
muito avultadas aos nossos cofres.
► Esta Guerra sem tréguas levou a que
Portugal ficasse cada vez mais isolado a
nível internacional, levando Salazar a fazer
a célebre afirmação:
“Estamos orgulhosamente sós”.
Do salazarismo ao 25 de abril
UPA (União das Populações de
Angola) um Movimento de
Libertação de Angola
(altamente violento)
► Durante o Estado Novo desenvolveu-se a Música de
Intervenção, com o intuito de criticar o governo e chamar a atenção
do povo para a miséria, injustiças e sofrimento em que estava
mergulhado.
► Os arautos da Revolução foram Sérgio Godinho, Zeca Afonso,
Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco…
Do salazarismo ao 25 de abril
► Em 1968 Salazar adoeceu depois de sofrer um acidente, o que o
impossibilitou de continuar á frente do governo, tendo sido substituído por
Marcelo Caetano.
► Este condensou o seu programa político na fórmula.”
renovação na continuidade”. Procurava , obter um consenso
nacional. Aos grupos conservadores prometia a continuidade, ao
mesmo tempo que acenava com a renovação àqueles que
exigiam a democratização e a modernização do país.
Vive-se a chamada
“Primavera Marcelista”
1 -A polícia política e a censura continuam a actuar. A
polícia política apenas mudou de nome e passou a
chamar-se Direcção-Geral de Segurança (DGS)
2- Um ano após a substituição de Salazar, a Guerra
Colonial mantinha-se, com todas as suas nefastas
consequências. A Descolonização continuava a ser
um “projecto adiado”.
3- As eleições continuam a evidenciar irregularidades.
4- A luta contra o regime intensifica-se
•Não se concedia amnistia aos presos políticos;
•Recusava-se a liberdade de associação;
•Os partidos políticos não tinham sido autorizados
► As eleições legislativas trouxeram algumas alterações
em relação ao passado Salazarista.
► Pela primeira vez, a oposição foi às urnas em quase
todo o país.
► As forças oposicionistas puderam concorrer às
eleições como comissões eleitorais:
•A CDE (Comissão Democrática Eleitoral)- controlada
pelos comunistas;
•A CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática),
controlada pelos socialistas e liberais.
• Os delegados da oposição puderam, mesmo, fiscalizar
as assembleias de voto.
3- As eleições continuam a evidenciar irregularidades
A oposição não conseguiu vencer as eleições, porque:
► A campanha eleitoral durou apenas um mês;
► Milhares de votantes não estavam registados;
► Outros tinham sido riscados dos cadernos eleitorais;
► Muitos não votaram por não ter confiança nem no governo, nem
na oposição;
► Os resultados foram manipulados
A oposição sofreu uma pesada derrota;
A Assembleia Nacional foi, uma vez mais, ocupada exclusivamente
por deputados da União Nacional
► Logo em 1970 vários oposicionistas foram obrigados a exilar-se (para
alguns países Europa e para a Argélia no Norte de África). Contam-se
entre os mais famosos exilados: Mário Soares e Álvaro Cunhal (entre
muito outros) e outros ainda, foram presos…
A esperança da liberalização fracassara. Na Assembleia Nacional
alguns deputados “da ala liberal” acreditavam ser possível fazer
reformas democrática no interior desse orgão, depressa se
convenceram da impossibilidade de as fazer.
:
Marcelo Caetano esforçou-se por tomar algumas medidas que fossem
ao encontro das expectativas da população, tais como:
• O alargamento da Segurança Social aos trabalhadores rurais;
• A escolaridade obrigatória de seis anos e a construção de novas
escolas.
No entanto o Regime entrou em agonia sobretudo devido…
Ao desgaste provocado
pela
GUERRA COLONIAL
►A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em
Bissau (Guiné) ,em 21 de Agosto de 1973.
► Dá-se a origem do Movimento das Forças Armadas (MFA).
Este movimento foi encabeçado por militares de alta patente,
passando a denominar-se “O Movimento dos Capitães”.
► O General Spínola adianta uma saída política para a questão
colonial, com a obra “Portugal e o Futuro”.
► O governo demite Spínola e Costa Gomes dos seus cargos.
► No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o
derrube do regime pela força.
► Em 1974, o Movimento das
Forças Armadas (MFA),
constituído por um grupo de
militares, decidiu pôr fim à
ditadura através de um
golpe militar, planeado
secretamente durante
meses, de acordo com um
plano, que teve como
mentor Otelo Saraiva de
Carvalho (entre outros
militares de alta patente).
► No dia 25 de Abril de 1974 deu-se uma acção militar
que iria pôr fim ao regime que oprimia o país há várias
décadas. Era o caminho de regresso à Liberdade e à
Democracia.
► O levantamento militar derrubou num só dia , o regime
politico que vigorava em Portugal desde 1926 , sem
grandes resistências das forças leais ao governo
► Foi em pouco mais de doze horas que os
militares passaram a dominar os pontos
estratégicos do país.
24 de Abril, transmissão pela
rádio da canção "E Depois do Adeus”de Paulo
de Carvalho. Esta foi a 1ª senha da
Revolução, para o início da mobilização das
tropas de todo o país para a capital.
22.55min
Transmissão da
canção “Grândola
Vila Morena” na
Rádio
Renascença!
É difundido, pelo
Rádio Clube
Português, o primeiro
comunicado ao país,
do Movimento das
Forças Armadas
(MFA).
As forças para-militares
leais ao regime,
começam a render-se. A
Legião Portuguesa é a
primeira.
00:20min
04:20min
13:30min
.► Inicia-se o cerco ao Quartel do Carmo.
No exterior, no Largo do Carmo e nas ruas
vizinhas, juntam-se milhares de pessoas.
► Os populares juntaram-se aos militares, aplaudiram e distribuíram
cravos vermelhos, passando a ser conhecida como a “Revolução dos
Cravos”
14:00min
► O Cravo vermelho tornou-se
num dos símbolos do 25 de Abril,
ficando esta acção militar
mundialmente conhecida como a
Revolução dos Cravos.
► Alguém começou a distribuir cravos
vermelhos pelos soldados que depressa os
colocaram nos canos das suas
espingardas…
Milhares de pessoas no largo do Carmo.
► Termina o prazo inicial para a rendição. Este é
anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro
Maia.
O Quartel do Carmo iça a bandeira branca.
Marcelo Caetano faz saber que está disposto a
render-se.
► Marcelo Caetano rende-se e
entrega o poder ao General Spínola,
que tinha sido chamado ao interior do
Quartel do Carmo para receber o
poder da sua mão, para que este não
caísse na rua.
16:30min
18:00min
► Marcelo Caetano e o seu governo saem escoltados
do Quartel do Carmo, uma vez que o povo estava
revoltado, gritando “- Assassinos! - Assassinos!”
Tiveram autorização de ir para a Madeira e mais tarde
exilaram-se no Brasil
► Alguns elementos da PIDE disparam sobre
manifestantes que começavam a afluir à sua sede, na
Rua António Maria Cardoso, fazendo 4 mortos e 45
feridos.
20.00min.
► Os oficiais do MFA entregaram o poder a uma Junta
de Salvação Nacional, presidida pelo general Spínola,
com a missão de governar o país até à formação de um
governo provisório.
► N a madrugada do
dia 26 de Abril, o
General Spínola, em
nome da Junta de
Salvação Nacional, deu
a conhecer aos
portugueses através da
televisão, o Programa
do MFA, que era
desenvolvido em torno
de três Objectivos:
Democratizar
Descolonizar
Desenvolver
► Extinção da Polícia Política, da Legião Portuguesa e da
Mocidade Portuguesa;
► Abolição da Censura e reconhecimento da liberdade de
expressão e pensamento;
► Libertação dos presos políticos.
A Junta de Salvação Nacional nomeou o General Spínola
Presidente da República e este indicou o Professor Adelino da
Palma Carlos para chefe do Governo Provisório que deveria
governar o País até às primeiras eleições legislativas em
liberdade.
A mudança não se efectuou num
dia…
Tempo Sacrifícios
Foi preciso:
Empenho
Coragem
Para que:
Liberdade
Solidariedade
Democracia
Não sejam apenasNão sejam apenas
palavras!!!palavras!!!
45
Prof.ª
Isabel

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Do salazarismo ao 25 de abril

  • 5. ► Nacionalismo ► Anti-Parlamentarismo ► Mono-Partidarismo ► Autoritarismo ► Totalitarismo ► Corporativismo ► Colonialismo Anti-Democrático Anti-Capitalista Anti- Comunista
  • 7. A II Guerra Mundial ► Após a II Guerra as principais ditaduras caíram, contudo mantiveram-se os Regimes autoritários de Portugal e Espanha. ► Em Portugal, os oposicionistas pensavam em recuperar as liberdades e exigiam eleições livres. ► Do exterior, os países democráticos como os E.U.A. e a Inglaterra exerciam pressões políticas sobre o nosso país. ► Cedendo às pressões, em Set. de 1945 foi dissolvida a Assembleia Nacional e foral marcadas eleições legislativas em Nov. desse ano. Salazar afirmou que as mesmas deveriam ser “tão livres como na Livre Inglaterra” Franco
  • 8. ►A oposição ao regime organizou-se no MUD (Movimento de Unidade Democrática), para concorrer às eleições. ► A tarefa tornou-se difícil pelo facto de não lhe ser dada a hipótese de se organizarem e serem dificultados os acessos aos meios de comunicação social. ► As dificuldades levaram-nos a retirar-se da corrida eleitoral. ► Sem adversários, a União Nacional, partido do governo, ganhou as eleições. ► Iniciou-se uma campanha de perseguição a todos os que apoiaram o MUD: Uns perderam o emprego; Outros exilaram-se; Muitos foram presos.
  • 9. O Estado Novo recusou a democratização do país, servindo-se da polícia política, das prisões e da censura para silenciar os opositores.
  • 10. ► Em 1958, a candidatura às presidenciais de Humberto Delgado ( da ala oposicionista) fez tremer o governo. ► Este acto fez encher de entusiasmo a população de todo o país. ► Os resultados não foram os esperados, pois os procedimentos foram fraudulentos. Tendo ganho o candidato apoiado pelo governo, Américo Tomás. ► Os actos eleitorais serviam, exclusivamente, como arma de propaganda internacional, para convencer os países democráticos de que o regime nada tinha de fascista e contava com o apoio popular. “- Obviamente, demito- o!”. Referindo-se a
  • 11. ► Durante a II Guerra Portugal manteve-se neutral. ► O nosso país pode vender os seus produtos aos estados em guerra, gerando prosperidade; ► No final da guerra, Portugal não acompanhou o desenvolvimento económico dos outros países, tendo mesmo recusado o auxílio do Plano Marshall. ► Salazar continuava preocupado com o equilíbrio orçamental, não investindo as reservas de dinheiro acumuladas, necessárias ao desenvolvimento do país.
  • 13. ► A partir dos anos 50, o governo executou os Planos de Fomento Industrial, com o objectivo de promover o desenvolvimento industrial do nosso país. ► Surgiram novas indústrias, em especial na química e na metalurgia. Para apoiar a industrialização construíram-se barragens hidroeléctricas e centrais termoeléctricas. ► Em 1959, Portugal aderiu à EFTA (European Free Trade Association), o que permitiu o aumento das exportações, uma vez que o nosso país beneficiou com o fim das taxas alfandegárias no comércio com os países membros dessa organização. ► Portugal exportava: têxteis, vinho, azeite e maquinaria.
  • 15. ► As exportações eram muito superiores às importações. O défice da balança foi-se reduzindo, também para isso contribuíram as divisas do emigrantes e o turismo. Portugal pretendia tornar o país auto-suficiente, de acordo com o princípio do Nacionalismo Económico (o ideal de autarcia). Contudo… ► Portugal não conseguia recuperar o atraso que o separava dos países mais desenvolvidos. ► Era sobretudo um país agrícola, em que os trabalhadores rurais tinham grandes dificuldades de subsistência. ► Deflagrava a miséria, por todo o país faltava assistência médica, as habitações (na sua maioria) não tinham água canalizada ou luz eléctrica.
  • 16. ► As más condições de vida levaram milhares de pessoas a abandonar as suas terras dirigindo-se para as grandes cidades: Lisboa, Porto e Setúbal. ► Iam viver em bairros clandestinos nos arredores das cidades. ► O Ultramar português foi um dos destinos escolhidos pelos Portugueses. ►A emigração para países industrializados foi a saída para milhares de portugueses, que procuravam além fronteiras salários mais elevados. Se até à década de 60 os portugueses emigravam para o Brasil, a partir daqui, dirigiam-se para países europeus como a França e a Alemanha, que necessitavam de mão-de-obra para se reconstruírem após os efeitos da II Guerra Mundial.
  • 17. A emigração contribuiu para o nosso país: a) Com receitas dos emigrantes; b) Mecanização agrícola (devido à falta de trabalhadores); c) Modernização de algumas aldeias e vilas.
  • 18. ► Com o fim da II Guerra Mundial intensificou-se o processo de descolonização que levou à independência política de algumas colónias Europeias, nomeadamente na Ásia e em África. ► Quando Portugal se tornou membro da ONU, em 1955, foi-lhe recomendado que concedesse a independência às suas colónias (a exemplo do que já tinham feito outros países europeus) ► Salazar teimava em manter o nosso império colonial, defendendo que “Portugal não era um país pequeno”, “Portugal ia do Minho a Timor” e designando as colónias como Províncias Ultramarinas e os colonos como cidadãos portugueses.
  • 20. ► No final dos anos 50 e início dos anos 60 do séc. XX, surgiram movimentos defensores da independência em quase todas as colónias portuguesas. Em Angola O MPLA (1961) A UPA/ O FNLA (1962) A UNITA ( 1966) Na Guiné ► O PAIGC (1963) Em Moçambique ► A FRELIMO (1964)
  • 21. ► Os guerrilheiros iniciam os ataques contra a presença dos portugueses nas colónias. Surge um sentimento generalizado de medo entre os colonos. ► Salazar mobilizava tropas, na flor da idade, para combaterem no Ultramar. “Para Angola, rapidamente e em força!” ► Iniciou-se uma guerra de guerrilha iria durar 13 anos, com vitórias e reveses de parte a parte. ► De Lisboa partiam sucessivos contingentes de militares com destino às colónias. ► A Guerra Colonial provocou milhares de mortos e de feridos, consumindo verbas muito avultadas aos nossos cofres. ► Esta Guerra sem tréguas levou a que Portugal ficasse cada vez mais isolado a nível internacional, levando Salazar a fazer a célebre afirmação: “Estamos orgulhosamente sós”.
  • 23. UPA (União das Populações de Angola) um Movimento de Libertação de Angola (altamente violento)
  • 24. ► Durante o Estado Novo desenvolveu-se a Música de Intervenção, com o intuito de criticar o governo e chamar a atenção do povo para a miséria, injustiças e sofrimento em que estava mergulhado. ► Os arautos da Revolução foram Sérgio Godinho, Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco…
  • 26. ► Em 1968 Salazar adoeceu depois de sofrer um acidente, o que o impossibilitou de continuar á frente do governo, tendo sido substituído por Marcelo Caetano. ► Este condensou o seu programa político na fórmula.” renovação na continuidade”. Procurava , obter um consenso nacional. Aos grupos conservadores prometia a continuidade, ao mesmo tempo que acenava com a renovação àqueles que exigiam a democratização e a modernização do país. Vive-se a chamada “Primavera Marcelista”
  • 27. 1 -A polícia política e a censura continuam a actuar. A polícia política apenas mudou de nome e passou a chamar-se Direcção-Geral de Segurança (DGS) 2- Um ano após a substituição de Salazar, a Guerra Colonial mantinha-se, com todas as suas nefastas consequências. A Descolonização continuava a ser um “projecto adiado”. 3- As eleições continuam a evidenciar irregularidades. 4- A luta contra o regime intensifica-se •Não se concedia amnistia aos presos políticos; •Recusava-se a liberdade de associação; •Os partidos políticos não tinham sido autorizados
  • 28. ► As eleições legislativas trouxeram algumas alterações em relação ao passado Salazarista. ► Pela primeira vez, a oposição foi às urnas em quase todo o país. ► As forças oposicionistas puderam concorrer às eleições como comissões eleitorais: •A CDE (Comissão Democrática Eleitoral)- controlada pelos comunistas; •A CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática), controlada pelos socialistas e liberais. • Os delegados da oposição puderam, mesmo, fiscalizar as assembleias de voto.
  • 29. 3- As eleições continuam a evidenciar irregularidades A oposição não conseguiu vencer as eleições, porque: ► A campanha eleitoral durou apenas um mês; ► Milhares de votantes não estavam registados; ► Outros tinham sido riscados dos cadernos eleitorais; ► Muitos não votaram por não ter confiança nem no governo, nem na oposição; ► Os resultados foram manipulados A oposição sofreu uma pesada derrota; A Assembleia Nacional foi, uma vez mais, ocupada exclusivamente por deputados da União Nacional
  • 30. ► Logo em 1970 vários oposicionistas foram obrigados a exilar-se (para alguns países Europa e para a Argélia no Norte de África). Contam-se entre os mais famosos exilados: Mário Soares e Álvaro Cunhal (entre muito outros) e outros ainda, foram presos… A esperança da liberalização fracassara. Na Assembleia Nacional alguns deputados “da ala liberal” acreditavam ser possível fazer reformas democrática no interior desse orgão, depressa se convenceram da impossibilidade de as fazer.
  • 31. : Marcelo Caetano esforçou-se por tomar algumas medidas que fossem ao encontro das expectativas da população, tais como: • O alargamento da Segurança Social aos trabalhadores rurais; • A escolaridade obrigatória de seis anos e a construção de novas escolas. No entanto o Regime entrou em agonia sobretudo devido… Ao desgaste provocado pela GUERRA COLONIAL
  • 32. ►A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau (Guiné) ,em 21 de Agosto de 1973. ► Dá-se a origem do Movimento das Forças Armadas (MFA). Este movimento foi encabeçado por militares de alta patente, passando a denominar-se “O Movimento dos Capitães”. ► O General Spínola adianta uma saída política para a questão colonial, com a obra “Portugal e o Futuro”. ► O governo demite Spínola e Costa Gomes dos seus cargos. ► No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.
  • 33. ► Em 1974, o Movimento das Forças Armadas (MFA), constituído por um grupo de militares, decidiu pôr fim à ditadura através de um golpe militar, planeado secretamente durante meses, de acordo com um plano, que teve como mentor Otelo Saraiva de Carvalho (entre outros militares de alta patente).
  • 34. ► No dia 25 de Abril de 1974 deu-se uma acção militar que iria pôr fim ao regime que oprimia o país há várias décadas. Era o caminho de regresso à Liberdade e à Democracia. ► O levantamento militar derrubou num só dia , o regime politico que vigorava em Portugal desde 1926 , sem grandes resistências das forças leais ao governo ► Foi em pouco mais de doze horas que os militares passaram a dominar os pontos estratégicos do país. 24 de Abril, transmissão pela rádio da canção "E Depois do Adeus”de Paulo de Carvalho. Esta foi a 1ª senha da Revolução, para o início da mobilização das tropas de todo o país para a capital. 22.55min
  • 35. Transmissão da canção “Grândola Vila Morena” na Rádio Renascença! É difundido, pelo Rádio Clube Português, o primeiro comunicado ao país, do Movimento das Forças Armadas (MFA). As forças para-militares leais ao regime, começam a render-se. A Legião Portuguesa é a primeira. 00:20min 04:20min 13:30min
  • 36. .► Inicia-se o cerco ao Quartel do Carmo. No exterior, no Largo do Carmo e nas ruas vizinhas, juntam-se milhares de pessoas. ► Os populares juntaram-se aos militares, aplaudiram e distribuíram cravos vermelhos, passando a ser conhecida como a “Revolução dos Cravos” 14:00min
  • 37. ► O Cravo vermelho tornou-se num dos símbolos do 25 de Abril, ficando esta acção militar mundialmente conhecida como a Revolução dos Cravos. ► Alguém começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das suas espingardas…
  • 38. Milhares de pessoas no largo do Carmo.
  • 39. ► Termina o prazo inicial para a rendição. Este é anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia. O Quartel do Carmo iça a bandeira branca. Marcelo Caetano faz saber que está disposto a render-se. ► Marcelo Caetano rende-se e entrega o poder ao General Spínola, que tinha sido chamado ao interior do Quartel do Carmo para receber o poder da sua mão, para que este não caísse na rua. 16:30min 18:00min
  • 40. ► Marcelo Caetano e o seu governo saem escoltados do Quartel do Carmo, uma vez que o povo estava revoltado, gritando “- Assassinos! - Assassinos!” Tiveram autorização de ir para a Madeira e mais tarde exilaram-se no Brasil ► Alguns elementos da PIDE disparam sobre manifestantes que começavam a afluir à sua sede, na Rua António Maria Cardoso, fazendo 4 mortos e 45 feridos. 20.00min.
  • 41. ► Os oficiais do MFA entregaram o poder a uma Junta de Salvação Nacional, presidida pelo general Spínola, com a missão de governar o país até à formação de um governo provisório.
  • 42. ► N a madrugada do dia 26 de Abril, o General Spínola, em nome da Junta de Salvação Nacional, deu a conhecer aos portugueses através da televisão, o Programa do MFA, que era desenvolvido em torno de três Objectivos: Democratizar Descolonizar Desenvolver
  • 43. ► Extinção da Polícia Política, da Legião Portuguesa e da Mocidade Portuguesa; ► Abolição da Censura e reconhecimento da liberdade de expressão e pensamento; ► Libertação dos presos políticos. A Junta de Salvação Nacional nomeou o General Spínola Presidente da República e este indicou o Professor Adelino da Palma Carlos para chefe do Governo Provisório que deveria governar o País até às primeiras eleições legislativas em liberdade.
  • 44. A mudança não se efectuou num dia… Tempo Sacrifícios Foi preciso: Empenho Coragem Para que: Liberdade Solidariedade Democracia Não sejam apenasNão sejam apenas palavras!!!palavras!!!