2. Farmacologia
É a ciência que estudas as interações químicas entre as
substâncias e os organismos vivos, objetivando com isso empregar
essas substâncias de forma segura por meio da determinação o de
seus efeitos terapêuticos e nocivos.
3. Conceitos
DROGA: substância química que interagindo com o organismo vivo é
capaz de causar efeito clínico ou farmacológico (ou seja, modificar
funções fisiológicas), podendo ser esse efeito benéfico ou nocivo ao
organismo.
FARMACO: É uma DROGA cuja estrutura química É definida/conhecida
e que sua interação com o organismo vivo É benéfica (modificando
uma função fisiológica ou revertendo um estado patológico em
benefício do organismo). Tem finalidade de prevenir, diagnosticar,
tratar.
4. Conceitos
MEDICAMENTO: produto farmacêutico que contém um ou mais
FARMACOS e tem finalidade de prevenir, diagnosticar, tratar.
TÓXICO: É uma DROGA cuja interação com o organismo vivo É
nociva, alterando uma função de forma negativa ou mesmo
levando a morte.
6. DOSE
É a quantidade de princípio ativo a ser administrada, em uma única vez, com a finalidade de se
obter efeito terapêutico esperado. Ainda com relação a dose podemos ter:
Dose letal - medida indicativa da taxa de toxicidade de uma substância
Dose letal (DL50) - é a dose de uma substância química que provoca a morte de 50% de um
grupo de animais da mesma espécie, quando administrada pela mesma via.
Dose Máxima - é a maior quantidade de uma droga, com capacidade de produzir efeitos
terapêuticos.
Dose mínima - é a menor quantidade de uma droga, com capacidade de produzir efeitos
terapêuticos.
Dose tóxica - Maior
7. Forma farmacêutica: É o estado final que um medicamento se apresenta
depois de serem submetidos a uma ou mais operações farmacêuticas, tendo
como objetivo final facilitar a administração para obtenção de efeito
terapêutico esperado.
Janela terapêutica: Faixa, espaço entre a dose mínima e a dose máxima
eficaz. É a extensão de ação em tempo em que a concentração do
medicamento exerce o efeito esperado, desde o pico até não exercer mais
nenhum efeito.
Meia Vida Biológica: Conceito cronológico que indica o tempo que o
medicamento precisa para que sua concentração diminua 50% na corrente
sanguínea.
8. Placebo Palavra derivado do latim: “vou agradar”. Em farmacologia significa
uma substância inativa administrada para satisfazer a necessidade psicológica
do paciente.
Posologia Estudo das doses de administração dos medicamentos
Princípio ativo Substância responsável pela ação terapêutica, que contenha
ação farmacológica e substância química definida.
9. Farmacocinética
É a área da farmacologia que estuda o destino dos
fármacos no organismo, que vai desde a administração
até a sua eliminação.
10. É importante saber
Que um medicamento ao ser absorvido, sua concentração
na corrente sanguínea, vai subindo até atingir a dose máxima, a
fim de causar o efeito desejado no tratamento.
A dose máxima a ser atingida no sangue geralmente depende
da dose administrada.
O tempo que cada droga leva para atingir a dose terapêutica e
ser excretada varia de acordo com a sua absorção, neste sentido
é importante seguir intervalo dos horários das medicações.
14. Distribuição
A distribuição de fármacos é o processo pelo qual o fármaco é fornecido aos
tecidos e líquidos do organismo. A distribuição de um fármaco absorvido pelo
organismo depende de vários fatores:
Fluxo sanguíneo. Após um fármaco ter atingido a corrente sanguínea, sua
distribuição no organismo depende do fluxo sanguíneo. O fármaco é
prontamente distribuído aos órgãos com um grande suprimento sanguíneo.
Esses órgãos são o coração, o fígado e os rins. A distribuição a outros órgãos
internos, à pele, ao tecido adiposo e ao músculo é mais lenta.
15. Solubilidade. A capacidade de um fármaco atravessar uma membrana celular depende
de se ele é hidro ou lipossolúvel. Os fármacos lipossolúveis atravessam as membranas
celulares, e os hidrossolúveis não o fazem. Os lipossolúveis podem também penetrar
no cérebro por atravessarem a barreira hematencefálica (uma membrana que protege
os vasos sanguíneos no cérebro de substâncias nocivas).
Ligação a proteínas. Como percorrem todo o organismo, os fármacos entram em
contato com proteínas, como a albumina, uma proteína plasmática. O fármaco pode
permanecer livre ou se ligar à proteína. A fração do fármaco que está ligada à proteína
é inativa e não pode exercer um efeito terapêutico. Somente a fração livre ou não
ligada permanece ativa. Diz-se que um fármaco é altamente ligado à proteína se mais
de 80% está ligado a proteína.
17. Biotransformação
O corpo elimina os fármacos e outros compostos químicos por meio do
metabolismo (biotransformação) e da excreção. Desse modo, a palavra
eliminação não significa apenas excreção, mas também inclui processos
metabólicos/biotransformação, que, em geral, inativam os fármacos.
Embora o fígado seja quantitativamente o órgão mais importante no
meta-bolismo dos fármacos, todos os tecidos do corpo são capazes de
metabolizá-los, em certo grau. Assim, rins, TGI, pulmões, pele e outros
órgãos contribuem para o metabolismo de fármacos sistêmicos.
18. Excreção
Consiste na saída do fármaco do organismo.
Principal órgão de excreção são os rins (urina), em menor proporção
intestino (fezes), pulmões (bafo), glândulas mamárias (leite), glândula
salivar (saliva), glândula lacrimal (lágrima), glândula sudoríparas
(suor).
Depende da característica físico-química da droga:
Ex: droga sólida: fezes Droga líquida: renal;
Droga gasosa: pulmonar.
19. Fatores que influenciam relacionados
paciente
Estados fisiopatológicos;
Idade;
Sexo;
Tabagismo;
Consumo de Álcool;
Uso de outros Medicamentos;
Anemias;
Disfunção hepática;
Doenças renais;
Insuficiência Cardíaca;
Infecção;
Queimaduras;
Febre
22. Farmacodinâmica
A farmacodinâmica consiste no estudo da interação dos
fármacos com os seus receptores, onde exercem o seu
mecanismo de ação, produzindo um efeito terapêutico.
23. Função Celular
Um fármaco pode modificar a função celular ou a velocidade da função, mas
não pode promover uma nova função da célula ou de um tecido-alvo. Portanto, o
efeito do fármaco depende do que a célula é capaz de realizar.
Um fármaco pode alterar a função da célula-alvo por:
modificar o conteúdo físico ou químico da célula
interagir com um receptor (um local especializado na membrana celular ou
dentro da célula).
24. Antagonista e Agonista
Muitos fármacos funcionam por estimularem ou bloquearem seus receptores. Um
fármaco atraído a um receptor exibe uma afinidade por este. Quando um fármaco exibe
afinidade por um receptor e o estimula, ele atua como um agonista. Se o fármaco tem
afinidade para o receptor e não inicia uma resposta após ter se ligado, é chamado
de antagonista. Um antagonista impede que a resposta ocorra.
Antagonistas podem ser competitivos ou não competitivos:
Um antagonista competitivo compete com o agonista pelos receptores. Como esse
tipo de antagonista se liga de modo reversível ao receptor, a administração de doses
maiores do agonista pode sobrepujar os efeitos do antagonista.
Um antagonista não competitivo se liga aos receptores e bloqueia os efeitos do
agonista. A administração de doses maiores do agonista não pode reverter a ação do
antagonista.
26. Fármacos não seletivos
Se um fármaco atua em uma gama de receptores, diz-se que ele é não
seletivo e pode causar efeitos múltiplos e espraiados. Além disso, alguns
receptores são classificados por seus efeitos específicos.
Por exemplo, receptores beta, de modo característico, produzem
frequência cardíaca aumentada e relaxamento brônquico, bem como outros
efeitos sistêmicos. Contudo, esses receptores podem além disso ser
classificados em receptores beta1, que atuam principalmente no coração, e
receptores beta2, que agem principalmente nos músculos lisos e nas
células glandulares.
27. Potência do fármaco
Se refere à sua quantidade relativa necessária para produzir uma
resposta desejada. A potência do fármaco também é utilizada para
comparar dois deles.
Se o fármaco X produz a mesma resposta que o fármaco Y em uma dose
mais baixa, então o fármaco X é mais potente que o Y.
28. Índice terapêutico
A maioria dos fármacos produz múltiplos efeitos. A relação entre os efeitos terapêuticos
desejados do fármaco e as reações adversas que ele produz é chamada de índice
terapêutico do fármaco. É também referida como sua margem de segurança.
O índice terapêutico geralmente mede a diferença entre:
uma dose eficaz para 50 por cento dos pacientes tratados
a dose mínima na qual ocorrem reações adversas
Fármacos com um índice terapêutico estreito ou baixo têm uma estreita margem de
segurança. Isso significa que há uma estreita faixa de segurança entre a dose eficaz e a dose
letal. Por outro lado, um fármaco com um alto índice terapêutico tem uma ampla margem de
segurança e possui menos riscos de efeitos tóxicos (nocivos).
29. Biodisponibilidade
Fração inalterada do fármaco que alcança a circulação
sistêmica após a administração por qualquer via. A concentração
do fármaco no sangue em função do tempo é uma medida comum
da extensão da biodisponibilidade de um Fármaco
30. Fatores que interferem a
biodisponibilidade
Pequena solubilidade do fármaco
Absorção incompleta no TGI
Metabolismo nos enterócitos
Metabolismo hepático (efeito de primeira passagem)