Feudalismo
Índice Características   Origem do Feudalismo   Sociedade   Economia e prosperidade   Tributos e impostos da  época   Divisão do Feudo   Ascensão e queda do sistema   Bibliografia
Características O feudalismo tem suas origens no  século IV  a partir das invasões germânicas (bárbaras) ao  Império Romano do Ocidente  (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado, economia baseada na agricultura de subsistência, trabalho servil  (servos)  e economia amonetária e sem comércio , onde predomina a troca. Tudo isso só será modificado com os primeiros indícios das Revoluções Burguesas.
O feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na  Europa  durante a  Idade Média . Segundo o teórico escocês do  Iluminismo ,  Lord   Kames , o feudalismo é geralmente precedido pelo  nomadismo  e sucedido pelo  capitalismo  em certas regiões da Europa. Os  senhores feudais  conseguiam as terras porque o rei dava-as para eles. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos  feudos  e, em troca, recebiam o direito a um pedaço de terra para morar, além da proteção contra ataques  bárbaros . Quando os servos iam para o  manso senhorial , atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando para lá se dirigiam a fim de cuidar das terras do Senhor Feudal.
Origem do Feudalismo Com a decadência e a destruição do  Império Romano  do Ocidente, por volta do  século V  d.C. (de  401  a  500 ), em decorrência das inúmeras invasões dos povos bárbaros e das péssimas políticas econômicas dos imperadores romanos, várias regiões da  Europa  passaram a apresentar baixa densidade populacional e ínfimo desenvolvimento urbano. A partir do século V d.C., entra-se na chamada Idade Média, mas o sistema feudal (Feudalismo) somente passa a vigorar em alguns países da  Europa Ocidental  a partir do  século IX  d.C., aproximadamente. O esfacelamento do Império Romano do Ocidente e as invasões bárbaras, ocorridas em diversas regiões da Europa, favoreceram, sensivelmente, as mudanças econômicas e sociais que vão sendo introduzidas e que alteraram completamente o sistema de propriedade e de produção característicos da  Antigüidade  principalmente na Europa Ocidental. Essas mudanças acabam revelando um novo sistema econômico, político e social que veio a se chamar Feudalismo. O Feudalismo não coincide com o início da Idade Média (século V d.C.), porque esse sistema começa a ser delineado alguns séculos antes do início dessa etapa histórica (mais precisamente, durante o início do  século IV ), consolidando-se definitivamente ao término do  Império Carolíngio , no  século IX  d.C. Em suma, com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo camponeses (com medo de serem saqueados ou escravizados). Já na Idade Média, com vários povos bárbaros dominando a  Europa Medieval , foi impossível unirem-se entre si e entre os descendentes de nobres romanos, que eram donos de pequenos agrupamentos de terra. E com as reformas culturais ocorridas nesse meio-tempo, começou a surgir a idéia de uma nova economia: o feudalismo.
Sociedade A sociedade feudal era composta por três  estamentos  (três grupos sociais com  status  fixo): os Nobres (guerreiros), o Clero (religiosos) , e os servos (mão de obra). O que determinava o status social era o nascimento. Havia também a relação de Vassalagem entre os Nobres , onde um nobre (suserano) doa um feudo para um outro nobre (vassalo). Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade). O  clero  tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas.  por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
A  nobreza  (também chamados de senhores feudais) tinha como principal função a de guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem).  Os  servos da gleba  constituíam a maior parte da população camponesa: estavam presos à terra, sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, juravam-lhe fidelidade e trabalho. Por sua vez, os nobres, para obterem a posse do feudo faziam o mesmo juramento aos reis.  Os  Vassalos  oferecem ao senhor ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se
Economia e prosperidade A produção feudal própria do Ocidente europeu tinha por base a economia agrária, de escassa circulação monetária, auto-suficiente. A propriedade feudal pertencia a uma camada privilegiada, composta pelos senhores feudais, altos dignitários da Igreja (o clero) e longínquos descendentes dos chefes tribais germânicos. As estimativas de renda per capita da europa feudal a colocam em um nível muito próximo ao minímo de subsistência. A principal unidade econômica de produção era o feudo, que se dividia-se em três partes distintas: a propriedade individual do senhor, chamada manso senhorial ou domínio, em cujo interior se erigia um castelo fortificado; o manso servil, que correspondia à porção de terras arrendadas aos camponeses e era dividido em lotes denominados tenências; e ainda o manso comunal, constituído por terras coletivas, - pastos e bosques - , usadas tanto pelo senhor quanto pelos servos.
Devido ao caráter expropriador do sistema feudal, o servo não se sentia estimulado a aumentar a produção com inovações tecnológicas, uma vez que tudo que produzia de excedente era tomado pelo senhor. Por isso, o desenvolvimento técnico foi pequeno, limitando aumentos de produtividade. A principal técnica adaptada foi a de  rotação trienal de culturas , que evitava o esgotamento do solo, mantendo a fertilidade da terra. Para o economista  anarco-capitalista   Hans  Hermann   Hoppe , como os feudos são supostamente propriedade do  Estado  (neste caso, representado pelos senhores feudais), o feudalismo é, conseqüentemente, considerado por ele como sendo uma forma de manisfestação  socialista  - o  socialismo aristocrático (servismo).
Tributos e impostos da época  As principais obrigações dos servos consistiam em: Corvéia : trabalho compulsório nas terras do senhor em alguns dias da semana;  Talha : Parte da produção do servo que deveria ser entregue ao nobre  Banalidade : tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o  moinho , o  forno , o  celeiro , as  pontes ;  Capitação : imposto pago por cada membro da família (por cabeça);  Tostão de Pedro  ou  dízimo : 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da  capela  local;  Censo : tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza;  Taxa de Justiça : os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre;  Formariage : quando o nobre resolvia se  casar , todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, era também válida para quando um parente do nobre iria casar.  Mão Morta : Era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai ou da família.  Albermagem : Obrigação do servo em hospedar o senhor feudal.
Muitas cidades européias da  Idade Média  tornaram-se livres das relações servis e do predomínio dos nobres. Essas cidades chamavam-se  burgos . Por motivos políticos, os "burgueses" (habitantes dos burgos) recebiam freqüentemente o apoio dos  reis  que, muitas vezes, estavam em conflito com os nobres. Na  língua alemã , o ditado  Stadtluft   macht  frei  ("O ar da cidade liberta") ilustra este fenômeno. Em  Bruges , por exemplo, conta-se que certa vez um servo escapou da comitiva do conde de Flandres e fugiu por entre a multidão. Ao tentar reagir, ordenando que perseguissem o fugitivo, o conde foi vaiado pelos "burgueses" e obrigado a sair da cidade. Desta maneira, o servo em questão tornou-se livre.
Divisão do Feudo Manso senhorial (domínio): uso exclusivo do senhor feudal.  Manso servil: arrendada aos servos e dividida em tenências.  Manso comunal: terras comuns (pastos, bosques, florestas).
 
Ascensão e queda do sistema  O feudalismo europeu apresenta, portanto, fases bem diversas entre o  século IX , quando os pequenos agricultores são impelidos a se proteger dos inimigos junto aos castelos, e o  século XIII , quando o mundo feudal conhece seu apogeu, para declinar a seguir. No  século X , o sistema ainda está em formação e os laços feudais unem apenas os proprietários rurais e os antigos altos funcionários ou  Ministeriais  - administradores da propriedade feudal em nome de um senhor -, dos quais destacamos os  Bailios  (tomavam conta de uma propriedade menor) e os  Senescais  (supervisionavam os vários domínios de um mesmo senhor). Entre os camponeses existiam homens livres - os  Vilões  - com propriedades menores independentes. A monarquia feudal não apresenta a rigidez que caracterizaria o regime monárquico posteriormente e a ética feudal não está plenamente estabelecida.
Entretanto, a partir do ano  1000  até cerca de  1150 , o Feudalismo entra em transfomação: a exploração camponesa torna-se intensa, concentrada em certas regiões superpovoadas, deixando áreas extensas de espaços vazios; surgem novas técnicas de cultivo, novas formas de utilização dos animais e das carroças, o que permitiu a produção agrícola garantir um aumento significativo, surgindo, assim, a necessidade de comercialização dos produtos excedentes. Esse renascimento do comércio e o consequente aumento da circulação monetária, reabilita a importância social das cidades e suas comunas. Com as Cruzadas, esboça-se uma abertura para o mundo, quebrando-se o isolamento do feudo.
O restabelecimento do comércio com o  Oriente Próximo  e o desenvolvimento das grandes cidades, começam a minar as bases da organização feudal, na medida em que aumenta a demanda de produtos agrícolas para o abastecimento da população urbana. Isso eleva o preço dessas mercadorias, permitindo aos camponeses maiores fundos para a compra de sua liberdade. Não que os servos fossem escravos; com o excedente produzido, poderiam comprar de seus senhores lotes de terras e, assim, deixar de cumprir suas obrigações junto ao senhor feudal. É claro que esta situação poderia gerar problemas já que, bem ou mal, o servo vivia protegido dentro do feudo e, para evitá-los, tornavam-se comerciantes ou iam morar em  burgos , dominados por outros tipos de senhores, desta vez, comerciais. Ao mesmo tempo, a expansão do comércio cria novas oportunidades de trabalho, atraindo os camponeses para as cidades.
Tais acontecimentos, aliados à formação dos exércitos profissionais — o Rei, agora, não dependeria mais dos serviços militares prestados por seus vassalos —, à insurreição camponesa, à peste, à falta de alimentos decorrente do aumento populacional e baixa produtividade agrária, contribuíram para o declínio do feudalismo europeu. Na  França , nos  Países Baixos  e na  Itália , seu desaparecimento começa a se manifestar no final do  século XIII . Na  Alemanha  e na  Inglaterra , entretanto, ele ainda permanece mais tempo, extinguindo-se totalmente na Europa ocidental por volta de 1500. Em partes da Europa central e oriental, porém, alguns remanescentes resistiram até meados do século XX, como, por exemplo, a Rússia, que só viria a se libertar dos resquícios feudais com a  Revolução de 1917
 
Bibliografia ARRUDA, J. Jobson -  História Antiga e Medieval  - Ed. Ática - 1982  PIRENNE, H. -  As Cidades na Idade Média  – Lisboa - Public. Europa - América- 1964  PIRENNE, H.-  História Econômica e Social da Idade Média :- ed. Mestre Jou - 6ª Edição - 1982  ABRAHÃO, Miguel M. -  História Medieval  - 10ª Edição - Clube de Autores - 2009  DOBB, M. -  A Evolução do Capitalismo  - ed. Zahar  CARVALHO, Delgado de -  História Geral  – Ed. Record - s/d  BURNS, Edward Mcnall -  História da Civilização Ocidental  (Volume 1) - Editora Globo, 1979
  Por :   Carol Argôlo  Michelle Cirelli   Anna Carolina Curioni 1° Regular

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Feudalismo trabalho michelle, carol e curioni

  • 2. Índice Características Origem do Feudalismo Sociedade Economia e prosperidade Tributos e impostos da época Divisão do Feudo Ascensão e queda do sistema Bibliografia
  • 3. Características O feudalismo tem suas origens no século IV a partir das invasões germânicas (bárbaras) ao Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado, economia baseada na agricultura de subsistência, trabalho servil (servos) e economia amonetária e sem comércio , onde predomina a troca. Tudo isso só será modificado com os primeiros indícios das Revoluções Burguesas.
  • 4. O feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média . Segundo o teórico escocês do Iluminismo , Lord Kames , o feudalismo é geralmente precedido pelo nomadismo e sucedido pelo capitalismo em certas regiões da Europa. Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei dava-as para eles. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a um pedaço de terra para morar, além da proteção contra ataques bárbaros . Quando os servos iam para o manso senhorial , atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando para lá se dirigiam a fim de cuidar das terras do Senhor Feudal.
  • 5. Origem do Feudalismo Com a decadência e a destruição do Império Romano do Ocidente, por volta do século V d.C. (de 401 a 500 ), em decorrência das inúmeras invasões dos povos bárbaros e das péssimas políticas econômicas dos imperadores romanos, várias regiões da Europa passaram a apresentar baixa densidade populacional e ínfimo desenvolvimento urbano. A partir do século V d.C., entra-se na chamada Idade Média, mas o sistema feudal (Feudalismo) somente passa a vigorar em alguns países da Europa Ocidental a partir do século IX d.C., aproximadamente. O esfacelamento do Império Romano do Ocidente e as invasões bárbaras, ocorridas em diversas regiões da Europa, favoreceram, sensivelmente, as mudanças econômicas e sociais que vão sendo introduzidas e que alteraram completamente o sistema de propriedade e de produção característicos da Antigüidade principalmente na Europa Ocidental. Essas mudanças acabam revelando um novo sistema econômico, político e social que veio a se chamar Feudalismo. O Feudalismo não coincide com o início da Idade Média (século V d.C.), porque esse sistema começa a ser delineado alguns séculos antes do início dessa etapa histórica (mais precisamente, durante o início do século IV ), consolidando-se definitivamente ao término do Império Carolíngio , no século IX d.C. Em suma, com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando consigo camponeses (com medo de serem saqueados ou escravizados). Já na Idade Média, com vários povos bárbaros dominando a Europa Medieval , foi impossível unirem-se entre si e entre os descendentes de nobres romanos, que eram donos de pequenos agrupamentos de terra. E com as reformas culturais ocorridas nesse meio-tempo, começou a surgir a idéia de uma nova economia: o feudalismo.
  • 6. Sociedade A sociedade feudal era composta por três estamentos (três grupos sociais com status fixo): os Nobres (guerreiros), o Clero (religiosos) , e os servos (mão de obra). O que determinava o status social era o nascimento. Havia também a relação de Vassalagem entre os Nobres , onde um nobre (suserano) doa um feudo para um outro nobre (vassalo). Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade). O clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas. por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
  • 7. A nobreza (também chamados de senhores feudais) tinha como principal função a de guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem). Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa: estavam presos à terra, sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, juravam-lhe fidelidade e trabalho. Por sua vez, os nobres, para obterem a posse do feudo faziam o mesmo juramento aos reis. Os Vassalos oferecem ao senhor ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se
  • 8. Economia e prosperidade A produção feudal própria do Ocidente europeu tinha por base a economia agrária, de escassa circulação monetária, auto-suficiente. A propriedade feudal pertencia a uma camada privilegiada, composta pelos senhores feudais, altos dignitários da Igreja (o clero) e longínquos descendentes dos chefes tribais germânicos. As estimativas de renda per capita da europa feudal a colocam em um nível muito próximo ao minímo de subsistência. A principal unidade econômica de produção era o feudo, que se dividia-se em três partes distintas: a propriedade individual do senhor, chamada manso senhorial ou domínio, em cujo interior se erigia um castelo fortificado; o manso servil, que correspondia à porção de terras arrendadas aos camponeses e era dividido em lotes denominados tenências; e ainda o manso comunal, constituído por terras coletivas, - pastos e bosques - , usadas tanto pelo senhor quanto pelos servos.
  • 9. Devido ao caráter expropriador do sistema feudal, o servo não se sentia estimulado a aumentar a produção com inovações tecnológicas, uma vez que tudo que produzia de excedente era tomado pelo senhor. Por isso, o desenvolvimento técnico foi pequeno, limitando aumentos de produtividade. A principal técnica adaptada foi a de rotação trienal de culturas , que evitava o esgotamento do solo, mantendo a fertilidade da terra. Para o economista anarco-capitalista Hans Hermann Hoppe , como os feudos são supostamente propriedade do Estado (neste caso, representado pelos senhores feudais), o feudalismo é, conseqüentemente, considerado por ele como sendo uma forma de manisfestação socialista - o socialismo aristocrático (servismo).
  • 10. Tributos e impostos da época As principais obrigações dos servos consistiam em: Corvéia : trabalho compulsório nas terras do senhor em alguns dias da semana; Talha : Parte da produção do servo que deveria ser entregue ao nobre Banalidade : tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moinho , o forno , o celeiro , as pontes ; Capitação : imposto pago por cada membro da família (por cabeça); Tostão de Pedro ou dízimo : 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local; Censo : tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza; Taxa de Justiça : os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre; Formariage : quando o nobre resolvia se casar , todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, era também válida para quando um parente do nobre iria casar. Mão Morta : Era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai ou da família. Albermagem : Obrigação do servo em hospedar o senhor feudal.
  • 11. Muitas cidades européias da Idade Média tornaram-se livres das relações servis e do predomínio dos nobres. Essas cidades chamavam-se burgos . Por motivos políticos, os "burgueses" (habitantes dos burgos) recebiam freqüentemente o apoio dos reis que, muitas vezes, estavam em conflito com os nobres. Na língua alemã , o ditado Stadtluft macht frei ("O ar da cidade liberta") ilustra este fenômeno. Em Bruges , por exemplo, conta-se que certa vez um servo escapou da comitiva do conde de Flandres e fugiu por entre a multidão. Ao tentar reagir, ordenando que perseguissem o fugitivo, o conde foi vaiado pelos "burgueses" e obrigado a sair da cidade. Desta maneira, o servo em questão tornou-se livre.
  • 12. Divisão do Feudo Manso senhorial (domínio): uso exclusivo do senhor feudal. Manso servil: arrendada aos servos e dividida em tenências. Manso comunal: terras comuns (pastos, bosques, florestas).
  • 13.  
  • 14. Ascensão e queda do sistema O feudalismo europeu apresenta, portanto, fases bem diversas entre o século IX , quando os pequenos agricultores são impelidos a se proteger dos inimigos junto aos castelos, e o século XIII , quando o mundo feudal conhece seu apogeu, para declinar a seguir. No século X , o sistema ainda está em formação e os laços feudais unem apenas os proprietários rurais e os antigos altos funcionários ou Ministeriais - administradores da propriedade feudal em nome de um senhor -, dos quais destacamos os Bailios (tomavam conta de uma propriedade menor) e os Senescais (supervisionavam os vários domínios de um mesmo senhor). Entre os camponeses existiam homens livres - os Vilões - com propriedades menores independentes. A monarquia feudal não apresenta a rigidez que caracterizaria o regime monárquico posteriormente e a ética feudal não está plenamente estabelecida.
  • 15. Entretanto, a partir do ano 1000 até cerca de 1150 , o Feudalismo entra em transfomação: a exploração camponesa torna-se intensa, concentrada em certas regiões superpovoadas, deixando áreas extensas de espaços vazios; surgem novas técnicas de cultivo, novas formas de utilização dos animais e das carroças, o que permitiu a produção agrícola garantir um aumento significativo, surgindo, assim, a necessidade de comercialização dos produtos excedentes. Esse renascimento do comércio e o consequente aumento da circulação monetária, reabilita a importância social das cidades e suas comunas. Com as Cruzadas, esboça-se uma abertura para o mundo, quebrando-se o isolamento do feudo.
  • 16. O restabelecimento do comércio com o Oriente Próximo e o desenvolvimento das grandes cidades, começam a minar as bases da organização feudal, na medida em que aumenta a demanda de produtos agrícolas para o abastecimento da população urbana. Isso eleva o preço dessas mercadorias, permitindo aos camponeses maiores fundos para a compra de sua liberdade. Não que os servos fossem escravos; com o excedente produzido, poderiam comprar de seus senhores lotes de terras e, assim, deixar de cumprir suas obrigações junto ao senhor feudal. É claro que esta situação poderia gerar problemas já que, bem ou mal, o servo vivia protegido dentro do feudo e, para evitá-los, tornavam-se comerciantes ou iam morar em burgos , dominados por outros tipos de senhores, desta vez, comerciais. Ao mesmo tempo, a expansão do comércio cria novas oportunidades de trabalho, atraindo os camponeses para as cidades.
  • 17. Tais acontecimentos, aliados à formação dos exércitos profissionais — o Rei, agora, não dependeria mais dos serviços militares prestados por seus vassalos —, à insurreição camponesa, à peste, à falta de alimentos decorrente do aumento populacional e baixa produtividade agrária, contribuíram para o declínio do feudalismo europeu. Na França , nos Países Baixos e na Itália , seu desaparecimento começa a se manifestar no final do século XIII . Na Alemanha e na Inglaterra , entretanto, ele ainda permanece mais tempo, extinguindo-se totalmente na Europa ocidental por volta de 1500. Em partes da Europa central e oriental, porém, alguns remanescentes resistiram até meados do século XX, como, por exemplo, a Rússia, que só viria a se libertar dos resquícios feudais com a Revolução de 1917
  • 18.  
  • 19. Bibliografia ARRUDA, J. Jobson - História Antiga e Medieval - Ed. Ática - 1982 PIRENNE, H. - As Cidades na Idade Média – Lisboa - Public. Europa - América- 1964 PIRENNE, H.- História Econômica e Social da Idade Média :- ed. Mestre Jou - 6ª Edição - 1982 ABRAHÃO, Miguel M. - História Medieval - 10ª Edição - Clube de Autores - 2009 DOBB, M. - A Evolução do Capitalismo - ed. Zahar CARVALHO, Delgado de - História Geral – Ed. Record - s/d BURNS, Edward Mcnall - História da Civilização Ocidental (Volume 1) - Editora Globo, 1979
  • 20. Por : Carol Argôlo Michelle Cirelli Anna Carolina Curioni 1° Regular