HEMORRAGIAS
MATÉRIA DE PRIMEIROS SOCORROS
PROFESSORA: SILVIA HECK
O que é?
 Extravasamento de sangue
decorrente da ruptura de um
vaso sanguíneo.
 O sangue é constituído por uma
parte líquida (plasma) e por
elementos figurados (glóbulos
vermelhos, glóbulos brancos e
plaquetas).
 O sangue corresponde de 7 a 8%
do peso corporal de uma pessoa.
 Seu volume varia de uma pessoa
para outra, conforme a massa
corporal.
 Ex: uma pessoa de 75 kg tem um
volume de 5 a 6 litros de sangue.
FUNÇÃO DOS VASOS SANGUÍNEOS
GRAVIDADE DA HEMORRAGIA
 Volume de sangue perdido-
o A perda de pequeno volume em
geral não produz efeitos evidentes;
o Porém, a perda de 1,5 litro em
adulto ou 200 ml em criança pode
ser extremamente grave, inclusive
colocando a vida em risco.
 Velocidade da perda de sangue
o A perda rápida de 1 litro de sangue
pode colocar o indivíduo em risco
de vida.
o Quando a perda de sangue é lenta,
o organismo desenvolve mecanismos
de compensação, suportando
melhor a situação.
Calibre do vaso rompido-
o O rompimento de vasos
principais de pescoço, tórax,
abdômen e coxa provoca
hemorragias severas, e a
morte pode sobrevir em 1 a 3
minutos.
 Tipo do vaso lesado
o O sangramento arterial é considerado de
maior gravidade.
o As veias geralmente estão mais próximas da
superfície do corpo do que as artérias, sendo
de mais fácil acesso.
o O sangramento capilar é lento e, via de
regra, coagula espontaneamente em 6 a 8
minutos.
o O processo de coagulação desencadeado em
boa parte dos pequenos e médios
sangramentos pode ser suficiente para
controlar a hemorragia, e o coágulo formado
age como uma rolha, impedindo a saída de
sangue.
o Esguicho;
o Fluxo em jatos;
o Sangue
vermelho vivo;
o Fluxo
constante;
o Sangue
vermelho
escuro;
o Fluxo lento;
CLASSIFICAÇÃO
 Hemorragia externa – visível porque
extravasa para o meio ambiente. Ex:
ferimentos em geral, hemorragia das
fraturas expostas, epistaxe (hemorragia
nasal).
 Hemorragia interna – o sangue extravasa
para o interior do próprio corpo, dentro
dos tecidos ou cavidades naturais. Ex:
trauma contuso, ruptura ou laceração de
órgãos de tórax e abdômen, hemorragia
de músculo ao redor de partes moles.
TIPOS DE CHOQUE
 Perda de até 15% (750ml)- Estágio I
– não causam alterações;
 Perda maior que 15% e menor que
30% (750 a 1500 ml)– Estágio II ou
III- causam estado de choque
compensado – sem hipotensão.
 Perda acima de 30% (maior que
1500 ml)- Estágio IV– choque
descompensado – com hipotensão.
Hemorragias - Como avaliar e o que fazer em primeiros socorros
RESPOSTA DO ORGANISMO A
HEMORRAGIA
 Classe 1: até 15% de perda sanguínea
o Vasoconstrição: contração dos vasos sanguíneos em
uma tentativa do organismo em manter a pressão
arterial e o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos
tecidos;
o Sinais e sintomas:
 Vítima alerta;
 PA dentro dos parâmetros normais;
 Pulso dentro dos parâmetros normais ou leve
aumento; forte pulsação;
 Frequência, profundidade respiratória e temperatura
normais;
 Classe 2: até 25% de perda sanguínea
o A vasoconstrição continua em uma tentativa de
manter a PA, porém, com certa dificuldade;
o O fluxo sanguíneo é desviado para órgãos vitais:
diminui fluxo para intestinos, pele e rins;
o Sinais e Sintomas:
 Vítima pode estar confusa, agitada;
 Pele pálida, fria e seca;
 PA pode alterar. Mais comum subir devido a
vasoconstrição; Diferença entre PA diastólica e
sistólica diminui;
 Aumento da frequência cardíaca. Pulso fraco;
 Aumento da frequência respiratória;
 Classe 3: até 30% de perda sanguínea;
o Mecanismos compensatórios ficam
sobrecarregados;
o PA cai substancialmente;
o Diminui o retorno sanguíneo e a
perfusão tecidual
o Sinais e sintomas:
 A vítima fica confusa; inquieta, ansiosa;
 Sinais clássicos de choque: frequência
cardíaca elevada, diminuição da PA,
respiração rápida e superficial,
membros frios e úmido;
 Classe 4: Perda de mais de 30% de sangue;
o A vasoconstrição compensatória torna-se
uma complicação;
o Sinais e sintomas:
 Vítima fica letárgica (profunda
inconsciência) ; entorpecida;
 Acentuam-se os sinais relativos ao choque;
 PA continua a cair;
 A falta de fluxo sanguíneo para o cérebro e
outros órgãos vitais leva o indivíduo a
falência múltipla de órgãos;
SINAIS E SINTOMAS ASSOCIADOS
o Ansiedade e inquietação;
o Náusea e vômito;
o Sede, secura na boca, língua e lábios;
o Fraqueza, tontura e frio;
o Queda acentuada de pressão arterial (PA menor que 90mm/Hg);
o Respiração rápida e profunda - no agravamento do quadro, a
respiração torna-se superficial e irregular;
o Pulso rápido e fraco em casos graves; quando há grande perda
de sangue, pulso difícil de sentir ou até ausente;
o Inconsciência parcial ou total;
o Pele fria e úmida (pegajosa);
o Palidez ou cianose (pele e mucosas acinzentadas);
o Olhos vitrificados, sem brilho, e pupilas dilatadas (sugerindo
apreensão e medo).
o Casos graves: pulso difícil de sentir ou até ausente;
CONTROLE DE HEMORRAGIA
Causa do sangramento;
Fonte do sangramento;
Exponha o ferimento para
determinar de onde vem o
sangramento;
CONTROLE DA
HEMORRAGIA
COMPRESSÃO DIRETA
 A maioria dos casos de hemorragia externa
são controlados pela aplicação de pressão
direta na ferida;
 Ela permite a interrupção do fluxo de sangue
e favorece a formação de coágulo;
 Preferencialmente, utilizar uma compressa
estéril, pressionando-a firmemente por 10 a
30 minutos; a seguir, promover a fixação da
compressa com bandagem.
 Em sangramentos profundos e
extensos, não perder tempo em
localizar a compressa (pressionar
diretamente com a própria mão com a
luva).
 Pressione firme, distribuindo
uniformemente a pressão sobre o
ferimento;
 Se possível, eleve a região que
apresenta o sangramento para acima
da altura do coração, exceto sob
suspeita de fraturas, ou lesão medular.
 Não remova curativos ensopados de
sangue, continue exercendo pressão
sobre o ferimento;
 Se for preciso coloque outro curativo sobre o
curativo ensopado e continue exercendo
pressão sobre o ferimento;
 Pode-se utilizar uma compressa fria sobre o
ferimento. O frio ajuda a diminuir o fluxo
sanguíneo no local. É importante proteger o
local antes da aplicação do frio.
 Após controlar um sangramento de
extremidade, certifique-se de que existe
pulso distal, em caso negativo, reajuste a
pressão da bandagem para restabelecer a
circulação.
 COMPRESSÃO INDIRETA OU
PRESSÃO DIGITAL SOBRE O PONTO
DE PULSO
 Utilizar a pressão sobre pulso de artéria quando
a pressão direta e a elevação de membro falhar
ou não tiver acesso ao local do sangramento
(esmagamento, extremidades presas em
ferragens).
 É a pressão aplicada com os dedos sobre os
pontos de pulso de uma artéria contra uma
superfície óssea.
 É necessária habilidade do socorrista e
conhecimento dos pontos exatos de pressão das
artérias.
 Principais pontos: - artéria braquial - para
sangramento de membros superiores,
artéria femoral - para sangramento de
membros inferiores - artéria temporal-
para sangramento de couro cabeludo -
artéria radial - sangramento da mão.
 Nunca substitua a pressão direta
pela indireta.
 Se necessário, ambas podem ser
utilizadas simultaneamente.
 Segure o ponto de pressão pelo
tempo que for necessário para
estancar o sangramento.
TORNIQUETES
 Deve ser considerado como o último recurso
(praticamente em desuso);
 Uso restrito a membros;
 Só será utilizado se todos os outros métodos
falharem, devendo ser considerado apenas
nos casos de destruição completa ou
amputação de extremidades, com
sangramento severo.
 Consiste numa bandagem constritora
colocada em torno de uma extremidade até
que o fluxo sanguíneo pare por completo.
 Podem ser utilizados tubos de borracha,
gravatas, etc.
 Apertado demais pode lesar tecidos,
músculos, nervos e vasos.
 Deve ser colocado entre a ferida e o
coração, observado explicitamente o horário
de aplicação.
 O membro abaixo do torniquete deve tornar-
se pálido, e o pulso arterial, abaixo do
torniquete, desaparecer.
 Caso não esteja apertado o suficiente pode
interromper o fluxo venoso sem interromper
o fluxo arterial, dando como resultado maior
sangramento pela ferida.
Hemorragias - Como avaliar e o que fazer em primeiros socorros
 COMO USAR O TORNIQUETE:
1. Segure o ponto de pressão apropriado para
controlar temporariamente o sangramento
2. Posicione o torniquete entre o coração e o
ferimento da vítima, deixando ao menos
5cm de pele sadia entre o ferimento e o
torniquete.
3. Coloque uma compressa grossa sobre o
membro que será comprimido.
4. Passe o material do torniquete 2 vezes ao
redor do membro, apertando bem. Faça
um nó;
5. Insira um bastão pequeno ou outro objeto
semelhante no meio do nó e então faça
um nó direito;
6. Torça o bastão para apertar o torniquete
somente até o sangramento parar.
7. Prenda o bastão com outro pedaço de
tecido.
8. Anote detalhadamente a localização do
torniquete, a hora que foi instalado e os SV
na aplicação;
REFERÊNCIAS
 HAFEN, B.Q.; KARREN, K.J.; FRANDSEN, K.J. Guia de primeiros
socorros para estudantes. 7ª. ed. São Paulo: Manole, 2002.

Mais conteúdo relacionado

PPT
Assistencia enfermagem-cirurgica
PPTX
Clínica cirúrgica
PDF
Estratégia Multimodal da OMS para Higienização das mãos e Degermação cirúrgica
PPT
Instrumentação cirúrgica oficial
PPT
Tratamento de feridas - Aula 03
PPT
Primeiros socorros
PPT
Slide cirurgia
PDF
Recomendações de Segurança na Administração de Injetáveis
Assistencia enfermagem-cirurgica
Clínica cirúrgica
Estratégia Multimodal da OMS para Higienização das mãos e Degermação cirúrgica
Instrumentação cirúrgica oficial
Tratamento de feridas - Aula 03
Primeiros socorros
Slide cirurgia
Recomendações de Segurança na Administração de Injetáveis

Mais procurados (20)

PDF
Tempos Cirúrgicos (5).pdf
PPTX
Assepsia e antissepsia
PDF
Administração em Enfermagem - aula 1.pdf
PPTX
Pre-Operatorio
PDF
Aula 01 urgência e emergência.
PPTX
Trabalho centro cirúrgico 3
PPTX
Punção-venosa-apostila03.pptx
PPTX
Legislação Profissional (Aula 01).pptx
PPT
Suturas(1)[1].ppt trabalho
PPTX
éTica e enfermagem
ODP
Transporte de vítimas
PPTX
SLIDE - CUIDADOR DE IDOSO -[4892].pptx
PPT
Aula acessos venosos
PPT
Aula esterilizacao
PPTX
Centro Cirúrgico
PPT
Biossegurança
PPTX
Primeiros socorros
PPSX
Acidentes por animais peçonhentos
PPTX
LESÃO POR PRESSÃO E CURATIVOS.pptx
PPTX
Atualização em curativos
Tempos Cirúrgicos (5).pdf
Assepsia e antissepsia
Administração em Enfermagem - aula 1.pdf
Pre-Operatorio
Aula 01 urgência e emergência.
Trabalho centro cirúrgico 3
Punção-venosa-apostila03.pptx
Legislação Profissional (Aula 01).pptx
Suturas(1)[1].ppt trabalho
éTica e enfermagem
Transporte de vítimas
SLIDE - CUIDADOR DE IDOSO -[4892].pptx
Aula acessos venosos
Aula esterilizacao
Centro Cirúrgico
Biossegurança
Primeiros socorros
Acidentes por animais peçonhentos
LESÃO POR PRESSÃO E CURATIVOS.pptx
Atualização em curativos
Anúncio

Semelhante a Hemorragias - Como avaliar e o que fazer em primeiros socorros (20)

PPT
Aula hemorragia ps db
PPTX
Aula sobre Hemorragias
PPTX
HEMORRAGIAS.pptx
DOCX
Sos hemorragias
PDF
Primeiros socorros (PRS 71) - Hemorragia
PDF
Cap 10 hemorragia-choque
PPT
16ª aula choque e hemorragias Silvio
PPTX
Hemorragias
PPTX
Hemorragia E PRIMEIROS SOCORROS EM CASO DE HEMORRGIAS
PPT
Primeiros Socorros
PPT
62346 6560233 atendimento-primeiros-socorros
PDF
Hemorragias
PPT
primeiros-socorros.ppt
PPT
primeiros-socorros.ppt
PPTX
primeiros socorros - hemorragia
PPTX
Aula 4 - HEMORRAGIA+E+CHOQUE 060003.pptx
PPTX
Auuuula 4 - HEMORRAGIA+E+CHOQUE 0603.pptx
PPT
Taet a10 - primeiros socorros
PPTX
PRIMEIROS SOCORROS.pptx
PPTX
1_Disturbios_Cardiovasculares_Aneurisma_Varizes_flebite e trombose_ Choque Ca...
Aula hemorragia ps db
Aula sobre Hemorragias
HEMORRAGIAS.pptx
Sos hemorragias
Primeiros socorros (PRS 71) - Hemorragia
Cap 10 hemorragia-choque
16ª aula choque e hemorragias Silvio
Hemorragias
Hemorragia E PRIMEIROS SOCORROS EM CASO DE HEMORRGIAS
Primeiros Socorros
62346 6560233 atendimento-primeiros-socorros
Hemorragias
primeiros-socorros.ppt
primeiros-socorros.ppt
primeiros socorros - hemorragia
Aula 4 - HEMORRAGIA+E+CHOQUE 060003.pptx
Auuuula 4 - HEMORRAGIA+E+CHOQUE 0603.pptx
Taet a10 - primeiros socorros
PRIMEIROS SOCORROS.pptx
1_Disturbios_Cardiovasculares_Aneurisma_Varizes_flebite e trombose_ Choque Ca...
Anúncio

Último (20)

PDF
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA.pdf auLA PARA O CURSO TECNICO DE ENFERMAGEM
PPTX
Aula de saúde coletiva alunos do tec enf
PDF
Saúde do Trabalho, enfermagem ocupacional
PPTX
atendimentopr-hospitalardeurgnciasobsttricas-161117055505.pptx
PPTX
2 aula O RECÉM-NASCIDO DE BAIXO E MÉDIO RISCO-1-1-convertido.pptx
PDF
3.2.1 Novo Financiamento APS_v00 - 31jan24.pdf
PDF
rt_14_imobilizacoes_e_transportes_de_vitimas_cópia.pdf
PDF
Eysenck_Keane_Manual de Psicologia Cognitiva_7a. Ed.pdf
PDF
organizador semanal para controle de rotina
PDF
Lei nr 32-Resumo sus para enare odontolo
PPTX
PROJETO HIPERTENÇÃO ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPEUTICO
PPTX
Abordagem Primeiros Socorros na empresas .pptx
PPTX
ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO - SAÚDE PUBLICA.pptx
PPTX
AULA 12 - Biossegurança.ppt_20250822_121423_0000.pptx
PPTX
Enfermagem Obstetrica- Obstetricia patológica
PPTX
Sistema Reprodutor feminino e masculino.
PPTX
Cuidado de Feridas e Curativos na Enfermagem.pptx
PDF
NOVO-----GUIA--Para--Enfermeiros--da--UBS.pdf
PPTX
LESÕES MAIS COMUNS NA PRÁTICA CLÍNICA_compressed.pptx
PPTX
Aula 2 - Coletiva.pptx.pptx alunos tec e
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA.pdf auLA PARA O CURSO TECNICO DE ENFERMAGEM
Aula de saúde coletiva alunos do tec enf
Saúde do Trabalho, enfermagem ocupacional
atendimentopr-hospitalardeurgnciasobsttricas-161117055505.pptx
2 aula O RECÉM-NASCIDO DE BAIXO E MÉDIO RISCO-1-1-convertido.pptx
3.2.1 Novo Financiamento APS_v00 - 31jan24.pdf
rt_14_imobilizacoes_e_transportes_de_vitimas_cópia.pdf
Eysenck_Keane_Manual de Psicologia Cognitiva_7a. Ed.pdf
organizador semanal para controle de rotina
Lei nr 32-Resumo sus para enare odontolo
PROJETO HIPERTENÇÃO ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPEUTICO
Abordagem Primeiros Socorros na empresas .pptx
ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO - SAÚDE PUBLICA.pptx
AULA 12 - Biossegurança.ppt_20250822_121423_0000.pptx
Enfermagem Obstetrica- Obstetricia patológica
Sistema Reprodutor feminino e masculino.
Cuidado de Feridas e Curativos na Enfermagem.pptx
NOVO-----GUIA--Para--Enfermeiros--da--UBS.pdf
LESÕES MAIS COMUNS NA PRÁTICA CLÍNICA_compressed.pptx
Aula 2 - Coletiva.pptx.pptx alunos tec e

Hemorragias - Como avaliar e o que fazer em primeiros socorros

  • 1. HEMORRAGIAS MATÉRIA DE PRIMEIROS SOCORROS PROFESSORA: SILVIA HECK
  • 2. O que é?  Extravasamento de sangue decorrente da ruptura de um vaso sanguíneo.
  • 3.  O sangue é constituído por uma parte líquida (plasma) e por elementos figurados (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas).  O sangue corresponde de 7 a 8% do peso corporal de uma pessoa.  Seu volume varia de uma pessoa para outra, conforme a massa corporal.  Ex: uma pessoa de 75 kg tem um volume de 5 a 6 litros de sangue.
  • 4. FUNÇÃO DOS VASOS SANGUÍNEOS
  • 5. GRAVIDADE DA HEMORRAGIA  Volume de sangue perdido- o A perda de pequeno volume em geral não produz efeitos evidentes; o Porém, a perda de 1,5 litro em adulto ou 200 ml em criança pode ser extremamente grave, inclusive colocando a vida em risco.
  • 6.  Velocidade da perda de sangue o A perda rápida de 1 litro de sangue pode colocar o indivíduo em risco de vida. o Quando a perda de sangue é lenta, o organismo desenvolve mecanismos de compensação, suportando melhor a situação.
  • 7. Calibre do vaso rompido- o O rompimento de vasos principais de pescoço, tórax, abdômen e coxa provoca hemorragias severas, e a morte pode sobrevir em 1 a 3 minutos.
  • 8.  Tipo do vaso lesado o O sangramento arterial é considerado de maior gravidade. o As veias geralmente estão mais próximas da superfície do corpo do que as artérias, sendo de mais fácil acesso. o O sangramento capilar é lento e, via de regra, coagula espontaneamente em 6 a 8 minutos. o O processo de coagulação desencadeado em boa parte dos pequenos e médios sangramentos pode ser suficiente para controlar a hemorragia, e o coágulo formado age como uma rolha, impedindo a saída de sangue.
  • 9. o Esguicho; o Fluxo em jatos; o Sangue vermelho vivo; o Fluxo constante; o Sangue vermelho escuro; o Fluxo lento;
  • 10. CLASSIFICAÇÃO  Hemorragia externa – visível porque extravasa para o meio ambiente. Ex: ferimentos em geral, hemorragia das fraturas expostas, epistaxe (hemorragia nasal).  Hemorragia interna – o sangue extravasa para o interior do próprio corpo, dentro dos tecidos ou cavidades naturais. Ex: trauma contuso, ruptura ou laceração de órgãos de tórax e abdômen, hemorragia de músculo ao redor de partes moles.
  • 11. TIPOS DE CHOQUE  Perda de até 15% (750ml)- Estágio I – não causam alterações;  Perda maior que 15% e menor que 30% (750 a 1500 ml)– Estágio II ou III- causam estado de choque compensado – sem hipotensão.  Perda acima de 30% (maior que 1500 ml)- Estágio IV– choque descompensado – com hipotensão.
  • 13. RESPOSTA DO ORGANISMO A HEMORRAGIA  Classe 1: até 15% de perda sanguínea o Vasoconstrição: contração dos vasos sanguíneos em uma tentativa do organismo em manter a pressão arterial e o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos tecidos; o Sinais e sintomas:  Vítima alerta;  PA dentro dos parâmetros normais;  Pulso dentro dos parâmetros normais ou leve aumento; forte pulsação;  Frequência, profundidade respiratória e temperatura normais;
  • 14.  Classe 2: até 25% de perda sanguínea o A vasoconstrição continua em uma tentativa de manter a PA, porém, com certa dificuldade; o O fluxo sanguíneo é desviado para órgãos vitais: diminui fluxo para intestinos, pele e rins; o Sinais e Sintomas:  Vítima pode estar confusa, agitada;  Pele pálida, fria e seca;  PA pode alterar. Mais comum subir devido a vasoconstrição; Diferença entre PA diastólica e sistólica diminui;  Aumento da frequência cardíaca. Pulso fraco;  Aumento da frequência respiratória;
  • 15.  Classe 3: até 30% de perda sanguínea; o Mecanismos compensatórios ficam sobrecarregados; o PA cai substancialmente; o Diminui o retorno sanguíneo e a perfusão tecidual o Sinais e sintomas:  A vítima fica confusa; inquieta, ansiosa;  Sinais clássicos de choque: frequência cardíaca elevada, diminuição da PA, respiração rápida e superficial, membros frios e úmido;
  • 16.  Classe 4: Perda de mais de 30% de sangue; o A vasoconstrição compensatória torna-se uma complicação; o Sinais e sintomas:  Vítima fica letárgica (profunda inconsciência) ; entorpecida;  Acentuam-se os sinais relativos ao choque;  PA continua a cair;  A falta de fluxo sanguíneo para o cérebro e outros órgãos vitais leva o indivíduo a falência múltipla de órgãos;
  • 17. SINAIS E SINTOMAS ASSOCIADOS o Ansiedade e inquietação; o Náusea e vômito; o Sede, secura na boca, língua e lábios; o Fraqueza, tontura e frio; o Queda acentuada de pressão arterial (PA menor que 90mm/Hg); o Respiração rápida e profunda - no agravamento do quadro, a respiração torna-se superficial e irregular; o Pulso rápido e fraco em casos graves; quando há grande perda de sangue, pulso difícil de sentir ou até ausente; o Inconsciência parcial ou total; o Pele fria e úmida (pegajosa); o Palidez ou cianose (pele e mucosas acinzentadas); o Olhos vitrificados, sem brilho, e pupilas dilatadas (sugerindo apreensão e medo). o Casos graves: pulso difícil de sentir ou até ausente;
  • 18. CONTROLE DE HEMORRAGIA Causa do sangramento; Fonte do sangramento; Exponha o ferimento para determinar de onde vem o sangramento;
  • 19. CONTROLE DA HEMORRAGIA COMPRESSÃO DIRETA  A maioria dos casos de hemorragia externa são controlados pela aplicação de pressão direta na ferida;  Ela permite a interrupção do fluxo de sangue e favorece a formação de coágulo;  Preferencialmente, utilizar uma compressa estéril, pressionando-a firmemente por 10 a 30 minutos; a seguir, promover a fixação da compressa com bandagem.
  • 20.  Em sangramentos profundos e extensos, não perder tempo em localizar a compressa (pressionar diretamente com a própria mão com a luva).  Pressione firme, distribuindo uniformemente a pressão sobre o ferimento;  Se possível, eleve a região que apresenta o sangramento para acima da altura do coração, exceto sob suspeita de fraturas, ou lesão medular.  Não remova curativos ensopados de sangue, continue exercendo pressão sobre o ferimento;
  • 21.  Se for preciso coloque outro curativo sobre o curativo ensopado e continue exercendo pressão sobre o ferimento;  Pode-se utilizar uma compressa fria sobre o ferimento. O frio ajuda a diminuir o fluxo sanguíneo no local. É importante proteger o local antes da aplicação do frio.  Após controlar um sangramento de extremidade, certifique-se de que existe pulso distal, em caso negativo, reajuste a pressão da bandagem para restabelecer a circulação.
  • 22.  COMPRESSÃO INDIRETA OU PRESSÃO DIGITAL SOBRE O PONTO DE PULSO  Utilizar a pressão sobre pulso de artéria quando a pressão direta e a elevação de membro falhar ou não tiver acesso ao local do sangramento (esmagamento, extremidades presas em ferragens).  É a pressão aplicada com os dedos sobre os pontos de pulso de uma artéria contra uma superfície óssea.  É necessária habilidade do socorrista e conhecimento dos pontos exatos de pressão das artérias.
  • 23.  Principais pontos: - artéria braquial - para sangramento de membros superiores, artéria femoral - para sangramento de membros inferiores - artéria temporal- para sangramento de couro cabeludo - artéria radial - sangramento da mão.
  • 24.  Nunca substitua a pressão direta pela indireta.  Se necessário, ambas podem ser utilizadas simultaneamente.  Segure o ponto de pressão pelo tempo que for necessário para estancar o sangramento.
  • 25. TORNIQUETES  Deve ser considerado como o último recurso (praticamente em desuso);  Uso restrito a membros;  Só será utilizado se todos os outros métodos falharem, devendo ser considerado apenas nos casos de destruição completa ou amputação de extremidades, com sangramento severo.  Consiste numa bandagem constritora colocada em torno de uma extremidade até que o fluxo sanguíneo pare por completo.
  • 26.  Podem ser utilizados tubos de borracha, gravatas, etc.  Apertado demais pode lesar tecidos, músculos, nervos e vasos.  Deve ser colocado entre a ferida e o coração, observado explicitamente o horário de aplicação.  O membro abaixo do torniquete deve tornar- se pálido, e o pulso arterial, abaixo do torniquete, desaparecer.  Caso não esteja apertado o suficiente pode interromper o fluxo venoso sem interromper o fluxo arterial, dando como resultado maior sangramento pela ferida.
  • 28.  COMO USAR O TORNIQUETE: 1. Segure o ponto de pressão apropriado para controlar temporariamente o sangramento 2. Posicione o torniquete entre o coração e o ferimento da vítima, deixando ao menos 5cm de pele sadia entre o ferimento e o torniquete. 3. Coloque uma compressa grossa sobre o membro que será comprimido. 4. Passe o material do torniquete 2 vezes ao redor do membro, apertando bem. Faça um nó; 5. Insira um bastão pequeno ou outro objeto semelhante no meio do nó e então faça um nó direito; 6. Torça o bastão para apertar o torniquete somente até o sangramento parar. 7. Prenda o bastão com outro pedaço de tecido. 8. Anote detalhadamente a localização do torniquete, a hora que foi instalado e os SV na aplicação;
  • 29. REFERÊNCIAS  HAFEN, B.Q.; KARREN, K.J.; FRANDSEN, K.J. Guia de primeiros socorros para estudantes. 7ª. ed. São Paulo: Manole, 2002.