MODULO 5 – A REVOLUÇÃO FRANCESA –
PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E
BURGUESAS
Ataque à redacção do Jornal Charlie
Hebdo, 7 de janeiro de 2015
Revolução Francesa 1789
Revolução Francesa 1789
Soberania nacional
Sistema representativo
Sistema Representativo
Estado Laico
Revolução Francesa 1789
Reconhecer na revolução americana e na
revolução francesa o paradigma das revoluções
liberais e burguesas
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Revolução Francesa 1789
Processo inovador:
- -Rutura com o Antigo Regime e marca o aparecimento
dos regimes liberais;
- - Declaração Universal dos Direitos do Homem e do
Cidadão; Constituição 1791;
- - Marca o início da época contemporânea
Contexto:
- Propostas iluministas;
- Revolução americana;
- Persistência do Antigo Regime e do absolutismo na
Europa Continental.
Fases: entre 1789- 1804
- 1- Tomada da Bastilha e instauração da Monarquia Constitucional;
- 2- Radicalização: Convenção e Terror – instauração da República;
- 3 –Diretório e Consulado - Napoleão
Revolução Francesa 1789:
Contexto
Revolução Francesa 1789:
Antecedentes
Analisar e verificar:
Gravura
Doc. 4B, pág. 18
Antecedentes: Sociais,
económicos, financeiros e fiscais
Os privilegiados esmagam o Terceiro Estado, gravura anónima de 1789. Na pedra lê-se
“Talha, impostos e corveias”.
Três ordens sociais:
- Causas socias: sociedades de ordens e hierarquizada, sociedade desigual (o
terceiro estado durante o antigo regime suportava o clero e a nobreza e era
sujeito a impostos elevados );
- Os camponeses viviam em condições miseráveis, submetidos ainda ao
poder dos senhores na França rural
- Causas financeiras : o orçamento de estado tem mais despesas do que
receita; a despesa maior é os juros referentes aos impostos adquiriram.
- Carga fiscal muito elevada
- Despesas de luxo da monarquia e da corte
- Causas económicas: baixa produtividade devido as características do antigo
regime e uma agricultura rudimentar isto conduz a fomes, inflação, miséria,
mortes e roubos; camponeses sujeitos a pagamento de tributos senhoriais.
Os privilegiados esmagam o Terceiro
Estado, gravura anónima de 1789. Na
pedra lê-se “Talha, impostos e corveias”.
Revolução Francesa 1789:Antecedentes
• Talha - o servo deveria passar, para o senhor feudal, metade de tudo que produzia
• Corveia -pagamento através de serviços prestados nas terras ou instalações do senhor feudal
- 3 a 4 dias por semana, o servo era obrigado a cumprir diversos trabalhos como, por
exemplo, fazer a manutenção do castelo, construir um muro, limpar o fosso do castelo, limpar
o moinho.
Revolução Francesa 1789:
Antecedentes
Persistências da exigências feudais
Revolução Francesa 1789:
Antecedentes
-Os camponeses viviam em condições miseráveis,
submetidos ainda ao poder dos senhores na França
rural.
- Grandes fomes devido a secas que prejudicavam a
agricultura e acentuavam a miséria.
a escassez de alimentos,
aumentava ainda mais a revolta da população.
Nas cidades, o desemprego e os baixos salários
afetavam a maior parte da população urbana.
Situação de desigualdade natural entre os
grupos privilegiados e o Terceiro Estado.
A burguesia desejava mais protagonismo político e social.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
✓ Gastos agravados
pelas guerras e
pelo luxo da
corte;
✓ Os ministros de
Luís XV e de Luís
XVI tentaram
realizar uma
reforma do
sistema de
impostos.
Causas estruturais de natureza económica e financeira:
elevado défice das finanças públicas:
Revolução Francesa 1789: causas
Antecedentes
• Despesas de guerra agarvou a economia:
• Guerra dos Sete Anos (1756-63), contra a Inglaterra: muitas despesas
militares e perda de regiões coloniais;
• Guerra de Independência dos EUA: empobreceu os cofres públicos em
mais de dois bilhões de libras;
• Tratado comercial de 1786, assinado com a Inglaterra (vinhos franceses em
troca de tecidos ingleses) levou à falência de indústrias francesas e
aumentou o descontentamento burguês.
Revolução Francesa 1789:
Antecedentes
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Luís XVI convocou os Estados Gerais a reunir
em maio de 1789.
Auguste Couder, Abertura dos Estados Gerais em
Versalhes, 5 de maio 1789, 1839.
Revolução Francesa 1789
Situação descontentamento
agrava-se, em Paris, sucede
uma vaga de pilhagens e
motins motivada pela fome e
desemprego.
O Terceiro Estado, que
representava 98% da população
contesta o sistema de votação.
Cria-se um impasse e o rei
manda encerrar a sala de
reunião dos Estados gerais.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Revolução Francesa 1789
Os representantes do Terceiro Estado, juntam-se membros do baixo
clero, formaram uma Assembleia Nacional, declarando nulas todas as
votações do clero e da nobreza.
-Quando verificaram que a sala estava fechada, juntaram-se na sala do
jogo da pela, jurando não se separar até que fosse redigida uma
constituição.
Cria-se um impasse e o rei
manda encerrar a sala de
reunião dos Estados gerais.
A 14 de Julho de 1789, o povo
ataca a Bastilha, prisão que
simbolizava o poder do rei. O
povo libertou os prisioneiros,
matou o governador da fortaleza
e passeou a sua cabeça espetada
num pau pelas ruas de Paris.
Em 9 de Julho de 1789, a
Assembleia Nacional declara-se
Constituinte, isto é, com o
objetivo de redigir uma
Constituição
Revolução Francesa 1789
Aula: Escola Virtual: Vídeo
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Abolição dos Direitos feudais
Declaração dos Direitos do Homem e
do Cidadão
Constituição de 1791 (e-manual)
Modelo político- Monarquia
Constitucional.
Análise : pp. 22 a 25
O que é inovador nas medidas e nos
documentos da Revolução francesa?
A Assembleia Constituinte extingue os títulos
nobiliárquicos e os direitos feudais
(banalidades, dízimos, corveias), bem como
os privilégios senhoriais.
Os bens do clero são nacionalizados.
É aprovada a Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão, em Agosto de 1789
Revolução Francesa 1789:Da Monarquia absoluta à
Monarquia Constitucional
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Artigo I
Os homens nascem e livres e
iguais em direitos. As
distinções sociais só podem
fundamentar-se na utilidade
comum.
Artigo III
O princípio de toda a soberania
reside, essencialmente, na
nação. Nenhum corpo,
nenhum indivíduo, pode
exercer autoridade que dela
não emane expressamente.
Revolução Francesa 1789:A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Liberdade
individual
Liberdade de
opinião e de
imprensa
Liberdade de
culto ou de
religião
Direito à
propriedade
Os direitos individuais e coletivos dos Homens são universais
Direito a
julgamento justo
Direito à
segurança
Direito à resistência
à opressão
A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique
o próximo
Revolução Francesa 1789:A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Declaração dos Direitos da Mulher e Cidadã
Olympe de Gouges (1748–1793).
Escritora e jornalista, foi autora
da Declaração dos Direitos da
Mulher e da Cidadã. No entanto,
o documento foi marginalizado e
esquecido.
Foi guilhotinada durante o
regime doTerror.
Preâmbulo da Declaração dos Direitos da Mulher
e da Cidadã, 1791
Jeanne Roland
(1754-1793).
Destacou-se na defesa dos
direitos das mulheres. A sua
ligação aos girondinos
determinou a sua morte na
guilhotina aos 39 anos.
decidiram expor numa
declaração solene, os direitos
naturais, inalienáveis e sagrados
da mulher […]
As mães, as filhas, as
irmãs, representantes da
nação, pedem para serem
constituídas em
assembleia nacional […]
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A Constituição de 1791 pôs fim à
monarquia absoluta e instaurou,
em França, a monarquia
constitucional.
O rei, detentor da primeira
magistratura do Estado, jura
fidelidade à Constituição.
Consagrou a separação do
poder político
A soberania reside na Nação
Constituição de 1791
Revolução Francesa 1789: Constituição de 1791
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
‐ A soberania nacional definida na
Constituição era limitada:
‐ definia o sufrágio censitário e
indireto;
‐ nem todos os franceses podiam
exercer o direito de voto;
‐ só os designados cidadãos ativos
é que podiam votar.
‐ o poder executivo era exercido
pelo rei;
‐ o poder legislativo era exercido
pela Assembleia Nacional, através
dos deputados, representantes da
Nação (sistema representativo);
‐ o poder judicial era exercido pelos
juízes, eleitos pelos cidadãos.
Revolução Francesa 1789: Constituição de 1791
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
‐ provocou profundas transformações
económicas, sociais e políticas;
‐ ultrapassou as fronteiras da França e
teve consequências na Europa e na
América Latina;
‐ marcou definitivamente o fim do
Antigo Regime;
‐ segundo alguns historiadores,
marcou o início da Época
Contemporânea.
‐ Foi um processo
irreversível
Revolução Francesa 1789: Constituição de 1791
Revolução Francesa 1789: O fim da Monarquia Constitucional
Aula: Escola Virtual: Vídeo
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Análise : pp. 27 doc. 10
Elencar as razões para o fim da Monarquia Constitucional?
Análise: pp. 29 e seguintes
Identificar:
Partidos Políticos em oposição
Acontecimento marcante e mudança de modelo político
Líder desta fase.
Exercícios pp. 30-31
A Convenção e o Terror (1792-1795
A Áustria e a Prússia, temendo que
os ideais revolucionários
alastrassem, preparam-se para a
guerra.
A Assembleia revolucionária,
antecipando-se, declara a guerra.
O rei Luís XVI é preso, acusado de
conluio com os defensores da
monarquia absoluta.
Auguste Pinelli
Rouget de Lisle compondo «A Marselhesa»
Musée de la Révolution Française, Vizille
Allons enfants de la patrie,
Le jour de gloire est arrivé !
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé ! (bis)
Entendez-vous dans les campagnes,
Mugir ces féroces soldats ?
Ils viennent jusque dans nos bras
Égorger nos fils, nos compagnes !
Aux armes, citoyens !
Formez vos bataillons !
Marchons ! Marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons
Revolução Francesa 1789: O fim da Monarquia Constitucional
Maselhesa:
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Da Monarquia absoluta à
Monarquia Constitucional
• A tentativa de fuga da família real, em junho de 1791, contribuiu
para o descrédito da monarquia.
• Milhares de nobres e clérigos emigram e procuram ajuda contra o
novo regime francês junto das capitais estrangeiras.
• A Prússia, a Áustria e a Saxónia planeiam a invasão da França,
concretizada em abril de 1792.
A Tomada da Palácio das Tulherias, de J.-S. Duplessis, 1793.
Revolução Francesa 1789: O fim da Monarquia Constitucional e a
Convenção (1792-1795)
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Principais fatores da queda da monarquia:
‐ eclodiram revoltas realistas e aristocráticas
contrarrevolucionárias.
‐ fuga falhada do rei e da família real;
‐ o rei foi acusado de conspirar contra a revolução;
‐ os emigrados conspiravam a partir do exterior
contra a revolução;
‐ os exércitos das potências estrangeiras, opositoras
da revolução, preparavam-se para invadir a França;
Revolução Francesa 1789: O fim da Monarquia Constitucional e a
Convenção (1792-1795)
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A REVOLUÇÃO FRANCESA
Da Nação soberana ao triunfo da revolução burguesa: a monarquia
constitucional – a queda da monarquia
A obra de Convenção (I República)
A base de apoio da Convenção era o
povo miúdo de Paris que defendia
uma república mais igualitária e uma
a democracia direta.
Sans-cullotes
Participantes na Convenção:
Girondinos – sentavam-se à direita na
Assembleia e representavam a alta
burguesia;
Jacobinos – sentavam-se à esquerda,
na parte mais alta da Assembleia e
defendiam os interesses da pequena
burguesia e dos sans-culottes.
2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
Robespierre
1758 - 1794
É nomeado um Comité de Salvação Pública
(1793) que exerce o poder.
Robespierre, conhecido pelo seu radicalismo,
foi a figura mais destacada deste período.
A Convenção decidiu, por votação, guilhotinar o rei e depois a
rainha;
A execução do rei levou os países absolutistas formar a Primeira
Coligação, contra a França;
2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
A decisão da sua condenação à morte
provocou a divisão definitiva entre os
girondinos e os montanheses.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A tomada do Palácio dasTulherias, em
10 de Agosto de 1792:
- foi um movimento insurrecional
popular dos sans-culottes;
- foi liderado pela Comuna de Paris
por clubes revolucionários;
- defendia um caráter mais popular
para a revolução iniciada em 1789.
A monarquia constitucional foi abolida e o rei Luís XVI foi destituído.
Foi formada uma nova Assembleia republicana, a Convenção, que devia preparar uma nova
Constituição para o novo regime:
A I REPÚBLICA FRANCESA
Sans-culottes
A 10 de agosto de 1792,
um movimento
insurrecional popular
dirigiu-se à residência real
dasTulherias, obrigando o
rei a procurar refúgio na
Assembleia Legislativa.
2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A revolução e a Pátria estavam em perigo.
No mesmo dia os exércitos
franceses venceram, em
Valmy, os exércitos
prussianos.
A primeira sessão da
Convenção:
20 de setembro de 1792.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A Convenção nacional de 1792 foi progressivamente dominada pelos setores republicanos
mais revolucionários (também designados montanheses ou jacobinos).
Estes acabaram por afastar os representantes dos setores mais moderados, sobretudo os
da planície e os girondinos.
O ambiente interno e externo
reforçou a intervenção dos
revolucionários da Comuna de Paris
e da Convenção:
contra os vestígios da
monarquia.
contras as ameaças internas e externas
que punham em causa a revolução.
Nesta etapa revolucionária: o período do terror,
caiu-se numa violência extrema. O rei é condenado
à morte em 1793.
Condenação de Luís XVI
2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
Milhares de franceses foram mortos
na guilhotina, incluindo o próprio
Robespierre, em 28 de Julho 1794. É
o fim do Terror jacobino.
Joseph-Ignace Guillotin
1738 - 1814
2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
Criação do Tribunal Revolucionário, que julgava os opositores da Revolução e condenava-os à
morte na guilhotina;
Medidas:
-decretos do ventosos: os bens dos “patriotas” são invioláveis; confisco de bens aos “inimigos”
da revolução -nacionalizações;
- criação do ensino público e gratuito;
- abolição da escravatura nas colónias;
-abolição do regime feudal;
- Lei do Preço Máximo - tabelamento dos preços dos alimentos;
- instituição do sufrágio universal masculino;
- Separação da igreja/Estado – Estado Laico e descristianização.
Revolução Francesa 1789: A Convenção (1792-1795)
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Base social de apoio
Sans-culottes
Adoção de medidas:
‐ fim de todos os traços da monarquia e do Antigo
Regime;
- novo calendário republicano;
- nova contagem do tempo;
Política de descristianização e
anticlerical:
‐ encerramento de igrejas e
laicização da sociedade e da vida
pública;
‐ generalização do culto do Ser
Supremo e da razão;
‐ festas cívicas dos heróis e das
árvores da liberdade.
- morte da rainha MariaAntonieta.
A OBRA DA CONVENÇÃO
Revolução Francesa 1789: A Convenção (1792-1795)
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Adoção de medidas:
‐ eliminação dos opositores através da Lei dos
Suspeitos;
‐ instituição de tribunais revolucionários.
‐ condenação dos mais moderados (Danton,
Desmoulins);
‐ adoção de julgamentos sumários;
‐ recurso à guilhotina;
Mobilização geral popular:
‐ esmagar as revoltas internas
contrarrevolucionárias na região da
Vendeia;
‐ enfrentar os exércitos estrangeiros
que sofrem várias derrotas.
A OBRA DA CONVENÇÃO
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Criação de assistência pública.
Fim de todos os traços da monarquia e do
antigo Regime.
Abolição do regime feudal.
Fim da escravatura nas colónias francesas.
Fim da prisão por dívidas.
Adoção do sistema métrico decimal.
Adoção de um sistema de ensino nacional.
ADOÇÃO DE MEDIDAS
Lei do Máximo para fixar o preço máximo
dos produtos essenciais.
Período mais revolucionário da Convenção
Republicana: o Terror
Revolução Francesa 1789: A Convenção (1792-1795)
Rever cronologia Portugal-dificuldades do crescimento: 1668
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900913&bkid=25443000
Pág. 18Vídeo
Fases da Revolução Francesa
Revolução Francesa 1789: A Convenção (1792-1795)
Fim da Convenção
através de Golpe de
Estado
Inicia o Diretório-
controle da Burguesia
Início do Consulado
Medidas:
-restabelecimento da liberdade de preços
-promulgação de uma nova Constituição que:
estabelecia que o Poder Executivo seria exercido pelo Diretório, e o retorno
do voto censitário.
r
3ª fase - O Diretório (1795-99)
• Os jacobinos perderam
popularidade: execuções e
violência o que levou ao regresso
dos Girondinos ao Poder -Golpe de
Estado
• Execução de Robespierre na
guilhotina e anulação das medidas
populares tomadas pelos
jacobinos.
• -restabelecimento da liberdade
de preços
• -promulgação de uma nova
Constituição que:
• estabelecia que o Poder
Executivo seria exercido pelo
Diretório, e o retorno do
voto censitário.
3ª fase - O Diretório (1795-99)
Medidas do Diretório
Organigrama da Constituição do Ano III (22 de agosto de 1795)
3ª fase - O Diretório (1795-99)
• Directório: Em agosto de 1795, foi criado o Diretório, no qual cinco membros –
chamados de diretores – exerciam o Poder Executivo.
• Este período é também chamado República Burguesa e durará até 1799. Após a
queda de Robespierre, a alta burguesia voltou ao poder disposta a consolidar
suas conquistas.
• Os desentendimentos entre os membros do Diretório criaram as condições para um
Golpe de Estado. No 18 Brumário do ano VIII da era republicana (9 de Novembro de
1799), Napoleão Bonaparte derruba o Diretório.
3ª fase - O Diretório (1795-99)
• a crise económica agravava-se e diminui a base
social de apoio;
• Falta de organização administrativa e aumento da
corrupção aumentava;
• faltavam alimentos e miséria;
• agrava-se o descotentamento social;
• Reforça-se o poder do exército em virtude de
êxitos militares.
• Com a França imersa no caos, e sob a ameaça de
ataques internos e externos, a burguesia aceitou
entregar o poder a alguém influente e poderoso.
3ª fase - O Diretório (1795-99)
Napoleão Bonaparte
Napoleão era, para muitos franceses,
particularmente para a burguesia, a
esperança para colocar a França num
novo rumo.
3ª fase - O
Consulado (1799-
1803)
Feito o golpe, Napoleão institui um
consulado formado por 3 cônsules
3ª fase - O Consulado (1799-1803)
Napoleão Bonaparte, através de um golpe de Estado, derrubou o Diretório.
Pôs fim ao processo revolucionário iniciado em 1789.
Inaugurou o Consulado.
Tornou-se cônsul e depois cônsul vitalício.
Em 1804, é publicado o Código Civil,
também designado Código Napoleónico que
influenciará muitos outros códigos na
Europa e no Mundo.
O Código Napoleónico consagra os
princípios do individualismo burguês:
• protege a propriedade privada,
• garante a igualdade de todos perante a
lei e assegura liberdades individuais.
• institui o casamento civil e a possibilidade
do divórcio.
Jacques-Louis David
Napoleão no seu gabinente de trabalho
National Gallery of Art, Washington
Em 1802, foi instituído o ensino primário oficial,
obrigatório e gratuito.
A instrução pública é uma das prioridades do Estado.
Em 1801 é assinada
uma Concordata entre
Napoleão e o papa Pio
VII. São regulamentadas
e pacificadas as relações
com a Igreja Católica,
reconhecida como
religião maioritária dos
franceses.
Concordata
A GEOGRAFIA DOS MOVIMENTOS
REVOLUCIONÁRIOS NA PRIMEIRA METADE DO
SÉCULO XIX: AS VAGAS REVOLUCIONÁRIAS LIBERAIS E
NACIONAIS
MÓDULO 5:UNIDADE 3
Pág. 42Vídeo
Herança da Revolução francesa
- construção do Império
Fim do império – Congresso deViena 1814-1815
Como é que a Revolução francesa influenciou o
mundo contemporâneo?
A Era pós Napoleónica
Construção e queda do império
Congresso deViena
-novo mapa político da europa:
-manutenção da ordem política anterior à Revolução
Nova vaga de revoluções
A Era pós Napoleónica
Ideais da
Revolução
Francesa
Estados
Absolutistas da
Europa
A França: expandir os ideais da revolução: Liberdade; Igualdade;
Fraternidade;
Resto da Europa: garantir a ordem estabelecida, os Estados temem o
contágio dos ideais liberais
1792 – Início da Guerra com países europeus (Áustria e Prússia –aliança
para recuperar a monarquia em França). O diretório (1795-1799) organiza
exército – destaca-se Napoleão.
• ContraÁustria e Prússia,Grã Bretanha; Países Baixos; Espanha
Guerras Napoleónicas 1803 e 1815.
Bloqueio Continental- 1806 – Decreto de Berlim.
Napoleão Bonaparte avança com a conquista de império europeu, com a oposição da Grã
Bretanha.
Consulado em 1799, nomeado primeiro-cônsul
-cônsul vitalício -1802, depois de um plebiscito
-1804 é proclamado imperador dos franceses, coroando-
se a si próprio.
A Era pós Napoleónica
História 11º ano_02-Revolução frances.pdf
História 11º ano_02-Revolução frances.pdf
Napoleão: contrução e queda do Império
• De 1812 a 1815 – período de vitórias
• 1812 – campanha da Rússia
• 1815 - derrota de Waterloo
• 1815 - Congresso de Viena (1814-1815) – (mapa pág.65)
• restaurar as monarquias e apagar as conquistas da Revolução Francesa;
• a Alemanha e a Itália são fragmentadas;
• Rússia, a Áustria e a Prússia, governadas por monarcas absolutos, são
recompensadas com mais territórios;
• princípio de “a cada povo corresponde uma Nação e a cada Nação um
Estado”, não foi cumprido
Napoleão: contrução e queda do Império
Em 1812, a Campanha da Rússia é um desastre. Dos cerca de 600 000 soldados
invasores, apenas regressam c. de 100 000. Muitos desertam, outros morrem
de fome e frio. Chegados a Moscovo, encontram a cidade abandonada e a arder.
A retirada faz-se em condições lastimáveis. O exército russo persegue os
franceses, as temperaturas ultrapassam os 30 graus negativos.
Campanha da Rússia
Napoleão: contrução e queda do
Império
Napoleão:
contrução e
queda do
Império
• Depois da campanha na Rússia, foi derrotado e obrigado a abdicar (1814). Exilou-se na ilha
de Elba, na costa oeste da Itália
No ano seguinte organizou um exército e tentou restaurar a monarquia, derrotado na
Batalha de Waterloo, na Bélgica (1815) - Governo dos Cem Dias.
• forças francesas, britânicas, russas, prussianas, austríacas, alemãs, holandesas e belgas:
• entre seu exército de 72 mil homens recrutados à pressa e o exército aliado de 68 mil
homens comandados pelo britânico Arthur Wellesley, Duque de Wellington, e 45 mil
homens do exército prussiano.
• Preso pelos ingleses, foi deportado para a ilha de Santa Helena.
Napoleão: contrução e queda do Império
 Entre setembro de 1814 e junho de 1815 (antes da derrota
final de Napoleão em Waterloo)
• Os vencedores:
• Áustria, Inglaterra, Prússia e Rússia (mais a Suécia,
Espanha e Portugal) decidiram reunir-se em Viena
• para:
• repor o equilíbrio geopolítico do continente, restaurando a
situação anterior a 1792 e legitimando as monarquias
absolutistas;
• distribuir as regiões devolvidas pelos franceses;
• estabelecer uma defesa comum de forma a neutralizar
qualquer ideia ou movimento liberal e revolucionário.
congresso de Viena
Para garantir a prossecução destes
princípios:
Alianças militares:
Santa Aliança (Áustria,
Prússia e Rússia)
Quádrupla Aliança
(Áustria, Prússia, Rússia e
Inglaterra)
Restaurava na Europa as estruturas políticas e nobiliárquicas do Antigo
Regime, reafirmando as monarquias absolutas e o direito divino
novo mapa político da Europa restituía/entregava territórios aos estados
absolutistas da Rússia, da Áustria e
Prússia à custa da independência de vários povos.
O Fim do Império-O congresso de Viena
História 11º ano_02-Revolução frances.pdf
As Revoluções em cadeia-geografia dos
movimentos revolucionários
As Revoluções em cadeia: Revoluções Liberais no século XIX
• 1ª etapa - 1820-1824: Espanha, Portugal,
Nápoles e a Grécia, e colónias do
continente americano.
• 2ªetapa - entre 1829 e 1839: França,
Polónia Alemanha.
Grécia-12 de janeiro de 1822, a assembleia
nacional da Grécia, em Epidauro, proclama a
independência, face ao Império Otomano; inicio da
guerra de independência contra os turcos.
- aprova uma constituição democrática- monarquia
constitucional;
- Durante a guerra civil os turcos têm o apoio do
Egito e da Rússia.
- Graças à intervenção das grandes potências
europeias, a Turquia reconhece a soberania da
Grécia em 1829.
- A independência definitiva do país seria
proclamada somente em 3 de fevereiro de 1830.
As Revoluções em cadeia-geografia dos movimentos revolucionários
• 2ªetapa - entre 1829 e 1839:
França, Bélgica, Polónia
Alemanha e Itália.
França uma revolução popular e burguesa
depôs o monarca Carlos X (absolutista) e
nomearam rei Luís Filipe, duque de
Orleães; (Luís Filipe I Rei de 1830 até sua
abdicação em 1848.
A Bélgica torna-se independente da Holanda;
Surgem revoltas na Polónia (ocupada pela
Rússia), na Alemanha e Itália
(algumas estas revoltas ´~ao tiveram sucesso ex.
Itália)
As Revoluções em cadeia-geografia dos movimentos revolucionários
Fatores
Crise do
A.Regime
Ideias
Iluministas
Revolução
industrial
Guerras
Napoleónicas
Independência
dos EUA
Enfraquece a
Espanha
Pressão para
abertura de
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externos
As Revoluções em cadeia: A independência da América latina
As Revoluções em
cadeia: A independência
da América latina
As Revoluções em cadeia: A independência
da América latina
As Revoluções em cadeia: A independência da América latina
Simon Bolívar (1782-1830); venezuelano luta contra a presença espanhola na América. Filho de
fazendeiros de origem espanhola, foi presidente da Colômbia, chefe supremo do Peru e presidente
da Bolívia e da Venezuela, sonhava com a criação de uma grande Colômbia. Morreu em 1830. É
considerado um herói revolucionário em grande parte da América Latina.
Aspirações regionalistas: independência da América Espanhola - Colômbia, Panamá, Perú, Equador,
Bolívia e Venezuela.
Simon Bolívar
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latina
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  • 1. MODULO 5 – A REVOLUÇÃO FRANCESA – PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Ataque à redacção do Jornal Charlie Hebdo, 7 de janeiro de 2015
  • 4. Soberania nacional Sistema representativo Sistema Representativo Estado Laico Revolução Francesa 1789 Reconhecer na revolução americana e na revolução francesa o paradigma das revoluções liberais e burguesas
  • 5. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Revolução Francesa 1789
  • 6. Processo inovador: - -Rutura com o Antigo Regime e marca o aparecimento dos regimes liberais; - - Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão; Constituição 1791; - - Marca o início da época contemporânea Contexto: - Propostas iluministas; - Revolução americana; - Persistência do Antigo Regime e do absolutismo na Europa Continental. Fases: entre 1789- 1804 - 1- Tomada da Bastilha e instauração da Monarquia Constitucional; - 2- Radicalização: Convenção e Terror – instauração da República; - 3 –Diretório e Consulado - Napoleão Revolução Francesa 1789: Contexto
  • 7. Revolução Francesa 1789: Antecedentes Analisar e verificar: Gravura Doc. 4B, pág. 18 Antecedentes: Sociais, económicos, financeiros e fiscais Os privilegiados esmagam o Terceiro Estado, gravura anónima de 1789. Na pedra lê-se “Talha, impostos e corveias”.
  • 8. Três ordens sociais: - Causas socias: sociedades de ordens e hierarquizada, sociedade desigual (o terceiro estado durante o antigo regime suportava o clero e a nobreza e era sujeito a impostos elevados ); - Os camponeses viviam em condições miseráveis, submetidos ainda ao poder dos senhores na França rural - Causas financeiras : o orçamento de estado tem mais despesas do que receita; a despesa maior é os juros referentes aos impostos adquiriram. - Carga fiscal muito elevada - Despesas de luxo da monarquia e da corte - Causas económicas: baixa produtividade devido as características do antigo regime e uma agricultura rudimentar isto conduz a fomes, inflação, miséria, mortes e roubos; camponeses sujeitos a pagamento de tributos senhoriais. Os privilegiados esmagam o Terceiro Estado, gravura anónima de 1789. Na pedra lê-se “Talha, impostos e corveias”. Revolução Francesa 1789:Antecedentes
  • 9. • Talha - o servo deveria passar, para o senhor feudal, metade de tudo que produzia • Corveia -pagamento através de serviços prestados nas terras ou instalações do senhor feudal - 3 a 4 dias por semana, o servo era obrigado a cumprir diversos trabalhos como, por exemplo, fazer a manutenção do castelo, construir um muro, limpar o fosso do castelo, limpar o moinho. Revolução Francesa 1789: Antecedentes Persistências da exigências feudais
  • 10. Revolução Francesa 1789: Antecedentes -Os camponeses viviam em condições miseráveis, submetidos ainda ao poder dos senhores na França rural. - Grandes fomes devido a secas que prejudicavam a agricultura e acentuavam a miséria. a escassez de alimentos, aumentava ainda mais a revolta da população. Nas cidades, o desemprego e os baixos salários afetavam a maior parte da população urbana. Situação de desigualdade natural entre os grupos privilegiados e o Terceiro Estado. A burguesia desejava mais protagonismo político e social.
  • 11. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS ✓ Gastos agravados pelas guerras e pelo luxo da corte; ✓ Os ministros de Luís XV e de Luís XVI tentaram realizar uma reforma do sistema de impostos. Causas estruturais de natureza económica e financeira: elevado défice das finanças públicas: Revolução Francesa 1789: causas
  • 12. Antecedentes • Despesas de guerra agarvou a economia: • Guerra dos Sete Anos (1756-63), contra a Inglaterra: muitas despesas militares e perda de regiões coloniais; • Guerra de Independência dos EUA: empobreceu os cofres públicos em mais de dois bilhões de libras; • Tratado comercial de 1786, assinado com a Inglaterra (vinhos franceses em troca de tecidos ingleses) levou à falência de indústrias francesas e aumentou o descontentamento burguês. Revolução Francesa 1789: Antecedentes
  • 13. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Luís XVI convocou os Estados Gerais a reunir em maio de 1789. Auguste Couder, Abertura dos Estados Gerais em Versalhes, 5 de maio 1789, 1839. Revolução Francesa 1789 Situação descontentamento agrava-se, em Paris, sucede uma vaga de pilhagens e motins motivada pela fome e desemprego. O Terceiro Estado, que representava 98% da população contesta o sistema de votação. Cria-se um impasse e o rei manda encerrar a sala de reunião dos Estados gerais.
  • 14. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Revolução Francesa 1789 Os representantes do Terceiro Estado, juntam-se membros do baixo clero, formaram uma Assembleia Nacional, declarando nulas todas as votações do clero e da nobreza. -Quando verificaram que a sala estava fechada, juntaram-se na sala do jogo da pela, jurando não se separar até que fosse redigida uma constituição. Cria-se um impasse e o rei manda encerrar a sala de reunião dos Estados gerais.
  • 15. A 14 de Julho de 1789, o povo ataca a Bastilha, prisão que simbolizava o poder do rei. O povo libertou os prisioneiros, matou o governador da fortaleza e passeou a sua cabeça espetada num pau pelas ruas de Paris. Em 9 de Julho de 1789, a Assembleia Nacional declara-se Constituinte, isto é, com o objetivo de redigir uma Constituição
  • 16. Revolução Francesa 1789 Aula: Escola Virtual: Vídeo https://app.escolavirtual.pt/lms/playerteacher/lesson/5419/188904?seType=&coId=200368 Abolição dos Direitos feudais Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão Constituição de 1791 (e-manual) Modelo político- Monarquia Constitucional. Análise : pp. 22 a 25 O que é inovador nas medidas e nos documentos da Revolução francesa?
  • 17. A Assembleia Constituinte extingue os títulos nobiliárquicos e os direitos feudais (banalidades, dízimos, corveias), bem como os privilégios senhoriais. Os bens do clero são nacionalizados. É aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em Agosto de 1789 Revolução Francesa 1789:Da Monarquia absoluta à Monarquia Constitucional
  • 18. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Artigo I Os homens nascem e livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum. Artigo III O princípio de toda a soberania reside, essencialmente, na nação. Nenhum corpo, nenhum indivíduo, pode exercer autoridade que dela não emane expressamente. Revolução Francesa 1789:A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
  • 19. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Liberdade individual Liberdade de opinião e de imprensa Liberdade de culto ou de religião Direito à propriedade Os direitos individuais e coletivos dos Homens são universais Direito a julgamento justo Direito à segurança Direito à resistência à opressão A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo Revolução Francesa 1789:A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
  • 20. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Declaração dos Direitos da Mulher e Cidadã Olympe de Gouges (1748–1793). Escritora e jornalista, foi autora da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. No entanto, o documento foi marginalizado e esquecido. Foi guilhotinada durante o regime doTerror. Preâmbulo da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, 1791 Jeanne Roland (1754-1793). Destacou-se na defesa dos direitos das mulheres. A sua ligação aos girondinos determinou a sua morte na guilhotina aos 39 anos. decidiram expor numa declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados da mulher […] As mães, as filhas, as irmãs, representantes da nação, pedem para serem constituídas em assembleia nacional […]
  • 21. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A Constituição de 1791 pôs fim à monarquia absoluta e instaurou, em França, a monarquia constitucional. O rei, detentor da primeira magistratura do Estado, jura fidelidade à Constituição. Consagrou a separação do poder político A soberania reside na Nação Constituição de 1791 Revolução Francesa 1789: Constituição de 1791
  • 22. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS ‐ A soberania nacional definida na Constituição era limitada: ‐ definia o sufrágio censitário e indireto; ‐ nem todos os franceses podiam exercer o direito de voto; ‐ só os designados cidadãos ativos é que podiam votar. ‐ o poder executivo era exercido pelo rei; ‐ o poder legislativo era exercido pela Assembleia Nacional, através dos deputados, representantes da Nação (sistema representativo); ‐ o poder judicial era exercido pelos juízes, eleitos pelos cidadãos. Revolução Francesa 1789: Constituição de 1791
  • 23. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS ‐ provocou profundas transformações económicas, sociais e políticas; ‐ ultrapassou as fronteiras da França e teve consequências na Europa e na América Latina; ‐ marcou definitivamente o fim do Antigo Regime; ‐ segundo alguns historiadores, marcou o início da Época Contemporânea. ‐ Foi um processo irreversível Revolução Francesa 1789: Constituição de 1791
  • 24. Revolução Francesa 1789: O fim da Monarquia Constitucional Aula: Escola Virtual: Vídeo https://app.escolavirtual.pt/lms/playerteacher/lesson/5419/188904?seType=&coId=200368 Análise : pp. 27 doc. 10 Elencar as razões para o fim da Monarquia Constitucional? Análise: pp. 29 e seguintes Identificar: Partidos Políticos em oposição Acontecimento marcante e mudança de modelo político Líder desta fase. Exercícios pp. 30-31 A Convenção e o Terror (1792-1795
  • 25. A Áustria e a Prússia, temendo que os ideais revolucionários alastrassem, preparam-se para a guerra. A Assembleia revolucionária, antecipando-se, declara a guerra. O rei Luís XVI é preso, acusado de conluio com os defensores da monarquia absoluta. Auguste Pinelli Rouget de Lisle compondo «A Marselhesa» Musée de la Révolution Française, Vizille Allons enfants de la patrie, Le jour de gloire est arrivé ! Contre nous de la tyrannie L'étendard sanglant est levé ! (bis) Entendez-vous dans les campagnes, Mugir ces féroces soldats ? Ils viennent jusque dans nos bras Égorger nos fils, nos compagnes ! Aux armes, citoyens ! Formez vos bataillons ! Marchons ! Marchons ! Qu'un sang impur Abreuve nos sillons Revolução Francesa 1789: O fim da Monarquia Constitucional Maselhesa: https://www.youtube.com/watch?v=RdDmd2t6nOw
  • 26. Da Monarquia absoluta à Monarquia Constitucional • A tentativa de fuga da família real, em junho de 1791, contribuiu para o descrédito da monarquia. • Milhares de nobres e clérigos emigram e procuram ajuda contra o novo regime francês junto das capitais estrangeiras. • A Prússia, a Áustria e a Saxónia planeiam a invasão da França, concretizada em abril de 1792. A Tomada da Palácio das Tulherias, de J.-S. Duplessis, 1793. Revolução Francesa 1789: O fim da Monarquia Constitucional e a Convenção (1792-1795)
  • 27. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Principais fatores da queda da monarquia: ‐ eclodiram revoltas realistas e aristocráticas contrarrevolucionárias. ‐ fuga falhada do rei e da família real; ‐ o rei foi acusado de conspirar contra a revolução; ‐ os emigrados conspiravam a partir do exterior contra a revolução; ‐ os exércitos das potências estrangeiras, opositoras da revolução, preparavam-se para invadir a França; Revolução Francesa 1789: O fim da Monarquia Constitucional e a Convenção (1792-1795)
  • 28. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A REVOLUÇÃO FRANCESA Da Nação soberana ao triunfo da revolução burguesa: a monarquia constitucional – a queda da monarquia A obra de Convenção (I República) A base de apoio da Convenção era o povo miúdo de Paris que defendia uma república mais igualitária e uma a democracia direta.
  • 29. Sans-cullotes Participantes na Convenção: Girondinos – sentavam-se à direita na Assembleia e representavam a alta burguesia; Jacobinos – sentavam-se à esquerda, na parte mais alta da Assembleia e defendiam os interesses da pequena burguesia e dos sans-culottes. 2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
  • 30. Robespierre 1758 - 1794 É nomeado um Comité de Salvação Pública (1793) que exerce o poder. Robespierre, conhecido pelo seu radicalismo, foi a figura mais destacada deste período. A Convenção decidiu, por votação, guilhotinar o rei e depois a rainha; A execução do rei levou os países absolutistas formar a Primeira Coligação, contra a França; 2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes A decisão da sua condenação à morte provocou a divisão definitiva entre os girondinos e os montanheses.
  • 31. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A tomada do Palácio dasTulherias, em 10 de Agosto de 1792: - foi um movimento insurrecional popular dos sans-culottes; - foi liderado pela Comuna de Paris por clubes revolucionários; - defendia um caráter mais popular para a revolução iniciada em 1789. A monarquia constitucional foi abolida e o rei Luís XVI foi destituído. Foi formada uma nova Assembleia republicana, a Convenção, que devia preparar uma nova Constituição para o novo regime: A I REPÚBLICA FRANCESA Sans-culottes A 10 de agosto de 1792, um movimento insurrecional popular dirigiu-se à residência real dasTulherias, obrigando o rei a procurar refúgio na Assembleia Legislativa. 2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
  • 32. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A revolução e a Pátria estavam em perigo. No mesmo dia os exércitos franceses venceram, em Valmy, os exércitos prussianos. A primeira sessão da Convenção: 20 de setembro de 1792.
  • 33. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A Convenção nacional de 1792 foi progressivamente dominada pelos setores republicanos mais revolucionários (também designados montanheses ou jacobinos). Estes acabaram por afastar os representantes dos setores mais moderados, sobretudo os da planície e os girondinos. O ambiente interno e externo reforçou a intervenção dos revolucionários da Comuna de Paris e da Convenção: contra os vestígios da monarquia. contras as ameaças internas e externas que punham em causa a revolução.
  • 34. Nesta etapa revolucionária: o período do terror, caiu-se numa violência extrema. O rei é condenado à morte em 1793. Condenação de Luís XVI 2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
  • 35. Milhares de franceses foram mortos na guilhotina, incluindo o próprio Robespierre, em 28 de Julho 1794. É o fim do Terror jacobino. Joseph-Ignace Guillotin 1738 - 1814 2ª FASE: A Convenção (1792-93)A República dos sans-cullotes
  • 36. Criação do Tribunal Revolucionário, que julgava os opositores da Revolução e condenava-os à morte na guilhotina; Medidas: -decretos do ventosos: os bens dos “patriotas” são invioláveis; confisco de bens aos “inimigos” da revolução -nacionalizações; - criação do ensino público e gratuito; - abolição da escravatura nas colónias; -abolição do regime feudal; - Lei do Preço Máximo - tabelamento dos preços dos alimentos; - instituição do sufrágio universal masculino; - Separação da igreja/Estado – Estado Laico e descristianização. Revolução Francesa 1789: A Convenção (1792-1795)
  • 37. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Base social de apoio Sans-culottes Adoção de medidas: ‐ fim de todos os traços da monarquia e do Antigo Regime; - novo calendário republicano; - nova contagem do tempo; Política de descristianização e anticlerical: ‐ encerramento de igrejas e laicização da sociedade e da vida pública; ‐ generalização do culto do Ser Supremo e da razão; ‐ festas cívicas dos heróis e das árvores da liberdade. - morte da rainha MariaAntonieta. A OBRA DA CONVENÇÃO Revolução Francesa 1789: A Convenção (1792-1795)
  • 38. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Adoção de medidas: ‐ eliminação dos opositores através da Lei dos Suspeitos; ‐ instituição de tribunais revolucionários. ‐ condenação dos mais moderados (Danton, Desmoulins); ‐ adoção de julgamentos sumários; ‐ recurso à guilhotina; Mobilização geral popular: ‐ esmagar as revoltas internas contrarrevolucionárias na região da Vendeia; ‐ enfrentar os exércitos estrangeiros que sofrem várias derrotas. A OBRA DA CONVENÇÃO
  • 39. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Criação de assistência pública. Fim de todos os traços da monarquia e do antigo Regime. Abolição do regime feudal. Fim da escravatura nas colónias francesas. Fim da prisão por dívidas. Adoção do sistema métrico decimal. Adoção de um sistema de ensino nacional. ADOÇÃO DE MEDIDAS Lei do Máximo para fixar o preço máximo dos produtos essenciais. Período mais revolucionário da Convenção Republicana: o Terror Revolução Francesa 1789: A Convenção (1792-1795)
  • 40. Rever cronologia Portugal-dificuldades do crescimento: 1668 https://app.escolavirtual.pt/lms/playerteacher/resource/19318603/E?se=&seType=&coId=19 900913&bkid=25443000 Pág. 18Vídeo Fases da Revolução Francesa
  • 41. Revolução Francesa 1789: A Convenção (1792-1795) Fim da Convenção através de Golpe de Estado Inicia o Diretório- controle da Burguesia Início do Consulado
  • 42. Medidas: -restabelecimento da liberdade de preços -promulgação de uma nova Constituição que: estabelecia que o Poder Executivo seria exercido pelo Diretório, e o retorno do voto censitário. r 3ª fase - O Diretório (1795-99)
  • 43. • Os jacobinos perderam popularidade: execuções e violência o que levou ao regresso dos Girondinos ao Poder -Golpe de Estado • Execução de Robespierre na guilhotina e anulação das medidas populares tomadas pelos jacobinos. • -restabelecimento da liberdade de preços • -promulgação de uma nova Constituição que: • estabelecia que o Poder Executivo seria exercido pelo Diretório, e o retorno do voto censitário. 3ª fase - O Diretório (1795-99) Medidas do Diretório
  • 44. Organigrama da Constituição do Ano III (22 de agosto de 1795) 3ª fase - O Diretório (1795-99)
  • 45. • Directório: Em agosto de 1795, foi criado o Diretório, no qual cinco membros – chamados de diretores – exerciam o Poder Executivo. • Este período é também chamado República Burguesa e durará até 1799. Após a queda de Robespierre, a alta burguesia voltou ao poder disposta a consolidar suas conquistas. • Os desentendimentos entre os membros do Diretório criaram as condições para um Golpe de Estado. No 18 Brumário do ano VIII da era republicana (9 de Novembro de 1799), Napoleão Bonaparte derruba o Diretório. 3ª fase - O Diretório (1795-99)
  • 46. • a crise económica agravava-se e diminui a base social de apoio; • Falta de organização administrativa e aumento da corrupção aumentava; • faltavam alimentos e miséria; • agrava-se o descotentamento social; • Reforça-se o poder do exército em virtude de êxitos militares. • Com a França imersa no caos, e sob a ameaça de ataques internos e externos, a burguesia aceitou entregar o poder a alguém influente e poderoso. 3ª fase - O Diretório (1795-99) Napoleão Bonaparte Napoleão era, para muitos franceses, particularmente para a burguesia, a esperança para colocar a França num novo rumo.
  • 47. 3ª fase - O Consulado (1799- 1803)
  • 48. Feito o golpe, Napoleão institui um consulado formado por 3 cônsules 3ª fase - O Consulado (1799-1803) Napoleão Bonaparte, através de um golpe de Estado, derrubou o Diretório. Pôs fim ao processo revolucionário iniciado em 1789. Inaugurou o Consulado. Tornou-se cônsul e depois cônsul vitalício.
  • 49. Em 1804, é publicado o Código Civil, também designado Código Napoleónico que influenciará muitos outros códigos na Europa e no Mundo. O Código Napoleónico consagra os princípios do individualismo burguês: • protege a propriedade privada, • garante a igualdade de todos perante a lei e assegura liberdades individuais. • institui o casamento civil e a possibilidade do divórcio. Jacques-Louis David Napoleão no seu gabinente de trabalho National Gallery of Art, Washington Em 1802, foi instituído o ensino primário oficial, obrigatório e gratuito. A instrução pública é uma das prioridades do Estado.
  • 50. Em 1801 é assinada uma Concordata entre Napoleão e o papa Pio VII. São regulamentadas e pacificadas as relações com a Igreja Católica, reconhecida como religião maioritária dos franceses. Concordata
  • 51. A GEOGRAFIA DOS MOVIMENTOS REVOLUCIONÁRIOS NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX: AS VAGAS REVOLUCIONÁRIAS LIBERAIS E NACIONAIS MÓDULO 5:UNIDADE 3
  • 52. Pág. 42Vídeo Herança da Revolução francesa - construção do Império Fim do império – Congresso deViena 1814-1815 Como é que a Revolução francesa influenciou o mundo contemporâneo? A Era pós Napoleónica
  • 53. Construção e queda do império Congresso deViena -novo mapa político da europa: -manutenção da ordem política anterior à Revolução Nova vaga de revoluções A Era pós Napoleónica
  • 54. Ideais da Revolução Francesa Estados Absolutistas da Europa A França: expandir os ideais da revolução: Liberdade; Igualdade; Fraternidade; Resto da Europa: garantir a ordem estabelecida, os Estados temem o contágio dos ideais liberais
  • 55. 1792 – Início da Guerra com países europeus (Áustria e Prússia –aliança para recuperar a monarquia em França). O diretório (1795-1799) organiza exército – destaca-se Napoleão. • ContraÁustria e Prússia,Grã Bretanha; Países Baixos; Espanha Guerras Napoleónicas 1803 e 1815. Bloqueio Continental- 1806 – Decreto de Berlim. Napoleão Bonaparte avança com a conquista de império europeu, com a oposição da Grã Bretanha. Consulado em 1799, nomeado primeiro-cônsul -cônsul vitalício -1802, depois de um plebiscito -1804 é proclamado imperador dos franceses, coroando- se a si próprio. A Era pós Napoleónica
  • 58. Napoleão: contrução e queda do Império
  • 59. • De 1812 a 1815 – período de vitórias • 1812 – campanha da Rússia • 1815 - derrota de Waterloo • 1815 - Congresso de Viena (1814-1815) – (mapa pág.65) • restaurar as monarquias e apagar as conquistas da Revolução Francesa; • a Alemanha e a Itália são fragmentadas; • Rússia, a Áustria e a Prússia, governadas por monarcas absolutos, são recompensadas com mais territórios; • princípio de “a cada povo corresponde uma Nação e a cada Nação um Estado”, não foi cumprido Napoleão: contrução e queda do Império
  • 60. Em 1812, a Campanha da Rússia é um desastre. Dos cerca de 600 000 soldados invasores, apenas regressam c. de 100 000. Muitos desertam, outros morrem de fome e frio. Chegados a Moscovo, encontram a cidade abandonada e a arder. A retirada faz-se em condições lastimáveis. O exército russo persegue os franceses, as temperaturas ultrapassam os 30 graus negativos. Campanha da Rússia Napoleão: contrução e queda do Império
  • 62. • Depois da campanha na Rússia, foi derrotado e obrigado a abdicar (1814). Exilou-se na ilha de Elba, na costa oeste da Itália No ano seguinte organizou um exército e tentou restaurar a monarquia, derrotado na Batalha de Waterloo, na Bélgica (1815) - Governo dos Cem Dias. • forças francesas, britânicas, russas, prussianas, austríacas, alemãs, holandesas e belgas: • entre seu exército de 72 mil homens recrutados à pressa e o exército aliado de 68 mil homens comandados pelo britânico Arthur Wellesley, Duque de Wellington, e 45 mil homens do exército prussiano. • Preso pelos ingleses, foi deportado para a ilha de Santa Helena. Napoleão: contrução e queda do Império
  • 63.  Entre setembro de 1814 e junho de 1815 (antes da derrota final de Napoleão em Waterloo) • Os vencedores: • Áustria, Inglaterra, Prússia e Rússia (mais a Suécia, Espanha e Portugal) decidiram reunir-se em Viena • para: • repor o equilíbrio geopolítico do continente, restaurando a situação anterior a 1792 e legitimando as monarquias absolutistas; • distribuir as regiões devolvidas pelos franceses; • estabelecer uma defesa comum de forma a neutralizar qualquer ideia ou movimento liberal e revolucionário. congresso de Viena Para garantir a prossecução destes princípios: Alianças militares: Santa Aliança (Áustria, Prússia e Rússia) Quádrupla Aliança (Áustria, Prússia, Rússia e Inglaterra)
  • 64. Restaurava na Europa as estruturas políticas e nobiliárquicas do Antigo Regime, reafirmando as monarquias absolutas e o direito divino novo mapa político da Europa restituía/entregava territórios aos estados absolutistas da Rússia, da Áustria e Prússia à custa da independência de vários povos. O Fim do Império-O congresso de Viena
  • 66. As Revoluções em cadeia-geografia dos movimentos revolucionários
  • 67. As Revoluções em cadeia: Revoluções Liberais no século XIX
  • 68. • 1ª etapa - 1820-1824: Espanha, Portugal, Nápoles e a Grécia, e colónias do continente americano. • 2ªetapa - entre 1829 e 1839: França, Polónia Alemanha. Grécia-12 de janeiro de 1822, a assembleia nacional da Grécia, em Epidauro, proclama a independência, face ao Império Otomano; inicio da guerra de independência contra os turcos. - aprova uma constituição democrática- monarquia constitucional; - Durante a guerra civil os turcos têm o apoio do Egito e da Rússia. - Graças à intervenção das grandes potências europeias, a Turquia reconhece a soberania da Grécia em 1829. - A independência definitiva do país seria proclamada somente em 3 de fevereiro de 1830. As Revoluções em cadeia-geografia dos movimentos revolucionários
  • 69. • 2ªetapa - entre 1829 e 1839: França, Bélgica, Polónia Alemanha e Itália. França uma revolução popular e burguesa depôs o monarca Carlos X (absolutista) e nomearam rei Luís Filipe, duque de Orleães; (Luís Filipe I Rei de 1830 até sua abdicação em 1848. A Bélgica torna-se independente da Holanda; Surgem revoltas na Polónia (ocupada pela Rússia), na Alemanha e Itália (algumas estas revoltas ´~ao tiveram sucesso ex. Itália) As Revoluções em cadeia-geografia dos movimentos revolucionários
  • 70. Fatores Crise do A.Regime Ideias Iluministas Revolução industrial Guerras Napoleónicas Independência dos EUA Enfraquece a Espanha Pressão para abertura de mercados externos As Revoluções em cadeia: A independência da América latina
  • 71. As Revoluções em cadeia: A independência da América latina As Revoluções em cadeia: A independência da América latina
  • 72. As Revoluções em cadeia: A independência da América latina
  • 73. Simon Bolívar (1782-1830); venezuelano luta contra a presença espanhola na América. Filho de fazendeiros de origem espanhola, foi presidente da Colômbia, chefe supremo do Peru e presidente da Bolívia e da Venezuela, sonhava com a criação de uma grande Colômbia. Morreu em 1830. É considerado um herói revolucionário em grande parte da América Latina. Aspirações regionalistas: independência da América Espanhola - Colômbia, Panamá, Perú, Equador, Bolívia e Venezuela. Simon Bolívar As Revoluções em cadeia: A independência da América latina