JORNADA PEDAGÓGICA 2007 COORDENAÇÃO TÉC. PEDAGÓGICA DA EJA – EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MÁRCIA CRISTINA PEREIRA CRUZ
JORNADA PEDAGÓGICA DA EJA 2007 TEMÁTICA “  VIVENCIANDO ANDRAGOGIA”
“ VIVENCIANDO ANDRAGOGIA”. PAUTA: ORAÇÃO ; MOMENTO DE REFLEXÃO DINÂMICA DE ACOLHIDA ANDRAGOGIA: A APRENDIZAGEM NOS ADULTOS A COORDENAÇÃO DA EJA NAS UNIDADES ESCOLARES; RÉ – APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DA EJA – ALTERAÇÕES - NO MUNICÍPIO
A lição dos gansos Chegou-me ás mão, a seguinte história de uma autor desconhecido; “  Quando um ganso bate as asas, cria um ‘ ‘ vácuo ‘ para o pássaro seguinte. Voando numa formação V, o bando inteiro tem seu desempenho   71% melhor do que se a ave voasse sozinha.” Lição: Pessoas que compartilham uma direção comum e senso de comunidade, podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.
“  Sempre que um ganso sai da formação, sente subitamente a resistência diminuir por tentar voar sozinho. Rapidamente, volta para a formação, aproveitando a “aspiração” da ave imediatamente à sua frente.” Lição: se tivermos tanta sensibilidade quanto um ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestar a nossa aos outros.
“  Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação e, imediatamente, um outro ganso assume o lugar, voando para a posição de ponta”. Lição É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras.
“  Os gansos de trás, na formação, grasnam para incentivar e encorajar os da frente e aumentar a velocidade.” Lição: precisamos nos assegurar de que o nosso “grasno” seja encorajados para que a nossa equipe aumente o seu desempenho.
“  Quando um ganso fica doente, ferido, ou abatido, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam  com ele até que esteja apto a voar de novo ou morra. Só assim, eles voltam ao procedimento normal, com outra formação, ou vão atrás de um outro bando.”
Lição: se nós tivermos bom senso tanto quanto os gansos, também estaremos ao lado dos outros nos momentos difíceis. Sucesso!!! Márcia Cruz, Angélica e Elba
ANDRAGOGIA : A APRENDIZAGEM NOS ADULTOS INTRODUÇÃO * Crianças:  são seres indefesos, dependentes. Precisam ser alimentados, protegidos, vestidos, banhados, auxiliados nos primeiros passos.durante anos se acostumam a esta dependência, considerando-a como um componente normal do ambiente que as rodeia. Na idade escolar, continuam aceitando esta dependência, a autoridade do professor e as orientações dele como inquestionáveis.
* A adolescência:  vai mudando este status quo. Tudo começa a ser questionado, acentuando-se as rebeldias e, na escola a infalibilidade e autoridade do professor não são mais tão absolutas assim. Alunos querem saber por que devem aprender geografia, história ou ciências.
* A idade adulta: trás independência. O indivíduo acumula experiências de vida, aprende com os próprios erros, apercebendo-se daquilo que não sabe e o quanto este desconhecimento faz-lhe falta. Escolhe uma namorada ou esposa, escolhe uma profissão e analisa criticamente cada informação que recebe, classificando-a como útil ou inútil.
2. Apercebendo-se da diferença Linderman, R. C, em 1926 “  Nosso sistema acadêmico se desenvolveu numa ordem inversa; assuntos e professores são os pontos de partida, e os alunos são secundários... O aluno é solicitado a se ajustar a um currículo pré-estabelecido... Grande parte do aprendizado consiste na transferência passiva para o estudante da experiência e  conhecimento de outrem”.
Mais adiante oferece soluções quando afirma que “  nós aprendemos aquilo que nós fazemos. A experiência é o livro-texto vivo do adulto aprendiz”.
Malcon Knowles A partir de 1970, trouxe a tona as idéias plantadas por Linderman. Publicou várias obras, introduzindo e definindo o termo Andragogia – a Arte e Ciência de Orientar adultos a aprender. Daí em diante, muitos educadores passaram a se dedicar ao tema, surgindo ampla literatura sobre o assunto.
Andragogia – A arte e Ciência de orientar adultos a aprender Kelvin Miller – afirma que estudantes adultos retém apenas 10% do que ouvem, após 72 horas. Entretanto serão capazes de lembrar de 85% do que ouvem, vêm e fazem, após o mesmo prazo. Ele observou ainda que as informações mais lembradas são aquelas recebidas nos primeiros 15 minutos de uma aula ou palestra.
Para melhorar estes números, faz-se necessário conhecer as peculiaridades da aprendizagem no adulto e adaptar ou criar métodos didáticos para serem usados nesta população específica.
Segundo knowles, à medida que as pessoas amadurecem, sofrem transformações: Passam de pessoas dependentes para indivíduos independentes, autodirecionados. Acumulam experiências de vida que vão ser fundamento e substrato de seu aprendizado;
Seus interesses pelo aprendizado se direcionam para o desenvolvimento das habilidades que utiliza no seu papel social, na sua profissão; Passam a esperar uma imediata aplicação prática do que aprendem, reduzindo seu interesse por conhecimentos a serem úteis num futuro distante;
Preferem aprender para resolver problemas e desafios, mais que aprender simplesmente um assunto; Passam apresentar motivações internas como desejar uma promoção, sentir-se realizado por ser capaz de realizar uma récem-aprendida, etc.), mais intensas que motivações externas como  notas em provas, por exemplo.
Brundage e MacKeracher Em 1980, estudaram exaustivamente a aprendizagem em adultos e identificaram trinta e seis princípios de aprendizagem, bem como as estratégias para planejar e facilitar o ensino. Em 1989 – Wilson e Wburker, revisaram vários trabalhos sobre teorias de ensino e identificaram inúmeros conceitos que dão suporte aos princípios da Andragogia.
Robinson (1992) Em pesquisa por ele realizada entre estudantes secundários, comprovou vários dos princípíos da Andragogia, principalmente o uso da experiência de vida e a motivação intrínseca em muitos estudantes.
Diferenças entre o aprendizado de crianças (pedagogia) e de adultos (andragogia)
Características  da Aprendizagem Pedagogia Andragogia Relação professor/aluno O professor é o centro das ações, decide o que ensinar, como ensinar e avalia a aprendizagem A aprendizagem adquire uma característica mais centrada no aluno, na independência e na auto-gestão da aprendizagem.
Razões da Aprendizagem Crianças ( ou adultos) Devem aprender o que a sociedade espera que saibam  ( seguindo um currículo padronizado). Pessoas aprendem o que realmente precisam saber ( aprendizagem para a aplicação prática na vida diária).
Experiências do aluno O ensino é didático, padronizado e a experiência do aluno tem pouco valor. A experiência é rica fonte de aprendizagem, através da discussão e da solução de problemas em grupo. Orientação da Aprendizagem Aprendizagem por assunto ou matéria. Aprendizagem baseada em problemas, exigindo ampla gama de conhecimentos para se chegar a solução.
Os Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da EJA Muitos dos nossos estudantes da EJA do Ensino Fundamental e Médio não são exatamente adultos, mas estão próximos desta fase de suas vidas. O ensino clássico pode resultar, para muitos deles, num retardamento da maturidade, já que exige dos alunos uma total dependência dos professores e currículo estabelecidos.
As iniciativas não encontram apoio, nem são estimuladas. As instituições e os professores decidem o que, quando e como os alunos devem aprender cada assunto ou habilidade. E estudantes deverão se adaptar a estas regras fixas.
Aplicação da Teoria Andragógica na Aprendizagem de Adultos Migrar do ensino clássico para os novos enfoques andragógicos é no mínimo, trabalhoso. O corpo docente envolvido nesta migração precisa ser bem preparado, inclusive através de programas andragógicos. Burley (1985) enfatizou o uso de métodos andragógicos para o treinamento de educadores de adultos.
O professor precisa se transformar num tutor eficiente de atividades de grupos, devendo demonstrar a importância prática do assunto a ser estudado, deve transmitir o entusiasmo pelo aprendizado, a sensação de que aquele conhecimento fará diferença na vida dos alunos; ele deve transmitir força e esperança, a sensação de que aquela atividade está mudando a vida de todos e não simplesmente preenchendo espaços em seus cérebros.
As características de aprendizagem dos adultos precisam e devem ser exploradas através de abordagens e métodos apropriados, produzindo uma maior eficiência das atividades educativas.
Tirando proveito da Experiência Acumulada pelos Alunos Os adultos têm experiências de vida mais numerosas e mais diversificadas que as crianças. Isso significa que quando formam grupos, estes são mais heterogêneos em conhecimentos, necessidades, interesses e objetivos. Por outro lado, uma rica fonte de consulta estará presente no somatório das experiências dos participantes.
Esta fonte poderá ser explorada através de métodos experiências tais como: Discussões de grupo; Exercícios de simulação; Aprendizagem baseada em problemas; e discussões de casos. Permitindo assim, o compartilhamento dos conhecimentos já existentes para alguns e reforçam a auto-estima do grupo.
Propondo problemas, novos caminhos e situações sincronizadas com a vida real Vivem o dia-a-dia. Portanto, estão sempre propensos a aprender algo que contribua para suas atividades profissionais ou para resolver problemas reais. O mesmo acontece quando novas habilidades, valores e atitudes estiverem conectadas com situações da vida real. Os métodos de discussão de grupo, aprendizagem baseada em problemas ou em casos reais novamente terão utilidade, necessitando de avaliação prévia.
Justificando a necessidade e utilidade de cada conhecimento Adultos se sentem motivados a aprender quando entendem as vantagens e benefícios de um aprendizado, bem como as conseqüências negativas de seu desconhecimento. Métodos que permitam perceber suas próprias deficiências, ou diferenças entre o status atual de seu conhecimento e o ponto ideal de conhecimento ou habilidade que ser-lhe-á exigido, sem dúvida serão úteis para produzir esta motivação.
Exemplos: Técnicas  de revisão a dois; Revisão pessoal; Auto-avaliação; E detalhamento acadêmico do assunto. O próprio professor também poderá explicitar a necessidade da aquisição daquele conhecimento.
Alunos no Planejamento e na Responsabilidade pelo Aprendizado Alguns adultos preferem participar do planejamento e execução das atividades educacionais. O professor precisa se valer destas tendências para conseguir mais participação e envolvimento dos estudantes. Isto pode ser conseguido através de uma avaliação das necessidades do grupo, cujos resultados serão utilizados no planejamento das atividades.
Estimulando e utilizando a Motivação Interna para o aprendizado Estímulos externos são classicamente utilizados para motivar o aprendizado, como notas nos exames, premiações, perspectivas de promoções ou melhores empregos. Entretanto as motivações mais fortes nos adultos são internas, relacionadas com a satisfação pelo trabalho realizado, melhora da qualidade de vida, elevação da auto-estima.
Facilitando o Acesso, os Meios, o Tempo e a Oportunidade Algumas limitações são importas a alguns grupos de adultos, o que impedem que venham a aprender ou aderir a programas de aprendizagem. O tempo disponível, o acesso a bibliotecas, a serviços, a laboratórios, a internet são alguns fatores limitantes. A disponibilização destes fatores aos estudantes sem dúvida, contribui de modo significativo para o resultado final de todo o processo.
Outros Aspectos da Aprendizagem de Adultos Não gostam de ficar embaraçados frente a outras pessoas; Adotarão uma postura reservada nas atividades de grupo até se sentirem seguras de que não serão ridicularizadas; Os tímidos levarão mais tempo para se sentirem à vontade e não gostam de falar em discussões de grupo. Elas podem ser incentivadas a escrever suas opiniões e posteriormente mudarem de grupos, caso se sintam melhor em outras companhias.
Outros Aspectos da aprendizagem de Adultos O ensino andragógico deve começar pela arrumação das salas de aulas, com cadeiras arrumadas de modo a facilitar discussões em pequenos grupos. Nunca deverão estar dispostos em fileiras. Antes de cada aula, o professor deverá escrever uma pergunta provocativa no quadro, de modo a despertar o interesse pelo assunto antes mesmo do início da atividade;
Outros aspectos da Aprendizagem de Adultos O professor afeito ao ensino de adultos raramente responderá alguma pergunta. Ele a devolverá à classe, perguntando  “ Quem pode iniciar uma resposta?)” (“Quem sabe a resposta?” é  uma pergunta intimidante e não deverá ser utilizada).
O professor nunca deverá dizer que a resposta de um adulto está errada. Cada resposta sempre terá alguma ponta de verdade que deve ser trabalhada. O professor deverá se desculpar pela pergunta pouco clara e refazê-la de modo aproveitar a parte correta da resposta anterior. Fará então novas perguntas a outros estudantes, de modo a correlacionar as respostas até obter a informação completa.
Vimos anteriormente que adultos, após 72 horas, lembram muito mais do que ouviram, viram e fizeram (85%0 do que daquilo que simplesmente ouviram (10%). O “ Teste de 3 minutos” é um excelente recurso para fixar o conhecimento. Os alunos são solicitados a escrever, no espaço de 3 minutos, o máximo que puderem sobre o assunto que foi discutido. Isso reforça o aprendizado criando uma percepção visual sobre o assunto.
Adultos podem se concentrar numa explanação teórica durante 07 minutos. Depois disso, a atenção se dispersa. Este período deverá ser usado pelo professor para estabelecer os objetivos e a relevância do assunto a ser discutido, enfatizar o valor deste conhecimento e dizer o quanto sente-se motivado a discuti-lo. Vencidos os 07 minutos, é tempo de iniciar uma discussão ou outra atividade, de modo a diversificar o método e conseguir de volta a atenção. Estas alternâncias podem tomar até 30% do tempo de uma aula teórica, porém permitem quadruplicar o volume de informações assimiladas pelos alunos.
CONCLUSÃO Não podemos abandonar os métodos clássicos, de currículos parcialmente estabelecidos e professores que orientem e guiem seus alunos, nem podemos, por outro lado, tolher o amadurecimento de nossos estudantes através da imposição de um currículo rígido, que não valorize suas iniciativas, suas individualidades, seus ritmos particulares de aprendizado. Precisamos encontrar um meio termo, onde as características positivas da Pedagogia sejam preservadas e as inovações eficientes da Andragogia sejam introduzidas para melhorar o resultado do processo educacional.
Precisamos estimular o autodidatismo, a capacidade de auto-avaliação e autocrítica, as habilidade profissionais, a capacidade de trabalhar em equipes. Precisamos enfatizar a responsabilidade pessoal pelo próprio aprendizado e a necessidade e capacitação para a aprendizagem continuada ao longo da vida. Precisamos estimular a responsabilidade social, formando profissionais competentes, com auto – estima, seguros de suas habilidades profissionais e comprometidos com a sociedade à qual deverão servir.
“ Somos educadores 100% EJA porque  incluir os nossos jovens e adultos em um processo educacional  de qualidade é mais que uma dívida, é um compromisso nosso, com o social.” Márcia Cruz [email_address]

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Jornada Pedagógica da eja 2007

  • 1. JORNADA PEDAGÓGICA 2007 COORDENAÇÃO TÉC. PEDAGÓGICA DA EJA – EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MÁRCIA CRISTINA PEREIRA CRUZ
  • 2. JORNADA PEDAGÓGICA DA EJA 2007 TEMÁTICA “ VIVENCIANDO ANDRAGOGIA”
  • 3. “ VIVENCIANDO ANDRAGOGIA”. PAUTA: ORAÇÃO ; MOMENTO DE REFLEXÃO DINÂMICA DE ACOLHIDA ANDRAGOGIA: A APRENDIZAGEM NOS ADULTOS A COORDENAÇÃO DA EJA NAS UNIDADES ESCOLARES; RÉ – APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DA EJA – ALTERAÇÕES - NO MUNICÍPIO
  • 4. A lição dos gansos Chegou-me ás mão, a seguinte história de uma autor desconhecido; “ Quando um ganso bate as asas, cria um ‘ ‘ vácuo ‘ para o pássaro seguinte. Voando numa formação V, o bando inteiro tem seu desempenho 71% melhor do que se a ave voasse sozinha.” Lição: Pessoas que compartilham uma direção comum e senso de comunidade, podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.
  • 5. “ Sempre que um ganso sai da formação, sente subitamente a resistência diminuir por tentar voar sozinho. Rapidamente, volta para a formação, aproveitando a “aspiração” da ave imediatamente à sua frente.” Lição: se tivermos tanta sensibilidade quanto um ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestar a nossa aos outros.
  • 6. “ Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação e, imediatamente, um outro ganso assume o lugar, voando para a posição de ponta”. Lição É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras.
  • 7. “ Os gansos de trás, na formação, grasnam para incentivar e encorajar os da frente e aumentar a velocidade.” Lição: precisamos nos assegurar de que o nosso “grasno” seja encorajados para que a nossa equipe aumente o seu desempenho.
  • 8. “ Quando um ganso fica doente, ferido, ou abatido, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que esteja apto a voar de novo ou morra. Só assim, eles voltam ao procedimento normal, com outra formação, ou vão atrás de um outro bando.”
  • 9. Lição: se nós tivermos bom senso tanto quanto os gansos, também estaremos ao lado dos outros nos momentos difíceis. Sucesso!!! Márcia Cruz, Angélica e Elba
  • 10. ANDRAGOGIA : A APRENDIZAGEM NOS ADULTOS INTRODUÇÃO * Crianças: são seres indefesos, dependentes. Precisam ser alimentados, protegidos, vestidos, banhados, auxiliados nos primeiros passos.durante anos se acostumam a esta dependência, considerando-a como um componente normal do ambiente que as rodeia. Na idade escolar, continuam aceitando esta dependência, a autoridade do professor e as orientações dele como inquestionáveis.
  • 11. * A adolescência: vai mudando este status quo. Tudo começa a ser questionado, acentuando-se as rebeldias e, na escola a infalibilidade e autoridade do professor não são mais tão absolutas assim. Alunos querem saber por que devem aprender geografia, história ou ciências.
  • 12. * A idade adulta: trás independência. O indivíduo acumula experiências de vida, aprende com os próprios erros, apercebendo-se daquilo que não sabe e o quanto este desconhecimento faz-lhe falta. Escolhe uma namorada ou esposa, escolhe uma profissão e analisa criticamente cada informação que recebe, classificando-a como útil ou inútil.
  • 13. 2. Apercebendo-se da diferença Linderman, R. C, em 1926 “ Nosso sistema acadêmico se desenvolveu numa ordem inversa; assuntos e professores são os pontos de partida, e os alunos são secundários... O aluno é solicitado a se ajustar a um currículo pré-estabelecido... Grande parte do aprendizado consiste na transferência passiva para o estudante da experiência e conhecimento de outrem”.
  • 14. Mais adiante oferece soluções quando afirma que “ nós aprendemos aquilo que nós fazemos. A experiência é o livro-texto vivo do adulto aprendiz”.
  • 15. Malcon Knowles A partir de 1970, trouxe a tona as idéias plantadas por Linderman. Publicou várias obras, introduzindo e definindo o termo Andragogia – a Arte e Ciência de Orientar adultos a aprender. Daí em diante, muitos educadores passaram a se dedicar ao tema, surgindo ampla literatura sobre o assunto.
  • 16. Andragogia – A arte e Ciência de orientar adultos a aprender Kelvin Miller – afirma que estudantes adultos retém apenas 10% do que ouvem, após 72 horas. Entretanto serão capazes de lembrar de 85% do que ouvem, vêm e fazem, após o mesmo prazo. Ele observou ainda que as informações mais lembradas são aquelas recebidas nos primeiros 15 minutos de uma aula ou palestra.
  • 17. Para melhorar estes números, faz-se necessário conhecer as peculiaridades da aprendizagem no adulto e adaptar ou criar métodos didáticos para serem usados nesta população específica.
  • 18. Segundo knowles, à medida que as pessoas amadurecem, sofrem transformações: Passam de pessoas dependentes para indivíduos independentes, autodirecionados. Acumulam experiências de vida que vão ser fundamento e substrato de seu aprendizado;
  • 19. Seus interesses pelo aprendizado se direcionam para o desenvolvimento das habilidades que utiliza no seu papel social, na sua profissão; Passam a esperar uma imediata aplicação prática do que aprendem, reduzindo seu interesse por conhecimentos a serem úteis num futuro distante;
  • 20. Preferem aprender para resolver problemas e desafios, mais que aprender simplesmente um assunto; Passam apresentar motivações internas como desejar uma promoção, sentir-se realizado por ser capaz de realizar uma récem-aprendida, etc.), mais intensas que motivações externas como notas em provas, por exemplo.
  • 21. Brundage e MacKeracher Em 1980, estudaram exaustivamente a aprendizagem em adultos e identificaram trinta e seis princípios de aprendizagem, bem como as estratégias para planejar e facilitar o ensino. Em 1989 – Wilson e Wburker, revisaram vários trabalhos sobre teorias de ensino e identificaram inúmeros conceitos que dão suporte aos princípios da Andragogia.
  • 22. Robinson (1992) Em pesquisa por ele realizada entre estudantes secundários, comprovou vários dos princípíos da Andragogia, principalmente o uso da experiência de vida e a motivação intrínseca em muitos estudantes.
  • 23. Diferenças entre o aprendizado de crianças (pedagogia) e de adultos (andragogia)
  • 24. Características da Aprendizagem Pedagogia Andragogia Relação professor/aluno O professor é o centro das ações, decide o que ensinar, como ensinar e avalia a aprendizagem A aprendizagem adquire uma característica mais centrada no aluno, na independência e na auto-gestão da aprendizagem.
  • 25. Razões da Aprendizagem Crianças ( ou adultos) Devem aprender o que a sociedade espera que saibam ( seguindo um currículo padronizado). Pessoas aprendem o que realmente precisam saber ( aprendizagem para a aplicação prática na vida diária).
  • 26. Experiências do aluno O ensino é didático, padronizado e a experiência do aluno tem pouco valor. A experiência é rica fonte de aprendizagem, através da discussão e da solução de problemas em grupo. Orientação da Aprendizagem Aprendizagem por assunto ou matéria. Aprendizagem baseada em problemas, exigindo ampla gama de conhecimentos para se chegar a solução.
  • 27. Os Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da EJA Muitos dos nossos estudantes da EJA do Ensino Fundamental e Médio não são exatamente adultos, mas estão próximos desta fase de suas vidas. O ensino clássico pode resultar, para muitos deles, num retardamento da maturidade, já que exige dos alunos uma total dependência dos professores e currículo estabelecidos.
  • 28. As iniciativas não encontram apoio, nem são estimuladas. As instituições e os professores decidem o que, quando e como os alunos devem aprender cada assunto ou habilidade. E estudantes deverão se adaptar a estas regras fixas.
  • 29. Aplicação da Teoria Andragógica na Aprendizagem de Adultos Migrar do ensino clássico para os novos enfoques andragógicos é no mínimo, trabalhoso. O corpo docente envolvido nesta migração precisa ser bem preparado, inclusive através de programas andragógicos. Burley (1985) enfatizou o uso de métodos andragógicos para o treinamento de educadores de adultos.
  • 30. O professor precisa se transformar num tutor eficiente de atividades de grupos, devendo demonstrar a importância prática do assunto a ser estudado, deve transmitir o entusiasmo pelo aprendizado, a sensação de que aquele conhecimento fará diferença na vida dos alunos; ele deve transmitir força e esperança, a sensação de que aquela atividade está mudando a vida de todos e não simplesmente preenchendo espaços em seus cérebros.
  • 31. As características de aprendizagem dos adultos precisam e devem ser exploradas através de abordagens e métodos apropriados, produzindo uma maior eficiência das atividades educativas.
  • 32. Tirando proveito da Experiência Acumulada pelos Alunos Os adultos têm experiências de vida mais numerosas e mais diversificadas que as crianças. Isso significa que quando formam grupos, estes são mais heterogêneos em conhecimentos, necessidades, interesses e objetivos. Por outro lado, uma rica fonte de consulta estará presente no somatório das experiências dos participantes.
  • 33. Esta fonte poderá ser explorada através de métodos experiências tais como: Discussões de grupo; Exercícios de simulação; Aprendizagem baseada em problemas; e discussões de casos. Permitindo assim, o compartilhamento dos conhecimentos já existentes para alguns e reforçam a auto-estima do grupo.
  • 34. Propondo problemas, novos caminhos e situações sincronizadas com a vida real Vivem o dia-a-dia. Portanto, estão sempre propensos a aprender algo que contribua para suas atividades profissionais ou para resolver problemas reais. O mesmo acontece quando novas habilidades, valores e atitudes estiverem conectadas com situações da vida real. Os métodos de discussão de grupo, aprendizagem baseada em problemas ou em casos reais novamente terão utilidade, necessitando de avaliação prévia.
  • 35. Justificando a necessidade e utilidade de cada conhecimento Adultos se sentem motivados a aprender quando entendem as vantagens e benefícios de um aprendizado, bem como as conseqüências negativas de seu desconhecimento. Métodos que permitam perceber suas próprias deficiências, ou diferenças entre o status atual de seu conhecimento e o ponto ideal de conhecimento ou habilidade que ser-lhe-á exigido, sem dúvida serão úteis para produzir esta motivação.
  • 36. Exemplos: Técnicas de revisão a dois; Revisão pessoal; Auto-avaliação; E detalhamento acadêmico do assunto. O próprio professor também poderá explicitar a necessidade da aquisição daquele conhecimento.
  • 37. Alunos no Planejamento e na Responsabilidade pelo Aprendizado Alguns adultos preferem participar do planejamento e execução das atividades educacionais. O professor precisa se valer destas tendências para conseguir mais participação e envolvimento dos estudantes. Isto pode ser conseguido através de uma avaliação das necessidades do grupo, cujos resultados serão utilizados no planejamento das atividades.
  • 38. Estimulando e utilizando a Motivação Interna para o aprendizado Estímulos externos são classicamente utilizados para motivar o aprendizado, como notas nos exames, premiações, perspectivas de promoções ou melhores empregos. Entretanto as motivações mais fortes nos adultos são internas, relacionadas com a satisfação pelo trabalho realizado, melhora da qualidade de vida, elevação da auto-estima.
  • 39. Facilitando o Acesso, os Meios, o Tempo e a Oportunidade Algumas limitações são importas a alguns grupos de adultos, o que impedem que venham a aprender ou aderir a programas de aprendizagem. O tempo disponível, o acesso a bibliotecas, a serviços, a laboratórios, a internet são alguns fatores limitantes. A disponibilização destes fatores aos estudantes sem dúvida, contribui de modo significativo para o resultado final de todo o processo.
  • 40. Outros Aspectos da Aprendizagem de Adultos Não gostam de ficar embaraçados frente a outras pessoas; Adotarão uma postura reservada nas atividades de grupo até se sentirem seguras de que não serão ridicularizadas; Os tímidos levarão mais tempo para se sentirem à vontade e não gostam de falar em discussões de grupo. Elas podem ser incentivadas a escrever suas opiniões e posteriormente mudarem de grupos, caso se sintam melhor em outras companhias.
  • 41. Outros Aspectos da aprendizagem de Adultos O ensino andragógico deve começar pela arrumação das salas de aulas, com cadeiras arrumadas de modo a facilitar discussões em pequenos grupos. Nunca deverão estar dispostos em fileiras. Antes de cada aula, o professor deverá escrever uma pergunta provocativa no quadro, de modo a despertar o interesse pelo assunto antes mesmo do início da atividade;
  • 42. Outros aspectos da Aprendizagem de Adultos O professor afeito ao ensino de adultos raramente responderá alguma pergunta. Ele a devolverá à classe, perguntando “ Quem pode iniciar uma resposta?)” (“Quem sabe a resposta?” é uma pergunta intimidante e não deverá ser utilizada).
  • 43. O professor nunca deverá dizer que a resposta de um adulto está errada. Cada resposta sempre terá alguma ponta de verdade que deve ser trabalhada. O professor deverá se desculpar pela pergunta pouco clara e refazê-la de modo aproveitar a parte correta da resposta anterior. Fará então novas perguntas a outros estudantes, de modo a correlacionar as respostas até obter a informação completa.
  • 44. Vimos anteriormente que adultos, após 72 horas, lembram muito mais do que ouviram, viram e fizeram (85%0 do que daquilo que simplesmente ouviram (10%). O “ Teste de 3 minutos” é um excelente recurso para fixar o conhecimento. Os alunos são solicitados a escrever, no espaço de 3 minutos, o máximo que puderem sobre o assunto que foi discutido. Isso reforça o aprendizado criando uma percepção visual sobre o assunto.
  • 45. Adultos podem se concentrar numa explanação teórica durante 07 minutos. Depois disso, a atenção se dispersa. Este período deverá ser usado pelo professor para estabelecer os objetivos e a relevância do assunto a ser discutido, enfatizar o valor deste conhecimento e dizer o quanto sente-se motivado a discuti-lo. Vencidos os 07 minutos, é tempo de iniciar uma discussão ou outra atividade, de modo a diversificar o método e conseguir de volta a atenção. Estas alternâncias podem tomar até 30% do tempo de uma aula teórica, porém permitem quadruplicar o volume de informações assimiladas pelos alunos.
  • 46. CONCLUSÃO Não podemos abandonar os métodos clássicos, de currículos parcialmente estabelecidos e professores que orientem e guiem seus alunos, nem podemos, por outro lado, tolher o amadurecimento de nossos estudantes através da imposição de um currículo rígido, que não valorize suas iniciativas, suas individualidades, seus ritmos particulares de aprendizado. Precisamos encontrar um meio termo, onde as características positivas da Pedagogia sejam preservadas e as inovações eficientes da Andragogia sejam introduzidas para melhorar o resultado do processo educacional.
  • 47. Precisamos estimular o autodidatismo, a capacidade de auto-avaliação e autocrítica, as habilidade profissionais, a capacidade de trabalhar em equipes. Precisamos enfatizar a responsabilidade pessoal pelo próprio aprendizado e a necessidade e capacitação para a aprendizagem continuada ao longo da vida. Precisamos estimular a responsabilidade social, formando profissionais competentes, com auto – estima, seguros de suas habilidades profissionais e comprometidos com a sociedade à qual deverão servir.
  • 48. “ Somos educadores 100% EJA porque incluir os nossos jovens e adultos em um processo educacional de qualidade é mais que uma dívida, é um compromisso nosso, com o social.” Márcia Cruz [email_address]