Lição 12 - Cosmovisão Missionária
"E desta maneira me esforcei por anunciar o
evangelho, não onde Cristo houvera sido
nomeado, para não edificar sobre fundamento
alheio."
(Rm 15.20)
2
Os crentes que foram alcançados pela graça e
vivem pela fé, em Jesus Cristo, precisam ter
uma visão missionária amorosa e abrangente.
3
4
20 - E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido
nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio;
21 - antes, como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado o verão, e os que não ouviram o
entenderão.
22 - Pelo que também muitas vezes tenho sido impedido de ir ter convosco.
23 - Mas, agora, que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos grande
desejo de ir ter convosco,
24 - quando partir para a Espanha, irei ter convosco; pois espero que, de passagem, vos verei e
que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia.
25 - Mas, agora, vou a Jerusalém para ministrar aos santos.
26 - Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os
santos que estão em Jerusalém.
27 - Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram
participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais.
28 - Assim que, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei
à Espanha.
29 - E bem sei que, indo ter convosco, chegarei com a plenitude da bênção do evangelho de
Cristo.
Mostrar que os crentes que foram
alcançados pela graça precisam ter
visão missionária.
Lição 12 - Cosmovisão Missionária
7
I - A NECESSIDADE DE UMA COSMOVISÃO MISSIONÁRIA (Rm 15.14-21)
1. O propósito da missão.
2. O agente da missão.
3. A esfera da missão.
II - A NECESSIDADE DO PLANEJAMENTO MISSIONÁRIO (Rm 15.22-29)
1. Estabelecer bases.
2. Estabelecer intercâmbio.
III - A NECESSIDADE ESPIRITUAL NA OBRA MISSIONÁRIA (Rm 15.30-33)
1. A necessidade da cobertura espiritual.
2. A necessidade do refrigério espiritual.
Estamos quase concluindo o estudo da Epístola aos Romanos. Na lição de hoje
estudaremos o penúltimo capítulo como continuação do texto anterior, Paulo
prossegue tratando a respeito do amor e do respeito que devemos ter para com
todos os irmãos. Assim, como fomos acolhidos pela misericórdia de Jesus Cristo,
precisamos acolher o próximo. Acolher não somente aqueles que fazem parte do
Corpo de Cristo, mas também os que ainda estão fora e precisam ouvir a
mensagem do Evangelho. Paulo dedicou toda a sua vida à pregação do Evangelho.
Ele procurou anunciar o nome de Cristo e sua graça aos que ainda não tinham
ouvido nada a respeito do Filho de Deus. O apóstolo pede que a igreja em Roma
ore por ele e o ajude na obra missionária, pois, sem a ajuda dos irmãos, ele não
teria como continuar anunciando a Cristo aos que estavam perdidos.
O crente precisa ter uma cosmovisão
missionária.
• Paulo já estava chegando ao final da epístola à igreja de Roma. Um dos últimos
assuntos tratados por ele havia sido acerca da tolerância que os crentes maduros
devem demonstrar para com os imaturos. A solução do problema estava em saber
equilibrar a liberdade com o amor cristão. Agora, o apóstolo deseja expor o que estava
em seu coração - o desejo de levar o evangelho da graça de Deus a terras ainda não
alcançadas. Os crentes de Roma, membros de uma igreja que fez o mundo inteiro
ouvir os ecos de sua fé (Rm 1.8), deveriam apoiá-lo nesse empreendimento
missionário. Todavia, para que seu intento fosse alcançado, ele sente a necessidade de
explicar com maiores detalhes o seu projeto missionário. É o que vamos estudar nesta
lição.
10
1. O propósito da missão.
2. O agente da missão.
3. A esfera da missão.
11
1. O propósito da missão.
• O que o apóstolo tinha em mente quando reservou esse espaço em sua
Epístola para tratar a respeito do seu projeto missionário? Paulo
desejava que os crentes romanos compartilhassem do propósito da sua
chamada - a conversão do mundo gentílico ao Evangelho (Rm 15.16).
Algumas observações são importantes para ajudar no entendimento
das palavras do apóstolo. Primeiramente, Paulo quer que a igreja o veja
como alguém que estava prestando um serviço de grande relevância
diante de Deus. Este é o sentido do termo grego leitougeo (ministro),
usado por ele aqui. Em segundo lugar, Paulo desejava também que os
crentes tivessem consciência de que esse serviço é um sacrifício do
qual Deus se agrada. Esse é o sentido do termo grego ierourgounta
(servir como sacerdote), usado para se referir às cerimônias do
sacrifício levítico. Paulo era um sacerdote de Deus a serviço da obra
missionária e desejava que os crentes se unissem a ele.
12
2. O agente da missão.
• O apóstolo diz que o seu ministério de evangelismo era
instrumentalizado pelo Espírito Santo. O ministério de Paulo foi
marcado pela atuação do Espírito Santo (1 Co 2.1-4). Não há
movimento missionário que se sustente sem a participação
efetiva do Espírito do Senhor. É Ele que traz o poder de
convencimento ao mundo perdido e prova que Jesus Cristo
continua vivo. Em palavras mais simples, as credenciais de um
ministério autêntico são dadas pelo Espírito Santo. O Movimento
Pentecostal é uma prova viva de que o Espírito Santo é a mais
poderosa força geradora de missões.
13
3. A esfera da missão.
• Paulo informa aos romanos que pregou o Evangelho desde Jerusalém até ao
Ilírico. Um mapa da época nos permite ver que esses eram os pontos extremos
do mundo alcançado por Paulo. Agora, ele precisava ampliar a esfera do seu
projeto missionário, pois não queria pregar onde outros já tivessem pregado
(Rm 15.20,21). Não queria trabalhar sobre fundamento alheio. O campo era o
mundo e este se encontrava branco para a ceifa. O modelo de Paulo deve ainda
ser o nosso modelo. Infelizmente, o que se observa hoje é que muitos estão
edificando sobre fundamento alheio, invadindo a esfera de atuação de outros
obreiros, coisa que Paulo jamais fez. Estão pregando onde já existem igrejas
estabelecidas, às vezes, da mesma confissão de fé e não onde há realmente
necessidade missionária. Agem movidos pelo espírito de competividade e não
de solidariedade 14
A igreja precisa ter uma cosmovisão
missionária abrangente.
15
"Os planos missionários de Paulo (15.22-33)
15.22,23 - Nestes versículos Paulo fala do seu grande desejo de ir a Roma, e diz que tem sido impedido
por circunstâncias várias. Entretanto, ele sente que suas atividades missionárias nas regiões da Grécia,
Macedônia e Ásia Menor, já foram completadas. Ele dera início à tarefa evangelística e já podia confiar
a obra a outros obreiros, a fim de cumprir o desígnio de seu ministério apostólico.
15.24 - 'Quando parti para a Espanha'. Está expressa aqui a visão expansionista missionária do grande
apóstolo. A Espanha agora era a sua meta, e, para tal, passaria antes por Roma.
15.25,26 - Nestes versículos Paulo diz à igreja em Roma que antes terá de ir a Jerusalém, acompanhado
por vários irmãos na fé, das igrejas gentílicas. A viagem tinha um cunho filantrópico, pois levariam as
ofertas das igrejas da Macedônia e Acaia para os crentes que passavam privações em Jerusalém"
(CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.146).
17
* O desejo de Paulo de visitar a Igreja em Roma
"Paulo desejava visitar a igreja em Roma, mas tinha adiado sua visita por ter ouvido
inúmeras notícias sobre os cristãos de lá, pois sabia que eles estavam agindo bem por
conta própria. Para o apóstolo, era mais importante pregar em regiões onde os
habitantes ainda não tinham ouvido as Boas Novas".
Para conhecer mais leia Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1577.
1. Estabelecer bases.
2. Estabelecer intercâmbio.
18
1. Estabelecer bases.
• Um dos princípios básicos da implantação de um projeto evangelístico é feito
primeiramente com o estabelecimento de uma base missionária, um ponto de apoio.
Paulo sabia que o seu projeto só teria sucesso se a igreja de Roma se tornasse um
ponto de apoio: "Quando partir para a Espanha, irei ter convosco; pois espero que,
de passagem, vos verei e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado
um pouco da vossa companhia" (Rm 15.24). A expressão "seja encaminhado por vós"
traduz o termo grego propempto, que ocorre nove vezes no Novo Testamento. Essa
palavra segundo o léxico de Bauer significa "ajudar na jornada de alguém com
alimento, dinheiro, companheiros e meios de viagens." Não se faz missões sem esse
tipo de apoio.
19
2. Estabelecer intercâmbio.
• Paulo não era um calouro na obra missionária nem tampouco um aventureiro em
busca de glória humana. Sua vida foi marcada pela entrega aos outros. Em breve ele
estaria abrindo outra frente missionária, mas antes deveria terminar outro
empreendimento missionário já iniciado (Rm 15.26). Paulo já havia estabelecido
parcerias entre as igrejas. Aqui o intercâmbio é feito entre as igrejas da Macedônia e
Acaia e a igreja de Jerusalém. A "igreja mãe" estava sendo ajudada pelas filhas.
20
Para que a obra missionária seja
realizada com excelência é
necessário que haja planejamento.
21
22
aulo enfatiza que as igrejas gentílicas são devedoras para com a igreja em Jerusalém, visto
que a bênção do Evangelho de Cristo partiu de Jerusalém. Era justo que, nesses momentos
de perseguições e privações aqueles crentes judeus fossem ajudados. Conforme declara o
apóstolo: 'Se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também
ministrar-lhes os temporais' (v. 27).
Terminada a sua missão em Jerusalém, não lhe resta outro plano, senão ir a Roma e depois
à Espanha.
Paulo sabia que havia grande perseguição contra a igreja de Jerusalém, e que seu trabalho
missionário entre os gentios ainda sofria resistência de alguns judeus. Mas ele esperava que
na sua ida a Jerusalém, juntamente com irmãos representantes das igrejas gentílicas,
levando ofertas para os santos de Jerusalém, fossem bem recebidos. Paulo sabia que havia
perigo de vida, pois os judeus mais fanáticos queriam a sua morte (v. 31). Por isso, solicita à
igreja que ore por esta missão em Jerusalém. Entende Paulo que acima de tudo está a
soberana vontade de Deus (v. 32)" (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de
Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.146).
1. A necessidade da cobertura espiritual.
2. A necessidade do refrigério espiritual.
23
• O apóstolo Paulo, ao contrário de muitos que se aventuram na obra
missionária, sabia da necessidade de uma "cobertura espiritual": "E rogo-
vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que
combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus" (Rm 15.30). Há duas
coisas que quero destacar aqui. A primeira é que Paulo conta com o apoio
da Trindade no seu projeto missionário. Deus Pai, Deus Filho e Deus
Espírito Santo são invocados como suporte para sua missão. A segunda é
que Paulo via com muita seriedade a obra missionária e por isso rogou que
os crentes lutassem em oração com ele. A palavra combatais traduz o grego
synagonisasthai, que significa lutar ou contender junto com alguém. O
sentido é de uma luta espiritual na oração
1. A necessidade da cobertura espiritual.
24
• Missões envolvem conflito espiritual e muitas vezes
lágrimas. Todavia, missões são marcadas também por
satisfação espiritual e alegria (Sl 126.5,6). Sem dúvida o
apóstolo tinha isso em mente quando escreveu aos
romanos (Rm 15.31,32). O termo grego synanapaufomai,
observa o biblista William Sanday, é usado por Paulo com o
sentido de "que eu possa descansar e refrigerar o meu
espírito junto com vocês". Missões, portanto, é refrigério no
poder do Espírito Santo.
2. A necessidade do refrigério espiritual.
25
Existem inúmeras necessidades
espirituais na obra missionária.
26
Professor, procure enfatizar o quanto Paulo amava a obra missionária
e se dedicou a ela. Ele procurou levar o Evangelho às áreas mais
carentes, onde as pessoas não tinham ouvido nada ou quase nada a
respeito de Cristo. Aproveite a oportunidade e fale com seus alunos a
respeito da janela 10x40. Diga que nesta "janela" estão os países
menos alcançados com o Evangelho. Países onde a perseguição aos
cristãos é bem grande. Ore, juntamente com seus alunos, por estes
países. Peça que Deus envie pessoas para irem como missionários.
Rogue também ao Senhor para que pessoas possam ofertar e
sustentar os que já estão no campo missionário. Se desejar, reproduza
o quadro abaixo para os alunos.
27
• Nessa lição, vimos uma das razões que levou o apóstolo a
visitar a igreja de Roma. Não era apenas uma visita fortuita,
mas algo planejado. O seu alvo era o estabelecimento de um
ponto de apoio para seu empreendimento missionário. Para
isso, Paulo usa esse espaço de sua Epístola para informar aos
crentes em Roma das diretrizes tomadas para essa viagem. A
igreja de Roma, que não tinha Paulo como seu fundador, teria a
oportunidade de ver como trabalhava e apoiar aquele que foi,
sem dúvida, o maior missionário da história.
28
29
A respeito da Carta aos Romanos, responda:
· O que Paulo tinha em mente quando reservou um espaço em sua Epístola para tratar a respeito
do seu projeto missionário?
Paulo desejava que os crentes romanos compartilhassem do propósito da sua chamada - a conversão
do mundo gentílico ao Evangelho (Rm 15.16).
· O ministério de evangelismo de Paulo era instrumentalizado por quem?
O apóstolo diz que o seu ministério de evangelismo era instrumentalizado pelo Espírito Santo.
· Quem é que traz o poder de convencimento ao mundo perdido e prova que Jesus Cristo continua
vivo?
O Espírito Santo.
· Quem é a mais poderosa força geradora de missões?
O Movimento Pentecostal é uma prova viva de que o Espírito Santo é a mais poderosa força geradora
de missões.
· Segundo a lição, cite duas necessidades da obra missionária.
A necessidade da cobertura espiritual e a necessidade do refrigério espiritual.

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  • 5. Mostrar que os crentes que foram alcançados pela graça precisam ter visão missionária.
  • 7. 7 I - A NECESSIDADE DE UMA COSMOVISÃO MISSIONÁRIA (Rm 15.14-21) 1. O propósito da missão. 2. O agente da missão. 3. A esfera da missão. II - A NECESSIDADE DO PLANEJAMENTO MISSIONÁRIO (Rm 15.22-29) 1. Estabelecer bases. 2. Estabelecer intercâmbio. III - A NECESSIDADE ESPIRITUAL NA OBRA MISSIONÁRIA (Rm 15.30-33) 1. A necessidade da cobertura espiritual. 2. A necessidade do refrigério espiritual.
  • 8. Estamos quase concluindo o estudo da Epístola aos Romanos. Na lição de hoje estudaremos o penúltimo capítulo como continuação do texto anterior, Paulo prossegue tratando a respeito do amor e do respeito que devemos ter para com todos os irmãos. Assim, como fomos acolhidos pela misericórdia de Jesus Cristo, precisamos acolher o próximo. Acolher não somente aqueles que fazem parte do Corpo de Cristo, mas também os que ainda estão fora e precisam ouvir a mensagem do Evangelho. Paulo dedicou toda a sua vida à pregação do Evangelho. Ele procurou anunciar o nome de Cristo e sua graça aos que ainda não tinham ouvido nada a respeito do Filho de Deus. O apóstolo pede que a igreja em Roma ore por ele e o ajude na obra missionária, pois, sem a ajuda dos irmãos, ele não teria como continuar anunciando a Cristo aos que estavam perdidos.
  • 9. O crente precisa ter uma cosmovisão missionária.
  • 10. • Paulo já estava chegando ao final da epístola à igreja de Roma. Um dos últimos assuntos tratados por ele havia sido acerca da tolerância que os crentes maduros devem demonstrar para com os imaturos. A solução do problema estava em saber equilibrar a liberdade com o amor cristão. Agora, o apóstolo deseja expor o que estava em seu coração - o desejo de levar o evangelho da graça de Deus a terras ainda não alcançadas. Os crentes de Roma, membros de uma igreja que fez o mundo inteiro ouvir os ecos de sua fé (Rm 1.8), deveriam apoiá-lo nesse empreendimento missionário. Todavia, para que seu intento fosse alcançado, ele sente a necessidade de explicar com maiores detalhes o seu projeto missionário. É o que vamos estudar nesta lição. 10
  • 11. 1. O propósito da missão. 2. O agente da missão. 3. A esfera da missão. 11
  • 12. 1. O propósito da missão. • O que o apóstolo tinha em mente quando reservou esse espaço em sua Epístola para tratar a respeito do seu projeto missionário? Paulo desejava que os crentes romanos compartilhassem do propósito da sua chamada - a conversão do mundo gentílico ao Evangelho (Rm 15.16). Algumas observações são importantes para ajudar no entendimento das palavras do apóstolo. Primeiramente, Paulo quer que a igreja o veja como alguém que estava prestando um serviço de grande relevância diante de Deus. Este é o sentido do termo grego leitougeo (ministro), usado por ele aqui. Em segundo lugar, Paulo desejava também que os crentes tivessem consciência de que esse serviço é um sacrifício do qual Deus se agrada. Esse é o sentido do termo grego ierourgounta (servir como sacerdote), usado para se referir às cerimônias do sacrifício levítico. Paulo era um sacerdote de Deus a serviço da obra missionária e desejava que os crentes se unissem a ele. 12
  • 13. 2. O agente da missão. • O apóstolo diz que o seu ministério de evangelismo era instrumentalizado pelo Espírito Santo. O ministério de Paulo foi marcado pela atuação do Espírito Santo (1 Co 2.1-4). Não há movimento missionário que se sustente sem a participação efetiva do Espírito do Senhor. É Ele que traz o poder de convencimento ao mundo perdido e prova que Jesus Cristo continua vivo. Em palavras mais simples, as credenciais de um ministério autêntico são dadas pelo Espírito Santo. O Movimento Pentecostal é uma prova viva de que o Espírito Santo é a mais poderosa força geradora de missões. 13
  • 14. 3. A esfera da missão. • Paulo informa aos romanos que pregou o Evangelho desde Jerusalém até ao Ilírico. Um mapa da época nos permite ver que esses eram os pontos extremos do mundo alcançado por Paulo. Agora, ele precisava ampliar a esfera do seu projeto missionário, pois não queria pregar onde outros já tivessem pregado (Rm 15.20,21). Não queria trabalhar sobre fundamento alheio. O campo era o mundo e este se encontrava branco para a ceifa. O modelo de Paulo deve ainda ser o nosso modelo. Infelizmente, o que se observa hoje é que muitos estão edificando sobre fundamento alheio, invadindo a esfera de atuação de outros obreiros, coisa que Paulo jamais fez. Estão pregando onde já existem igrejas estabelecidas, às vezes, da mesma confissão de fé e não onde há realmente necessidade missionária. Agem movidos pelo espírito de competividade e não de solidariedade 14
  • 15. A igreja precisa ter uma cosmovisão missionária abrangente. 15
  • 16. "Os planos missionários de Paulo (15.22-33) 15.22,23 - Nestes versículos Paulo fala do seu grande desejo de ir a Roma, e diz que tem sido impedido por circunstâncias várias. Entretanto, ele sente que suas atividades missionárias nas regiões da Grécia, Macedônia e Ásia Menor, já foram completadas. Ele dera início à tarefa evangelística e já podia confiar a obra a outros obreiros, a fim de cumprir o desígnio de seu ministério apostólico. 15.24 - 'Quando parti para a Espanha'. Está expressa aqui a visão expansionista missionária do grande apóstolo. A Espanha agora era a sua meta, e, para tal, passaria antes por Roma. 15.25,26 - Nestes versículos Paulo diz à igreja em Roma que antes terá de ir a Jerusalém, acompanhado por vários irmãos na fé, das igrejas gentílicas. A viagem tinha um cunho filantrópico, pois levariam as ofertas das igrejas da Macedônia e Acaia para os crentes que passavam privações em Jerusalém" (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.146).
  • 17. 17 * O desejo de Paulo de visitar a Igreja em Roma "Paulo desejava visitar a igreja em Roma, mas tinha adiado sua visita por ter ouvido inúmeras notícias sobre os cristãos de lá, pois sabia que eles estavam agindo bem por conta própria. Para o apóstolo, era mais importante pregar em regiões onde os habitantes ainda não tinham ouvido as Boas Novas". Para conhecer mais leia Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1577.
  • 18. 1. Estabelecer bases. 2. Estabelecer intercâmbio. 18
  • 19. 1. Estabelecer bases. • Um dos princípios básicos da implantação de um projeto evangelístico é feito primeiramente com o estabelecimento de uma base missionária, um ponto de apoio. Paulo sabia que o seu projeto só teria sucesso se a igreja de Roma se tornasse um ponto de apoio: "Quando partir para a Espanha, irei ter convosco; pois espero que, de passagem, vos verei e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia" (Rm 15.24). A expressão "seja encaminhado por vós" traduz o termo grego propempto, que ocorre nove vezes no Novo Testamento. Essa palavra segundo o léxico de Bauer significa "ajudar na jornada de alguém com alimento, dinheiro, companheiros e meios de viagens." Não se faz missões sem esse tipo de apoio. 19
  • 20. 2. Estabelecer intercâmbio. • Paulo não era um calouro na obra missionária nem tampouco um aventureiro em busca de glória humana. Sua vida foi marcada pela entrega aos outros. Em breve ele estaria abrindo outra frente missionária, mas antes deveria terminar outro empreendimento missionário já iniciado (Rm 15.26). Paulo já havia estabelecido parcerias entre as igrejas. Aqui o intercâmbio é feito entre as igrejas da Macedônia e Acaia e a igreja de Jerusalém. A "igreja mãe" estava sendo ajudada pelas filhas. 20
  • 21. Para que a obra missionária seja realizada com excelência é necessário que haja planejamento. 21
  • 22. 22 aulo enfatiza que as igrejas gentílicas são devedoras para com a igreja em Jerusalém, visto que a bênção do Evangelho de Cristo partiu de Jerusalém. Era justo que, nesses momentos de perseguições e privações aqueles crentes judeus fossem ajudados. Conforme declara o apóstolo: 'Se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais' (v. 27). Terminada a sua missão em Jerusalém, não lhe resta outro plano, senão ir a Roma e depois à Espanha. Paulo sabia que havia grande perseguição contra a igreja de Jerusalém, e que seu trabalho missionário entre os gentios ainda sofria resistência de alguns judeus. Mas ele esperava que na sua ida a Jerusalém, juntamente com irmãos representantes das igrejas gentílicas, levando ofertas para os santos de Jerusalém, fossem bem recebidos. Paulo sabia que havia perigo de vida, pois os judeus mais fanáticos queriam a sua morte (v. 31). Por isso, solicita à igreja que ore por esta missão em Jerusalém. Entende Paulo que acima de tudo está a soberana vontade de Deus (v. 32)" (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.146).
  • 23. 1. A necessidade da cobertura espiritual. 2. A necessidade do refrigério espiritual. 23
  • 24. • O apóstolo Paulo, ao contrário de muitos que se aventuram na obra missionária, sabia da necessidade de uma "cobertura espiritual": "E rogo- vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus" (Rm 15.30). Há duas coisas que quero destacar aqui. A primeira é que Paulo conta com o apoio da Trindade no seu projeto missionário. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são invocados como suporte para sua missão. A segunda é que Paulo via com muita seriedade a obra missionária e por isso rogou que os crentes lutassem em oração com ele. A palavra combatais traduz o grego synagonisasthai, que significa lutar ou contender junto com alguém. O sentido é de uma luta espiritual na oração 1. A necessidade da cobertura espiritual. 24
  • 25. • Missões envolvem conflito espiritual e muitas vezes lágrimas. Todavia, missões são marcadas também por satisfação espiritual e alegria (Sl 126.5,6). Sem dúvida o apóstolo tinha isso em mente quando escreveu aos romanos (Rm 15.31,32). O termo grego synanapaufomai, observa o biblista William Sanday, é usado por Paulo com o sentido de "que eu possa descansar e refrigerar o meu espírito junto com vocês". Missões, portanto, é refrigério no poder do Espírito Santo. 2. A necessidade do refrigério espiritual. 25
  • 26. Existem inúmeras necessidades espirituais na obra missionária. 26
  • 27. Professor, procure enfatizar o quanto Paulo amava a obra missionária e se dedicou a ela. Ele procurou levar o Evangelho às áreas mais carentes, onde as pessoas não tinham ouvido nada ou quase nada a respeito de Cristo. Aproveite a oportunidade e fale com seus alunos a respeito da janela 10x40. Diga que nesta "janela" estão os países menos alcançados com o Evangelho. Países onde a perseguição aos cristãos é bem grande. Ore, juntamente com seus alunos, por estes países. Peça que Deus envie pessoas para irem como missionários. Rogue também ao Senhor para que pessoas possam ofertar e sustentar os que já estão no campo missionário. Se desejar, reproduza o quadro abaixo para os alunos. 27
  • 28. • Nessa lição, vimos uma das razões que levou o apóstolo a visitar a igreja de Roma. Não era apenas uma visita fortuita, mas algo planejado. O seu alvo era o estabelecimento de um ponto de apoio para seu empreendimento missionário. Para isso, Paulo usa esse espaço de sua Epístola para informar aos crentes em Roma das diretrizes tomadas para essa viagem. A igreja de Roma, que não tinha Paulo como seu fundador, teria a oportunidade de ver como trabalhava e apoiar aquele que foi, sem dúvida, o maior missionário da história. 28
  • 29. 29 A respeito da Carta aos Romanos, responda: · O que Paulo tinha em mente quando reservou um espaço em sua Epístola para tratar a respeito do seu projeto missionário? Paulo desejava que os crentes romanos compartilhassem do propósito da sua chamada - a conversão do mundo gentílico ao Evangelho (Rm 15.16). · O ministério de evangelismo de Paulo era instrumentalizado por quem? O apóstolo diz que o seu ministério de evangelismo era instrumentalizado pelo Espírito Santo. · Quem é que traz o poder de convencimento ao mundo perdido e prova que Jesus Cristo continua vivo? O Espírito Santo. · Quem é a mais poderosa força geradora de missões? O Movimento Pentecostal é uma prova viva de que o Espírito Santo é a mais poderosa força geradora de missões. · Segundo a lição, cite duas necessidades da obra missionária. A necessidade da cobertura espiritual e a necessidade do refrigério espiritual.