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Escola Bíblica Dominical

          2º Trimestre de 2012




LIÇÃO 4 Pérgamo a Igreja casada com o mundo
  TEMA: As Sete Cartas do Apocalipse.
   A mensagem final de Cristo a Igreja.
INTRODUÇÃO
As cartas ás sete Igrejas da Ásia nos mostra três
perigos que ameaçam as Igrejas de todas as épocas, o
esfriamento do amor a Deus, a perseguição, os falsos
profetas e heresias que conduzem a Igreja ao
mundanismo.
Esses perigos nos mostram a imperfeição da Igreja, e
que apesar de imperfeita Jesus a ama e não desiste
dela, e também, que é necessário conheçer a história
para entender os perigos que nos ameaçam, olhar o
presente fazer uma análise de nossa situação e confiar
que Jesus levará sua Igreja em triunfo.
Hoje vamos estudar a terceira a das sete cartas às Igrejas
da Ásia, a Igreja da cidade de Pérgamo (exaltado). Jesus
manda João escrever ao anjo, isto é ao mensageiro, ao
Pastor da Igreja para que ele transmita a mensagem.
Pérgamo situava-se a 30 km do Mar Egeu, e cerca de 100
km ao norte de Esmirna. Devido a um embargo comercial,
não podendo comprar o tradicional papiro, a
industrialização de peles de animais (pergaminho)
tornou-se forte na cidade. Como centro cultural destacou-
se em possuir uma biblioteca com cerca de duzentos mil
rolos e uma escola de medicina.
Como centro religioso, em Pérgamo havia um
templo para Zeus, Atena, Nicéfora, Dioniso
Catégemo e Asclépio. Um imponente altar
dedicado a Zeus com cerca de 37 metros chamava
a atenção. O culto ao imperador tinha seu centro
em Pérgamo.[3] A idolatria dominava a cidade.
Assim como no caso de Esmirna, não há registros
específicos da chegada do Evangelho e da
fundação da igreja em Pérgamo, podendo se
enquadrar também no contexto de Atos 19:10.
A Condição da Igreja em Pérgamo
Ao se apresentar na carta à igreja em Pérgamo,
Jesus enfatiza o poder da sua espada afiada de dois
gumes (Ef 6.17; Hb 4.12; Ap 19.15), que simboliza o
poder da sua palavra. Jesus afirma ainda conhecer
o lugar onde a igreja estava estabelecida, as
condições adversas, a fidelidade dos crentes
perseguidos e martirizados, como no caso de
Antipas, a quem o Senhor chama de “minha fiel
testemunha”. Que possamos ser considerados pelo
Senhor como fiéis testemunhas (gr. martys).
Por se recusarem a participar das práticas
idólatras e imorais predominantes em Pérgamo,
os cristão foram vitimados pela perseguição e
pelo martírio. Foram injustamente acusados de
infidelidade    a     Roma,   escarnecidos    e
ridicularizados. Enfrentavam constantemente as
pressões de uma sociedade pagã. Eram evitados
por se negarem a participar da adoração pagã,
perdiam o emprego ou negócio. Eram
considerados pelas pessoas como indignos de
viver em Pérgamo.[4] A resistência satânica era
muito grande contra aquela igreja.
Em relação ao chamado “trono de satanás”, os
estudiosos indicam cinco possibilidades[5]:
- A própria cidade como centro da religião pagã.
- O aspecto arquitetônico da acrópole.
- O formato do altar de Zeus.
- O deus Asclépio (da cura) que tinha a forma de
serpente (símbolo da medicina).
- O fato de Pérgamo ser o centro do culto ao
imperador.
O Problema doutrinário e Moral na Igreja
em PérgamoCom aproximadamente 60 anos de
fundação, a igreja em Pérgamo já sofria com falsas
doutrinas (heresias). A palavra “doutrina” (gr.
didache) pode se referir ao ato de ensinar ou as
coisas ensinadas. O Novo Testamento nos fala da
doutrina do Pai (Jo 7.16), da doutrina de Jesus (Jo
18.19; 2 Jo 9) e da doutrina dos apóstolos (At 2.42).
As falsas doutrinas são também citadas (Mt 16.12;
Mc 7.7; Ef 4.14; 1 Tm 6.3).
Na igreja de Pérgamo estava presente a doutrina
de Balaão (Nm 22-25; 31.16; 1 Co 10.8; Jd 11) e a
doutrina dos nicolaítas (Ap 2.6). Em ambas a
ênfase estava num ensino distorcido associado a
um estilo de vida permissivo. Quando a doutrina
está doente, o que se resulta disso é uma vida
cristã enferma. Neste sentido, a falsa doutrina
ensinada fundamentava a idolatria e a
imoralidade    sexual     (práticas   geralmente
associadas nos ritos de adoração aos deuses).
Lições que Aprendermos com a Igreja em
Pérgamo
A máxima “boa doutrina gera bons costumes” é
verdadeira. No sentido de estabelecer os seus
parâmetros doutrinários, e dessa forma se
proteger das heresias, as principais igrejas
cristãs protestantes elaboraram as suas
confissões de fé ou documentos doutrinários
oficiais (Ex: Luteranos, Reformados e Batistas).
Quando falamos em doutrina no contexto das
Assembleias de Deus, enfrentamos sérios
problemas.
Em primeiro lugar, o que entendemos por
“Assembleia de Deus”? É lamentável afirmar, mas
muitas igrejas que possuem na “placa” o nome
“Assembleia de Deus” fazem isso pela
credibilidade da “marca”, mas em nada se
relacionam com a igreja fundada a partir da
chegada ao Brasil dos missionários suecos Daniel
Berg e Gunnar Vingren, no ano de 1911. De lá para
cá muitas águas rolaram (e se dividiram).
A Assembleia de Deus no Brasil é hoje uma grande
colcha de retalhos, com inúmeras ramificações. As
duas maiores convenções nacionais que reúnem
os seus pastores são a Convenção Geral das
Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e a
Convenção Nacional das Assembleias de Deus no
Brasil Ministério de Madureira (CONAMAD). Em
todos os estados existem igrejas e congregações
independentes, cujos pastores não estão
associados a uma destas convenções, nem a
nenhuma outra.
Há igrejas e congregações que são fundadas
pelos motivos e interesses mais absurdos, entre
os quais o desejo pelo poder, pelo título de
presidente e por dinheiro. É de fundamental
importância que ao procurar uma Assembleia de
Deus para se congregar, você busque conhecer a
história daquela igreja e alguma coisa sobre a
vida do seu líder. Fazendo isso você evitará uma
série de problemas futuros.
Diante desta realidade denominacional, e
associada ao presente estudo, temos a questão
doutrinária. Como anda a doutrina nas
Assembleias de Deus no Brasil? A pergunta não é
fácil de ser respondida, tendo em vista as
dificuldades criadas pelo esfacelamento da
denominação. Dessa forma, além de procurar
conhecer sobre a história da igreja local e sobre a
vida do seu líder, é necessário saber sobre os
fundamentos doutrinários daquela organização.
No que diz respeito às igrejas cujos pastores estão
associados à CGADB (me deterei nela pelo fato de ser um
associado), existe nesta convenção de ministros órgãos e
conselhos que de alguma forma procuram regulamentar a
sã doutrina. Distoando das denominações protestantes
históricas (e isso para mim é grave), não há um documento
oficial (tipo confissão de fé) que estabeleça os padrões
doutrinários da denominação (além de um tímido “cremos”,
publicado mensalmente no Mensageiro da Paz, jornal
oficial da instituição). Sua doutrina está dispersa nos
periódicos, lições bíblicas e livros publicados pela Casa
Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD, e em
algumas resoluções oficiais.
Quando surge um problema doutrinário tido por grave, a
CGADB estabelece uma comissão para discutir a questão e
emitir uma parecer, que deve ser aprovado pelo plenário
em suas assembleias. A doutrina “assembleiana” tem
influência de várias correntes históricas, mas
principalmente dos batistas, denominação de origem de
seus fundadores no Brasil, alcançados pelo movimento
pentecostal no início do século XX, vivenciado nos Estados
Unidos da América.
As Assembleias de Deus no Brasil enfrentam uma
crise doutrinária, e consequentemente uma crise
moral, assim como na igreja em Pérgamo.
Diante das múltiplas faces e formas de
Assembleias de Deus no Brasil, há igrejas que
gozam de saúde doutrinária e moral, enquanto
outras estão gravemente enfermas. Não podemos
aqui de forma alguma generalizar a crise, ou passar
a régua, nivelando todas e todos.
Do ponto de vista da doutrina temos problemas
nas áreas da doutrina de Deus, do Espírito e de
Cristo, na eclesiologia, etc. Além disso (e por
causa disso), sofremos forte influência de
modismos doutrinários (quebra de maldição de
hereditária, teologia da prosperidade, etc.) e dos
modelos “mercadológicos” de algumas igrejas
neopentecostais.
Pérgamo é aqui! Diante dos fatos, a nossa única saída está
no arrependimento e abandono de tais práticas: “Portanto,
arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles
pelejarei com a espada da minha boca.” (Ap 2.16)
Jesus está voltando, e para aqueles que conseguem ouvir e
atender ao seu alerta, em vez de se irritarem diante das
verdades aqui expostas, fica a promessa:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao
vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe
darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito
um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que
o recebe. (Ap 2.17)
Conclusão
Como igreja de Jesus Cristo, devemos tomar
cuidado, pois a desestabilidade espiritual da
igreja em Pérgamo não se consistia
primariamente em roubo, assassinato, suicídio, e
outros pecados desta natureza não! Ele, os crentes
em Pérgamo praticavam o culto com a sua liturgia
normal e tudo em nome de Jesus, mas o que
acontece não difere dos dias de hoje.
Muitos crente ou igrejas estão tambem cultuando
na sua normalidade, porém, não há mais
comunhão sincera com o próximo e muito menos
com Deus, é cada um com os seus próprios
interesses deixando o Soberano como uma última
instância, ou seja, só querem Jesus se for com um
amoleto. Mais a mensagens para os tais não é
outra se não a do ARREPENDIMENTO (Mt 3:9-11).

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Lição 5 Pergamo a igreja casada com o mundo

  • 1. Escola Bíblica Dominical 2º Trimestre de 2012 LIÇÃO 4 Pérgamo a Igreja casada com o mundo TEMA: As Sete Cartas do Apocalipse. A mensagem final de Cristo a Igreja.
  • 2. INTRODUÇÃO As cartas ás sete Igrejas da Ásia nos mostra três perigos que ameaçam as Igrejas de todas as épocas, o esfriamento do amor a Deus, a perseguição, os falsos profetas e heresias que conduzem a Igreja ao mundanismo. Esses perigos nos mostram a imperfeição da Igreja, e que apesar de imperfeita Jesus a ama e não desiste dela, e também, que é necessário conheçer a história para entender os perigos que nos ameaçam, olhar o presente fazer uma análise de nossa situação e confiar que Jesus levará sua Igreja em triunfo.
  • 3. Hoje vamos estudar a terceira a das sete cartas às Igrejas da Ásia, a Igreja da cidade de Pérgamo (exaltado). Jesus manda João escrever ao anjo, isto é ao mensageiro, ao Pastor da Igreja para que ele transmita a mensagem. Pérgamo situava-se a 30 km do Mar Egeu, e cerca de 100 km ao norte de Esmirna. Devido a um embargo comercial, não podendo comprar o tradicional papiro, a industrialização de peles de animais (pergaminho) tornou-se forte na cidade. Como centro cultural destacou- se em possuir uma biblioteca com cerca de duzentos mil rolos e uma escola de medicina.
  • 4. Como centro religioso, em Pérgamo havia um templo para Zeus, Atena, Nicéfora, Dioniso Catégemo e Asclépio. Um imponente altar dedicado a Zeus com cerca de 37 metros chamava a atenção. O culto ao imperador tinha seu centro em Pérgamo.[3] A idolatria dominava a cidade. Assim como no caso de Esmirna, não há registros específicos da chegada do Evangelho e da fundação da igreja em Pérgamo, podendo se enquadrar também no contexto de Atos 19:10.
  • 5. A Condição da Igreja em Pérgamo Ao se apresentar na carta à igreja em Pérgamo, Jesus enfatiza o poder da sua espada afiada de dois gumes (Ef 6.17; Hb 4.12; Ap 19.15), que simboliza o poder da sua palavra. Jesus afirma ainda conhecer o lugar onde a igreja estava estabelecida, as condições adversas, a fidelidade dos crentes perseguidos e martirizados, como no caso de Antipas, a quem o Senhor chama de “minha fiel testemunha”. Que possamos ser considerados pelo Senhor como fiéis testemunhas (gr. martys).
  • 6. Por se recusarem a participar das práticas idólatras e imorais predominantes em Pérgamo, os cristão foram vitimados pela perseguição e pelo martírio. Foram injustamente acusados de infidelidade a Roma, escarnecidos e ridicularizados. Enfrentavam constantemente as pressões de uma sociedade pagã. Eram evitados por se negarem a participar da adoração pagã, perdiam o emprego ou negócio. Eram considerados pelas pessoas como indignos de viver em Pérgamo.[4] A resistência satânica era muito grande contra aquela igreja.
  • 7. Em relação ao chamado “trono de satanás”, os estudiosos indicam cinco possibilidades[5]: - A própria cidade como centro da religião pagã. - O aspecto arquitetônico da acrópole. - O formato do altar de Zeus. - O deus Asclépio (da cura) que tinha a forma de serpente (símbolo da medicina). - O fato de Pérgamo ser o centro do culto ao imperador.
  • 8. O Problema doutrinário e Moral na Igreja em PérgamoCom aproximadamente 60 anos de fundação, a igreja em Pérgamo já sofria com falsas doutrinas (heresias). A palavra “doutrina” (gr. didache) pode se referir ao ato de ensinar ou as coisas ensinadas. O Novo Testamento nos fala da doutrina do Pai (Jo 7.16), da doutrina de Jesus (Jo 18.19; 2 Jo 9) e da doutrina dos apóstolos (At 2.42). As falsas doutrinas são também citadas (Mt 16.12; Mc 7.7; Ef 4.14; 1 Tm 6.3).
  • 9. Na igreja de Pérgamo estava presente a doutrina de Balaão (Nm 22-25; 31.16; 1 Co 10.8; Jd 11) e a doutrina dos nicolaítas (Ap 2.6). Em ambas a ênfase estava num ensino distorcido associado a um estilo de vida permissivo. Quando a doutrina está doente, o que se resulta disso é uma vida cristã enferma. Neste sentido, a falsa doutrina ensinada fundamentava a idolatria e a imoralidade sexual (práticas geralmente associadas nos ritos de adoração aos deuses).
  • 10. Lições que Aprendermos com a Igreja em Pérgamo A máxima “boa doutrina gera bons costumes” é verdadeira. No sentido de estabelecer os seus parâmetros doutrinários, e dessa forma se proteger das heresias, as principais igrejas cristãs protestantes elaboraram as suas confissões de fé ou documentos doutrinários oficiais (Ex: Luteranos, Reformados e Batistas). Quando falamos em doutrina no contexto das Assembleias de Deus, enfrentamos sérios problemas.
  • 11. Em primeiro lugar, o que entendemos por “Assembleia de Deus”? É lamentável afirmar, mas muitas igrejas que possuem na “placa” o nome “Assembleia de Deus” fazem isso pela credibilidade da “marca”, mas em nada se relacionam com a igreja fundada a partir da chegada ao Brasil dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, no ano de 1911. De lá para cá muitas águas rolaram (e se dividiram).
  • 12. A Assembleia de Deus no Brasil é hoje uma grande colcha de retalhos, com inúmeras ramificações. As duas maiores convenções nacionais que reúnem os seus pastores são a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira (CONAMAD). Em todos os estados existem igrejas e congregações independentes, cujos pastores não estão associados a uma destas convenções, nem a nenhuma outra.
  • 13. Há igrejas e congregações que são fundadas pelos motivos e interesses mais absurdos, entre os quais o desejo pelo poder, pelo título de presidente e por dinheiro. É de fundamental importância que ao procurar uma Assembleia de Deus para se congregar, você busque conhecer a história daquela igreja e alguma coisa sobre a vida do seu líder. Fazendo isso você evitará uma série de problemas futuros.
  • 14. Diante desta realidade denominacional, e associada ao presente estudo, temos a questão doutrinária. Como anda a doutrina nas Assembleias de Deus no Brasil? A pergunta não é fácil de ser respondida, tendo em vista as dificuldades criadas pelo esfacelamento da denominação. Dessa forma, além de procurar conhecer sobre a história da igreja local e sobre a vida do seu líder, é necessário saber sobre os fundamentos doutrinários daquela organização.
  • 15. No que diz respeito às igrejas cujos pastores estão associados à CGADB (me deterei nela pelo fato de ser um associado), existe nesta convenção de ministros órgãos e conselhos que de alguma forma procuram regulamentar a sã doutrina. Distoando das denominações protestantes históricas (e isso para mim é grave), não há um documento oficial (tipo confissão de fé) que estabeleça os padrões doutrinários da denominação (além de um tímido “cremos”, publicado mensalmente no Mensageiro da Paz, jornal oficial da instituição). Sua doutrina está dispersa nos periódicos, lições bíblicas e livros publicados pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD, e em algumas resoluções oficiais.
  • 16. Quando surge um problema doutrinário tido por grave, a CGADB estabelece uma comissão para discutir a questão e emitir uma parecer, que deve ser aprovado pelo plenário em suas assembleias. A doutrina “assembleiana” tem influência de várias correntes históricas, mas principalmente dos batistas, denominação de origem de seus fundadores no Brasil, alcançados pelo movimento pentecostal no início do século XX, vivenciado nos Estados Unidos da América.
  • 17. As Assembleias de Deus no Brasil enfrentam uma crise doutrinária, e consequentemente uma crise moral, assim como na igreja em Pérgamo. Diante das múltiplas faces e formas de Assembleias de Deus no Brasil, há igrejas que gozam de saúde doutrinária e moral, enquanto outras estão gravemente enfermas. Não podemos aqui de forma alguma generalizar a crise, ou passar a régua, nivelando todas e todos.
  • 18. Do ponto de vista da doutrina temos problemas nas áreas da doutrina de Deus, do Espírito e de Cristo, na eclesiologia, etc. Além disso (e por causa disso), sofremos forte influência de modismos doutrinários (quebra de maldição de hereditária, teologia da prosperidade, etc.) e dos modelos “mercadológicos” de algumas igrejas neopentecostais.
  • 19. Pérgamo é aqui! Diante dos fatos, a nossa única saída está no arrependimento e abandono de tais práticas: “Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.” (Ap 2.16) Jesus está voltando, e para aqueles que conseguem ouvir e atender ao seu alerta, em vez de se irritarem diante das verdades aqui expostas, fica a promessa: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe. (Ap 2.17)
  • 20. Conclusão Como igreja de Jesus Cristo, devemos tomar cuidado, pois a desestabilidade espiritual da igreja em Pérgamo não se consistia primariamente em roubo, assassinato, suicídio, e outros pecados desta natureza não! Ele, os crentes em Pérgamo praticavam o culto com a sua liturgia normal e tudo em nome de Jesus, mas o que acontece não difere dos dias de hoje.
  • 21. Muitos crente ou igrejas estão tambem cultuando na sua normalidade, porém, não há mais comunhão sincera com o próximo e muito menos com Deus, é cada um com os seus próprios interesses deixando o Soberano como uma última instância, ou seja, só querem Jesus se for com um amoleto. Mais a mensagens para os tais não é outra se não a do ARREPENDIMENTO (Mt 3:9-11).