Metodologias de implementação de SGQ - 2ª sessão.pptx
1. 0717 - Metodologias de implementação
de sistemas de gestão da qualidade
Roger Pragosa
[email protected]
Programa Operacional Potencial Humano
Eixo: 1 – Qualificação Inicial
Medida: 1.1 – Sistema de Aprendizagem
Entidade Formadora: CSIS – Consultores de Gestão, Lda.
Curso: Técnico/a de Qualidade
2. Envolvimento de todos os colaboradores – trabalho
em equipa
Definição de responsabilidades
Conceção da estrutura documental
Criação de documentos
Implementação de novas práticas
Conteúdos:
3. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
O trabalho em equipa é fundamental para a melhoria contínua da
qualidade e, consequentemente, para a melhoria da organização:
• Proporciona decisões mais eficientes;
• Promove uma melhor gestão de recursos;
• Motiva os elementos que constituem a equipa;
• Estimula a criatividade e a participação;
• Conduz à primazia do coletivo, em detrimento do individual.
4. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
O trabalho em equipa é fundamental para estimular a melhoria
contínua da comunicação:
• Divulgando os objetivos de cada sector;
• Sugerindo melhorias inerentes à tarefa realizada;
• Escutando sugestões dos operadores;
• Mantendo informados os operadores e compreendendo melhor
as exigências dos clientes.
5. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Existem várias metodologias que privilegiam a participação e a comunicação no
sentido de se identificarem possíveis causas de potenciais problemas. Existem
grupos de melhoria constituídos por pessoas das mais diversas áreas da empresa
que, através de reuniões periódicas, participam na melhoria contínua. A recolha de
sugestões é uma técnica de envolvimento individual que capta a criatividade de
cada um para a melhoria da qualidade. É uma ferramenta com grande potencial,
pois é a organização no seu todo que beneficia com as sugestões de quem nela
vive.
6. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Mas, para que tal aconteça, há que implementar filosofias e práticas
de gestão coerentes com esse objetivo, e que envolvam, entre
outros, os seguintes aspetos:
• Abolição de eventuais climas de medo ou terror perante o erro não intencional
• Criação de inúmeros e eficazes canais de comunicação, em todas as direções
e sentidos
• Implementação de sistemas de reconhecimento e recompensa
• Organizações altamente hierarquizadas
8. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Em resumo, pode-se dizer que o modo como as organizações se
estruturam, gerem e recompensam os seus recursos humanos
condiciona fortemente, quer a participação destes, quer o sucesso
das empresas nas frentes da Inovação e da Qualidade.
9. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
De acordo com uma sondagem realizada nos Estados Unidos da América, 90%
dos inquiridos declararam ter muitas ou algumas boas ideias e sugestões para
apresentar à sua empresa. No entanto, mais de 70% preferem não o fazer por
diversas razões. As mais citadas foram as seguintes:
• A gestão de topo não se interessa nem quer saber a sua opinião (27%)
• Não existem canais de comunicação informais através dos quais todos
possam exprimir as suas ideias e sugestões (27%).
• Medo de ser "marcado" (13%).
• Medo de punição ou despedimento (5%).
10. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Uma outra sondagem revela que mais de 70% dos inquiridos acham que as
sugestões nunca conhecem qualquer efeito prático; 64% pensam que a gestão
não procura ouvir as suas opiniões ou sugestões e 57% que não são
suficientemente encorajados a apresentar ideias.
11. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Adesão à Mudança
Segundo investigadores do fenómeno mudança e resistência á mudança estima-
se que aderem á mudança com um nível de motivação:
• Forte – 3%
• Moderada – 13%
• Seguidores primários 34%
• Seguidores secundários 34%
• Retardatários 16%.
12. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Pressupostos da resistência
Considera-se por um lado, que a resistência é natural e generalizada
a qualquer processo de mudança.
• Por outro lado, a resistência poderá diminuir se a mudança deixar de ser
percebida como ameaçadora
• Se os colaboradores estiverem envolvidos
• Se os mesmos colaboradores perceberem a mudança como benéfica.
13. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Pressupostos da resistência
No geral, pode considerar-se que a mudança é geradora de
ansiedade, porque poderá implicar mudanças substanciais para o
colaborador ou, quando muito, a pessoa enfrenta um medo do
desconhecido – o receio face ao futuro – que ameaça o equilíbrio
individual.
14. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Definições de resistência
Das várias definições de investigadores do fenómeno da “mudança e
resistência à mudança”, destacam-se as seguintes:
• “Comportamento que tem a intenção de proteger o indivíduo dos
efeitos da real ou imaginária mudança” (Alvin Zander)
• “Conduta que tem a intenção de manter o status quo, face às
pressões que são feitas para o alterar” (Zalteman & Duncan)
15. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Definições de resistência
Das várias definições de investigadores do fenómeno da “mudança e
resistência à mudança”, destacam-se as seguintes:
• “Comportamento que tem a intenção de proteger o indivíduo dos
efeitos da real ou imaginária mudança” (Alvin Zander)
• “Conduta que tem a intenção de manter o status quo, face às
pressões que são feitas para o alterar” (Zalteman & Duncan)
16. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Definições de resistência
Uma situação de mudança tem um impacto na
personalidade do indivíduo.
17. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Assim a resistência assume uma componente:
• Cognitiva porque traduz a perceção de uma ameaça contra as
crenças e valores do indivíduo
• Uma componente emocional porque á sentida uma agressão ou
ameaça, que gera ansiedade e frustração
• E uma componente comportamental uma vez que o indivíduo age
e comporta-se de forma a resistir ou a reagir á mudança
.
18. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Principais causas da resistência
Pode-se considerar as causas da resistência a 3 níveis:
• A nível individual
• A nível dos grupos (formais e informais)
• A nível organizacional
.
19. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Principais causas da resistência
A nível individual, porque implica:
• Uma nova adaptação
• A mobilização de energias para a mudança
• Uma alteração no status quo do indivíduo
• Poderá implicar uma alteração na sua identidade profissional
• Poderá suscitar, no colaborador, receios quanto ao futuro
• E poderá provocar uma alteração nas redes formais e informais de comunicação, entre
outros
.
20. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Principais causas da resistência
A nível dos grupos:
Os grupos, tanto formais como informais poderão ser agentes mais ou menos ativos na
resistência á mudança.
Quanto aos grupos formais referimos os grupos associativos, estatutários e corporativistas.
No que respeita aos grupos informais há que considerar a importância:
• Do líder ou lideres do grupo, que poderão exercer uma forte contracorrente no processo
de mudança, uma vez que eles possuem, não só força pessoal, mas a capacidade para
mobilizar os outros na mesma direção.
• A importância das normas e da cultura próprias do grupo e ainda as rotinas existentes.
21. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Principais causas da resistência
A nível organizacional a resistência tem a ver essencialmente com:
• A cultura organizacional
• Os valores
• Os estereótipos
• As redes de influência e de poder
22. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Principais causas da resistência
Das várias manifestações de resistência, salientam-se as seguintes:
1) Adoção de condutas informais
2) Recriminações múltiplas
3) Conflitos laborais
4) Lentidão na execução das tarefas:
a) Dependência excessiva da hierarquia – O colaborador põe sucessivas questões,
muitas vezes fúteis e irrelevantes
b) Zelo excessivo – consiste em demonstrar demasiado o zelo na execução da tarefa,
sendo a eficácia secundarizada e dando lugar á burocracia
23. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Principais causas da resistência
Das várias manifestações de resistência, salientam-se as seguintes:
5) Bloqueio parcial da informação
6) Recusa de formação
7) Criação de rumores ou boatos
8) Desenvolvimento de manifestações coletivas
9) Absentismo
10) Acidentes de trabalho
24. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Principais causas da resistência
Conforme se vê, as manifestações de resistência são variadas e deverão
antecipadamente prever-se, para assim se puderem ultrapassar mais
facilmente – daí a importância de uma mudança planeada.
25. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Poder-se-á evitar a resistência?
Em grande parte, SIM, se houver uma abordagem eficaz do
processo de mudança.
Liderança é fundamental, no início e no decorrer do processo de
mudança
26. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Assim, o líder deverá:
• Estabelecer uma comunicação estreita com o colaborador, disponibilizando o
máximo de informação
• Gerir os conflitos para que a mudança deixe de ser sentida como ameaça
• Antecipar as dificuldades ou entraves de forma a poder preveni-los
• Manter uma atitude de flexibilidade e abertura, a todos os níveis
• E por último, uma questão essencial nos processos de mudança, consiste em
criar, com todos os colaboradores, uma visão da organização desejável,
realista e viável do futuro
27. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Metodologias de abordagem da resistência
FACTORES DE RESISTÊNCIA MÉTODO
Incerteza/falta de informação quanto ao futuro
• Informar
• Desdramatizar
• Apoiar
• Apontar para os benefícios da mudança
• Concertar interesses
Ameaça às condições de trabalho, à perda de
status, diminuição de poder, etc.
Confusão na situação de crise de mudança
• Fasear a mudança
• Informar
• Assegurar boas redes de comunicação
Preocupação com as novas competências
• Efetuar reuniões periódicas
• Propor formação
• Estimular e incentivar o potencial
28. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Metodologias de abordagem da resistência
Ressentimentos passados • Incentivar a participação e o envolvimento
• Planear
• Controlar os resultados
Perda de controlo do processo
Pressões de grupos ou pessoas • Negociar e concertar interesses
Ameaça à imagem profissional
• Apoiar
• Encorajar
• Motivar
• Incentivar autodesenvolvimento
(diversificar e desenvolver competências)
29. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Metodologias de abordagem da resistência
Ressentimentos passados • Incentivar a participação e o envolvimento
• Planear
• Controlar os resultados
Perda de controlo do processo
Pressões de grupos ou pessoas • Negociar e concertar interesses
Ameaça à imagem profissional
• Apoiar
• Encorajar
• Motivar
• Incentivar autodesenvolvimento
(diversificar e desenvolver competências)
30. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Em Síntese:
Poderemos referir que a participação dos colaboradores nos
processos de mudança constitui um importante fator de redução das
resistências e contribui para uma aceitação da mudança em si
mesma.
31. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
A “mudança” é uma palavra-chave que mobiliza multidões. O
colaborador anseia por:
• Ser reconhecido como agente importante na mudança
• Participar nos objetivos organizacionais
• Mobilizar a sua criatividade e espírito de iniciativa
• Oportunidades de autodesenvolvimento
• Novas oportunidades e desafios
• Uma maior dignidade nas suas funções
• “Apanhar o comboio” do progresso
• Pertencer a uma organização credível, inovadora e continuamente renovada
32. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Uma das estratégias essenciais de abordagem da
mudança evitando a resistência consiste no
Envolvimento de todos os colaboradores.
33. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Fatores críticos de sucesso no envolvimento dos
colaboradores:
• Forte compromisso da gestão de topo
• Boa comunicação dos objetivos organizacionais
• Relacionamento estreito entre chefias e colaboradores
• Clarificação dos objetivos da Avaliação
34. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Fatores críticos de insucesso:
• Chefias não assumirem os objetivos que a gestão do topo se
propõe atingir
• Gestores e supervisores da primeira linha não terem as
competências necessárias
• Os programas de envolvimento não abrangerem a totalidade dos
colaboradores, acabando por se manter a cultura e a prática de
gestão tradicionais
35. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Como aumentar o envolvimento dos colaboradores?
• Comunicação interna:
• Descendente: comunicação generalizada de informação aos colaboradores sobre
os planos e objetivos da organização, com reuniões formais e informais
• Ascendente: baseada na implementação de sistemas de gestão que impliquem a
auscultação dos colaboradores.
• Participação dos colaboradores nos processos de tomada de decisão,
nomeadamente ao nível operativo, como sucede com os círculos de qualidade,
equipas de resolução de problemas, etc.
36. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
Aqui vemos dois pedreiros a fazer exatamente a mesma coisa: a
montar tijolo, para construção de uma catedral.
No entanto, a atitude profissional de cada um deles é diferente.
37. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
O primeiro (o da esquerda) apenas visualiza a parede que
está a construir, e sente o seu trabalho duro, pesado e em
princípio gerador de insatisfação.
38. Envolvimento de todos os colaboradores –
trabalho em equipa
O segundo (o da direita), pelo contrário, tem em mente o
objetivo final da sua tarefa e visualiza a catedral que ele
próprio está a construir. Por isso, investe no seu trabalho
com satisfação, empenhamento e orgulho. Só este último
está verdadeiramente envolvido com os objetivos
organizacionais.